Excertos de artigos sobre Pedagogia Musical

Mãos idosas ao piano

Além de ser uma atividade prazerosa, tocar um instrumento na terceira idade é benéfico a vários níveis quer para principiantes quer para pessoas com conhecimentos e experiência musicais. Com o aumento da idade, é comum a perda de certas habilidades, a memória e a flexibilidade do pensamento. Mas isso pode ser prevenido, evitado ou retardado pelo estudo e a prática da música.

Sendo cada vez maior a esperança de vida, é importante que os idosos aprendam coisas, realizem atividades nos tempos livres e exercitem o cérebro. Aprender a tocar um instrumento é uma realização para muitos adultos e idosos que antes não tiveram tempo, disponibilidade, dinheiro ou espaço em casa. A família e os amigos devem incentivar à realização deste sonho e apoiá-los nesta prática altamente recomendada.

Tocar órgão ou piano age sobre a memória e o movimento das articulações, estimula o cérebro e retarda o envelhecimento. Melhora o bem-estar e a qualidade de vida, reduz a ansiedade, solidão e depressão, e tem benefícios para a convivência social. Idosos que tocam um instrumento são menos suscetíveis a doenças como Alzheimer e esquizofrenia, visto que a prática musical estimula o cérebro e torna os idosos mais criativos.

Será que existe uma idade para além da qual não é possível aprender música?

“Numerosos são os adultos que sempre quiseram aprender música, observa Isabelle Peretz. E vendo as aulas de música das crianças, alguns questionam se não seria a ocasião de o fazerem. A ciência é encorajadora a este respeito. Sim, mesmo em idade avançada, podemos aprender música.”

E a concluir: “Além do facto de que esta aprendizagem tem um efeito protetor sobre o cérebro – o declínio relacionado com a idade tem um efeito menos devastador no músico – aprender música tardiamente melhora a audição no ruído, a atenção e previne os malefícios do isolamento social.”

Cf. Traduzido revista Le Temps (Suiça), excerto, tradução e acrescentos por António José Ferreira

Mãos idosas ao piano

Mãos idosas ao piano

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Criança a estudar, foto DN Life

Nos anos 90 do século XX, especialistas fizeram testes para examinar a influência da música sobre a memória. O estudo revelou que a música podia ter um impacto positivo nas revisões da matéria.

A música pode melhorar o humor reduzindo a pressão arterial e o ritmo cardíaco. Música dos períodos clássico e barroco, em especial, à volta das 60 pulsações por minuto.

Um andamento de 60 pulsações por minuto ativa o hemisfério cerebral direito, enquanto rever a matéria ativa o hemisfério esquerdo.

Com os dois hemisférios ativados, o cérebro pode tratar a informação mais rapidamente.

Apesar dos vantagens que a música pode ter sobre o cérebro e a memória, ela também ser uma causa de distração. Para evitá-lo, há que ouvir:

  • música sem palavras, que poderiam distrair, enquanto a música instrumental melhora a concentração;
  • música lenta ou moderada e nunca rápida;
  • música em volume baixo, em fundo sonoro.

Há que evitar:

  • música com baixos muito fortes, como rock ou metal;
  • músicas novas, que concentrariam o cérebro na música e não nas revisões;

Em resumo, a música pode reforçar as capacidades de memorização. Embora sejam de privilegiar a música clássica e a música barroca, o tipo de música pode variar de indivíduo para indivíduo. Para ter sucesso, cada um deve fazer os seus próprios testes e verificar o que realmente funciona.

Criança a estudar, foto DN Life

Criança a estudar, foto DN Life

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Harmony Project

Por que razão a música é benéfica para as crianças?

A aprendizagem da música pode melhorar a aquisição e a compreensão da linguagem nas crianças, estipula estudo por investigadores da Northwestern University de Chicago (Estados Unidos da América).

Com os efeitos da música sobre o cérebro largamente reconhecidos pela ciência, o estudo publicado por uma equipa de investigadores da Escola de Comunicação da Northwestern University de Chicago fornece provas da evolução neurobiológica nos cérebros das crianças iniciadas durante pelo menos dois anos na aprendizagem de música. Este foi o primeiro estudo a analisar in situ a evolução da perceção sonora pelo cérebro das crianças participando durante melo menos dois anos num programa de formação musical.

“As nossas observações comprovam que a aprendizagem da música pode literalmente remodelar o cérebro de uma criança de modo a melhorar a sua receção sonora, o que melhora automaticamente as suas aptidões de aprendizagem da linguagem”, afirma a autora do estudo, Nina Kraus, professora de ciências da comunicação.

Com as suas equipas, Nina Kraus era a primeira a seguir o impacto da aprendizagem musical sobre as aptidões cognitivas das crianças de 3 a 6 anos participando num programa de sensibilização musical existente: o Harmony Project, programa de educação musical gratuito em bairros problemáticos de Los Angeles.

À semelhança de El Sistema venezuelano, o Harmony Project propõe há mais de dez anos oficinas de música destinadas a crianças de famílias desfavorecidas depois da escola. Como o sublinha a fundadora do projeto Margaret Martin, os participantes do Harmony Project vêm muitas vezes de famílias fustigadas pela violência, a criminalidade ou a droga. O Harmony Project oferece-lhes a possibilidade de aprender um instrumento, mas também de participar num projeto coletivo, de se exprimir e de se superar. Observando os seus alunos, Margaret Martin chegou a uma conclusão surpreendente: “Desde 2008, 93% de jovens que fizeram parte do Harmony Project terminaram com sucesso o seu percurso escolar e inscreveram-se na universidade, apesar da taxa de insucesso escolar superior a 50% nos seus bairros.”

Nina Kraus está convencida de que a aprendizagem da música é uma das principais razões desta mudança. Como explica a investigadora, a música e a linguagem são baseadas nos mesmos parâmetros – a altura, o timbre e a duração, e o seu tratamento pelo cérebro é similar. Por conseguinte, expondo o cérebro de uma criança à aprendizagem da música de forma regular, ele é mais estimulado para tratar estes três parâmetros e consegue analisá-los mais rapidamente e com maior precisão.

“Utilizámos testes neurológicos rápidos, mas poderosos, que nos permitiram avaliar o tratamento neurológico dos estímulos com uma nova precisão. Verificámos que as mudanças no cérebro ocorrem ao fim de dois anos de aprendizagem musical”, explica Nina Krauss. Isso prova que a educação musical não pode funcionar acelerando-se, mais se faz parte da educação musical, ela pode ter um impacto duradoiro e muito benéfico sobre as capacidades de escuta e as aptidões para a aprendizagem.”

Coautores do estudo:

Jessica Slater, Elaine C. Thompson, Dana L. Strait, Jane Hornickel, Trent Nicol e Travis White-Schwoch

Traduzido por António José Ferreira de France Musique

Harmony Project

Harmony Project

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Criança feliz a tocar piano

Para as crianças, fazer música favorece as aprendizagens

O jovem músico brilha em todas as esferas cognitivas que dependem da atenção, como os testes de inteligência, a memória e as aquisições escolares.

Como a aprendizagem da música age sobre o nosso cérebro? Que efeitos tem sobre a curiosidade, a atenção e a memorização? É preciso tornar a aprendizagem da música obrigatória na escola? São algumas das questões colocadas por Isabelle Peretz.

Em Apprendre la musique. Nouvelles des neurosciences, livro editado pelas Editions Odile Jacob, esta investigadora aconselha a fazer música desde a idade de 6 meses. Ela cita um raro estudo em meio natural conduzido por professores da Universidade McMaster em Ontário (Canadá) sobre bebés.

“Os bebés e os seus pais aprendem um repertório de canções marcando o compasso, mexendo e cantando. Seis meses depois, as habilidades musicais dos bebés são testadas.” De modo interessante, a comunicação pais-filhos é mais intensa e o desenvolvimento socio-emotivo (exploração, sorrisos) melhora significativamente nos bebés “músicos”. “Vejo aí as primícias da inteligência”, analisa Isabelle Peretz.

Por volta dos 6 anos, reencontramos efeitos semelhantes. “As crianças de 6 anos que frequentam cursos de piano ou de canto durante um ano obtêm alguns pontos a mais na escala de medida da inteligência. Os cursos de teatro ou a falta às aulas, durante o mesmo período, não proporcionam tal vantagem.” Facto interessante, o ensino dos rudimentos da música a crianças de 8 anos durante seis meses, à média de uma aula por semana, ajuda à aquisição da leitura.

Um bom complemento à educação geral

A vantagem intelectual do jovem músico, que se exprime por resultados académicos superiores, parece manter-se durante toda a sua escolaridade. Assim, um inquérito recente realizado junto de 18 000 alunos confirmou que ao fim do secundário (entre os 16 e 17 anos), os alunos canadianos que participavam numa orquestra de sopros, um coro ou um agrupamento de cordas tinha uma taxa de sucesso mais elevada em todas as matérias avaliadas (Matemática, Biologia, Inglês).

Os que tinham seguido cursos de artes plásticas não mostravam tal vantagem. De notar, contudo, que a vantagem intelectual não se observa em músicos profissionais quando se comparam com profissionais não músicos. “Os estudantes de música não têm um QI superior aos estudantes universitários de outras disciplinas, nota Isabelle Peretz. Dito de outro modo, aprender a fazer música é uma vantagem quando a atividade faz parte da educação geral. Fazer disso uma profissão não assegura uma manutenção intelectual de alto nível.”

A ciência é encorajadora, mesmo em idade avançada pode-se aprender música. Isabelle Peretz

Traduzido por António José Ferreira da revista Le Temps (Suiça) (excerto)

Criança feliz a tocar piano

Foto Best Digital Piano Guides

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A música melhora o desenvolvimento cerebral dos bebés prematuros

Um estudo elaborado na Suiça é o primeiro no mundo a descobrir que ouvir melodias produz mudanças nas conexões neuronais.

Nas unidades de cuidados intensivos neonatais há muito ruído: portas que se fecham e se abrem, pessoas falando, aparelhos de ar condicionado, entre outros. Um ruído, que pode afetar os bebés prematuros que estão a recuperar ou a desenvolver-se nas incubadoras. Os mais afetados por estas circunstâncias são os grandes prematuros, aqueles que nascem antes da semana 32, o que significa que não se desenvolveram totalmente nem física nem cognitivamente.
Embora a evidência científica assegure que os avanços médicos melhoraram muito a sua sobrevivência, estes pequeninos são mais sensíveis e estão mais sujeitos a dificuldades no seu desenvolvimento neuronal. E para que este melhore, especialistas e professores de Genebra (Suiça) decidiram confiar na música, escrita especialmente para eles. Na Suiça, segundo explicam, há cerca de 800 bebés prematuros por ano, o que representa 1% dos nascimentos no país. Em Espanha, nascem por ano cerca de 500 bebés prematuros por ano.

“Nascer entre as semanas 24 e 32 de gestação quer dizer que restariam entre dois a quatro meses para uma gravidez até ao fim, significa que o seu cérebro está menos desenvolvido”, asseguram os autores em comunicado.

“A sua maneira de desenvolvê-lo, continuam, é uma incubadora, com condições diferentes das que teriam se estivessem na barriga da mãe. Juntando a imaturidade do cérebro e o ambiente que sensorialmente não é adequado, poderia ser uma das explicações do porquê as conexões neuronais não se desenvolvem normalmente”, acrescentam.

A ideia da qual partiram os investigadores é como fazer para que o ambiente dos pequeninos na UCI melhorasse. E sabiam que a música era uma opção, mas qual? “Fomos muito afortunados porque contamos com o compositor Andreas Vollenweider, com experiência em projetos musicais com população vulnerável e que mostrou muito interesse em compor música para os grandes prematuros. O compositor contou com a ajuda de uma enfermeira especializada em cuidados intensivos”, segundo os autores.

A melodia tinha de estar adaptada a eles e acompanhá-los quando acordam, quando vão dormir, e que tocasse durante as fases sono-vigília. Os instrumentos finalmente escolhidos foram a flauta encantadora de serpentes (punji) – o que melhor funcionou -, a harpa, e bocados de sino. O compositor escreveu três peças de oito minutos de duração. O estudo baseou-se em diferenciar dois grupos de bebés, uns ouviram música cinco vezes por semana, e os outros, nada. As ressonâncias que fizeram na experiência mostraram “diferenças nas conexões neuronais no cérebro dos bebés”.

A investigação, publicada em Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), teve conclusões surpreendentes para os autores: “Os resultados revelam que as redes neuronais dos bebés prematuros que ouviram esta música, e em particular relativamente às funções sensoriais e cognitivas, desenvolvem-se muito melhor”. “E foi incrível”, relatam, “os bebés mais excitados conseguiram acalmar-se”. E mais, “incrementaram-se as conexões entre a rede cerebral de proeminência (aquela que permite discernir a importância dos estímulos) e as redes auditivas, sensoriomotoras, frontal, tálamo e pre-cúneo (uma parte do cérebro que permite relacionar a informação exterior com as dos sentidos). De tal modo que a organização das redes neuronais era muito similar à dos bebés nascidos no termo da gravidez”, explicam. Os primeiros bebés que participaram no projeto têm agora 6 anos, a idade em que os problemas cognitivos começam a ser detetáveis. Com os resultados, os autores terão agora que avaliá-los de novo.

“Este estudo tem uma conclusão muito inovadora porque é a primeira vez no mundo que se investiga o efeito da música em prematuros com ressonâncias magnéticas e se demonstra que existe uma mudança no cérebro”, explica Juan Arnáez, neonatólogo e diretor da Fundação NeNe, organização sem fins lucrativos cujo principal objetivo é a formação, investigação e divulgação dos problemas neurológicos do recém nascido. “Sabíamos que a música era benéfica para o cérebro em qualquer idade, mas não como acontecia. Não conhecíamos que mudanças se produzem realmente num cérebro em desenvolvimento”, realça o perito.

“É um avanço muito importante porque o ruído, ou como evitá-lo, nas UCI neonatais é algo a que se dedica muito tempo. Os grandes prematuros caracterizam-se, entre outras coisas, porque têm imaturidade nas conexões neuronais e mais risco de sofrer hemorragia pela fragilidade dos seus vasos sanguíneos”, continua Arnáez. Ao nascer, “e passar do seio materno – onde o ruído é amortecido pelo líquido amniótico – para uma incubadora pode ser algo muito brusco para o bebé. E solucionar esta contaminação sonora nas unidades é fundamental”, explica. “O que deve continuar a ser investigado é que efeito real tem a música a longo prazo”.

Segundo expõe o especialista, em Espanha há hospitais que põem música nas suas UCI neonatais, mas não é algo generalizado: “O que se está fazendo é: reduzir a luz, tapando a incubadora; permitir às famílias que possam estar na unidade as 24 horas; que os prematuros possam tomar leite das suas mães desde o minuto zero e que existam mecanismos que meçam os decibéis para controlar o ruído”. “Definitivamente, há que garantir o mais possível bem estar destes pequeninos”, conclui.

(…)

Carolina García, El País, De mamas y de papas, 01 de junho de 2019, tradução de António José Ferreira a 13 de junho de 2019

A música melhora o desenvolvimento cerebral dos bebés prematuros

Bebé prematuro

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Criança com autismo dedilhando guitarra, créditos Pixabay

Estudar esta arte favorece o neurodesenvolvimento. Os especialistas acreditam que ajuda também ao tratamento de menores com TEA ou TDAH.

A música pode ajudar a tratar os transtornos do espetro autista (TEA) e os transtornos por défice de atenção e hiperatividade (TDAH) em crianças, conclui a Sociedade Norteamericana de Radiologia (RSNA, sigla em Inglês). Segundo estes peritos, que os mais jovens recebam aulas de música incrementa e cria novas conexões cerebrais e “pode facilitar os tratamentos em crianças com estes transtornos”.

“Já era sabido que a música era benéfica, mas este estudo oferece um melhor entendimento sobre o que está a acontecer no cérebro e onde se produzem estas mudanças”, assegura Pilar Dies-Suárez, chefe de radiologia no Hospital Infantil de México Federico Gómez, num comunicado. “Experimentar a música numa idade precoce pode contribuir para um melhor desenvolvimento do cérebro, para a otimização da criação e o estabelecimento de redes neuronais e a estimulação das vias existentes do cérebro”, acrescenta a perita.

Estudos anteriores já referiam os benefícios da música no desenvolvimento cerebral. Por exemplo, um elaborado pelo Institudo de Aprendizagem e Neurologia da Universidade de Washington (Seattle, EUA) e publicado pela National Academy of Sciences concluiu que “certas melodias melhoram o processamento cerebral de bebés de nove meses, tanto no que se refere à música como a novos sons da fala”. A investigação sugeria que “experimentar padrões rítmicos musicais melhora a habilidade de detetar e pressagiar padrões rítmicos da fala. Isto significa que ouvir música em idades precoces pode ter um efeito global nas habilidades cognitivas dos bebés”, asseguraram os autores.

A importância das conexões cerebrais

Esta última investigação da RSNA consistiu na análise de 23 crianças entre cinco e seis anos, todos livres de transtornos sensoriais, de perceção ou neurológicos. Além disso, nenhuma tinha assistido anteriormente a aulas de música. Os sujeitos foram submetidos a uma avaliação, prévia e posterior, com uma técnica de ressonância magnética avançada – uma tractografia -, o que lhes permitiu identificar as mudanças microestruturais na matéria branca do cérebro. Esta última contém milhões de fibras nervosas – os axões – que trabalham como cabos de comunicação entre distintas áreas do cérebro. O resultado pôde medir o movimento das moléculas de água extracelulares ao largo destes axões. Do ponto de vista de saúde, tudo é normal quando estas células de água se movem de modo uniforme; em contrapartida, quando o fazem de forma aleatória, sugere que existe algo anormal.

Depois de nove meses de estudo com aulas de música, os resultados mostraram o incremento das conexões e da longitude dos axões em determinadas áreas cerebrais, sobretudo “e de maneira mais notória nas fibras que conectam os lóbulos frontais e que em conjunto constituem o chamado fórceps menor”.

“Ao longo da vida”, prossegue a especialista, “a maturação das conexões cerebrais entre as regiões motoras, auditivas e outras zonas permitem o desenvolvimento de um grande número de habilidades cognitivas, entre elas, as habilidades musicais”.

“Quando uma criança recebe aulas de música, o seu cérebro prepara-se para responder a certas solicitações, estas incluem habilidades motoras, auditivas, cognitivas, emocionais e sociais”, acrescenta Dies-Suárez. “Cremos que o aumento é devido à necessidade de criar mais conexões entre ambos os hemisférios cerebrais quando ouves música”, conclui.

Ajudar as crianças com TEA e TDAH

Os investigadores também crêem que “os resultadosdo estudo podem servir para incidir com mais precisão nas estratégias de tratamento em crianças com TEA ou TDAH”. Transtornos que afetam muitas crianças no mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 21 em cada 10 000 crianças que nascem no planeta padecem de autismo, estatísticas que levaram em 2008 a declarar 2 de abril como Dia Mundial do Autismo. Estes transtornos afetam o neurodesenvolvimento e manifestam-se habitualmente nos primeiros três anos de vida. Os bebés com o transtorno perdem o contacto visual, em certas ocasiões parece que não ouvem e têm algumas hipersensibilidades ou fazem birras excessivamente fortes. Uma conduta muito característica das crianças com este transtorno são os comportamentos repetitivos.

O TDAH é um transtorno crónico e começa a revelar-se antes dos sete anos. Estima-se que mais de 80% das crianças continuarão a apresentar problemas na adolescência, e entre 30-65%, na idade adulta. Os rapazes são propensos que as meninas a padecer de TDAH, em proporções que variam de quatro a um.

Carolina García, El País, De mamas y de papas, 24 de novembro de 2016, tradução de António José Ferreira a 12 de junho de 2019.

Criança com autismo dedilhando guitarra, créditos Pixabay

Criança com autismo dedilhando guitarra, créditos Pixabay

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Excerto da dissertação de mestrado de Aires Pinheiro, José Duarte Costa – Um caso no ensino não-oficial da Música, Universidade de Aveiro 2010.

Na sua obra “Método de Guitarra” José Duarte Costa (1926-2004) introduz a guitarra aos Portugueses como instrumento erudito.

Depois de um prefácio escrito pelo famoso guitarrista espanhol Narciso Yepes o autor apresenta uma sucinta história da evolução da guitarra e a sua influência na música das sociedades em que se inseriu. Este breve texto termina com a sua opinião pessoal sobre os benefícios do estudo da música e em particular da guitarra na formação psicossocial dos jovens.

“É portanto, a guitarra o instrumento ideal para a juventude que estuda oferecendo-lhe o prazer de tocar um belo instrumento que pode aliviar-lhe a fadiga mental e contribuir para um conhecimento de si próprio, desenvolvendo-lhe através da sublimação, uma personalidade mais forte em benefício de tudo quanto venha a realizar na vida.”

Como podemos notar pelas suas palavras, José Duarte Costa é uma pessoa preocupada com a formação da juventude. O seu trabalho não tem como objectivo unicamente a formação de técnicos especializados na arte musical, mas também a formação de pessoas com um bom carácter e uma personalidade sólida e saudável. Assim sendo, podemos notar uma preocupação de âmbito pedagógico. Duarte Costa procura conduzir a juventude para um “bom caminho”, utilizando a música e particularmente a guitarra como veiculo de transporte.

Além de preocupações sociais Duarte Costa manifesta também preocupações de nível motivacional como se percebe pela seguinte frase de sua autoria: “Que fosse fácil, progressivo e sobretudo agradável, foi sempre o propósito psico-pedagógico que me propus”. Esta é uma frase que se destaca no prefácio escrito por Duarte Costa para a primeira parte do seu Método de Guitarra composto em cinco partes.

Nesta frase o autor dá-nos a conhecer as suas preocupações no âmbito formativo e o seu ponto de partida para a elaboração desta obra de pendor pedagógico.

Neste prefácio José Duarte Costa apresenta a linha estrutural do que constitui o seu Método, enunciando os princípios de base que orientaram a elaboração do seu trabalho.

“1º – Proporcionar aos dedos da mão direita uma preparação isolada.

2º – Evitar, de princípio, a presença de notas agudas e ligados.

3º – Oferecer o maior número possível de estudos recreativos, quase pequenas peças, tudo dentro dos primeiros quatro trastos.

4º – A dedilhação, essa, foi estudada escrupulosamente de forma a oferecer a maior segurança ao estudante. Assim, as barras levam indicadas o número exacto de cordas que o dedo deve abranger, de quando são fixos os dedos da mão esquerda e, o mais importante, quando a pulsação da mão direita tem de ser apoiada.”

Os princípios a que se propõe o autor revelam uma preocupação formativa coerente do ponto de vista cinestésico e mecânico associado ao estabelecimento de momentos recreativos durante o processo de aprendizagem. O autor procura assim inter-relacionar duas vertentes que são indispensáveis para o sucesso da aprendizagem – a cognição e a motivação.

Em 1942, data do inicio da realização deste método, José Duarte Costa era já um professor consciente dos benefícios da interacção entre o processo cognitivo e motivacional.

As suas preocupações a este nível revelam que se trata de um professor consciente e informado sobre as questões pedagógicas. Não se trata de mais um virtuoso a dar aulas mas sim de um pedagogo que aplica as mais variadas técnicas didácticas de forma a extrair o melhor resultado possível do seu aluno.

Neste texto o autor ainda chama a atenção para a inclusão de uma segunda guitarra destinada aos professores de forma a embelezar o método e proporcionar uma maior fruição da performance por parte do aluno.

O facto da inclusão de uma segunda guitarra para embelezar e dar uma maior sensação de fruição ao aluno mostra a preocupação que Duarte Costa tem em proporcionar momentos de fluxo na aprendizagem. Duarte costa termina o seu prefácio em forma de conselho para as novas gerações, segundo o qual:

“…tão ligadas devem estar às coisas do espírito.”

Através deste prefácio podemos perceber a importância do ensino da Guitarra e da Música para José Duarte Costa.

Trata-se de um músico e de um professor inspirado que tem preocupações pedagógicas de nível formal e social.

Para Duarte Costa o ensino da Música está para além do simples lazer ou do aprofundamento virtuosístico da técnica, deve fazer parte da educação e formação do cidadão. A Música é um pilar estruturante da personalidade do indivíduo.

Aires Pinheiro, Universidade de Aveiro, 2010

guitarrista Aires Pinheiro

Aires Pinheiro tocando guitarra clássica

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Janete Ruiz

A linguagem figurativa na pedagogia vocal coral infantil: um estudo de caso múltiplo, por Janete Ruiz. Doutoramento em Estudos da Criança, especialidade de Educação Musical, no Centro de Investigação em Estudos da Criança, Instituto de Educação – Universidade do Minho.

O ato de cantar comporta uma realidade múltipla tal como tem sido tratada por diversos autores: salienta-se o ato de cantar como um processo psicomotor, como um comportamento social gerado pela atividade vocal, bem como um processo de autodesenvolvimento proporcionado pela descoberta do instrumento vocal e das suas capacidades expressivas e comunicacionais desde a primeira infância.

Esta dimensão multifacetada da voz, torna-a um veículo privilegiado de aprendizagem musical e desenvolvimento artístico, reunindo num mesmo processo a mobilização, fortalecimento e refinamento dum impulso psicomotor, com a capacidade de comunicação de emoções, pensamentos e valores estéticos.

A condição invisível do instrumento vocal tem, tradicionalmente, levado ao recurso à linguagem figurativa e à imagética como facilitadores de indicações técnicas e ferramentas de melhoria de performance, como atestam estudos desenvolvidos com alunos de canto e com coros de adultos.

A ausência de estudos centrados na resposta perceptiva das crianças ao discurso metafórico no ensino coral foi a motivação central para este estudo, tendo-se este focado no uso e utilidade desta prática pedagógica.

Partiu-se da questão: será a linguagem figurativa realmente potenciadora da aquisição e desenvolvimento de competências musicais em crianças e, se sim, de que modos?.

Para dar resposta a esta questão a investigação desenvolveu-se segundo uma metodologia qualitativa sob a forma de um estudo de caso múltiplo. Estudaram-se dois casos no ensino oficial de música, nos ramos genérico e especializado, envolvendo seis professores e sete turmas, com crianças entre os 6 e os 18 anos.

Tendo como objetivos gerais aferir as circunstâncias, prevalência e vantagens do uso de linguagem figurativa na pedagogia coral infantil e juvenil, através da identificação das estruturas conceptuais e esquemas mentais presentes no discurso figurativo dos professores, inferindo a sua influência na percepção musical e na aquisição de competências técnicas e interpretativas, o estudo procurou também, promover a discussão acerca dos modos e processos através dos quais o ensino do canto coral é praticado e integrado na formação musical escolar de crianças e jovens em Portugal.

Partindo de um aprofundado estudo bibliográfico, os principais instrumentos de recolha de dados foram entrevistas a professores dos ramos de ensino genérico e especializado e a coralistas, complementadas com observação de aulas e ensaios.

A análise dos dados foi de base indutiva e interpretativa, tornando possível reconhecer a função didática da linguagem figurativa, identificando-se um sentido pragmático de pendor técnico-expressivo na utilização de imagens e metáforas como estratégia pedagógica.

Concluiu-se que o discurso figurativo assume nos casos em estudo uma função retórica, agregadora e metacognitva reconhecida por professores e crianças, com predominância no ensino especializado, estando residualmente presente no ensino genérico.

Ao induzir e sugerir sensações físicas para um resultado técnico e acústico previsível, a linguagem figurativa utilizada nestes contextos radica-se nas referências metafóricas de raiz sensoriomotora dos indivíduos e permitiu a aquisição de competências técnicas e interpretativas. Situando-se nos contextos de vida, essa prática influi quer o discurso pedagógico quer a descodificação do mesmo, facto realçado pelas crianças participantes neste estudo.

Tal permite concluir que o sentido coletivo das imagens e metáforas é entendido por cada criança em contexto coral, conforme a sua vivência, quadro conceptual ou simbólico, proporcionando um espaço de intersubjetividade – a prática musical transformada – no qual cada um participa de uma aprendizagem musical global, significativa e criativa. Um estudo alargado a diferentes contextos socioculturais e etários poderá, em investigações futuras, contribuir com elementos inovadores quanto às potencialidades da linguagem figurativa.”

As Provas de Doutoramento em Estudos da Criança, especialidade de Educação Musical, requeridas pela Mestre Janete da Conceição Soares da Costa Ruiz, tendo como orientadora a investigadora do CIEC Maria Helena Gonçalves Leal Vieira, realizaram-se no dia 28 de janeiro de 2019, às 14h. O júri foi presidido pelo Doutor Nelson Manuel Viana da Silva Lima, tendo estado presentes os seguintes vogais: Doutor António José Vassalo Neves Lourenço, da Universidade de Aveiro; Doutora Maria Helena Gonçalves Leal Vieira, da Universidade do Minho; Doutor Ricardo Iván Barceló Abeijón, da Universidade do Minho; Doutor António José Pacheco Ribeiro, da Universidade do Minho e Doutora Maria Cristina Pais Aguiar, do Instituto Politécnico de Viseu. No final, o júri deliberou, por unanimidade, aprovar a candidata atribuindo-lho, a menção de “Muito Bom”.

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Recompensa e prazer

Música – recompensa, motivação e prazer

A aceleração da síntese de dopamina dependente de cálcio deve ser o mecanismo pelo qual a música modifica os valores de pressão arterial e age sobre outras funções encefálicas.

Mara Cláudia Ribeiro

A musicoterapia influencia o mecanismo de recompensa, motivação e prazer.

Os sentimentos subjetivos ligados a tais mecanismos são mediados pelo sistema mesolímbico, o qual compreende a área tegumentar ventral, no corpo estriado ventral, incluindo o núcleo accumbens, no globo pálido ventral, e também em áreas do córtex pré-frontal que inclui o córtex cingulado anterior e o córtex orbito frontal.

A sensação prazerosa ligada à recompensa implica na secreção de dopamina e opióides endógenos nas estruturas do tronco encefálico. A música é capaz de influenciar o sistema de recompensa, motivação e prazer, em estudos que realizaram mapeamento cerebral com técnicas de imagem, foi verificada ação substancial na região mesolimbica, no núcleo accumbens, no tronco encefálico, assim como no tálamo, cerebelo, insula, córtex cingulado anterior e córtex orbito frontal. Muitas destas áreas são os locais onde tem origem os neurônios dopaminérgicos.

Estes achados sugerem que os sentimentos de recompensa, motivação e prazer desencadeados pela musicoterapia dependem de transmissão dopaminérgica, envolvendo o sistema mesolímbico. Valorie Salimpoor e outros (2011) realizaram um estudo no qual combinaram testes psicofisiológicos, neuroquímicos e hemodinâmicos a fim de investigar os efeitos de escutar músicas, consideradas prazerosas pelos participantes, em determinadas regiões cerebrais.

Foi observada liberação de dopamina endógena no corpo estriado durante o pico de excitação emocional, enquanto os sujeitos escutavam música. Os resultados indicaram que houve uma sensação de intenso prazer relacionado com o ato de ouvir música, o qual culminou com a liberação de dopamina.

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Meloteca, recursos musicais criativos para crianças, professores, educadores e animadores

Meloteca, recursos musicais criativos para crianças, professores, educadores e animadores

Em estudo realizado por D. E. Sutoo e K. Akiyama (2004) verificou-se a eficácia da musicoterapia na diminuição da pressão artéria de ratos naturalmente hipertensos, observou que o efeito hipotensor da música se deve ao aumento dos níveis circulantes de cálcio periférico. Foi observado que este íon foi transportado por via hematogênica ao cérebro e potencializa a atividade da calmodulina, levando ao aumento da síntese de dopamina pela fosforilação da tirosina hidroxilase em regiões específicas, como o corpo estriado e o núcleo accumbens.

Portanto, a musicoterapia foi capaz de promover aumento na síntese de dopamina dependente de cálcio no cérebro. Em decorrência do aumento dos níveis de dopamina centrais, verificou-se redução da pressão arterial por meio ativação da via de receptores dopaminérgicos. Diante destes achados, os autores sugeriram que a aceleração da síntese de dopamina dependente de cálcio deve ser o mecanismo pelo qual a música modifica os valores de pressão arterial e age sobre outras funções encefálicas.

Recompensa e prazer

Dopamina

Mara Cláudia Ribeiro, Aplicabilidade da Musicoterapia nas complicações neurológicas decorrentes da hipóxia hisquêmica encefálica, induzida experimentalmente por nitrito de sódio, tese de doutorado, Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, 2017.

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Criança tocando flauta transversal

O instrumento e o seu impacto positivo no ser humano

[ “Um instrumento musical é um grande aliado de uma boa educação. Pais sábios sabem que, quando a criança toca um instrumento, aprofunda a sua personalidade, melhora a sua memória e percepção estética. A música cria um tipo particular de prazer, sem o qual a essência humana não pode existir.” ]

O que desejam os pais

Os pais desejam que o seu filho cresça bem. Desejam que os seus filhos se tornem pessoas bem sucedidas, inteligentes, que tragam alegria a todos à sua volta. A vida, porém, é uma longa jornada cheia de obstáculos. (…)

Como espantar o tédio da vida e substitui-lo por atividades proveitosas?

Um instrumento musical é um grande aliado de uma boa educação. Pais sábios sabem que, quando a criança toca um instrumento, aprofunda a sua personalidade, melhora a sua memória e percepção estética. A música cria um tipo particular de prazer, sem o qual a essência humana não pode existir.

Música melhora a capacidade motora, a concentração, a memória e o QI.

Pesquisas mostram que ouvir música e tocar um instrumento com frequência estimula o cérebro a melhorar não somente o seu desempenho, mas também a sua constituição física. Há cada vez mais evidências de que músicos são organizacional e funcionalmente mais avançados em comparação com não músicos. Se aprendes a tocar um instrumento, estimulas as partes do teu cérebro que controlam as habilidades de concentração, treinas a cordenação motora (por exemplo o movimento das mãos e o equilíbrio) e manténs teu centro de memória em atividade constante.

Sugestão

Para crianças que estão a iniciar-se no mundo da música, indicam-se as guitarras clássicas com cordas de nylon. A vantagem destas cordas é o conforto que oferecem aos dedos dos miúdos, se comparadas com as cordas de aço. Além disso, as guitarras clássicas são oferecidas em diversos tamanhos, para melhor adaptar-se à estrutura e demanda dos guitarristas de qualquer idade.

Com a ajuda da música é mais fácil organizar o teu tempo.

Um bom músico sabe que a qualidade do ensaio é muito mais importante que a quantidade. Planificar sabiamente o tempo de prática melhora a habilidade de planificação, de tomada de decisões e a capacidade de solucionar problemas da vida cotidiana.

Tocar um instrumento musical melhora a tua capacidade de trabalhar em grupo.

O homem é uma criatura social. Durante toda a vida pertencemos a diferentes grupos. O primeiro é a família. O segundo são nossos colegas de escola e, mais tarde, os de trabalho. Como a música também desenvolve a conciência social, muitos músicos vão logo sentir a necessidade de formar bandas e partilhar as suas habilidades com outros. Tocar um instrumento musical ensina como trabalhar com os outros, ser tolerante, flexível e compreensivo.

A música promove habilidades sociais.

Tocar um instrumento musical é uma ótima maneira de melhorar as habilidades sociais. Em bandas e orquestras frequentemente surgem belas amizades que duram toda a vida e que podem ser comparadas à relação que temos com os membros da própria família. Tais relações não seriam possíveis sem os instrumentos musicais.

O instrumento musical ensina paciência, perseverança e disciplina.

Ninguém agarra um instrumento musical e sai a tocar perfeitamente na primeira tentativa. Aprender a tocar um instrumento leva tempo e exige esforço. Na realidade, todo o músico atravessa um caminho espinhoso de repetições e prática até ter a alegria de um bom resultado e do domínio de uma obra musical. Os músicos tornam-se mestres apenas através de treino duro e disciplina, qualidades necessárias não só no momento do ensaio, mas também em outros momentos da vida.

Sugestão

Quando se fala em baterias, muitos imaginam o caos, o barulho e o fim do bom relacionamento com os vizinhos. Tudo isso pode ser resolvido com as baterias eletrónicas, que reproduzem o som nos auscultadores de quem a toca e mantém o silêncio ambiente.

Tocar um instrumento aumenta a responsabilidade e o cuidado.

Normalmente, os cuidados com um instrumento musical são essenciais para mantê-los em funcionamento. Cada instrumento requer procedimentos diferentes para assegurar o funcionamento adequado (limpeza, lubrificação, manutenção de um ambiente limpo). A construção de um sentimento de responsabilidade e cuidado para com os seus pertences é um impacto positivo na primeira infância e no desenvolvimento da personalidade.

O instrumento incentiva a auto-expressão e alivia a tensão.

Quando tocas uma música de que gostas, exprime a tua personalidade, emoções e identificação com certo estilo de vida, como um pintor exprime os sentimentos sobre a tela. Estes sentimentos ajudam a aliviar a tensão e são uma ótima forma de terapia. Todos sabemos que a musicoterapia é muito eficaz no tratamento de autismo, depressão e várias outras doenças.

Tocar um instrumento melhora a leitura, as habilidades matemáticas e fortalece o sistema respiratório.

Anos de prática de um instrumento musical, com programas de exercícíos rítmicos e tonais, melhoram os resultados na compreensão da matemática e da leitura. Tocar um instrumento de sopro é um dos elementos-chave para uma respiração adequada. Os treinos e exercícios repetidos por longa data, fortalecem consideravelmente o sistema respiratório humano.

Sugestão

Uma boa flauta pode mudar a vida do teu miúdo para melhor e, por vezes, custa menos que uma ida ao cinema com um hamburger no “Fast Food”. Um violino pode abrir os horizontes musicais da criança e elevar o seu potencial cultural de maneira significativa.

Tocar um instrumento musical proporciona um intenso bem-estar.

Tocar um instrumento musical é muito divertido e emocionante. Não só é prazeroso tocar a música de que gostas como é incrível ouvir o público a apreciar e a recompensar o teu desempenho por meio do aplauso. Ver o reconhecimento nos rostos das pessoas de tua comunidade é um motor muito poderoso que irá impulsionar-te a ir cada vez mais longe.

O instrumento musical ensina a combater os teus medos.

O “medo do palco” está presente em vários momentos da nossa vida. Assim que tomamos consciência da nossa personalidade, naturalmente começamos a exprimir preocupações quanto aos resultados de uma ampla variedade de desafios (exames de admissão na escola, no emprego, comunicação no local de trabalho etc.). Muitas vezes a causa do fracasso é apenas o medo de falhar. A experiência adquirida com as apresentações musicais, no palco, seja sozinho, com uma banda, ou com uma orquestra ensina a lidar com a ansiedade.

Sugestão

Uma boa diversão para toda a família e um luxuoso elemento da mobília doméstica são os pianos digitais. Eles podem ser comprados por um preço surpreendentemente acessível, iguais aos de um smartphone de ponta ou consolas de jogos de última geração.

Os músicos levam uma vida mais fácil?

Como podes ver, tocar um instrumento musical ajuda os seres humanos de muitas maneiras. A música ajuda a preparar o homem para melhor lidar com os problemas. Quando uma dificuldade se apresenta no caminho, o músico escapará dela mais rápido que os seus amigos não-músicos.

Então? É um boato ou é verdade que os músicos têm uma vida mais fácil? Bem, embora tenhamos bons argumentos, não há nenhuma prova inegável ou conclusiva. Cabe a cada um tirar suas próprias conclusões. Quem concorda, levanta a mão!

Criança tocando flauta transversal

Criança tocando flauta transversal

Texto e sugestões

www.muziker.pt

Adapt. António José Ferreira

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