Fernando Silva, guitarra portuguesa, Óbidos

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Fernando Silva

Guitarra portuguesa

Fernando Jorge Aniceto Silva nasceu na vila de Óbidos, em 1966. O pai cantava fado como amador. O tio Guilherme, irmão de seu pai, vendo o seu gosto pela música ofereceu-lhe uma guitarra aos 12 anos.

Como o tio Guilherme dava alguns “toques” na guitarra, e por vezes até dedilhava para pôr o irmão a cantar, o jovem Fernando não tirava os olhos dos dedos do tio, que lhe parecia um acariciar do instrumento.

Como havia em casa discos de fado, começou sozinho a tentar reproduzir os tons que ouvia. Passado pouco tempo ainda de calções, já acompanhava nas festas populares alguns amadores da terra, e era muito aplaudido.

Entretanto, estudou e tirou o curso de “Desenhador Projectista de Moldes”, e chegou a trabalhar numa empresa na Marinha Grande. Mas o seu passatempo era tocar guitarra e todos os fins-de-semana estava em locais onde houvesse fado, agarrado à sua guitarra.

Quando andava a estudar, era seu professor de Educação Física, o baterista Tó Freitas, que conhecia os seus dotes a tocar guitarra. Como mais tarde abraçou a profissão só de músico, foi convidado por Júlio Isidro para a banda do seu programa na RTP – Luzes da Ribalta, e como precisavam para as partes de fado de um guitarrista, lembrou-se do Fernando e convidou-o para ser o guitarrista residente, onde se manteve cerca de um ano.

Em 1990 foi convidado por Paulo de Carvalho, para seu guitarrista privativo numa digressão que durou alguns meses viajando pelo mundo inteiro. Foi convidado por Nuno da Câmara Pereira, no auge da sua carreira para seu guitarrista privativo, fazendo parelha com os violistas Carlos Garcia (Cajé) e Fernando Maia, com quem sempre se manteve enquanto este só fazia espectáculos. Mesmo agora, o Nuno quando atua não dispensa o Fernando Silva como seu guitarrista, assim como quando grava.

Atuou em diversos recintos com fado, destacando-se O Faia, GrandTasca, Luso e outros. Nas “Quartas de Fado no Wonder Bar” no Casino Estoril, Carlos Zel convidou-o para guitarrista, ao Cajé como viola acompanhamento e Marino Freitas, para viola-baixo, para músicos residentes do evento, aí teve a oportunidade de acompanhar grandes nomes e valores do Fado, o que obviamente contribuiu para o seu amadurecimento como acompanhante de Fado.

A partir de 2000, começou a acompanhar o fadista Rodrigo, fazendo parelha com o violista Jaime Santos e Tó Moliças viola-baixo, que se mantém até aos dias de hoje, em espectáculos e nas recentes gravações.

Em simultâneo é solicitado para acompanhar outros artistas, tais como, Mafalda Arnauth, Dulce Pontes com quem gravou um álbum duplo e um DVD em Istambul, gravou um CD de instrumentais, com produção e músicas Pedro Brito, e arranjos Ramon Gallarza. Gravou ainda com Teresa Tapadas, Lenita Gentil, Entre Vozes, João Ferreira Rosa (ao vivo no Casino do Estoril), George Dallaras (Grego) em dueto com Dulce Pontes, Duas Luas de Marco Quelhas, Rão Kyao e Teresa Salgueiro, Débora Rodrigues, Natalino de Jesus, e um espectáculo ao vivo no Coliseu de Lisboa com Paulo Gonzo e Carlos do Carmo.

Quando Mariza apresenta na Antena 1, o seu primeiro disco, é Fernando Silva que ela escolhe para a acompanhar em directo.

[ Músicos de Óbidos ]

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