Espetáculos

Carlos Damas, créditos DR

Mário

Até 28 de janeiro, no Cinema São Jorge, Lisboa

Valentim de Barros em 1967
Valentim de Barros em 1967

O espetáculo “Mário”, um monólogo de Fernando Heitor, que conta, em forma de ficção, a vida de Valentim de Barros, bailarino homossexual perseguido pela ditadura, vai regressar ao Cinema São Jorge, em Lisboa, a 7 de janeiro. O monólogo, interpretado por Flávio Gil, e estreado em agosto deste ano, ficará em palco até 28 de janeiro. Valentim teve aulas de dança clássica no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, estudou com a professora alemã Ruth Aswin, foi bailarino em Barcelona, Berlim e na ópera de Estugarda, na década de 1930, e viveu a ascensão nazi na Alemanha, de onde foi expulso pouco antes da eclosão da II Guerra Mundial, em 1939.

Ciclo de Órgão do Seminário Maior de Coimbra

Coimbra, de janeiro a julho, na primeira terça feira de cada mês, 18:15

Ciclo de Órgão Seminário Maior de Coimbra
Ciclo de Órgão Seminário Maior de Coimbra

De janeiro a julho, na primeira Terça Feira de cada mês há concerto às 18h15 no órgão histórico do Seminário Maior de Coimbra, seguido de Visita Guiada ao Seminário às 17h00.

GUIdance

Guimarães, 6 a 16 de fevereiro

O GUIdane – Festival Internacional de Dança Contemporânea de Guimarães decorre entre 6 e 16 de fevereiro, no Centro Cultural Vila Flor e no Centro Internacional de Artes José de Guimarães. Vera Mantero é o destaque num GUIdance em que a mulher está no centro. Nove das 11 criações que vão ser apresentadas na 10.ª edição do festival de dança contemporânea de Guimarães têm a autoria de mulheres. Vera Mantero é a coreógrafa em destaque, com dois espectáculos, mas o cartaz deste evento que começa a olhar para o seu legado inclui ainda nomes como Marlene Monteiro Freitas, Tânia Carvalho, Akram Khan e Marie Chouinard.

Sons pela Cidade, em Lisboa

Tardes de fevereiro e março

Carlos Damas, créditos DR
Carlos Damas, créditos DR

O programa de concertos de entrada livre com músicos da Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML), que se estende ao longo de boa parte do ano – com excepção de uma merecida pausa nos meses da canícula – é reforçado em Fevereiro e Março com a iniciativa Sons pela Cidade, que alarga a oferta a outros lugares para lá dos que são usuais nestas apresentações. Este ano a música clássica chegará à Ajuda (Igreja da Memória), ao Beato (Igreja de S. Bartolomeu do Beato), à Penha de França (Igreja da Madre de Deus), Benfica (Palácio Baldaya), Marvila (Auditório do ISEL), Santa Clara (Sede da Junta de Freguesia), Santa Maria Maior (Igreja de St.º António) e Olivais (Auditório da Sociedade Filarmónica União e Capricho Olivalense). As formações orquestrais são variadas e o mesmo se passa com os compositores, que vão do Barroco germânico (Bach e Zelenka) aos compositores portugueses do século XX (Luís de Freitas Branco e Fernando Lopes Graça), passando pelo classicismo vienense (Ludwig van Beethoven e Franz Schubert) e pelo Romantismo italiano (Rossini e Verdi).

A reconquista de Olivenza

Lisboa, São Luiz Teatro Municipal, 6 a 16 de fevereiro de 2020 . Loulé, Cineteatro Louletano, 21 e 22 de fevereiro de 2020

A reconquista de Olivenza
Créditos: Estelle Valente

A Reconquista de Olivenza é o novo espetáculo que junta o dramaturgo e encenador Ricardo Neves-Neves e o pianista e compositor Filipe Raposo, depois de Banda Sonora. A história de Olivenza, parcela alentejana do território português ocupada em 1801 por Espanha, conta-se no palco num exercício fantasioso sobre o Poder e a Política, com muito muito humor e muito muito pouco nacionalismo… Uma comédia, comandada por sete bolas de cristal e onde não faltam uma Rainha Mãe de Portugal materialista-reducionista, um dragão voador profético, gémeos herdeiros, bolas de Berlim do Califa, infantes espanhóis, uma enviada especial chinesa, Mary Poppins e até Nossas Senhoras que lêem tarot. Como se diz em cena, ‘tragam os canhões, as baionetas, as bestas e as catapultas. Estamos de partida! Todos pela Ponte 25 de Abril, seguindo pelo Alentejo até Olivenza.’” (Gabriela Lourenço)

Assim devera eu ser

27 e 28 de março, no Teatro Viriato, Viseu

Celebrar o nascimento de Amália Rodrigues e a presença do seu legado no nosso património cultural comum, é o objetivo do espetáculo “Assim devera eu ser“. Com o título inspirado na célebre música Formiga Bossa Nova, este é um espetáculo que revisita o tempo em que Amália cantava enquanto bordava, cantava enquanto engomava, cantava enquanto vendia fruta nas ruas. Em Assim devera eu ser, Catarina Moura, Celina da Piedade e Sara Vidal lançam ao público o desafio de aprender as cantigas daquela Amália, que foi menina bordadeira e mulher fadista.

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