Instrumentos musicais de Portugal

Bilha, aerofone tradicional de Portugal

Bilha, bilha com abano, ou cântaro, é um instrumento tradicional que consiste numa bilha de barro ou um cântaro de latão percutido na sua abertura (boca) por um abano de palha ou uma alpercata. O executante segura a bilha debaixo do braço e bate na boca do utensílio produzindo um som grave que marca o compasso. Muito utilizado por grupos folclóricos em Portugal, este tipo de aerofone – é o ar que vibra – existe em vários países e continentes.

António José Ferreira

[ Instrumentos tradicionais de Portugal ]
Chocalhofone

Chocalho e chocalhofone

Não me recordo quando, nem como, surgiu a ideia de se criar o chocalhofone. Com certeza, a candidatura a património imaterial da UNESCO terá sido um critério nesta decisão. Devo dizer que já me tinha ocorrido a ideia há muitos anos de se criar com os chocalhos de Alcáçovas (concelho de Viana do Alentejo) um instrumento semelhante ao utilizado pelo compositor francês Olivier Messiaen em várias obras nomeadamente dos anos 1960. Estes factos e ainda o entusiasmo de alguns intervenientes, nomeadamente a Câmara de Viana do Alentejo e o Sr. André Correia (que se interessa pelo chocalho de Alcáçovas, tendo inclusive escrito um livro sobre o assunto),  fizeram com que fosse ao início do ano de 2015 que chegámos a realizar a ideia de facto.

O instrumento não é uma inovação. Já foram utilizados chocalhos há muito tempo em composições da música “erudita”, por compositores como Mahler e Strauss. Aos meados do século XX foi desenvolvido um instrumento mais sofisticado em que foi reconhecido aos chocalhos uma afinação específica, resultando assim num instrumento afinado cromaticamente algo semelhante ao Xilofone ou ao Vibrafone. A novidade deste instrumento reside apenas no facto de terem sido utilizados chocalhos alentejanos, de fabrico artesanal.

Os chocalhos foram produzidos pela empresa Chocalhos Pardalinho em Alcáçovas. Não se pode dizer, porém, que o instrumento tenha sido produzido por esta empresa: o papel dos Chocalhos Pardalinho era a de fabricar e oferecer os chocalhos. O instrumento  também teve a colaboração da câmara de Viana do Alentejo, que forneceu através dos seus serralheiros o arcabouço que suporta os chocalhos. Ainda contou com a minha colaboração no que dizia respeito a questões musicais: a escolha do âmbito (extensão) do instrumento – que é duas oitavas e meia – e a escolha dos chocalhos mais afinados de entre os que estavam na oficina; ainda colaborei na escrita de uma obra, Pastorale, para chocalhofone e orquestra para a ocasião do “lançamento” do instrumento.

A obra foi escrita em maio do ano de 2015 e foi estreada a 21 de junho na Igreja Matriz  das Alcáçovas.  É uma peça que dura uns 10 minutos e que apresenta o chocalhofone como instrumento solista, acompanhada por uma orquestra pequena. A obra foi repetida em outubro no Teatro S. Luiz em Lisboa.

Partes da música gravada na sua estreia foram utilizadas no concurso da candidatura dos chocalhos a património imaterial da UNESCO.

No ano seguinte, escrevi também uma pequena peça para chocalhofone solo – Ponteio – estreada por Bruno Sebastien de Oliveira na Universidade de Évora. O instrumento também foi utilizado pelo compositor João Nascimento, entre outros.

[ Texto facultado pelo autor, Christopher Bochmann, publicado na Meloteca a 11 de setembro de 2020 ]

Chocalhofone

Chocalhofone

O harmónio é  um órgão munido de fole, pedais e registos de palheta livre. Pode ter um ou dois teclados e joelheiras para o organista, com as pernas do lado dos joelhos, aumentar o volume. É transportável e pode mudar de sítio, sendo a manutenção mais fácil do que o órgão de tubos portativo. Foi muito popular e casas e igrejas ocidentais no século XIX e até aos anos 80 do século XX. Era utilizado nas celebrações litúrgicas de igrejas de cidades e aldeias. O volume sonoro era limitado e dava trabalho extra ao organista que, além de tocar, tinha de dar ao fole com os pés, alternadamente. Largos milhões de harmónios foram construídos nos EUA, Canadá e Europa nos séculos XIX e XX. Esta página pretende fazer um levantamento dos harmónios existentes em Portugal e que ainda podem ser utilizados tanto em música litúrgica como em música profana.

Caldas da Rainha

Museu das Termas

Harmónio existente no Museu das Termas, Caldas da Rainha

Harmónio do Museu das Termas, Caldas da Rainha, créditos Teodoro Sousa

Grândola

Paróquia

Harmónio Alexandre & Fils da paróquia de Grândola

Harmónio Alexandre & Fils, créditos Paróquia de Grândola

Aquando da instalação do órgão de tubos na Igreja Matriz de Grândola, o organeiro Pedro Guimarães alertou a paróquia para a qualidade do harmónio de pedais que estava arrumado num dos espaços da paróquia. O harmónio foi construído por Alexandre & Fils, Inventeurs & Facteurs, Rue Mesley 39, Paris, datado de 1850, e valeria a pena recuperá-lo. Com o apoio da Fundação Caixa Agrícola da Costa Azul, o harmónio foi recuperado. Segundo informação da paróquia, terá sido apresentado no concerto final das festas em Honra de Nossa Senhora da Penha, Padroeira de Grândola, pelo organista Jaime Branco, músico de Beja, a 31 de maio.

Fonte: Paróquia de Grândola, maio de 2019

Porto

Lar dos Estudantes Vicentinos, Rua do Amial, 1268 Porto

Harmónio de pedais

Harmónio, Lar dos Estudantes Vicentinos, créditos António José Ferreira

No Lar dos Estudantes Vicentinos, que foi durante 50 anos seminário maior dos candidatos ao sacerdócio da Província Portuguesa da Congregação da Missão (Padres Vicentinos), havia e ainda existe e está operacional um pequeno harmónio Petrof que era utilizado em todas as celebrações litúrgicas da comunidade (estudantes e padres responsáveis pela formação). Era utilizado tanto nas missas, diárias como na Liturgia das Horas (Laudes, de manhã, e Vésperas, ao fim da tarde). Nas casas de formação por onde os estudantes passavam, existiam um ou mais harmónios, alguns deles grandes (caso das capelas do Seminário de Santa Teresinha, em Pombeiro, Felgueiras) e Seminário de São José (Oleiros, Lagares, Felgueiras). A formação era por vezes dada por professores padres e, outras vezes, os estudantes aprendiam de forma quase autodidata, com base em métodos de harmónio existentes.

Vila Nova de Gaia

Igreja Matriz de Sandim

Harmónio existente na igreja matriz de Sandim, Gaia

Harmónio da matriz de Sandim, créditos António José Ferreira

Na igreja paroquial existe um harmónio em bom estado, sendo utilizado nas missas dominicais um órgão eletrónico.

Esquila, pequeno chocalho, em Trás-os-Montes, Alentejo e Espanha

Esquila é o nome dado em Trás-os-Montes e no Alentejo a um chocalho de pequenas dimensões.

chocalhos de Alcáçovas, Viana do Alentejo, Portugal

O chocalho de Alcáçovas é um instrumento de percussão munido de um só batente interno, com altura que varia entre 2 e 50 cm. Também definido como sino, ou campana, o chocalho é habitualmente suspenso no pescoço do gado, com a ajuda de uma correia em couro cravejada e trabalhada, com o intuito de localizar e dirigir o gado.

A produção de chocalhos é uma arte milenar, que tem no território alentejano a maior expressão a nível nacional, com especial destaque para a Vila de Alcáçovas, do concelho de Viana do Castelo, distrito de Évora. Não sendo possível datar de maneira exata o início desta arte na vila de Alcáçovas, sabe-se que por volta do século XVIII era a principal indústria tradicional da vila, e que desde então o processo de fabrico e as ferramentas utilizadas para a construção destes utensílios continua a ser praticamente o mesmo.

A produção destes artefactos é completamente artesanal e exige uma técnica complexa. Nas grandes chapas de folha de Flandres (material laminado, constituído por ferro e aço), talham-se os chocalhos, conforme o tamanho ou a qualidade que se deseja. Estas folhas levam quatro golpes em sentido inverso, e mais tarde são encaixadas e enroladas de modo a ficarem com o molde do chocalho, que depois é debruado com pequenas tiras de folha. A seguir, é aberto um furo, ao alto, onde é colocado o céu, ou gancho que mais tarde irá segurar o badalo (peça oscilante que faz soar o chocalho). Procede-se à colocação da asa e fixa-se com pregos os brasões ou as marcas, que foram previamente cortadas em chapa de ferro preta e que funcionam como a assinatura do seu artesão ou da casa agrícola que fez a encomenda. Numa superfície plana amassa-se barro misturado com cisco e moínha (fragmentos de palha de trigo) que irá servir para envolver todo o chocalho (embarrar o chocalho), dentro do qual se colocaram previamente uns pedaços de metal. Com um ferro, abre-se uma pequena abertura no barro para servir de respiradouro. Após todo este processo coloca-se o chocalho numa forja, até atingir um estado de incandescência, momento em que o ferro, com um ponto de fusão mais baixo que o do cobre e do bronze, funde-se cobrindo todo o chocalho (impregnando o ferro), ficando assim a marca e o “brasão” colados e em relevo. Depois de retirado da forja, este é saracoteado num chão liso, e metido em água para arrefecer por completo e para que o chocalho tome a cor acobreada. Depois de todos estes passos é retirado o barro do chocalho, e procede-se à afinação através de uma série de marteladas macias no interior do debrum, nas quais o artesão procura encontrar um som mais agradável, claro, límpido e ressoante. É uma operação delicada onde o mestre artesão aplica a parte artística da sua obra. Por último, coloca-se o badalo, uma pequena parte da folha cortada em triângulo, que depois de enrolada com umas marteladas, fica com uma cabeça própria.

Desde o século XX, a procura de chocalhos tem vindo a diminuir, com o aparecimento das cercas e chips para controlo e proteção dos animais em pastagem. A redução da procura associada à dureza inerente da atividade de construção destes artefactos, provocou uma diminuição drástica de artesãos dedicados a esta arte, colocando-a em risco de extinção. Em dezembro de 2015 o fabrico de chocalhos foi classificado como Património Imaterial da UNESCO. Este reconhecimento veio dinamizar a procura de chocalhos de Alcáçovas que são agora vendidos principalmente para fins decorativos e para colecionadores, sobretudo estrangeiros.

Os poucos mestres artesãos existentes dinamizam esta  riqueza deixada pelos antepassados, e incentivam outros a continuar com a produção destas peças que criam uma paisagem sonora única e característica.

chocalhos de Alcáçovas, Viana do Alentejo, Portugal

chocalhos de Alcáçovas, Viana do Alentejo, Portugal

A ronca é o instrumento musical que acompanha os cantos de Natal em Elvas. Membranofone de fricção constituído por uma estrutura cilíndrica com uma pele esticada numa das aberturas. É friccionado por uma cana fixada no centro da membrana. O executante, com a mão molhada, fricciona a cana fazendo vibrar a pele e produzir um ronco. Existe, com muitas designações (ronca, zamburra, zambomba, na Europa, África e América do Sul.

Luís Pedras é, atualmente, o único artesão em Elvas a manter o fabrico de Roncas, numa cidade que já teve uma comunidade de oleiros e ceramistas (ainda existe a rua dos Oleiros). Foi introduzido na profissão de oleiro através de formações em cerâmica.

A ronca é o instrumento musical que acompanha os cantos de Natal em Elvas. Os homens juntam-se nos espaços públicos em grupos informais. Cada um com a sua, tocam em conjunto e cantam à vez, improvisando sobre uma base poética tradicional.

Em Elvas, as roncas guardam-se em casa e só são usadas perto do natal. “As roncas não se emprestam” é um provérbio de Elvas que avisa quem empresta a sua ronca de que corre o risco que a devolvam danificada e imprópria para os cantes de natal.

O Fabrico

Cerâmica

Prepara-se a péla, pedaço de barro limpo, bem decantado, selecionado pela sua elasticidade, amassando até estar pronto para ser trabalhado. O barro era tradicionalmente extraído do Barreiro do Monte de Alcobaça, perto de Elvas. Hoje é adquirido comercialmente. Leva-se a péla para a roda de oleiro, onde, com as mãos e a ajuda da cana d’oleiro, se molda o recipiente de barro que serve de caixa-de-ressonância ao instrumento. Este recipiente tem uma forma de base cilíndrica com as duas extremidades abertas. Numa das extremidades molda-se um rebordo, que ajudará a manter a membrana fixa. Este recipiente tem uma forma mais abaulada (feminina) ou mais direita (masculina) por escolha do artesão. O interior do recipiente é estriado para melhorar a qualidade sonora. A parede exterior é marcada por uma sequência de desenhos feitos com a ponta da cana de oleiro no barro fresco, enquanto o objeto gira na roda. Os desenhos imprimem a marca decorativa distintiva do artesão.

Uma vez moldado, o recipiente é deixado a secar até estar pronto para a cozedura em forno.

No forno, o barro é cozido numa lenta sequência ascendente de temperaturas. O forno é o juiz , diz Luís, realçando que a presença de pequenos defeitos no barro (como bolhas de água) marcarão as peças. Aos 300ºc a água começa a libertar-se do barro. Aos 600ºc o barro seca. A partir dos 900ºc termina a primeira cozedura do barro (Chacota) e inicia-se a segunda cozedura (Vidragem) que torna a peça impermeável e lhe dá a sonoridade. Este artesão fixa a temperatura final do forno (elétrico) em 1009ºc e aconselha que a sequência descendente da temperatura deve ser feita também lentamente para evitar problemas nas cozeduras das peças.

Fonte: Memoriamedia.net

Guitarra portuguesa, O Fado, José Malhoa, 1910

O Fado é um quadro do pintor português José Malhoa, pintura a óleo sobre tela, com 150 cm de altura e 183 cm de largura, com data de 1910. Está no Museu do Fado, temporariamente cedido pelo Museu da Cidade em Lisboa.

José Malhoa pintou duas versões do quadro a de 1909 e a de 1910. Foram expostas pela primeira vez juntas, lado a lado, na exposição O Fado de 1910, na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa em 2010. A obra de 1909 é propriedade da família do empresário Vasco Pereira Coutinho.

Nas obras é retratado Amâncio, afamado marginal (ou “fadista”, então sinónimo) da Mouraria a quem chamavam “pintor” (e por isso, no bairro, chamavam a Malhoa o “pintor fino”), e Adelaide, mulher de má vida, conhecida por Adelaide da Facada (exibia no rosto uma cicatriz desenhada a navalha).

Para concluir a obra, o pintor teve de andar no Governo Civil a meter cunhas para libertar da cela Amâncio, um desordeiro violento, teve de conter o temperamento do “pintor” de Mouraria quando se virava a Adelaide, teve de lhe atender alguns caprichos, sobretudo púdicos.

Sem Amâncio por perto, como quando estava preso, por exemplo, Malhoa desnudava os ombros e até um seio a Adelaide; os ciúmes tempestuosos de Amâncio foram levando o artista a subir a alça da camisola a Adelaide.

Malhoa convidou os habitantes de Mouraria e figuras da elite para opinar sobre a obra no seu estúdio.

Até o rei D. Manuel sugeriu algumas alterações à pintura. Assim, inicialmente Adelaide tinha muitas tatuagens, o que era muito pouco comum para a época, e foi sugerido que fossem retiradas, ficando apenas uma muito pequena numa das mãos.

A pintura foi muito mal recebida pela crítica por retratar essa coisa menor do fado, a marginalidade. Começou por ser reconhecida no estrangeiro.

A obra foi exposta pela primeira vez em 1910 na Exposição Internacional de Arte do Centenário da República da Argentina, em Buenos Aires, com o título Bajo el Encanto, tendo obtido a Medalha de Ouro.

Em Janeiro de 1912, O Fado foi apresentado pela primeira vez em Portugal, na cidade do Porto.

Daí seguiu para o Salão de Paris, com o título Sous le Charme e, posteriormente, para Liverpool, com o título The Native Song.

Em 1915 obteve o Grand Prize, na Panamá-Pacific International Exposition, evento realizado em São Francisco, por ocasião da abertura do Canal do Panamá.

Foi exposta pela primeira vez em Lisboa somente em 1917 na 14ª Exposição da Sociedade Nacional de Belas Artes.

Na sequência desta última exposição, a pintura foi adquirida pela Câmara Municipal de Lisboa, tendo sido colocada no salão nobre dos Paços do Concelho, à época Sala das Sessões, onde permaneceu até ser integrado na exposição permanente do Museu da Cidade.

Guitarra portuguesa, O Fado, José Malhoa, 1910
Guitarra portuguesa, O Fado, José Malhoa, 1910

Fonte: Wikipédia

Castanholas de cabeça de cão, Tabua, Madeira, Portugal

Castanholas de cabeça de cão designa um idiofone de madeira tradicional da Ilha da Madeira (concelhos de Ribeira Brava e Ponta do Sol) com forma de cabeça de cão. As castanholas podiam ter outras formas (como cabeça de galinha).

Acordeonista João Barradas

O acordeão é um aerofone de palheta livre dotado de fole e teclas. Foi criado no século XIX, com o contributo de diversos fabricantes em França, na Alemanha (de onde são originária a marca “Hohner”), e na Itália. O acordeão dito “cromático” pode ter no lado direito botões ou teclas; a mão esquerda pressiona os botões chamados “baixos”. Pela ação dos braços e das mãos do acordeonista, o ar proveniente do fole faz vibrar as palhetas. A notação para acordeão contém as claves de sol e de fá.

Gaita de amolador, Portugal

Gaita de amolador (apito de amolador, flauta de amolador) é um instrumento de sopro da família das flautas de Pã utilizado tradicionalmente pelos capadores, amola-tesouras e afiadores de facas de Portugal que, tocando, se faziam anunciar aos clientes.

Pã, deus dos bosques, campos, rebanhos e pastores, era caracterizado como homem com pernas, orelhas e chifres de Bode. Era temido por quem precisava de atravessar as florestas à noite. De acordo com a lenda, um dia andava Pã a perseguir a ninfa Siringe – uma das hamadríades – que repelia os seus avanços e rejeitava amar um homem tão parecido com uma cabra. Ela correu para o rio. Incapaz de atravessar e presa no leito pediu às ninfas do rio para alterar a sua forma. Respondendo às suas orações as ninfas transformaram-na em canas. De coração partido, Pã reuniu as canas e inventou o instrumento musical a que chamou siringe.

Em lojas de brincados existem ainda hoje gaitas de amolador, de plástico, que reproduzem o instrumento usado pelos amoladores ambulantes.