Canções de Verão

Trovante, Terra Firme

Caminho acompanhando o tempo

[ À Espera do Verão ]

Caminho acompanhando o tempo,
Um tempo que me sabe a curto…

O Inverno aceita o descanso,
Incerto dá lugar ao sol
Que, ainda tão meigo, ao de leve
Toca nas vozes que despertam:
Sem dó esquecem o Inverno,
Viram costas e entoam
Cantos de louvor ao Sol.

Cidade nova me acolhe,
Fresca e embrulhada em cheiro
De tanta lembrança antiga…
Quieta e entregue ao vento,
Agora transformado em brisa,
Ouço o murmúrio de água numa fonte
Que brinca como um riacho de um monte.

A porta, que conteve a ânsia
De vida de tanta criança,
Range ao abrir, depois de longa chuva,
Com o grito alegre de gente miúda.

Aberto, o céu dá passagem
A cheiro de sardinha e vinho,
De cigarro e de café…
É o Sr. Verão que nos visita:
Vem em sopro de calor,
Mas diz que ainda não fica.

Letra: Maria Carvalho
Música: Frederico Valério (“Não Sei Porque te Foste Embora”)
Intérprete: Trio Fado (in CD “PortoLisboa”, Trio Fado, 2009)

Descapotável pela ponte

[ Sol da Caparica ]

Descapotável pela ponte o cabelo a voar
O calor abrasador e a pressa de chegar
Óculos escuros da Rayban e o contante a partir
A cassete dos Ramones para a gente curtir
Aqui vou eu para a costa
Aqui vou eu vou cheio de pinta
De Lisboa vou fugir vou pó sol da Caparica
Aqui vou eu para a costa
Aqui vou eu vou cheio de pinta
De Lisboa vou fugir vou pó sol da Caparica
Abancados na esplanada mesmo à beira do mar
Cerveja na mesa para refrescar
Ao longo da praia sob o sol de verão
As miúdas da costa são uma tentação
Por isso vou para a costa
Por isso vou cheio de pinta
Viro costas a Lisboa vou pó sol da Caparica
Por isso vou para a costa
Por isso vou cheio de pinta
Viro costas a Lisboa vou pó sol da Caparica
E assim vamos gozando as férias de verão
Tenho o sol da caparica mesmo aqui à mão
Aqui vou eu
Aqui vou eu
De Lisboa fou fugir vou para o sol da Caparica
Aqui vou eu
Aqui vou eu
De Lisboa fou fugir vou pra o sol da Caparica
Aqui vou eu para a costa
Aqui vou eu vou cheio de pinta
De Lisboa vou fugir vou pó sol da Caparica
Aqui vou eu para a costa
Aqui vou eu vou cheio de pinta
De Lisboa vou fugir vou pó sol da Caparica…

Do coco faço uma batida

[ Dou-te Um Doce ]

Do coco faço uma batida
Da areia faço a minha cama
Gosto de me dar à vida
Sempre que o sol me chama

Adoro estar ao pé do mar
Quando te tenho ao meu lado
Dou-te um doce (doce)
Em troca de um beijo salgado
(La-la-la-la-la-la)
Dou-te um doce (doce)
Em troca de um beijo salgado

Vou na onda que me enrola
Como um manto de água fresca
Ouço ao longe uma viola
Bebo o dia que me resta

Fica mais quente o verão
Quando te tenho ao meu lado
Dou-te um doce (doce)
Em troca de um beijo salgado
(La-la-la-la-la-la)
Dou-te um doce (doce)
Em troca de um beijo salgado

Do coco faço uma batida
Da areia faço a minha cama
Gosto de me dar à vida
Sempre que o sol me chama

Intérprete: Lena D’Água

Noite de Verão

Quando é no Verão das noites claras
e faz calor dentro da gente,
…aquela menina casadoira,
que mora junto ao largo,
vem à varanda ver a Lua.

Roçando o corpo, devagar,
descem por ela as mãos da noite:
sente-se nua.
Sente-se nua, na varanda,
já tão senhora do seu destino,
sem medo às estrelas nem às mãos da noite
— mas baixa os olhos se algum homem passa…

Sente-se nua
— mas baixa os olhos se algum homem passa…
Sente-se nua.

Quando é no Verão das noites claras
e faz calor dentro da gente,
…aquela menina casadoira,
que mora junto ao largo,
vem à varanda ver a Lua.

Roçando o corpo, devagar,
descem por ela as mãos da noite:
sente-se nua.
Sente-se nua, na varanda,
já tão senhora do seu destino,
sem medo às estrelas nem às mãos da noite
— mas baixa os olhos se algum homem passa…

Sente-se nua
— mas baixa os olhos se algum homem passa…
Sente-se nua.
Sente-se nua.
Sente-se nua.
Sente-se nua.

Poema: Manuel da Fonseca (ligeiramente adaptado) [texto original abaixo]
Música: João Gil
Arranjo: Trovante
Intérprete: Trovante (in LP “Terra Firme”, EMI-VC, 1987, reed. EMI-VC, 1989; CD “O Melhor dos Trovante”, EMI Music Portugal, 2010; “Trovante: Grandes Êxitos”, EMI Music Portugal, 2013)

NOITE DE VERÃO

(Manuel da Fonseca, in “Planície”, Coimbra: Novo Cancioneiro, 1941; “Poemas Completos”, Lisboa: Iniciativas Editoriais, 1958; “Poemas Completos”, pref. Mário Dionísio, 2.ª edição, Lisboa: Portugália Editora, 1963 – p. 109; “Poemas Completos”, pref. Mário Dionísio, 5.ª edição, Lisboa: Forja, 1975 – p. 120)

Quando é no Verão das noites claras
e faz calor dentro da gente,
…aquela menina casadoira,
que mora junto ao largo,
vem à varanda ver a Lua.

Roçando o corpo, devagar,
descem por ela as mãos da noite:
sente-se nua.
Sente-se nua, na varanda,
já tão senhora do seu destino,
sem medo às estrelas nem às mãos da noite
— mas baixa os olhos se algum homem passa…

[ Fonte: A Nossa Rádio ]

Manuel da Fonseca, poeta

Manuel da Fonseca, poeta

Um Verão

[ Verão ]

Intérprete: The Gift

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