Atividades musicais promovidas pela Meloteca ou realizadas com a sua intervenção nas áreas da investigação, criação, divulgação e educação.

Universidade do Minho
Meloteca em destaque

As atividades e os acontecimentos mais significativos nos projetos Meloteca ao longo do ano

29 de janeiro de 2022

No cumprimento de uma missão cultural, mais 11 caixas de livros de música chegaram a Sandim onde enriquecem o acervo Meloteca.

Duas das caixas com quase 400 obras portuguesas, foram  doação. Com muitos livros raros, recentes e antigos, a coleção é cada vez mais uma amostra significativa e plural da nossa música impressa.

11 de fevereiro de 2022

Enviei o trabalho para o futuro manual de 3º ano de escolaridade da Porto Editora (planos de aula de Música da obra Livro de Educação Artística / Educação Física – MISSÃO Zupi – 3.º ano (ou outra designação que o Grupo Porto Editora entenda por bem dar à publicação). E já me foi sugerida a hipótese de colaborar também no manual do 4º ano. São livros que se mantêm muitos anos no mercado e são utilizados por muitos milhares de professores do 1º Ciclo. A melhor compensação por um trabalho feito é abrir possibilidades de novos trabalhos. E acordar em nós competências que estavam adormecidas.

14 de fevereiro de 2022

Os verdadeiros amigos podem parecer distantes mas aparecem quando se precisa.

A história é simples, semelhante a muitos outros pedidos de ajuda que recebo através da Meloteca. Uma estudante de uma universidade brasileira precisava de uma obra do compositor Frei Manuel Cardoso, mas o livro está esgotado, e é difícil encontrá-lo. O Emanuel Mesquita, que nem parece dar muita atenção à redes sociais, viu a minha publicação no Facebook, digitalizou as páginas do livro e enviou-mas. Graças a ele, a partitura já foi encaminhada para o Brasil. O Emanuel e eu estudámos Teologia no Porto. Eu era fã dele, ia a concertos do Coro de São Bento. Ao contrário de mim, ele era musicalmente talentoso, tinha formação na área, e fazia o que gostava. Há trinta anos os caminhos divergiram e nunca mais nos encontrámos fisicamente. Por via da Meloteca e do Facebook, voltámos a ficar próximos. Havemos de nos reencontrar e conhecer a família um do outro. Vamos rir-nos de muitas recordações desse tempo e atualizar informações. Alguns dos nossos antigos professores e colegas são hoje bispos e eclesiásticos influentes. Um dos ilustres colegas desse curso é o novo arcebispo de Braga.

17 de fevereiro de 2022

O grande flautista Luís Meireles deu-me a honra da sua visita.

Sem se dar conta, talvez tenha inaugurado sem pompa um lugar de intercâmbio com músicos. Consigo trouxe preciosidades para o acervo Meloteca, que um dia estará acessível ao público: um livro de música de 1786 (“Elementos de Musica offerecidos ao Excelentissimo Senhor D. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho”) e dez CD publicados, dele e da esposa a pianista Maria José Souza Guedes. Limitados pelas horas, ainda trocámos ideias, frutos e legumes.

19 de fevereiro de 2022

A primeira vez que me lembro de ouvir de alguém que o Gonçalo era especial foi da amiga e cantora Isabel do Vale, viúva do músico Luís Duarte, em Albufeira.

O Gonçalo era pequenino e aquelas palavras misteriosas ecoaram com tristeza no meu coração, como se revelassem algo que no fundo eu já sabia. O Gonçalo tem hoje 17 anos e é especial por muitas razões e tenho nele um imenso orgulho. Hoje continuou uma tarefa que está a realizar sozinho e já ultrapassou as 1500 capas de discos guardadas, a juntar a outros milhares que já estavam reunidas por mim ao longo de anos. Só nesta tarefa, que não chegou a meio, a sua preciosa colaboração libertou-me para tarefas intelectualmente mais complexas e ganha-me dezenas ou centenas de horas. E a Discografia da Meloteca torna-se cada vez mais uma grande base de dados das capas de discos em Portugal.

3 de março de 2022

O acervo Meloteca foi enriquecido com a revista Salicus – Revista de Música Litúrgica, editada pela Comissão Arquidiocesana de Música Sacra, de Braga, revista completa até à data.

Junta-se a outras revistas emblemáticas da música sacra e litúrgica em Portugal, como a Nova Revista de Música Sacra e o Boletim de Música Litúrgica. Já iniciei contactos com pessoas ligadas a universidades no sentido de oportunamente o acervo Meloteca esteja acessível e se torne em si mesmo um verdadeiro serviço público.

20 de fevereiro de 2022

Emiliano Toste.

Estamos conectados nas redes sociais e não é por acaso, conhecendo eu o seu contributo para a divulgação da música em Portugal enquanto editor e produtor com 324 discos já editados.

Um vídeo e uma conversa com o flautista Luís Meireles lembrou-que que estava em falta com Emiliano Toste. A lacuna foi colmatada ontem com bio facultada pelo próprio, e quem se interessa por música já pode consultar a sua bio na Meloteca. Além do mais, de uma assentada vão entrar na nossa base de dados 324 capas de CD. A já grande pasta discográfica poderá tornar-se uma nova plataforma, ou simplesmente aguardar uma oportunidade.

5 de março de 2022

Da casa da minha mãe, em Vila Fria para Sandim, vieram mais onze caixas de livros e discos.

Orgulho-me das dimensões e do valor do acervo Meloteca, e estou a trabalhar para que um dia esteja acessível numa grande universidade portuguesa. Provavelmente tenho de contabilizar e listar tudo o que existe, num trabalho que poderá demorar anos e que terá suporte em plataformas existentes ou a lançar ainda pela Meloteca. Todos podem contribuir enviando livros e discos, como oferta, ou em troca.

20 de março de 2022

Um artigo da minha autoria estará disponível numa obra coletiva brasileira, acessível como recurso digital e em formato de livro impresso, com tiragem de 7000 exemplares, destinada a estudantes.

À antiga Meloteca chegavam do Brasil muitos pedidos de edições impressas, o que não era viável tendo em conta os custos com o envio. Nessa fase, mais de 50% dos visitantes provinham do Brasil e, graças ao seu instrumentário, a Meloteca era consultada em quase todos os países do mundo. A nova plataforma vai-se expandindo de forma sustentada e alcançando novamente os países que perdeu com as mudanças (que a evolução tornou inevitáveis).

23 de março de 2022

Num convite que nos honra e é reconhecimento da Meloteca, Sílvia Araújo abordou-me a solicitar colaboração no Projeto PortLinguE (PTDC/LLT-LIG/31113/2017).

Trata-se de um projeto da Universidade do Minho financiado pela FCT que visa a criação de um portal multilingue para as línguas de especialidade a partir de dados em acesso aberto. A intenção é agregar no portal diferentes glossários disponibilizados na web em língua portuguesa e traduzi-los para diversas línguas, tornando-os mais úteis para agentes do setor das línguas (e.g., tradutores, professores de línguas, redatores técnicos). Neste momento, não há glossários de música na plataforma do PortLinguE. A cooperação deverá benéfica para ambas as partes e, sobretudo, para todos os utilizadores na área da música.

Universidade do Minho

Universidade do Minho

24 de março de 2022

Nelson Caetano convidou-me para dar uma formação em Leiria.

Em mais de uma década dei formação a 1550 professores e educadores, de Norte a Sul. Organizava as formações, divulgava e dava a maioria delas. Algum cansaço e a pandemia congelaram a minha faceta de formador. Sem tirar o foco dos projetos existentes e em construção, dar formação revela a dimensão mais criativa do meu trabalho nos últimos 20 anos criando conteúdos que estão disponíveis em www.lojameloteca.com e que dão um contributo lúdico para o desenvolvimento global da criança, desde os 0 aos 10 anos. Voltar a dar algumas formações é facultar ferramentas que fazem as crianças felizes exercitando os dois hemisférios cerebrais, o corpo e a mente como um todo.

No mesmo dia, Clara Alcobia Coelho, a começar um doutoramento na Universidade do Minho dedicado a Música Coral portuguesa de entre 1910-1974, pediu ajuda à Meloteca. Publicado o texto no Facebook, escreveu a investigadora: “É notável a quantidade de sugestões e as dezenas de mensagens que recebi entretanto, decorrentes desta publicação.”

25 de março de 2022

Foi garantido o domínio, “www.lenga.pt”, um novo sítio Meloteca dedicado apenas a conteúdos musicais educativos e solicitado orçamento à BlendUp.

O nome inspira-se em lengalenga, pelo que esta significa em termos de educação e desenvolvimento global da criança, pela sua importância na fala e na fluência da leitura, pelo ritmo das palavras, pela musicalidade do poema. Porque, com as sugestões criativas da Meloteca, desenvolve os três grandes domínios do desenvolvimento da criança, cognitivo, psicomotor e socio-afetivo. Tendo crescido muito, a Meloteca precisa de se manter intuitiva e leve. A componente educativa/musical ganha se tiver um espaço autónomo, dará visibilidade à Loja e contribuirá para a divulgação de conteúdos originais.

01 de abril de 2022

Tive orgulho em participar na “Enciclopédia de História Religiosa em Portugal”, uma obra de referência. Teria certamente temas a propor à nova obra digital. Não sei se poderei colaborar, pelo tempo que os artigos poderão exigir, mas desde já fico honrado com o convite.

“Os conteúdos do Dicionário de História Religiosa de Portugal constituirão um primeiro conjunto de conteúdos a disponibilizar na Enciclopédia de História Religiosa em Portugal, mantendo-se, para efeitos de conservação da memória da sua produção e com referência expressa a esse facto, exatamente como foram publicados originalmente. Simultaneamente, a Enciclopédia permitirá a todos os autores do Dicionário e a novos autores proceder à atualização de temáticas e entradas, que progressivamente completarão e farão evoluir este projeto. Todos estão desde já convidados a propor novos textos e a participar neste importante programa colaborativo do CEHR.”

5 de abril de 2022

Duarte Pereira Martins entregou-me no Porto, onde ia atuar, a revisita “Glosas” (exceto os três primeiros números, esgotados) e outras edições MPMP. Mais um importante enriquecimento para o acervo Meloteca.

29 de abril de 2022

Arrisco dizer que hoje é um grande dia para a Meloteca, que vai contar com a cooperação e o trabalho feito de um nome grande da investigação e da divulgação musical, João Carlos Callixto. O projeto iniciado hoje (Dicionário de Músicos Portugueses) vai preencher uma lacuna que eu já tinha sentido há muito tempo em Portugal e na própria Meloteca.

17 de junho de 2022

Foi lançado o Musis, instrumentário do mundo, que migrou da Meloteca para um sítio autónomo que se torna assim mais acessível e intuitivo.

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António José Ferreira, editor, divulgador e colecionador de música
Acervo Meloteca em crescimento

Em 2022, o acervo Meloteca (livros e discos) ganha novo fôlego, com ofertas de privados e a aquisição de livros que pertenceram ao espólio de uma grande livraria musical portuguesa. Com finalidades de arquivo, desafiamos compositores a enviarem obras suas, especialmente obras inéditas, de modo a criarmos juntos uma grande coleção representativa da música em Portugal, nos seus estilos e géneros. Quem tiver livros de temática musical que queira oferecer ou trocar, pode também fazê-lo.

A 4 de abril de 2022, Duarte Pereira Martins entregou-me no Porto, onde ia atuar, a revisita “Glosas” (exceto os três primeiros números, esgotados) e outras edições MPMP. Mais um importante enriquecimento para o acervo Meloteca.

Ao acervo físico, junta-se a Melodigital, uma base de recursos sobre a música em Portugal, com cerca de 100000 documentos (fotografias e artigos em PDF). Por razões práticas, os compositores podem enviar obras em PDF e eu imprimirei no Porto em reprografia profissional, com a finalidade exclusiva do acervo.

Quando for oportuno o acervo será doado ao polo de música de uma universidade que revele interesse em preservar, estudar, divulgar e incrementar as plataformas existentes:

  • Meloteca
  • Musorbis
  • Loja Meloteca

Em 2022 deverão ser lançados:

  • Lenga (música para o desenvolvimento na infância)
  • Musis (instrumentário do mundo)

Em seguida, deverão ser lançados

  • Discografia.pt (a grande base de dados das capas de disco editadas em Portugal)
  • Mosorama (bibliografia e capas das edições musicais impressas de/em Portugal)

Os músicos podem colaborar aderindo aos planos de divulgação melhorada Bio+ (anual e bienal), aos quais se pode aceder a partir de qualquer biografia ou através da Loja Meloteca.

Se quiser colaborar, envie para:
António José Ferreira
Rua Serra da Estrela, 86
4415-891 SANDIM VNG

António José Ferreira, editor, divulgador e colecionador de música

António José Ferreira, editor, divulgador e colecionador de música

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António José Ferrreira, Meloteca e Musorbis

Meloteca, dificuldades e soluções

“No dia 29 de maio de 2020 decorreu o 1.º Encontro on-line Perspectivas da Música Portuguesa – Cooperação em Rede, iniciativa organizada pelo Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa – MIC.PT, que reuniu 40 participantes – incluindo os membros do Conselho Científico do MIC.PT e ainda representantes de 27 entidades do meio da Música de Invenção e Pesquisa em Portugal.”, incluindo a Meloteca.

Para a Meloteca, as dificuldades financeiras são crónicas, independentes de crises e de pandemias. Em 17 anos, o projeto candidatou-se duas vezes a apoios da DGArtes e não foi contemplada; da DRC do Norte recebeu 1500 euros de uma vez, e 750€ de outra. É provável que não volte a candidatar projetos a apoios, dessas ou de outras entidades, preferindo contar apenas com meios próprios.

O que mantém o projeto, a desenvolver-se há dois anos com assessoria profissional, é uma grande paixão pela música. Trabalho em média mais de 40 horas por semana, desde 2003. Além disso, a manutenção da Meloteca faz-se com parte do vencimento de professor e outras receitas relacionadas com o sítio. Se a minha mulher não tivesse uma situação profissional e financeira estável, a Meloteca teria estagnado ou desaparecido.

Trabalhar sozinho neste projeto, de forma direta, não é nem exemplo para ninguém, mas dá-me segurança porque o risco é nulo. Se eu tivesse formação em gestão cultural poderia ter sido mais fácil obter apoios. Mas também é verdade que, com formação nessa área, muitos projetos musicais de divulgação na rede tiveram vida curta nos últimos.

A Meloteca só é lucrativa no sentido de eu lucrar muito em termos de conhecimento, de pedagogia e de gozo pessoal. Nem eu ambiciono outro lucro, apenas saúde para continuar.

Em 2007, com o aparecimento das Atividades de Enriquecimento Curricular, investi na criação de conteúdos e na formação. Durante uma década dei ações de curta duração a 1550 professores de música e educadores de infância. As formações revelaram o alcance que a Meloteca tinha já tinha na altura. Graças ao sítio, dei formação a professores de todos os distritos, e dei cursos no Algarve em quatro verões consecutivos, enquanto a família estava de férias. Como as AEC são um trabalho precário e sem perspetivas de melhorar, há hoje pouca oferta e pouca procura dessas formações. Por outro lado, os centros de formação dos agrupamentos socorrem-se de professores seus e, quando contratam, pagam mal – como testemunhou o formador da última ação que frequentei.

Neste momento, uma das apostas prioritárias da Meloteca é a Loja virtual, com venda de recursos digitais, sem gastos com correio e sem risco. Sendo professor, crio e testo a criação com os alunos e faço revisões periódicas. Só é possível porque sou eu a criar e sei trabalhar com o Sibelius.

Com as transformações na plataforma espero que mais músicos, mesmo tendo uma versão gratuita de biografia na Meloteca, queiram aderir à opção de um micro-sítio com plano de divulgação anual ou bienal. E espero que nos próximos anos donativos e publicidade dêem também uma ajuda.

Esta noite terminou uma remodelação que beneficiou cerca de 10 000 artigos da Meloteca, continuando a estrutura a parecer simples. Há 3 anos isso era impensável. Os primeiros orçamentos eram exorbitantes e eu tinha de contrair ao microcrédito. A direção da Associação não concordava com o que eu pensava ser a última hipótese de remodelar a Meloteca. Acabei por ter sorte com uma herança familiar, um donativo de um antigo barítono e ter encontrado a agência digital certa que encontrou a fórmula para a atual parceria.

Vários indicadores revelam que os artigos e sugestões para a expressão na infância têm sucesso. A divulgação em grupos numerosos de professores e educadores, sobretudo no Brasil, e grupos de emigrantes por todo o mundo.

De qualquer modo, a divulgação da música em Portugal, da contemporaneidade e da memória, está no ADN da Meloteca e estou a aberto à publicação de biografias atualizadas e textos académicos sobre música que levem mais longe a música e a cultura de Portugal. Em poucos dias recebi 20 catálogos de obras atualizados para um projeto no sítio da Música e outro no Musorbis.

[ Este texto não é a reprodução exata da intervenção no Perspectivas da Música Portuguesa – Cooperação em Rede. ]

Sandim 29 de maio de 2020

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1º Encontro Online Perspectivas da Música Portuguesa

1º Encontro Online

Perspectivas da Música Portuguesa – Cooperação em Rede

No dia 29 de maio de 2020 decorreu o 1.º Encontro on-line Perspectivas da Música Portuguesa – Cooperação em Rede, iniciativa organizada pelo Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa – MIC.PT, que reuniu 40 participantes – incluindo os membros do Conselho Científico do MIC.PT e ainda representantes de 27 entidades do meio da Música de Invenção e Pesquisa em Portugal.

São elas:

  • APC · Associação Portuguesa de Compositores;
  • APEM · Associação Portuguesa de Educação Musical;
  • Atelier de Composição;
  • Departamento de Música · Universidade de Évora;
  • Drumming · Grupo de Percussão;
  • Entre Madeiras Trio;
  • ESMAE · Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo;
  • Festival DME · Dias de Música Electroacústica;
  • Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu;
  • Folefest;
  • GMCL · Grupo de Música Contemporânea de Lisboa;
  • INET-md · Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança;
  • Interferência;
  • Lisbon Ensemble XX/XXI;
  • Meloteca;
  • Miso Music Portugal;
  • MPMP · Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa;
  • Musicamera Produções;
  • Prémio Jovens Músicos;
  • Orquestra de Câmara Portuguesa;
  • Orquestra Sem Fronteiras;
  • Orquestra Sinfónica Juvenil;
  • Performa Ensemble;
  • Sond’Ar-te Electric Ensemble;
  • Quarteto Contratempus;
  • Quarteto de Cordas de Matosinhos;
  • Xperimus.

A Agenda do Encontro contou com as apresentações e intervenções realizadas por Rui Vieira Nery, António de Sousa Dias, Miguel Azguime e Jakub Szczypa do MIC.PT e também pelos(as) representantes das Entidades presentes.

O 1.º Encontro on-line · Perspectivas da Música Portuguesa – Cooperação em Rede foi o passo inicial num processo de trabalho conjunto, no contexto do qual serão organizados debates para explorar e discutir várias questões transversais a todas as entidades que participaram no Encontro, incluindo também uma reflexão aprofundada sobre a possibilidade de uma colaboração mais próxima e directa entre as mesmas no âmbito de uma rede, formal ou informal.

[ Publicado na Meloteca a 03 de junho de 2020 ]

1º Encontro Online Perspectivas da Música Portuguesa

1º Encontro Online Perspectivas da Música Portuguesa

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Sílvia Faria, professora

JOGOS DE CIDADANIA

Diz-me e eu esquecerei.
Ensina-me e eu lembrarei.
Envolve-me e eu aprenderei.”

Provérbio chinês

O movimento em geral desempenha um papel significativo no desenvolvimento da criança e os jogos, em particular, trabalham as potencialidades, limitações, relações sociais, afetivas, cognitivas e físicas. Pretende-se com o “Brincar Meloteca” realizar atividades que permitam à criança vivenciar e experimentar novas práticas físico-motoras, no sentido de alargar o seu alfabeto motor, incentivar a prática de atividade física e principalmente potenciar o espírito de equipa, cooperação, colaboração e respeito pelo outro. Além disso, durante as brincadeiras, a criança, desenvolve o exercício da fantasia e da imaginação, adquirindo, assim, experiências que irão contribuir para a sua formação. (Sílvia Faria)

Arrumar a casa

A casa é composta por 4 divisões (4 arcos de 4 cores diferentes). Cada grupo de crianças tem à sua responsabilidade uma divisão. O jogo inicia-se com a casa toda desarrumada com um indeterminado número de objetos (papéis de 4 cores diferentes, as mesma cores que os arcos) desarrumados e fora do sítio. O objetivo é arrumar a casa, ou seja, cada grupo de crianças terá de apanhar o objeto da cor da sua divisão e colocá-lo no seu arco. Após apanharem todos os objetos da sua divisão e os colocarem no seu arco a equipa senta-se à volta do seu arco. A equipa mais rápida é a vencedora.

Formar conjuntos

O objetivo deste grupo é formar conjuntos o mais rápido possível, seguindo as instruções.

Os conjuntos podem variar segundo o número e género.

No início do jogo é estipulado que os arcos amarelos correspondem às raparigas e que os arcos vermelhos correspondem aos rapazes. As instruções são dadas pelo levantamento dos arcos, assim se for levantado um arco vermelho e dois amarelos as crianças têm de formar grupos com um menino e duas meninas. Após formarem os conjuntos sentam-se para poder ser verificado se os conjuntos estão corretos.

Bomba

O objetivo deste jogo é passar pela bomba (bola) sem que esta acerte em qualquer parte do corpo.

O professor está no meio com uma bola presa na ponta de uma corda e fá-la andar à sua volta. As crianças estão à volta e, para não serem atingidas, devem saltar no momento certo e à altura correta por cima da “bomba”. Sempre que a bomba acertar “explode” e a criança que a fez “explodir” sai do jogo.

Quem é o chefe?

O objetivo deste jogo é adivinhar quem está a chefiar o grupo.

Numa roda de crianças é escolhida uma, aleatoriamente, que será o detetive. O detetive tentará descobrir quem é o chefe do grupo. Após a escolha do detetive, este terá de ir para um local sem possibilidade de visualizar o grupo. Neste momento é escolhido, também aleatoriamente, o chefe. O detetive é chamado e entra para o centro da roda. O jogo começa com o chefe a comandar o grupo realizando vários movimentos que o restante grupo copia. O jogo termina quando o detetive descobre o chefe ou passado um determinado período de tempo (2’).

Travessia do rio

O objetivo deste é atravessar um “rio”, tentando chegar o mais rápido possível à outra margem. Com a ajuda de arcos e com trabalho de equipa será possível atravessar sem correr riscos. Os arcos servem de apoio para se poder avançar sem cair ao rio, estando dispostos em fila sobre o “rio” e as crianças saltam pelos arcos, quando a primeira criança chega ao primeiro arco a última criança terá de fazer passar o último arco pelos colegas até chegar ao primeiro que por sua vez o colocará no “rio” para poder saltar para ele. Ganha a equipa que chegar primeiro à outra margem.

Corrida do lencinho

O objetivo deste jogo é marcar o número máximo de pontos para que alguma das equipas seja a vencedora. Cada equipa encontra-se no extremo oposto do terreno. O juiz coloca-se no meio do terreno, com o lenço na mão e chama um número. Cada jogador tem um número atribuído. O jogador correspondente de cada equipa corre em direção ao lenço e tenta apanhá-lo. Neste caso, verificam-se as seguintes hipóteses:

  • Se fugir com o lenço para o campo da sua equipa, sem ser tocado pelo adversário, marca um ponto.
  • Se fugir para o campo da equipa adversária, sem ser tocado, marca dois pontos.
  • Se fugir mas for tocado pelo adversário é atribuído um ponto ao adversário.

Corrida da bola

O objetivo é apanhar a bola.

Formam-se duas rodas, uma maior que fica por fora e outra mais pequena que fica dentro da roda maior formando um corredor entre as duas rodas. As crianças sentam-se, a roda maior virada para dentro e a roda menor virada para fora. No corredor coloca-se uma bola que as crianças terão de a fazer rolar com as mãos, pelo corredor. No lado oposto está uma criança que tentará apanhar a bola, correndo atrás dela pelo corredor. O jogo termina quando a bola é apanhada ou após um determinado período de tempo (2’).

Funções

O jogo das funções consiste no seguinte: são atribuídas funções (movimentos) a números, podendo ir até ao número 5 ou até ao número 10. Cada número tem uma função ao ser solicitado um determinado número as crianças terão que executar a função correspondente. Quem se enganar – ou o último a executar o movimento – sai do jogo.

A raposa e os coelhos

Metade do grupo de crianças são “tocas” espalhadas por espaço amplo, com as pernas abertas. Os “coelhos” estão voltados para uma parede ou muro. Quando o professor dá sinal, os “coelhos” correm para a “toca”, colocando-se no chão entre as pernas de um colega. Logo a seguir, a “raposa”, nomeada previamente, persegue os coelhos, à voz do professor. O coelho que não conseguir uma toca pode ser apanhado pela raposa, perdendo. No fim de cada jogada, cada coelho que está em jogo passa a toca e cada toca passa a coelho.

Bola “Stop”

As crianças estão em círculo, lado a lado. O professor lança a bola dizendo o nome de uma criança. Esta apanha a bola o mais rápido que puder e diz, sem demora, “stop”. Enquanto não disser “stop”, os outros afastam-se o mais possível. À palavra “stop” todos param. O que tem a bola dá três passos largos em direção a um jogador mais próximo e tenta atingi-lo com a bola. Quem não parar à voz de “stop”, perde; se o que tem a bola não acertar perde e o que levar com a bola também perde. Os que fogem da bola só podem mexer um pé para se desviar da bola. Voltam a formar círculo as vezes que o adulto achar conveniente.

Mudar o cobertor

O objetivo é encontrar uma estratégia de trabalho em equipa. O professor coloca dois cobertores no chão e organiza duas equipas. Cada grupo está em cima do cobertor e tem de mudar a parte de baixo para cima, sendo que cada criança tem de manter sempre os pés na superfície do cobertor. Dica: colocarem-se as crianças o mais possível num lado; alguém passa a outra passa um bocadinho de baixo para cima e as crianças mais próximas vão passando para a parte de baixo que já está virada para cima. Ganha a equipa que o conseguir primeiro.

Sílvia Faria, professora

Sílvia Faria, professora

Em 2019, Sílvia Faria realizou em Avintes duas atividades “Brincar Meloteca“, em comemorações do Mês de Avintes (16 de fevereiro e 23 de fevereiro).

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Mosteiro de Arouca

[ Intervenção apresentada no Mosteiro de Arouca ]

A Meloteca é um projeto de divulgação musical que engloba o sítio da música e diversas páginas temáticas nas redes sociais e o sítio do património musical na perspetiva dos concelhos, o Musorbis.

Musicoturismo e comunicação em rede

A Meloteca é um projeto de divulgação musical que engloba o sítio da música e diversas páginas temáticas nas redes sociais, entre elas uma de órgãos, outra de música adaptada, outra de agenda. O projeto divulga a arte/ciência musical, património edificado ou editado, músicos e instituições, artigos e estudos, empresas e contactos.

Aqui se encontra quem compõe, quem canta e quem toca, quem dança e quem coreografa, quem ensina e quem investiga, quem promove e quem apoia, quem constrói e onde o faz. Residentes em Portugal ou dispersos pelo mundo, os artistas ficam assim próximos dos fãs e dos agentes musicais.

Nos últimos dez anos, a preocupação dos músicos e das instituições em criar sítios, páginas oficiais e de melhorar a imagem aumentou de modo significativo. Mas há um potencial enorme por explorar. Se a estratégia da música, da arte e do património passa também pela comunicação, pode-se dizer que na rede da Meloteca o acesso se torna mais fácil, rico e global.

Só fideliza visitantes uma página que publica todos os dias conteúdos com interesse, sem perder a objetividade e independência. Por trás do projeto há um longo trabalho, a persistência em pedir e aceitar conexões relevantes nas áreas da música, das artes e da educação. A adesão a grupos permite a divulgação mais rápida junto de milhares de interessados, sem custos além do gasto com tempo.

Nunca ao longo da história foi feito tanto pelo Estado e por diversas entidades aos níveis da recuperação de órgãos e da construção de instrumentos. Nunca houve formação tão qualificada e descentralizada de organistas em importantes escolas de Portugal e da Europa.

É louvável todo o esforço de restaurar e preservar o património organístico. Mas é fundamental manter boas práticas que ajudem a preservar os órgãos com a utilização regular em concerto e na própria liturgia. É fundamental a sensibilização da comunidade e o apoio financeiro do Estado e de instituições, incluindo a Igreja. A Organoteca, que foi a mais completa fonte de informação sobre órgãos de Portugal, pretende transformar-se de modo que a informação alcance muito mais visitantes, no Musorbis em construção.

Uma importante parte do que somos hoje deve-se à arte dos nossos antepassados. Faz todo o sentido mantermos esse legado como um presente especial e utilizar as novas tecnologias de modo eficaz.

O musicoturismo é cada vez mais uma realidade nos países desenvolvidos. Quando vou a um concerto de órgão, sou também turista, aproveito para visitar claustros, aprecio a talha, aprendo e saboreio a gastronomia. Fotografo, corrijo, partilho, publico, edito informação sobre o monumento em que o órgão se encontra.

Muito podemos fazer todos com o recurso a telemóveis que são máquinas fotográficas cada vez melhores. As imagens de qualidade que partilhamos no Facebook, Pinterest, Instagram, inspiram, influenciam e têm peso económico. Contribuem para que a nossa imagem turística seja mais atrativa e diversificada à escala global. Aprendendo com os melhores e publicando a excelência.

As redes sociais potenciam hoje um número de conexões que há alguns anos era impensável. Mudaram a própria forma de conceber os sítios. Por isso, a Meloteca está em obras profundas de modo a ser mais flexível e adaptável às mudanças, que são rápidas em todos os domínios. Quem não se atualiza é ultrapassado nas suas ideias e projetos.

A comunicação em rede parece revelar uma nova atitude dos músicos portugueses: cada vez mais o seu palco é o mundo. Sérgio Carolino vai tocar e ensinar tuba na Coreia do Sul. João Barradas tanto está na Holanda como no dia seguinte já toca acordeão em França. Nuno Coelho será assistente do aclamado maestro Gustavo Dudamel nos EUA. Elisabete Matos é destaque em grandes teatros de ópera. Nuno Aroso vai lecionar pecussão numa universidade espanhola.

Notícias semelhantes publica a Meloteca todos os dias. Seja em Portugal, seja pelo mundo, a música portuguesa, é uma estrela em ascensão. Pode muito bem acontecer que certas características do povo português, a aptidão para as línguas, a capacidade de adaptação, o caráter afetuoso – aliadas a um alto nível artístico – sejam uma vantagem no competitivo mundo da música internacional.

A conectar músicos desde 2003, a Meloteca orgulha-se de acompanhar e promover a vitalidade da música em Portugal – que se deve à excelência dos próprios, às escolas nacionais e estrangeiras e a instituições e bandas filarmónicas cujo nível artístico evoluiu de forma extraordinária.

Há músicos jovens que nasceram em freguesias de concelhos de baixa densidade, entraram para a banda filarmónica, revelaram o seu talento, foram para as melhores escolas e fazem agora carreira internacional. As alternativas eram poucas mas eles venceram e podem inspirar outros portugueses que sentem dificuldades semelhantes num país em que o peso da interioridade é maléfico.

A Meloteca criou o conceito “Harmonia Parque”, Jardim musical multissensorial, muito elogiado por duas dezenas de municípios como  novo modo de sentir a música em espaços verdes. 

  • É um conceito de parque acessível a todas as capacidades.
  • Favorece momentos terapêuticos para todos.
  • Promove a vivência prazerosa da música e da exploração sonora.
  • Contribui para a inclusão e bem estar em família e em grupo.
  • Desenvolve capacidades menos desenvolvidas em portadores de deficiência
  • Articula num só espaço a educação, a saúde e a música.
  • É uma atração turística para cidadãos nacionais e estrangeiros.
  • Promove o turismo sénior e a qualidade de vida na Terceira Idade.
  • Estimula práticas ecológicas e atividades saudáveis em contacto com a natureza.

Não chegou a ser implementado.

Com a aquisição feita ao longo de 3 décadas e as ofertas de música que vão chegando, o acervo Meloteca vai crescendo, na perspetiva de ser doado a uma universidade que mantenha as plataformas e fomente a divulgação musical.

António José Ferreira

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