Recursos e textos de apoio à Expressão Musical no 1º Ciclo do Ensino Básico

Logo Meloteca e António José Ferreira
Lista atualizada de trabalhos de apoio à música na infância
  • Adivinhas Musicais, 2010
  • Animação e Música, 2013
  • Bichinho da Música, 2015
  • Brincadeiras Cantadas, 2014
  • Brincadeiras Rítmicas, 2012
  • Brincanto, 2019
  • Brincar Musical, 2020
  • Canções Infantis, 2016
  • Canções para as Ocasiões, 2012
  • Canta a Criança, 2016
  • Canta a Escola, 2016
  • Canta o Alentejo, 2015
  • Canta o Jardim, 2016
  • Canta o Mundo, 2016
  • Canta o Natal, 2016
  • Canta Portugal, 2016
  • Canto na Escola, 2016
  • Canto na Pré, 2016
  • Com música aprendo, 2012
  • Copos com ritmo, 2012
  • Destrava a língua, 2010
  • Dicas para o Ensino da Música, 2010
  • Doutor Provérbio, 2013
  • Estórias de Música, 2010
  • Fábulas Cantadas, 2010
  • Festa na Escola, 2012
  • Inverno Cantado, 2015
  • Jardim da Música, 2017
  • Jogos Cantados, 2014
  • Jogos de Mãos, 2012
  • Jogos Musicais, 2010
  • Jogos Musicais de Exterior, 2020
  • Jogos Musicais em Segurança, 2020
  • Lenga Língua, 2013
  • Lengalengas, 2010
  • Matemúsica, 2012
  • Mundo de Canções, 2013
  • Música a brincar, música a sério, 2012
  • Música Adaptada, 2016
  • Música Criativa, Música Ativa, 2012
  • Música e Saúde, 2019
  • Música em Movimento, 2013
  • Música Enriquecimento Curricular, 2012
  • Música Especial, 2012
  • Música Mágica, 2013
  • Música no Jardim, 2014
  • Música para bebés, 2013
  • Musicália, 2013
  • Musicando, 2014
  • Musicatividades 1, 2013
  • Musicatividades 2, 2013
  • Musicatividades 3, 2013
  • Musicatividades 4, 2013
  • Músicos do Riso, 2012
  • Natais Encantados, 2012
  • Natal Português, 2012
  • O Ritmo e a Rima, 2013
  • Oficina de Sons, 2020
  • Onomatopeias, 2010
  • Outono Encantado, 2015
  • Pequenos Poemas, Grandes Poetas, 2010
  • Percussão Corporal, 2015
  • Percussão no Jardim, 2015
  • Poemas de Gentileza, 2020
  • Poemas que tocam, 2020
  • Primavera Encantada, 2015
  • Provérbios Tocantes, 2012
  • Reis e Janeiras, 2019
  • Ritmo para o Sucesso, 2019
  • Toca a Reciclar, 2012
  • Tocando Instrumentos, 2013
  • Tubos em Harmonia, 2012

Em revisão

  • Adoro Música, 2019
  • Festa com Jesus, 2015
  • Música e Afeto, 2019
  • Música e Cidadania, 2013
  • Música e Desenvolvimento, 2013
  • Músicas Medievais, 2010
  • Reciclo Sons, 2020
  • Rhythmus Rhythmi, 2013
  • Sing a Song, 2106
  • Sons Adaptados, 2020
  • Tampas Musicais, 2014

 

Adufando, método de adufe

O Adufando é o novo método de ensino do toque de adufe a crianças e jovens. Nasceu pelas mãos da Filarmónica Idanhense, em Idanha-a-Nova, município que tem neste instrumento o símbolo maior da sua riqueza e tradição musical.

O projeto da Filarmónica Idanhense, que tem a parceria da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e do Agrupamento de Escolas José Silvestre Ribeiro, surge da necessidade de criar um método intuitivo para aplicar no ensino de adufe no 1º Ciclo do Ensino Básico.

O Adufando tem por base 12 cantigas do concelho de Idanha-a-Nova, Cidade Criativa da Música da UNESCO. Com uma forte componente de imagem e ilustração, o método combina os suportes de livro e de plataforma digital e é composto por 72 fichas de trabalho (multidisciplinares).

Além das fichas de toque de adufe, o Adufando tem ainda fichas de trabalho para possibilitar o desenvolvimento de outras capacidades, entre elas, português, artes plásticas e expressão dramática. Até para lecionar disciplinas como Estudo do Meio ou Matemática é possível usar este método original.

Nasceu assim, nesta configuração, um dos primeiros métodos de ensino dedicados ao adufe, que além de intuitivo e prático, tem uma enorme facilidade de aplicação a todas as faixas etárias, logo a partir dos três anos.

É o resultado do trabalho realizado pela Filarmónica Idanhense nos campos da pesquisa, preservação e promoção do adufe, da música tradicional e das tradições do concelho de Idanha-a-Nova.

A autoria é de Carla Costa (toques de adufe e adaptação musical), Eugénia Lyubykh (ilustrações), João Abrantes (conceção original, toques e adaptação musical), Margarida Abrantes (toques de adufe) e Pedro Miguel Reis (adaptação musical).

Para dia 27 de setembro, está marcado o Workshop “Trabalhar com o Adufando”, que é gratuito e pretende contextualizar as múltiplas formas de utilização deste método, tanto através da plataforma como do livro.

Em paralelo, Filarmónica Idanhense lança também o projeto Musicando, um método de ensino de música a crianças e jovens que dá primazia à imagem e às atividades lúdicas para fortalecer a aprendizagem.

Os projetos integram o Plano Integrado e Inovador de Combate Contra o Insucesso Escolar, promovido pela Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB) e financiado pelo Centro 2020, Portugal 2020 e UE – Fundo Social Europeu.

Adufando, método de adufe

Adufando, método de adufe

Fonte:

Câmara Municipal de Idanha a Nova, 14 setembro 2020

Brincadeira Cantada

Ao longo de duas décadas tenho criado conteúdos musicais para crianças, conteúdos que deram origem a aulas, formações e recursos da Loja Meloteca.

Algumas características e intencionalidades se destacam:

  • Tradinovação (diálogo entre a tradição e a novidade)
  • Ludicidade (caráter de jogo inerente ao próprio conceito de música)
  • Inclusividade (atenção às crianças com dificuldades ou necessidades especiais)
  • Curricularidade (articulação entre música e conteúdos do currículo)
  • Criatividade (abertura criação e à atividade)
  • Cidadania (utilização da música para assimilar valores sociais)
  • Reutilização (recurso a objetos sonoros e instrumentos reutilizados)

OBJETOS

Canções de copos:

Exemplo:

“Copo copo jericopo,
Jericopo copo cá.
Bebe sumo de morango,
Pera e maracujá.“

As crianças estão à volta de uma mesa, ou sentadas no chão se o espaço o permitir, cada uma com um copo de plástico reutilizado à sua frente, tampa de amaciador da roupa, por exemplo. Cada criança agarra mecanicamente o seu copo e passa-o ao colega (com a mão direita ao colega da direita; ou com a mão esquerda ao colega da esquerda).

Canções de cadeiras:

Exemplo:

“Gri gri gri, estou cansado de cantar aqui.
Gri, gri, gri, vou agora cantar ali.”

O professor ou um voluntário cantam em andamentos diversos enquanto as crianças se movem pela sala, depois de as cadeiras estarem em posição que facilite o sentar. Quando percute em tambor tiri tiri tá, ou tríola tá, as crianças sentam-se numa cadeira disponível, não podendo sentar-se duas vezes na mesma cadeira.

Canções de corda:

Exemplo:

“A vaca leiteira
Disse ao leiteiro:
– Paga-me a renda
Do mês de janeiro.

Janeiro, 1; fevereiro, 2; março, 3…

Recitada ou cantada, a lengalenga acompanha o salto à corda. Na falta de mais cordas, uma criança pode saltar individualmente enquanto os outros aguardam a sua vez cantando ou recitando; com uma corda presa a um ferro e um adulto a lançar a corda; ou com duas crianças a lançar a corda e uma ou mais crianças a saltar. Além de promover o exercício físico e a coordenação motora, a atividade desenvolve a memória, o conhecimento do Estudo do Meio e da Matemática. Estas brincadeiras cantadas e saltadas contribuem ainda “para que os alunos desenvolvam competências relativas à performance/execução musical, ou seja, cantar, tocar, movimentar, bem como as relativas a formas de comunicar/partilhar publicamente as performances e/ou criações.” (Direção Geral da Educação, Aprendizagens Essenciais, Música, 1º Ciclo). A música contribui para o desenvolvimento psicomotor.

Canções de bola:

Exemplo:

“Roda a bola, roda, rola,
No recreio da escola.”

As crianças estão num círculo, sentadas no chão. Enquanto cantam com uma melodia simples de duas notas, ou declamam, a bola (tipo futebol), vai rolando no sentido dos ponteiros do relógio, ou em sentido contrário. Cada criança só pode tocar com a mão na bola uma vez. Pode ser feito em casa com uma criança e um familiar, sentados nas pontas da mesa. Neste caso, cada jogador terá de mandar a bola a rolar no sentido da ponta. Se a bola fora para o lado, o jogador entrega um ponto ao adversário. Se o jogador não conseguir agarrar a bola mandado pelo adversário, perde um ponto. Podem jogar até 5, ou 10.

Canções de mãos:

Exemplo:

“Puni puni, palmi, palmi, puni puni costi, costi.
Puni palmi puni costi. Puni palmi costi.”

Com termos portugueses alatinados, foi recriada uma brincadeira de mãos em pares que se pode cantar com pequena melodia, ou em reto tono, ou a duas vozes em reto tono. Com punho de lados de lado com punhos do colega, palmas com palmas e costas das mãos com as costas das mãos.

AÇÕES

Canções de imitação:

Exemplo:

“Quem quiser dançar melhor
Vai a casa da Bianca.
Ela pula, ela roda,
Ela mexe bem a anca.”

Com base numa dança brasileira, foram criadas diferentes quadras com nomes de crianças da turma. À frente da turma, um voluntário dança de forma criativa e os colegas imitam.

Canções de representação:

Exemplo:

“O pai manda sair da cama.
Fai quello che dice papà.
A mãe manda lavar a cara.
Fai quello che dice mamma.”

O adulto diz ou canta as frases, uma em Português, outra depois em Italiano, e o grupo faz os gestos de rotina diária correspondentes. Este texto/canção ajuda a desenvolver o jogo simbólico e explorar/educar em rotinas diárias.

Canções de saudação:

Exemplo:

“Olá, boa tarde,
olá, meu amigo.
Vamos lá cantar,
depois vou jogar contigo.”

As crianças cantam enquanto passam a palma (a direita bate na esquerda do colega da direita, ou vice-versa). O que recebe a palma no momento em que termina a canção, dirá outra ação (“depois vou brincar contigo”, por exemplo, apontando um colega). A dinâmica promove boas práticas de gentileza, exprime afetos e permite ao adulto conhecer as relações interpessoais no grupo.

Canções de salto:

Exemplo:

“A cabrinha saltou
Para cima do rochedo.
A cabrinha saltou
E até perdeu o medo.
A cabrinha saltou
Não tremeram os seus pés.
Cabrinha, que brava que tu és.”

Este é exemplo perfeito da importância da observação na criação musical e pedagógica, de uma cabrinha que vi efetivamente em cima do telhado de uma casa em ruinas. Há uma versão que fala de telhado, esta de rochedo. As crianças estão dispersas num espaço amplo mas próximas do professor. A atividade pode fazer-se na própria sala de aula, com menos sucesso e mais cuidados. Quando o professor canta ou recita e percute em tambor, as crianças dão um salto, o mais longe possível, mas sem cair. Se o professor disser “cabrinha”, saltam as meninas; se dizer “cabrito”, saltam os rapazes; se dizer o nome comum coletivo “cabrada”, saltam todas as crianças. O professor pode percutir de várias formas que determinarão os saltos das crianças: na última sílaba tónica de cada verso; ou na sílaba tónica dos nomes comuns; ou nas formas verbais no pretérito perfeito. Desta forma, as crianças estão a assimilar noções de nome comum, masculino e feminino, e nome comum coletivo.

Canção de comboio:

Exemplo:

“Vem comigo no comboio
que se chama Alegria.
Quando chegas à escola,
de manhã, dizes “Bom dia!”.

A quadra, que é uma forma poética popular embora tenha sido utilizada por grandes poetas, recorre à redondilha maior, rima ABCB, apelo ao movimento e à cidadania. Nesse comboio da cidadania, entram outras palavras essenciais de cortesia (obrigado, por favor, desculpa, com licença). Além disso, a ideia de comboio permite uma atividade interessante em que uma criança fará de locomotiva e as crianças entram para o comboio, em determinadas estações.

Canções de caçada:

Exemplo:

“Se nasceste na savana
Tu precisas de saber
Como deves atacar,
Como podes defender.

1. Foge zebra, foge impala,
Corre e salta sem parar.
Vai a perseguir-te um tigre
Pronto p’ra te devorar.”

Estas quadras permitem jogos com caçadinhas que ajudam a assimilar noções de presa/predador, o conhecimento dos animais selvagens, promover o respeito pela natureza, e desenvolver a psicomotricidade.

Canções de passe:

Exemplo:

“- Fui ao saco das amêndoas
Que a minha avó me deu.
Eu tirei uma dezena,
minha mãe apareceu!
Tirei uma, tirei duas… tirei dez.
– Que gulosa (o) que tu és, filha(o)!!!

Em roda, as crianças dizem passando uma saqueta. Quando esta para, na mão de uma criança, as outras dizem: “- Que guloso que tu és! (ou “Que gulosa”, conforme o caso!)”

Canções de palpite:

Exemplo:

“A aveleira deu um fruto
Que eu apanhei do chão.
‘Stá na esquerda ou na direita?
Adivinha qual a mão!”

Um jogador tem uma avelã. Colocando as mãos atrás das costas, passa de uma para a outra. O parceiro tenta acertar na mão apontado ou dizendo: “a tua direita”, ou “a tua esquerda”. Esta dinâmica é especialmente indicada para o mês de dezembro, mas pode ser realizada em qualquer mês. É propícia para experienciar frutos secos e assimilar a noção de direita/esquerda.

Canções de bomba:

Exemplo:

“Bomba, olha a bomba,
Olha a bomba, bomba, bomba.
Tem cuidado, tem cuidado,
Tem cuidado, dado, dado.
Ela explode, ela explode,
Ela explode, plode, plode! Arrebenta, arrebenta,
Arrebenta, benta, benta.”

As crianças estão dispersas por um espaço amplo. Uma delas tem a bomba (pode ser o Bomb dos Angry Birds, ou uma bola adequada). Todos se podem mexer, exceto o que tem a bomba. Se a bomba tocar numa criança, passa ela a ter a bomba. Se não acertar, continua. Não vale acertar na cara.

Canções de atleta:

Exemplo:

“Salto eu, saltas tu
Para vermos quem mais salta.
Não sou eu,
Não és tu.
Quem mais salta é o canguru.”

As crianças estão lado a lado, numa linha de partida. Quando percute, os jogadores saltam o mais longe possível em direção à linha de chegada. Quando saltam, ficam com os pés “colados” ao chão. Quem mexer os pés, fica fora da jogada. Ganha quem primeiro alcançar a meta. Além de promover o exercício físico e a coordenação motora, esta atividade desenvolve competências na área do Português. Além de promover o exercício físico e a coordenação motora, esta atividade desenvolve competências nas áreas do Português e do Estudo do Meio.

Canções de centro:

Exemplo:

“Olha aquele cachorrinho
Tão bonito e brincalhão.
Vamos ver quem ele quer
Que o leve p’ra adoção.

Cachorrinho!”

As crianças estão numa roda. O professor escolhe um entre voluntários com dedo levantado. O escolhido irá para o meio, e será um cachorrinho a fazer cenas de cão juvenil. Quando as crianças chamam: “Cachorrinho”, ela olha todas as crianças e aponta uma. Essa criança deve dizer uma pequena frase sobre cachorrinhos. Se a frase lhe agradar, encontrou nova casa. O jogo prossegue com menos duas crianças em jogo, com novo animal de estimação, que pode ser previamente destinado pela direita.

Canções de embarque:

Exemplo:

– Quero ir à outra banda
Visitar a minha amiga.
– A viagem é barata:
Só lhe custa uma cantiga!

– Quero ir à outra margem
Visitar a namorada.
– A viagem é barata:
Só lhe custa uma piada.

Há uma criança que faz de bilheteiro. As outras crianças estão na fila para comprar bilhete. O passageiro diz os dois primeiros versos de uma quadra à sua escolha e o bilheteiro deixa passar ou não conforme disser bem ou mal.

Canções de barqueiro:

As crianças dispõem-se em coluna de cinco a doze elementos, apoiando os braços nos ombros da criança da frente. A primeira criança da coluna é a mãe. Fora da coluna, duas crianças, que fazem de barqueiros, colocam-se uma em frente da outra, com os braços levantados, e as mãos dadas, formando uma ponte ou arco. Atribuem a cada uma um nome, combinado entre si sem os outros escutarem: um nome de fruta (banana ou laranja), flor (rosa ou jacinto), cor (vermelho ou azul), instrumento (violino ou guitarra). As outras crianças passam em coluna, por baixo da ponte dos barqueiros, enquanto cantam:

“Bom barqueiro, bom barqueiro,
deixai-me passar,
tenho filhos pequeninos,
não os posso criar”.

Os dois barqueiros respondem, cantando:

“Passarás, passarás,
mas algum ficará,
se não for o da frente,
há-de ser o de trás”.

Em “trás”, os braços baixam e prendem a criança que está aí nesse momento, por cima dos ombros em “trás”. Os barqueiros perguntam à criança presa, em voz baixa, qual dos nomes (anteriormente combinados por eles) e ela escolhe, não mencionando, qual o barqueiro correspondente a cada nome. Consoante a escolha, a criança vai para trás do barqueiro, correspondente ao nome que ele escolheu. O jogo continua, até que todas as crianças da coluna se coloquem atrás dos barqueiros, formando dois grupos. Ganha o barqueiro que tiver mais passageiros.

TEMAS

Canções de pássaros:

Exemplo:

“Tem coragem, passarinho,
Salta agora do teu ninho.
Tem cuidado c’o gatinho,
Como faz o teu paizinho.”

As crianças aprendem a cantar ou recitar o texto. Depois o professor executa e percute na última sílaba tónica de cada verso e as crianças saltam como o pássaro juvenil que aprende a voar. As crianças estão no recreio, aleatoriamente, a uma distância umas das outras que lhes permita saltar sem pisar colegas. Podem estar na sala de aula e passar um passarinho de peluche (ou Angry Bird) a um colega que esteja pronto para receber. Quem passar mal ou deixar cair fica fora de jogo.

Canções de ciência:

Exemplo:

“É um esqueleto
um esqueleto de brincar.
Como ele gosta
de mexer e de dançar.
Vai um dia ao baile,
baila, baila com o par.
Deixa lá o fémur:
– Como é que vai andar?”

Depois de aprenderem alguns ossos principais do esqueleto, as crianças movem-se de acordo com o texto.

Canções de profissão:

Exemplo:

“Olá, bom dia,
Ó Senhor Doutor.
Veja o meu ouvido
Que tenho uma dor.”

As crianças estão sentadas aos pares, sendo uma o médico, outra o paciente. Quando o professor canta, com um ou mais voluntários, as crianças estão atentas. Quando o professor improvisa em percussão – durante 8 compassos – , doente e médico falam baixo, como se estivessem num consultório médico. (Testa . Olhos . Ouvidos . Nariz . Garganta . Dentes . Peito . Costas . Barriga . Perna . Pé).

ESTRATÉGIAS

Canções de ritmo com bola:

Exemplo:

“Bate forte, bate a bola
no recreio  da escola.
Bate forte contra o chão
Para seres campeão.”

Roda de percussão:

Exemplo:

“Coscia, mano; coscia, mano; coscia, coscia mano.
Coxa, palma; coxa, palma; coxa, coxa, palma.
Apri, chiudi; apri, chiudi; apri, apri chiudi.
Abre, fecha; abre, fecha; abre, abre, fecha.
(Abre: palmas com palmas dos colegas) (Fecha: palmas).”

Esta canção com partes do corpo em Italiano promove a percussão corporal, individualmente e em grupo.

Sílabas percussivas:

Exemplo:

01. Tacho (tá sh)
02. Tic tac (tá tá)
03. Toca tu! (titi tá)
04. Toca toca toca tu! (titi titi titi tá)
05. Tiqui taca (tá tá tá tá)
06. Rápido toco! (tríola titi )
07. Rápido vou! (tríola tá)
08. Toca, Sofia! (tá titi tá tá )
09. Rápido, Cândida! Rápido Rui! (tríola, tríola tríola tá)
10. Tu cá! Tu lá! (ti tá tá tái)

Indicações percussivas: “Tu cá! Tu lá!” são palavras que permitem fazer jogos rítmicos com percussão corporal ou instrumentos, ou dar saltos, ou fazer movimento livre na sala, em andamentos e intensidades diferentes. Estas pequenas frases percussivas permitem assimilar conteúdos do currículo como a rima, os monossílabos, os pronomes pessoais, o singular e o plural, mantendo o caráter de brincadeira.

António José Ferreira

Brincadeira Cantada

Brincadeira Cantada

Relógio antigo

Quando o relógio bate à uma

Esta brincadeira cantada pode ser realizada tanto em casa como na escola, no 1º Ciclo (1º-3º anos) e na educação pré-escolar.

Duas ou três crianças estão em casa na sala, deitados no chão com os olhos fechados, em condições de higiene adequadas. Uma diz as rimas ou canta, acompanhando com toque de tambor ou clavas (que podem ser duas colheres de pau). Clica AQUI para ouvires a melodia. Em cada hora, as crianças representam o texto com gestos, ações e movimentos. No início e no fim, dizem (ou cantam) a onomatopeia tiquetaque.

Tiquetaque tiquetaque
tiquetaque tiquetaque.

1. Quando o relógio bate à uma,
os esqueletos saem da tumba.

Tumba latumba latumbabá. 
Tumba latumba latumbabá.

2. Quando o relógio bate às duas,
os esqueletos andam nas ruas.

Tumba latumba latumbabá. 
Tumba latumba latumbabá.

3. Quando o relógio bate às três,
os esqueletos jogam xadrez.

Tumba latumba latumbabá. 
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às quatro,
os esqueletos fazem teatro.

Tumba latumba latumbabá. 
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às cinco,
os esqueletos compram um brinco.

Tumba latumba latumbabá. 
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às seis,
os esqueletos imitam os reis.

Tumba latumba latumbabá. 
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às sete,
os esqueletos tocam trompete.

Tumba latumba latumbabá. 
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às oito,
os esqueletos fazem biscoito.

Tumba latumba latumbabá. 
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às nove,
os esqueletos vêem se chove.

Tumba latumba latumbabá. 
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às dez,
os esqueletos lavam os pés.

Tumba latumba latumbabá. 
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às onze,
os esqueletos correm para o bronze.

Tumba latumba latumbabá. 
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate às doze,
os esqueletos comem a dose.

Tumba latumba latumbabá. 
Tumba latumba latumbabá.

Quando o relógio bate à uma
os esqueletos voltam à tumba.

Tumba latumba latumbabá. 
Tumba latumba latumbabá.

[ Adaptação de António José Ferreira ]

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Relógio antigo

Relógio antigo

 

Esquilo comendo maçaroca

Rei da Selva

Esta musicatividade promove competências nas áreas do Português e do Estudo do Meio. Melhora a expressividade, a leitura e o ritmo. A criança pode praticar sozinha, mas será mais divertido se a realizar à maneira de jogo, com um primo, irmão, pai ou mãe.

Clica AQUI para aprenderes a melodia.

Entre os animais da selva
há um lobo a uivar;
será rei dos animais
quem melhor o imitar.

[ A criança imita o uivar do lobo: aú! ]

Entre os animais da selva
há um macaco a coçar;
será rei dos animais
quem melhor o imitar.

[ A criança coça-se. ]

Entre os animais da selva
há uma cobra a assobiar;
será rei dos animais
quem melhor a imitar.

[ A criança move-se e sibila como a cobra. ]

Entre os animais da selva
há um lagarto a rastejar.
Será rei dos animais
quem melhor o imitar.

[ A criança imita o andar rastejante do lagarto. ]

Entre os animais da selva
há uma hiena a gargalhar.
Será rei dos animais
quem melhor a imitar.

[ A criança dá uma gargalhada como a hiena ]

[ António José Ferreira ]

Musicatividades

1. Lê uma quadra.

2. Lê de dois em dois versos, e a quadra completa.

3. Canta com a melodia de “Estava na floresta um lobo a uivar” e imita cada animal referido.

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Esquilo comendo maçaroca

Esquilo comendo maçaroca

Chita saltando

Ouve a melodia AQUI.

Animais que saltam

Salta o lobo e a raposa,
mais ainda o canguru.
Salta o gato, o leopardo,
salta a pulga. Saltas tu?

Raposa saltando

Salta a chita e o lemur,
salta o gerbo e o koala.
Salta o esquilo e a lebre.
Também salta a impala!

Lemur saltando

Salta a cabra da montanha
sem ter medo de arriscar.
Começou em pequenina
a dar saltos de brincar.

Cabra bebé saltando

Salta o puma e o macaco,
salta o tigre e o leão.
Salta a cabra e a gazela,
mas o elefante não.

Gazela saltando

[ António José Ferreira ]

Musicatividades

1. Lê o poema seguido.

2. Dos animais referidos, quantos conheces? Queres pesquisar os que te são desconhecidos?

3. Lê dois versos de cada vez, em andamento moderado; depois diz de cor (de memória). Lê cada quadra inteira; depois, di-la de cor.

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Menino regando

Explora sons e sente a natureza

Nesta unidade, a criança toma consciência do meio sonoro em que vive, ouvindo e sentindo com o tacto (e recitando ou cantando).

1. Sons do meio

Conduza o seu filho para o local da casa onde pode ouvir sentir mais a natureza, brisa suave, abelhas a zunir, rolas, pardais e grilos a cantar. Carros a passar e cães a ladrar não é mas pode servir para a criança tomar consciência do meio.

Está na nossa horta
um pássaro a cantar.
Não quero assustá-lo
pois gosto de escutar.

É bom estar sentado
e a brisa a passar.
Havemos de ir à praia
quando o verão chegar!

O adulto canta com a melodia de “Estava na floresta”. A criança acompanha com gestos. O toque e a ação do adulto tem um papel tanto mais importante quando a criança tiver limitações em termos psicomotores.

2. Copos de água

Coloque três copos de vidro iguais em cima da mesa. Encha o primeiro, coloque água no segundo até um pouco mais de meio, deixe o terceiro vazio. Se possível, é a criança que o faz. Coloque-os à sua frente, um à frente do outro (cheio, meio, vazio). Pegue uma colher de pau e toque sabendo que estão por ordem do grave para o agudo. Crie melodias suaves para a criança, se ela não o conseguir fazer.

3. Pingue pongue

Na banca da cozinha, coloque uma bacia com água até meio. Ligue a torneira de modo que caia gota a gota. Ficam a ouvir o som das gotas e de que modo se alteram. Quando conseguir fazê-lo, a criança regula o fluxo da torneira de modo a pingar ou jorrar.

4. Sibilar de serpente

4. O adulto coloca arroz dentro de um frasco de iogurte vazio, ou outro recipiente. A criança sentirá a textura do arroz e, se possível, ajudará a colocar. A própria criança (ou o adulto) agitarão a maraca reciclada de modo a imitarem o som de uma serpente. (Se a criança tiver tendência para enroscar/desenroscar, coloque só dois ou três feijões.)

5. Canção de rega

Hoje está tão quente,
pega a regador.
Vai regar as plantas.
Rega, por favor.

Quando cai a chuva,
rega a minha flor.
Vou fazer um ramo
para o meu amor.

Cante com a melodia de “Rio Mira vai cheio”. Dê um regador à criança e ensine-a a regar uma planta. Ou regue com a mangueira e ajude o seu filho a sentir a frescura e o som da água a cair no solo ou contra uma superfície dura. Se tiver condições, ensine a criança a tirar ervas daninhas.

António José Ferreira

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Gonçalo regando
Mar e búzio

O som da água

O som da água
quando a toco na bacia
faz-me sentir
uma secreta alegria.

O som da água
quando cai na banheira
faz relaxar
o meu corpo da canseira.

O som do mar,
quando recua e avança,
faz-me tentar
uma verdadeira dança.

O som da chuva,
quando cai no meu telhado,
faz-me pensar
como é bom estar deitado.

O som da neve,
quando avanço em cima dela
faz-me lembrar
que pode ser fria e bela.

[ António José Ferreira ]

Musicatividades

1. Coloca três copos de vidro iguais em cima da mesa. Enche o primeiro, põe água no segundo até um pouco mais de meio, deixa o terceiro vazio. Coloca-os à tua frente, um à frente do outro (cheio, meio, vazio). Pega uma colher de pau e toca sabendo que estão por ordem do grave para o agudo. Cria melodias suaves.

2. Na banca da cozinha, coloca uma bacia e põe água até meio. Liga a torneira de modo que caia gota a gota e ouve o som das gotas e de que modo se alteram.

3. Com a ajuda de um adulto, professor ou familiar, faz um pau de chuva e utiliza-o em introdução e conclusão do poema.

4. O adulto coloca arroz dentro de um frasco de iogurte vazio, ou outro recipiente. A criança sentirá a textura do arroz e, se possível, ajudará a colocar. A própria criança (ou o adulto) agitarão a maraca reciclada de modo a imitarem o som do mar, ondas mais fortes ou ondas mais fracas.

5. Acompanha com pulsação em quatro níveis corporais, um por cada verso, por exemplo: palmas, mãos no peito, mãos nas pernas, pés no chão.

[ Esta musicatividade pode ser realizada também no contexto de Música em Atividades de Enriquecimento Curricular ]

Mar e búzio
Mar e búzio
Punhos

Os “Jogos musicais em linha” podem realizar-se tanto de forma síncrona (através de plataformas de reunião), como em casa ou no recreio da escola. Alguns foram realizados via Zoom, em contexto de pandemia, em maio de 2020.

António José Ferreira

I. Em que mão se esconde o feijão?

Este jogo em pares desenvolve competências sociais, linguísticas e matemáticas. Basta um pequeno objeto que a criança ou adulto em jogo possa esconder na mão sem que se note onde está. Pode ser uma moeda, um feijão, um berlinde, entre outras coisas. A primeira criança agarra um desses objetos e coloca as mãos atrás das costas, passando de uma mão para a outra enquanto diz:

Vamos lá fazer um jogo
p’rà gente se divertir.
‘Stá na esquerda ou na direita?
É o deves descobrir!

Coloca as mãos à frente e o outro jogador diz (esquerda ou direita, do parceiro) ou aponta com o dedo. Se acertar ganha uma moeda, ou feijão, ou berlinde… e assim sucessivamente, jogando cada um com o seu objeto. Tratando-se de moedas de 5, 10, 20, 50 cêntimos, valoriza-se o desenvolvimento de competências na área da Matemática.

II. Quem descobre o instrumento?

Para este jogo é necessário que cada jogador tenha uma rolha de cortiça lavada. No caso de o jogo ser presencial, não se pode transmitir a rolha a ninguém. A criança ou adulto que está em jogo coloca a rolha na boca – o que dificultará a compreensão por parte dos outros jogadores – e diz um instrumento. O primeiro a descobrir ganha um chocolate imaginário. O outro jogador procede da mesma forma, e assim sucessivamente.

No caso de a criança ter necessidades educativas especiais, o jogo em pares, em casa, pode ajudá-la a fazer contagens e somas simples.

António José Ferreira

Os deuses da Grécia Antiga

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Os deuses da Grécia antiga
eram gente como nós:
casavam-se, tinham filhos,
não gostavam de estar sós.

Plim plim (lira)

Zeus, o grande pai dos deuses,
do Olimpo era o Senhor.
Era casado com Hera,
que tinha muito amor.

Saxapum (pratos)

Os deuses de antigamente
contavam-se por dezenas.
Do Olimpo adoravam
ver os jogos em Atenas.

Te te te (trombeta)

Poseidon, irmão de Zeus,
era o rei dos oceanos.
Se fazia tempestades
assustavam-se os humanos.

Tum tum (tambor)

Artémis, filha de Zeus,
protegia os animais.
Bebia néctar puro
como seus irmãos e pais.

Té té té té (trombeta)

Deméter, irmã de Zeus,
passou por muita aventura.
Gostava muito de plantas,
protegia a agricultura.

Fi fi fi (flauta)

António José Ferreira

Apolo