Canções a Nossa Senhora

Musicalbi

Ai lé

[ Maçadela ]

Ai lé! Ai lé!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Ai lé!

Quem tem burro leva o burro,
Quem no não tem vai a pé,
Quem no não tem vai a pé,
Quem no não tem vai a pé,
Quem no não tem vai a pé.
Ai lé!

Maçadeiras do meu linho,
Maçai-me o meu linho bem!
Maçai-me o meu linho bem!
Maçai-me o meu linho bem!
Maçai-me o meu linho bem!
Ai lé!

Não olheis para o caminho,
Que a merenda logo vem!
Que a merenda logo vem!
Que a merenda logo vem!
Que a merenda logo vem!
Ai lé!

Ai lé! Ai lé!
Ai la lé ló, meu bem!
Ai la lé ló, meu bem!
Ai la lé ló, meu bem!
Ai la lé ló, meu bem!
Ai lé!

Ai lé! Ai lé!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Ai lé!

Ai lé! Ai lé!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Ai lé!

Ai lé! Ai lé!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Ai lé!

Letra e música: Tradicional (Vila Maior, São Pedro do Sul, Beira Alta)
Intérprete: Ai!* (in CD “Lavra, Boi, Lavra: Canções de Trabalho”, Ai!/Coruja do Mato, 2015)

Ave-Maria sagrada

[ Ave-Maria Fadista ]

Ave-Maria sagrada
Cheia de graça divina
Oração tão pequenina
De uma beleza elevada

Nosso Senhor é convosco
Bendita sois vós, Maria
Nasceu Vosso Filho um dia
Num palheiro humilde e tosco

Entre as mulheres, Bendita
Bendito é o fruto, a luz
Do vosso ventre, Jesus,
Amor e Graça infinita

Santa Maria das Dores
Mãe de Deus, se for pecado
Tocar e cantar o fado
Rogai por nós, pecadores.

Nenhum fadista tem sorte
Rogai por nós, Virgem-Mãe,
Agora, sempre e também
Na hora da nossa morte.

Letra: Gabriel de Oliveira
Música: Francisco Viana (Vianinha)
Intérprete: Margarida Bessa (in CD “Fado”, Movieplay, 1995)
Versão original: Amália Rodrigues (in Single 78 rpm “Ave-Maria Fadista”, Melodia, 1952; CD “O Melhor de Amália”, vol. III, EMI-VC, 2003)

Maria

[ Para Maria ]

Intérprete: Mafalda Arnauth

Ó Pobre Pátria Trigueira

Ó pobre pátria trigueira
dás filhos como dás flores
Nossa Senhora das Dores
a chorar a vida inteira

dás filhos a todo o mundo
como um tronco sem raiz
mãe das mães que perdem tudo
e morrem no seu país

Ó pobre pátria trigueira
mãe da dor e da tristeza
separada pela fronteira
da nossa grande pobreza

com boca que ninguém beija
e a tua mesa vazia
longe de quem te deseja
ai! envelheces dia a dia

Ó pobre pátria trigueira
quando abraçarás teus filhos
que andam pelo mundo perdidos
a chorar a vida inteira?

Lá vão ao sabor das águas
em barquinhos de papel
com o mar à pele das mágoas
e ao sol que lhes cresta a pele

Ó pobre pátria trigueira
mãe da dor e da tristeza
separada pela fronteira
da nossa grande pobreza

com boca que ninguém beija
e a tua mesa vazia
longe de quem te deseja
ai! envelheces dia a dia

com boca que ninguém beija
e a tua mesa vazia
longe de quem te deseja
ai! envelheces dia a dia

Letra e música: Manuel Lima Brummon
Intérprete: Tereza Tarouca (in LP “Portugal Triste”, Alvorada/Rádio Triunfo, 1980; CD “Tereza Tarouca”, col. O Melhor dos Melhores, vol. 32, Movieplay, 1994)

Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores

Senhora do Almortão

Senhora…
Senhora do Almortão,
Senhora do Almortão,
Ó minha linda raiana,
Virai costas!…
Virai costas a Castela!
Virai costas a Castela!
Não queirais ser castelhana.

Senhora…
Senhora do Almortão,
Senhora do Almortão,
A vossa capela cheira…
Cheira a cravos…
Cheira a cravos, cheira a rosas,
Cheira a cravos, cheira a rosas,
Cheira a flor de laranjeira.

Letra e música: Tradicional (Idanha-a-Nova, Beira Baixa)
Arranjo: Manuel Maio
Intérprete: A Presença das Formigas com Teresa Campos (in CD “Pé de Vento”, A Presença das Formigas/Careto/XMusic, 2014)

Senhora do Almortão

Senhora do Almortão

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Ermida

Localizada em Idanha-a-Nova, a Ermida de Nossa Senhora do Almortão tem um estilo simples e harmonioso. Em 1229 D. Sancho II, no foral dado a Idanha-a-Velha mencionava a Santcam Mariam Almortam, quando demarcava os limites da Egitania. A capela-mor e o altar são revestidos de azulejos do sec. XVIII. O alpendre é formado por três arcos de granito.

Esta capela foi construída porque, como diz a lenda, um dia de madrugada uns pastores atravessavam o campo pelo sítio “Agua Murta” e notaram que havia algo de estranho por traz das murteiras grandes. Aproximaram-se e viram uma linda imagem da Virgem. Ficaram parados de joelhos a rezar, mas depois resolveram levar a imagem para a Igreja de Monsanto. Mas ela desapareceu e foi encontrada outra vez no mesmo lugar da aparição no murtão. Respeitando a vontade da Senhora, os habitantes da vila construíram a capela.

A romaria da Senhora do Almortão realiza-se todos os anos, 15 dias depois da Páscoa. Após a missa faz-se a tradicional procissão. Após as cerimónias segue-se o almoço, convívio entre famílias e amigos. Então o povo canta as várias quadras à Senhora entre elas estas que dizem os historiadores que traduzia o sentimento das pessoas em serem libertadas do domínio dos espanhóis.

Fonte: O Guia da Cidade

Senhora do Castelo

Ó Minha Senhora do Castelo,
Porque me tirais a mim do sério?

Não fiz tudo aquilo que pediste
Desde o dia em que tu me viste?
Porque mereço eu tal castigo?
Onde é que eu fui tão mal contigo?

Ó Minha Senhora do Castelo,
Porque me tirais a mim do sério?

Lá de cima do Castelo,
Prometi-me um futuro belo:
Alfazema e rosmaninho à beira,
Oliveira e pau de laranjeira.

Ó Minha Senhora do Castelo,
Porque me tirais a mim do sério?

Ó Minha Senhora do Castelo,
Porque me tirais a mim do sério?

A todos os santos eu rezei,
Mas a nenhum deles me queixei.
Cravo e rosa no mesmo bordado:
Era apenas o desejado.

Ó Minha Senhora do Castelo,
Porque me tirais a mim do sério?

Ó Minha Senhora do Castelo,
Porque me tirais a mim do sério?

Letra e música: António Pedro
Intérprete: Musicalbi
Versão original: Musicalbi (in CD “Solidão e Xisto”, Musicalbi, 2019)

Musicalbi

Musicalbi

Senhora do Livramento

Senhora do Livramento,
Livrai o meu namorado
Que me vai deixar sozinha
(Ai meu Jesus! ai meu Jesus!)
Pela vida de soldado!

As vossas tranças, Senhora,
São loiras como as espigas!
Senhora do Livramento,
(Ai meu Jesus! ai meu Jesus!)
Protegei as raparigas!

Hei-de bordar a toalha,
Senhora, do vosso altar,
E a camisa do meu noivo
(Ai meu Jesus! ai meu Jesus!)
Quando me for a casar.

Letra e música: Tradicional (Beira Litoral)
Arranjo: Luís Fernandes e Manuel Maio
Intérprete: Toques do Caramulo (in CD “Mexe!”, d’Eurídice/d’Orfeu Associação Cultural, 2016)

Toques do Caramulo, Mexe

Toques do Caramulo, Mexe

Em Canções Regionais Portuguesa (Série X), Fernando Lopes-Graça harmonizou “Senhora do Livramento”.

Senhora do Livramento

[ Senhoras ]

Senhora do Livramento
Que não me sais do pensamento,
Traz à Beira a minha canção
E ouve a minha oração!

Senhora do Almurtão,
Perdoai meu coração
Para que eu por ti ore,
Para que o meu coração chore!

Senhora do Livramento
Que não me sais do pensamento,
Traz à Beira a minha canção
E ouve a minha oração!

Senhora do Almurtão,
Perdoai meu coração
Para que eu por ti ore,
Para que o meu coração chore!

Senhora da Paiágua
Que me tirais toda a mágoa,
Para que eu viva em função
Do que diz meu coração!

Senhora que és da Beira
Eu me debruço na ribeira,
À procura em cada monte
A saudade dessa fronte.

Senhora do Livramento
Que não me sais do pensamento,
Traz à Beira a minha canção
E ouve a minha oração!

Senhora do Almurtão,
Perdoai meu coração
Para que eu por ti ore,
Para que o meu coração chore!

Letra: Valéria Carvalho
Música: António Pedro
Intérprete: Musicalbi
Versão original: Musicalbi (in CD “Solidão e Xisto”, Musicalbi, 2019)

Musicalbi

Musicalbi

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