Gaiteiros de Lisboa, Bestiário

Chamateia

No berço que a ilha encerra
Bebo as rimas deste canto;
No mar alto desta terra
Nada a razão do meu pranto.

Mas no terreiro da vida
O jantar serve de ceia,
E mesmo a dor mais sentida
Dá lugar à chamateia.

Oh meu bem!
Oh chamarrita!
Meu alento vai e vem,
Vou embarcar nesta dança,
Sapateia, oh meu bem!

Se a sapateia não der
P’ra acalmar minh’alma inquieta,
Estou p’ró que der e vier
Nas voltas da chamarrita.

Chamarrita, sapateia!
Eu quero é contradizer
O aperto desta bruma
Que às vezes me quer vencer.

Oh meu bem!
Oh chamarrita!
Meu alento vai e vem,
Vou embarcar nesta dança,
Sapateia, oh meu bem!

Letra: António Melo Sousa
Música: Luís Alberto Bettencourt
Arranjo: Carlos Guerreiro
Intérprete: Gaiteiros de Lisboa
Versão discográfica dos Gaiteiros de Lisboa, com Filipa Pais e João Afonso (in CD “Bestiário”, Uguru, 2019)
Versão original: José Ferreira, Carlos Medeiros e Luísa Alves (in LP “Balada do Atlântico”, DisRego, 1987; 2LP “O Barco e o Sonho | Balada do Atlântico | Xailes Negros”: LP 1, Philips/Polygram, 1989; CD “7 Anos de Música”, 2.ª edição, DisRego, 1992)

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