Tejo e Lisboa

Menina dos Olhos d’Água

Menina, em teu peito sinto o Tejo
E vontades marinheiras de aproar;
Menina, em teus lábios sinto fontes
De água doce que corre sem parar.

Menina, em teus olhos vejo espelhos
E em teus cabelos nuvens de encantar;
E em teu corpo inteiro sinto o feno
Rijo e tenro que nem sei explicar.

Se houver alguém que não goste,
Não gaste – deixe ficar…
Que eu só por mim quero-te tanto,
Que não vai haver menina p’ra sobrar!

Aprendi nos “Esteiros” com Soeiro
E aprendi na “Fanga” com Redol;
Tenho no rio grande um mundo inteiro
E sinto o mundo inteiro no teu colo.

Aprendi a amar a madrugada
Que desponta em mim quando sorris;
És um rio cheio de água levada
E dás rumo à fragata que escolhi.

Se houver alguém que não goste,
Não gaste – deixe ficar…
Que eu só por mim quero-te tanto,
Que não vai haver menina p’ra sobrar!

Se houver alguém que não goste,
Não gaste – deixe ficar…
Que eu só por mim quero-te tanto,
Que não vai haver menina p’ra sobrar!

Letra e música: Pedro Barroso
Intérprete: Pedro Barroso
Versão original: Pedro Barroso (in LP “Cantos da Borda d’Água”, Orfeu/Rádio Triunfo, 1984, reed. Movieplay, 2004; 2CD “Antologia 1982-1990”: CD 2, Movieplay, 2005)
Outras versões: Pedro Barroso (in CD “Cantos d’Oxalá”, CD Top, 1996)

Tejo e Lisboa
Tejo e Lisboa
0 comentários

Deixe um comentário

Quer participar?
Deixe a sua opinião!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *