Artigos académicos ou de divulgação sobre música

Damaru, Tibete, The Metropolitam Museum of Art

Musical instruments that begin with the letter D

MUSICAL INSTRUMENTS THAT BEGIN WITH THE LETTER D

Instrumentos musicais que começam por D

Dahola

Daina

Daire

Damaru

Damru

Dan nguyet

Dangubica

Danso

Darbuka

Davul

Dende

Den-den daiko

Dentsivka

Derkach

Dhak

Dhol

Dholak

dholki

Didgeridoo

Didjeridu

Dilruba

Dimba

Dimbila

Dipela

Diplica

Diplice

Divan

Dizi

Djabara

Djembe

Djun-djun

Do nali

Dobat

Doedelzak

Doki

Dolio

Dollu

Dolzaina

Dombak

Domra

Dômra

Donal

Donbak

Do-table

Dotar

Dotara

Dotora

Double bass

Double bassoon

Doumbeck

Doumbek

Doyra

Drejelire

Drimba

Druthi

Duda

Dudachka

Dudas

Dudelsack

Dudka

Dudki

Duduk

Dudy

Duff

Duggi

Dugi

Dukkar

Dulcimer

Dulzaina

dumbec

Dumbeck

Dumbeg

Dumbelek

Dumbra

Dundoumba

Dundunba

Dung chen

Dunun

Dutar

Dvajchatyia hoosl

Dvojni

Dvoyanka

Dvzajchatki

Dyomoro

Dzil

Damaru, Tibete, The Metropolitam Museum of Art

Damaru, Tibete, The Metropolitam Museum of Art

Instrumentos musicales que empiezan por d

Instrument de musique qui commence par d

Strumenti musicali che iniziano con la d

Clavichord, The Metropolitan Museum of Art, Boston
,

Musical instruments that begin with the letter C

MUSICAL INSTRUMENTS THAT BEGIN WITH THE LETTER C

Instrumentos musicais que começam por C

Cabasa

Cacharaina

Caixa de rufo

Cajón

Caña rociera

Candungo

Cántaro

Caracaxá

Carillon

Carimba

Carracho

Carretilla

Castanholas

Castañuelas

Caterineta

Cavaquinho

Caxirola

Caxixi

Cega-rega

Celesta

Cello

Celtic harp

Cembalo

Cennala

Ceterone

Ch’in

Cha cha cha bell

Chácaras

Chalaban

Chalumeau

Chande

Chango

Chap

Charaina

Charango

Charangón

Charanguito manguero

Charrasca

Chauklon pat

Chelys

Chenda

Chengila

Chequere

Chhikka

Chicote

Chikara

Chillador

Chimta

Chincalho

Ching

Chinlili

Chinlilo

Chiquitzi

Chirimia

Chirisuya

Chirula

Chitarrone

Chitata

Chitatya

Chitende

Chitra veena

Chitra vina

Chitraveena

Chiufolo

Chivoconvoco

Chocalho

Chod damaru

Chonka

Choquella

Chusao samishen

Ci wain

Ciaramedda

Ciaramédha

Çifteli

Çiftelia

Cimbalom

Cimpoi

Cistre

Cítara

Cithara

Citre

Cittharne

Ciufolo

Clapper

Clapper stick

Clapstick

Clarim

Clarinet

Clarinete

Clarino

Clarsach

Clavas

Claves

Clavichord

Clavicórdio

Cobza

Coixinera

Concertina

Congas

Conocchie

Contrabaixo

Contrabassoon

Contrafagote

Copofone

Copos musicais

Cor anglais

Cornamusa

Corne inglês

Corneta

Cornetão

Cornetto

Crash cymbals

Cravo

Crescente turco

Cristalofone

Crótalos

Crowth

Cruzao

Crwth

Cuatro

Cuíca

Cuiringua

Culepuya

Culo e puya

Culo’e puya

Culoepuya

Cumbus

Cymbales

Cymbaly

Cytherne

Cytra

Clavichord, The Metropolitan Museum of Art, Boston

Clavichord, The Metropolitan Museum of Art, Boston

Instrumentos musicales que empiezan por c

Instrument de musique qui commence par c

Strumenti musicali che iniziano con la c

Bendir (Ramirez)

Musical instruments that begin with the letter b

MUSICAL INSTRUMENTS THAT BEGIN WITH THE LETTER B

Instrumentos musicais que começam por B

Babiton

Baglama

Bagpipes

Bahèt

Bajs

Bala

Balafon

Balalaika

Balangui

Balo

Bamileke tam tam

Bandola

Bandola andina colombiana

Bandola lhanera

Bandola oriental

Bandolim

Bandoneon

Bandura

Bandurria

Banjo

Bansuri

Bapang

Bara

Barbat

Barbiton

Barbitos

Barrel organ

Basolia

Bass clarinet

Bass trombone

Bassoon

Bata Drums

Bateria

Batih

Bawoo

Bayan

Baza

Becken

Begena

Bell tree

Belt rattle

Bena

Bendi

Bendir

Bendré

Berimbau

Berra-boi

Bhaya

Bhazana-sruti

Bimli

Bin baji

Biniou kozh

Binzasara

Birbyne

Bishguur

Bituucu

Biwa

Bjo

Blockflöte

Bloco de dois sons

Bloco sonoro

Blow-organ

Bodhran

Bombanshi

Bombarda

Bombarde

Bombo

Bones

Bongós

Borrega

Bot

Botella de anís

Braguinha

Briazkalnytsia

Brinquinho

Bryolka

Buben

Bubon

Bugchu

Bugdu

Bughchu

Bughdu

Buhay

Bukhalo

Bukkehorn

Bulbul tarang

Bullroarer

Buna

Buzuki

Bendir (Ramirez)

Bendir (Ramirez)

 

Instrumentos musicales que empiezan por b

Instrument de musique qui commence par b

Strumenti musicali che iniziano con la b

Angklung, Indonésia

Musical instruments that begin with the letter A

MUSICAL INSTRUMENTS THAT BEGIN WITH THE LETTER A

Instrumentos musicais que começam por A

Abeng

Abik

Accordion

Adufe

Adungu

Aerofone

Aetherphone

Afoxé

Agogo

Ajayu

Akadinda

Akaryna

Akkordolia

Al ghaida

Al ghaita

Alaúde

Albogue

Alboka

Al-buq

Alghoza

Alpenhorn

Alphorn

Alpine horn

Anai

Ananda lahari

Angklung

Angkuoch

Ankle rattle

Antara

Apito

Arco musical

Arghool

Arghoul

Arghul

Argol

Argul

Arrabel

Atabal

Atabaque

Aud

Aulos

Axatse

Ayoyotes

Ayoyoti

Azumagoto

Angklung, Indonésia

Angklung, Indonésia

I am (K)not

I am (K)not

“I am (k)not” é um ciclo seis peças de música acusmática, resultado do cruzamento interdisciplinar entre o compositor Hugo Vasco Reis e a artista cénica Ana Jordão.

Com o trabalho “I am (k)not”, Hugo Vasco Reis faz a sua primeira incursão discográfica e criativa como compositor de música acusmática. Autor e músico multifacetado, com sólida formação académica e uma experiência musical muito completa, Hugo Vasco Reis propõe-nos a escuta de um trabalho que reflete plenamente as múltiplas valências que o definem como artista.

Carlos Caires

A origem do termo “música acusmática”, referência a Pitágoras, deve-se ao facto de se tratar de uma música na qual não há contacto visual com os intérpretes e na qual não se visualiza qualquer representação física da origem dos sons. Apesar disso, este conjunto de obras estimulam o nosso sentido de escuta, apelando de forma particular ao nosso imaginário visual. As sugestões são muitas – ambientes, movimento, estatismo, materiais, matérias, fenómenos, locais – mas sempre competentemente dominados por um sólido métier de compositor – discurso, texturas, linhas, contrapontos, polifonias, formas…

Carlo Caires 2018

I am (K)not

I am (K)not

“I am (k)not” é um ciclo seis peças de música acusmática, resultado do cruzamento interdisciplinar entre o compositor Hugo Vasco Reis e a artista cénica Ana Jordão. O processo criativo desenvolve-se através da relação entre a expressividade, o gesto e o movimento. Entre o ritmo do corpo e a memória, de forma a encontrar interiormente, novos caminhos de escuta e perceção, num diálogo que oscila entre o sonho e a realidade. Durante o discurso de cada peça estão intrínsecos conceitos relativos ao processo criativo do compositor, encontrando-se gestos, focos, motivos e timbres, que criam em cada ciclo um discurso de ordem e desordem.

Hugo Vasco Reis 2018

Metamorphosis and resonances

Metamorphosis and Resonances

“Metamorphosis and Resonances” é um caderno de oito peças para instrumentos solo, que tem como ponto de partida processos intuitivos intimamente ligados a gestos, timbres, camadas, imagens e focos, que definem as progressões de tensão e distensão, os elementos formais e o discurso de cada obra. (Hugo Reis 2017)

Metamorphosis and Resonances representa um compositor em plena posse dos seus meios de expressão, um compositor que, conhecendo as suas raízes, aponta para o alto, para o céu acima da copa da grande árvore do futuro.

Sérgio Azevedo

Partindo da ideia das 14 seminais Sequenze (1958-2004) de Luciano Berio (1925-2003), “ponto alfa” inevitável para qualquer compositor de hoje que se abalance a escrever para instrumentos a solo, de forma exploratória, Hugo Vasques Reis lança-se na sua própria sequência de metamorfoses e ressonâncias, metamorfoses e ressonâncias não somente do material musical – que percorre quase todas as peças – mas metamorfose do próprio timbre de cada um dos oito instrumento (os quais chegam a transfigurarem-se em pura matéria cósmica, como nas peças para acordeão e viola), e ressonância da matéria remanescente de um longínquo passado ibérico, como na peça dedicada à guitarra. No seu todo, Metamorphosis and Resonances representa um compositor em plena posse dos seus meios de expressão, um compositor que, conhecendo as suas raízes, aponta para o alto, para o céu acima da copa da grande árvore do futuro.

Sérgio Azevedo 2017

Metamorphosis and resonances

Metamorphosis and resonances

“Metamorphosis and Resonances” é um caderno de oito peças para instrumentos solo, que tem como ponto de partida processos intuitivos intimamente ligados a gestos, timbres, camadas, imagens e focos, que definem as progressões de tensão e distensão, os elementos formais e o discurso de cada obra. A ideia comum a todas as composições reflete um diálogo de cumplicidade e conflito, prazer e angústia, entre o horizonte e o abismo, entre a metamorfose e a ressonância. As gravações foram realizadas por um leque notável de músicos composto por: Ana Castanhito (harpa), Cândido Fernandes (piano), Filipe Quaresma (violoncelo), Frederic Cardoso (clarinete baixo), Lourenço Macedo Sampaio (viola d’arco), Monika Streitová (flauta), Paulo Jorge Ferreira (acordeão) e Pedro Rodrigues (guitarra clássica). Engenharia de som por António Pinheiro da Silva, com assistência de João Penedo. Fotografia de Cláudio Garrudo e prefácio de Sérgio Azevedo. Este trabalho teve o apoio da Direção Geral das Artes, Antena 2 e as gravações decorreram no auditório da Escola Superior de Música de Lisboa.

Hugo Vasco Reis 2017

Poema anacrónico

Poema Anacrónico

O trabalho discográfico “Poema Anacrónico” marca a estreia do guitarrista Hugo Vasco Reis a solo. O projecto tem como preocupação situar a guitarra portuguesa como instrumento solista. (Hugo Reis)

Hugo Vasco Reis, excelente compositor e guitarrista, aparece como alguém dotado de uma absoluta capacidade de utilizar a guitarra em qualquer repertório, obedecendo a sua integração no repertório a uma natural questão de bom senso e bom gosto, pois não se imagina um trombone a embalar um bebé, nem um piano ou uma harpa em cima de um carro militar a acompanhar uma parada.

António Victorino d’Almeida

A guitarra portuguesa recebeu esta nacionalidade e passou a identificar-se com a música do nosso país, se bem que as suas origens sejam além fronteiras, onde teria sido usada como substituto do cravo, também com base na indiscutível vantagem de ser transportável! E quando se houve uma guitarra portuguesa a solo, sente-se que a sonoridade se aproxima efectivamente do cravo ou da espineta, pois a capacidade de se fazerem ouvir sem qualquer tipo de amplificação é reduzida. Melhor dizendo, a sua intensidade fraca deixa-se cobrir com facilidade por outros instrumentos, razão pela qual terá agradado de imediato aos cantores, que sempre primaram pelo desejo de terem o seu próprio instrumento – a voz – em evidência, acompanhado, mas sem concorrentes…

Daí que a guitarra portuguesa também fosse escolhida para tocar em espaços pequenos e na condição de acompanhadora de vozes sem características de potência lírica, como seria o caso do Fado.

E foi assim que a guitarra e Portugal se foram afeiçoando, sendo que esse carinho – a que o instrumento corresponderia com os chamados trinados do acompanhamento fadista – também a impediu durante séculos de experimentar novos voos. E aliás, sempre que se punha a hipótese de escrever outro tipo de música para a guitarra portuguesa, evocavam-se de imediato diversas fragilidades e, sobretudo, problemas de afinação capazes de dificultar a escrita. Esse foi, além da frágil intensidade do som, um dos argumentos (falaciosos, alias…) usados para que o instrumento ficasse caseiro.

Surgiram, é certo, grandes guitarristas, cuja técnica e musicalidade fariam história – um Artur Paredes, um Armandinho, o genial Carlos Paredes e muitos outros… mas Pedro Caldeira Cabral esteve efectivamente na vanguarda dos guitarristas que pretenderam dar à guitarra portuguesa uma dimensão mais alargada e um estatuto de instrumento igual aos outros, um instrumento cuja música pudesse escrever-se e ler-se.

Com as mais recentes gerações de músicos, o repertório para guitarra portuguesa já pode dar um salto quantitativo assinalável, nomeadamente na adaptação de trechos musicais concebidos de origem para outros instrumentos, incluindo, como é normal, o seu parente cravo. Ricardo Rocha é um nome incontornável na utilização da guitarra portuguesa como instrumento de insuspeitados recursos tímbricos e técnicos.

Hugo Vasco Reis, excelente compositor e guitarrista, aparece como alguém dotado de uma absoluta capacidade de utilizar a guitarra em qualquer repertório, obedecendo a sua integração no repertório a uma natural questão de bom senso e bom gosto, pois não se imagina um trombone a embalar um bebé, nem um piano ou uma harpa em cima de um carro militar a acompanhar uma parada.

As minhas primeiras obras escritas para guitarra portuguesa derivaram do meu conhecimento com o extraordinário talento de Ricardo Rocha. E agora, Hugo Vasco Reis é um jovem músico que já entrou na história do instrumento, pois permite, de forma absolutamente cabal, como compositor e executante, a utilização da guitarra portuguesa nas mais diversas circunstâncias: não apesar de a obra estar escrita, mas, precisamente, porque está escrita!

António Victorino D’Almeida, 2013

O trabalho discográfico “Poema Anacrónico” marca a estreia do guitarrista Hugo Vasco Reis a solo. O projecto tem como preocupação situar a guitarra portuguesa como instrumento solista. São apresentadas três secções principais: guitarra portuguesa e piano (composições de António Victorino D’Almeida), guitarra portuguesa a solo (composições de Hugo Vasco Reis) e transcrições de obras de Carlos Seixas (1704-1742) de instrumento de tecla, adaptadas para guitarra portuguesa e viola da gamba. O trabalho foi produzido por Mário Dinis Marques e os músicos envolvidos, para além de Hugo Vasco Reis (Guitarra Portuguesa), foram Cândido Fernandes (Piano) e Filipa Meneses (Viola da Gamba). O prefácio é de António Victorino d’Almeida. Este trabalho teve o apoio do Secretário de Estado da Cultura, DGArtes, Antena 2 e da Escola Superior de Música de Lisboa.

Hugo Vasco Reis 2013

Poema anacrónico

Poema anacrónico

O Espaço da Sombra

O Espaço da Sombra

“O Espaço da Sombra” é o 4º trabalho discográfico do compositor Hugo Vasco Reis, depois de “Poema Anacrónico” (2013), “Metamorphosis and Resonances” (2017) e “I am (k)not” (2018).

Quando iniciei o processo de criação e idealização deste trabalho, uma das questões que me interessava explorar, era o comportamento de um objeto (guitarra portuguesa), num espaço que habitualmente não é o seu (música contemporânea). Qual a imagem resultante, movimento e discurso? Tentei chegar a um ponto longínquo sobre estas reflexões. Um campo neutro que permitisse, ao instrumento e a mim, trabalhar as ideias e sistematizar escolhas. Uma vez neste ponto, encontrei o caminho para a criação, interpretação e formalização abstrata deste trabalho.
A ideia deste ciclo de peças é o resultado da adição de uma fonte de luz a um objeto, criando uma zona escura, com ausência parcial de luz (o espaço da sombra), proporcionando ao mesmo tempo a existência de um obstáculo. A criação da sombra pode ocupar diferentes espaços e formas na superfície de projeção, dependendo de determinadas características, tais como a fonte, a localização, o espaço, o relevo… destacando-se finos raios de luz em seu redor. O objeto ou imagem é reconhecível, mas existe algo estranho, não totalmente percepcionado, uma certa sombra.

São apresentadas peças cuja instrumentação varia entre solo, eletroacústica e música de câmara, mas sempre com a guitarra portuguesa como elemento solista e pensada como um corpo onde tudo pode ser tocado. Cada peça constitui um objeto fluido, onde tudo está em constante variação, tentando encontrar a poética musical, um espaço não temporal, a expressão, a qualidade do som e criar algo que revele o que cada um pode encontrar no seu interior.

Este trabalho, dedicado à guitarra portuguesa num papel de solista, teve o apoio da DGArtes, Antena 2 e Escola Superior de Música de Lisboa. Foi gravado no Auditório Vianna da Motta e contou com a participação dos pianistas António Victorino d’Almeida e Cândido Fernandes. Engenharia de som de António Pinheiro da Silva. Fotografia de capa de Patrícia Sucena de Almeida. Todas as composições por Hugo Vasco Reis, bem como a interpretação de guitarra portuguesa em todas as peças.

Hugo Vasco Reis 2018

O Espaço da Sombra

O Espaço da Sombra, de Hugo Vasco Reis

NOMEAÇÃO PARA O PRÉMIO SPA

O trabalho discográfico “O Espaço da Sombra”, dedicado à guitarra portuguesa, em que Hugo Vasco Reis se apresenta como compositor, intérprete e produtor, foi nomeado para o Prémio Autores SPA | 2019, na categoria de Música – Melhor Trabalho de Música Erudita.

Este trabalho discográfico teve o apoio da Direção Geral das Artes, Antena 2 e Escola Superior de Música de Lisboa.

Contou com a participação de:

Guitarra Portuguesa, Composição e Eletrónica | Hugo Vasco Reis
– Piano | António Victorino D’Almeida
– Piano | Cândido Fernandes
– Engenharia de Som | António Pinheiro da Silva
– Fotografia | Patrícia Sucena de Almeida
– Tradução | Irma Assunção

“O Espaço da Sombra” é o 4º trabalho discográfico do compositor Hugo Vasco Reis, depois de “Poema Anacrónico” (2013), “Metamorphosis and Resonances” (2017) e “I am (k)not” (2018).

Neste momento o compositor encontra-se a finalizar o 5º trabalho discográfico, dedicado às suas composições de música de câmara e com edição prevista para março de 2019.

Auditório Municipal Escola de Música da Póvoa de Varzim

Escola de Música da Póvoa de Varzim

Excerto da dissertação de mestrado de Catarina Sousa “Consciência Corporal na Música: breve abordagem sobre a sua importância no ensino do cravoPorto ESMAE 2018, 2-3.

Ainda que criada em 1988 pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, a escola de música apenas obteve autorização provisória de funcionamento do Ensino Básico, com paralelismo pedagógico em 1990; no ano lectivo 1991/92, obteve a mesma autorização de funcionamento agora para o Ensino Complementar sendo que, no ano lectivo 1996/97, obteve autorização definitiva de funcionamento concedida pelo Ministério da Educação através do Departamento de Ensino Secundário.

No seu primeiro ano de funcionamento foram registadas 58 matrículas e desde o ano lectivo 1995/96 que as matrículas estabilizaram numa média de 250 alunos, salientando que a frequência real é superior (350 alunos por ano), correspondendo ao limite físico das suas instalações.

De 1988 a 1995, a escola começou inicialmente por funcionar em instalações provisórias cedidas pela paróquia de S. José de Ribamar inaugurando as actuais instalações na Rua D. Maria I nº 56 no dia 1 de Outubro de 1995, estando inserida nas instalações camarárias do Auditório Municipal da Póvoa de Varzim. Inicialmente propriedade da Câmara Municipal, a Escola deveu a sua manutenção e funcionamento ao subsídio anual do Ministério da Educação (Contrato de Patrocínio), às mensalidades dos alunos e comparticipação da autarquia sendo que actualmente, para além destas entidades, acrescenta-se também o financiamento do Programa Operacional Potencial Humano (POPH) através do Eixo 1.6 (financia os 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico).

A 24 de Janeiro de 2003, foi criada, pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e pela Banda Musical da Póvoa de Varzim, a Associação Pró-Música da Póvoa de Varzim (APMPV) que passou a gerir o Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim (FIMPV), a Orquestra Sinfónica da Póvoa de Varzim (designada mais tarde por Orquestra/Quarteto Verazin) e a Escola de Música da Póvoa de Varzim (EMPV), anteriormente denominada como Escola Municipal de Música da Póvoa de Varzim-EMMPV.

A partir do ano lectivo 2009/2010 foi estabelecido um protocolo entre a Escola de Música e as Escolas Básicas do 2º e 3º Ciclo Dr. Flávio Gonçalves e Cego do Maio onde foi possível dar início à constituição de duas turmas de 5º ano (1º Grau) de Ensino Artístico Especializado de Música, em Regime Articulado (uma em cada estabelecimento de ensino), privilegiando a existência de uma formação de base musical, reforçando a educação artística dos alunos e salvaguardando a possibilidade de interagir com os planos de estudos do Ensino Regular.

É permitida a frequência de cursos em diferentes instrumentos aos alunos através da leccionação da componente de formação vocacional na escola garantindo, àqueles que concluam com aproveitamento todas as disciplinas dos respectivos planos de estudos do Curso Básico de Música, a obtenção de uma dupla certificação: a da conclusão do Ensino Básico e o Diploma do Curso Básico da área artística de Música (do Instrumento em que estiver matriculado).

Catarina Sousa

Catarina Sousa

guitarrista José Duarte Costa

As escolas Duarte Costa

As escolas de guitarra Duarte Costa, excerto da dissertação de mestrado de Aires Pinheiro, José Duarte Costa – Um caso no ensino não-oficial da Música, Universidade de Aveiro 2010.

“Um indivíduo muito cordial, com um grande entusiasmo por aquilo que fazia, pela sua escola, pela sua arte, chamemos-lhe assim e recordo muitas vezes a expressão que ele dizia era que as pessoas têm que sentir “a chamada”, e dizia “a chamada” com uma certa ênfase.”

(Professor Acácio Resende)

José Duarte Costa iniciou a sua a actividade pedagógica com aulas particulares de Guitarra na cidade de Lisboa.

Para angariar alunos, tinha publicidade ao seu trabalho em alguns locais de Lisboa. Um dos locais onde publicitava o seu trabalho era o Clube Onomástico dos Josés de Portugal.

A sua acção como professor particular foi determinante para possibilitar a primeira vinda do professor Emílio Pujol ao Conservatório Nacional no ano de 1947, uma vez que a classe de Guitarra do primeiro curso deste pedagogo na cidade de Lisboa era constituída por alunos do professor José Duarte Costa e pelo próprio Duarte Costa.

Em 1953 fundou a Escola de Guitarra Duarte Costa em Lisboa, esta Escola tornou-se um marco do ensino da Guitarra em Portugal vindo a ramificar-se e implantar-se noutras cidades do País tendo existido delegações em Coimbra (1964), no Porto (1968) e em Faro (1975). Como escreve o Professor Manuel Morais no seu artigo para a Enciclopédia dos Músicos Portugueses do séc. XX:

“São raros os violistas actuais, que se dedicam ao reportório erudito, que não tenham de certo modo estado relacionados com este estabelecimento ou que não tenham recebido algum incentivo através dos ensinamentos directos de Duarte Costa ou de qualquer um dos seus alunos.”

Entre as décadas de cinquenta e oitenta as Escolas de Guitarra Duarte Costa foram uma referência na divulgação e no ensino da Guitarra como instrumento erudito em Portugal. Alguns dos seus alunos e docentes tornaram-se mestres de reconhecido mérito na área da Guitarra, leccionando em importantes instituições de ensino Portuguesas e estrangeiras

Como afirma o Professor Silvestre Fonseca: “A escola Duarte Costa era uma “Escola”, acabou por ser um género de “berço” para muita gente.”

Na segunda metade do séc. XX segundo o Professor Lopes e Silva “As Escolas transformaram-se numa espécie de ciclo guitarrístico em Portugal.”

Ainda hoje a Escola de Guitarra Duarte Costa é uma referência no ensino da Guitarra. Um considerável número de alunos que passaram por esta escola, são hoje pais e avós de alunos que a frequentam ou estão integrados em outras instituições de ensino. Este facto demonstra a repercussão da acção pedagógica desta escola e a importância que teve para a divulgação e transmissão da arte de tocar Guitarra Clássica em Portugal.

Actualmente apenas continua a existir a Escola de Lisboa, sita na Avenida D. João XXI, nº 13E, que é dirigida pelos Professores Miguel Costa e Ricardo Falcão, filho e neto do Mestre José Duarte Costa respectivamente.

1. Organização Didáctica e Pedagógica das Escolas Duarte Costa

As Escolas de Guitarra Duarte Costa eram dirigidas a nível Didáctico e Pedagógico pelo Professor José Duarte Costa que era o seu proprietário.

Nestas escolas era praticado exclusivamente um regime de Curso Livre uma vez que não existia qualquer paralelismo pedagógico ou acreditação e certificação das competências que eram ministradas.

O formato das aulas era individual, com uma duração de trinta minutos e com a regularidade de uma vez por semana. Existia no entanto flexibilidade na prestação deste serviços, segundo o professor Paulo Valente Pereira, as aulas “.. eram normalmente uma vez por semana. Reinava no entanto o princípio do «aluno cliente». O aluno comprava séries de lições que poderiam ser “gastas” como este quisesse, em horário a combinar com o professor; tanto poderia escolher ter 2 ou 3 lições por semana como uma lição por mês ou pontualmente em intervalos regulares ou irregulares mais alargados.”

A base de ensino era o Método de Guitarra (Escola de Guitarra) de José Duarte Costa. O aluno começava por seguir as lições do Método e ia adquirindo progressivamente competências técnicas e artísticas que lhe permitiam o domínio da guitarra.

À medida que o aluno aumentava as suas competências o professor era responsável por introduzir novos autores de forma a proporcionar ao aluno um leque variado de influências técnicas e artísticas. Através das entrevistas e dos inquéritos que efectuei, pude apurar que para além das peças que constituíam o Método de Guitarra e das obras de José Duarte Costa também se abordavam obras de vários autores, desde o período medieval até ao séc. XX.

Nas escolas Duarte Costa o Professor de instrumento era também responsável pelo ensino da restante Formação Musical. Assim sendo cada professor tinha de planificar a sua aula tendo em conta os objectivos técnicos e artísticos do instrumento em conjunto com os objectivos teóricos e práticos da restante Educação Musical.

Houve todavia épocas em que se introduziu o ensino da Formação Musical como disciplina independente, no entanto funcionou sempre de forma bastante irregular e de forma intermitente ao longo da existência das Escolas de Guitarra Duarte Costa.

Como afirma o Professor José Pina: “Os objectivos destes Cursos eram a aprendizagem da Música tendo como veículo a guitarra.”

Segundo o que pude apurar pelas entrevistas que efectuei, a Escola de Guitarra Duarte Costa não estava vocacionada para o ensino de Músicos profissionais, tratava-se de um local acessível a todos quantos quisessem aprender música de uma forma lúdica através da Guitarra.

No entanto existia também a possibilidade de atingir níveis técnicos e artísticos elevados consoante a capacidade, a dedicação e a vontade do aluno.

O testemunho do Professor Fernando Guiomar ilustra perfeitamente o que pretendia o Professor José Duarte Costa nas suas Escolas.

“….faz-me um reparo e chama-me à atenção que aquilo ali não era a Academia nem o Conservatório, portanto ali não se aborrece as pessoas com muitos exercícios, com Pujol, com técnicas, as pessoas ali têm que aprender a tocar qualquer coisinha e como eu dizia, e têm que ficar apaixonados, se quiserem depois fazer mais qualquer coisa a sério, vão para o Conservatório ou vão para a Academia.”

Segundo o que foi possível apurar nas entrevistas efectuadas, os alunos que frequentavam as Escolas Duarte Costa provinham dos mais variados extractos sociais, registando-se uma predominância da classe média. A faixa etária onde se inseriam os alunos era bastante alargada uma vez que frequentavam esta escola crianças, jovens e adultos.

Segundo o Professor Acácio Resende: “Havia estudantes, havia profissionais, havia profissionais de outras profissões e portanto de um modo geral todos os extractos sociais que tivessem dinheiro para pagar a “mensalidadezinha.”

Este testemunho dá-nos de uma forma sintética e pragmática uma definição do nível etário e social a que pertenciam os alunos das Escolas Duarte Costa.

guitarrista Aires Pinheiro

guitarrista Aires Pinheiro