Rolhas de cortiça, para jogos musicais de somar

Os “jogos musicais em casa” foram concebidos para recursos e competências acessíveis às famílias de língua portuguesa. Podem ser feitos com adaptações e diferentes recursos na escola por professores de Música, Oficina dos Sons e Atividades Lúdico-Educativas.

António José Ferreira

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1. O potencial educativo dos jogos

Os jogos têm um potencial de inclusão e desenvolvimento que não deve ser menosprezado e as crianças com NEE podem beneficiar especialmente das suas vantagens. O jogo seguinte desenvolve competências nas áreas do Português e da Matemática.

2. As parcelas e a soma

Há crianças com muitas dificuldades em fazer somas, mesmo que sejam simples. Em cima de uma mesa, o adulto coloca uma taça e, ao lado, um recipiente com feijões. Vai representando as somas com feijões. A criança vai dizendo a soma correta. Pode também representar as parcelas e a soma com os dedos. Numa primeira fase, a criança observa os dedos do adulto; posteriormente deve dizer a rima sem precisar de ajuda.

Zero mais zero, zero,
Nem tu queres nem eu quero.

Um mais zero, um,
Quero bifes de atum.

Um mais um, dois,
Quero ir lanchar depois.

Dois mais um, três,
Quero carne do Chinês.

Três mais um, quatro,
Quero é fazer teatro.

Quatro mais um, cinco,
Quero ir comprar um brinco.

Cinco mais um, seis,
Quero um jantar de reis.

Seis mais um, sete,
Quero carne e esparguete.

Sete mais um, oito,
Quero que me dês biscoito.

Oito mais um, nove,
Quero um caldo de couve.

Nove mais um, dez,
Quero um bolo português.

O adulto (e a criança) podem dizer como se estivessem a cantar em teatro musical, ou cantar numa nota só; ou cantar do 1 ao 8, em dó na primeira rima, ré na segunda, e assim sucessivamente.

Rolhas de cortiça, para jogos musicais de somar
Rolhas de cortiça, para jogos musicais de somar

3. Os meses do ano

Criança e adulto dizem a seguinte lengalenga:

A vaca leiteira
Disse ao leiteiro:
– Paga-me a renda
de janeiro.

Depois associam o mês do ano ao respetivo número:

Janeiro, 1
fevereiro, 2;
março, 3;
abril, 4;
maio, 5;
junho, 6;
julho, 7;
agosto, 8;
setembro, 9;
outubro, 10;
novembro, 11;
dezembro, 12.

Em seguida, a criança salta, com corda, ou sem corda (enquanto o adulto diz os meses). Depois, diz saltando e memoriza o máximo de saltos que conseguiu. Se ultrapassar os 12, o seu máximo passará a ser 1 ano e 1 mês, e assim sucessivamente.

Além de promover o exercício físico e a coordenação motora, a atividade desenvolve a memória, os conhecimentos de Estudo do Meio e de Matemática.

[ António José Ferreira, jogos testados com criança portadora de NEE ]

Estas brincadeiras cantadas e saltadas contribuem ainda “para que os alunos desenvolvam competências relativas à performance/execução musical, ou seja, cantar, tocar, movimentar, bem como as relativas a formas de comunicar/partilhar publicamente as performances e/ou criações.”

(Direção Geral da Educação, Aprendizagens Essenciais, Música, 1º Ciclo)

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