Amílcar Vasques-Dias compositor

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Amílcar Vasques-Dias

Composição . Piano

Amílcar Vasques-Dias nasceu em Badim, Monção.

Efectuou estudos superiores de Piano e de Composição nos Conservatórios de Música do Porto e de Braga. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Secretaria de Estado da Cultura para o Curso Superior de Composição Instrumental e Electroacústica no Conservatório Real de Haia, na Holanda, onde foi aluno de Louis Andriessen, Peter Schat e Jan van Vlijmen.

Destaca-se a formação que fez com o compositor Karlheinz Stockhausen na Holanda, com Iannis Xenakis, em Aix-en-Provence, França e com Cândido Lima, em Portugal, considerando estes compositores/professores os que mais o ‘influenciaram’ na sua formação de compositor. Conheceu Fernando Lopes-Graça a quem deu a conhecer a sua obra. É a partir deste convívio que começa a dar mais atenção à música tradicional portuguesa manifestando-se a sua influência em algumas das suas peças.

Na Holanda desenvolveu actividade artística e pedagógica como pianista e como compositor durante 14 anos.

Como pianista, interpreta a sua música e utiliza a improvisação como meio de expressão tendo realizado concertos em Portugal e em outros países da Europa e da América. Como compositor, tem recebido encomendas de várias instituições públicas e privadas holandesas e portuguesas no âmbito da música de câmara instrumental e vocal, ou electroacústica, orquestra sinfónica, orquestra de metais, coro a cappella e acompanhado, obras multimédia, e música para filme e teatro.

A sua música tem sido tocada em Portugal e em outros países da Europa e da América, nomeadamente em festivais de música contemporânea.

Tem diversas obras gravadas em vários CD editados na Holanda e em Portugal sendo alguns exclusivamente da sua autoria.

Paralelamente à sua actividade de compositor, mantém actualmente projectos de fusão do piano “erudito” com músicas tradicionais, nomeadamente com o cante alentejano em “Entre cante e piano: uma música do Alentejo”, com Joaquim Soares e Pedro Calado, cantadores do Grupo Cantares de Évora, e o cante flamenco, este com a cantora Esther Merino.

Conheceu e acompanhou José Afonso em 1978 e desde aí dedica-se ao estudo e recriação da sua música tendo criado com o violinista Luís Pacheco Cunha e a cantaora Esther Merino o projecto “José Afonso: de ouvido e coração”.

Desde o seu regresso da Holanda, em 1988, foi docente nas Escolas Superiores de Música de Lisboa e do Porto, na Universidade de Aveiro e na Universidade de Évora. Foi mentor e director artístico do Encontro do Alentejo de Música do Séc. XX.I, desde 1998 até 2009.