Trava-línguas para destravar a língua e ensinar

Copo

COPO COPO JERICOPO

Copo, copo, jericopo,
jericopo, copo cá:
quem não lava bem o copo,
do copo não beberá.

É a dificuldade de dizer sem errar que torna os trava-línguas aliciantes, com a sua carga de competição e de vitória. Um andamento lento é importante para as crianças ganharem gosto pelos trava-línguas sem desistirem perante as dificuldades. O grau de dificuldade deve ter em conta a faixa etária e as características dos grupos de crianças.

Há trava-línguas bastante acessíveis, como “A Graça disse à Graça uma graça que não teve graça”. Este, por exemplo, joga com o diferente sentido das palavras, e permite explorar outros aspetos da Língua Portuguesa. Além disso, permite a acumulação progressiva, supressão ou substituição de vocábulos.

Há trava-línguas que são muito difíceis para os próprios adultos, e a sua prática pode ajudá-los também a melhorar a dicção.

A temática, em certos casos, pode ser seleccionada de acordo com a época do ano, como “Descasca a castanha”, para o Outono e o São Martinho, ou “Um ninho de mafagafos” para a Primavera.

Destrava a Língua pretende contribuir para o gosto da Música e da musicalidade, da Língua e da Leitura.

SUGESTÕES PEDAGÓGICAS

O professor diz, calmamente, uma, duas, três vezes. Depois pede um voluntário para dizer o trava-línguas. A criança que conseguir dizê-lo sem tropeços “ganha” o prémio “Copo de Cristal”. O professor dá oportunidade a outras crianças, sem deixar que a atividade se torne cansativa.

Com crianças de 3º e 4º anos de escolaridade, pode fazer um jogo de copos à volta de uma mesa. Começa por praticar com a turma, tendo cada criança o seu copo de plástico. Na pulsação, cada criança agarra o seu copo e passa-o ao colega que está à sua direita. Para ajudar, o professor diz “agarra, passa; agarra, passa”.

Depois, todos dizem, passando o copo:

Copo, copo, jericopo,
jericopo, copo cá:
quem não lava bem o copo,
do copo não beberá.

António José Ferreira

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Copo

Copo

Burra

ESTA BURRA TORTA

Esta burra torta trota,
trota, trota a burra torta,
trinca a murta, a murta brota,
brota a murta ao pé da porta.

Os trava-línguas podem ser utilizados como jogo entre amigos e ter um papel interessante no contexto das AEC, desenvolvendo as noções de ritmo e de andamento, e contribuindo para a vivência de cânones rítmicos. Também pode ser interessantes na utilização rítmica de certas consoantes.

Há trava-línguas bastante acessíveis, como “A Graça disse à Graça uma graça que não teve graça”. Este, por exemplo, joga com o diferente sentido das palavras, e permite explorar outros aspetos da Língua Portuguesa. Além disso, permite a acumulação progressiva, supressão ou substituição de vocábulos.

Há trava-línguas que são muito difíceis para os próprios adultos, e a sua prática pode ajudá-los também a melhorar a dicção.

A temática, em certos casos, pode ser seleccionada de acordo com a época do ano, como “Descasca a castanha”, para o Outono e o São Martinho, ou “Um ninho de mafagafos” para a Primavera.

Destrava a Língua pretende contribuir para o gosto da Música e da musicalidade, da Língua e da Leitura.

(António José Ferreira)

SUGESTÕES PEDAGÓGICAS

O professor começa por dizer e ensinar o trava-línguas às crianças, num andamento lento, para que ele próprio não tropece.

A primeira criança a dizer tudo sem erros, tem direito a trotar pela sala e a dar um pequeno “coice” a alguém, com jeito, dizendo “Ih oh!”. Assim se aliam o trava-línguas à onomatopeia, ao jogo e à dramatização.

O professor vai progressivamente dizendo o texto em andamentos menos lentos, até as crianças conseguirem dizê-lo de modo confortável. Uma criança mais competente pode acompanhar com um reco-reco.

Quando a turma conseguir dizê.lo sem a ajuda do professor, este diz o primeiro verso em ostinato enquanto as crianças dizem todo o trava-lónguas, mantendo a pulsação.

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Burra

Burra

Senhora

LALÁ, LELÉ E LILI

Lalá, Lelé, Lili e as suas filhas,
Lalá, Lelé, Lili e as suas netas,
Lalá, Lelé, Lili e as suas bisnetas,
Lalá, Lelé, Lili e as suas trinetas,
Lalá, Lelé, Lili e as suas tetranetas
Cantavam em coro:
Lalalá, lelelé, lilili.

Elementos orais da cultura popular, os trava-línguas são frases e jogos de difícil articulação, e a sua prática remonta a centenas e milhares de anos. A existência de sucessivos sons semelhantes obriga a movimentos sucessivos da língua que aperfeiçoam a dicção e melhoram a leitura oral, individualmente e em grupo.

É a dificuldade de dizer sem errar que torna os trava-línguas aliciantes, com a sua carga de competição e de vitória. Um andamento lento é importante para as crianças ganharem gosto pelos trava-línguas sem desistirem perante as dificuldades. O grau de dificuldade deve ter em conta a faixa etária e as características dos grupos de crianças.

Este trava-línguas é especialmente útil para entender e brincar com graus de parentesco, com os géneros masculino e feminino, com as vogais e os ditongos orais:

Laulau, Leuléu, Liuliu e os seus filhos,
Laulau, Leuléu, Liuliu e os seus netos,
Laulau, Leuléu, Liuliu e os seus bisnetos,
Laulau, Leuléu, Liuliu e os seus trinetos,
Laulau, Leuléu, Liuliu e os seus tetranetos,
Cantavam em coro:
Laulau, Leuléu e Liuliu.

(António José Ferreira)

SUGESTÕES PEDAGÓGICAS

“Lalá, Lelé, Lili e as suas filhas” será apresentada numa sessão; “Laulau, Leuléu, Liuliu e os seus filhos” ficará para a sessão seguinte.

O professor diz calmamente uma, duas, três vezes. Em seguida, pede um voluntário para dizer o trava-línguas sem erros. Quem o conseguir ganha o prémio “Língua destravada”.

O professor dá a oportunidade a outros, sem deixar que a atividade se torne maçadora para o grupo.

Na sessão seguinte, procede do mesmo modo com “Laulau”…

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Senhora

Senhora

Aranha

A ARANHA ARRANHA

A aranha arranha a rã?
A rã arranha a aranha?
Nem a aranha arranha a rã,
nem a rã arranha a aranha.

Não! A aranha não arranha!
Não! A rã também não arranha!

Trava-línguas é um jogo de palavras que consiste em dizer de forma clara e cada vez mais rápida frases com a repetição de sons difíceis ou iguais.

O trava-línguas trava a nossa língua e obriga-nos a dizer devagar no início, se quisermos evitar tropeços; destrava a língua na medida em que, com prática, nos permite dizer mais clara e rapidamente textos difíceis de dizer.

Os trava-línguas podem aparecer em prosa, verso ou frases e são uma forma de literatura popular. Aperfeiçoam a dicção e proporcionam jogos divertidos, porque é muito fácil tropeçar.

As propostas de expressão musical com estas formas literárias simples não abundam, mas são um desafio multidisciplinar enriquecedor.

SUGESTÕES PEDAGÓGICAS

1. O professor marca a pulsação com palmas, ou com um tambor, ou com pés alternados, num andamento confortável.
As crianças dizem todas um verso, depois dois versos, três, quatro e, finalmente, seis.

Quando o grupo for autónomo a dizer o trava-línguas, as crianças dizem sozinhas e o professor raspa um reco-reco enquanto diz o som “r”.

Quando as crianças conseguirem dizer o “trava-línguas” com facilidade, o professor propõe um jogo:

As crianças movem-se num espaço da sala, dizendo o trava-línguas. Com um tambor, o professor marca o compasso ou a pulsação, ou percute um ostinato. Quando o professor diz de surpresa “Arranhou!”, cada criança tenta “arranhar” o colega mais próximo no pescoço. O que foi “arranhado” perde o jogo. Logo que o professor recomeça a percussão, as crianças movem-se novamente, dizendo o trava-línguas. O jogo continua enquanto o professor achar que é conveniente, de modo a satisfazer os objetivos do jogo e o gosto das crianças, sem se tornar cansativo.

António José Ferreira

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Aranha

Aranha