Artigos académicos ou de divulgação sobre música

Guitarra portuguesa, Pedro Caldeira Cabral

Musical instruments that begin with the letter G

MUSICAL INSTRUMENTS THAT BEGIN WITH THE LETTER G

Instrumentos musicais que começam por G

Gadulka

Gagar

Gaita

Gaita de beiços

Gaita de boca

Gaita de foles

Gajde

Gaku-daiku

Galoubet

Gamba

Gamelão

Gandingan

Gangan

Ganjira

Gankogui

Ganoun

Ganurags

Ganza

Garagab

Garmon

Gayageum

Gayda

Geige

Genebres

Gethuvadyam

Gewgaw

Ghaita

Gharba

Ghatam

Ghaycahk

Ghumat

Ghumot

Ghungroo

Giga

Ginebra

Gini

Giraw

Gittern

Glass harmonica

Glockenspiel

Gogona

Goje

Gojinjo-daiko

Gong bass drum

Gong drum

Gong rak

Gongo

Gopichand

Gopijantro

Gottan

Gottuvadyam

Gralla

Grilinho

Guacharaca

Guayo

Guba

Gubguba

Gubgubbi

Gudok

Guembri

Güícharo

Guimbri

Güira

Güiro

Guitarra clássica

Guitarra espanhola

Guitarra huapanguera

Guitarra portuguesa

Guitarra quinta huapanguera

Guitarró

Guitarro maiorquino

Guitarron

Gumbri

Gumot

Gunjac

Guquin

Gusla

Gusli

Guzheng

Gyil

Guitarra portuguesa, Pedro Caldeira Cabral

Guitarra portuguesa, Pedro Caldeira Cabral

Instrumentos musicales que empiezan por g

Instrument de musique qui commence par g

Strumenti musicali che iniziano con la g

Flutina

Musical instruments that begin with the letter F

MUSICAL INSTRUMENTS THAT BEGIN WITH THE LETTER F

Instrumentos musicais que começam por F

Fagote

Fanfarra

Fanfrnoch

Fiddle

Fídula

Fife

Figle

Flabiol

Flabuta

Flauta

Flauta de bisel

Flauta de Pan

Flauta nasal

Flauta pastoril

Flauta transversal

Flauta traversa

Flauto dolce

Flejguta

Flexatone

Fliscorn

Fliscorne

Floyara

Floyarka

Flute

Flûte à bec

Flutina

Forminx

Fortepiano

Frajionarica

Frilka

Friscalettu

Frula

Fue

Fujara

Furruco

Flutina

Flutina

Instrumentos musicales que empiezan por f

Instrument de musique qui commence par f

Strumenti musicali che iniziano con la f

Esraj, Índia

Musical instruments that begin with the letter E

MUSICAL INSTRUMENTS THAT BEGIN WITH THE LETTER E

Instrumentos musicais que começam por E

Echecachichtli

Eeng

Ekidongo

Ekkalam

Ektar

Ektara

Ekwe

Elathalam

Elong

Endara

Endongo

English horn

Ennenga

Épinette des Vosges

Erhu

Erke

Erkencho

Erque

Erquencho

Escaleta

Espineta

Esraj

Esterilla

Eta maung

Eufónio

Esraj, Índia

Esraj, Índia

Instrumentos musicales que empiezan por e

Instrument de musique qui commence par e

Strumenti musicali che iniziano con la e

Damaru, Tibete, The Metropolitam Museum of Art

Musical instruments that begin with the letter D

MUSICAL INSTRUMENTS THAT BEGIN WITH THE LETTER D

Instrumentos musicais que começam por D

Dahola

Daina

Daire

Damaru

Damru

Dan nguyet

Dangubica

Danso

Darbuka

Davul

Dende

Den-den daiko

Dentsivka

Derkach

Dhak

Dhol

Dholak

dholki

Didgeridoo

Didjeridu

Dilruba

Dimba

Dimbila

Dipela

Diplica

Diplice

Divan

Dizi

Djabara

Djembe

Djun-djun

Do nali

Dobat

Doedelzak

Doki

Dolio

Dollu

Dolzaina

Dombak

Domra

Dômra

Donal

Donbak

Do-table

Dotar

Dotara

Dotora

Double bass

Double bassoon

Doumbeck

Doumbek

Doyra

Drejelire

Drimba

Druthi

Duda

Dudachka

Dudas

Dudelsack

Dudka

Dudki

Duduk

Dudy

Duff

Duggi

Dugi

Dukkar

Dulcimer

Dulzaina

dumbec

Dumbeck

Dumbeg

Dumbelek

Dumbra

Dundoumba

Dundunba

Dung chen

Dunun

Dutar

Dvajchatyia hoosl

Dvojni

Dvoyanka

Dvzajchatki

Dyomoro

Dzil

Damaru, Tibete, The Metropolitam Museum of Art

Damaru, Tibete, The Metropolitam Museum of Art

Instrumentos musicales que empiezan por d

Instrument de musique qui commence par d

Strumenti musicali che iniziano con la d

Clavichord, The Metropolitan Museum of Art, Boston
,

Musical instruments that begin with the letter C

MUSICAL INSTRUMENTS THAT BEGIN WITH THE LETTER C

Instrumentos musicais que começam por C

Cabasa

Cacharaina

Caixa de rufo

Cajón

Caña rociera

Candungo

Cántaro

Caracaxá

Carillon

Carimba

Carracho

Carretilla

Castanholas

Castañuelas

Caterineta

Cavaquinho

Caxirola

Caxixi

Cega-rega

Celesta

Cello

Celtic harp

Cembalo

Cennala

Ceterone

Ch’in

Cha cha cha bell

Chácaras

Chalaban

Chalumeau

Chande

Chango

Chap

Charaina

Charango

Charangón

Charanguito manguero

Charrasca

Chauklon pat

Chelys

Chenda

Chengila

Chequere

Chhikka

Chicote

Chikara

Chillador

Chimta

Chincalho

Ching

Chinlili

Chinlilo

Chiquitzi

Chirimia

Chirisuya

Chirula

Chitarrone

Chitata

Chitatya

Chitende

Chitra veena

Chitra vina

Chitraveena

Chiufolo

Chivoconvoco

Chocalho

Chod damaru

Chonka

Choquella

Chusao samishen

Ci wain

Ciaramedda

Ciaramédha

Çifteli

Çiftelia

Cimbalom

Cimpoi

Cistre

Cítara

Cithara

Citre

Cittharne

Ciufolo

Clapper

Clapper stick

Clapstick

Clarim

Clarinet

Clarinete

Clarino

Clarsach

Clavas

Claves

Clavichord

Clavicórdio

Cobza

Coixinera

Concertina

Congas

Conocchie

Contrabaixo

Contrabassoon

Contrafagote

Copofone

Copos musicais

Cor anglais

Cornamusa

Corne inglês

Corneta

Cornetão

Cornetto

Crash cymbals

Cravo

Crescente turco

Cristalofone

Crótalos

Crowth

Cruzao

Crwth

Cuatro

Cuíca

Cuiringua

Culepuya

Culo e puya

Culo’e puya

Culoepuya

Cumbus

Cymbales

Cymbaly

Cytherne

Cytra

Clavichord, The Metropolitan Museum of Art, Boston

Clavichord, The Metropolitan Museum of Art, Boston

Instrumentos musicales que empiezan por c

Instrument de musique qui commence par c

Strumenti musicali che iniziano con la c

Bendir (Ramirez)

Musical instruments that begin with the letter b

MUSICAL INSTRUMENTS THAT BEGIN WITH THE LETTER B

Instrumentos musicais que começam por B

Babiton

Baglama

Bagpipes

Bahèt

Bajs

Bala

Balafon

Balalaika

Balangui

Balo

Bamileke tam tam

Bandola

Bandola andina colombiana

Bandola lhanera

Bandola oriental

Bandolim

Bandoneon

Bandura

Bandurria

Banjo

Bansuri

Bapang

Bara

Barbat

Barbiton

Barbitos

Barrel organ

Basolia

Bass clarinet

Bass trombone

Bassoon

Bata Drums

Bateria

Batih

Bawoo

Bayan

Baza

Becken

Begena

Bell tree

Belt rattle

Bena

Bendi

Bendir

Bendré

Berimbau

Berra-boi

Bhaya

Bhazana-sruti

Bimli

Bin baji

Biniou kozh

Binzasara

Birbyne

Bishguur

Bituucu

Biwa

Bjo

Blockflöte

Bloco de dois sons

Bloco sonoro

Blow-organ

Bodhran

Bombanshi

Bombarda

Bombarde

Bombo

Bones

Bongós

Borrega

Bot

Botella de anís

Braguinha

Briazkalnytsia

Brinquinho

Bryolka

Buben

Bubon

Bugchu

Bugdu

Bughchu

Bughdu

Buhay

Bukhalo

Bukkehorn

Bulbul tarang

Bullroarer

Buna

Buzuki

Bendir (Ramirez)

Bendir (Ramirez)

 

Instrumentos musicales que empiezan por b

Instrument de musique qui commence par b

Strumenti musicali che iniziano con la b

Angklung, Indonésia

Musical instruments that begin with the letter A

MUSICAL INSTRUMENTS THAT BEGIN WITH THE LETTER A

Instrumentos musicais que começam por A

Abeng

Abik

Accordion

Adufe

Adungu

Aerofone

Aetherphone

Afoxé

Agogo

Ajayu

Akadinda

Akaryna

Akkordolia

Al ghaida

Al ghaita

Alaúde

Albogue

Alboka

Al-buq

Alghoza

Alpenhorn

Alphorn

Alpine horn

Anai

Ananda lahari

Angklung

Angkuoch

Ankle rattle

Antara

Apito

Arco musical

Arghool

Arghoul

Arghul

Argol

Argul

Arrabel

Atabal

Atabaque

Aud

Aulos

Axatse

Ayoyotes

Ayoyoti

Azumagoto

Angklung, Indonésia

Angklung, Indonésia

I am (K)not

I am (K)not

I AM (K)NOT

(2018)

Com o trabalho “I am (k)not”, Hugo Vasco Reis faz a sua primeira incursão discográfica e criativa como compositor de música acusmática. Autor e músico multifacetado, com sólida formação académica e uma experiência musical muito completa, Hugo Vasco Reis propõe-nos a escuta de um trabalho que reflete plenamente as múltiplas valências que o definem como artista. A origem do termo “música acusmática”, referência a Pitágoras, deve-se ao facto de se tratar de uma música na qual não há contacto visual com os intérpretes e na qual não se visualiza qualquer representação física da origem dos sons. Apesar disso, este conjunto de obras estimulam o nosso sentido de escuta, apelando de forma particular ao nosso imaginário visual. As sugestões são muitas – ambientes, movimento, estatismo, materiais, matérias, fenómenos, locais – mas sempre competentemente dominados por um sólido métier de compositor – discurso, texturas, linhas, contrapontos, polifonias, formas…

Carlo Caires 2018

I am (K)not

I am (K)not

“I am (k)not” é um ciclo seis peças de música acusmática, resultado do cruzamento interdisciplinar entre o compositor Hugo Vasco Reis e a artista cénica Ana Jordão. O processo criativo desenvolve-se através da relação entre a expressividade, o gesto e o movimento. Entre o ritmo do corpo e a memória, de forma a encontrar interiormente, novos caminhos de escuta e perceção, num diálogo que oscila entre o sonho e a realidade. Durante o discurso de cada peça estão intrínsecos conceitos relativos ao processo criativo do compositor, encontrando-se gestos, focos, motivos e timbres, que criam em cada ciclo um discurso de ordem e desordem.

Hugo Vasco Reis 2018

Metamorphosis and resonances

Metamorphosis and Resonances

METAMORPHOSIS AND RESONANCES

(2017)

Partindo da ideia das 14 seminais Sequenze (1958-2004) de Luciano Berio (1925-2003), “ponto alfa” inevitável para qualquer compositor de hoje que se abalance a escrever para instrumentos a solo, de forma exploratória, Hugo Vasques Reis lança-se na sua própria sequência de metamorfoses e ressonâncias, metamorfoses e ressonâncias não somente do material musical – que percorre quase todas as peças – mas metamorfose do próprio timbre de cada um dos oito instrumento (os quais chegam a transfigurarem-se em pura matéria cósmica, como nas peças para acordeão e viola), e ressonância da matéria remanescente de um longínquo passado ibérico, como na peça dedicada à guitarra. No seu todo, Metamorphosis and Resonances representa um compositor em plena posse dos seus meios de expressão, um compositor que, conhecendo as suas raízes, aponta para o alto, para o céu acima da copa da grande árvore do futuro.

Sérgio Azevedo 2017

Metamorphosis and resonances

Metamorphosis and resonances

“Metamorphosis and Resonances” é um caderno de oito peças para instrumentos solo, que tem como ponto de partida processos intuitivos intimamente ligados a gestos, timbres, camadas, imagens e focos, que definem as progressões de tensão e distensão, os elementos formais e o discurso de cada obra. A ideia comum a todas as composições reflete um diálogo de cumplicidade e conflito, prazer e angústia, entre o horizonte e o abismo, entre a metamorfose e a ressonância. As gravações foram realizadas por um leque notável de músicos composto por: Ana Castanhito (harpa), Cândido Fernandes (piano), Filipe Quaresma (violoncelo), Frederic Cardoso (clarinete baixo), Lourenço Macedo Sampaio (viola d’arco), Monika Streitová (flauta), Paulo Jorge Ferreira (acordeão) e Pedro Rodrigues (guitarra clássica). Engenharia de som por António Pinheiro da Silva, com assistência de João Penedo. Fotografia de Cláudio Garrudo e prefácio de Sérgio Azevedo. Este trabalho teve o apoio da Direção Geral das Artes, Antena 2 e as gravações decorreram no auditório da Escola Superior de Música de Lisboa.

Hugo Vasco Reis 2017

Poema anacrónico

Poema Anacrónico

POEMA ANACRÓNICO

(2013)

A guitarra portuguesa recebeu esta nacionalidade e passou a identificar-se com a música do nosso país, se bem que as suas origens sejam além fronteiras, onde teria sido usada como substituto do cravo, também com base na indiscutível vantagem de ser transportável! E quando se houve uma guitarra portuguesa a solo, sente-se que a sonoridade se aproxima efectivamente do cravo ou da espineta, pois a capacidade de se fazerem ouvir sem qualquer tipo de amplificação é reduzida. Melhor dizendo, a sua intensidade fraca deixa-se cobrir com facilidade por outros instrumentos, razão pela qual terá agradado de imediato aos cantores, que sempre primaram pelo desejo de terem o seu próprio instrumento – a voz – em evidência, acompanhado, mas sem concorrentes…
Daí que a guitarra portuguesa também fosse escolhida para tocar em espaços pequenos e na condição de acompanhadora de vozes sem características de potência lírica, como seria o caso do Fado.

E foi assim que a guitarra e Portugal se foram afeiçoando, sendo que esse carinho – a que o instrumento corresponderia com os chamados trinados do acompanhamento fadista – também a impediu durante séculos de experimentar novos voos. E aliás, sempre que se punha a hipótese de escrever outro tipo de música para a guitarra portuguesa, evocavam-se de imediato diversas fragilidades e, sobretudo, problemas de afinação capazes de dificultar a escrita. Esse foi, além da frágil intensidade do som, um dos argumentos (falaciosos, alias…) usados para que o instrumento ficasse caseiro.

Surgiram, é certo, grandes guitarristas, cuja técnica e musicalidade fariam história – um Artur Paredes, um Armandinho, o genial Carlos Paredes e muitos outros… mas Pedro Caldeira Cabral esteve efectivamente na vanguarda dos guitarristas que pretenderam dar à guitarra portuguesa uma dimensão mais alargada e um estatuto de instrumento igual aos outros, um instrumento cuja música pudesse escrever-se e ler-se.

Com as mais recentes gerações de músicos, o repertório para guitarra portuguesa já pode dar um salto quantitativo assinalável, nomeadamente na adaptação de trechos musicais concebidos de origem para outros instrumentos, incluindo, como é normal, o seu parente cravo. Ricardo Rocha é um nome incontornável na utilização da guitarra portuguesa como instrumento de insuspeitados recursos tímbricos e técnicos.

Hugo Vasco Reis, excelente compositor e guitarrista, aparece como alguém dotado de uma absoluta capacidade de utilizar a guitarra em qualquer repertório, obedecendo a sua integração no repertório a uma natural questão de bom senso e bom gosto, pois não se imagina um trombone a embalar um bebé, nem um piano ou uma harpa em cima de um carro militar a acompanhar uma parada.

As minhas primeiras obras escritas para guitarra portuguesa derivaram do meu conhecimento com o extraordinário talento de Ricardo Rocha. E agora, Hugo Vasco Reis é um jovem músico que já entrou na história do instrumento, pois permite, de forma absolutamente cabal, como compositor e executante, a utilização da guitarra portuguesa nas mais diversas circunstâncias: não apesar de a obra estar escrita, mas, precisamente, porque está escrita!

António Victorino D’Almeida, 2013

O trabalho discográfico “Poema Anacrónico” marca a estreia do guitarrista Hugo Vasco Reis a solo. O projecto tem como preocupação situar a guitarra portuguesa como instrumento solista. São apresentadas três secções principais: guitarra portuguesa e piano (composições de António Victorino D’Almeida), guitarra portuguesa a solo (composições de Hugo Vasco Reis) e transcrições de obras de Carlos Seixas (1704-1742) de instrumento de tecla, adaptadas para guitarra portuguesa e viola da gamba. O trabalho foi produzido por Mário Dinis Marques e os músicos envolvidos, para além de Hugo Vasco Reis (Guitarra Portuguesa), foram Cândido Fernandes (Piano) e Filipa Meneses (Viola da Gamba). O prefácio é de António Victorino d’Almeida. Este trabalho teve o apoio do Secretário de Estado da Cultura, DGArtes, Antena 2 e da Escola Superior de Música de Lisboa.

Hugo Vasco Reis 2013

Poema anacrónico

Poema anacrónico