Caniçal

Mourisca do Caniçal

A semana a cobiçar,
De amor ela me cobiça…
Se não lograr os teus olhos
Domingo não vou à missa!

No adro da igreja, naquele apertão,
O lenço que tinha roubaram-mo da mão.
Garota de seda de trinta mil cores…
Quem deitavas, velha, a voz de namoro?

Se não sabes onde eu moro…
Eu moro ali além,
Numa casinha de palha,
Sozinho mais minha mãe.

No adro da igreja, naquele apertão,
O lenço que tinha roubaram-mo da mão.
Garota de seda de trinta mil cores…
Quem deitavas, velha, a voz de namoro?

Ó senhor de longe, longe,
Ó senhor, d’onde vens?
Venho passar o Natal,
Natal, a casa da minha mãe.
Quem não entrar no caminho
P’ró ano já cá não vem.

No adro da igreja, naquele apertão,
O lenço que tinha roubaram-mo da mão.
Garota de seda de trinta mil cores…
Quem deitavas, velha, a voz de namoro?

São quatro p’ra baile
E cinco p’ra perto;
Eu brinco contigo
E dá-me tudo certo.

Letra e música: Tradicional (Madeira)
Recolha: Artur Andrade e António Aragão
Intérprete: Real Companhia (in CD “Orgulhosamente Nós!”, Lusogram, 2000)
Primeira versão [?]: Encontros da Eira (in CD “Retalhos de Tradição”, Almasud Records, 1998; CD “O Melhor dos Encontros da Eira”, Vidisco, 2002)

Caniçal
Caniçal (Madeira)
0 comentários

Deixe um comentário

Quer participar?
Deixe a sua opinião!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *