Partituras diversas em PDF

O Bom Pastor

Deus é Amor

Coletânea de cânticos originais para celebrações litúrgicas e outros momentos de José Cirilo Freitas Silva

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  1. Deus é amor
  2. Amai-vos uns aos outros
  3. Já não sou eu que vivo
  4. A boa nova da paz
  5. Oração de S. Francisco
  6. Senhor, eu creio que sois Cristo
  7. Cantai ao Senhor, cantai
  8. Cantarei eternamente
  9. A minha alma glorifica
  10. O Senhor fez maravilhas
  11. O Senhor é meu pastor
  12. Que alegria quando me disseram
  13. Vamos com alegria
  14. No Senhor está a misericórdia
  15. O pobre clamou
  16. Bem aventurados
  17. A seara é grande
  18. Oração pelas vocações
  19. Mãe da ternura
  20. Maria, mãe dos sacerdotes e de todos os consagrados
  21. Ó Maria, rainha das missões
  22. Fiz de ti a luz das nações
  23. Anunciai no meio de todos os povos (salmo)
  24. Anunciai no meio de todos os povos (final)
  25. Ide por todo o mundo
  26. Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?
  27. Louvor a Vós, Jesus Cristo
  28. O Senhor enviou-me
  29. A caridade de Cristo é urgente
  30. Kyrie eleyson
  31. Senhor, tende piedade de nós
  32. Glória
  33. Aleluia (1)
  34. Aleluia (2)
  35. Santo (1)
  36. Santo (2)
  37. Cordeiro de Deus (1)
  38. Cordeiro de Deus (2)
  39. Deus da paz
  40. Ensinai-nos, Senhor
  41. Do abismo das nossas distâncias
  42. No meio da nuvem luminosa
  43. Ave Maria
  44. Ó Maria concebida sem pecado (1)
  45. Ó Maria concebida sem pecado (2)
  46. Angelus
  47. Santo anjo do Senhor
  48. Sagrado coração de Jesus
  49. Senhor, eu creio
  50. Nada te perturbe
  51. Abençoa, Senhor
  52. Nós te agradecemos, Senhor

Suplemento 1

  1. Povo de reis
  2. Há um só Senhor
  3. Renovai-vos
  4. Para mim viver é Cristo
  5. Creio em Deus (Símbolo dos Apóstolos)

Suplemento 2

  1. O Senhor é minha luz e salvação
  2. Todos vós sois filhos de Deus
  3. Procurai primeiro o Reino de Deus
  4. Felizes os que esperam no Senhor
  5. Tomai e recebei

José Cirilo Freitas Silva

José Cirilo Freitas Silva, madeirense nascido no Funchal (São Martinho), cedo ingressou no seminário menor da Congregação da Missão (Padres Vicentinos), em Felgueiras (diocese do Porto). A partir do antigo 4º ano, o Cirilo assumiu a função de solista e o uso litúrgico do harmónio, funções que, em alternância com alguns dos condiscípulos, continuou a desempenhar no noviciado (em Mafra) e no seminário maior (em Pombeiro, Felgueiras), até ao fim do curso teológico. De salientar que sempre teve excelentes mestres em Música, como aliás em todas as outras disciplinas.

Ordenado sacerdote, o seu trabalho inicial foi o de professor no seminário menor, passando posteriormente (1970) para uma atividade mais pastoral sem descurar por completo o ensino. Entretanto iniciara já os estudos de Composição e de Canto no Conservatório do Porto. Se a Composição era, desde há muito, a sua paixão (missas e diversos cânticos eram então já executados), o canto, dada a sua qualidade vocal, acabou por prevalecer.

Após o curso geral, continuou os estudos no Conservatório Nacional, onde terminou o Curso Superior de Canto de Concerto (1974) com alta classificação, e o de Canto Lírico (1975). Neste mesmo ano, após alguns meses no Coro Gulbenkian e já com vários recitais de canto, estagiou em Paris (entre outubro de 1975 e julho de 1977) como bolseiro do Estado. Neste período foi premiado em três concursos internacionais de canto, facto aliás, noticiado nos meios de comunicação portugueses.

Em Abril de 1977, regressou a Portugal para se estrear em concerto com coro e orquestra (papel de Jesus, na Paixão segundo de São João, de J.S. Bach) e, um mês depois e a convite da direção do Teatro Nacional de São Carlos estreou-se num importante papel de uma ópera portuguesa.

Regressado a Paris para terminar o estágio segue depois para Itália afim de preparar o papel de 1º barítono da ópera Lucia di Lamermoor, de Donizetti; este papel, desempenhado no Porto em Novembro de 1977, foi a prova de acesso ao TNSC como cantor residente. Após o pedido de dispensa do exercício de ordens sacras, assim se inicia oficialmente a carreira lírica de José de Freitas como cantor solista, estreando-se logo em importantes papéis nas óperas La Bohème e Tosca, de Puccini (janeiro de 1978).

No Diário de Notícias (03/01/1981) escrevia Joly Braga Santos: “(…) o desempenho de José de Freitas faz dele um dos melhores artistas da nova geração lírica portuguesa.” Por mera curiosidade, diga-se que a resposta positiva de Roma ao pedido formulado e antes referido, chegou na véspera (02/01/81) deste comentário do ilustre compositor e maestro…

Passado entretanto à categoria de cantor principal, foi o artista mais interveniente nas temporadas de ópera da década de 80. Até finais de 1992, momento em que foi dissolvida a Companhia de Ópera, foram quase 50 as óperas em que participou (quase todas em papéis principais) e de que guarda as melhores referências da crítica. Interveio como solista com vários coros e orquestras, incluindo o Coro e Orquestra Gulbenkian, sendo de salientar duas estreias mundiais de obras de Fernando Lopes-Graça e Joly Braga Santos, a convite dos próprios compositores.

Para além de 1992, continuou a sua atividade, sobretudo com a Orquestra do Norte. Um dos momentos de maior realce foi quando, em dezembro de 1992 e janeiro seguinte, interpretou em Madrid um importante papel da ópera Kiù, de Luís de Pablo, a convite do próprio compositor e do maestro Jesús Ramón Encinar.

Para terminar a sua carreira lírica escolheu interpretar o Requiem de Mozart, cantado na Galiza com o Coro de Pontevedra e a Orquestra do Norte em 1997.

Foram 20 anos de carreira de enorme enriquecimento cultural e experiência musical.

Em 1997, iniciou-se um novo período da sua vida. Em Setembro desse ano, o cónego José Mendes Serrazina, novo pároco dos Anjos, em Lisboa, convidou-o para responsável toda a parte musical da paróquia. Era preciso renovar todo o reportório do canto litúrgico. Foi um trabalho duro mas eficaz que se estendeu até finais de 2002.

Nessa altura surgiu a oportunidade para colaborar com a Capelania da Academia Militar (Paço da Rainha, Lisboa) onde, desde fevereiro de 2003, em voluntariado, é animador das celebrações litúrgicas dos domingos e dias santos, além de outros atos – inclusive, pontualmente na igreja da Memória, sede do Ordinariato Castrense.

De uma forma geral, mas sobretudo para os cânticos destinados à celebração eucarística, houve a preocupação de uma linha musical suficientemente cantabile, no respeito pelas normas da música litúrgica, cujo movimento sempre acompanhou, mesmo durante a carreira lírica. Tem sido gratificante o testemunho de “exigentes” comunidades onde já foi cantada a maioria dos cânticos. Estes são frutos de alguma da sua longa experiência e sobretudo um testemunho de fé!

Ao terminar registem-se dois indispensáveis agradecimentos aos amigos P.e João dos Reis Sevivas, vicentino, reconhecido poeta que, apesar dos problemas de saúde, teve a amabilidade de colaborar com 5 textos (1); e ao P.e Luís Morouço, capelão da Academia Militar desde 2004, não só porque tomou a peito a publicação destes cânticos, mas também porque cativou a preciosa colaboração do P.e Artur Oliveira ao nível da redação musical.

Lisboa, Páscoa de 2012

José Cirilo Freitas Silva

(1) O P.e Sevivas faleceu a 18/01/2013 (1936 – 2013)

O Bom Pastor

O Bom Pastor

Eucaristia

CÂNTICOS DE FREI ACÍLIO MENDES

Liturgia e celebrações diversas

Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.
Eucaristia

Eucaristia

Mãos rítmicas

MÃOS RÍTMICAS

Diana Santos

Rítmicas e contratempos

As séries dos 100 2 Mãos foram construídas para responder a uma necessidade. Os aprendizes de música gostam da prática rítmica e, não havia, na altura, materiais que pudessem usar. Faltava método e sistematização para níveis menos avançados na aprendizagem. As diferentes células rítmicas têm que ser praticadas de forma progressiva e previsível antes de nos aparecerem tipo salada de frutas em cadernos e livros de exercícios que primam pela diversificação dos conteúdos e exigências, com menos preocupação com o aspeto musical e totalmente focados na técnica.

Há também um novo nicho de mercado, os adultos que querem e podem aprender música. Todos, desde crianças a partir dos sete até adultos de todas as idades, ganham com estes volumes de músicas rítmicas, os quais são uma ferramenta recompensadora.

É também a pensar em adultos que começam a sua incursão no mundo da música, que estou a preparar a Série 0. Este trabalho procura mostrar o que é a notação musical e como podemos traduzir
essa notação em som.

Diana Santos

Mãos soltas

A musicalidade de cada um de nós, um talento que possuímos em maior ou menor grau, precisa ser alimentada. A prática rítmica é uma das actividades que alimenta esse talento, tal como alimenta a nossa vontade insaciável de
termos acesso a novidades, a coisas que nunca fizemos. Somos humanos, gostamos de nos desafiar a nós próprios, gostamos de nos valorizar e de conseguir fazer sempre mais e melhor. É uma das nossas características. Não
fosse por essa vontade insaciável ainda hoje seríamos criaturas das cavernas, não?

Diana Santos

Duetos compostos

O tempo já não é simples. Aqui começamos a trabalhar o tempo composto, com divisão em três partes, como um tempo natural. A pulsação continua a ser assegurada por um dos timbres, para o outro timbre poder fazer o ritmo composto. Neste volume, temos apenas duas músicas por página, mas seguem a ordem de compasso composto de 12 por 8, 9 por 8, e, 6 por 8, ou seja, de quatro, três e dois tempos.

Métricas descombinadas

Métricas (Des)combinadas é o quarto e último volume desta série. Insere-se num conjunto de trabalhos de introdução às exigências musicais. Os 100 2 Mãos trabalham em exclusividade o ritmo duracional. O Ritmo é aquilo que nos move. Ritmo é movimento.

Diana Santos

Ostinati e Companhia

Estas músicas têm peculiaridades ao nível da instrumentação. Procurou-se utilizar timbres corporais, numa política de redução de meios, mas os meios instrumentais colocados na partitura são meramente indicativos. Se possui outros meios, então, sem dúvida, precisa experimentá-los.

Diana Santos

Mãos rítmicas

Mãos rítmicas

O último adeus

ÚLTIMO ADEUS

O Útimo Adeus, Fantasia para Piano com Canto (ad libitum), música de José Coelho dos Santos, poesia de Oliveira Passos.

José Coelho dos Santos nasceu no dia 11 de março de 1861, em Amarante e morreu na mesma cidade a 16 de novembro de 1915. Pouco sabemos da vida do compositor, apenas que viveu e trabalhou como professor de piano na cidade do Porto, casou e teve dois filhos, que aquando da morte do compositor estavam estabelecidos no Rio de Janeiro.

A obra que chegou até aos nossos dias contempla essencialmente peças para piano, o que se justifica pelo facto de ser esse o instrumento cuja técnica José Coelho dos Santos dominava perfeitamente, a julgar pelas obras que escreveu.

Pela análise das obras que foram publicadas pelo compositor, podemos dizer que Coelho dos Santos era um músico do seu tempo, que se insere no romantismo que dominou o século XIX europeu. Algumas das suas composições foram escritas para piano e canto, musicando belíssimos poemas de Júlio Sinde e Oliveira Passos. O seu inegável romantismo manifesta-se nos contrastes, no uso de diferentes tonalidades ao longo da música, expressando as emoções do compositor e revelando os seus sentimentos mais profundos.

Vivendo José Coelho dos Santos no Porto podemos presumir que estaria a par da vida cultural e artística da cidade, que nesta época era intensa. Foi precisamente nesta altura, finais do século XIX e primeira metade do século XX que se verificou um grande desenvolvimento do comércio musical no Porto. Surgiram estabelecimentos comerciais onde se vendiam partituras e instrumentos musicais, o que terá sido um fator decisivo para o incremento da produção e interpretação musical na cidade.

No Porto apresentavam-se músicos de renome mundial tais como Ravel, Bartók, Pablo Casals e Alfred Cortot. José Coelho dos Santos, apesar de aparentemente ter sido afastado ou marginalizado pela sociedade da época, por razões que julgamos associadas às suas convicções políticas e religiosas, não terá sido alheio ao que se passava ao seu redor, na cidade onde vivia e exercia a atividade de professor de música e de piano. (…)

Margarida Assis

O último adeus

O último Adeus, de José Coelho dos Santos

Boa Noite

BOA NOITE

Boa noite. Grande Sucesso do Jardim Passos Manoel, de Alexandre Salvador. Porto: Casa Moreira de Sá.

O Jardim Passos Manoel foi inaugurado a 18 de março de 1908, na Rua Passos Manuel, Porto.

Segundo o blogue “Restos de Coleção”,

“Ao longo de três décadas foi local privilegiado das noites boémias portuenses, dos amantes do cinema – o animatógrafo mais evoluído da época – do music-hall e de outros acontecimentos culturais. Concebido com base nos jardins parisienses de então, apresentou os maiores êxitos musicais da época, que faziam furor por toda a europa.”

Era propriedade da empresa distribuidora de filmes União Cinematographica Limitada. O Salão Jardim Passos Manoel era o ponto de encontro da sociedade portuense. No café-concerto atuavam permanentemente uma orquestra e dois sextetos. Havia um coreto em forma de concha onde atuavam bandas filarmónicas. No salão de festas também havia lugar para concertos de música clássica e sinfónica.

O music-hall recebia uma clientela masculina de todas as idades e estratos sociais, atraída pela sedução das danças das coristas e pelo salero e sapateado das espanholas.

Estar no Porto e não ir ao Salão Jardim Passos Manuel era como ir a Paris e não ver a Torre Eiffel.

Em 1938, foi desativado e demolido para dar lugar ao Coliseu do Porto, inaugurado a 19 de dezembro de 1941.

A Casa Moreira de Sá publicou entre outras obras:

Bernardo Valentim Moreira de Sá, A História da Evolução Musical. Porto: Casa Moreira de Sá.

A história da música desde os antigos gregos até ao presente ilustrada com mais de 370 fotogravuras.

Bernardo Valentim Moreira de Sá, António Arroio (=Perfis Artísticos). Porto: Casa Moreira de Sá.

104 páginas, segunda edição publicada em 1910.

Bernardo Valentim Moreira de Sá nasceu em Guimarães a 14 de Fevereiro de 1853 e faleceu no Porto a 2 de Abril de 1924. Foi um violinista, musicólogo, concertista e diretor de orquestras e coros orfeónicos, erudito de História da Música, escritor e crítico de arte, pedagogo e professor de música, matemática e línguas na Escola Normal do Porto.

Obras:

Artigos de Crítica Musical. Porto, 1882. 1 folh.

A Musica na America do Sul. Porto, 1898. 1 folh.

Quartetto Moreira de Sá. Porto, 1901. 1 folh.

Palestras Musicais e Pedagogicas. Porto, 1916. Vol. III, IV e V. 3 Vol.

História da Musica, Tomo 1. Porto, 1920. 1 vol.

Notas bibliográficas e musicais. Porto, 1923. 1 folh.

História da Evolução Musical. Porto, 1924. 1 vol.

Boa Noite

Serenata ao luar

SERENATA AO LUAR

Serenata ao Luar, Fado nº 11, para Canto e Piano, letra de Américo S. d’Oliveira. Coimbra, Livraria Neves Editora, 1ª edição.

Raúl de Campos (de nome completo Raúl Augusto de Almada Lencastre Campos), foi um compositor, maestro e violinista português. Nasceu em Lisboa no ano de 1885 e morreu em 1947. Terminou o curso superior de violino no Conservatório Nacional aos 16 anos, tendo sido aluno de Vítor Hussla, Alagarim, Alexandre de Bettencourt, Júlio Neuparth, Vechi e Freitas Gazul.

Foi 1º violino do Teatro de São Carlos e regente da Orquestra Típica Portuguesa. Também teve uma extensa actividade, como violonista em hotéis, cinemas, cafés e casinos.

Compôs operetas, canções de Coimbra, fados, peças para coro, autos, música para crianças, inspirado pela música popular portuguesa.

Foi co-fundador e director da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais e do Sindicato Nacional dos Músicos. Organizou as tunas e orfeões do Colégio Militar e da Escola Académica, entre outros. Colaborou com os jornais O Diabo e Canção do Sul.

O seu espólio musical encontra-se depositado, desde Junho de 2011, na Biblioteca Nacional de Portugal. Parte do seu acervo musical está igualmente no arquivo da Sociedade Portuguesa de Autores.

CATÁLOGO

Aguarelas Lusitanas, auto em 5 partes.

Nossa Senhora do Sameiro, auto português em 5 partes.

Paisagens de Portugal, auto em 4 partes.

Serenata ao Luar (Fado nº 10)

Zanguizarras do Norte, suite em 4 andamentos.

Raul de Campos compôs duas missas e estudos de violino.

Doação do Espólio de Raul de Campos à BNP

No dia 1 de Junho de 2011, teve lugar a assinatura do Termo de Doação do Espólio de Raul de Campos à BNP. Em representação das partes assinaram Ana Maria de Campos Mourão, na qualidade de doadora, e o Director-Geral da BNP, Jorge Couto.

No mesmo dia inaugurou a mostra Raul de Campos (1883-1947), com documentos exclusivamente provenientes do Espólio doado à instituição.

O Espólio doado à BNP é composto por manuscritos (autógrafos e cópias), impressos musicais e ainda algum material de arquivo relacionado com a sua actividade profissional, juntando-se assim à lista de compositores portugueses, como Augusto Machado, Vianna da Motta, Armando José Fernandes, Luiz de Freitas Branco, Joly Braga Santos, Jorge Croner de Vasconcellos e Ruy Coelho, cujos espólios integram já a colecção de Música da BNP.

Serenata ao luar

Serenata ao luar

Ondas d'Amor

ONDAS D’AMOR

Ondas d’Amor

Ondas d’amor, Valsa para Piano e canto ou só Piano, música de José Campos Coelho, versos de Júlio Sinde. Opus 10 registada. Porto: Propriedade do Auctor.

José Coelho dos Santos nasceu no dia 11 de março de 1861, em Amarante e morreu na mesma cidade a 16 de novembro de 1915. Pouco sabemos da vida do compositor, apenas que viveu e trabalhou como professor de piano na cidade do Porto, casou e teve dois filhos, que aquando da morte do compositor estavam estabelecidos no Rio de Janeiro.

A obra que chegou até aos nossos dias contempla essencialmente peças para piano, o que se justifica pelo facto de ser esse o instrumento cuja técnica José Coelho dos Santos dominava perfeitamente, a julgar pelas obras que escreveu. (…)

Vivendo José Coelho dos Santos no Porto podemos presumir que estaria a par da vida cultural e artística da cidade, que nesta época era intensa. Foi precisamente nesta altura, finais do século XIX e primeira metade do século XX que se verificou um grande desenvolvimento do comércio musical no Porto. Surgiram estabelecimentos comerciais onde se vendiam partituras e instrumentos musicais, o que terá sido um fator decisivo para o incremento da produção e interpretação musical na cidade. No Porto apresentavam-se músicos de renome mundial tais como Ravel, Bartók, Pablo Casals e Alfred Cortot.

José Coelho dos Santos, apesar de aparentemente ter sido afastado ou marginalizado pela sociedade da época, por razões que julgamos associadas às suas convicções políticas e religiosas, não terá sido alheio ao que se passava ao seu redor, na cidade onde vivia e exercia a atividade de professor de música e de piano. (…)

Margarida Assis

José Coelho dos Santos foi homenageado em Amarante com a apresentação de um livro e dois concertos em 2015. O evento começou com a apresentação da edição comemorativa do centenário (1915-2015) do compositor, na Biblioteca Municipal Albano Sardoeira e prosseguiu com um concerto no Auditório da Casa das Artes.

Do programa de concertos evocativos a 07 de julho e 27 de setembro constavam as obras de José Coelho dos Santos:

Tardes de Candemil (Valsa)
Dor de Alma (Elegia)
Fenianos (Polka)
A Filha das Águas (Transporte d’Amor)
Saudação à Nova Pátria Portuguesa

Foi feita uma breve comunicação de contextualização do compositor José Coelho dos Santos por Rui Coelho dos Santos, sobrinho neto.

Ondas d'Amor

Ondas d’Amor

Vira da Nazaré

VIRA DA NAZARÉ

Vira da Nazaré expressamente escrito para o filme Maria do Mar. Gravado em Disco Columbia pelo distinto tenor José Rosa e D. Lilia Brandão. Letra de Pereira Coelho. Música de Venceslau Pinto. Lisboa: Edições Musicaes Ao Repertotio economico, s.d.

O FOLCLORE DA NAZARÉ

A originalidade do folclore da Nazaré advém, sobretudo, do forte e bem marcado carácter dos nazarenos.

Dançam o vira – que sendo de origem nortenha ganhou aqui movimentos e características rítmicas únicas – bem como o corridinho (vindo do Algarve e transformado ao ritmo dos nazarenos), com tanta energia que deixa bailadores e assistência sem fôlego.

Dançam e cantam ao mesmo tempo, sem coro ou música gravada, com alegria e graciosidade. Um “bailado” de ritmo e cor.

Dançam descalços, como dançavam, na praia, pescadores e peixeiras, ao som dos rudimentares instrumentos usados nas festas da classe piscatória – que à falta de melhor, tocavam com duas pinhas, uma garrafa com garfos e um cântaro de barro batido com um abanador – aos quais, posteriormente, foram juntando o harmónio, a concertina (e depois o acordeão) e o clarinete, que a tocata utiliza.

As letras e músicas do folclore nazareno reflectem a forte ligação ao mar e à faina da pesca. Na incerteza do futuro, a gente da Nazaré vive com um sorriso nos lábios, desafiando as reviravoltas da vida.

Fonte: Câmara Municipal da Nazaré

MARIA DO MAR

Maria do mar é um drama de José Leitão de Barros, a preto e branco, datado de 1930, com Adelina Abranches, Alves da Cunha, Oliveira Martins e Rosa Maria.

De acordo com a Cinemateca Portuguesa,

“Maria do Mar” é um notável trabalho de integração da paisagem marítima e a vida dos pescadores da Nazaré numa ficção construída à volta do ódio entre duas famílias por causa da morte de um pescador, provocada acidentalmente por outro. Serão os filhos que, com o seu amor, irão reconciliar as famílias. Um belíssimo filme, com imagens surpreendentes.

Vira da Nazaré

Vira da Nazaré