O harmónio é  um órgão munido de fole, pedais e registos de palheta livre. Pode ter um ou dois teclados e joelheiras para o organista, com as pernas do lado dos joelhos, aumentar o volume. É transportável e pode mudar de sítio, sendo a manutenção mais fácil do que o órgão de tubos portativo. Foi muito popular e casas e igrejas ocidentais no século XIX e até aos anos 80 do século XX. Era utilizado nas celebrações litúrgicas de igrejas de cidades e aldeias. O volume sonoro era limitado e dava trabalho extra ao organista que, além de tocar, tinha de dar ao fole com os pés, alternadamente. Largos milhões de harmónios foram construídos nos EUA, Canadá e Europa nos séculos XIX e XX. Esta página pretende fazer um levantamento dos harmónios existentes em Portugal e que ainda podem ser utilizados tanto em música litúrgica como em música profana.

Caldas da Rainha

Museu das Termas

Harmónio existente no Museu das Termas, Caldas da Rainha

Harmónio do Museu das Termas, Caldas da Rainha, créditos Teodoro Sousa

Grândola

Paróquia

Harmónio Alexandre & Fils da paróquia de Grândola

Harmónio Alexandre & Fils, créditos Paróquia de Grândola

Aquando da instalação do órgão de tubos na Igreja Matriz de Grândola, o organeiro Pedro Guimarães alertou a paróquia para a qualidade do harmónio de pedais que estava arrumado num dos espaços da paróquia. O harmónio foi construído por Alexandre & Fils, Inventeurs & Facteurs, Rue Mesley 39, Paris, datado de 1850, e valeria a pena recuperá-lo. Com o apoio da Fundação Caixa Agrícola da Costa Azul, o harmónio foi recuperado. Segundo informação da paróquia, terá sido apresentado no concerto final das festas em Honra de Nossa Senhora da Penha, Padroeira de Grândola, pelo organista Jaime Branco, músico de Beja, a 31 de maio.

Fonte: Paróquia de Grândola, maio de 2019

Porto

Lar dos Estudantes Vicentinos, Rua do Amial, 1268 Porto

Harmónio de pedais

Harmónio, Lar dos Estudantes Vicentinos, créditos António José Ferreira

No Lar dos Estudantes Vicentinos, que foi durante 50 anos seminário maior dos candidatos ao sacerdócio da Província Portuguesa da Congregação da Missão (Padres Vicentinos), havia e ainda existe e está operacional um pequeno harmónio Petrof que era utilizado em todas as celebrações litúrgicas da comunidade (estudantes e padres responsáveis pela formação). Era utilizado tanto nas missas, diárias como na Liturgia das Horas (Laudes, de manhã, e Vésperas, ao fim da tarde). Nas casas de formação por onde os estudantes passavam, existiam um ou mais harmónios, alguns deles grandes (caso das capelas do Seminário de Santa Teresinha, em Pombeiro, Felgueiras) e Seminário de São José (Oleiros, Lagares, Felgueiras). A formação era por vezes dada por professores padres e, outras vezes, os estudantes aprendiam de forma quase autodidata, com base em métodos de harmónio existentes.

Vila Nova de Gaia

Igreja Matriz de Sandim

Harmónio existente na igreja matriz de Sandim, Gaia

Harmónio da matriz de Sandim, créditos António José Ferreira

Na igreja paroquial existe um harmónio em bom estado, sendo utilizado nas missas dominicais um órgão eletrónico.

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