Jornal de Música

Festival 20.21 Évora Músicas Contemporâneas

Festival 20.21

Festival 20.21

Évora Músicas Contemporâneas

A Câmara Municipal de Évora organiza, em 2019, a segunda edição do Festival 20.21 – Évora Músicas Contemporâneas, o qual conta com direção artística de Amílcar Vasques Dias e com as parcerias da CriaSons e da Arte no Tempo.

À semelhança de 2018, a programação do festival abrange a diversidade da produção musical do século XX até à atualidade. Obras de compositores internacionalmente reconhecidos e de jovens compositores emergentes são apresentadas por intérpretes portugueses durante três dias, no Teatro Garcia de Resende.

Da ópera à música de câmara, do concerto a solo às músicas electroacústicas, da conferência ao diálogo com especialistas, durante o festival, Évora é um lugar de pensamento e criação na variedade de géneros, estilos e estéticas musicais que caracterizam os séculos XX e XXI.

O programa do Festival 20.21 – Évora Músicas Contemporâneas contempla:

14 de Junho

– Conferência por João Ranita da Nazaré, “Do quadro operatório das Ciências Sociais na explanação das Músicas Contemporâneas”, Salão Nobre do TGR, 18h00;
– Concerto “Portugal e a sua música – Joana Gama, piano”, TGR, 21h30;
– Concerto e performance Visual –Xesy, com Luís Luz e Filipe Rebelo, Praça Joaquim António de Aguiar, 23h30

 15 de Junho
– Recital de Piano “Infinito Azul – Homenagem a José Luís Ferreira”, por Ana Telles, TGR, 18h00
– Concerto “Liturgia dos Pássaros”, Daniel Bernardes, TGR, 21h30

16 de Junho
– Conferência por Ana Telles, “Em torno do Projecto Infinito Azul”, TGR, 15h00
– Concerto – Persistência, CriaSons, Salão Nobre do TGR, 18h00
– Ópera TNSoMDN, Tudo Nunca Sempre o Mesmo Diferente Nada, de Tiago Cutileiro, TGR, 21h30.

The Queen Symphony pela Orquestra Nacional de Jovens

Coro Nacional de Jovens

Na 12ª Edição do Festival de Música da Figueira da Foz é criado o Coro Nacional de Jovens. Este coro, que estará sob a direcção musical e artística de Bruno Martins, terá a grande missão de preparar a “The Queen Symphony” do compositor inglês Tolga Kashif para apresentar em concerto com a Orquestra Nacional de Jovens.

Será uma experiência única em que os participantes terão a oportunidade trabalhar esta obra de 27 de julho a 01 de agosto e de se apresentar em 3 grandes concertos: 02 de agosto (Casa da Música – Porto), 03 de agosto (Arcos de Valdevez) e 04 de agosto (Centro de Artes e Espectáculos – Figueira da Foz).

Podem inscrever-se alunos de Canto e Coro (com idades compreendidas entre os 14 e os 30 anos), que queiram investir uma parte das suas férias num momento de aprendizagem e motivação. As inscrições estão abertas até dia 30 de junho e todas as informações estão disponíveis em www.onj.pt

Coro Nacional de Jovens

Orquestra Nacional de Jovens

Festival Internacional de Saxofone de Palmela

Festival Internacional de Saxofone de Palmela

VII FISP – Palmela International Saxophone Festival

PORTUGAL | Jul 8 – 13, 2019

As caras dos professores | The professors faces

Festival Internacional de Saxofone de Palmela

Festival Internacional de Saxofone de Palmela

– + than 30 Concerts with free admission
– Masterclasses
– VII “Vitor Santos” International Saxophone Competition
– Workshops
– Lectures
– Expositions
– Clinics

Brevemente toda toda a informação e inscrições em:
Soon all the information and registrations on:

www.fispalmela.com

Masterclasses Clássico | Classic masterclasses

Kenneth Tse
Vicent David
Rob Buckland
Mario Marzi
Nicolas Prost
Michel Supera
Henrique Portovedo
Ricardo Pires

Masterclasses Jazz | Jazz masterclasses

Jullian Argüelles
José Menezes

Workshops

Teatro O Bando
Consciência do músico em cena – Grande espectáculo de rua | The musician awareness in stage – big street show

Andy Scott
ASQ e Andy Scott repertorio | ASQ and Andy Scott repertoire

Isabella Fabri
A música e as outras artes | The music and the other arts

Achille Succi
A improvisação em Bach | The improvisation in Bach

Elmano Coelho
Foco – o saxofone no pop | Focus – the saxofone in pop

Hélio Ramalho
Linhas de orientação para músicos amadores | Guidelines for amateur musiciens

Concertos | Concerts

“Pássaros” (big street show)
Portuguese Police Symphonic Band with soloists
Portuguese Air Force Band with soloists
MPMP String Orchestra with soloists
SFH Music Band with soloists
Apollo Saxophone Quartet
Saxophone Assault
Kenneth Tse
Vicent David
Rob Buckland
Jullian Argüelles
José Menezes
Mario Marzi
Henk van Twillert
Nicolas Prost
Michel Supera
Henrique Portovedo
Pedro Bittencourt
Ricardo Pires
Alberto Roque
Hélder Alves
Mário Marques
Vento do Norte
Carlos Canhoto
Maat Saxophone Quartet
Carlos Canhoto
Elmano Coelho
Portuguese Air Force Saxophone Quartet
Miguel Valles Mateu
For&Sax Trio
Jorge Sousa
Duo Angelina Salvi & Isabel Anjo
Tejo Quartet
Ai duo
The Hearthbreakers
Duo Marzi/Succi
Duo SaxTuba (Hèlder Alves)
Iberian Quartet
FAP Brass Band
14 Portuguese Music Schools Saxophone Department (classical and jazz)
VII “Vitor Santos” International Saxophone Competition winners concert

VII “Vitor Santos” International Saxophone Competition

JURY
Vitor Santos – president
Mario Marzi
Vicent David
Kenneth Tse
Rob Buckland
Nicolas Prost
Michel Supera
Hélder Alves
Henrique Portovedo
Luís Ribeiro
Ricardo Pires
Francisco Ferreira
Carlos Canhoto
Mario Marques
João Pedro Silva

Cante Alentejano

Terras Sem Sombra

Cante Alentejano estreia-se no Kennedy Center e abre portas à economia portuguesa

O Terras sem Sombra une, de forma inédita, a música ao património e à biodiversidade, e caracteriza-se por associar, à exigência da qualidade, uma programação de cariz internacional. Tem por palco o Alentejo, uma das regiões onde mais se faz sentir o peso da identidade, e o evento não se limita a trazer o mundo ao seu território leva também o Alentejo ao mundo.

A edição de 2019 tem, como país convidado, os Estados Unidos, e traz a Portugal destacados intérpretes do outro lado do Atlântico, assim como uma programação, que faz uma radiografia da música norte-americana, do século XIX à criação mais recente. Estão previstas estreias, integrais ou europeias, de alguns dos mais importantes compositores americanos da actualidade.

A abertura do festival ocorre, em Washington, num santuário das artes performativas dos EUA, o Kennedy Center. No coração da capital escutar-se-á, pela primeira vez, o Cante, através das vozes do Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de S. Bento, um agrupamento “clássico” da música tradicional alentejana. A actuação terá lugar no Millenium Stage do Kennedy Center e será transmitida, em directo, pelo canal de TV da instituição, com audiências significativas, dentro e fora dos EUA.

O périplo por terras do Tio Sam, é acompanhado por presidentes e vereadores de câmaras municipais – como Beja, Serpa, Ferreira do Alentejo, Cuba, Vidigueira ou Sines –, mas também responsáveis por algumas das principais empresas da região, entre elas o Porto de Sines, a EDIA, a ACOS, que organiza a OVIBEJA, a Adega Cooperativa da Vidigueira ou as agências de Desenvolvimento Regional e de Promoção Turística do Alentejo, que realizarão reuniões com entidades locais.

Com a colaboração da embaixada portuguesa em Washington, da sua homóloga em Lisboa e da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, assim se constrói a cultura como motor da diplomacia económica, mostrando o potencial da arte, do património e da natureza – os três pilares do Terras sem Sombra – para abrir portas. Afirmar o Alentejo enquanto destino privilegiado de arte e natureza é o objectivo do festival, uma organização da Associação Pedra Angular que apresenta, em 2019, a 15.ª edição.

Um Festival, seis países, uma região

O Terras sem Sombra começa a 26 de Janeiro na Vidigueira e conta com quase 50 actividades, entre concertos, conferências, visitas ao património e acções de salvaguarda da biodiversidade, em 13 cidades: Vidigueira, Serpa, Monsaraz, Valência de Alcântara, Olivença, Beja, Elvas, Cuba, Ferreira do Alentejo, Odemira, Barrancos, Santiago do Cacém e Sines.

Espanha está bem presente, nesta edição do festival, que inaugura em Portugal o ciclo de eventos de Mostra Espanha 2019, a convite do Governo espanhol. De Madrid virá o Trío Arbós, com um programa de música hispano-portuguesa dos séculos XIX-XX. Juan de la Rubia, organista titular da basílica da Sagrada Família, de Barcelona, apresentará, na Sé de Elvas, a obra de Antonio de Cabezón. “Fora da caixa” será o concerto, em Odemira, com Quartetazzo, formado por quatro mulheres flautistas da Argentina, do Brasil e de Espanha, que recriou melodias tradicionais da América do Sul.

Se os laços à América e a Espanha dão o mote ao TSS, os autores e intérpretes portugueses, uma prioridade do festival, assumem decidido protagonismo, com nomes como Ana Telles, a Orquestra Clássica do Sul e o maestro Rui Pinheiro, Sofia Diniz, Fernando Miguel Jalôto ou Nuno Lopes. Há também espaço para uma aproximação a outras pátrias musicais, abarcando intérpretes da Hungria, da República Checa e das Filipinas, algo a ter em conta numa edição dedicada ao périplo de Fernão de Magalhães, mas que não esquece os 550 anos do nascimento de Vasco da Gama (1569-2019).

Participar no Terras significa adentrar-se no que o Alentejo tem de mais interessante para oferecer. Neste ano, a panóplia patrimonial abre-se decisivamente a novos âmbitos, entre eles o património imaterial, dando grande atenção a aspectos tão diversificados como o fabrico artesanal do pão, a aprendizagem do Cante ou as tradições relacionadas com os astros, com a sua observação nocturna como pano de fundo.

Quanto à biodiversidade, 2019 vai ser um ano cheio de aventuras. Por exemplo, acompanhar o elevador de peixes da barragem de Pedrógão, participar na festa do mundo rural – seguindo um rebanho de ovelhas de raças autóctones ao longo das canadas reais, com os pastores de Beja e do Fundão – ou entrar nas águas portuárias de Sines para conhecer a vanguarda da aquacultura. Ou ainda, na Extremadura, percorrer a maior mancha de monumentos megalíticos da Europa, em Valência de Alcântara, conhecer os segredos do Tejo internacional ou aprofundar a personalidade única de Olivença.

[ Adicionado a 12 de janeiro de 2019 ]

 

Festival CriaSons

Festival CriaSons

2ª EDIÇÃO FESTIVAL CRIASSONS

Tendências da Música de Câmara Portuguesa Contemporânea
2018/2019

  • 14 obras em estreia absoluta
  • 6 “compositores residentes” de prestígio internacional – Eurico Carrapatoso, Alexandre Delgado, AmílcarVasques-Dias, Fernando Lapa, Cândido Lima, Alejandro Erlich Oliva
  • 6 “compositores emergentes” seleccionados por concurso – Edward d’Abreu, Tiago Derriça, Miguel Jesus, Camila Menino, Samuel Pascoal, Hugo Reis
  • 12 concertos por todo o Portugal e Holanda
  • 1º concerto CriaSons 2018/2019 – 10 DEZ – Palácio Foz – 18h

Em 2018/2019, o Festival CriaSons regressa para a sua segunda edição com o objectivo de continuar e aprofundar a missão a que se propõe: promover e divulgar amplamente a música erudita, com particular incidência na criação contemporânea produzida em Portugal.

Concebido e organizado pela Musicamera Produções, o CriaSons convidou para esta edição seis prestigiados compositores “residentes”, responsáveis pela construção dos seis Programas que compõem o festival.

Eurico Carrapatoso, Alexandre Delgado, Amílcar Vasques Dias, Fernando Lapa, Cândido Lima e Alejandro Erlich Oliva assinam, assim, os Programas que contêm obras suas – muitas das quais em estreia absoluta –, obras de outros grandes criadores internacionais dos séculos XX e XXI – relevantes na sua formação ou no seu percurso – e, ainda, uma obra especialmente composta para o festival por cada um dos seis compositores “emergentes” – seleccionados através do Concurso CriaSons (2018). Os vencedores Edward d’Abreu, Tiago Derriça, Miguel Jesus, Camila Menino, Samuel Pascoal e Hugo Reis terão assim oportunidade de apresentar uma nova obra, inédita, em estreia mundial, na 2ª edição do CriaSons.

Nas palavras do director artístico Brian MacKay: “Seis personalidades musicais muito diferentes – Eurico Carrapatoso, Alexandre Delgado, Amílcar Vasques-Dias, Fernando Lapa, Cândido Lima e Alejandro Erlich Oliva – proporcionam um retrato da extraordinária riqueza da criatividade musical que se vive actualmente em Portugal”.
De Dezembro de 2018, e ao longo de todo o ano de 2019, o CriaSons leva os seis Programas a diversos auditórios e teatros de Norte a Sul do país – Lisboa, Porto, Viana do Castelo, Faro, Mirandela, Vila Real, Seia, Almada, Évora – e em digressões internacionais. Uma viagem que começa já no próximo mês, dia 10 de Dezembro, com o 1º concerto CriaSons 2018/2019, no Palácio Foz, em Lisboa, pelas 18h, onde será apresentado o Programa a cargo do compositor Fernando Lapa.

Todas as novas obras terão ainda edição em CD com o selo de uma editora de prestígio, estando também garantida a edição em partitura das mesmas.

O Festival CriaSons assume-se como um “retrato” das tendências da música de câmara portuguesa contemporânea que se mostra, nesta 2ª edição, de forma mais relevante e ambiciosa, aumentando o número de obras em estreia absoluta (14), de compositores residentes (6), de concertos (12) e de cidades portuguesas abrangidas (9), e convidando, pela primeira vez, compositores emergentes a participar neste fórum privilegiado de divulgação, fruição e análise da música feita hoje em Portugal.

Dinis Sousa assistente de Eliot Gardiner

Sousa assistente de Gardiner

Português Dinis Sousa nomeado maestro assistente do britânico John Eliot Gardiner

Londres, 11 out (Lusa)

A nomeação de Dinis Sousa para maestro assistente do Coro Monteverdi e Orquestras “é uma honra enorme” porque formaliza o trabalho com o britânico John Eliot Gardiner, com quem já está em digressão nos EUA, afirmou o português.

“Não havia dúvidas sobre aceitar o lugar. É uma oportunidade única e que não sonhava que fosse sequer possível, portanto mal surgiu esta possibilidade fiquei logo muito entusiasmado e honrado com a proposta”, disse o músico portuense à agência Lusa.

A nomeação de Dinis Sousa, de 30 anos, para maestro assistente, uma posição que não existia, foi anunciada no início desta semana e considerada relevante por diversas publicações especializadas porque é a primeira vez que o comando do Coro Monteverdi e das duas orquestras associadas é partilhado pelo britânico desde a fundação, em 1964.

O grupo começou com o Coro Monteverdi, hoje considerado um dos melhores e mais versáteis do mundo, abrangendo obras que vão desde Monteverdi a Stravinsky, mas 13 anos mais tarde Gardiner criou a orquestra English Baroque Soloists para trabalhar com o Coro, usando instrumentos de época.

Em 1990, Gardiner fundou a Orchestre Révolutionnaire et Romantique para interpretar repertório romântico, também com instrumentos de época, começando por tocar e gravar música de Beethoven e Berlioz.

É com esta última orquestra que Dinis Sousa está atualmente em digressão nos EUA, onde está a apresentar dois programas inteiramente dedicados a Berlioz, tendo previstos dois concertos no Carnegie Hall de Nova Iorque, no domingo e na segunda-feira.

Ser assistente de John Eliot Gardiner é “muito especial” para o português, que se identifica com o trabalho dele, maestro que cresceu a escutar e começou a acompanhar de perto quando se mudou para Londres, para estudar Direção de Orquestra na Guildhall School of Music and Drama.

“Tentava ir assistir aos ensaios e aos concertos quando podia, e estes eram sempre uma inspiração para mim. Portanto, ter agora um trabalho regular com estes grupos é mesmo muito especial. Nos últimos tempos, tenho já trabalhado em alguns projetos com o Gardiner e isto tem sido uma curva de aprendizagem enorme e uma experiência absolutamente marcante”, disse à Lusa.

O regente português conta que, “além do repertório extraordinário, poder conviver e aprender com um músico deste nível, com a sua energia inesgotável, que está constantemente a explorar e a encontrar algo novo na música que todos já conhecemos tão bem, é algo que me tem influenciado imenso.

Na sua opinião, o maestro britânico, atualmente com 75 anos, é um dos mais importantes e marcantes da atualidade, que revolucionou a forma como se ouve e interpreta música de diferentes compositores, de diferentes épocas, tendo em conta os diferentes contextos históricos em que surgiu, e que produziu uma série de gravações consideradas de referência para músicos, apreciadores de música e para a história da interpretação, nos últimos 50 anos.

Gardiner, citado no comunicado do Coro Monteverdi e Orquestras, elogiou Dinis Sousa pelo seu “talento impressionante” e pela sua versatilidade, lembrando a colaboração numa “série de tarefas difíceis”, nomeadamente na assistência durante os ‘Proms’ de 2016 (o festival organizado anualmente pela BBC, em Londres), na produção de “Oedipus Rex”, ópera de Stravinsky, com a Filarmónica de Berlim, e em vários projetos com a Orquestra Sinfónica de Londres.

O português espera poder beneficiar da experiência e conhecimento do britânico para continuar com o próprio projeto da Orquestra XXI, que fundou em 2013 para realizar concertos de música clássica em Portugal, com músicos que residem e trabalham no estrangeiro.

“Trabalhar com o Gardiner é uma enorme ajuda, uma vez que ele está a par de todos os programas, e podemos discutir muito sobre as obras, o que é sempre uma estimulante aprendizagem para mim”, adiantou.

BM // MAG

Lusa/fim

CIMPV

CICPV

CONCURSO INTERNACIONAL DE MÚSICA DA PÓVOA DE VAZIM

1. Disposições Gerais General Rules

1.1. O Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim (FIMPV) anuncia a décima segunda edição do Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim (CICPV).

The International Music Festival of Póvoa de Varzim (FIMPV) announces the twelfth edition of the International Composition Competition of Póvoa de Varzim (CICPV).

1.2. O CICPV tem como objectivo premiar obras de compositores nascidos depois de 31 de julho de 1978.

The CICPV is open to composers of all nationalities born after the 31st of July 1978.

1.3. O agrupamento de música convidado para a edição de 2018/2019 é o Toy Ensemble (violino, violoncelo, flauta, clarinete e piano). As obras concorrentes devem utilizar, no mínimo, três instrumentos daquela formação.

The chamber music ensemble invited to perform for this year’s competition is the Toy Ensemble (violin, cello, flute, clarinet and piano). The competing works should use at least three instruments of that formation.

1.4. As obras a concurso deverão ter uma duração entre 8 (oito) e 15 (quinze) minutos.

The works should have a duration between 8 (eight) and 15 (fifteen) minutes.

1.5. As obras devem ser rigorosamente inéditas, sendo excluídas todas aquelas que tenham sido tornadas públicas por qualquer meio, ou que sejam resultado de uma encomenda.

The works must be strictly unpublished, all works that have been made public or commissioned by any means are excluded.

1.6. São também excluídas as obras que já tenham sido premiadas em qualquer concurso nacional ou internacional.

Are also excluded all works that have already been awarded in any national or international competition.

1.7. Cada candidato pode apresentar apenas uma obra a concurso.

Each applicant may submit only one piece to the competition.

1.8. As obras devem ser apresentadas em edição de programa informático (Sibelius, Finale, ou equivalente).

The works should be layed out in a computer program (Sibelius, Finale, or similar).

1.9. Os concorrentes deverão enviar cinco exemplares em papel da partitura, que poderão ser entregues por mão própria, ou enviadas por correio registado para o Secretariado do FIMPV: Rua D. Maria I, 56, 4490-538 Póvoa de
Varzim.

The competing works must be submitted as five copies of each score, and may be delivered by hand or sent by registered post mail to the address of Secretariat of FIMPV: Secretariado do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, Rua D. Maria I, 56. 4490-538 Póvoa de Varzim, Portugal.

1.10. As composições devem ostentar apenas o título e o pseudónimo do compositor, não devendo conter qualquer elemento susceptível de identificação do seu autor.

The compositions must contain only the title and the composer’s pseudonym, which shall not show any evidence that identifies its author.

1.11. Juntamente com a peça concorrente, deve ser anexado um sobrescrito fechado, contendo a identidade do concorrente, os seus endereços postal e electrónico, o número de telefone, uma fotocópia autenticada de um documento de identificação (B.I. ou passaporte), um curriculum resumido, uma foto e um breve texto de apresentação da obra. O sobrescrito deve apenas ter inscrito na frente o nome da obra, e o pseudónimo do compositor, e será aberto após a decisão final do júri.

Along with the competing work, there must be sent a sealed envelope containing the identity of the competitor, their postal and electronic addresses, phone number, an authenticated photocopy of an identification document (ID or passport), a summarized curriculum, a photo and a brief text about the work. The sealed envelope should have just enrolled in front the name of the work and the pseudonym of the composer, and will be opened after the final decision of the jury.

1.12. As cinco cópias da obra e o sobrescrito de identificação devem ser entregues num único envelope.

The five copies of the work and the above identification must be submitted in one envelope.

2. Calendário Calendar

2.1. Lançamento e publicação do CICPV: 14 de Junho de 2018.

Release and publication of CICPV: June 14, 2018.

2.2. O prazo para entrega termina impreterivelmente no dia 19 de Março de 2019 (as obras chegadas depois daquela data não serão consideradas pelo júri).

The deadline for delivery without fail ends on March 19, 2019 (works arriving after that date will not be considered by the jury).

2.3. Os títulos das obras finalistas, bem como os nomes dos seus autores, serão tornados públicos no dia 26 de Abril de 2019, sendo divulgados na plataforma electrónica do FIMPV e nos meios de comunicação social.

The titles of the finalist works as well as the names of their authors, will be made public on April 26, 2019, and will be published on the FIMPV web site and social media.

2.4. Os concorrentes cujas obras sejam finalistas deverão entregar as respectivas partes da obra até ao dia 6 de Maio de 2019.

Competitors whose works are finalists must submit the respective parts of the work until May 6, 2019.

2.5. A(s) obra(s) seleccionada(s) será(ão) estreada(s) durante a edição do FIMPV de 2019 (no decorrer do concerto de 23 de Julho de 2019).

The selected work(s) première(s) will occur during the FIMPV 2019 (during the concert of July 23rd, 2019).

2.6. No decorrer da temporada de 2019/2020, o FIMPV publicará edições em partitura da(s) obra(s) vencedora(s) (1º e 2º prémios).

During the 2019/2020 season, FIMPV will publish editions of the score(s) of the winning work(s) (1st and 2nd prizes).

3. Os Prémios Awards

3.1. Serão atribuídos 1° e 2° prémios. O júri reserva o direito de atribuir menções honrosas. O valor dos prémios é de 2.500 (dois mil e
quinhentos) euros, 1° prémio; e de 1.000 (mil) euros, 2° prémio. O prémio é também considerado como pagamento de direitos de autor relativos à estreia, aluguer de materiais e edição em partitura das obras premiadas. Serão publicadas edições em partitura impressa das obras vencedoras (primeiro e segundo prémios).

1st and 2nd prizes will be awarded. The jury reserves the right to award honorable mentions. The value of the prize is 2,500 (two thousand five hundred) euros, 1st prize; and 1,000 (thousand) euros, 2nd prize. The prize is also considered as payment of première copyrights equipment rental and score editing for the winning works. The scores of the winning works will be published (first and second prizes).

3.2. Os autores das obras vencedoras (1° e 2° prémios) comprometem-se a mencionar na partitura editada, bem como em notas de programa de futuras apresentações públicas, um breve texto com a indicação “obra vencedora do 1° / 2° Prémio do Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim 2018/2019”.

The authors of the winning works (1st and 2nd prizes) undertake to mention on the edited score, as well as notes for future public presentations program, a brief text such as “Awarded 1°/ 2° prize in the International Composition Competition of Póvoa de Varzim
2018/2019”.

3.3. O júri fará uma selecção de um máximo de duas obras finalistas. A(s) obra(s) seleccionada(s) será(ão) posteriormente estreada(s) durante a edição do FIMPV de 2018. No final do concerto de estreia, o júri reunirá para atribuição da ordem definitiva dos prémios. Para a deliberação final haverá também um voto dos intérpretes envolvidos na execução das obras, ou seja, três votos do júri e um voto dos intérpretes, num total de quatro votos.

The jury will make a selection of a maximum of two finalist works. The work(s) selected will be later premiered during the 2018 edition of FIMPV. At the end of the concert début, the jury will meet again to award the final order of the prizes. For the final decision there will also be a vote of the performers involved in the execution of the works, i.e. three jury votes and a vote of the performers, for a total of four votes.

3.4. O público votará um Prémio especial à parte, com o valor de 500 (quinhentos) euros (“Prémio do Público”).

The public will vote a special award, with the value of 500 (five hundred) euros (“Audience Award”).

4. Do Júri The Jury

4.1. O júri é constituído por Alexandre Delgado (Presidente), António Chagas Rosa e Eurico Carrapatoso.

The jury is constituted by Alexandre Delgado (President), António Chagas Rosa and Eurico Carrapatoso.

4.2. O júri poderá não seleccionar qualquer obra concorrente.

The jury may not select any competing work.

4.3. O júri reserva-se o direito de decidir a não atribuição de prémio(s).

The jury reserves the right to decide not to award the prize(s).

4.4. Não haverá obras premiadas ex-aequo.

There will be no ex-aequo prize-winning works.

5. Disposições Finais Final Provisions

5.1. Todas as obras não premiadas, bem como os respectivos sobrescritos de identificação, ficarão na posse do secretariado do CICPV, podendo ser reclamados até um mês depois da publicação dos resultados. Expirado esse prazo serão destruídos para preservação dos direitos de autor. No caso de se pretender que a devolução das partituras seja feita por correio, os candidatos deverão juntar um pagamento de 10,00 euros para cobrir as despesas postais.

All not awarded works, as well as their identification envelopes, will be held by the secretariat of CICPV and can be claimed up to a month after the publication of the results. After the expiry date they will be destroyed to preserve the copyright. In case the return of scores by mail is desired, applicants must enclose a payment of 10.00 euros to cover postage costs.

5.2. A participação neste concurso implica a aceitação de todos os artigos deste regulamento.

Participation in the contest implies acceptance of all the articles of these Regulations.

5.3. Cabe ao Secretariado do CICPV/FIMPV prestar todos os esclarecimentos sobre o presente regulamento.

It is the Secretariat of CICPV / FIMPV to provide any clarification on these Regulations.

5.4. Os casos omissos neste Regulamento serão solucionados pelo Júri e pela Direcção do CICPV/FIMPV.

Omissions herein shall be resolved by the jury and the Directorate of CICPV / FIMPV.

Póvoa de Varzim, 14 de Junho de 2018
Póvoa de Varzim, 14th June 2018.

Festa de anos

No domingo 09 de setembro, entre as 15:00 e as 19:00, decorreu na Meloteca, em Avintes, o aniversário da Carolina. Naquele que foi o último aniversário do Verão de 2018, estiveram presentes 10 crianças e cerca de 20 adultos (pais e avós).

As crianças, colegas de escola, divertiram-se a andar de baloiço, a jogar à bola na relva, a interagir com os pequenos hamsters russos, a vencer receios das tartarugas, a tocar nos peixes de água fria. Brincaram com pistolas de água, encestaram bolas no cesto novo, andaram de carro de pedais e jogaram matraquilhos. Tocaram bateria digital, jambés e darabucas.

Sebastian, o mais novo, um bebé com quase dois anos, gostou de andar de carro, de caminhar na relva e de andar no pequeno cavalo azul. O avô, que fez carros artesanais para outros netos, mostrou ser especialista na arte de tocar passarinhos de barro e de estimular o pequenino.

Os adultos sentaram-se à sombra a conversar, a reviver tempos passados ou antigos mesmo, recordações de Vila Flor, de Cinfães e de Avintes. Comeram figos pingo-de-mel e maracujás apanhados horas antes.
E beberam, que o tempo estava quente. Falámos de licores e de como fazê-los, que uma senhora sabia mesmo do assunto.

Cantou-se os parabéns à Carolina.

Um dos pequenos hamsters russos com que as crianças tinham brincado foi adotado por uma família. E pelas 19:00 toda a gente foi embora, depois de uma magnífica tarde de convívio.

O espaço consiste numa casa antiga de pedra que já foi parcialmente restaurada e um relvado com numerosas árvores e arbustos de fruto, ervas aromáticas e flores, e um tanque de pedra onde as crianças podem refrescar-se e fazer brincadeiras na água.

Entre junho e setembro do próximo ano, a Meloteca continuará a disponibilizar o espaço para a realização de festas de aniversário para crianças.

António José Ferreira

Espólio de Luiz Costa

De acordo com notícia publicada pelo “Público” no Ípsilon, a 31 de Julho de 2018, da autoria de Sérgio C. Andrade, o espólio do compositor, pianista e pedagogo Luíz Costa, pai de Helena e Madalena Sá e Costa, vai ser divulgado pela Casa da Música.

LUIZ COSTA

Espólio do compositor Luiz Costa vai ser divulgado pela Casa da Música

Câmara do Porto aprovou assinatura de protocolo com a fundação portuense, a Gulbenkian e a família do compositor com vista à digitalização de perto de duas centenas de partituras do pai de Helena e de Madalena Sá e Costa.

A Câmara Municipal do Porto aprovou esta terça-feira, por unanimidade, a assinatura de um protocolo de parceria para a digitalização e divulgação dos documentos da obra musical de Luiz Costa (1879-1960). Os outros parceiros deste protocolo são a família deste pianista e compositor – pai de Helena Sá e Costa (1915-2006) e de Madalena Sá e Costa (n. 1915) –, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Casa da Música.

O texto da proposta agora aprovada em reunião do executivo justifica este protocolo atendendo ao “interesse na divulgação e no estudo da obra de Luiz Costa, que desenvolveu a maior parte do seu trabalho na cidade do Porto”.

Essa tarefa irá caber à Casa da Música, que – segundo os termos do protocolo que será assinado em data a designar – assumirá a responsabilidade de divulgar os documentos digitais das obras do compositor nos seus sítios da Internet, para que “passem a ser do conhecimento público”, um trabalho que deverá ser concretizado até 31 de Dezembro do corrente ano.

A digitalização das partituras de Luiz Costa, já realizada, teve um custo de quatro mil euros, que serão pagos pela Câmara do Porto (2500 euros) e pela Gulbenkian (1500 euros). Esta operação teve por base a inventariação realizada pela musicóloga Christine Wassermann Beirão, no âmbito de um pós-doutoramento na Universidade Católica do Porto, e que foi editada em 2014.

A Câmara Municipal do Porto aprovou esta terça-feira, por unanimidade, a assinatura de um protocolo de parceria para a digitalização e divulgação dos documentos da obra musical de Luiz Costa (1879-1960). Os outros parceiros deste protocolo são a família deste pianista e compositor – pai de Helena Sá e Costa (1915-2006) e de Madalena Sá e Costa (n. 1915) –, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Casa da Música.

O texto da proposta agora aprovada em reunião do executivo justifica este protocolo atendendo ao “interesse na divulgação e no estudo da obra de Luiz Costa, que desenvolveu a maior parte do seu trabalho na cidade do Porto”.

Essa tarefa irá caber à Casa da Música, que – segundo os termos do protocolo que será assinado em data a designar – assumirá a responsabilidade de divulgar os documentos digitais das obras do compositor nos seus sítios da Internet, para que “passem a ser do conhecimento público”, um trabalho que deverá ser concretizado até 31 de Dezembro do corrente ano.

A digitalização das partituras de Luiz Costa, já realizada, teve um custo de quatro mil euros, que serão pagos pela Câmara do Porto (2500 euros) e pela Gulbenkian (1500 euros). Esta operação teve por base a inventariação realizada pela musicóloga Christine Wassermann Beirão, no âmbito de um pós-doutoramento na Universidade Católica do Porto, e que foi editada em 2014.

Sérgio C. Andrade, Ípsilon, Público, 31 de Julho de 2018

 

BIOGRAFIA DE LUIZ COSTA

Nascido numa freguesia de Barcelos, Monte de Fralães, em 1879, Luiz Costa tornou-se um nome de referência do modernismo musical português. Iniciou os estudos musicais no Porto com Bernardo Moreira de Sá (1853-1924), que se tornaria seu sogro, pelo casamento com a também pianista Leonilde Moreira de Sá (1882-1964). No início do século XX, Luiz Costa aperfeiçoou a formação musical na Alemanha com músicos e professores da chamada Nova Escola Alemã de Piano, que incluía o também português Vianna da Motta.

De regresso a Portugal, tornou-se professor na Escola Superior de Piano e dirigiu duas instituições da cidade que tinham sido fundadas pelo seu sogro, o Conservatório de Música e o Orpheon Portuense (cujos arquivos estão também à guarda da Casa da Música) – através desta sociedade de concertos, o Porto pôde acolher figuras maiores da música mundial, como Maurice Ravel, Claudio Arrau ou Edwin Fisher. Paralelamente, Luiz Costa tocava como solista em vários concertos temáticos, e também ao lado de intérpretes como Pablo Casals e Guilhermina Suggia.

Como compositor, Luiz Costa desenvolveu uma obra assinalável, em que pretendeu casar a tradição poética e bucólica do seu país, e mesmo do seu Minho natal, com correntes estéticas do seu tempo, da escola alemã ao impressionismo francês, passando pelo neoclassicismo. Simultaneamente compôs várias peças para as suas filhas, e em particular para o piano de Helena Sá e Costa.

Prémio de Composição

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PRÉMIO INTERNACIONAL DE COMPOSIÇÃO

ÓRGÃOS DO PALÁCIO NACIONAL DE MAFRA 2019

O Ministério da Cultura e o Município de Mafra promovem o “Prémio Internacional de Composição – Órgãos do Palácio Nacional de Mafra”, visando criar novo repertório para o magnífico conjunto instrumental. As candidaturas estão abertas até 29 de março de 2019.

Da autoria dos dois mais importantes organeiros portugueses do seu tempo – António Xavier Machado e Cerveira e Joaquim António Peres Fontanes – os seis órgãos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra constituem um conjunto único no mundo, não pelo seu número, já de si notável, mas pelo facto de terem sido construídos ao mesmo tempo e concebidos originalmente para tocar em conjunto.

O prémio, com periodicidade bienal, visa distinguir compositores que apresentem peças destinadas ao referido conjunto instrumental, fazendo uso das suas características próprias.

Dividido em duas categorias, desdobra-se numa componente relativa à composição de uma obra original e outra referente à transcrição para os seis órgãos. O valor dos prémios é de 10 mil e 5 mil euros, respetivamente.

O júri desta terceira edição é constituído por quatro personalidades de reconhecido mérito internacional:

Jean Ferrard (Bélgica), que preside, Sérgio Azevedo (compositor, Portugal), William Whitehead (Inglaterra) e João Vaz (organista, Portugal).

Para mais informações:
http://www.cm-mafra.pt/pt/municipio/premio-internacional-de-composicao-orgaos-do-palacio-nacional-de-mafra

02-08-2018

 

Citando

Os seis órgãos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra constituem um conjunto único no mundo, não pelo seu número, já de si notável, mas pelo facto de terem sido construídos ao mesmo tempo e concebidos originalmente para tocar em conjunto.