Caixa de rufo ou tarela, Museu das Bandas Filarmónicas

A caixa de rufo é um instrumento composto por um fuste cilíndrico de madeira ou metal coberto em cada extremidade por uma membrana de pele ou sintética.

Museu das Bandas Filarmónicas

As membranas são cercadas por aros e seguradas por contra-arcos. A tensão é conseguida por meio de parafusos enroscados ou (ocasionalmente) por cordas apertadas. A profundidade do fuste varia de acordo com o propósito do instrumento. Ao longo da membrana inferior estão esticados bordões: cordas de tripa, aço, ceda ou nylon. Os bordões, 8 ou mais em número, dão à membrana o seu timbre característico: quando a membrana superior é percutida, a ressonância é comunicada à membrana inferior que então vibra contra os bordões, a tensão dos bordões é vital para o timbre da caixa. Eles devem estar colocados uniformemente sobre a membrana, suficientemente esticados para produzir uma resposta viva e imediata às pancadas na membrana superior. São ajustados por um Mecanismo de parafusos que permite a distensão instantânea dos bordões para obter efeitos como “abafado”, “surdina” ou “tom-tom”, e igualmente importante, para evitar o penoso “Zumbido” causado (quando há tensão das cordas) pela vibração por simpatia. É percutido com baquetas de madeira que variam em tamanho e estilo de acordo com a escolha do tocador. Esta caixa possui uma membrana única junto à qual se encontram as tiras de resposta que usam cordas de aço (bordões) reaproveitadas do encordoamento de violas. Está preparada para ser transportada presa à cintura, havendo, portanto, possibilidade de ser tocada em andamento.

Fonte: Museu das Bandas Filarmónicas, Região Autónoma da Madeira

Caixa de rufo ou tarela, Museu das Bandas Filarmónicas
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