Amor de Mãe

Meu Amor Eterno

Meu Amor Eterno,
Doce verde olhar,
Ilumina o meu caminho!
Acompanha o meu andar!

Meu Amor Eterno,
Mãos de acarinhar,
Segura no teu menino!
Ajuda-me a continuar!

Meu Amor Eterno,
Fada do meu lar,
Alimenta-me a saudade!
Sacia o meu paladar!

Meu Amor Eterno,
Cordão de umbilicar,
Relembra-me do teu cheiro!
Não me deixes de cantar!

Ema te fez,
Deus te criou,
Paulo te abriu,
José completou.

“Morrer por morrer!”,
Disseste-o assim;
Da tua coragem
Tiveste-me a mim.

Meu Amor Eterno,
Cordão de umbilicar,
Relembra-me do teu cheiro!
Não me deixes de cantar!

Letra: Rogério Charraz (dedicada à sua Mãe)
Música: Rogério Charraz e Júlio Resende
Arranjo: Júlio Resende
Intérprete: Rogério Charraz (in CD “Não Tenhas Medo do Escuro”, Rogério Charraz/Compact Records, 2016)

Pele encarquilhada

[ Mãe Preta ]

Pele encarquilhada, carapinha branca,
gandola de renda caindo na anca,
embalando o berço do filho do sinhô,
que há pouco tempo a sinhá ganhou.

Era assim que mãe preta fazia:
criava todo o branco com muita alegria.
Porém, lá na sanzala o seu pretinho apanhava,
Mãe Preta mais uma lágrima enxugava.

Mãe Preta! Mãe Preta!

Enquanto a chibata batia no seu amor,
Mãe Preta embalava o filho branco do sinhô.
Enquanto a chibata batia no seu amor,
Mãe Preta embalava o filho branco do sinhô.

Enquanto a chibata batia no seu amor,
Mãe Preta embalava o filho branco do sinhô.
Enquanto a chibata batia no seu amor,
Mãe Preta embalava o filho branco do sinhô.

Mãe Preta! Mãe Preta!

Letra: Antônio Amabile “Piratini”
Música: Matheus Nunes “Caco Velho”
Intérprete: Rua da Lua* (ao vivo no Teatro da Luz, Lisboa)
Primeira versão de Rua da Lua (in CD “Rua da Lua”, Rua da Lua, 2016)
Versão original: Conjunto Tocantins (in single 78 rpm “Mãe Preta”, Continental (Brasil), 1943)
Primeira versão por cantora portuguesa: Maria da Conceição (in single 78 rpm “Mãe Preta”, Continental (Brasil), 1954)
Segunda versão de Maria da Conceição (in single 78 rpm “Mãe Preta”, Estoril, 1958; CD “Maria da Conceição: Fados”, Estoril, 2009)

Resguardaste-me da vida

[ Não É, Mãe? ]

Resguardaste-me da vida
E mesmo frágil e ferida
Tomaste conta de mim.
Levaste-me leite à cama,
Disseste que para quem ama
Nunca pode haver um fim.

São difíceis de queimar as coisas más.
As coisas boas são difíceis de encontrar.

Mãe… está tudo bem, mãe?

Quando a minha mãe dobrava meias
Estava sempre tudo bem.

Não é, mãe?

Letra: Duarte (Novembro de 2010)
Intérprete: Albano Jerónimo (in CD “Sem Dor Nem Piedade”, Duarte/Alain Vachier Music Editions, 2015)

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