Álvaro Malta

Barítono

Álvaro Malta foi um cantor lírico e médico português que dedicou quatro décadas da sua vida à ópera. Nasceu em 1931 e morreu em Lisboa a 24 de novembro de 2018, com 87 anos.

Contracenou, no Teatro Nacional de São Carlos, com Maria Callas, que esteve em Lisboa em março de 1958, quando a sua carreira estava no auge, para protagonizar a ópera La Traviata, de Verdi, uma das que mais interpretou.

Álvaro Malta teve o primeiro contacto com a música aos seis anos, a tocar bandolim. No Seminário dos Olivais estudou música sacra e canto gregoriano, e teve o primeiro contacto com a ópera, com Cecília. Estudou canto lírico no Conservatório de Lisboa e no Coro do Teatro Nacional de São Carlos, que integrou aos 18 anos.

Iniciou carreira em dezembro de 1949, no Coro do Teatro São Carlos, ao mesmo tempo que tirava o curso de Medicina, que chegou a exercer na Maternidade Alfredo da Costa. Em junho de 1951, apresentou-se como solista, numa apresentação do Requiem, de Mozart, na Igreja de S. Domingos, em Lisboa.

Em novembro de 1952, estreou-se como cantor de ópera interpretando os papéis de “Oficial” e o de “Escrivão” em Inês Pereira, de Ruy Coelho. Foi no São Carlos que obteve enormes triunfos pessoais, nomeadamente quando, em 1966, substituiu à última hora o baixo Miroslav Cangalovic no “Mefistófeles” da ópera Fausto de Gounod, que depois cantaria no Théâtre de la Monnaie, em Bruxelas.

Álvaro Malta reformou-se em 1989, ao fim de uma longa carreira durante a qual protagonizou cerca de uma centena de papéis ao lado de grandes nomes, como Corelli, Gobbi, Christoff, Gedda, Kraus, Bumbry, Crespin, Gorr, Di Stefano.

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