D. Dinis

– Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo?
Ai Deus, e u é?

Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado?
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo?

Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi há jurado?
Ai Deus, e u é?

– Vós me preguntades polo voss’amigo?
Eu bem vos digo que é san’e vivo.
Ai Deus, e u é?

Vós me preguntades polo voss’amado?
Eu bem vos digo que é vivo e sano.
Ai Deus, e u é?

Eu bem vos digo que é san’e vivo
e seerá vosc’ant’o prazo saído.

Eu bem vos digo que é vivo e sano
e seerá vosc’ant’o prazo passado.
Ai Deus, e u é?

Eu bem vos digo que é san’e vivo
e seerá vosc’ant’o prazo saído.

Eu bem vos digo que é vivo e sano
e seerá vosc’ant’o prazo passado.
Ai Deus, e u é?

Ai flores, ai flores do verde pino…

Ai Flores do Verde Pino (cantiga de amigo)
Poema: D. Dinis (ligeiramente adaptado) [texto original abaixo]
Música: Helena de Alfonso e Jose Lara Gruñeiro
Arranjo: Paulo Loureiro
Intérprete: Ana Laíns* (in CD “Portucalis”, Ana Laíns/Seven Muses, 2017)
Versão original: Barahúnda / voz de Helena de Alfonso (in CD “Al Sol de la Hierba”, Nufolk/GalileoMC, 2002)

*Ana Laíns – voz
Paulo Loureiro – piano
Bernardo Couto – guitarra portuguesa
Hugo Ganhão – baixo fretless
José Salgueiro – flügelhorn (fliscorne)

D. Dinis
D. Dinis

Ai flores, ai flores do verde pino

(D. Dinis, 1261-1325, in “Cancioneiro da Biblioteca Nacional”, B 568; “Cancioneiro da Vaticana”, V 171)

– Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo?
Ai Deus, e u é?

Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado?
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs conmigo?
Ai Deus, e u é?

Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi há jurado?
Ai Deus, e u é?

– Vós me preguntades polo voss’amigo
e eu ben vos digo que é san’e vivo.
Ai Deus, e u é?

Vós me preguntades polo voss’amado
e eu ben vos digo que é viv’e sano.
Ai Deus, e u é?

E eu ben vos digo que é san’e vivo
e seerá vosc’ant’o prazo saído.
Ai Deus, e u é?

E eu ben vos digo que é viv’e sano
e seerá vosc’ant’o prazo passado.
Ai Deus, e u é?

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