Diário 2022

Universidade do Minho
Meloteca em destaque

As atividades e os acontecimentos mais significativos nos projetos Meloteca ao longo do ano

29 de janeiro de 2022

No cumprimento de uma missão cultural, mais 11 caixas de livros de música chegaram a Sandim onde enriquecem o acervo Meloteca.

Duas das caixas com quase 400 obras portuguesas, foram  doação. Com muitos livros raros, recentes e antigos, a coleção é cada vez mais uma amostra significativa e plural da nossa música impressa.

11 de fevereiro de 2022

Enviei o trabalho para o futuro manual de 3º ano de escolaridade da Porto Editora (planos de aula de Música da obra Livro de Educação Artística / Educação Física – MISSÃO Zupi – 3.º ano (ou outra designação que o Grupo Porto Editora entenda por bem dar à publicação). E já me foi sugerida a hipótese de colaborar também no manual do 4º ano. São livros que se mantêm muitos anos no mercado e são utilizados por muitos milhares de professores do 1º Ciclo. A melhor compensação por um trabalho feito é abrir possibilidades de novos trabalhos. E acordar em nós competências que estavam adormecidas.

14 de fevereiro de 2022

Os verdadeiros amigos podem parecer distantes mas aparecem quando se precisa.

A história é simples, semelhante a muitos outros pedidos de ajuda que recebo através da Meloteca. Uma estudante de uma universidade brasileira precisava de uma obra do compositor Frei Manuel Cardoso, mas o livro está esgotado, e é difícil encontrá-lo. O Emanuel Mesquita, que nem parece dar muita atenção à redes sociais, viu a minha publicação no Facebook, digitalizou as páginas do livro e enviou-mas. Graças a ele, a partitura já foi encaminhada para o Brasil. O Emanuel e eu estudámos Teologia no Porto. Eu era fã dele, ia a concertos do Coro de São Bento. Ao contrário de mim, ele era musicalmente talentoso, tinha formação na área, e fazia o que gostava. Há trinta anos os caminhos divergiram e nunca mais nos encontrámos fisicamente. Por via da Meloteca e do Facebook, voltámos a ficar próximos. Havemos de nos reencontrar e conhecer a família um do outro. Vamos rir-nos de muitas recordações desse tempo e atualizar informações. Alguns dos nossos antigos professores e colegas são hoje bispos e eclesiásticos influentes. Um dos ilustres colegas desse curso é o novo arcebispo de Braga.

17 de fevereiro de 2022

O grande flautista Luís Meireles deu-me a honra da sua visita.

Sem se dar conta, talvez tenha inaugurado sem pompa um lugar de intercâmbio com músicos. Consigo trouxe preciosidades para o acervo Meloteca, que um dia estará acessível ao público: um livro de música de 1786 (“Elementos de Musica offerecidos ao Excelentissimo Senhor D. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho”) e dez CD publicados, dele e da esposa a pianista Maria José Souza Guedes. Limitados pelas horas, ainda trocámos ideias, frutos e legumes.

19 de fevereiro de 2022

A primeira vez que me lembro de ouvir de alguém que o Gonçalo era especial foi da amiga e cantora Isabel do Vale, viúva do músico Luís Duarte, em Albufeira.

O Gonçalo era pequenino e aquelas palavras misteriosas ecoaram com tristeza no meu coração, como se revelassem algo que no fundo eu já sabia. O Gonçalo tem hoje 17 anos e é especial por muitas razões e tenho nele um imenso orgulho. Hoje continuou uma tarefa que está a realizar sozinho e já ultrapassou as 1500 capas de discos guardadas, a juntar a outros milhares que já estavam reunidas por mim ao longo de anos. Só nesta tarefa, que não chegou a meio, a sua preciosa colaboração libertou-me para tarefas intelectualmente mais complexas e ganha-me dezenas ou centenas de horas. E a Discografia da Meloteca torna-se cada vez mais uma grande base de dados das capas de discos em Portugal.

3 de março de 2022

O acervo Meloteca foi enriquecido com a revista Salicus – Revista de Música Litúrgica, editada pela Comissão Arquidiocesana de Música Sacra, de Braga, revista completa até à data.

Junta-se a outras revistas emblemáticas da música sacra e litúrgica em Portugal, como a Nova Revista de Música Sacra e o Boletim de Música Litúrgica. Já iniciei contactos com pessoas ligadas a universidades no sentido de oportunamente o acervo Meloteca esteja acessível e se torne em si mesmo um verdadeiro serviço público.

20 de fevereiro de 2022

Emiliano Toste.

Estamos conectados nas redes sociais e não é por acaso, conhecendo eu o seu contributo para a divulgação da música em Portugal enquanto editor e produtor com 324 discos já editados.

Um vídeo e uma conversa com o flautista Luís Meireles lembrou-que que estava em falta com Emiliano Toste. A lacuna foi colmatada ontem com bio facultada pelo próprio, e quem se interessa por música já pode consultar a sua bio na Meloteca. Além do mais, de uma assentada vão entrar na nossa base de dados 324 capas de CD. A já grande pasta discográfica poderá tornar-se uma nova plataforma, ou simplesmente aguardar uma oportunidade.

5 de março de 2022

Da casa da minha mãe, em Vila Fria para Sandim, vieram mais onze caixas de livros e discos.

Orgulho-me das dimensões e do valor do acervo Meloteca, e estou a trabalhar para que um dia esteja acessível numa grande universidade portuguesa. Provavelmente tenho de contabilizar e listar tudo o que existe, num trabalho que poderá demorar anos e que terá suporte em plataformas existentes ou a lançar ainda pela Meloteca. Todos podem contribuir enviando livros e discos, como oferta, ou em troca.

20 de março de 2022

Um artigo da minha autoria estará disponível numa obra coletiva brasileira, acessível como recurso digital e em formato de livro impresso, com tiragem de 7000 exemplares, destinada a estudantes.

À antiga Meloteca chegavam do Brasil muitos pedidos de edições impressas, o que não era viável tendo em conta os custos com o envio. Nessa fase, mais de 50% dos visitantes provinham do Brasil e, graças ao seu instrumentário, a Meloteca era consultada em quase todos os países do mundo. A nova plataforma vai-se expandindo de forma sustentada e alcançando novamente os países que perdeu com as mudanças (que a evolução tornou inevitáveis).

23 de março de 2022

Num convite que nos honra e é reconhecimento da Meloteca, Sílvia Araújo abordou-me a solicitar colaboração no Projeto PortLinguE (PTDC/LLT-LIG/31113/2017).

Trata-se de um projeto da Universidade do Minho financiado pela FCT que visa a criação de um portal multilingue para as línguas de especialidade a partir de dados em acesso aberto. A intenção é agregar no portal diferentes glossários disponibilizados na web em língua portuguesa e traduzi-los para diversas línguas, tornando-os mais úteis para agentes do setor das línguas (e.g., tradutores, professores de línguas, redatores técnicos). Neste momento, não há glossários de música na plataforma do PortLinguE. A cooperação deverá benéfica para ambas as partes e, sobretudo, para todos os utilizadores na área da música.

Universidade do Minho

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24 de março de 2022

Nelson Caetano convidou-me para dar uma formação em Leiria.

Em mais de uma década dei formação a 1550 professores e educadores, de Norte a Sul. Organizava as formações, divulgava e dava a maioria delas. Algum cansaço e a pandemia congelaram a minha faceta de formador. Sem tirar o foco dos projetos existentes e em construção, dar formação revela a dimensão mais criativa do meu trabalho nos últimos 20 anos criando conteúdos que estão disponíveis em www.lojameloteca.com e que dão um contributo lúdico para o desenvolvimento global da criança, desde os 0 aos 10 anos. Voltar a dar algumas formações é facultar ferramentas que fazem as crianças felizes exercitando os dois hemisférios cerebrais, o corpo e a mente como um todo.

No mesmo dia, Clara Alcobia Coelho, a começar um doutoramento na Universidade do Minho dedicado a Música Coral portuguesa de entre 1910-1974, pediu ajuda à Meloteca. Publicado o texto no Facebook, escreveu a investigadora: “É notável a quantidade de sugestões e as dezenas de mensagens que recebi entretanto, decorrentes desta publicação.”

25 de março de 2022

Foi garantido o domínio, “www.lenga.pt”, um novo sítio Meloteca dedicado apenas a conteúdos musicais educativos e solicitado orçamento à BlendUp.

O nome inspira-se em lengalenga, pelo que esta significa em termos de educação e desenvolvimento global da criança, pela sua importância na fala e na fluência da leitura, pelo ritmo das palavras, pela musicalidade do poema. Porque, com as sugestões criativas da Meloteca, desenvolve os três grandes domínios do desenvolvimento da criança, cognitivo, psicomotor e socio-afetivo. Tendo crescido muito, a Meloteca precisa de se manter intuitiva e leve. A componente educativa/musical ganha se tiver um espaço autónomo, dará visibilidade à Loja e contribuirá para a divulgação de conteúdos originais.

01 de abril de 2022

Tive orgulho em participar na “Enciclopédia de História Religiosa em Portugal”, uma obra de referência. Teria certamente temas a propor à nova obra digital. Não sei se poderei colaborar, pelo tempo que os artigos poderão exigir, mas desde já fico honrado com o convite.

“Os conteúdos do Dicionário de História Religiosa de Portugal constituirão um primeiro conjunto de conteúdos a disponibilizar na Enciclopédia de História Religiosa em Portugal, mantendo-se, para efeitos de conservação da memória da sua produção e com referência expressa a esse facto, exatamente como foram publicados originalmente. Simultaneamente, a Enciclopédia permitirá a todos os autores do Dicionário e a novos autores proceder à atualização de temáticas e entradas, que progressivamente completarão e farão evoluir este projeto. Todos estão desde já convidados a propor novos textos e a participar neste importante programa colaborativo do CEHR.”

5 de abril de 2022

Duarte Pereira Martins entregou-me no Porto, onde ia atuar, a revisita “Glosas” (exceto os três primeiros números, esgotados) e outras edições MPMP. Mais um importante enriquecimento para o acervo Meloteca.

29 de abril de 2022

Arrisco dizer que hoje é um grande dia para a Meloteca, que vai contar com a cooperação e o trabalho feito de um nome grande da investigação e da divulgação musical, João Carlos Callixto. O projeto iniciado hoje (Dicionário de Músicos Portugueses) vai preencher uma lacuna que eu já tinha sentido há muito tempo em Portugal e na própria Meloteca.

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