Jornal de Música

Masterclass para organistas paroquiais por Nuno Mimoso

Masterclass para organistas paroquiais

Masterclass para organistas paroquiais

no órgão histórico da Igreja da Colegiada Nossa Senhora da Oliveira em Guimarães

7 de Dezembro, 10h-16h

O evento decorre no órgão histórico da Igreja da Colegiada Nossa Senhora da Oliveira em Guimarães, sábado dia 7 Dezembro 10h-16h, com intervalo para almoço livre 13h-14h.

A masterclass será ministrada pelo Dr. Nuno Mimoso, organista pedagogo e investigador residente na Alemanha, diplomado pela Escola Superior de Música Sacra de Ratisbona. Ponto de encontro será o Museu Alberto Sampaio (flanco direito da Igreja) às 10h.

Objectivos:

A masterclass (aula intensiva de grupo) é dirigida a organistas paroquiais, iniciados ou amadores, que querem melhorar o seu desempenho na Liturgia, e adquirir as bases da técnica de registação (escolha de registos sonoros), acompanhamento, harmonização e introdução de cânticos litúrgicos, sobretudo no uso dos órgãos históricos ibéricos. Este evento é o primeiro de futuras sessões.

Condições:

1. Cada participante deve preparar e apresentar duas harmonizações (com introdução e acompanhamento): um Salmo Responsorial e um Cântico do Ordinarium da Missa (escolher entre Kyrie, Aleluia, Santo ou Cordeiro de Deus); organistas iniciantes podem apresentar harmonizações compostas.

2. A ficha de inscrição devidamente preenchida deve ser remetida até ao dia 1 de Dezembro (inclusive) para o email: senhoradaoliveira@arquidiocese-braga.pt, juntamente com gravação dos dois itens escolhidos pelo participante, bem como comprovativo de pagamento da taxa do curso 20€.

3. São admitidos apenas participantes activos (i. e. que tocam), não sendo admitidos ouvintes.

Programa

(sujeito a ajustes consoante o grupo)

10h

Recepção dos participantes no Museu Alberto Sampaio; História do Órgão e Audição a partir do transepto da Igreja; Subida ao coro-alto; Apresentações dos participantes; Demonstração do instrumento; Especificidades dum órgão histórico; Registação

11h-13h

Salmos Responsoriais, Registação e Técnicas de Acompanhamento e Introdução

13h

Pausa para almoço

14h-16h

Ordinarium da Missa, Registação e Técnicas de Acompanhamento e Introdução

16h-16h30

Término

Masterclass para organistas paroquiais por Nuno Mimoso

Masterclass para organistas paroquiais por Nuno Mimoso

Prémio de Composição Prémio Padre Miguel Carneiro

Prémio Pe. Miguel Carneiro

O Prémio Pe. Miguel Carneiro foi instituído pela Paróquia de S. Tomás de Aquino, Lisboa, com o objetivo de homenagear tão singular compositor, por ocasião do quinquagésimo aniversário da fundação do coro do Sagrado Coração de Jesus. O prémio no valor de 1 000,00 (mil euros) pretende distinguir uma composição inédita de Música Sacra.

O Padre Miguel Carneiro é natural de Vila de Ponte (Guimarães). Fez os seus estudos nos seminários diocesanos de Braga, onde concluiu a Teologia e se ordenou em 1957.

Na sua carreira musical teve um papel preponderante o grande compositor padre Doutor Manuel Faria, o seu verdadeiro Mestre em Composição.

Em 1959 foi convidado para colaborador do Monsenhor Lopes da Cruz, fundador e diretor da Rádio Renascença. Em homenagem a esta figura de prestígio, o autor compôs uma Missa de Requiem que foi cantada no dia das exéquias solenes.

Frequentou também o Conservatório de Música de Lisboa, onde concluiu o Curso Superior de Canto, com o Professor Oliveira Lopes.

Foi colaborador assíduo da Revista de Música Sacra de Braga e lecionou formação musical no Colégio Militar e no Externato da Luz, até à sua aposentação. Atualmente, é maestro titular do coro que fundou, residente na Paróquia de S. Tomás de Aquino. É uma presença assídua na RTP na seleção dos coros que participam na Eucaristia Dominical.

A sua vasta obra está parcialmente publicada pela Paulus Editora que se associa a esta iniciativa. Com a instituição deste prémio, a comunidade paroquial de S. Tomás de Aquino pretende, por um lado, dar a conhecer tão importante legado para a música sacra em Portugal e, por outro, estimular o ressurgimento de novos compositores no nosso panorama musical.

The Queen Symphony pela Orquestra Nacional de Jovens

Coro Nacional de Jovens

Na 12ª Edição do Festival de Música da Figueira da Foz é criado o Coro Nacional de Jovens. Este coro, que estará sob a direcção musical e artística de Bruno Martins, terá a grande missão de preparar a “The Queen Symphony” do compositor inglês Tolga Kashif para apresentar em concerto com a Orquestra Nacional de Jovens.

Será uma experiência única em que os participantes terão a oportunidade trabalhar esta obra de 27 de julho a 01 de agosto e de se apresentar em 3 grandes concertos: 02 de agosto (Casa da Música – Porto), 03 de agosto (Arcos de Valdevez) e 04 de agosto (Centro de Artes e Espectáculos – Figueira da Foz).

Podem inscrever-se alunos de Canto e Coro (com idades compreendidas entre os 14 e os 30 anos), que queiram investir uma parte das suas férias num momento de aprendizagem e motivação. As inscrições estão abertas até dia 30 de junho e todas as informações estão disponíveis em www.onj.pt

Coro Nacional de Jovens

Orquestra Nacional de Jovens

Dinis Sousa assistente de Eliot Gardiner

Sousa assistente de Gardiner

Português Dinis Sousa nomeado maestro assistente do britânico John Eliot Gardiner

Londres, 11 out (Lusa)

A nomeação de Dinis Sousa para maestro assistente do Coro Monteverdi e Orquestras “é uma honra enorme” porque formaliza o trabalho com o britânico John Eliot Gardiner, com quem já está em digressão nos EUA, afirmou o português.

“Não havia dúvidas sobre aceitar o lugar. É uma oportunidade única e que não sonhava que fosse sequer possível, portanto mal surgiu esta possibilidade fiquei logo muito entusiasmado e honrado com a proposta”, disse o músico portuense à agência Lusa.

A nomeação de Dinis Sousa, de 30 anos, para maestro assistente, uma posição que não existia, foi anunciada no início desta semana e considerada relevante por diversas publicações especializadas porque é a primeira vez que o comando do Coro Monteverdi e das duas orquestras associadas é partilhado pelo britânico desde a fundação, em 1964.

O grupo começou com o Coro Monteverdi, hoje considerado um dos melhores e mais versáteis do mundo, abrangendo obras que vão desde Monteverdi a Stravinsky, mas 13 anos mais tarde Gardiner criou a orquestra English Baroque Soloists para trabalhar com o Coro, usando instrumentos de época.

Em 1990, Gardiner fundou a Orchestre Révolutionnaire et Romantique para interpretar repertório romântico, também com instrumentos de época, começando por tocar e gravar música de Beethoven e Berlioz.

É com esta última orquestra que Dinis Sousa está atualmente em digressão nos EUA, onde está a apresentar dois programas inteiramente dedicados a Berlioz, tendo previstos dois concertos no Carnegie Hall de Nova Iorque, no domingo e na segunda-feira.

Ser assistente de John Eliot Gardiner é “muito especial” para o português, que se identifica com o trabalho dele, maestro que cresceu a escutar e começou a acompanhar de perto quando se mudou para Londres, para estudar Direção de Orquestra na Guildhall School of Music and Drama.

“Tentava ir assistir aos ensaios e aos concertos quando podia, e estes eram sempre uma inspiração para mim. Portanto, ter agora um trabalho regular com estes grupos é mesmo muito especial. Nos últimos tempos, tenho já trabalhado em alguns projetos com o Gardiner e isto tem sido uma curva de aprendizagem enorme e uma experiência absolutamente marcante”, disse à Lusa.

O regente português conta que, “além do repertório extraordinário, poder conviver e aprender com um músico deste nível, com a sua energia inesgotável, que está constantemente a explorar e a encontrar algo novo na música que todos já conhecemos tão bem, é algo que me tem influenciado imenso.

Na sua opinião, o maestro britânico, atualmente com 75 anos, é um dos mais importantes e marcantes da atualidade, que revolucionou a forma como se ouve e interpreta música de diferentes compositores, de diferentes épocas, tendo em conta os diferentes contextos históricos em que surgiu, e que produziu uma série de gravações consideradas de referência para músicos, apreciadores de música e para a história da interpretação, nos últimos 50 anos.

Gardiner, citado no comunicado do Coro Monteverdi e Orquestras, elogiou Dinis Sousa pelo seu “talento impressionante” e pela sua versatilidade, lembrando a colaboração numa “série de tarefas difíceis”, nomeadamente na assistência durante os ‘Proms’ de 2016 (o festival organizado anualmente pela BBC, em Londres), na produção de “Oedipus Rex”, ópera de Stravinsky, com a Filarmónica de Berlim, e em vários projetos com a Orquestra Sinfónica de Londres.

O português espera poder beneficiar da experiência e conhecimento do britânico para continuar com o próprio projeto da Orquestra XXI, que fundou em 2013 para realizar concertos de música clássica em Portugal, com músicos que residem e trabalham no estrangeiro.

“Trabalhar com o Gardiner é uma enorme ajuda, uma vez que ele está a par de todos os programas, e podemos discutir muito sobre as obras, o que é sempre uma estimulante aprendizagem para mim”, adiantou.

BM // MAG

Lusa/fim

CIMPV

CICPV

CONCURSO INTERNACIONAL DE MÚSICA DA PÓVOA DE VAZIM

1. Disposições Gerais General Rules

1.1. O Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim (FIMPV) anuncia a décima segunda edição do Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim (CICPV).

The International Music Festival of Póvoa de Varzim (FIMPV) announces the twelfth edition of the International Composition Competition of Póvoa de Varzim (CICPV).

1.2. O CICPV tem como objectivo premiar obras de compositores nascidos depois de 31 de julho de 1978.

The CICPV is open to composers of all nationalities born after the 31st of July 1978.

1.3. O agrupamento de música convidado para a edição de 2018/2019 é o Toy Ensemble (violino, violoncelo, flauta, clarinete e piano). As obras concorrentes devem utilizar, no mínimo, três instrumentos daquela formação.

The chamber music ensemble invited to perform for this year’s competition is the Toy Ensemble (violin, cello, flute, clarinet and piano). The competing works should use at least three instruments of that formation.

1.4. As obras a concurso deverão ter uma duração entre 8 (oito) e 15 (quinze) minutos.

The works should have a duration between 8 (eight) and 15 (fifteen) minutes.

1.5. As obras devem ser rigorosamente inéditas, sendo excluídas todas aquelas que tenham sido tornadas públicas por qualquer meio, ou que sejam resultado de uma encomenda.

The works must be strictly unpublished, all works that have been made public or commissioned by any means are excluded.

1.6. São também excluídas as obras que já tenham sido premiadas em qualquer concurso nacional ou internacional.

Are also excluded all works that have already been awarded in any national or international competition.

1.7. Cada candidato pode apresentar apenas uma obra a concurso.

Each applicant may submit only one piece to the competition.

1.8. As obras devem ser apresentadas em edição de programa informático (Sibelius, Finale, ou equivalente).

The works should be layed out in a computer program (Sibelius, Finale, or similar).

1.9. Os concorrentes deverão enviar cinco exemplares em papel da partitura, que poderão ser entregues por mão própria, ou enviadas por correio registado para o Secretariado do FIMPV: Rua D. Maria I, 56, 4490-538 Póvoa de
Varzim.

The competing works must be submitted as five copies of each score, and may be delivered by hand or sent by registered post mail to the address of Secretariat of FIMPV: Secretariado do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim, Rua D. Maria I, 56. 4490-538 Póvoa de Varzim, Portugal.

1.10. As composições devem ostentar apenas o título e o pseudónimo do compositor, não devendo conter qualquer elemento susceptível de identificação do seu autor.

The compositions must contain only the title and the composer’s pseudonym, which shall not show any evidence that identifies its author.

1.11. Juntamente com a peça concorrente, deve ser anexado um sobrescrito fechado, contendo a identidade do concorrente, os seus endereços postal e electrónico, o número de telefone, uma fotocópia autenticada de um documento de identificação (B.I. ou passaporte), um curriculum resumido, uma foto e um breve texto de apresentação da obra. O sobrescrito deve apenas ter inscrito na frente o nome da obra, e o pseudónimo do compositor, e será aberto após a decisão final do júri.

Along with the competing work, there must be sent a sealed envelope containing the identity of the competitor, their postal and electronic addresses, phone number, an authenticated photocopy of an identification document (ID or passport), a summarized curriculum, a photo and a brief text about the work. The sealed envelope should have just enrolled in front the name of the work and the pseudonym of the composer, and will be opened after the final decision of the jury.

1.12. As cinco cópias da obra e o sobrescrito de identificação devem ser entregues num único envelope.

The five copies of the work and the above identification must be submitted in one envelope.

2. Calendário Calendar

2.1. Lançamento e publicação do CICPV: 14 de Junho de 2018.

Release and publication of CICPV: June 14, 2018.

2.2. O prazo para entrega termina impreterivelmente no dia 19 de Março de 2019 (as obras chegadas depois daquela data não serão consideradas pelo júri).

The deadline for delivery without fail ends on March 19, 2019 (works arriving after that date will not be considered by the jury).

2.3. Os títulos das obras finalistas, bem como os nomes dos seus autores, serão tornados públicos no dia 26 de Abril de 2019, sendo divulgados na plataforma electrónica do FIMPV e nos meios de comunicação social.

The titles of the finalist works as well as the names of their authors, will be made public on April 26, 2019, and will be published on the FIMPV web site and social media.

2.4. Os concorrentes cujas obras sejam finalistas deverão entregar as respectivas partes da obra até ao dia 6 de Maio de 2019.

Competitors whose works are finalists must submit the respective parts of the work until May 6, 2019.

2.5. A(s) obra(s) seleccionada(s) será(ão) estreada(s) durante a edição do FIMPV de 2019 (no decorrer do concerto de 23 de Julho de 2019).

The selected work(s) première(s) will occur during the FIMPV 2019 (during the concert of July 23rd, 2019).

2.6. No decorrer da temporada de 2019/2020, o FIMPV publicará edições em partitura da(s) obra(s) vencedora(s) (1º e 2º prémios).

During the 2019/2020 season, FIMPV will publish editions of the score(s) of the winning work(s) (1st and 2nd prizes).

3. Os Prémios Awards

3.1. Serão atribuídos 1° e 2° prémios. O júri reserva o direito de atribuir menções honrosas. O valor dos prémios é de 2.500 (dois mil e
quinhentos) euros, 1° prémio; e de 1.000 (mil) euros, 2° prémio. O prémio é também considerado como pagamento de direitos de autor relativos à estreia, aluguer de materiais e edição em partitura das obras premiadas. Serão publicadas edições em partitura impressa das obras vencedoras (primeiro e segundo prémios).

1st and 2nd prizes will be awarded. The jury reserves the right to award honorable mentions. The value of the prize is 2,500 (two thousand five hundred) euros, 1st prize; and 1,000 (thousand) euros, 2nd prize. The prize is also considered as payment of première copyrights equipment rental and score editing for the winning works. The scores of the winning works will be published (first and second prizes).

3.2. Os autores das obras vencedoras (1° e 2° prémios) comprometem-se a mencionar na partitura editada, bem como em notas de programa de futuras apresentações públicas, um breve texto com a indicação “obra vencedora do 1° / 2° Prémio do Concurso Internacional de Composição da Póvoa de Varzim 2018/2019”.

The authors of the winning works (1st and 2nd prizes) undertake to mention on the edited score, as well as notes for future public presentations program, a brief text such as “Awarded 1°/ 2° prize in the International Composition Competition of Póvoa de Varzim
2018/2019”.

3.3. O júri fará uma selecção de um máximo de duas obras finalistas. A(s) obra(s) seleccionada(s) será(ão) posteriormente estreada(s) durante a edição do FIMPV de 2018. No final do concerto de estreia, o júri reunirá para atribuição da ordem definitiva dos prémios. Para a deliberação final haverá também um voto dos intérpretes envolvidos na execução das obras, ou seja, três votos do júri e um voto dos intérpretes, num total de quatro votos.

The jury will make a selection of a maximum of two finalist works. The work(s) selected will be later premiered during the 2018 edition of FIMPV. At the end of the concert début, the jury will meet again to award the final order of the prizes. For the final decision there will also be a vote of the performers involved in the execution of the works, i.e. three jury votes and a vote of the performers, for a total of four votes.

3.4. O público votará um Prémio especial à parte, com o valor de 500 (quinhentos) euros (“Prémio do Público”).

The public will vote a special award, with the value of 500 (five hundred) euros (“Audience Award”).

4. Do Júri The Jury

4.1. O júri é constituído por Alexandre Delgado (Presidente), António Chagas Rosa e Eurico Carrapatoso.

The jury is constituted by Alexandre Delgado (President), António Chagas Rosa and Eurico Carrapatoso.

4.2. O júri poderá não seleccionar qualquer obra concorrente.

The jury may not select any competing work.

4.3. O júri reserva-se o direito de decidir a não atribuição de prémio(s).

The jury reserves the right to decide not to award the prize(s).

4.4. Não haverá obras premiadas ex-aequo.

There will be no ex-aequo prize-winning works.

5. Disposições Finais Final Provisions

5.1. Todas as obras não premiadas, bem como os respectivos sobrescritos de identificação, ficarão na posse do secretariado do CICPV, podendo ser reclamados até um mês depois da publicação dos resultados. Expirado esse prazo serão destruídos para preservação dos direitos de autor. No caso de se pretender que a devolução das partituras seja feita por correio, os candidatos deverão juntar um pagamento de 10,00 euros para cobrir as despesas postais.

All not awarded works, as well as their identification envelopes, will be held by the secretariat of CICPV and can be claimed up to a month after the publication of the results. After the expiry date they will be destroyed to preserve the copyright. In case the return of scores by mail is desired, applicants must enclose a payment of 10.00 euros to cover postage costs.

5.2. A participação neste concurso implica a aceitação de todos os artigos deste regulamento.

Participation in the contest implies acceptance of all the articles of these Regulations.

5.3. Cabe ao Secretariado do CICPV/FIMPV prestar todos os esclarecimentos sobre o presente regulamento.

It is the Secretariat of CICPV / FIMPV to provide any clarification on these Regulations.

5.4. Os casos omissos neste Regulamento serão solucionados pelo Júri e pela Direcção do CICPV/FIMPV.

Omissions herein shall be resolved by the jury and the Directorate of CICPV / FIMPV.

Póvoa de Varzim, 14 de Junho de 2018
Póvoa de Varzim, 14th June 2018.

Festa de anos

No domingo 09 de setembro, entre as 15:00 e as 19:00, decorreu na Meloteca, em Avintes, o aniversário da Carolina. Naquele que foi o último aniversário do Verão de 2018, estiveram presentes 10 crianças e cerca de 20 adultos (pais e avós).

As crianças, colegas de escola, divertiram-se a andar de baloiço, a jogar à bola na relva, a interagir com os pequenos hamsters russos, a vencer receios das tartarugas, a tocar nos peixes de água fria. Brincaram com pistolas de água, encestaram bolas no cesto novo, andaram de carro de pedais e jogaram matraquilhos. Tocaram bateria digital, jambés e darabucas.

Sebastian, o mais novo, um bebé com quase dois anos, gostou de andar de carro, de caminhar na relva e de andar no pequeno cavalo azul. O avô, que fez carros artesanais para outros netos, mostrou ser especialista na arte de tocar passarinhos de barro e de estimular o pequenino.

Os adultos sentaram-se à sombra a conversar, a reviver tempos passados ou antigos mesmo, recordações de Vila Flor, de Cinfães e de Avintes. Comeram figos pingo-de-mel e maracujás apanhados horas antes.
E beberam, que o tempo estava quente. Falámos de licores e de como fazê-los, que uma senhora sabia mesmo do assunto.

Cantou-se os parabéns à Carolina.

Um dos pequenos hamsters russos com que as crianças tinham brincado foi adotado por uma família. E pelas 19:00 toda a gente foi embora, depois de uma magnífica tarde de convívio.

O espaço consiste numa casa antiga de pedra que já foi parcialmente restaurada e um relvado com numerosas árvores e arbustos de fruto, ervas aromáticas e flores, e um tanque de pedra onde as crianças podem refrescar-se e fazer brincadeiras na água.

Entre junho e setembro do próximo ano, a Meloteca continuará a disponibilizar o espaço para a realização de festas de aniversário para crianças.

António José Ferreira

Espólio de Luiz Costa

De acordo com notícia publicada pelo “Público” no Ípsilon, a 31 de Julho de 2018, da autoria de Sérgio C. Andrade, o espólio do compositor, pianista e pedagogo Luíz Costa, pai de Helena e Madalena Sá e Costa, vai ser divulgado pela Casa da Música.

LUIZ COSTA

Espólio do compositor Luiz Costa vai ser divulgado pela Casa da Música

Câmara do Porto aprovou assinatura de protocolo com a fundação portuense, a Gulbenkian e a família do compositor com vista à digitalização de perto de duas centenas de partituras do pai de Helena e de Madalena Sá e Costa.

A Câmara Municipal do Porto aprovou esta terça-feira, por unanimidade, a assinatura de um protocolo de parceria para a digitalização e divulgação dos documentos da obra musical de Luiz Costa (1879-1960). Os outros parceiros deste protocolo são a família deste pianista e compositor – pai de Helena Sá e Costa (1915-2006) e de Madalena Sá e Costa (n. 1915) –, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Casa da Música.

O texto da proposta agora aprovada em reunião do executivo justifica este protocolo atendendo ao “interesse na divulgação e no estudo da obra de Luiz Costa, que desenvolveu a maior parte do seu trabalho na cidade do Porto”.

Essa tarefa irá caber à Casa da Música, que – segundo os termos do protocolo que será assinado em data a designar – assumirá a responsabilidade de divulgar os documentos digitais das obras do compositor nos seus sítios da Internet, para que “passem a ser do conhecimento público”, um trabalho que deverá ser concretizado até 31 de Dezembro do corrente ano.

A digitalização das partituras de Luiz Costa, já realizada, teve um custo de quatro mil euros, que serão pagos pela Câmara do Porto (2500 euros) e pela Gulbenkian (1500 euros). Esta operação teve por base a inventariação realizada pela musicóloga Christine Wassermann Beirão, no âmbito de um pós-doutoramento na Universidade Católica do Porto, e que foi editada em 2014.

A Câmara Municipal do Porto aprovou esta terça-feira, por unanimidade, a assinatura de um protocolo de parceria para a digitalização e divulgação dos documentos da obra musical de Luiz Costa (1879-1960). Os outros parceiros deste protocolo são a família deste pianista e compositor – pai de Helena Sá e Costa (1915-2006) e de Madalena Sá e Costa (n. 1915) –, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Casa da Música.

O texto da proposta agora aprovada em reunião do executivo justifica este protocolo atendendo ao “interesse na divulgação e no estudo da obra de Luiz Costa, que desenvolveu a maior parte do seu trabalho na cidade do Porto”.

Essa tarefa irá caber à Casa da Música, que – segundo os termos do protocolo que será assinado em data a designar – assumirá a responsabilidade de divulgar os documentos digitais das obras do compositor nos seus sítios da Internet, para que “passem a ser do conhecimento público”, um trabalho que deverá ser concretizado até 31 de Dezembro do corrente ano.

A digitalização das partituras de Luiz Costa, já realizada, teve um custo de quatro mil euros, que serão pagos pela Câmara do Porto (2500 euros) e pela Gulbenkian (1500 euros). Esta operação teve por base a inventariação realizada pela musicóloga Christine Wassermann Beirão, no âmbito de um pós-doutoramento na Universidade Católica do Porto, e que foi editada em 2014.

Sérgio C. Andrade, Ípsilon, Público, 31 de Julho de 2018

 

BIOGRAFIA DE LUIZ COSTA

Nascido numa freguesia de Barcelos, Monte de Fralães, em 1879, Luiz Costa tornou-se um nome de referência do modernismo musical português. Iniciou os estudos musicais no Porto com Bernardo Moreira de Sá (1853-1924), que se tornaria seu sogro, pelo casamento com a também pianista Leonilde Moreira de Sá (1882-1964). No início do século XX, Luiz Costa aperfeiçoou a formação musical na Alemanha com músicos e professores da chamada Nova Escola Alemã de Piano, que incluía o também português Vianna da Motta.

De regresso a Portugal, tornou-se professor na Escola Superior de Piano e dirigiu duas instituições da cidade que tinham sido fundadas pelo seu sogro, o Conservatório de Música e o Orpheon Portuense (cujos arquivos estão também à guarda da Casa da Música) – através desta sociedade de concertos, o Porto pôde acolher figuras maiores da música mundial, como Maurice Ravel, Claudio Arrau ou Edwin Fisher. Paralelamente, Luiz Costa tocava como solista em vários concertos temáticos, e também ao lado de intérpretes como Pablo Casals e Guilhermina Suggia.

Como compositor, Luiz Costa desenvolveu uma obra assinalável, em que pretendeu casar a tradição poética e bucólica do seu país, e mesmo do seu Minho natal, com correntes estéticas do seu tempo, da escola alemã ao impressionismo francês, passando pelo neoclassicismo. Simultaneamente compôs várias peças para as suas filhas, e em particular para o piano de Helena Sá e Costa.

Prémio de Composição

PIC

PRÉMIO INTERNACIONAL DE COMPOSIÇÃO

ÓRGÃOS DO PALÁCIO NACIONAL DE MAFRA 2019

O Ministério da Cultura e o Município de Mafra promovem o “Prémio Internacional de Composição – Órgãos do Palácio Nacional de Mafra”, visando criar novo repertório para o magnífico conjunto instrumental. As candidaturas estão abertas até 29 de março de 2019.

Da autoria dos dois mais importantes organeiros portugueses do seu tempo – António Xavier Machado e Cerveira e Joaquim António Peres Fontanes – os seis órgãos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra constituem um conjunto único no mundo, não pelo seu número, já de si notável, mas pelo facto de terem sido construídos ao mesmo tempo e concebidos originalmente para tocar em conjunto.

O prémio, com periodicidade bienal, visa distinguir compositores que apresentem peças destinadas ao referido conjunto instrumental, fazendo uso das suas características próprias.

Dividido em duas categorias, desdobra-se numa componente relativa à composição de uma obra original e outra referente à transcrição para os seis órgãos. O valor dos prémios é de 10 mil e 5 mil euros, respetivamente.

O júri desta terceira edição é constituído por quatro personalidades de reconhecido mérito internacional:

Jean Ferrard (Bélgica), que preside, Sérgio Azevedo (compositor, Portugal), William Whitehead (Inglaterra) e João Vaz (organista, Portugal).

Para mais informações:
http://www.cm-mafra.pt/pt/municipio/premio-internacional-de-composicao-orgaos-do-palacio-nacional-de-mafra

02-08-2018

 

Citando

Os seis órgãos da Basílica do Palácio Nacional de Mafra constituem um conjunto único no mundo, não pelo seu número, já de si notável, mas pelo facto de terem sido construídos ao mesmo tempo e concebidos originalmente para tocar em conjunto.

FIMPV 40

FIMPV

40 anos do Festival Internacional

A programação comemorativa do 40º aniversário do FIMPV encerrou no dia 28 de julho de 2018 com um memorável concerto dedicado à música dos dois mais destacados membros da família Bach (Johann Sebastian e Carl Philipp) pelo agrupamento vocal Arsys Bourgogne.

Este espetáculo decorreu na Igreja Matriz e contou com a presença do Vice-Presidente e Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Luís Diamantino, que aproveitou o momento para anunciar a despedida do Professor João Marques como Diretor Artístico do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim reconhecendo, publicamente, a sua notável dedicação ao longo de 40 anos para que o evento mantivesse uma qualidade notável. O cargo será assumido pelo pianista poveiro Raúl da Costa, que se encarregará da programação já em 2019.

A edição foi inaugurada com a sempre aguardada conferência do musicólogo Rui Vieira Nery (dedicada aos 150 anos do nascimento de Vianna da Motta). Mas uma substancial parte da programação foi dedicada à música antiga, tão adequada às Igrejas Matriz e S. Pedro de Rates. Êxito absoluto com os espetáculos de Jordi Savall, Ensemble Vox Luminis, La Fonte Musica e Ensemble Zefiro.

Destaque muito especial para o fantástico concerto pelo Concerto Italiano, cujo programa, apesar do elevado grau especulativo, conseguiu manter a atenção do público desde os primeiros compassos.

O recital pela cravista Ana Mafalda Castro – uma das grandes responsáveis pela introdução em Portugal do movimento visando a recuperação da música antiga – atraiu a S. Pedro de Rates um público entusiasta incluindo muitos dos seus alunos.

Os concertos e recitais de música de câmara também atingiram elevados patamares.

Uma referência muito especial ao concerto pela Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, que esgotou a lotação do Cine-Teatro Garrett. O desempenho de Raúl da Costa como solista esteve ao nível do que já nos habituou: a sua presença em palco, a precisão técnica e adequação estilística são plenamente convincentes.

Esta edição do FIMPV superou o nível qualitativo e de afluência de público das anteriores, tanto quanto se pode aferir pela análise de alguns indicadores: recintos com lotação esgotada em 13 espetáculos; média de ocupação dos recintos de 104%; média de 300 pessoas para 15 espetáculos realizados (total de 4.500 espectadores); 12 espetáculos excecionais em termos absolutos; e um bom retorno da crítica especializada publicada em jornais e rádio de expressão nacional.

A 40ª edição do FIMPV beneficiou mais uma vez dos apoios estruturantes da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, da Direcção-Geral das Artes, do Turismo de Portugal, de diversas instituições e empresas (ao abrigo da Lei do Mecenato) e de meios da comunicação social.

Póvoa de Varzim, 31-07-2018

Luís Gomes

Notícias breves

NOTÍCIAS BREVES

Tenor Luís Gomes premiado no Operalia

O tenor português Luís Gomes venceu este domingo na categoria de zarzuela e recebeu o prémio do público para melhor voz masculina, no concurso internacional de canto lírico Operalia, que decorreu no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

02 de setembro

 

Restaurado órgão da antiga sé de Castelo Branco

A Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, completou há pouco o restauro do órgão da Igreja de S. Miguel (antiga Sé e Concatedral) de Castelo Branco, obra promovida pela Câmara Municipal. O tratamento da caixa e tribuna foram da responsabilidade da Arquehoje.