Ana Lains fadista

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Ana Laíns

Fado

Ana Laíns (16 Agosto, 1979-) diz que vê hoje a música “como uma forma de expressão livre e globalizada. Pode parecer um paradoxo, mas talvez este conhecimento seja o maior motivo da minha fidelidade ao Fado, à música tradicional e á língua portuguesa.” A crítica adora-a em palco, destacando a forma virtuosa de cantar, a sua forte performance, interpretação e capacidade natural para chegar ao público, valorizando essencialmente o seu lado eclético.

No ano em que comemora 15 anos de carreira (2014), Ana Laíns é nomeada Embaixadora das Comemorações dos 8 Séculos de Língua Portuguesa. Este reconhecimento, aliado à imensa paixão que tem pela sua língua, ficarão registados num próximo trabalho discográfico, a que dedicará, também, a sua próxima tournée de espectáculos.

Ana Laíns canta pela primeira vez em público aos 6 anos. Nascida em Tomar, desde cedo descobre o seu talento para a música e aos 15 anos canta, em público, o seu primeiro fado. Após ter vencido a Grande Noite do Fado de Lisboa, em 1999, decide apostar na sua carreira musical e apresenta-se nos Estados Unidos, Alemanha, Bélgica e Luxemburgo.

Apesar de ter assinado o seu primeiro contrato discográfico em 2003, com a editora Difference, só sentiu maturidade para gravar o seu disco de estreia no final de 2005, contando com a ajuda de Diogo Clemente na direcção musical e produção. Em Abril de 2006 chega por fim ao mercado o primeiro álbum- “Sentidos”, onde interpreta alguns dos seus poemas de eleição, de autoria de Florbela Espanca, Lídia Oliveira e António Ramos Rosa, entre outros, e no qual conta com um naipe de músicos de excepção.

A tour de “Sentidos” passa por Espanha, Bélgica, Holanda, Rússia e Grécia, onde foi considerada “a diva de um fado diferente”. A crítica internacional teceu rasgados elogios ao trabalho e a revista britânica Songlines salientou o exercício absolutamente contemporâneo da cantora no fado. Em Portugal foi considerada uma grande revelação por dar uma nova cor ao fado e à música portuguesa.

No verão de 2009 surge o convite de Boy George para gravar em dueto “Amazing Grace”, incluído no seu mais recente trabalho e, em Fevereiro de 2010, lança o seu novo álbum “Quatro Caminhos”, que conta novamente com a cumplicidade de Diogo Clemente na produção e direcção musical. Continuando a sua incursão pelo fado e pelas músicas tradicionais com composições de autoria de Diogo Clemente, Amélia Muge, José Manuel David e Filipe Raposo, entre outros. No que respeita a palavras, Ana Laíns privilegiou a temática da vida e das suas várias perspectivas, escolhendo poemas de Natália Correia, do uruguaio Rúben Darío ou do brasileiro Carlos Drummond de Andrade, e estreia-se como letrista com uma homenagem ao fado no tema “Não sou nascida do fado”.

Com a tour “Quatro Caminhos”, em 2012, esgota salas como a do DeDoelen, em Roterdão, ou do Tropen Theater, em Amesterdão. Na Alemanha apresenta-se na Passionskirche de Berlim e na sala Harmonie em Bona, por onde passaram alguns dos maiores ícones do Jazz e da World Music. Em Portugal apresenta-se em vários palcos, com destaque para o concerto comemorativo dos 55 anos de carreira de Fernando Alvim e, também, para a participação na Gala Amália, no Coliseu dos Recreios, em Novembro de 2012. Ana Laíns foi ainda convidada a dar voz à Grande Marcha de Lisboa 2012, que teve como temática os descobrimentos e a ligação cultural entre Portugal e o Brasil.

Ana Laíns participa nas duas edições, 2013 e 2014, do maior festival de fado organizado em Portugal – Caixa Alfama – a par de vozes como Camané, Ana Moura, António Zambujo, Ricardo Ribeiro e Maria da Fé, entre outros.

Na tour de espectáculos de 2014 Ana Laíns passou pela Áustria (onde esgotaram 12 dos seus concertos, em salas emblemáticas como a Metropol de Viena, a Treibhaus de Innsbruck, a Oval de Salzburgo ou a Orpheum de Graz), Espanha, Turquia (onde representou Portugal no dia 10 de Junho, em Ankara), Alemanha e Portugal (onde terminou com um concerto esgotado no Centro Cultural Olga Cadaval, de apresentação oficial como Embaixadora das Comemorações dos 8 Séculos de Língua Portuguesa).

Ana Laíns diz que vê hoje a música “como uma forma de expressão livre e globalizada. Pode parecer um paradoxo, mas talvez este conhecimento seja o maior motivo da minha fidelidade ao Fado, à música tradicional e á língua portuguesa.” A crítica adora-a em palco, destacando a forma virtuosa de cantar, a sua forte performance, interpretação e capacidade natural para chegar ao público, valorizando essencialmente o seu lado eclético.

Museu do Fado, acesso a 15 de abril de 2018

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