Enciclopédia de instrumentos musicais do mundo

Cavaco, ou cavaquinho brasileiro

Cavaco, ou cavaquinho brasileiro, é um cordofone dedilhado do tipo alaúde. Chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses. Tem origem conhecida no Minho, no norte de Portugal, tendo como seu primeiro nome Braga ou Braguinha. No Brasil, é muito utilizado em rodas de samba e choro e é popularmente conhecido como cavaquinho, cavaco ou machete. A sua afinação é feita em Ré4 Si4 Sol4 Ré5. Possui um som estridente, cortante e com brilho, em função das suas cordas de aço e o pequeno espaçamento de suas trastes no braço. Pode ser encontrado nas versões acústico e eletroacústico. Não possui variedade no tamanho e pode ser tocado com palheta ou com a mão.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

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Guitarrinho ou bandurrinho

O guitarrinho, guitarrinho de Coimbra ou bandurrinho é um cordofone dedilhado do tipo alaúde, fabricado nas oficinas portuguesas, bastante utilizado em tunas rurais e urbanas e ranchos/tocatas populares entre o século XIX e o primeiro quartel do século XX. Na década de 1960, quando a equipa liderada por Ernesto Veiga de Oliveira fez o primeiro grande mapeamento territorial, já estaria substancialmente caído em desuso, pois a sua referenciação é pouco palpável. O revivalismo musical vivido no após 1974 e gosto pelo património e pela salvaguarda não contribuiram de forma expressiva para a revivificação deste cordofone.

Em Coimbra, no após 1976, verificaram-se diversas alusões a este esquecido cordofone, mencionado pelos testemunhantes como “guitarrinho de Coimbra” em jornadas de património local. Foram localizados alguns exemplares em coleções particulares e devido às acções de sensibilização desenvolvidas por José Machado Lopes e Jorge Gomes foram produzidas as primeiras réplicas.

O construtor Adérito Marques, com oficina em Cantanhede, fez algumas das primeiras réplicas conhecidas, em colaboração com José Machado Lopes, ao tempo membro do grupo etnográfico da Pampilhosa. A afinação usada nestes modelos replicados é Sol/Sol/Si/Ré.

José Santos, com oficina em Coimbra, também construiu guitarrinhos com o apoio de Jorge Gomes. Posteriormente foram construídos exemplares em oficinas do Minho, e exibidos em feiras de artesanato, com a assinatura de António Faria Vieira (Felgueiras) e outros. Segundo João Vila, o guitarrinho foi introduzido nos últimos anos em diversos grupos de folclore da região de Coimbra, sendo disso exemplo Lorvão, Souselas, Bairro do Brinca, Hospitais da Universidade e GERC.

Fonte: Blogue Guitarra de Coimbra

A 31 de outubro de 2021, o Diário de Coimbra informava:

Praticamente extinto, o guitarrinho voltou ontem a ouvir-se em Coimbra, no Colégio da Graça, partilhando a sua história com outro instrumento que também andou desaparecido, a viola toeira.

Guitarrinho ou bandurrinho

Guitarrinho ou bandurrinho

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Lira bizantina, Grécia

A lira bizantina (em grego: λύρα; romaniz.: lyra; em latim: lira) é um instrumento musical de corda friccionada do Império Bizantino. É um ancestral dos instrumentos curvados europeus maiores, incluindo o violino. Na sua forma popular, foi um instrumento com forma de meia pera com três para cindo cordas, na posição vertical, que eram tocadas com a unha.

Restos de dois exemplares de liras bizantinas da Idade Média foram encontradas em escavações feitas Novgorod, um deles datado de 1190. A primeira descrição conhecida do instrumento em estojo de marfim bizantino (900-1100), preservado no Palácio de Podestà em Florença (Museu Nacional). Versões da lira bizantina ainda são tocadas na Grécia, República da Macedônia, Albânia, Sérvia, Bulgária, Croácia, Montenegro, Itália,  Turquia e Creta, onde a lira é central para a música tradicional da ilha.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas em tensão.

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Lira calabrese, cordofone de arco, Itália

A lira calabrese (lira calabresa) é um instrumento de corda friccionada característico da Calábria (região do sul de Itália). Organologicamente faz parte do grupo da chamada “lira bizantina”, instrumento com características muito semelhantes que se difundiu pelo Império Bizantino. Toca a solo, acompanhada de tamborim e acompanha a tarantela calabresa.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas em tensão.

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Caixa de guerra mirandesa, Mirandrum, Portugal

A caixa de guerra mirandesa é um instrumento de percussão tradicional composto por um tambor de metal, dois aros, dois arquilhos, corda e afinadores de corda ou tensores de metal, gancho de segurar correia, afinador de bordão, bordão de tripa e duas peles de cabrito. (Mirandrum)

Bibliografia/Discografia

Ritmos Tradicionais Mirandeses

Ritmos Tradicionais Mirandeses

Ritmos Tradicionais Mirandeses Caixa de guerra e Bombo é uma obra da autoria de Alexandre Meirinhos e Rui Rodrigues, com traduções de Ana Maria Pimentel, Elisa de Lima e Luísa Soares (Inglês) | Duarte Martins. Inclui CD cuja gravação, mistura e masterização esteve a cargo de Emiliano Toste – Estúdio Toste, com Paulo Preto na gaita de fole Mirandesa, Alexandre Meirinhos, em caixa de guerra, e Paulo Meirinhos no bombo.

Caixa de guerra mirandesa, Mirandrum, Portugal

Caixa de guerra mirandesa, Mirandrum, Portugal

Afinador de caixa Mirandrum, Portugal

Afinador de caixa Mirandrum, Portugal

A caixa de guerra situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

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Tracanholas Mirandrum, de Mirando Douro, Portugal

Tracanholas, ou trancanholas, é um idiofone percutido composto por duas tábuas de madeira, relativamente finas e duras. As duas peças são colocadas na mão sendo separadas pelo dedo médio, de forma a serem, através do pulso e num movimento ritmado, agitadas e percutidas. Podem ser feitas de diferentes madeiras ou matérias causando diferentes sons. (Mirandrum). A marca Mirandrum, de Miranda do Douro, Portugal, faz tracanholas de diversas madeiras: carrasco (azinheira), buxo, oliveira, granadilho e wengué (com fio em cabedal para se tornarem inseparáveis e bolsa em couro opcional, feita à mão).

É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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Tracanholas Mirandrum, de Mirando Douro, Portugal

Tracanholas Mirandrum, de Mirando Douro, Portugal

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Pauliteiros, créditos CMMD

Paulitos designa um idiofone percussivo constituído por dois paus em forma cilíndrica com cerca de 30-40 cm de comprimento e 3 cm de espessura, de madeira de carvalho ou freixo. A decoração consiste em gravações a ferro quente. Os paulitos são usados nas danças dos pauliteiros de Miranda do Douro e Mogadouro (Trás-os-Montes e Alto Douro).

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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Garrafa com garfo

Garrafa com garfo, à semelhança da botella de anís, em Espanha, era um instrumento utilizado juntamente com a guitarra, violão, ferrinhos, conjunto próprio para folguedos e danças de ruas – os fandangos, viras, malhões e farrapeiras, em Lavos, concelho de Figueira da Foz. Garrafas como a de Anís del Mono, Raza Dulce, Moreira, Anís Regio, La Castellana, Arenas, Anis de La Asturiana, com saliências, tornam-se um potencial reco-reco depois de acabar a bebida.

Situa-se no índice 13. do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Nestes idiofones, o som produz-se por raspagem.

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Garrafa com garfo

Garrafa com garfo

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Viola amarantina, créditos Casa da Guitarra

Viola amarantina é um cordofone dedilhado muito utilizado para acompanhar o repertório minhoto, ao qual fornece um suporte harmónico. O bom executante pode acrescentar aos acordes pequenos motivos melódicos.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

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Viola amarantina, créditos Casa da Guitarra

Viola amarantina, créditos Casa da Guitarra

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Banduria, bandurra, viola beiroa ou viola de Castelo Branco

Viola beiroa é um cordofone dedilhado, ornamentado e muito arredondado, um dos tipos de viola portuguesa, característico da Beira Baixa. Além das cinco ordens de cordas, possui duas mais agudas, presas a um cravelhal suplementar junto da caixa de ressonância.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

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Banduria, bandurra, viola beiroa ou viola de Castelo Branco

Banduria, bandurra, viola beiroa ou viola de Castelo Branco

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