Fernando Serafim

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Fernando Serafim

Tenor

Fernando Serafim, natural de Alcobaça, completou, no Conservatório Nacional de Lisboa, o curso de Canto, na classe de Arminda Correia, com alta classificação.

Foi depois para Itália estudar técnica vocal e repertório operístico com os mestres W. Badiali, C. Castellani e Gino Bechi, com bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Na Akademie Mozarteum, de Salzburg (Áustria), com bolsa do Instituto de Alta Cultura, diplomou-se em Canto (lied e oratória) na classe da professora Egger e em música de câmara na classe de Paul von Schilhawsky, nos anos de 1968/69/70.

A sua carreira iniciou-se como cantor de Lied, num concerto no Ateneu, no Porto, colaborando, a partir de então, em inúmeros concertos e recitais, em Portugal e no estrangeiro. Nos recitais preenchidos com música portuguesa, foi muitas vezes acompanhado ao piano pelos próprios compositores: Ivo Cruz, Lopes-Graça, Luís Filipe Pires, Filipe de Sousa, Jorge Peixinho, Cândido Lima. Algumas obras de alguns destes compositores foram-lhe dedicadas.

Na ópera, estreou-se no papel de Bastien, em Bastien und Bastienne de Mozart, levada à cena pela Fundação Gulbenkian, mas foi após a interpretação do Conde de Almaviva, em O Barbeiro de Sevilha de Rossini, no Teatro da Trindade, que a sua actividade neste campo passou a ser mais intensa. Participou em várias temporadas, quer naquele Teatro, quer no Auditório da Fundação Gulbenkian, quer no Teatro Nacional de S. Carlos, onde esteve integrado na Companhia, como cantor residente desde a sua fundação até à sua extinção.

Foi o criador de diversos papéis de óperas portuguesas (nomeadamente A Triologia das Barcas de Joly Braga Santos, O Canto da Ocidental Praia de António Vitorino de Almeida, Em nome da Paz de Álvaro Cassuto, As Três Máscaras de Maria de Lourdes Martins) e, também, o primeiro intérprete de composições com orquestra sinfónica e de câmara, de Joly Braga Santos, de Lopes-Graça, de Frederico de Freitas, de Luís Filipe Pires, de Clotilde Rosa e de Simão Barreto, de dezenas de canções de autores nacionais e estrangeiros, e de grandes obras nunca antes apresentadas entre nós, como, por exemplo, a Missa em Si Menor de Bach, conhecida, no nosso país (Lisboa e Porto), só em 1971.

Participou assiduamente, a convite de Madalena de Azeredo Perdigão, nos Festivais Gulbenkian. Foi também solista nos Festivais do Algarve, da Costa do Estoril, de Lisboa e de Macau.

Fez digressões com a Orquestra e Coro Gulbenkian, na Bélgica, em Espanha, em França, em Itália, em Macau, no Iraque, nos Açores e na Madeira.

Com o Maestro Lopes-Graça, realizou uma digressão à União Soviética. Como cantor de música antiga, realizou concertos na União Indiana e nos Estados Unidos da América. Cantou como solista em concertos com orquestra, em diversas capitais europeias como Bonn, Bruxelas, Londres, Paris, Roma, Madrid. Foi solista no Messias de Haendel, em Salzburg, e foi o protagonista na ópera A escada de Seda de Rossini, na ópera de Câmara de Viena.

Colaborou regularmente com a Ópera de Câmara do Real Theatro de Queluz.

Foi membro fundador do “Quarteto Marcos Portugal” e também dos grupos “Segréis de Lisboa” e “Convivium Musicum”.

Tem discos gravados de ópera, opereta, oratória e canções de compositores portugueses como F. Lopes-Graça, Simão Barreto e Filipe de Sousa. Participou no disco “Macau – um Sonho Oriental” de Carlos Alberto Moniz/José Jorge Letria.

Ganhou o 1º prémio Guilhermina Suggia e o 1º prémio da Canção de Lisboa, interpretando uma canção da autoria do maestro Tavares Belo.

A convite do maestro Manuel Ivo Cruz, encenou a ópera Rigoletto de Verdi aquando da apresentação desta ópera na ilha da Madeira, numa produção de uma associação cultural e do Cine-Fórum do Funchal. Essa mesma ópera, também com encenação sua, foi levada à cena em Lisboa, no Teatro Camões, em Maio de 2002.

Traduziu para português: do alemão, a ópera O Rapto do Serralho de Mozart, a Arlequinada de Salieri e a opereta O Morcego de Johann Strauss; do inglês, a ópera O Tanoeiro de Thomas Arne, apresentada em várias cidades do nosso país, pela Companhia de Ópera de Câmara do Real Theatro de Queluz; e do italiano a ópera O Espírito de Contradição do compositor Jerónimo Lima, cantado no Teatro Nacional de S. Carlos.

Foi maestro titular do Coro da Universidade Internacional, e é actualmente maestro do Coro do Hospital de Santa Marta.

Foi professor de canto, de 1984 a 1989 no Conservatório Regional de Tomar e, de 1989 a 1992 na Escola de Música de Santarém e de 1994 até 2006 na Juventude Musical Portuguesa.

Leccionou técnica vocal durante 3 anos, de 1998 a 2001, na Escola Profissional de Teatro de Cascais. Actualmente, dá aulas particulares.