Rio Minho

Flecha

Bate, bate, coração,
Como um comboio a vapor!
Vou de comboio a Monção
P’ra falar ao meu amor.

Na vidraça
Tudo passa;
Pouca terra, terra vai, ó ai!
Entra a saca,
Sai a vaca,
Dorme a filha, fuma o pai, ó ai!

Voa, Flecha, voa!
Companheiro do rio Minho,
Por terras de verde vinho
Flecha vai.

O meu amor vai lá estar,
Combinámos na estação;
Lá vai o Flecha a apitar
A caminho de Monção.

Na vidraça
Tudo passa;
Pouca terra, terra vai, ó ai!
Entra a saca,
Sai a vaca,
Dorme a filha, fuma o pai, ó ai!

Voa, Flecha, voa!
Companheiro do rio Minho,
Por terras de verde vinho
Flecha vai.

Com a força do calor
Ou com um frio de rachar,
Vou de Monção a Valença
Até Caminha ver o mar.

Na vidraça
Tudo passa;
Pouca terra, terra vai, ó ai!
Entra a saca,
Sai a vaca,
Dorme a filha, fuma o pai, ó ai!

Voa, Flecha, voa!
Companheiro do rio Minho,
Por terras de verde vinho
Flecha vai.

Letra e música: Carlos Guerreiro
Arranjo: Carlos Guerreiro
Intérprete: Gaiteiros de Lisboa
Versão original: Gaiteiros de Lisboa com Segue-me à Capela (in CD “Bestiário”, Uguru, 2019)

Nota: «Tema composto para um espectáculo de comemoração do centenário do comboio Flecha, que uniu Valença do Minho a Monção, organizado pela Câmara Municipal de Monção.» (Carlos Guerreiro)

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