Artigos académicos ou de divulgação sobre música

Maria do Rosário Pestana, investigadora

O compositor e folclorista Armando Leça: resgate, criação e disseminação da música portuguesa

Armando Leça foi uma figura versátil e multifacetada. Compositor, intérprete, regente, folclorista, crítico, musicólogo, ensaísta, novelista e poeta, ilustrou de modo exemplar a vida musical portuguesa nos anos a seguir à implantação da República.

Maria do Rosário Pestana

O seu percurso é revelador das oportunidades e dos novos desafios colocados aos músicos profissionais por uma sociedade em franca mobilidade, após a dissolução da ordem monárquica.

Armando Leça foi uma figura que, no universo musical português, ocupou um lugar «do meio», entre os polos erudito e folclórico, dialogando com diferentes esferas do fazer música em Portugal.

Vemo-lo como pianista a tocar durante as projeções de cinema, como compositor nacionalista e ideologicamente comprometido e como coletor de músicas e vozes dos lugares recônditos e por mapear. A sua ação pautou-se por um compromisso com a questão nacional na música.

Vemo-lo, de facto, a participar no processo de construção e disseminação da «canção portuguesa», um género poético-musical que, na sua ótica, refletia o caráter e a alma dos portugueses. Atento às demandas do seu tempo, foi pioneiro ao explorar os novos meios de comunicação de massas: o cinema, a rádio e, mais tarde, a indústria discográfica.

por Maria do Rosário Pestana

Maria do Rosário Pestana, investigadora

Maria do Rosário Pestana, investigadora

Sábado, 23 de março de 2019, no Curso livre sobre Música & Músicos: aspetos do Património Musical Português, no Solar Condes de Resende, Canelas, Vila Nova de Gaia.

Fonte: Solar Condes de Resende

Elisa Lessa, investigadora

A música nos conventos femininos em Portugal (séculos XVII a XIX):
o caso do Mosteiro de Corpus Christi em Vila Nova de Gaia.

A existência de um conjunto de monjas músicas conventuais, tanto cantoras como instrumentistas nos mosteiros assegurava uma prática musical sacra de relevo que importa conhecer, pese embora o facto de até nós ter chegado apenas uma ínfima parte deste valioso património musical.

Elisa Lessa

A primeira casa do ramo feminino da Ordem Dominicana foi fundada cerca de 1219, em Chelas, nos arredores de Lisboa. A partir deste mosteiro, as fundações de monjas domínicas multiplicaram-se, chegando à data da extinção das ordens religiosas pelo governo liberal em 1834 a atingir cerca de duas dezenas de casas monásticas.

Por sua vez o Convento de Corpus Christi de Vila Nova de Gaia foi edificado por iniciativa de Maria Mendes Petite, mãe de Pêro Coelho e carrasco de Inês de Castro, tendo sido acolhidas as primeiras monjas em 1354. A lição, fundamentada em documentação histórica, revela aspetos da prática musical conventual feminina em Portugal e em particular no mosteiro de Corpus Christi de Gaia.

A música estava presente ao logo do dia, pautando-se a vida quotidiana monacal pelo cumprimento de um conjunto de regras, numa observância marcada pelo Ofício Divino e por um quadro diário de atividades traçado ao pormenor e lembradas a cada batida dos sinos do mosteiro.

A existência de um conjunto de monjas músicas conventuais, tanto cantoras como instrumentistas nos mosteiros assegurava uma prática musical sacra de relevo que importa conhecer, pese embora o facto de até nós ter chegado apenas uma ínfima parte deste valioso património musical.

por Elisa Lessa

Elisa Lessa, investigadora

Elisa Lessa, investigadora

13 de abril, no Curso livre sobre Música & Músicos: aspetos do Património Musical Português, no Solar Condes de Resende, Canelas, Vila Nova de Gaia.

Fonte: Solar Condes de Resende

Yuki Rodrigues, Peças Portuguesas e Japonesas para Piano Solo

PEÇAS PORTUGUESAS DE JAPONESAS PARA PIANO SOLO

Yuki Rodrigues (Piano)

Breve Comentário sobre o CD (Agradecimento)

Um trabalho de piano solo, apenas em nome é uma obra solitária.

O nascimento deste CD, embora tenha sido já mais de uma década, só foi possível com a inestimável ajuda, amizade e amor de muitos dos meus familiares, amigos, colaboradores e apoiantes. Destacar alguns em detrimento dos outros é sempre um acto de injustiça, mas não poderei deixar de distinguir aqueles que estiveram mais diretamente ligados a este projeto.

Ao Dr. Pedro Barreiros, Comissário da Comemoração dos Cento e Cinquenta Anos de Wanceslau de Moraes, pela sua confiança inabalável neste projeto.

Ao Instituto Camões, especialmente à Dra Elisa Frugnoli, uma palavra de agradecimento pelo apoio concedido.

À Câmara Municipal do Seixal e ao Auditório Municipal do Seixal, pelo apoio e cedência de um maravilhoso espaço de gravação.

Ao Fernando Rocha, ao Prof. Eurico Carrapatoso e ao Maestro António Victorino D’Almeida, um agradecimento sincero por todo o apoio incansável e amizade.

À equipa da Numérica, pelo seu profissionalismo e empenho.

Ao Rafael Marques, pelo seu apoio especial.

Ao José Fortes pelo seu profissionalismo, empenho e paciência.

Por fim, a Wanceslau de Moraes, cuja obra e vida foram fonte de constante inspiração na realização deste projeto musical.

Yuki Rodrigues, Peças Portuguesas e Japonesas para Piano Solo

Yuki Rodrigues

Peças Portuguesas e Japonesas

Peças Portuguesas e Japonesas

Jorge Castro Ribeiro, etnomusicólogo

Entre 27 de outubro de 13 de abril, em dias de sábado entre as 15:00 e as 17:00, decorreu no Solar Condes de Resende, Canelas, Vila Nova de Gaia, o Curso livre sobre Música & Músicos: aspetos do Património Musical Português

O Solar Condes de Resende quis organizar pela primeira vez entre nós um curso sobre aspetos inéditos ou pouco conhecidos do Património Musical Português com especial incidência em compositores de Gaia e do Norte de Portugal, mas com a dimensão universal que a Música tem. As aulas recorreram à audição de excertos das obras referidas e ao complemento da indicação de concertos ao vivo onde as mesmas sejam executadas durante o período em que decorre o curso. Com o curso, o  Solar Condes de Resende quis também assinalar o centenário do nascimento de César Morais.

Solar Condes de Resende

Solar Condes de Resende

Fonte: Confraria Queirosiana

Fotos: António José Ferreira

27 de outubro de 2018

Sociologia da Música

por Eduardo Vítor Rodrigues, sociólogo e presidente da Câmara Municipal de Gaia

Eduardo Vítor Rodrigues, sociólogo e presidente da C.M. de Gaia

Eduardo Vítor Rodrigues, sociólogo e presidente da C.M. de Gaia

10 de novembro de 2018

Os órgãos ibéricos: instrumentos, textos e contextos no noroeste português

por Elisa Lessa

Elisa Lessa, investigadora

Elisa Lessa, investigadora

Os órgãos de tubos ibéricos representam património musical único com características peculiares desenvolvidas na península ibérica, nos séculos XVII e XVIII. Além da abordagem organológica, da identidade e variedade sonora do instrumento, a lição incluiu reflexões breves sobre exemplos de repertório musical, respetivos compositores e contextos de intervenção e alguns organeiros. Em particular foram abordados os órgãos construídos já no século XIX pelo mestre organeiro Manuel de Sá Couto, “o Lagoncinha”, ativo na região no século XIX.

17 de novembro de 2018

Música e ritual nas cerimónias fúnebres luso-brasileiras – Séculos XVIII e XIX.

por Rodrigo Teodoro

Rodrigo Teodoro, investigador

Rodrigo Teodoro, investigador

Diversos manuscritos musicais setecentistas e oitocentistas, dedicados ao cerimonial fúnebre católico encontram-se, atualmente, custodiados em acervos de algumas cidades portuguesas e brasileiras. Essas obras revelam uma prática que teve como referência estética a produção musical religiosa em Itália, e foram produzidas, principalmente, a partir do processo de equiparação cerimonial levado a cabo por D. João V. As ações ritualísticas e as “novidades sonoras”, implementadas nesse processo, provocaram reflexos no cerimonial religioso e no sistema produtivo musical português que seria, inclusivamente, transplantado para suas colónias. Pretendemos, neste curso, apresentar as relações entre a produção musical fúnebre em Portugal e no Brasil, durante os séculos XVIII e XIX, e promover o entendimento da funcionalidade da música, entre outros sons, nos rituais católicos dedicados às cerimónias da morte.

15 de dezembro de 2018

Os músicos Napoleão

por A. Gonçalves Guimarães

Gonçalves Guimarães, historiador

Gonçalves Guimarães, historiador

A cidade do Porto viu nascer, em meados do séc. XIX, três irmãos músicos de apelido Napoleão: Artur (1843-1925), Aníbal (1845-1880) e Alfredo (1852-1917). Estes três irmãos notabilizaram-se ao longo da sua vida como pianistas, compositores e xadrezistas nos dois lados do Atlântico. Sendo filhos do músico italiano Alessandro Napolleone, este ficou conhecido em Portugal como Alexandre Napoleão. Este músico refugiou-se no Porto, onde foi professor de música, casando-se em Vila Nova de Gaia com Joaquina Amália Pinto dos Santos, natural desta cidade. Artur foi o mais famoso dos três irmãos. Estabeleceu-se no Brasil, onde criou uma editora de partituras e desenvolveu uma respeitosa carreira como pianista e compositor, sendo autor de cerca de 90 opus. Alfredo foi mais errante. Teve muito sucesso em vários países, principalmente como compositor-pianista, executando as suas próprias obras, com destaque para as que escreveu para piano e orquestra. Aníbal, por sua vez, morreu precocemente, aos 35 anos. Contudo, as suas 20 obras publicadas revelam um compositor promissor (Daniel Cunha).

05 de janeiro de 2019

Cantar os Reis e o Património Cultural Imaterial em Portugal

por Jorge Castro Ribeiro

Jorge Castro Ribeiro, etnomusicólogo

Jorge Castro Ribeiro, etnomusicólogo

O Cantar os Reis em Ovar é uma prática poético-musical multi-localizada, performada em coletivo, em espaços públicos e privados do concelho de Ovar por ocasião da Festa dos Reis Magos (6 de Janeiro), em formato apresentativo. Embora partilhe algumas características com outras práticas em Portugal e noutros países da Europa, que ocorrem no mesmo contexto temporal, designadas genericamente por “Cantar dos Reis” ou “Cantar as Janeiras”, em Ovar esta prática ao longo dos anos sofreu um processo de codificação artística, social e performativa que é reconhecida e afirmada localmente como diferenciada, uma vez que adquiriu um recorte cultural próprio, sofisticado ao nível da composição musical e poética, e especializado ao nível da performance, que não é encontrado nas outras práticas conhecidas a nível nacional e europeu.

Nesta aula foi  observado o Cantar os Reis em Ovar nas suas especificidades afirmadas localmente como distintivas, na veiculação de valores, visão e identidade “vareira”. Será indagada a forte adesão dos protagonistas à idéia de patrimonialização, e apresentados dados etnomusicológicos e a percepção da investigação etnográfica no processo de inventariação desta prática com vista ao Património Cultural Imaterial de Portugal. A aula será complementada com uma visita guiada e exclusiva a Ovar, exactamente no único momento do ano em que a prática tem lugar.

19 de janeiro de 2019

O Orpheon Portuense e os Concertos a ele dedicados pela Casa da Música

por Henrique Luís Gomes de Araújo

Henrique Luís Gomes de Araújo, investigador

Henrique Luís Gomes de Araújo, investigador

Apresentamos em 2005, à Casa da Música (CdM) como investigador do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR) da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e com o Prof. Rui Vieira Nery, um “Projecto de Edição de Obra sobre o Orpheon Portuense”. Participa em 2008, na Assembleia Geral do Orpheon Portuense, que teve como o ponto único: Extinção do Orpheon Portuense, onde apresenta a proposta de a Casa da Música incluir, todos os anos, na sua programação um concerto comemorativo do Orpheon Portuense, pelo dia 12 de Janeiro (dia da sua fundação). Na verdade, como foi por ele aduzida na proposta apresentada à CdM, um dos “resultados previstos” do referido projecto, consistia na realização de um concerto anual (2013, p.17).

26 de janeiro de 2019

Conservatório Regional de Gaia – 30 anos ao serviço do Ensino e da Cultura

por Mário Mateus

Mário Mateus, diretor de Orquestra e pedagogo

Mário Mateus, diretor de Orquestra e pedagogo

O Conservatório iniciou oficialmente as suas atividades em 1985 – ano mundial da música.

A estrutura foi criada com o objetivo de promover o ensino formal da música até ao nível superior, de criar espaços de reflexão sobre temáticas da performance e da criação musical contemporâneas e de promover atividades culturais vocacionadas para o enriquecimento da Agenda Cultural do Município.

Como polo cultural a que aspirou ser, o Conservatório, desenvolveu, além dos cursos regulares de música, um plano de atividades desenhado de forma interdisciplinar e multidimensional.

Dando corpo a este desiderato e à sua vocação internacional assumida desde a primeira hora da sua existência, o Conservatório promoveu ao longo dos anos os cursos Internacionais de Música, o Concurso Internacional de Canto Francisco de Andrade, Seminários sobre a criação musical Contemporânea, Colóquios sobre o ensino vocacional de música, Festival Internacional de Música de Gaia, etc. Essas iniciativas colocaram o Conservatório Regional de Gaia nos roteiros internacionais e trouxeram a Portugal e a Gaia nomes destacados do panorama musical internacional como: Bidu Saião, G. di Stefano, João de Freitas Branco, Tibor Varga, Paul Schilhawsky, Gundula Janowiz, entre muitos outros nomes célebres.

Com esta exposição pretende-se fazer a crónica da atividade letiva e cultural, desenvolvida pelo C.R.G. ao longo de três décadas ao serviço da cultura e do ensino, em suma, em prol da valorização do potencial humano e da coesão territorial.

16 de fevereiro de 2019

Scarlatti e a troca das princesas

por José Manuel Tedim

José Manuel Tedim, professor universitário

José Manuel Tedim, professor universitário

As cortes de Filipe V de Espanha e de D. João V de Portugal levaram à concretização de um duplo casamento entre uma infanta da Casa Real portuguesa e o futuro rei de Espanha e vice-versa, facto que passou à História como a Troca das Princesas.

Ajustado o duplo consórcio, nos primeiros dias de Janeiro de 1728, dava-se início aos dias da festa, que, ao longo de mais de um ano, constituíram repetidos momentos de entusiasmo e entretenimento dos habitantes da urbe lisboeta.

O casamento por procuração, do Príncipe do Brasil e D. Mariana Victória aconteceu, em Madrid, em finais de dezembro, tendo chegado a notícia pelos inícios do mês seguinte. Logo, por decreto, o rei fez questão de informar o Senado da Câmara da feliz notícia e solicitar que se fizessem três noites de luminárias, acompanhadas de salvas de artilharia e da tradicional cerimónia do beija-mão. No Terreiro do Paço fez-se arder um fogo de artifício, cuja estrutura cénica se concentrava na imagem do templo de Diana.

Após esta manifestação celebrou-se o acontecimento no Paço com urna serenata em língua italiana composta expressamente para o momento por Doménico Scarlatti. Por sua vez o Marquez de los Balbazes completou estes dias de fausto, de júbilo e entusiasmo com a organização de uma Zarzuela no seu palácio, intitulada Amor aumenta el Valor.

02 de março de 2019

Bandas Filarmónicas em Portugal

por André Granjo

André Granjo, maestro

André Granjo, maestro

As Bandas representam uma das formas de prática musical de carácter formal mais disseminadas no nosso país e são também um fenómeno relevante em toda a Cultura Ocidental.

Apesar desta preponderância são ainda hoje um fenómeno pouco estudado no nosso país e em boa verdade em toda a Europa. Indefinições semânticas e confusões históricas tornam difícil a arriscada a pesquisa sobre este campo. As bandas são ainda objecto de estigma por parte de muitos investigadores e no nosso caso, o campo de acção em que se movem: espaços de fronteira entre o erudito e o vernacular; levam a uma indefinição sobre qual o olhar que deve actuar sobre elas: o da musicologia ou da etnomusicologia. As bandas são populares, funcionais, algumas militares, dão concertos informais ao ar livre, participam ou colaboram em várias actividades populares, mas concomitantemente dispõem também de repertórios elaborados, de linguagem contemporânea e complexidade normalmente associada ao grande repertório de orquestra. Por tudo isto as bandas têm estado num limbo científico, reconhecidas como de extrema relevância, mas sem uma atenção proporcional por parte da comunidade académica.

Esta situação tem, no entanto, vindo a ser alterada tendo surgido nos últimos anos investigadores, alguns dos quais insiders do próprio fenómeno, que procuram compreender melhor este tão rico meio de criação e recriação musical.

Esta alocução pretende traçar um pouco do que se sabe sobre o percurso de agrupamentos musicais de instrumentos de sopro no nosso país, o aparecimento das “Bandas Filarmónicas” e a sua evolução ao longo do tempo.

09 de março de 201

O maestro Pedro de Freitas Branco

por Cesário Costa

Cesário Costa, diretor de orquestra e investigador

Cesário Costa, diretor de orquestra e investigador

O Maestro Pedro de Freitas Branco (1896-1963) foi uma das figuras mais proeminentes da música portuguesa do séc. XX. Ao longo da sua carreira, foi um impulsionador da vida musical portuguesa, através da criação de diferentes companhias de ópera, da organização dos Novos Concertos Sinfónicos de Lisboa e como maestro da Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional (OSEN). Um dos seus principais propósitos consistiu em dar a conhecer a música do seu tempo, através da estreia absoluta e da estreia nacional, de um número significativo de obras dos mais importantes compositores contemporâneos. Paralelamente, desenvolveu uma carreira internacional dirigindo regularmente diferentes orquestras europeias, sendo considerado um intérprete de referência da música orquestral de Maurice Ravel.

16 de março de 2019

O compositor César Morais 

por A. Gonçalves Guimarães

Gonçalves Guimarães, historiador

Gonçalves Guimarães, historiador

Em 2018 passaram 100 anos após o nascimento do compositor gaiense César Morais. Nascido em Canelas, a 3 de janeiro de 1918, cedo manifestou o talento para a composição, criando canções para as festas da escola primária. O seu dom musical precoce levou-o a ingressar no Conservatório de Música do Porto onde estudou com os Mestres Luís Costa e Lucien Lambert e se formou com 20 valores. Foi extremamente prolífico como compositor, sendo especialmente associado à música sacra, com cerca de 50 missas, 60 Avé-Marias, Te-Deums, etc.. No entanto, a sua obra profana não é menos importante e abundante, destacando-se várias composições sinfónicas e coral-sinfónicas, concertos para piano e orquestra, violino e orquestra, violoncelo e orquestra e múltiplas obras para piano solo. Era um homem extremamente modesto e existem poucas obras da sua produção publicadas. No entanto, é de destacar o belíssimo Concerto para Violoncelo e Orquestra numa interpretação da Orquestra Clássica do Porto, sob a direção do maestro Werner Stiefel tendo como solista o violoncelista Martin Ostertag.

Foi pai da pianista Maria José Morais.

Sábado, 23 de março de 2019

O compositor e folclorista Armando Leça: resgate, criação e disseminação da música portuguesa

por Maria do Rosário Pestana

Maria do Rosário Pestana, investigadora

Maria do Rosário Pestana, investigadora

Armando Leça foi uma figura versátil e multifacetada. Compositor, intérprete, regente, folclorista, crítico, musicólogo, ensaísta, novelista e poeta, ilustrou de modo exemplar a vida musical portuguesa nos anos a seguir à implantação da República. O seu percurso é revelador das oportunidades e dos novos desafios colocados aos músicos profissionais por uma sociedade em franca mobilidade, após a dissolução da ordem monárquica. Armando Leça foi uma figura que, no universo musical português, ocupou um lugar «do meio», entre os polos erudito e folclórico, dialogando com diferentes esferas do fazer música em Portugal.

Vemo-lo como pianista a tocar durante as projeções de cinema, como compositor nacionalista e ideologicamente comprometido e como coletor de músicas e vozes dos lugares recônditos e por mapear. A sua ação pautou-se por um compromisso com a questão nacional na música. Vemo-lo, de facto, a participar no processo de construção e disseminação da «canção portuguesa», um género poético-musical que, na sua ótica, refletia o caráter e a alma dos portugueses. Atento às demandas do seu tempo, foi pioneiro ao explorar os novos meios de comunicação de massas: o cinema, a rádio e, mais tarde, a indústria discográfica.

Sábado, 13 de abril de 2019

A música nos conventos femininos em Portugal (séculos XVII a XIX): o caso do Mosteiro de Corpus Christi em Vila Nova de Gaia.

por Elisa Lessa

Elisa Lessa, investigadora

Elisa Lessa, investigadora

A primeira casa do ramo feminino da Ordem Dominicana foi fundada cerca de 1219, em Chelas, nos arredores de Lisboa. A partir deste mosteiro, as fundações de monjas domínicas multiplicaram-se, chegando à data da extinção das ordens religiosas pelo governo liberal em 1834 a atingir cerca de duas dezenas de casas monásticas. Por sua vez o Convento de Corpus Christi de Vila Nova de Gaia foi edificado por iniciativa de Maria Mendes Petite, mãe de Pêro Coelho e carrasco de Inês de Castro, tendo sido acolhidas as primeiras monjas em 1354. A lição, fundamentada em documentação histórica, revela aspetos da prática musical conventual feminina em Portugal e em particular no mosteiro de Corpus Christi de Gaia. A música estava presente ao logo do dia, pautando-se a vida quotidiana monacalpelo cumprimento de um conjunto de regras, numa observância marcada pelo Ofício Divino e por um quadro diário de atividades traçado ao pormenor e lembradas a cada batida dos sinos do mosteiro. A existência de um conjunto de monjas músicas conventuais, tanto cantoras como instrumentistas nos mosteiros assegurava uma prática musical sacra de relevo que importa conhecer, pese embora o facto de até nós ter chegado apenas uma ínfima parte deste valioso património musical.

Harpsichord, Jean Goermans, The Metropolitan Museum of Art, Boston

INSTRUMENTÁRIO DO MUNDO

Abeng

Abik

Accordina

Accordion

Accordola

Adjulona

Adodo

Adowa

Adudyga

Adufe

Adungu

Aeng-geum

Aerofone

Aetherphone

Afoxé

Agbê

Agida

Agogo

Agogô de castanha

Agung

Agung a tamlang

Aidjê

Ajaeng

Ajayu

Akadinda

Akaryna

Akkordolia

Akogo

Akonting

Alaúde

Albogue

Alboka

Al-buq

Alcahuete

Alculintang

Alfaia

Alfandoque

Alghoza

Algoza

Algozey

Almirez

Almofariz

Alpenhorn

Alphorn

Alpine horn

Amadinda

Amponga be

Ananda lahari

Andarita

Angklung

Angkuoch

Ankle rattle

Antara

Apieti-Amu

Apinti

Apito

Arandi

Arbajo

Archilaúd

Archlute

Arciliuto

Arco de boca

Arco musical

Ardin

Ardine

Arghool

Arghoul

Arghul

Argol

Argul

Armudi kemenche

Arobapá

Arpa central

Arpa criolla

Arpa jalisciense

Arpa tuyera

Arrabel

Asatayak

Ashiko

Aslatua

Asor

Assotor

Atabal

Atabaque

Atamo

Atarigane

Atecocolli

Atenteben

Atentenben

Atoke

Atsimevu

Atumpan

Au ni aau

Au pasiawa

Au porare

Aud

Aulos

Aungli

Autoharp

Auto-harpa

Avakao

Awa-Tukaniwar

Awirare

Axatse

Ayacaxtli

Ayagucho

Ayochicahuaztli

Ayoyotes

Ayoyoti

Azumagoto

Baanhi

Baashi

Babandil

Babandir

Babatoni

Babendil

Babendir

Babindil

Babiton

Babndir

Baboula

Bachi

Bagana

Bägänna

Baghèt

Baglama

Bagpipe

Bahèt

Bai-jing

Bajiao gu

Bajo sexto

Bajs

Bak

Bala

Balaban

Balafon

Balalaika

Balan

Balangui

Balingbing

Balo

Balsié

Bamileke tam tam

Bandil

Bandola

Bandola andina colombiana

Bandola lhanera

Bandola oriental

Bandola portuguesa

Bandolim

Bandolín

Bandoneon

Bandura

Bandurria

Banendir

Bangsi

Bangu

Bangzi

Bangzi

Banhu

Banjelele

Banjo

Banjolele

Banjolin

Banjulele

Bansi

Bansik

Bansuri

Bapang

Bapo

Bara

Barbat

Barbiton

Barbitos

Bari

Barrel drum

Barrel organ

Barril

Barril de bomba

Basolia

Bass clarinet

Bass trombone

Bassoon

Bastón de ritmo

Bata Drums

Bateria

Batih

Bawoo

Bawu

Bayan

Baza

Bazooka

Beben

Becken

Bedebo

Been

Begena

Beigehu

Bell

Bell tree

Belt rattle

Bena

Bendi

Bendir

Bendré

Berda

Berimbau

Berra-boi

Bhaya

Bhazana-sruti

Biangu

Bianqing

Biên Chung

Bien khánh

Bifora

Bilbil

Bilha com abano

Bili

Bilma

Bimli

Bin

Bin baji

Binayo

Biniou

Biniou kozh

Binsasara

Bin-sasara

Binsazara

Binyege

Binzasara

Bin-zasara

Bipa

Biqi gu

Biqigu

Biqigu

Birbyne

Birimbao

Bishguur

Bituucu

Biwa

Bjo

Blekete

Blockflöjt

Blockflöte

Bloco de dois sons

Bloco sonoro

Blow-organ

Blul

Bo

Boben

Bock

Bodega

Bodhran

Boha

Bolang gu

Bolanggu

Bolombatto

Boloye

Bombanshi

Bombard

Bombarda

Bombarde

Bombo

Bombo criollo

Bombo rociero

Bones

Bongo del monte

Bongós

Boobam

Bordonúa

Borrega

Borrindo

Boshqabak

Bot

Botella de anís

Bousine

Bouzouki

Bouzouq

Bozuq

Braguinha

Brass

Briazkalnytsia

Brinquinho

Brummtopf

Bryolka

Buben

Bubon

Budlong

Buê

Bugchu

Bugdu

Bughchu

Bughdu

Bugle

Buhay

Buk

Bukhalo

Bukkehorn

Bulbul tarang

Buleador

Büllhäfen

Bullroarer

Bulungudyong

Bumba

Bumbo

Buna

Bungkaka

Bungkau

Burrun

Buzuk

Buzuki

Buzuq

Byzaanchy

Byzanchi

Byzanchie

Cabasa

Caboclinho

Cabrette

Cabuletê

Cacharaina

Caixa chinesa

Caixa chinesa com cabo

Caixa clara

Caixa de bateria

Caixa de guerra

Caixa de repique

Caixa de rufo

Caja

Cajita

Cajón

Calabash

Calabaza

Calebasse

Campana

Caña de agua

Cana rachada

Canã rajada

Caña rociera

Canaroarro

Candombe

Candungo

Caninha

Cántaro

Cântaro com abano

Capacho

Caracachá

Caracalho

Caracaxá

Caracol

Caracola

Carajillo

Caramba

Carillon

Carimba

Carraca

Carracho

Carracla

Carracla de quatro lenguëtas

Carraco

Carretilla

Cas cas

Casnete

Castañetas

Castanets

Castanhola de cana rachada

Castanholas

Castanholas de cabo

Castañuela de caña rajada

Castañuelas

Catacá

Caterineta

Caval

Cavaquinho

Caxirola

Caxixi

Cega-rega

Celempung

Celesta

Cello

Celtic harp

Cembali

Cembalo

Cencerro

Cennala

Centa

Ceterone

Ch’in

Cha cha cha bell

Chabretta

Chabrette

Chácaras

Chaghyr

Chagur

Chakhe

Chalab

Chalaban

Chalaparta

Chalumeau

Chan-chiki

Chande

Chang

Chango

Chanza

Chanzy

Chanzy

Chap

Chap lek

Chap yai

Chapei dang weng

Chapei dong veng

Chapey dong veng

Chapman stick

Charaina

Charakhe

Charango

Charangón

Charanguito manguero

Charrasca

Chauklon pat

Chekwa

Chelys

Chenda

Cheng

Chengila

Cheolhyeongeum

Chequere

Cheung

Chhikka

Chhing

Chi

Chicahuaztli

Chicote

Chiflo

Chiftelia

Chigovia

Chikang

Chikara

Chililihtli

Chillador

Chimta

Chincalho

Ching

Chinlili

Chinlilo

Chiquitzi

Chirimia

Chirisuya

Chirula

Chitarra batente

Chitarrone

Chitata

Chitatya

Chitende

Chitra veena

Chitra vina

Chitraveena

Chiufolo

Chivoconvoco

Chiwang

Chocalho

Chod damaru

Choghur

Chogur

Chongur

Chonguri

Chonka

Choor

Choquella

Chucho

Chu-daiko

Chuflo

Chugur

Chuk

Chun mo

Chung

Chunggum

Chungur

Churuca

Chusao samishen

Chuur

Ci wain

Ciaramedda

Ciaramella

Cidupu

Çifteli

Ciftelia

Çiftelia

Cimbalom

Cimbalom

Cimpoi

Cistre

Cítara

Cithara

Cítola

Citole

Citre

Cittern

Cittharne

Ciufolo

Cizhonghu

Clapper

Clapper stick

Clappers

Clapstick

Clapsticks

Clarim

Clarinet

Clarinete

Clarino

Clarsach

Clarytone

Clavas

Claves

Clavichord

Clavicórdio

Clavinet

Claviola

Cobza

Coixinera

Coixinera

Colheres de pau

Concertina

Cong chieng

Congas

Conocchie

Contrabaixo

Contrabassoon

Contrafagote

Copofone

Copos musicais

Cor anglais

Cordofone

Cordofone de teclado

Cornamusa

Cornamuse

Corne inglês

Cornemuse

Cornemuse du centre

Corneta

Cornetão

Cornett

Cornetto

Cornu

Craba

Crash cymbals

Cravo

Crescente turco

Cristalofone

Cromorne

Cromorno

Crótalos

Crowth

Crumhorn

Cruzao

Crwth

Cuatro

Cuerna

Cuerno

Cuíca

Cuiringua

Culepuya

Culo e puya

Culoepuya

Cultrum

Cultrún

Cumbus

Cununo

Cununú

Cuprophone

Curbata

Cutil

Cutildim

Cutõe

Cymbales

Cymbaly

Cytherne

Cytra

Da tanggu

Dabakan

Dadaboon

Dadabuan

Dadaiko

Dae piri

Daegeum

Daegonghu

Daehaegeum

Daf

Daff

Daffali

Dafli

Dafri

Dagu

Daguangxian

Dahola

Dahu

Daiko

Daina

Daira

Daire

Dajreja

Daluo

Damaha

Damaru

Damaru

Damfoo

Damphu

Damroo

Damru

Dan bau

Dan co

Dan da

Dan day

Dan nguyet

Dan nguyet

Dan nhi

Dan tam

Dan tranh

Dan trong

Dang piri

Dangjeok

Dangubica

Dangzi

Dangzi

Danmo

Danpigu

Danso

Daouli

Dap

Dapaqin

Dapphu

Daqing

Daqing

Darabana

Darabuka

Darabukkah

Darbouka

Darbucca

Darbuka

Darrabuka

Dasmae

Datongxian

Daudytés

Dauylpaz

Davul

Davuli

Dayereh

Dbakan

Debakan

Def

Dende

Den-den daiko

Den-den daiko

Densing

Dentsivka

Derabucca

Derbakeh

Derbekki

Derbuka

Derkach

Dhaa

Dhad

Dhadd

Dhadh

Dhak

Dhamphu

Dhimay

Dhol

Dholak

Dhole

Dholki

Dholki

Dhul

Dhyangro

Dhymaya

Diangu

Diangu

Didgeridoo

Didjeribone

Didjeridu

Digehu

Dihu

Dili tuiduk

Dilruba

Dimba

Dimbila

Dimdi

Dinh nam

Dinh pa

Dipela

Diple

Diplica

Diplice

Divan

Diyingéhú

Dizi

Djabara

Djembe

Djoza

Djôzé

Djun-djun

Do (instrumento)

Do nali

Dobat

Dobro

Doedelzak

Dohol

Doira

Dojra

Doki

Dolçaina

Doli

Dolio

Dollu

Dolzaina

Dombak

Dombak

Dombra

Dombyra

Domra

Domu

Donal

Donbak

Donbak

Dondon

Dondondo

Dongdi

Dongdi

Dong-Lim

Donno

Donskoy ryley

Dopa

Doshpuluur

Do-table

Dotar

Dotar

Dotara

Dotora

Dotora

Double bass

Double bassoon

Doulophone

Doumbeck

Doumbek

Doyra

Dramyen

Drangyen

Dranyen

Drbakka

Drbekki

Drehleier

Drejelire

Drilbu

Drimba

Druthi

Ducheke

Duda

Dudachka

Dudas

Dudelsack

Dudka

Dudki

Duduk

Duduki

Dudumanku

Dudumba

Dudy

Duf

Duff

Dufli

Duggi

Dugi

Dukkar

Dulcimer

Dulzaina

Dulzaina

Dumbec

Dumbeck

Dumbeg

Dumbek

Dumbelek

Dumbra

Dundoumba

Dundunba

Dung chen

Dungur

Dunumba

Dunun

Dutar

Dutor

Duxianqin

Dvajchatyia hoosl

Dvojni

Dvojnice

Dvoyanka

Dvzajchatki

Dyomoro

Dzamara

Dzil

Ebinyege

Echecachichtli

Eeng

Ekidongo

Ekkalam

Ekpiri

Ektar

Ektara

Ekwe

Elathalam

Electrofone

Elong

Eltzegorra

Embairé

Enanga

Endara

Endere

Endingidi

Endongo

Engalabi

English horn

Engoma

Enkelharpa

Enkwanzi

Ennanga

Ennenga

Entenga

Eo

Épinette des Vosges

Erhu

Erikundi

Erke

Erkencho

Erque

Erquencho

Erxian

Erzlaute

Escaleta

Espedos

Espedos de danza

Espineta

Esraj

Esterilla

Eta maung

Eufónio

Ever buree

Fa’atete

Fadno

Faglong

Faglong

Fagote

Fanfarra

Fanfrnoch

Fang hsiang

Fang hsiang

Fangsheng

Fangsheng

Fangxiang

Fangxiang

Feenga

Fegereng

Fengluo

Fengluo

Fiddle

Fídula

Fienga

Fife

Figle

Firikyiwa

Fisarmónica

Flabiol

Flabuta

Flauta

Flauta

Flauta de balanta

Flauta de bisel

Flauta de carrizo

Flauta de fulas

Flauta de Pan

Flauta nasal

Flauta pastoril

Flauta rociera

Flauta transversal

Flauta traversa

Flauto dolce

Flejguta

Flexatone

Fliscorn

Fliscorne

Flogera

Floyara

Floyarka

Floyera

Fluera

Flumpet

Flute

Flute

Flûte à bec

Flutina

Folgerphone

Forminx

Fortepiano

Fou

Fou

Frajionarica

Frilka

Friscalettu

Frula

Fue

Fuglung

Fujara

Fung xiang

Fung xiang

Furruco

Furufarra

Futozao

Fyell

Gabbus

Gabusi

Gadje

Gadulka

Gagar

Gaida

Gaita

Gaita

Gaita aragonesa

Gaita charra

Gaita de beiços

Gaita de boca

Gaita de boto

Gaita de foles

Gaita de fuelle

Gajde

Gajdy

Gaku-daiku

Galdrufa chifladera

Galoubet

Gamba

Gambang

Gambang gangsa

Gamelão

Gandang

Gandingan

Gangaa

Gangan

Ganjira

Gankogui

Ganoun

Gansadan

Ganurags

Ganza

Gaohu

Garagab

Garagab

Garamut

Gardon

Garmon

Gaval

Gayageum

Gayda

Geedal

Gehu

Geige

Gemshorn

Gendang

Gender

Genebres

Gethuvadyam

Geum

Gewgaw

Ghaita

Gharba

Ghatam

Ghaval

Ghaycahk

Ghaychak

Ghayta

Ghazzi

Gheichak

Gheychak

Ghichak

Ghijak

Ghijek

Ghironda

Ghumat

Ghumot

Ghungroo

Giga

Gijak

Gijek

Ginebra

Gini

Giraw

Gittern

Glass harmonica

Glockenspiel

Gogona

Goje

Gojinjo-daiko

Gome

Gong bass drum

Gong drum

Gong rak

Gongo

Gon-guan~

Gonjey

Gopichand

Gopijantro

Gopuz

Gottan

Gottuvadhyam

Gralla

Gran casa

Grilinho

Guacharaca

Guan

Guangxian

Guanzi

Guaracha

Guarura

Guayo

Guba

Gubguba

Gubgubbi

Guchuixian

Guda

Gudok

Guembri

Guhyeon

Güícharo

Guimbarda

Guimbarde

Guimbri

Güira

Guiro

Güiro

Guitarra clássica

Guitarra espanhola

Guitarra huapanguera

Guitarra Portuguesa

Guitarra quinta huapanguera

Guitarrico

Guitarrillo

Guitarró

Guitarro maiorquino

Guitarron

Guitolão

Gulintang

Gumbri

Gumot

Gung-gon

Gungon-nu

Gunguru

Gunjac

Guquin

Gusla

Gusle

Gusli

Guzheng

Gu-zheng

Gyaling

Gyil

Haban

Haegum

Haidi

Haidi

Hailuo

Hailuo

Hakgediya

Halam

Halszither

Hang

Hano

Hanumad vina

Haotong

Haotong

Haotu

Hapitan

Hardanger

Hardanger fiddle

Hardanger fiddle

Hardingfela

Hardingfele

Härjedalspipa

Harmoneon

Harmónica

Harmónica de tecla

Harmónica de vidro

Harmonik

Harmónio

Harmónio indiano

Harmonium

Harp

Harpa

Harpa celta

Harpa céltica

Harpa de boca

Harpa de vidro

Harpu

Hasapi

He

He

Heckelphone

Heike shamisen

Hejhouj

Helicon

Heligonka

Hell Khuur

Hensho

Hera

Hibban

Hichiriki

Hikka

Hine

Hira-daiko

Hne

Hocchiku

Hodu

Hô-Hi

Hommel

Hoosli

Horagai

Horn

Hosaphone

Hosho

Hosozao

Hotchiku

Hougan

Hougan

Houguan

Hsiao

Hsuan

Hua gu

Hua gu

Huagu

Huagu

Huaigu

Huaigu

Huapanguera

Huapeng gu

Hu-ch’in

Hudko

Hudukkâ

Hue paruhau

Hue pongaihu

Hue rara

Huehuetl

Huesera

Huesos de fraile

Huiringua

Hululu

Hulusheng

Hulusheng

Hulusi

Humle

Hummel

Hun

Huobosi

Hurdy gurdy

Hurdy gurdy

Hurko

Huruk

Huuchir

Hyang piri

Hyang-p’iri

Hyeongeum

Hyooshigi

Hyoshigi

Iangram

Ichigenkin

Idakka

Igba

Igihumurizo

Igil

Ik tara

Ik tara

Ikh khuur

Iktara

Ilimba

Illapai

Ilu

Imzad

Inci

Ingoma

Inqullu

Instrumento

Inyahura

Ipona

Ipu

Ipu heke

Ishakwe

Itotele

Itótele

I-u-e-ru

Iya

Iya-ilu

Iyaylu

Izeze

Jabalina

Jakhe

Ja-khe

Jaku-l

Jalatharangam

Jaleika

Jalra

Jal-tarang

Jal-tarang

Jal-yantra

Jamidika

Jamuku

Janggo

Janggo

Janggu

Jaohu

Jarakhe

Jarana

Jaw harp

Jaw harp

Jawzah

Jedinka

Jegeum

Jeohaegeum

Jeolgo

Jetigen

Jew harp

Jew’s harp

Jew’s harp

Jhallari

Jhanj

Jhyali

Jhyamta

Jiaohu

Jiegu

Jigatch

Jing

Jingbo

Jingbo

Jinghu

Jingle stick

Jingo

Jinkai

Jirbah

Jogo de sinos

Jorhi

Jouhikko

Jowza

Joza

Jug

Junggeum

Junghaegeum

Jung-jung

Jwago

Ka’eke’eke

Kabaro

Kabosy

Kacapi

Kachalka

Kachanka

Kadlong

Kagul

Kagura suzu

Kagurabue

Kahuaha

Kahuaha

Kaiamba rambo

Kakaki

Kakko

Kala’au

Kalaleng

Kalanba

Kalangu

Kalimba

Kalindula

Kalumbu

Kalyuka

Kamancha

kamancha

Kamanche

Kamanche

Kamancheh

Kamaycha

Kane

Kangkuoch

Kangling

Kanhou

Kani

Kanjhyoon

Kanjira

Kankle

Kankles

Kannel

Kanoon

Kanoun

Kantele

Kanun

Kapka Ma

Karanga manu

Karanga weka

Karaniing

Karimba

Karimba

Karimbao

Karinyan

Karnai

Karnaï

Karnal

Karnay

Kartal

Kartal

Kashaka

Katim

Kato

Kaval

Kayagum

Kazoo

Kebaro

Kebero

Kemenche

Kem-ka-ka

Ken bâ ‘u

Kena

Kendang

Kendhang

Kengirge

Kenh

Kenkeni

Kereb

Kernei

Kettle drums

Key harmonica

Kezaixian

Khaen

Khaijadi

Khalam

Khamak

Khanjira

Khanjira

Khanjiri

Khanjiri

Khartal

Khartàl

Khayu thin

Khen

Khene

Khim

Khloy

Khloy ek

Khloy thom

Khlui

Khol

Khomok

Khomus

Khromka

Khushtar

Khutang

Khuuchir

Kidi

Kinnor

Kiotang

Kipukandet

Kiringua

Kirki

Kisanji

Kissar

Kithara

Kkaengkkaeng-i

Kkangkkang-i

Klarino

Klasik kemençe

K’longput

Klyakotki

Klyaschotki

K’ni

Koauau

Koboz

Kobsa

Kobyz

Kobza

Kodaiko

Ko-daiko

Kohkin

Koka zvana

Kokiriko

Kokle

Kokyu

Kolintang

Kologo

Kolokolo

Komabue

Kombu

Komungo

Komuz

Kong ring

Kong vong

Kong vong thom

Kong vong toch

Kong vong toch

Konghou

Koni

Konkovka

Kontingo

Kontra

Konyrau

Kopuz

Kora

Kortholt

Kös

Koto

Kotsuzumi

Kotsuzumi

Kou di

Kou di

Kou xian

Kou xian

Koudi

Kouxian

Kouxian

Koza

Koziol

Kozobas

Kpanlogo

Kpoko kpoko

Kponimbo

Kraar

Krakebs

Kralang ba

Krap

Krap koo

Krap saepa

Krap sepha

Krapeu

Krar

Krin

Krogharpe

Ku

Kuan-tzu

Ku-ch’in

Kuchelka

Kudyapi

Kugikly

Kuhlohorn

Kuiringua

Kuizi

Kulcapi

Kulintang

Kulintang a tiniok

Kulintangan

Kultrum

Kundu

Kurai

Kuriding

Kurudutu

Kus

Kusyapi

Kutiriba

Kutirindingo

Kutyapi

Kuvikli

Kuvytsi

Kuzhal

Kwintangan a kayo

Kwitra

Kyam

Kyaw palwei

Kyey se

Kyl-kobyz

Laba

Laba

Lagerphone

Lahuta

Lala

Lali

Langeleik

Langspil

Laouto

Larchemi

Laruan

Laruan

Latapipa

Latfiol

Lathalam

Laúd español

Launeddas

Lavai

Lavta

Lawa

Leihu

Leiqin

Leona

Let khoke

Leta

Libbit

Lijerica

Lijerika

Likembe

Lilolo

Limbe

Linkwin

Lira

Lira africana

Lira-viola

Litguit

Litofones

Litungo

Litungu

Liujiaoxian

Livenka

Livika

Log drum

Lojki

Lokanga

Lokanga voatavo

Lonceni bas

Lotar

Loure

Lunet

Lunga

Luntang

Luo

Lur

Lure

Lure

Lurr

Lurr

Lute

Luth

Luth Renaissance

Lyra

Lyre

Lyre

Lytavry

Mabu

Mabu

Machete

Macumba

Madal

Maddalam

Maddale

Madhalam

Madimba

Maguhu

Maktoum

Makuta

Malakat

Mambo bell

Mandalina

Mandocello

Mandol

Mandola

Mandole

Mandolino

Mandora

Mandore

Mangaré

Mangay

Mangtong

Manguaré

Manguerito

Mangwillo

Manjira

Manjur

Manxa borrega

Mapindil

Maqrunah

Maraca

Maracas llanero

Maracaxá

Maram

Mardal

Mardala

Marfa

Maribao

Marimba

Marimbol

Marimbula

Mariolu

Marovany

Marranzanu

Martenot waves

Marwas

Masak

Mashak

Mashak bin

Matepe

Matepe

Matraca

Matraca de campanário

Matraca de martelo

Matraca mecânica

Matracca

Maultrommel

Maun sain

Maung

Mayohuacán

Mazhar

Mbela

Mbike

Mbila

Mbira

Mbira huru

Mbira njari

Mbira nyunganyunga

Medzang

Mejorana

Mejoranera

Mejwes

Mellophone

Mellotron

Melodeon

Melodica

Melodyhorn

Membranofone

Mendoza

Mendozer

Mendozer

Mesenko

Mesenqo

Meshek

Meshek

Mesinko

Metalofone

Mey

Mezoued

Mhanataka vina

Mi gaung

Mi gyaun

Mih

Mihbaj

Mijwiz

Mina

Minjayrah

Minteki

Mirlitão

Mirwas

Mishek

Mishek

Miskal

Miya daiko

Mizhav

Mizhavu

Mizmar

Mizwad

Mizwad

Mizwid

Mjeh

Mješnice

Moceno

Mohoseño

Mokugyo

Mondol

Mongolo

Monkey stick

Monkey stick

Moraharpa

Morchang

Morching

Morin khuur

Morshing

Morsing

Moseño

Moshaq

Moshug

Moshuq

Moshuq

Mossa verda

Mouth bow

Mouth harp

Mouth organ

Moxeño

Mpundu

Mrdanga

Mridang

Mridanga

Mridanga

Mridangam

Mrudangam

Muchosa

Mugni

Mukharshanku

Mukkuri

Mungey

Munnharpe

Munniharppu

Murali

Murchang

Murchunga

Murli

Murrumbidgee river rattler

Murrumbidgee river rattler

Musette du Centre

Musical bow

Musugitarra

Musukitarra

Musumusika

Mutomburé

Mutondo

Mutta

Muyu

Mvet

N’vike

N’vique

Naal

Nabal

Nadaswaram

Nadhaswaram

Nagada

Nagado-daiko

Nagak

Nagaswaram

Nagfani

Naghara

Nagoze

Nal

Nal

Namunjoloba

Naqara

Naqareh

Naqqara

Naqus

Nares-jux

Narr

Narshigha

Narshiha

Narsinga

Nathaswaram

Näverlapp

Nay

Ncas

Ndingidi

Ndongo

Negarit

Nege

Nevel

Ney

Nga

Ngannalarruni

Nghinghilarruni

Ngombi

Ngoni

Nguru

Nhon-kon-ti

Nickelharpa

Niubaqin

Niubatui

Niujinqin

Niujinqin

Njarka

Njii

Njurkel

Nobike

Nodo

Nogo

Nogʻora

Nohkan

Noia verda

Nosbug

Novike

Nplooj

Ntakula

Nuzhe

Nyanyero

Nyatiti

Nyckelharpa

Nyckelharpa

Nyele

Nyunga nyunga

Obocano

Oboé

Ocarina

Ocarinas arcaicas

Ocean drum

Octabajo

Octaban

Octave mandolin

Octavin

Odaiko

Oewayllo

Oficleide

Okawa

Okedo daiko

Okeme

Okonkolo

Olifante

Omele

Onavillu

Ondes Martenot

Ondioline

Ongnyugeum

Ongum

Ontambor

Oopoochawa

Oozi

Ophicleide

Organetto

Organistrum

Órgão de boca

Órgão de palhetas

Órgão de tubos

Órgão de tubos antigo

Órgão de tubos portativo

Orglica

Ororuarangi

Orutu

Oterfloyte

Otomatone

Otsuzumi

Oud

P’i-p’a

Paani

Pahinghing

Pahinghing

Pahu

Pahu pounamu

Paiban

Paiban

Paigu

Pailas

Paixiao

Pakavaj

Pakhawaj

Pakhawaja

Pakhawraj

Pakhvaj

Pakkung

Pakkung

Pakuaj

Palendag

Palmas (Guiné-Bissau)

Palo de lluvia

Palos

Palos de danzar

Palos de música

Palwei

Pambai

Pampeno

Pan flute

Panchamukha vadyam

Pandeireta

Pandeiro

Pandeiro arábico

Pandereta

Pandero

Pandero quadrado

Panderu quadráu

Pandorga

Panduri

Pankwé

Paqin

Parai

Parai

Paranku

Pararayki

Parniouka

Parnyaty

Parnyia dudki

Pas-ing

Passarinho

Pastýřské píštaly

Pasvisceli

Pat wain

Pat waing

Patala

Patma

Pattala

Pau-de-chuva

Pautaw

Pavari

Pawa jorhi

Pawa jorhi

Pay Wang

Pazhatka

Pei pok

Pellet drum

Pengling

Pengling

Penny whistle

Peonza silbadora

Pepa

Percussão

Pergram

Pewang

Pewpew

Pewpew

Pey ar

Phlogera

Pianica

Piano de cauda

Piano de mesa

Piano digital

Piano vertical

Piano-forte

Piatti

Pibgorn

Piccolo

Pidkova

Piedras

Pien-ch’ing

Pien-chung

Pífano

Pífaro

Pife

Piffaro

Piffaru

Piffero

Pifilca

Piisa

Pikla

Pilaga

Pilai

Pilão

Pillana grovi

Pilón

Pin

Pin pia

Pincollo

Pincullo

Pinkillu

Pinkuyllu

Pinquillo

Pipa

Pipaiolu

Pipasso

Pipe

Pipiolu

Pipiriolu

Piri

Pirik

Piscal

Pischchyke

Pisha

Pitkähuilu

Pito

Pito de los afiladores

Pito rociero

Piva

Pivana

Piwancha

Ploong

Ploranera

Ploy

Plung

Poári

Poi awhiowhio

Poi awhiowhio

Politiki lyra

Pommer

Porotiti

Porutu

Potutu

Prato suspenso

Pratos de choque

Premtal

Primero

Prutung ba

Psalmodicon

Psalmodikon

Psaltery

Pu

Pu’ili

Puik puik

Puíta

Pujador

Pujao

Pukaea

Pulalu

Pullankuzhal

Pumotomoto

Pump organ

Pungi

Punji

Pupurangi

Purerehua

Puruehu

Puruehua

Putatara

Putipu

Putorino

Putorino-kakau-rua

Pututu

Puvama

Puzhatka

Pwita

Pyeongyeong

Pyeonjon

Pyeonjong

Pyzhatka

Qanoun

Qanun

Qaraqib

Qarqaba

Qas’ah

Qayroq

Qeej

Qiaozi

Qiaozi

Qiaoziban

Qiaoziban

Qichak

Qifteli

Qin

Qina

Qing

Qing

Qinqin

Qomuz

Qopuz

Quanbus

Quanun

Quena

Quenacho

Quepa

Querequexé

Quijada

Quijongo

Quinto

Quiringua

Quirquincho

Quissange

Quitaiplas

Quixianquin

Qurai

Quribillo

Rabab

Rababa

Rababah

Rababah

Rabeca

Rabel

Racket

Rag dung

Rag gsho

Raganella

Ragiok

Rainstick

Raj

Rajão

Rajok

Rakkopilli

Ralé-poussé

Rammana

Ramsinga

Ramwong

Ranaad

Ranasringa

Rangorango

Ransingha

Rapach

Rappakai

Rascador

Raspador

Ratatak

Rattle drum

Rauschpfeife

Ravana hasta veena

Ravana hasta veena

Ravanahatha

Ravanastron

Rawab

Rawafu

Rawap

Rawapu

Rayo

Rebâb

Rebana

Rebec

Rebolo

Rebra

Recorder

Reco-reco

Redoba

Reed organ

Refiladera

Rela

Repenique

Repicador

Requinto

Resheto

Rewap

Rgya-gling

Rhaita

Rhombus

Rhozhok

Rih

Rik

Riq

Riqq

Riti

Rkang-gling

Robero

Rodeta

Rói-rói

Rojok

Roller organ

Rolmo

Rol-mo

Rombo

Rommelpot

Ronca

Roncadeira

Rondador

Rondalla

Roneat

Roneat ek

Roneat thung

Rongo

Ronneat rut

Ronroco

Rouxinol

Rozenice

Rozhok

Ruan

Rubab

Rubal

Rubel

Rud

Ruidera

Rumba box

Rummelpot

Rummelpott

Ryuteki

Saa saa

Saarangi

Sabar

Sabaro

Sabaro

Sac de gemecs

Sac de les aspres

Sacabuche

Sachanakia

Sachania

Säckpipa

Sadjo

Saenghwang

Sagar veena

Sahanai

Saing

Sakara

Sakhun

Säkkipilli

Salamiyyah

Salamuri

Saliamiya

Salimbal

Sallameh

Sallaneh

Salmodikon

Salonay

Salpinx

Salterio

Salunay

Sambal

Samica

Sampeh

Sampek

Sampho

Samphor

Sampogna

Samponha

Samponia

Samuri

Sanai

Sanfona

Sangban

San-hsien

Sanhu

Sanj

San-ksien

San-no-tsuzumi

Sansa

Sanshin

Sansu

Sansula

Santoor

Santour

Santur

Sanxian

Sanza

Sáo

Sap

Sape

Sapeh

Sapek

Sapp

Sarangi

Saratovskaya Garmonika

Sargija

Sarinda

Saringda

Saro

Sarod

Saron demung

Sarouba

Saroz

Sarronca

Sarrusophone

Sarunai

Sarunay

Sasando

Sataer

Satara

Sato

Saung

Saw sam sai

Saxhorn

Saxofone

Saxtromba

Saxtuba

Saz

Scacciapensieri

Schäferpfeife

Schwyzerörgeli

Se

Se piri

Sekhem

Sekhem

Seljefløyte

Senh tien

Senj

Senza

Serinette

Serouba

Serpent

Serpentão

Serunai

Sesheshet

Sesheshet

Setar

Seul

Shabr

Shagur

Shahnai

Shakuachi

Shakubioshi

Shakubyoshi

Shakuhachi

Shakuhachi

Shaman drums

Shamisen

Shan osi

Shana

Shankha

Shankobiz

Shanz

Shapar

Sharnai

Sharnai

Shawm

Shehnai

Shekere

Shenai

Sheng

Shenoy

Sherter

Shigshuur

Shijimba

Shime-daiko

Shimian luo

Shinobue

Shinteki

Shmyhala

Shô

Shofar

Shoko

Shotang

Shudraga

Shvi

Shyn

Sicu

Sig

Sihu

Sikó

Siku

Silbato

Silbato de la muerte

Silbote

Silimba

Simsimiyya

Sindang

Singa

Singing bowl

Sino

Sinos tubulares

Sintir

Sistrum

Sitar

Sitarla

Sitolotolo

Sitou

Siyotanka

Sjofloyte

Skalmeja

Skor thom

Skrabalas

Skuduciai

Slek

Snaeng

Snare drum

So

Soalheira

Socavon

Sodina

Soduang

Sogeum

Sogo

Sogo

Sogonghu

Sogum

Sohaegeum

Soinari

Soku

Sompoton

So-na

Sonidor

Sonko

Sopila

Sopilka

Sora

Sorahi

Sorna

Sornai

Sosso-bala

Sotang

Sousafone

Sow trook

Spälapipa

Spelpipa

Spelpipa

Spilapipa

Sralai

Sringa

Sruti upanga

Stabule

Steel pan

Sticks

Street organ

Stridekslis

Subidor

Sudrophone

Suka

Sulibao

Suling

Sulittu

Sumpotan

Sundari

Sundri

Sunpriñu

Suona

Superbone

Supp

Supriñu

Surando

Surbahar

Surdelina

Surdo

Surnai

Sursringar

Suzu

Svirala

Svirel

Svirka

Swarabat

Swaragat

Swarbat

Swarmandal

Syrinx

Szopelka

Ta in

Ta’arija

Taal

Taal

Tabala

Tabalet

Tabaque

Tabla

Tablah

Tabor

Tabret

Tabuinhas

Tadghtita

Taegum

Taekeum

Taepyeongso

Taganing

Tagare

Tagelharpa

Tagutok

Tahitahi

Taiko

Taippingu

Taippingu

Taishogoto

Takare

Takebue

Takhe

Takkhe

Takuapu

Talharpa

Talyoon

Tam thap luc

Tama

Tamak

Tamaru

Tambarinu

Tambin

Tambor

Tambor de agua

Tambor de fenda

Tambor de Mandinga

Tambor de mão

Tambor de mão

Tambor de toros

Tambor de troncos

Tambor falante

Tambores em forma de barril

Tamborete

Tamborí

Tamboril

Tamboriles

Tamborim

Tamborita

Tamboura

Tambourine

Tambura

Tamburello

Tamburica

Tamburitza

Tammorra

Tampuri

Tanbur

Tang

Tanggu

Tangmuri

Tanpura

Tantã

Tantan

Ta-pa-dê

Tapan

Taphon

Tarabaki

Taraban

Tarabuka

Taragot

Taralila

Tarambuka

Tarka

Tárogató

Tarola

Tarolas tropicales

Tarrañolas

Tavil

Tayageum

Tayaw

Tbel

Tbilat

Tchakare

Tchogali

Tef

Tejoletas

Tekerolant

Telenka

Televi

Tembor

Tembúr

Temeen khur

Temir komuz

Temple block

Tenora

Tenoroon

Teorbo

Teponatzli

Teponaxtle

Teponohuaste

Terbangen

Teta maung

Tetsu-zutsu

Teukgjong

Texoletas

Thali

Thappu

Thavil

Thawil

Theremin

Thimila

Thimilai

Thon

Ti

Tibetan bell

Tible

Tibubu

Tidinit

Tiexianzai

Tïgrïk

Tilinca

Timba

Timbales

Timbaletas

Timbalitos

Timbila

Timbrel

Timila

Timki

Timpani

Timpanon

Tímpanos

Timpanum

Timple

Timps

Tin Whistle

Tindé

Ting-shags

Tiompan

Tiorba

Tiple

Tiqin

Tischharfe

Titi

Ti-tze

Tiwal

Tlapitzali

Tlapitzalli

To’ere

Tochácatl

Tof

Tololoche

Tom

Tombak

Ton Dhar

Ton wa

Tonbak

Toncoron

Tonette

Tongali

Tonggu

Tongling

Tongue drum

Toomba

Toombi

Toombi

Topan

Topshur

Topshuur

Torban

Toroa pakuru

Torokaná

Torokhkatalo

Torupill

Totobuang

Totoloche

Toumperlek

Tow-tone block

Toxacatl

Tramporgel

Trashchotka

Traskofiol

Travyanka

Tre

Tréculas

Trejdeksnis

Trembita

Treshchotka

Triângulo

Triccaballaca

Triccaballacca

Tridekslis

Trigonon

Trikiti

Trikitixa

Tro

Tro che

Tro khmer

Tro sau thom

Tro sau toch

Tro u

Tro u

Trocana

Trocano

Trombone baixo

Tromboon

Tromp

Trompa

Trompa alpina

Trompa de corteza

Trompa galega

Trompa natural

Trompe

Trompe de Béarn

Trompete

Trong com

Trstenica

Trstenice

Trstenke

Truba

Trump

Trumpet

Trunfa

T’rung

Trutruka

Tsagaan buree

Tsai-ding dramnyen

Tsambal

Tsenatsil

Tsigles

Tsuchibue

Tsugaru-shamisen

Tsukeshime-daiko

Tsuri-daiko

Tsuur

Tsuzumi

Tsymbaly

Ttun-ttun

Tuba

Tuhu

Tulali

Tulum

Tumbadora

Tumbarinu

Tumbi

Tumpong

Tungana

Tungehorn

Tungso

Tungtung

Tungur

Tupan

Turiding

Turndun

Tutari

Tutek

Txalaparta

Txanbela

Txistu

Tyamko

Tyba

Tyngryn

T’yngryng

Tynia

Tzamara

Tzi-ditindi

Tzoura

Ubah

Ubbeng

Ubeng

Ubo

Uchiwa-daiko

Ud

Udu

Udukai

Udukkai

Udukku

Uffataha

Uillean pipes

Ukulele

Ulalu

Uli uli

Umakweyana

Umrubhe

Umshingo

Uriding

Urni

Urumi

Urumili

Urutu

Ushàkà

Utogardon

Utukkai

Uubi

Uuhi

Vaj

Vaji

Valiha

Valimba

Vanlig fele

Vargan

Ve ve

Ve ve

Veena

Venu

Venuvu

Verrilon

Veuze

Vibrafone

Vibrandoneon

Vibraslap

Viela de roda

Vielle

Vihuela

Vihuela ibérica

Vina

Viola

Viola bastarda

Viola d’amore

Viola da Gamba

Violão

Violão de 3 cordas

Violeta

Violín chiriguano

Violino

Violino barroco

Violoncelo

Violotta

Virginal

Virginale

Vivo

Volynka

Vozarrona

Vuhol’nik

Vuvuzela

Wa letkhoke

Wa maung

Wa patala

Wa-daiko

Wagon

Wagonghu

Waj

Waji

Wakra phuku

Waldzither

Wandidndi

Wandindi

Wangsi

Wank’ara

Waqrapuku

Wasa

Wasembe

Washint

Wenqin

Whamola

Wheelharp

Whistle

Whistle

Wind chimes

Wodo

Wolgeum

Wood block

Wubala

Wubala

Xalam

Xanbela

Xaranai

Xekere

Xel-xuur

Xenorphica

Xeque-xeque

Xeremia

Xhile

Xianzié

Xiao

Xiao bo

Xiao bo

Xiao tanggu

Xiaobo

Xiaobo

Xiaocha

Xiaodibu

Xiaoluo

Xilofone

Xilofone baixo

Xilofone contralto

Xilofone soprano

Xilofone tenor

Xindi

Xindi

Xirolarru

Xirupe

Xitende

Xuatê

Xun

Ya cheng

Ya zheng

Yabara

Yak

Yaktaro

Yakumogoto

Yamatagoto

Yang ch’in

Yang ch’in

Yang quin

Yang quin

Yangere

Yangkali

Yangqin

Yaogu

Yaogu

Yaraki

Yataga

Yatga

Yatuga

Yazh

Yazheng

Ydaki

Yehu

Yinqing

Yinqing

Yokobue

Yonggo

Yoochin

Yotar

Yotsutake

Yu

Yue

Yue

Yuehchin

Yueluo

Yueluo

Yueqin

Yuka

Yunban

Yunban

Yun-lo

Yunluo

Yunluo

Yunzheng

Yunzheng

Zaabia

Zabice

Zabumba

Zafzafa

Zambé

Zambomba

Zamburra

Zampogna

Zampoña

Zang

Zangore

Zangs-dung

Zanzu

Zaqq

Zarb

Zarrabete

Zatula

Zerbagali

Zerbaghali

Zhaleika

Zhalejka

Zhanggu

Zhangu

Zhangu

Zhelbuaz

Zheng

Zhengni

Zhong

Zhonghu

Zhongruan

Zhu

Zhu

Zhuban

Zhuban

Zhuihu

Zil

Zilia

Zills

Zils

Zirbaghali

Zither

Zokra

Zoughara

Zournas

Zubivka

Zuffolo

Zufolo

Zugtrompette

Zukra

Zumari

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Zumbadora

Zumbidor

Zummara

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Zunidor

Zurla

Zurna

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Zurunberra

Harpsichord, Jean Goermans, The Metropolitan Museum of Art, Boston

Harpsichord, Jean Goermans, The Metropolitan Museum of Art, Boston

TEMAS

Lista dos instrumentos musicais do mundo

Musical instruments around the world

Instrumentos musicais de todo o mundo

Musical instruments that begin with the letter

Bendir (Ramirez)

INSTRUMENTÁRIO DO MUNDO

Babiton

Baglama

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Balafon

Balalaika

Balangui

Balo

Bamileke tam tam

Bandola

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Bandola lhanera

Bandola oriental

Bandolim

Bandoneon

Bandura

Bandurria

Banjo

Bansuri

Bapang

Bara

Barbat

Barbiton

Barbitos

Barrel organ

Basolia

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Bass trombone

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Bateria

Batih

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Bena

Bendi

Bendir

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Berimbau

Berra-boi

Bhaya

Bhazana-sruti

Bimli

Bin baji

Biniou kozh

Binzasara

Birbyne

Bishguur

Bituucu

Biwa

Bjo

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Bloco de dois sons

Bloco sonoro

Blow-organ

Bodhran

Bombanshi

Bombarda

Bombarde

Bombo

Bones

Bongós

Borrega

Bot

Botella de anís

Braguinha

Briazkalnytsia

Brinquinho

Bryolka

Buben

Bubon

Bugchu

Bugdu

Bughchu

Bughdu

Buhay

Bukhalo

Bukkehorn

Bulbul tarang

Bullroarer

Buna

Buzuki

Bendir (Ramirez)

Bendir (Ramirez)

I am (K)not

“I am (k)not” é um ciclo seis peças de música acusmática, resultado do cruzamento interdisciplinar entre o compositor Hugo Vasco Reis e a artista cénica Ana Jordão.

Com o trabalho “I am (k)not”, Hugo Vasco Reis faz a sua primeira incursão discográfica e criativa como compositor de música acusmática. Autor e músico multifacetado, com sólida formação académica e uma experiência musical muito completa, Hugo Vasco Reis propõe-nos a escuta de um trabalho que reflete plenamente as múltiplas valências que o definem como artista.

Carlos Caires

A origem do termo “música acusmática”, referência a Pitágoras, deve-se ao facto de se tratar de uma música na qual não há contacto visual com os intérpretes e na qual não se visualiza qualquer representação física da origem dos sons. Apesar disso, este conjunto de obras estimulam o nosso sentido de escuta, apelando de forma particular ao nosso imaginário visual. As sugestões são muitas – ambientes, movimento, estatismo, materiais, matérias, fenómenos, locais – mas sempre competentemente dominados por um sólido métier de compositor – discurso, texturas, linhas, contrapontos, polifonias, formas…

Carlo Caires 2018

I am (K)not

I am (K)not

“I am (k)not” é um ciclo seis peças de música acusmática, resultado do cruzamento interdisciplinar entre o compositor Hugo Vasco Reis e a artista cénica Ana Jordão. O processo criativo desenvolve-se através da relação entre a expressividade, o gesto e o movimento. Entre o ritmo do corpo e a memória, de forma a encontrar interiormente, novos caminhos de escuta e perceção, num diálogo que oscila entre o sonho e a realidade. Durante o discurso de cada peça estão intrínsecos conceitos relativos ao processo criativo do compositor, encontrando-se gestos, focos, motivos e timbres, que criam em cada ciclo um discurso de ordem e desordem.

Hugo Vasco Reis 2018

Metamorphosis and resonances

“Metamorphosis and Resonances” é um caderno de oito peças para instrumentos solo, que tem como ponto de partida processos intuitivos intimamente ligados a gestos, timbres, camadas, imagens e focos, que definem as progressões de tensão e distensão, os elementos formais e o discurso de cada obra. (Hugo Reis 2017)

Metamorphosis and Resonances representa um compositor em plena posse dos seus meios de expressão, um compositor que, conhecendo as suas raízes, aponta para o alto, para o céu acima da copa da grande árvore do futuro.

Sérgio Azevedo

Partindo da ideia das 14 seminais Sequenze (1958-2004) de Luciano Berio (1925-2003), “ponto alfa” inevitável para qualquer compositor de hoje que se abalance a escrever para instrumentos a solo, de forma exploratória, Hugo Vasques Reis lança-se na sua própria sequência de metamorfoses e ressonâncias, metamorfoses e ressonâncias não somente do material musical – que percorre quase todas as peças – mas metamorfose do próprio timbre de cada um dos oito instrumento (os quais chegam a transfigurarem-se em pura matéria cósmica, como nas peças para acordeão e viola), e ressonância da matéria remanescente de um longínquo passado ibérico, como na peça dedicada à guitarra. No seu todo, Metamorphosis and Resonances representa um compositor em plena posse dos seus meios de expressão, um compositor que, conhecendo as suas raízes, aponta para o alto, para o céu acima da copa da grande árvore do futuro.

Sérgio Azevedo 2017

Metamorphosis and resonances

Metamorphosis and resonances

“Metamorphosis and Resonances” é um caderno de oito peças para instrumentos solo, que tem como ponto de partida processos intuitivos intimamente ligados a gestos, timbres, camadas, imagens e focos, que definem as progressões de tensão e distensão, os elementos formais e o discurso de cada obra. A ideia comum a todas as composições reflete um diálogo de cumplicidade e conflito, prazer e angústia, entre o horizonte e o abismo, entre a metamorfose e a ressonância. As gravações foram realizadas por um leque notável de músicos composto por: Ana Castanhito (harpa), Cândido Fernandes (piano), Filipe Quaresma (violoncelo), Frederic Cardoso (clarinete baixo), Lourenço Macedo Sampaio (viola d’arco), Monika Streitová (flauta), Paulo Jorge Ferreira (acordeão) e Pedro Rodrigues (guitarra clássica). Engenharia de som por António Pinheiro da Silva, com assistência de João Penedo. Fotografia de Cláudio Garrudo e prefácio de Sérgio Azevedo. Este trabalho teve o apoio da Direção Geral das Artes, Antena 2 e as gravações decorreram no auditório da Escola Superior de Música de Lisboa.

Hugo Vasco Reis 2017

Poema anacrónico

O trabalho discográfico “Poema Anacrónico” marca a estreia do guitarrista Hugo Vasco Reis a solo. O projecto tem como preocupação situar a guitarra portuguesa como instrumento solista. (Hugo Reis)

Hugo Vasco Reis, excelente compositor e guitarrista, aparece como alguém dotado de uma absoluta capacidade de utilizar a guitarra em qualquer repertório, obedecendo a sua integração no repertório a uma natural questão de bom senso e bom gosto, pois não se imagina um trombone a embalar um bebé, nem um piano ou uma harpa em cima de um carro militar a acompanhar uma parada.

António Victorino d’Almeida

A guitarra portuguesa recebeu esta nacionalidade e passou a identificar-se com a música do nosso país, se bem que as suas origens sejam além fronteiras, onde teria sido usada como substituto do cravo, também com base na indiscutível vantagem de ser transportável! E quando se houve uma guitarra portuguesa a solo, sente-se que a sonoridade se aproxima efectivamente do cravo ou da espineta, pois a capacidade de se fazerem ouvir sem qualquer tipo de amplificação é reduzida. Melhor dizendo, a sua intensidade fraca deixa-se cobrir com facilidade por outros instrumentos, razão pela qual terá agradado de imediato aos cantores, que sempre primaram pelo desejo de terem o seu próprio instrumento – a voz – em evidência, acompanhado, mas sem concorrentes…

Daí que a guitarra portuguesa também fosse escolhida para tocar em espaços pequenos e na condição de acompanhadora de vozes sem características de potência lírica, como seria o caso do Fado.

E foi assim que a guitarra e Portugal se foram afeiçoando, sendo que esse carinho – a que o instrumento corresponderia com os chamados trinados do acompanhamento fadista – também a impediu durante séculos de experimentar novos voos. E aliás, sempre que se punha a hipótese de escrever outro tipo de música para a guitarra portuguesa, evocavam-se de imediato diversas fragilidades e, sobretudo, problemas de afinação capazes de dificultar a escrita. Esse foi, além da frágil intensidade do som, um dos argumentos (falaciosos, alias…) usados para que o instrumento ficasse caseiro.

Surgiram, é certo, grandes guitarristas, cuja técnica e musicalidade fariam história – um Artur Paredes, um Armandinho, o genial Carlos Paredes e muitos outros… mas Pedro Caldeira Cabral esteve efectivamente na vanguarda dos guitarristas que pretenderam dar à guitarra portuguesa uma dimensão mais alargada e um estatuto de instrumento igual aos outros, um instrumento cuja música pudesse escrever-se e ler-se.

Com as mais recentes gerações de músicos, o repertório para guitarra portuguesa já pode dar um salto quantitativo assinalável, nomeadamente na adaptação de trechos musicais concebidos de origem para outros instrumentos, incluindo, como é normal, o seu parente cravo. Ricardo Rocha é um nome incontornável na utilização da guitarra portuguesa como instrumento de insuspeitados recursos tímbricos e técnicos.

Hugo Vasco Reis, excelente compositor e guitarrista, aparece como alguém dotado de uma absoluta capacidade de utilizar a guitarra em qualquer repertório, obedecendo a sua integração no repertório a uma natural questão de bom senso e bom gosto, pois não se imagina um trombone a embalar um bebé, nem um piano ou uma harpa em cima de um carro militar a acompanhar uma parada.

As minhas primeiras obras escritas para guitarra portuguesa derivaram do meu conhecimento com o extraordinário talento de Ricardo Rocha. E agora, Hugo Vasco Reis é um jovem músico que já entrou na história do instrumento, pois permite, de forma absolutamente cabal, como compositor e executante, a utilização da guitarra portuguesa nas mais diversas circunstâncias: não apesar de a obra estar escrita, mas, precisamente, porque está escrita!

António Victorino D’Almeida, 2013

O trabalho discográfico “Poema Anacrónico” marca a estreia do guitarrista Hugo Vasco Reis a solo. O projecto tem como preocupação situar a guitarra portuguesa como instrumento solista. São apresentadas três secções principais: guitarra portuguesa e piano (composições de António Victorino D’Almeida), guitarra portuguesa a solo (composições de Hugo Vasco Reis) e transcrições de obras de Carlos Seixas (1704-1742) de instrumento de tecla, adaptadas para guitarra portuguesa e viola da gamba. O trabalho foi produzido por Mário Dinis Marques e os músicos envolvidos, para além de Hugo Vasco Reis (Guitarra Portuguesa), foram Cândido Fernandes (Piano) e Filipa Meneses (Viola da Gamba). O prefácio é de António Victorino d’Almeida. Este trabalho teve o apoio do Secretário de Estado da Cultura, DGArtes, Antena 2 e da Escola Superior de Música de Lisboa.

Hugo Vasco Reis 2013

Poema anacrónico

Poema anacrónico