Rouxinol

O ROUXINOL DO IMPERADOR

Há mais de mil anos, num grande palácio, vivia o imperador da China. À volta do seu palácio, havia um belo jardim e um bosque de onde se conseguia ver o mar. Entre as árvores cantava maravilhosamente um rouxinol.

Muitas pessoas iam de longe para ouvi-lo, e o seu canto a todos alegrava. Era como se curasse as doenças. E até a China vivia em paz.

Um dia, o imperador mandou buscá-lo e nomeou-o chefe dos músicos da corte. O império desenvolvia-se de modo harmonioso.

Certo dia, o imperador do Japão quis oferecer ao monarca chinês algo muito valioso. Ofereceu-lhe um rouxinol mecânico, em ouro e pedras preciosas. O imperador chinês adorou.

Na corte, as pessoas acharam-no fantástico e esqueceram o rouxinol – verdadeiro e mais vulgar. Desprezado, o pássaro aproveitou uma oportunidade e fugiu do palácio.

Na Primavera, as pessoas perceberam que o som do rouxinol mecânico era monótono. Não alegrava ninguém e tornou-se muito aborrecido.

Entretanto, o imperador da China adoeceu. Quando estava a morrer, ouviu o canto do rouxinol da floresta, que regressara para o salvar, apesar de ter sido injustiçado. O soberano recuperou a saúde e quis nomeá-lo Músico Chefe da Corte.

O rouxinol recusou amavelmente: valia mais a floresta do que uma gaiola de ouro. Todavia, sempre que fosse necessário, poderia voltar ao palácio, transmitindo paz e harmonia.

(Hans Christian Andersen, adaptado por António José Ferreira)

SUGESTÕES

O professor começa por conta a estória.

Em seguida pergunta se há um voluntário para recontar.

Pela comemoração do Dia Mundial da Música, a 1 de outubro, no Dia Mundial do Animal, a 4 de outubro, no Dia da Liberdade, a 25 de abril, ou durante toda a primavera, Para representar o rouxinol, o professor pode recorrer a um “passarinho” de barro em que se sopra depois de se ter colocado um pouco de água.

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