Bento XIV ao piano

Música em eclesiásticos e documentos

Martinho Lutero

(n. Eisleben 1483; m. Eisleben 1546)

Há, sem dúvida, numerosas sementes das mais raras virtudes nos corações acessíveis à música; pelo contrário, os que repelem a música parecem-me ter apenas calhaus e pedras. Sabemos que a música é odiada pelos diabos, que a não podem suportar e, segundo a Teologia, não há outra arte que se lhe possa igualar. E tanto assim é, que a música pode, como a Teologia, sossegar o ânimo e alegrá-lo. Por isso, o diabo, causador de tristes cuidados e pensamentos inquietos, foge tanto da música como das palavras da Teologia. ]

Concílio de Trento

(1545-1563)

A música não deve ser composta em ordem a um mero deleite dos ouvintes, mas de tal maneira que as palavras possam ser compreendidas por todos, a fim de que os corações dos ouvintes sejam arrebatados pelo desejo das harmonias celestes e pela contemplação das alegrias dos bem-aventurados. ]

Bento XIV

(1778)

Se é verdade que a música das representações cénicas, como nos foi relatado, deleita os espectadores com os seus artifícios, modulações harmónicas, com o ritmo e a suavidade das vozes, de tal maneira que se não perceba o texto por longo espaço de tempo, nesse caso, a música litúrgica tem objectivos bem diferentes, pois que a sua primeira preocupação deve ser a perfeita e integral compreensão das palavras. ]

Pio XI

(n. Desio 1857; m. Roma 1939)

Nenhum instrumento, por mais exímio que seja, pode superar a voz humana ao exprimir os sentimentos da alma. ]

Pio XII

(n. Roma 1876; m. Roma 1958; Papa 1939-1958)

O artista que tem uma fé profunda e leva uma vida digna de um cristão, impelido pelo amor de Deus e usando religiosamente os dons concedidos pelo Criador, procurará com todo o empenho exprimir e propor as verdades em que crê e a piedade que cultiva. ]

João XXIII

(n. Sotto il Monte 1881; m. Roma 1963; Papa 1958-1963)

A voz doce e penetrante do órgão simboliza bem o sopro vivificante do Espírito do Senhor que enche o mundo. ]

Constituição Sacrosanctum Concilium

(1963)

A tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte. ]

Paulo VI

(n. Concesio 1897; m. Roma 1978)

Canta-se? Então vai-se à igreja. Vai-se à igreja? Então existe religião. Há religião? Então crê-se. Crê-se? Então salva-se. Eis uma cadeia que é paradoxal e, todavia, tem a sua importância. Se se canta, conserva-se a vida religiosa numa comunidade. ]

Instrução De Musica Sacra et Sacra Liturgia

(1958)

Melhor será omitir totalmente a música instrumental (quer de órgão, quer de outros instrumentos) do que tocar mal; e, em geral, melhor será fazer bem uma coisa ainda que limitada, do que projectar coisas maiores, se faltam os meios aptos para as realizar. ]

Instrução Musicam Sacram

(1967)

A oração adopta uma expressão mais penetrante; o mistério da sagrada liturgia e o seu carácter hierárquico e comunitário manifestam-se mais claramente; mediante a união das vozes chega-se a uma mais profunda união de corações; da beleza do sagrado o espírito eleva-se mais facilmente ao invisível; enfim, toda a celebração prefigura com mais clareza a liturgia santa da nova Jerusalém. ]

Comissão Episcopal de Liturgia de Portugal

(1967)

O canto não constitui na liturgia um luxo, um elemento meramente decorativo. É um elemento primordial inerente ao carácter de festa. ]

D. Júlio Tavares Rebimbas

(n. Murtosa 1922)

O órgão é uma imagem do homem, a duplo título: com efeito, nesta maravilha da arte admiravelmente concorrem o sopro e a mão; a mão que modelou o homem e joga no teclado; o sopro que animou o homem e canta nos tubos. ]

Universa Laus

(1980)

Graças à palavra, a música pode nomear o Deus de Jesus Cristo; pela música, a voz humana tenta dizer o inefável. ]

Joseph Ratzinger, papa Bento XVI

(n. Marktl an Inn, Alemanha 1927)

A madeira e o metal tornam-se som, o inconsciente e o indefinido torna-se sonoridade ordenada plena de significado. Alternam-se uma corporização que é espiritualização e uma espirirualização que é corporização. ]

D. Jorge Ortiga

(2001)

Em todas as culturas existem manifestações artísticas que foram assumidas pelas respectivas celebrações cultuais. A liturgia cristã, porém, apesar de envolver toda a realidade humana e cósmica, só utiliza os eleemntos mais nobres e marcados por características determinadas, conforme o seu significado cultural, religioso e simbólico. ]

0 comentários

Deixe um comentário

Quer participar?
Deixe a sua opinião!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *