Canções tradicionais do Minho e sobre a região

Minhota

A cana verde no mar

[ A Roupa do Marinheiro ]

A cana verde no mar
Anda à roda do vapor;
Ainda está p’ra nascer
Quem há-de ser meu amor.

A roupa do marinheiro
Não é lavada no rio:
É lavada no mar-alto
À sombra do seu navio.

À sombra do seu navio,
À sombra do seu vapor;
Não é lavada no rio
A roupa do meu amor.

O meu amor foi-se embora
Sem se despedir de mim;
Que o mar se transforme em rosas
E o seu barco num jardim.

A roupa do marinheiro
Não é lavada no rio:
É lavada no mar-alto
À sombra do seu navio.

À sombra do seu navio,
À sombra do seu vapor.

Letra e música: Tradicional (Minho)
Intérprete: Afonso Dias com Teresa Silva
Primeira versão de Afonso Dias, com Teresa Silva (in CD “Andanças & Cantorias”, Bons Ofícios – Associação Cultural, 2016)

A saia da Carolina

A saia da Carolina
Tem um lagarto pintado;
Quando a Carolina baila
O lagarto dá ao rabo.

Bailaste, Carolina?
Bailei, sim senhor.
Diz-me com quem bailaste?
Bailei com o meu amor.

Bailei com o meu amor,
Bailei com o meu amor.
Bailaste, Carolina?
Bailei, sim senhor.

A Carolina é uma tola
Que tudo faz ao revés:
Veste-se pela cabeça
E veste-se pelos pés.

Bailaste, Carolina?
Bailei, sim senhor.
Diz-me com quem bailaste?
Bailei com o meu amor.

Bailei com o meu amor,
Bailei com o meu amor.
Bailaste, Carolina?
Bailei, sim senhor.

Bailaste, Carolina?
Bailei, sim senhor.
Diz-me com quem bailaste?
Bailei com o meu amor.

Bailei com o meu amor,
Bailei com o meu amor.
Bailaste, Carolina?
Bailei, sim senhor.

O senhor cura nos baila
Porque tem uma coroa.
Baile, senhor cura, baile
Que Deus tudo lhe perdoa!

Bailaste, Carolina?
Bailei, sim senhor.
Diz-me com quem bailaste?
Bailei com o meu amor.

Bailei com o meu amor,
Bailei com o meu amor.
Bailaste, Carolina?
Bailei, sim senhor.

Letra e música: Tradicional galaico-portuguesa
Intérprete: Arrefole (in CD “Veículo Climatizado”, Açor/Emiliano Toste, 2006)

As sete mulheres do Minho

As sete mulheres do Minho,
mulheres de grande valor
armadas de fuso e roca
correram com o regedor.

Essa mulher lá do Minho
que da foice fez espada
há-de ter na lusa história
uma página doirada.

Viva a Maria da Fonte
com as pistolas na mão
para matar os Cabrais
que são falsos à nação.

Letra: Popular
Música: José Afonso
Intérprete: Erva de Cheiro (in CD “Que Viva o Zeca”, 2007)
Versão original: José Afonso (in “Fura Fura”, 1979)

Oh! Eh!

[ Cantilenas da Pedra ]

Oh! Eh!
Oh! Eh!
Oh! Oh!
E oh pedrinha, oh!

Oh! Eh!
Oh! Eh!
Oh! Oh!
E oh vira lá, oh!

Oh! Eh!
Oh! Eh!
Oh! Oh!
Anda penedo, oh!

Oh pedra, oh!
Minha roladeira, opa!
Rola bem, pedra, vai-te!
Que eu te empurro, opa!

Oh pedra, oh!
Rola bem o teu leito!
Rola bem ao meu mando
Que eu te empurro com jeito!

Oh pedra, oh!
Esta é a nossa surriba!
Oh pedra, opa!
Vai-te pelo monte arriba!

Oh pedra, oh!
Minha menina, opa!
Atrás do rapazote,
Quem te afina? Opa!

Oh pedra, oh!
Gosto do entremês!
Oh pedra, opa!
Gira mais uma vez!

Oh! Eh!
Oh! Eh!

Letra e música: Tradicional (Horto, Póvoa de Lanhoso, Minho)
Recolha: Michel Giacometti (“Cantilena de Pedreiro”, in LP “Minho”, série “Antologia da Música Regional Portuguesa”, Arquivos Sonoros Portugueses/Michel Giacometti, 1963; 5CD “Portuguese Folk Music”: CD 1 – Minho, Strauss, 1998; 6CD “Música Regional Portuguesa”: CD 2 – Minho, col. Portugal Som, Numérica, 2008) / Michel Giacometti (in série documental “Povo Que Canta”, ep. “Canto de Trabalho na Pedreira”, RTP-1, 11 Nov. 1973 >> YouTube]
Intérprete: Ai!* (in CD “Lavra, Boi, Lavra: Canções de Trabalho”, Ai!/Coruja do Mato, 2015)
Outra versão com César Prata: César Prata – “Cantilena de Pedreiro” / vozes de Cândido Alpendre e Edite Santos (in CD “Futuras Instalações”, César Prata/RequeRec, 2014)

Este linho é mourisco

[(Cantiga para maçar o linho)]

Este linho é mourisco,
a fita dele namora.
Quem daqui não tem amores
tire o chapéu, vá-se embora!

Ai larila, ai lolela,
ai lolela, ai meu bem!
Regala-te, ó meu amor,
regala-te e passa bem!

Ó minha mãe dos trabalhos,
para quem trabalho eu?
Trabalho, mato o meu corpo,
não tenho nada de meu.

Ai larila, ai lolela,
ai lolela, ai meu bem!
Regala-te, ó meu amor,
regala-te e passa bem!

Este linho é mourisco,
Este linho é mourisco,
Este linho é mourisco,
Este linho…

Mondadeiras lá de baixo,
maçai o meu linho bem!
Não olheis para a portela,
que a merenda logo vem!

Ai larila, ai lolela,
ai lolela, ai meu bem!
Regala-te, ó meu amor,
regala-te e passa… passa bem!

Letra e música: Tradicional (Póvoa de Lanhoso, Minho)
Recolha: Gonçalo Sampaio (1890-1925, in “Cancioneiro Popular Português”, de Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça, Lisboa: Círculo de Leitores, 1981 – p. 139)
Intérprete: Canto Ondo (in CD “Entre o Alto do Peito e as Campainhas da Garganta”, A Monda – Associação Cultural/Canto Ondo, 2016)

Já no céu não há estrelas

[ A Manhã Vai Rindo ]

Já no céu não há estrelas
Senão uma ao pé da Lua;
Nem há no mundo que eu saiba
Cara mais linda que a tua.

O Sol prometeu à Lua
Uma fita de mil cores:
Quando o Sol promete prendas,
Que fará quem tem amores.

Vamos seguindo
Por esses campos fora,
Que a manhã vai rindo
Nos lábios da aurora.

As estrelas pequeninas
Fazem o céu bem composto;
Assim são os sinais pretos,
Menina, nesse teu rosto.

O Sol é a caixa d’ouro,
A Lua é a fechadura;
As estrelas são a chave
Que fecham minha ventura.

Vamos seguindo
Por esses campos fora,
Que a manhã vai rindo
Nos lábios da aurora.

Se os campos todos falassem,
Que diriam os rochedos?
Então se descobririam
Nossos primeiros segredos.

Se estas árvores falassem,
Qualquer delas te diria
Que a cantar por ti chamava,
Que a chorar por ti vivia.

Vamos seguindo
Por esses campos fora,
Que a manhã vai rindo
Nos lábios da aurora.

Os corações não se vendem,
São coisas de alto valor:
Não se vendem por dinheiro,
Rendem-se à força do amor.

Já no céu não há estrelas
Senão uma ao pé da Lua;
Nem há no mundo que eu saiba
Cara mais linda que a tua.

Vamos seguindo
Por esses campos fora,
Que a manhã vai rindo
Nos lábios da aurora.

Letra e música: Popular (recolhida em Carvalhais de Gondolim, em 1892) (in “Cancioneiro de Músicas Populares”, Vol. I, de César das Neves e Gualdino de Campos, Porto: Empresa Editora César, Campos & C.ª, 1893 – p. 29)
Intérprete: Caminhos da Romaria (in CD “Doce Amanhecer”, Açor/Emiliano Toste, 2008)

Meninas, vamos ao vira

[ Vira do Minho ]

Meninas, vamos ao vira (ó ai)
que o vira é coisa boa!
Eu já vi dançar o vira (ó ai)
Às meninas de Lisboa.

O vira que vira e torna a virar!
As voltas do vira são boas de dar.
O vira que vira e torna a virar!
As voltas do vira são boas de dar.

Meninas, vamos ao vira (ó ai)
que o vira é coisa linda!
Eu já vi dançar o vira (ó ai)
às meninas de Coimbra.

O vira que vira e torna a virar!
As voltas do vira são boas de dar.
O vira que vira e torna a virar!
As voltas do vira são boas de dar.

Meninas, vamos ao vira (ó ai)
que o vira é coisa bela!
Eu já vi dançar o vira (ó ai)
às meninas de Palmela.

O vira que vira, o vira virou!
As voltas do vira são eu quem as dou.
O vira que vira, o vira virou!
As voltas do vira são eu quem as dou.

Meninas, vamos ao vira (ó ai)
que o vira é coisa boa!
Eu já vi dançar o vira (ó ai)
às meninas de Lisboa.

O vira que vira e torna a virar!
As voltas do vira são boas de dar.
O vira que vira e torna a virar!
As voltas do vira são boas de dar.

Letra e música: Tradicional (Minho)
Intérprete: Karrossel (in CD “Karrossel”, Karrossel/MU – Associação Cultural, 2014)

Negrinha, minha negrinha

Negrinha, minha negrinha,
Ó negrinha,
Coletinho de fustão,
Trá-lo bem apertadinho,
Ó negrinha,
Que te aperte o coração!

Os teus olhos negros, negros,
Ó negrinha,
São gentios da Guiné;
Gentios por serem falsos,
Ó negrinha,
Falsos por não terem fé.

Eu gosto da cor morena,
Ó negrinha,
Que mimosa me arrebata;
Essa cor é tão faceira,
Ó negrinha,
Mulatinha, que me mata.

Eu gosto desses teus olhos,
Ó negrinha,
Se p’ra mim os queres volver;
Esses olhos luminosos,
Ó negrinha,
Dizem sim até morrer.

Letra e música: Popular (Minho) (in “Cancioneiro Minhoto”, de Gonçalo Sampaio, 1940)
Intérprete: Caminhos da Romaria (in CD “Doce Amanhecer”, Açor/Emiliano Toste, 2008)

Ó meu amor, se tu queres

[ Penas Tem Quem Tem Amores ]

Ó meu amor, se tu queres
Que a minha alma seja tua,
Dá passadas, perde o teu tempo
Se é teu gosto, mas continua!

O meu pouco vale muito,
O teu muito vale nada:
Mesmo sendo eu pobrezinha,
Sou para ti mal empregada.

Penas tem quem tem amores,
Penas tem quem os não tem:
É certo que cá neste mundo
Sem ter penas não há ninguém.

Se os passarinhos vendessem
As penas que Deus lhes deu,
Também eu venderia as minhas
Que ninguém as tem mais que eu.

Letra: Popular (Minho)
Música: Sílvio Pleno
Intérprete: Tereza Tarouca* (in LP “Folclore”, RCA Victor, 1975; 2LP “Álbum de Recordações”: LP 2, Polydor/PolyGram, 1985; CD “Temas de Ouro da Música Portuguesa”, Polydor/PolyGram, 1992)

* Tereza Tarouca – voz
Arranjos e direcção de orquestra – Silvio Pleno

Ó minha caninha verde

Ó minha caninha verde,
Verde caninha madura:
Tu és minha tão-somente,
Ninguém mais te dirá sua.

Tu és minha…
Tu és minha tão-somente,
Ninguém mais…
Ninguém mais te dirá sua.

Ó i ó ai, ninguém mais te dirá sua,
Tu és minha tão-somente,
Ninguém mais te dirá sua.

Ó minha caninha verde,
Verde cana de encantar,
Aqui estou à tua beira:
Quem está bem, deixa-se estar.

Aqui estou…
Aqui estou à tua beira:
Quem está bem…
Quem está bem, deixa-se estar.

Ó i ó ai, ninguém mais te dirá sua,
Tu és minha tão-somente,
Ninguém mais te dirá sua.

Ó minha caninha verde,
Verde caninha em botão:
Aqui estou à tua beira,
Prenda do meu coração.

Aqui estou…
Aqui estou à tua beira,
Prenda do…
Prenda do meu coração.

Ó i ó ai, ninguém mais te dirá sua,
Tu és minha tão-somente,
Ninguém mais te dirá sua.

Letra e música: Tradicional (Minho)
Intérpretes: Ana Tomás & Ricardo Fonseca (in CD “Canções de Labor e Lazer”, Ana Tomás & Ricardo Fonseca, 2017)

Ó minha Rosinha

Ó minha Rosinha,
Eu hei-de te amar
De dia ao sol,
De noite ao luar!

De noite ao luar,
De noite ao luar;
Ó minha Rosinha,
Eu hei-de te amar!

Ai ó ai ó larilolai, ai ó ai ó larilolela!
Ai ó ai ó larilolai, ai ó ai ó larilolela!

Ó minha Rosinha,
Eu hei-de, hei-de ir
Jurar a verdade!
Eu não sei mentir.

Eu não sei mentir,
Eu não sei mentir;
Ó minha Rosinha,
Eu hei-de, hei-de ir!

Ai ó ai ó larilolai, ai ó ai ó larilolela!
Ai ó ai ó larilolai, ai ó ai ó larilolela!

Letra e música: Tradicional (Minho)
Intérprete: Karrossel (in CD “Karrossel”, Karrossel/MU – Associação Cultural, 2014)

Ó rosa, ó linda rosa

[ Rosa de Alexandria ]

Ó rosa, ó linda rosa,
Ó rosa de Alexandria,
Eras a mais linda rosa
Que andava na romaria!

Ó rosa, ó linda rosa,
Ó rosa da Oliveira,
Eras a mais linda rosa
Que andava na brincadeira!

Ó rosa, ó linda rosa,
Bela rosa em botão,
Eras a mais linda rosa
Que andava na bailação!

Ó rosa, ó linda rosa,
Ó rosa tão bela assim,
Eras a mais linda rosa
Que nasceu nalgum jardim!

Eras a mais linda rosa
Que nasceu nalgum jardim!

Letra e música: Popular (Minho) (in “Cancioneiro Minhoto”, de Gonçalo Sampaio, 1940)
Intérprete: Caminhos da Romaria (in CD “Doce Amanhecer”, Açor/Emiliano Toste, 2008)

O Sete-Estrelo vai alto

O Sete-Estrelo vai alto,
Mais alto vai o luar;
Mais alta vai a fortuna
Que Deus tem para me dar.

Ai leva arriba,
Que Deus tem para me dar.

O Sete-Estrelo caiu
Numa pocinha do chão;
Que com saudades de ti
Chorou o meu coração.

Ai leva arriba,
Chorou o meu coração.

O Sol é a porta do céu,
A Lua é a fechadura;
As estrelas são as chaves
Com que fecha a noite escura.

Ai leva arriba,
Com que fecha a noite escura.

Ai leva arriba,
Com que fecha a noite escura.

Letra e música: Popular (Minho) (in “Cancioneiro Minhoto”, de Gonçalo Sampaio, 1940)
Intérprete: Caminhos da Romaria (in CD “Doce Amanhecer”, Açor/Emiliano Toste, 2008)

Quem fora o oiro que levas

[ O Verde do Minho ]

Quem fora o oiro que levas
Quem fora o oiro que levas
No preto do teu corpete
Quem fora o oiro que levas
Até o sol brilha nas trevas
E não é do vinho verde

Bailei o vira contigo
Bailei o vira contigo
Bailei tanto, deu-me sede
Pedi-te um beijo mendigo
Pedi-te um beijo mendigo
Só me deste vinho verde

Ó malhão, malhão,
Qual é o bom vinho?
Ó malhão, malhão,
Qual é o bom vinho?
Olha que pergunta!
Ó trlim tim tim,
O verde do Minho.
Olha que pergunta!
Ó trlim tim tim,
O verde do Minho.

Olhai esta malga e vede
Olhai esta malga e vede
Ingénuas meiguices loucas
A malga do vinho verde
Olhai esta malga e vede
Bebida por duas bocas

Verde terra, verde vinho
Verde terra, verde vinho
No teu corpo de menina
Teus lábios são alvarinho
Teus lábios são alvarinho
Os teus olhos verde sina

Ó malhão, malhão,
Qual é o bom vinho?
Ó malhão, malhão,
Qual é o bom vinho?
Olha que pergunta!
Ó trlim tim tim,
O verde do Minho.
Olha que pergunta!
Ó trlim tim tim,
O verde do Minho.

Vinho verde, verde Minho
Vinho verde, verde Minho
Verdes serras, verdes campos
Quando pisas o caminho
Quando pisas o caminho
Até vejo pirilampos

Céu azul do verde Minho
Céu azul do verde Minho
Ó trlim tim tim do malhão
Vinho verde, verde vinho
Céu azul do verde Minho
Só paixão, paixão, paixão

Ó malhão, malhão,
Qual é o bom vinho?
Ó malhão, malhão,
Qual é o bom vinho?
Olha que pergunta!
Ó trlim tim tim,
O verde do Minho.
Olha que pergunta!
Ó trlim tim tim,
O verde do Minho.
Olha que pergunta!
Ó trlim tim tim,
O verde do Minho.

Letra: Vasco Pereira da Costa
Música: Carlos Alberto Moniz
Intérprete: Carlos Alberto Moniz
Versão original: Carlos Alberto Moniz (in Livro/2CD “O Vinho dos Poetas”: CD 1, Carlos Alberto Moniz/Ovação, 2014)

São João perdeu

São João perdeu, perdeu…
Ai São João que perderia?
Perdeu o lenço da mão
Ai, ai à vinda da romaria.

São João, se bem soubera
Ai quando era o seu dia,
Descia do Céu à Terra
Ai com prazer e alegria.

Letra e música: Tradicional (Ponte de Lima, Minho)
Intérprete: Segue-me à Capela
Primeira versão de Segue-me à Capela (in Livro/CD “San’Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher”, Segue-me à Capela/Fundação GDA/Tradisom, 2015)

Uma pêra

Uma pêra, duas pêras,
Três pêras no ramalhinho;
Uma é minha, outra é tua,
Outra é do meu amorzinho.

A folha do castanheiro
Tem biquinhos como a renda;
Quem tem um amor bonito
Não pode ter melhor prenda.

Adeus, que me vou embora,
Já me parece que é bem,
Que o muito cantar enfada
E o pouco parece bem.

Letra e música: Tradicional (Ponte de Lima, Minho)
Intérprete: Segue-me à Capela
Primeira versão de Segue-me à Capela (in Livro/CD “San’Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher”, Segue-me à Capela/Fundação GDA/Tradisom, 2015)

Estorãos, Ponte de Lima

São João perdeu

São João perdeu, perdeu…
Ai São João que perderia?
Perdeu o lenço da mão
Ai, ai à vinda da romaria.

São João, se bem soubera
Ai quando era o seu dia,
Descia do Céu à Terra
Ai com prazer e alegria.

Letra e música: Tradicional (Estorãos, Ponte de Lima, Minho)
Recolha: Michel Giacometti (in série documental “Povo Que Canta”, ep. “Cantos do Trabalho em Estorãos”, RTP-1, 13 Dez. 1973)
Intérprete: Segue-me à Capela (in Livro/CD “San’Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher”, Segue-me à Capela/Fundação GDA/Tradisom, 2015)

Estorãos, Ponte de Lima
Estorãos, Ponte de Lima
Viana do Castelo

Vira de Viana

Tenho um amor em Viana,
Ai, tenho outro em Ponte de Lima:
O de Viana não presta,
Ai, o outro é coisa fina.

Meu amor disse que vinha
Ai, antes que a Lua viesse.
A Lua já aí vem,
Ai, meu amor não aparece.

Se quereis que eu cante agora
Ai, dai-me vinho ou dinheiro,
Que a minha gargantinha
Ai, não é fole de ferreiro.

Já lá em baixo vem a noite,
Ai, já lá vem minha alegria
Para ver o meu amor
Ai, que eu já não posso de dia.

Letra e música: Tradicional (Minho)
Intérprete: Real Companhia (in CD “Orgulhosamente Nós!”, Lusogram, 2000)

Viana do Castelo
Viana do Castelo (Santa Luzia)