Sérgio Azevedo

Músicos sobre Música

Wolfgang Amadeus Mozart

(n. Salzburg 1756; m. Viena 1791)

Não consigo escrever poesia: não sou poeta. Não consigo dispor as palavras com tal arte que elas reflictam as sombras e a luz: não sou pintor… Mas consigo fazer tudo isso com a música…

Para mim, o órgão é o rei dos instrumentos. ]

Ludwig Von Beethoven

(n. Bona 1770; m. Viena 1827)

Bem-aventurado o que, tendo aprendido a triunfar sobre todas as paixões, emprega a sua energia na realização de tarefas que a vida impõe sem se procupar com o resultado. ]

Franz Schubert

(n. Viena 1797; m. Viena 1828)

Atormentado por uma santa angústia, aspiro a viver num mundo mais belo e desejo povoar esta terra sombria de um poderosíssimo sonho de amor. Senhor Deus, oferece enfim ao teu filho, esta criança feliz, como sinal redentor um raio de luz. ]

Felix Mendelssohn-Bartholdy

(n. Hamburgo 1809; m. Leipzig 1947)

Nada pode impedir-me de apreciar e desenvolver tudo o que os grandes mestres deixaram atrás de si, porque não faria sentido para cada um recomeçar do princípio; mas é preciso que seja um desenvolvimento ao melhor nível das minhas capacidades e não uma repetição inútil do que já foi.

Fryderyk Chopin

(n. Zelazowa Wola 1810; m. Paris 1849)

Ela traz-me sempre a Bíblia, fala-me da alma e marca-me os salmos a ler. É religiosa e boa, mas excessivamente preocupada com a minha alma. Passa o tempo a dizer-me que o outro mundo é melhor do que este, e tudo isso eu sei de cor. Respondo-lhe com citações da Sagrada Escritura e declaro-lhe que tudo isso me é conhecido.

Franz Liszt 

(n. Raiding 1811; m. Bayreuth 1886)

As artes são o mais seguro meio de se esconder do mundo e são também o meio mais seguro de se unir a ele. ]

Claude Débussy 

(n. Saint Germain-en-Laye, 1862; m. Paris 1918)

Houve e há, apesar das desordens que a civilização traz, pequenos povos encantadores que aprendem música tão naturalmente como se aprende a respirar. O seu conservatório é o ritmo eterno do mar, o vento nas folhas e mil pequenos ruídos que escutaram com atenção, sem jamais terem lido despóticos tratados. ]

Erik Satie 

(n. Honfleur, 1866; m. Paris 1925)

Resolvemos, de acordo com a nossa consciência e confiando na misericórdia de Deus, edificar na metrópole desta nação franca que, durante tantos séculos, ostentou o título de Filha Dilecta da Igreja, um Templo digno do Salvador, director e redentor dos povos; faremos dele o refúgio onde a catolicidade e as Artes, que lhe estão indissociavelmente ligadas, crescerão e prosperarão resguardadas de toda a profanação e na completa expansão da sua pureza que os esforços do Maligno não conseguiriam manchar. ]

(n. Empoli 1866; m. Berlim 1924)

Ferruccio Benvenuto Busoni 

A música nasceu livre, o seu destino é libertar-se. ]

(n. Moscovo 1872; m. Moscovo 1915)

Aleksandr Nikolaïevitch Scriabine 

O mundo é uma sumptuosa sinfonia
de mil vozes diversas.
As verdades terrestres,
consonantes com as verdades dos céus
soam em acordes cerrados e vibrantes
sobre as cordas dos milagres destruídos ]

Heitor Villa-Lobos

(n. Rio de Janeiro 1887; Rio de Janeiro 1959)

Considero minhas obras como cartas que escrevi à posteridade, sem esperar resposta. ]

Cláudio Carneyro

(n. Porto 1895; m. 1963)

O ritmo e a musicalidade de um poema, senão mesmo a vibração etérea da Ideia poética, irradiam da mesma Esfera que a poesia dos sons, a harmónica substância, o Verbo musical. ]

Olivier Messiaen

(n. Avignon, 1908; m. Clichy 1992)

Na hierarquia artística, os pássaros são os grandes músicos do planeta.

A Natureza, tesouro inesgotável  das cores e dos sons, das formas e dos ritmos, modelo inigualável de desenvolvimento total e de variação perpétua, a Natureza é a fonte suprema! ]

Vitaly Margulis 

(n. Charkov, Ucrânia 1928)

A surdez de Beethoven não era uma deficiência. Foi uma dádiva dos Céus. Incapaz de escutar as vozes exteriores, estava em condições de ouvir dentro de si próprio a voz de Deus. ]

Cândido Lima

(n. Viana do Castelo 1939-)

Havia um órgão de tubos na minha aldeia. O meu contacto com a música deu-se, portanto, desde que tenho consciência, aos 4-5 anos, nas cerimónias religiosas, a ouvir as pessoas mais velhas que vinham de Braga para tocar órgão. Ficou-me, portanto, o órgão no ouvido e as vozes das pessoas de família a cantar. ]

Emmanuel Nunes 

(n. Lisboa 1941 – m. Paris 2012)

O meu avô paterno era moleiro e o meu avô materno era padeiro. Talvez tenha sido o imenso pão que me alimentou intelectualmente. ]

Rão Kyao 

(n. Lisboa 1946-)

A música é uma prova de Deus. ]

João Pedro Oliveira

(n. Lisboa 1959-)

O acto de criação na sua essência, e tal como eu o concebo, não existe por si só, mas é resultado de uma revelação que se processa através do nosso Espírito para a nossa Mente, e cujas origens não podemos determinar. Para o ateu, talvez ele seja considerado como toda uma vivência em termos musicais, todo o conhecimento e compreensão de um passado e presente, ou mesmo um reflexo ou síntese da sua experiência humanamente vivida. Para o crente, essa revelação vem de Deus.

João Pedro Oliveira, composição
Foto Expresso

Fabio Armiliato

(n. Génova, Itália, 1956)

A música é importantíssima na educação, e todas as famílias devem sentir-se responsáveis por isso. Propondo-a mesmo aos próprios filhos da maneira mais amplas, de modo que não os impeçam de desenvolver o seu talento em todas as formas: música clássica ou ligeira, não importa, mas sempre com grande preparação, respeito e cultura.

Inés María Monreal

(n. Santander, Espanha, 1974)

A disciplina de música não tem o peso específico que merece dentro do currículo atual. O conteúdo a ministrar é fundamental para o desenvolvimento integral do estudante, traz-lhe a ampliação da sua capacidade criativa e reflexiva e facilita o desenvolvimento de competências numa dimensão transversal.

Gustavo Dudamel

 (n. Barquisimeto, Venezuela, 1981)

O poder de transformação que a música tem é único, especialmente para crianças desfavorecidas.

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