Ana Laíns, Portucalis

Sou Dual

Eu quero andar sem pés no chão,
Talvez sim, talvez não…
Ser uma conta certa e errada,
Ser tudo, ser nada.

Escrever sem nada p’ra dizer
E falar só por querer;
Num contra-senso todo imenso
Sou eu, quando penso.

Certeza inquieta, que aperta,
Que oprime e liberta,
Que às vezes acerta:
Sou dual.

Puxar meu barco pela areia,
Volta e meia, desistir;
Dar-me a quem me quer ver feia,
E de quem me vê, fugir.

Senhora dos meus devaneios,
Imperfeita perfeição,
Carrego mil e um anseios
No peito e nas mãos.

Certeza inquieta, que aperta,
Que oprime e liberta,
Que às vezes acerta:
Sou dual.

Certeza inquieta, que aperta,
Que oprime e liberta,
Que às vezes acerta:
Sou dual.

Letra: Ana Laíns e Mafalda Arnauth
Música: Ivan Lins
Arranjo: Paulo Loureiro e Ana Laíns
Intérprete: Ana Laíns com Ivan Lins (in CD “Portucalis”, Ana Laíns/Seven Muses, 2017)

Ana Laíns, Portucalis
Ana Laíns, Portucalis
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