Crianças tocando sinetas

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A brisa ligeira

A brisa ligeira
sopra de mansinho
empurrando o barco
tão devagarinho…

A espuma branquinha
da água do mar
parece uma renda
da onda a saltar!

Vai o pescador
a rede atirar!
Fartura de peixe
vai ele pescar!

António José Ferreira ]

À cidade eu cheguei

À cidade eu cheguei,
nas ruelas caminhei.
À cidade eu cheguei,
pelas pontes eu andei.
À cidade eu cheguei,
esculturas admirei.
À cidade eu cheguei,
azulejos observei.
À cidade eu cheguei,
monumentos visitei.
À cidade eu cheguei,
em igrejas eu rezei.
À cidade eu cheguei,
em museus também entrei.
À cidade eu cheguei,
carrilhões eu escutei.
À cidade eu cheguei,
grandes órgãos eu olhei.
À cidade eu cheguei,
belos quadros contemplei,
À cidade eu cheguei,
num coreto me sentei,
À aldeia regressei,
e mais nela reparei.

António José Ferreira ]

A família dos coelhinhos

A família dos coelhinhos
tencionava de casa mudar.
A toupeira não achou graça…
Algazarra na sua praça…
As crianças vêm estragar!

O ouriço disse à toupeira
que estava a exagerar.
Talvez tragam mais alegria.
Vão trazer mais animação.
E a toupeira não ia nessa.

Interveio o pica-pau dizendo:
Estou ansioso que venham.
Podem assistir aos concertos,
fazer parte da minha banda.
Venham lá os novos vizinhos!

A subir, a descer

A subir, a descer,
fui à serra do Gerês.
A subir, a descer,
é agora a tua vez.

A subir, a descer,
fui à serra do Marão.
A subir, a descer,
vai agora, meu irmão.

A subir, a descer
eu fui à serra da Freita.
A subir, a descer,
és tu, à minha direita.

A subir, a descer,
fui à Serra do Larouco.
A subir, a descer,
vai agora que eu ‘stou rouco.

A subir, a descer,
fui à serra do Açor.
A subir, a descer,
vai tu que eu tenho calor.

António José Ferreira ]

Com boa azeitona – transformação

Com boa azeitona da oliveira,
meu pai fez azeite de primeira.

A preparar polpa de tomate,
à minha mãezinha ninguém bate.

Com o grão de trigo da seara,
fez o meu avô farinha clara.

Com morangos frescos do pomar,
a avó fez compota p’ra lanchar.

Com cachos de uvas Moscatel,
farei vinho doce como o mel.

António José Ferreira ]

Conhecer a natureza

Conhecer a natureza
da qual nós fazemos parte
é um prazer com certeza
que requer engenho e arte.

São os montes e os vales,
os rios e o mar tão fundo,
os bichos, o céu, a terra
e o linguajar do mundo.

E o silêncio dos que querem
filosofar calmamente
sem poluição sonora
que incomoda tanta gente.

Dias da semana

Domingo passeei
e cheguei cansado.

Segunda, estudei
e fiquei fatigado.

Terça, corri
e fiquei exausto.

Quarta nadei
e fiquei enfraquecido.

Quinta pintei
e fiquei afadigado.

Sexta, escrevi
e fiquei extenuado.

Sábado, dormi
e fiquei descansado.

Do meu cansaço
fiquei recuperado.

António José Ferreira ]

Em primeiro

Em primeiro, chega o Fábio
na corrida lá da escola.
É feliz por ter vencido
e ter ganho uma sacola.

Décimo é o Mariano
que também está contente.
Antes só chegaram nove;
depois dele, toda a gente.

Em vigésimo, a Diana
que também está feliz.
Não é uma grande atleta
mas ganhou à Beatriz.

Em trigésimo lugar
o Zé Mário chegou.
Está toda estafado,
mas à meta ele chegou.

Quadragésimo, o Tiago,
diz que está muito calor.
É o número quarenta,
para a próxima é melhor.

Faz assim

Faz assim,
como eu.
Que se atrasou
perdeu.

A passar,
a bater,
ritmo vamos
aprender.

António José Ferreira ]

Fui a um carvalho

Fui a um carvalho,
tirei um bogalho;
vi um bogalhinho,
dei-o ao vizinho.

Fui a um carvalho,
tirei um bogalho;
vi um bogalhão,
dei-o ao meu irmão.

António José Ferreira ]

Grande e menor

Grande é o universo
onde cabem os planetas.

Menor é a Terra
onde cabem os países.

Menor é Portugal,
onde cabem os distritos.

Menor é o do Porto,
onde cabem os concelhos.

Menor é o de Gaia,
onde cabem as freguesias.

Menor é a de Avintes,
onde cabem os lugares.

Menor é o de Aldeia Nova
onde cabem várias ruas.

Menor é a da Corredoura
onde cabe a minha casa.

António José Ferreira ]

Há quem vá

Há quem vá até ao Minho
para comer o caldo verde;

há quem vá a Mirandela
para comer boa alheira;

há quem vá até ao Porto
para apreciar as tripas;

há quem vá a Almeirim
p’ra comer sopa de pedra;

há quem vá à Covilhã
p’ra comer queijo da serra;

há quem vá até Setúbal
p’ra comer boas sardinhas.

há quem vá a Chaves
aos pastéis de carne.

Há quem vá a Felgueiras
buscar pão-de-ló.

Há quem vá às Furnas
comer bom cozido.

António José Ferreira ]

Muito e pouco

Muito forte é o elefante,
bem pesado mas possante.
Fraco é o caracol
que quase derrete ao sol.

Muito rápida é a chita,
perigosa de bonita.
Lenta, lenta é a preguiça
chega sempre tarde à missa.

Bem comprida é a serpente,
veneno há-de ter no dente.
Curta é a lagartixa
que não entra em qualquer rixa.

Alta, alta é a girafa;
é assim que ela se safa.
Baixa é no mar a raia
espalmada como a praia.

Caladinha é a formiga,
do trabalho grande amiga.
Barulhenta é a cigarra –
o que ela adora é farra.

António José Ferreira ]

No jogo das rimas

No jogo das rimas,
começo p’las primas.
Convido os primos
e muito nos rimos.

Recito às amigas
que adoram cantigas
e digo aos amigos
poemas antigos.

António José Ferreira ]

Os meses

O mês de janeiro é 1;
como o primeiro não há nenhum.

O mês de fevereiro é 2;
tremem de frio vacas e bois.

O mês de março é 3;
lá vem a Páscoa outra vez.

O mês de abril é 4;
usa galocha, bota ou sapato.

O mês de maio é 5;
cresce a ovelha e cresce o pinto.

O mês de junho é 6;
ao fazer praia, não leves anéis.

O mês de julho é 7;
sê moderado com o esparguete.

O mês de agosto é 8;
nunca abuses do biscoito.

O mês de setembro é 9;
dias de praia, nos outros chove.

O mês de outubro é 10;
cuida de não molhar os pés.

O mês de novembro é 11;
foi-se o sol que me deu o bronze.

O mês de dezembro é 12;
couve da horta ao lume se coze.

António José Ferreira ]

Que bom fazer turismo

Que bom fazer turismo,
ir de carro, viajar.
Comer no restaurante
e nas termas relaxar.

Que bom ver os castelos
e em palácios entrar,
ver fogos de artifício
e na marina andar.

António José Ferreira ]

Onde está a casa?

Onde está a casa?

Está na rua.

Onde está a rua?

Está no lugar.

Onde está o lugar?

Está na freguesia.

Onde está a freguesia?

Está no concelho.

Onde está o concelho?

Está o distrito.

Onde está o teu distrito?

Está no país.

António José Ferreira ]

O temos a chuva e não temos o sol

Ou temos a chuva e não temos o sol,
ou temos o sol e não temos a chuva.
Ou calço a luva e não ponho o anel,
ou ponho o anel e não calço a luva!

Se subo no ar, eu não fico no chão,
se fico no chão, eu não subo no ar.
Até tenho pena, mas é a verdade:
ou ‘stou na escola ou em outro lugar.

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Já não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui até hoje entender
qual é o melhor: se é isto ou aquilo.

Cecília Meireles, adapt. ]

Ouve bem o que eu te digo

Ouve bem o que eu te digo,
presta muita atenção.
A cidade onde vives
tem 5 torres no brasão.

Ouve bem o que eu te digo,
presta muita atenção.
A vila onde tu moras
tem 4 torres no brasão.

Ouve bem o que eu te digo,
presta muita atenção.
A freguesia onde moras
tem 3 torres no brasão.

António José Ferreira ]

Que tempo!

Que tempo!
Que temporal!
Que chuva
torrencial!

Que dia
especial!
Presentes
do Pai Natal!

Que dia
de Carnaval!
A gente
não leva a mal!

Que dia
fenomenal!
Vitória
de Portugal!

António José Ferreira ]

Romeu e outras rimas

Romeu
já comeu
o toucinho
do céu.

A Inês
já fez
um pudim
francês.

A Bia
comia
do bolo
da tia.

A Sara
provara
da carne
mais cara.

A Vera
comera
uma tarde
de pera.

Se tu não sabes
o que quer dizer,
vai ao dicionário
a correr.

António José Ferreira ]

O ratinho foi ao baile

O ratinho foi ao baile
de cartola e jaquetão,
sapato de bico fino
e um par de luvas na mão.

Encontrou uma ratinha
que dançava no salão.
O ratinho aproximou-se
apertando a sua mão.

A ratinha estava noiva
e não quis complicação.
O rato ficou zangado
sofrendo do coração.

Pegou na sua cartola
e atirou-a para o chão.
Ficou tão desapontado
que deixou logo o salão.

Se fosses burro

Se fosses burro,
herbívoro serias;
ervas do campo
comerias.

Se fosses pombo,
granívoro serias;
grãos e sementes
comerias.

Se fosses guácharo
frugívoro serias;
frutos diversos
comerias.

Se fosses tigre
carnívoro serias;
carne saudável
comerias.

Se fosses lontra,
piscívoro serias;
peixe do rio
comerias.

Se fosses aranha
insetívoro serias;
vários insetos
comerias.

António José Ferreira ]

Tem uma sílaba é monossílabo

Eu, meu, seu, teu,
tem uma sílaba é monossilabo.
Ar, bar, dar, mar,
tem um sílaba é monossílabo.

Fato, gato, mato, rato,
tem duas sílabas é dissílabo.
Bola, cola, mola, sola,
tem duas sílabas, é dissílabo.

Bárbara, Cândida, Érica, Úrsula,
tem três sílabas é trissílabo.
Cátia, Cíntia, Nádia, Núria,
tem três sílabas é trissílabo.

Clementina, mandarina, tangerina, pequenina,
tem quatro sílabas é polissílabo.
Carolina, Catarina, Etelvina, Ludovina,
tem quatro sílabas, é polissílabo.

António José Ferreira ]

Crianças tocando sinetas
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