Cândido Lima

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Cândido Lima

Piano

Cândido Lima é compositor, pianista, organista, professor, cronista, crítico, divulgador, ensaísta, conferencista.

Natural de Viana do Castelo, Cândido Lima fez os estudos liceais em Braga (1953/61).

Foi organista da Sé Catedral de Braga entre 1958 e 1962. Foi ainda organista na Igreja de S. João de Deus em Lisboa (1964/1966). Estreou-se na rádio e na televisão em 1963 e 1964, como compositor e como pianista, com Fernando Serafim e Ivete Centeno, a convite do Dr. Eduardo Freitas da Costa (sobrinho e afilhado de Fernando Pessoa, e que conheceu em Braga com o ator César Augusto, que recitou poesia, acompanhado ao piano pelo compositor, no Salão Medieval da Biblioteca Pública de Braga (1962)) e de Filipe de Sousa, assistente musical da RTP, com as obras Dança Exótica para piano e poemas de Sebastião da Gama e de Fernando Pessoa, para voz e piano (dos 4 Poemas Impressionistas, Edições Fermata).

Cumpriu serviço militar obrigatório como oficial miliciano, em Mafra, em Lisboa, em Estremoz e na Guiné, na ilha de Bolama, entre 1965 e 1968, tendo prosseguido, não obstante a situação de guerra do outro lado do canal, trabalhos como pianista e como compositor, dando aulas de canto coral e de ginástica, fora das horas de serviço militar, na Escola de Regentes de Posto (Escola de Magistério Primário, e as 13 das 16 Canções para a Juventude foram escritas para esta Escola, em 1967), e ainda lições de piano e de teoria musical, no quartel e no hotel, a duas crianças e a uma professora primária (hoje, uma das crianças, professora no Algarve, e o irmão em Trás-os-Montes). Preparou ainda, em 1967, um grupo de fuzileiros para exames da disciplina de português do 2º ciclo. Por subscrição pública na ilha de Bolama fez vir um harmónio de Itália para igreja da ilha.

Em 1973 orientou uma Acção de Formação dos novos programas da Experiência Pedagógica/Veiga Simão na Academia de Música de Luanda, a convite de Constança Capdeville (autora do novo Programa de Formação Musical) e de Madalena Perdigão, Directora dos Serviços de Música da Fundação Calouste Gulbenkian.

Regressado da Guiné, em 1968, e libertado do serviço militar, matriculou-se na Faculdade de Filosofia, estudando durante 5 anos clássicos e contemporâneos, em domínios das letras, da filosofia e das ciências (nasceu aqui a sua curiosidade pela raízes da música e do pensamento de Xenakis). Entretanto era convidado para dar aulas de composição no Conservatório Regional de Braga, a partir de 1968, e no Conservatório de Música do Porto, a partir de 1970.

Diplomado em Piano e Composição pelos Conservatórios de Lisboa e Porto. Doutorado pela Universidade de Paris I (1975/83), e no quadro de um Doctorat d’État pelas Universidades de Paris I e Paris IV (1983/2000), realizou estudos sobre luz, côr e imagem em composição musical, sobre audiovisuais e televisão e o compositor, sob a orientação de Iannis Xenakis e Michel Guiomar (4 volumes de textos, três inéditos). Frequentou cursos em Portugal, Espanha, Holanda, Alemanha, França, etc, com Nadia Boulanger, Aloys e Alphonse Kontarsky, Gerard Frémy, Claude Helffer, Stockhausen, Kagel, Ligeti, Pousseur, Boulez, Xenakis, mantendo com este compositor contactos desde 1972 até à sua morte, em 2001. Estudou análise e direcção de orquestra com Gilbert Amy e Michel Tabachnik, em Paris e em Metz, com contactos, em ensaios conduzidos por estes dois maestros, com as Orquestras de Paris e de Metz. Frequentou Cursos Internacionais em Portugal, em Espanha, em França, na Holanda Bilthoven/Gaudeamus,1973, na Alemanha (Darmstadt e Bayreuth, aqui, electroacústica, 1974)).

De passagem por Paris, vindo de Bilthoven, em 1973, assistiu à primeira audição em França da ópera Moisés e Aarão de Schoenberg, dirigida por Gyorgy Solti, no Teatro de Ópera de Paris (Palais Garnier), com dois dias de seminário tendo esta ópera como tema central (compra do LP da lendária gravação desta ópera dirigida por Hans Rosbaud, seu primeiro intérprete).

Frequentou estágios e cursos de música electrónica, informática e informática musical nas Universidades de Paris VIII (Vincennes), Paris I e II (Paris-Sorbonne e Pantéon-Sorbonne) (1975/1978), no CEMAMu, em 1978 e anos seguintes, e no IRCAM (1981/1992). Foi bolseiro, durante anos, da Fundação Gulbenkian e da Secretaria de Estado da Cultura, e ainda dos Cursos Internacionais de Santiago de Compostela (1969). Colabora nas Enciclopédias das Edições Verbo desde 1972, com artigos tais como harmonia, dodecafonismo, serialismo, música automática, música aleatória, música estocástica, Schoenberg, Xenakis, entre dezenas de outros temas. Escreveu para o Correio do Minho, Diário do Minho de Braga (anos 60 e 70) e para Jornal de Notícias do Porto (1982/1992). Criou para a televisão e para a rádio, na década de 80, séries de programas.

Foi presidente da Juventude Musical de Braga. Foi animador e apresentador de temporadas de concertos da J.M. de Braga e do Porto, da Pró-Arte, do Círculo de Cultura Musical e de outras associações e instituições do Norte, além de ter apresentado séries de concertos comentados no Instituto Francês do Porto (Introdução à Música Contemporânea, com registos audiovisuais do IRCAM), na Secretaria de estado da Cultura (Janelas sobre o Novo Século, 1984), na Casa de Serralves (obras e concertos para exposições de Vieira da Silva e de Tapiès, entre outros eventos). Foi director artístico das Semanas de Música de Viana do Castelo (1987/79). Foi diretor e membro das direções dos Conservatórios de Música de Braga (1972/73) e do Porto (1974/75). Foi Professor Coordenador da Escola Superior de Música do Porto entre 1986 e 2000. Ensinou, após regresso da Guiné, no Liceu Sá de MIranda de Braga (Canto Coral), ainda nos Conservatórios de Coimbra e de Aveiro, onde realizou diversas séries de animação musical-Serões Musicais de Sextas-Feiras, nos anos 80. Foi Director Artístico do Orféon Académico de Coimbra entre 1973 e 1975.

Formou, nas décadas de 60 e 70 um duo com o tenor Fernando Serafim, em concertos, na televisão e na rádio, divulgando clássicos, românticos e modernos, assim como música portuguesa e as suas próprias obras.

Criou o movimento nortenho de viagens de estudo aos Encontros Gulbenkian de Música Contemporânea, como patrocínio da própria Fundação Calouste Gulbenkian, através dos seus Serviços de Música, movimento iniciado em 1973 com a viagem a Lisboa de estudantes dos Conservatórios e outras escolas de Braga, Aveiro e Porto (aqui também com a comparticipação das escolas e das famílias!), para assistirem às Jornadas Xenakis e à estreia, em Portugal, da ópera Orfeu de Monteverdi.

Participou nas Reformas do Ensino da Música das décadas de 70, 80 e 90, introduzindo nos programas composição e da formação musical em geral novos conteúdos interdisciplinares das artes e das ciências. É autor do programa de Composição da Escola Superior de Música do Porto de 1986 a 2001 Escola que, por iniciativa sua, passou de um regime provisório de cursos livres para um regime definitivo de cursos integrados no sistema geral de ensino.

Fundou, em 1973, o Grupo Música Nova, tendo apresentado pela primeira vez em Portugal compositores como Wilfried Jentzsch, Jean-Battiste Barrière, Kaija Saariaho, Pascal Dusapin, ou instrumentistas como Stefano Scodanibio, além de primeiras audições de compositores nacionais e estrangeiros. Entre outros compositores trazidos ao Norte, destaca-se a vinda de Xenakis, em Junho de 1973, para o memorável “Encontro com Xenakis” no Cinema Trindade, que, como Presidente da Juventude Musical de Braga, o convidou durante o Festival International de Musique de La Rochelle desse ano. Aceitou o convite para regressar ao Porto, nos anos 80, com um programa com obras suas pelo Grupo Música Nova, mas as organizações locais inviabilizaram o projecto por quererem chamar a si o protagonismo e a honra da presença de tal celebridade. Trouxe ou colaborou na vinda a Portugal, ao Porto e a Lisboa, Centros de Tecnologia e Engenharia Musical como o UPIC-CEMAMu (1982), em que colaborou activamente na a presentação junto do público (e de escolas) e junto do Presidente da Fundação Gubenkian, Dr. Azeredo Perdigão e o IRCAM-Centre Georges Pompidou (1992).

É autor da gravação da defesa de tese de “Doctorat d’État” de Xenakis, na Sorbonne (1977), de onde foi transcrito o livro com o título de tese Arts/Sciences-Alliages, editado o pelas Edições Stock, Paris.

Xenakis, foto Larousse

Como compositor, escreveu obras de música de câmara, para orquestra, coro e orquestra, coro, instrumentos solo, para voz e instrumentos, música para teatro, música electrónica, eletroacústica e por computador, apresentadas em países dos vários continentes, Portugal, Guiné, Angola, Alemanha, Coreia, França, Espanha, Dinamarca, Holanda, Suécia, Argentina, Brasil, Estados Unidos da América, Bélgica, México, Suiça, com conferências em alguns deles(Festival de Zurique, com as obras Meteoritos e Oceanos, e a obra selecionada para os World New Music Days, NCÁÃNCÔA, para clarinetes(s), 2004) entre outros países. Recebeu numerosas encomendas da Fundação Calouste Gulbenkian, e ainda de instituições como a Academia de Música de Viana do Castelo, da ARTAVE-Santo Tirso, do Festival Internacional do Estoril, da Póvoa de Varzim e de Coimbra, da Casa da Música-REMIX, da Miso-Music, do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, do Concurso Internacional de Piano da Cidade do Porto, entre outras. As obras OCEANOS e A-MÈR-ES (encomenda da Fundação Gulbenkian, por proposta, em Paris, de Xenakis, e a ele dedicada, como é OCEANOS), compostas entre 1978 e 1979, introduzem, pela primeira vez na música portuguesa, e na orquestra, meios informáticos e meios electroacústicos. Ambas as obras foram estreadas em 1979, no Rivoli, pela Orquestra Sinfónica do Porto, dirigida por Gunther Arglebe e pelo Coro Música Viva (com balões, como percussão, e cantos de SOL-OEILS), e no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, pela Orquestra Gulbenkian, dirigida por Michel Tabachnik. A-MÈR-ES foi objeto de nova execução pela Orquestra Gulbenkian em 2009, com a reconstituição e a digitalização da partitura por Aura Reis e Pedro Amaral, e remasterização da electrónica por Miguel Azguime, com direção de Pedro Amaral. OCEANOS teve um grande destaque, na Tribuna Internacional de Compositores da UNESCO em Paris(1985), seleccionada pela RDP como representante de Portugal, “considerada superior às representantes dos Estado-Unidos e da França”.

“O compositor fala da sua obra”, em 1981, no edifício antigo da Câmara de Matosinhos, a convite do Dr. Manuel Dias da Fonseca, Vereador do Pelouro da Cultura, foi a primeira de muitas colaborações marcantes na cidade, como analista, como compositor e como pianista, e a primeira abordagem pública, sob esta forma, do seu trabalho de compositor.

Apresentou, em sessão solene da Câmara Municipal de Matosinhos, o CD com a obra para piano de Jorge Peixinho, evocando as suas relações artísticas, estéticas, culturais e profissionais com o compositor.

Ao desvincular-se, em 2001, da ESMAE, questionado sobre a sua substituição, propôs, com natural cepticismo sobre o sucesso de tal ideia, que fosse convidado Emmanuel Nunes, compositor que declinou o convite, mas propondo apresentar-se no Porto noutros contextos livres, o que originou o início de uma presença regular da sua obra e do próprio compositor na cidade, designadamente na Casa de Serralves e na Casa da Música.

Participou, como pianista, compositor, conferencista, maestro (GMN, OG e GMCL) e conferencista (sobre Ligeti, Xenakis, UPIC-CEMAMU, IRCAM, entre outros temas) durante anos nos Encontros Gulbenkian de Música Contemporânea e no Dia Europeu da Música do Centro de Arte Moderna, ACARTE, a convite de Madalena Perdigão. Participou em vários fóruns interdisciplinares, no Centro de Arte Moderana,, No Instituto Francês do Porto e no Instituto Franco-português de Lisboa, meios de teatro, do jornalismo e de artes plásticas, na Universidade do Porto, com figuras como Mariano Gago, Carlos Fiolhais, Nadir Afonso, entre outrosParticipou em

A imprensa portuguesa e estrangeira tem destacado e elogiado a sua obra de compositor, de instrumentista e de divulgador, incluindo a crítica de televisão (Correia da Fonseca e Mário Castrim, entre outros) que sublinhou a qualidade e o ineditismo das suas séries de televisão na década de 80: Sons e Mitos (1978-79), Fronteiras da Música (1982), No ventre da Música (1983), Evocações-ABZ de Júlio Montenegro, (1987), e na RDP, De toda a Música – Programa da Manhã de Júlio Montenegro (1986). Nestas séries foram pela primeira vez apresentadas diversas correntes e movimentos da música contemporânea, em convívio com os clássicos e românticos. Apresentou ainda a série Conheça Melhor, comentando documentos audiovisuais sobre etnomusicologia, enviados pelas embaixadas, da Suécia à Coreia (1983).

Tem escrito com regularidade sobre assuntos diversos da música. Estão editados em livros, ensaios e trabalhos teóricos de diversa índole. Destacam-se A Música e o Homem na Reforma do Ensino – da Antiguidade à Vanguarda (Música em Esquemas, título original), Editora Pax, Braga e Origens e Segredos da Música Contemporânea-Música em som e imagem, Edições Politema, Instituto Politécnico do Porto, Arquétipos em Composição Musical (inédito), Actas do Congresso “A Arte em Portugal no séc.XVIII (1973). Escreveu, para a Câmara de Matosinhos, textos sobre o Neoclassicismo e o Impressionismo, e breves ensaios sobre o Romantismo e sobre as Sonatas para Piano (integrais) de Beethoven, Mozart e Schubert, escritos à luz da musicologia contemporânea.

Aguardam publicação entrevistas realizadas com Iannis Xenakis (textos e voz), Gyorgy Ligeti e Pierre Boulez (textos e voz) (1982/97).

Estão editadas, em disco, numerosas obras para várias formações instrumentais, além de músicas mistas e música electrónica, electroacústica e por computador, pelo Sond’Ar-te, pelo Performa Ensemble, por Nuno Pinto-Miguel Azguime, Orquestra do Festival de Música da Póvoa de Varzim, entre outros intérpretes e agrupamentos, corais e orquestrais, destacando-se três CDs monográficos pela Secretaria de Estado da Cultura (1984), Câmara de Matosinhos (2001) e Grupo Música Nova (Ed.Numérica, 2013)), este último intitulado Para além das árvores-Músicas em Espelho, actuando neste como maestro, pianista e diretor artístico.

Foi estreada em 2009 a obra Músicas de Villaiana-Coros Oceânicos, para orquestra (que lê, também, o texto do foral), coro, electroacústica, audiovisuais, narrador, rapper e público (que é convidado a usar meios de telecomunicações, entre as quais, o telemóvel, com vozes e diálogos entre a sala e o exterior, no interior do universo sonoro da partitura). Encomenda da Câmara de Viana do Castelo, nos 750 anos do Foral. O Festival Música Viva dedicou-lhe, em 2009, diversos concertos (11 obras). Em 2006, o Centro Português Calouste Gulbenkian de Paris levou a efeito um concerto com obras de Cândido Lima e de Pascal Dusapin, com a presença de ambos os compositores, tendo como intérpretes o Grupo Música Nova, do Porto, e o Ensemble Accroche-Note, de Strasbourg.

O compositor Pascal Dusapin dedicou-lhe, em 1995, a obra Canto sobre poema de Leopardi (mais tarde, Cândido Lima, retribuiu dedicando-lhe a obra sobre o poema Canto a Leopardi de Fernando Pessoa)

As últimas obras: Variações à Volta do Sol-10 birthdays cards, para piano, estreadas em 2013 na classe da Professora Dina Resende do Conservatório de Música do Porto, com, no programa, a versão para piano das 16 Canções para a Juventude, Cadernos de Invenções-sons para descobrir-títulos para inventar (80 cadernos de 10 pequenas peças para todos os instrumentos, já em edição on-line da Miso Music), Fado Hilário Revisitado para coro masculino e piano, encomenda do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, Cantos das Fragas-bandolins, violas e violões, para violino, violoncello, guitarra e piano, encomenda do Performa Ensemble de Aveiro, ambas com o fado como temática, e mais recente, Novas Obras Infantis para piano, ÉCORI-memórias de um clarinete, para clarinete, contrabaixo e piano, e nova versão de Momentos-Memórias II para guitarra portuguesa e guitarra clássica, e para orquestra de cordas estreada na Polónia num concerto com obras contempoânea para instrumentos de tradição popular-Tradition and New Music. Compôs e estreou em 2014, na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, a obra Paráfrase e Variações sobre Lettera Amorosa de Monteverdi para piano, como cenário à volta do livro de poesia de Lettera Amorosa de Maria João Fernandes (e de René Char) que o apresentou, com Eduardo Lourenço, entre outros convidados.

A Revista Glosas editada pelo MPMP dedicou-lhe o Nº10 em 2013, que incluiu um texto de Mário Cláudio escrito expressamente para o compositor, e sobre o qual projecta escrever uma nova obra.

O Atelier de Composição prepara a edição de muitos dos seus escritos.

O MPMP prepara também a publicação de algumas partituras, editando este CD com gravações de 5 obras executadas ao vivo em concertos, e as Ed. AVA acabam de editar a a obra para orquestra MANTA.

A MISO MUSIC (Mic.pt) dedicou-lhe o Em Foco do mês de Dezembro de 2013 e o primeiro programa da série para a Antena 2, Música Hoje, de 2014, edita On-line toda a sua obra.

A pianista e professor acaba de estrear a obra ETHNON-canto do paraíso, e prepara um ensaio sobre a obra para piano do compositor.

Concertos e colóquios, nos Dias da Música Electroacústica (DME) de Seia com obras de Cândido Lima e Ângela Lopes, e Diálogos com o público com Cândido Lima, a compositora Ângela Lopes e as intérpretes violinista Suzanna Lidegran e a pianista Ana Telles (que prepara um ensaio sobre a obra para piano do compositor), destacando-se do programa do concerto, com obras de Cândido Lima e Ângela Lopes, a obra electroacústica Momento-Paisagem numa versão com dança pela bailarina coreana Chung Ji Hye.

Tem colaborado em projectos doutorais, integrando júris também, da Faculdade de Belas Artes, da Escola Superior de Jornalismo, da Universidade Católica e da Universidade do Porto (Faculdade de Letras).

Tem também mantido contactos individuais e com classes de composição ou de instrumentos, em Escolas e Academias de Música, como Fafe, Vila Nova de Gaia (Academia de Vilar do Paraíso), Santa Maria da Feira, Viseu, Porto (ESMAE e Conservatório de Música), por iniciativa da compositora e professor Ângela Lopes Tem colaborado com as professoras de piano Fiammetta Facchini e Dina Resende em projectos de música de piano para jovens, nomeadamente nos Prémios Jovens Músicos da Antena 2 e das actividades do Conservatório de Música do Porto.

Proferiu duas conferências no I Congresso Internacional de Música Electroacústica de Aveiro – Electroacoustic Winds 2015 promovido pela Universidade de Aveiro, em Setembro próximo, sob os títulos “Diálogos com Xenakis. A voz” e “Da electronica simulada à electronica real. Arquétipos”.

Das últimas obras destacam-se a s obras para piano ETHNON-canto do paraíso, para piano, dedicada a Ana Telles, Paráfrase sobre Lettera Amorosa de Monteverdi, dedicada à poetisa Joana Lapa (Maria João Fernandes), Lethes – o rio da minha memoria, dedicado a Mário Cláudio

Nuno Pinto tocou NCÁÃNCÔA para clarinete e electrónica no 28º Festival de Compositores de Cracóvia, Polónia, no dia 20 de Abril de 2016.

O guitarrista Pedro Rodrigues gravou em Abril a nova obra, que lhe é dedicada, que acaba de compor, ARCAICAS HARMONIAS-ninfas, bosques e deuses. Será incluída nesse CD a obra ESBOÇOS para guitarra, compostos em 1969, em Santiago de Compostela, a primeira portuguesa para guitarra em linguagem representative da música contemporânea.

A sua obra Gestos – Circus – Círculos foi incluída nesse primeiro programa da série Paisagens (inserida no Caleidoscópio), da autoria de Ana Telles, e transmitido no domingo dia 3 de Abril pelas 22h e repetido na 4ª feira seguinte às 13h.

O MPMP tem pronto um CD para ser editado, que inclui cinco obras instrumentais gravadas em concerto por grupos e maestros portugueses e estrangeiros.

Cândido Lima é professor investigador no INET-MD, Universidade Nova.

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