Jornal de Música

Carlos Garcia compositor

Stabat Mater

STABAT MATER

Obra de Carlos Garcia estreia nos EUA

Cinco anos depois da sua estreia, em Janeiro de 2014, pela Sinfonietta de Lisboa e Coro Ricercare, a obra “Stabat Mater” de Carlos Garcia atravessará o oceano Atlântico em 2019.

A catedral de St. John em Lafayette, no Louisiana, foi o local escolhido para no dia 12 de Abril de 2019 às 19h00 se dar a estreia americana desta obra.

Num concerto de nome “Heart and Soul“, que acolhe também uma das emocionantes sinfonias de Haydn (n.º 44 – Mourning), a Acadiana Symphony Orchestra convida os coros da Universidade do Louisiana para este concerto.

Carlos Garcia é licenciado em Formação Musical e em Jazz (Piano) pela Escola Superior de Música de Lisboa, ao longo da sua formação teve o prazer de aprender e trabalhar com Luís Gomes (clarinete), Rui Paiva (órgão), Eurico Carrapatoso (análise e técnicas de composição), Pedro Moreira (big band), Lars Arens (arranjos), João Paulo Esteves da Silva, Antoine Hérve (piano jazz), Vasco Pearce de Azevedo, Ernst Shelle, Jean-Marc Burfin e Yibin Seow (direção de orquestra).

Bailarina

Pallco

PALLCO

O “Pallco” mantém durante todo o ano um calendário regular de actividades nas mais diversas áreas das artes performativas. Acções não só destinadas aos estudantes e praticantes profissionais e amadores como também ao público em geral que prefira exercitar o corpo e o espírito com actividades diferentes num espaço surpreendentemente inovador.

No âmbito do ensino da música, os cursos oficiais básicos e secundários contemplam os seguintes instrumentos: acordeão, bateria, canto, clarinete, contrabaixo, flauta transversal, guitarra clássica, guitarra portuguesa, harpa, oboé, percussão, piano, saxofone, trombone, tuba, trompete, tuba, violeta, violino e violoncelo. Os cursos livres de  jazz e pop rock são ministrado nos seguintes instrumentos: acordeão, bateria, canto, clarinete, contrabaixo, guitarra, harpa, percussão, piano, saxofone, vibrafone, trombone, trompete, violino e violoncelo.

Pelas suas qualidades, dimensões e objectivos, o “Pallco” é um espaço único em Portugal destinado ao ensino das artes performativas da dança, música e teatro musical, tanto na vertente profissional como lúdica. Concebido e construído de raiz num espaço com 2.400 metros quadrados de área, a infraestrutura oferece tudo o que é necessário para a aprendizagem e a prática destas artes. O “Pallco” resulta de um investimento inteiramente privado que ultrapassou 1 milhão e 700 mil euros.

«Com estas qualidades e o potencial que a escola oferece, estamos também em condições de atrair alunos e professores estrangeiros como nunca foi possível em Portugal. Na verdade, já foi possível conquistar uma grande atenção internacional e conseguir parcerias com escolas renomadas», afirmou a empreendedora e directora Sofia Marques dos Santos.

O “Pallco” foca a sua actividade nas artes performativas de dança, música e teatro musical, também dispõe serviços complementares para os seus alunos: fisioterapia, nutrição, mind coach, podologia, apoio escolar e explicações individuais e de grupo, pelo que é mais do que uma escola de artes.

 

ABERTO À POPULAÇÃO

Para a população em geral, o “Pallco” oferece outras actividades: Pilates, Yoga, Body & Mind, ginástica, treino funcional, sénior training, ballet para adultos, dança contemporânea para adultos, Salsa fit e danças de salão. Toda esta diversidade é proporcionada pelo grande espaço de dois pisos, que oferecem amplos estúdios de dança e de música, várias salas polivalentes, um auditório com 200 lugares e um grande jardim exterior privado com 1000 metros quadrados (mil). O “Pallco” poderá, assim, acolher eventos nacionais e internacionais de diversa natureza como não é muito possível na Área Metropolitana do Porto.

O “Pallco” assume-se ainda como um conceito diferenciado e inovador, devendo ser encarado como uma “casa-escola” não só por parte dos seus alunos, como pelos docentes e amantes das artes do espetáculo. Na verdade, Sofia Marques dos Santosdeseja que o “Pallco” «seja mais do que um espaço de ensino de artes e de formação técnica de artistas. Desejo incutir valores, cultivar a paixão pela arte e cultura como uma forma de vida. O “Pallco” é, portanto, um local onde a performance artística ganha vida, mas onde também se respira arte e cultura e conhecimento», acrescentou.

Sofia Marques dos Santos diz ainda que este posicionamento permite ao “Pallco” aspirar à criação de intercâmbios internacionais com as melhores escolas e conservatórios de artes performativas a nível global, com o objetivo de proporcionar uma experiência internacional a todos os seus alunos. Esta postura constitui uma oportunidade única de integrar programas de formação especializados, nas diferentes modalidades, e de preparar artistas para o maior palco de todos: o mundo.

A par do impacto que proporciona, o “Pallco” traz consigo professores de excelência, tanto na vertente escola como conservatório, não só nacionais como internacionais.

 

Nuno Coelho maestro

Nuno Coelho

NUNO COELHO

MAESTRO SERÁ ASSISTENTE DE DUDAMEL

A Los Angeles Philharmonic Association anunciou que Nuno Coelho será um dos quatro assistentes de Gustavo Dudamel para a temporada de 2018/2019.

Como parte do programa, Nuno estará à frente da Los Angeles Philharmonic em três ocasiões e dirigirá obras de John Adams e Philip Glass em janeiro de 2019 como parte do programa Toyota Symphonies for Youth.

Além disso, será assistente de Gustavo Dudamel, John Adams, Susanna Mälkki e Simone Young e dará classes aos membros da Youth Orchestra Los Angeles.

Nuno Coelho, vencedor do 12º Concurso Internacional de Direção de Orquestra de Cadaqués em Barcelona, dirigirá proximamente a Nederlands Philharmonisch Orkest no Concertgebouw de Amsterdam como parte do festival Robeco SummerNights e na próxima temporada dirigirá pela primeira vez a Royal Liverpool Philharmonic, Beethoven Orchester Bonn, Orchestre National de Lille, Orquesta Sinfónica de Castilla y León ou a Orquesta Sinfónica de Galicia. (02 de julho de 2018)

Nuno Coelho nasceu no Porto em 1989. Começou a tocar violino aos nove anos com  João Paz e Pedro Fesch, ingressando mais tarde no Conservatório do Porto com Andrea Moreira. Completou estudos superiores em Klagenfurt, Áustria e mais tarde no Koninklijk Conservatorium em Bruxelas com  Yuzuko Horigome. Como solista atuou com a Kärtner Sinfonieorchester, Jeugd&Muziek Orkest Antwerpen e por diversas vezes com a Kammerorchester Klagenfurt. Colaborou regularmente com orquestra profissionais de vários países, tendo atuado já em diversas salas da Europa e outros continentes.

Mosteiro de Arouca

Musicoturismo e comunicação

MUSICOTURISMO E COMUNICAÇÃO EM REDE

A Meloteca é um projeto de divulgação musical que engloba o sítio da música e diversas páginas temáticas nas redes sociais, entre elas uma de órgãos, outra de música adaptada, outra de agenda. O projeto, em construção permanente, divulga a arte/ciência musical, património edificado ou editado, músicos e instituições, artigos e estudos, empresas e contactos.

Aqui se encontra quem compõe, quem canta e quem toca, quem dança e quem coreografa, quem ensina e quem investiga, quem promove e quem apoia, quem constrói e onde o faz. Residentes em Portugal ou dispersos pelo mundo, os artistas ficam assim próximos dos fãs e dos agentes musicais.

Nos últimos dez anos, a preocupação dos músicos e das instituições em criar sítios, páginas oficiais e de melhorar a imagem aumentou de modo significativo. Mas há um potencial enorme por explorar. Se a estratégia da música, da arte e do património passa também pela comunicação, pode-se dizer que na rede da Meloteca o acesso se torna mais fácil, rico e global.

Só fideliza visitantes uma página que publica todos os dias conteúdos com interesse, sem perder a objetividade e independência. Por trás do projeto há um longo trabalho, a persistência em pedir e aceitar conexões relevantes nas áreas da música, das artes e da educação. A adesão a grupos permite a divulgação mais rápida junto de milhares de interessados, sem custos além do gasto com tempo.

A Meloteca recebe diariamente pedidos de divulgação de festivais, concertos, oficinas e cursos, nacionais e estrangeiros, e dá o seu apoio à divulgação nas suas redes. A plataforma em construção tem uma secção chamado “Jornal” que será um importante meio de comunicação da música.

Nunca ao longo da história foi feito tanto pelo Estado e por diversas entidades aos níveis da recuperação de órgãos e da construção de instrumentos. Nunca houve formação tão qualificada e descentralizada de organistas em importantes escolas de Portugal e da Europa.

É louvável todo o esforço de restaurar e preservar o património organístico. Mas é fundamental manter boas práticas que ajudem a preservar os órgãos com a utilização regular em concerto e na própria liturgia. É fundamental a sensibilização da comunidade e o apoio financeiro do Estado e de instituições, incluindo a Igreja. A Organoteca é a mais completa fonte de informação sobre órgãos de Portugal, mas pretende transformar-se de modo que a informação alcance muito mais visitantes.

Neste Ano Europeu do Património Cultural há que promover hábitos que levem as populações a reconhecer a importância da sua história. Uma importante parte do que somos hoje deve-se à arte dos nossos antepassados. Faz todo o sentido mantermos esse  legado como um presente especial e utilizar as novas tecnologias de modo eficaz.

O musicoturismo é cada vez mais uma realidade nos países desenvolvidos. Quando vou a um concerto de órgão, sou também turista, aproveito para visitar claustros, aprecio a talha, aprendo e saboreio a gastronomia. Fotografo, corrijo, partilho, publico, edito informação sobre o monumento em que o órgão se encontra.

Muito podemos fazer todos com o recurso a telemóveis que são máquinas fotográficas cada vez melhores. As imagens de qualidade que partilhamos no Facebook, Pinterest, Instagram, inspiram, influenciam e têm peso económico. Contribuem para que a nossa imagem turística seja mais atrativa e diversificada à escala global. Aprendendo com os melhores e publicando a excelência.

Com a nova plataforma será possível fazer melhor, mais atrativo, mais responsivo, mais acessível, num projeto com dois sítios, a Meloteca e o Musorbis. As redes sociais potenciam hoje um número de conexões que há alguns anos era impensável. Mudaram a própria forma de conceber os sítios. Por isso, a Meloteca está em obras profundas de modo a ser mais flexível e adaptável às mudanças, que são rápidas em todos os domínios. Quem não se atualiza é ultrapassado nas suas ideias e projetos.

A comunicação em rede parece revelar uma nova atitude dos músicos portugueses: cada vez mais o seu palco é o mundo. Sérgio Carolino vai tocar e ensinar tuba na Coreia do Sul. João Barradas tanto está na Holanda como no dia seguinte já toca acordeão em França. Nuno Coelho será assistente do aclamado maestro Gustavo Dudamel nos EUA. Elisabete Matos é destaque em grandes teatros de ópera. Nuno Aroso vai lecionar pecussão numa universidade espanhola.

Notícias semelhantes publica a Meloteca todos os dias. Seja em Portugal, seja pelo mundo, a música portuguesa, é uma estrela em ascensão. Pode muito bem acontecer que certas características do povo português, a aptidão para as línguas, a capacidade de adaptação, o caráter afetuoso – aliadas a um alto nível artístico – sejam uma vantagem no competitivo mundo da música internacional.

Com 15 anos a conectar músicos, a Meloteca orgulha-se de acompanhar e promover a vitalidade da música em Portugal – que se deve à excelência dos próprios, às escolas nacionais e estrangeiras e a instituições e bandas filarmónicas cujo nível artístico evoluiu de forma extraordinária.

Há músicos jovens que nasceram em freguesias de concelhos de baixa densidade, entraram para a banda filarmónica, revelaram o seu talento, foram para as melhores escolas e fazem agora carreira internacional. As alternativas eram poucas mas eles venceram e podem inspirar outros portugueses que sentem dificuldades semelhantes num país em que o peso da interioridade é maléfico.

Em parceria com a SmartWood, empresa de construções modulares em madeira, a Meloteca criou o conceito “Harmonia Parque”, que consiste num jardim musical multissensorial, um novo modo de sentir a música em espaços verdes, com solução chave na mão. Em Avintes temos o laboratório desse parque pensado em especial para autarquias. Como tem diversos módulos, pode ser parcialmente construído em espaços de misericórdias, escolas, hospitais.

  • É um conceito de parque acessível a todas as capacidades.
  • Favorece momentos terapêuticos para todos.
  • Promove a vivência prazerosa da música e da exploração sonora.
  • Contribui para a inclusão e bem estar em família e em grupo.
  • Desenvolve capacidades menos desenvolvidas em portadores de deficiência
  • Articula num só espaço a educação, a saúde e a música.
  • É uma atração turística para cidadãos nacionais e estrangeiros.
  • Promove o turismo sénior e a qualidade de vida na Terceira Idade.
  • Estimula práticas ecológicas e atividades saudáveis em contacto com a natureza.

Com a aquisição feita ao longo de 3 décadas e as ofertas de música que vão chegando, o acervo Meloteca vai crescendo e um dia estará fisicamente acessível ao público. Já fomos contactados no sentido de cooperarmos em exposições temporárias e isso afigura-se cada vez mais viável.

2018, Ano Europeu do Património Cultural é assim um tempo cheio de esperança sendo certo que muita coisa está a acontecer todos os dias, graças à comunicação em rede.

António José Ferreira