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CANÇÕES SOBRE O ALGARVE

AI ALGARVE

Vê-se ranchos de raparigas
a desfolhar uma rosa,
cantando lindas cantigas,
formando bailes de roda.

Refrão:
Ai, Algarve, tens amendoeiras floridas!
Ai, Algarve, tens o nome da canção!
Ai, Algarve, tens tão lindas raparigas!
Ai, Algarve, tens tão lindo Portimão!

Envolvidas na canção
fazem arraiais de feira,
gritam "viva Portimão",
viva a flor da amendoeira.

Refrão

Envolvida nas cantigas
só eu ficarei no pó
que as amendoeiras despidas
causam pena, metem dó.

Refrão

Letra: Anónimo
Música: António Vinagre
Intérprete: Grupo Coral de Portimão
(in CD "Algarve", Tradisom, 200?)


ALGARVE, SERRAS MANSAS

Algarve, serras mansas onduladas
aos poucos aplanando-se em campinas,
praias de areia e rochas arrendadas,
verdes sapais e manchas de salinas

E o mar, mais pronto a calmas que a furores
às traineiras levando os pescadores,
peixes brilhando em raras pedrarias
e o mar, mais pronto a calmas que a furores

Às traineiras levando os pescadores
peixes brilhando em raras pedrarias,
matos floridos, árvores variadas,
farrobas, figos, amêndoas e citrinas.

Terras vermelhas, hortas afogadas
n'águas doces de noras e de minas
e o céu, tonto de sol, pintado a cores
de inverosímeis, múltiplos fulgores

Jardim das mil e uma fantasias
e o céu, tonto de sol, pintado a cores
de inverosímeis, múltiplos fulgores,
jardim das mil e uma fantasias.

Letra: António Balté
Música: António Vinagre
Intérprete: Grupo Coral de Portimão
(in CD "Algarve", Tradisom, 200?)


CORRIDINHO, CORRIDINHO

Meu Algarve das baladas,
não és bem como te cantam.
Mais que moiras encantadas
tens moiras que nos encantam.

Refrão:

Corridinho, corridinho,
antes que a morte apareça
corridinho, corridinho,
vamos lá viver depressa.

Cava a terra, pisa o mosto,
puxa a rede e continua.
A 'balhar' até dá gosto
o suor que a gente sua.

Refrão:

Corre, pula, rodopia
até manhanita, moça.
Já alugámos o dia
mas a noite é toda nossa.

Refrão:

Tia Anica da Fuzeta,
Tia Anica de Loulé
da barra da saia preta
ou da caixa de rapé.

Refrão:

Fala, fala se és capaz,
cantorica, bailarica,
que no céu não poderás
já sem corpo, Tia Anica.

Refrão:

Letra: Leonel Neves
Música: António Vinagre
Intérprete: Grupo Coral de Portimão
(in CD "Algarve", Tradisom, 200?)


MEU ALGARVE CHEIO DE LUZ

Refrão:
Meu Algarve, cheio de luz,
és o sol que me ilumina,
u ma estrela que reluz,
o amor que me domina
.

És o meu sol branco e doirado
a tua luz me seduz,
paraíso inconquistado,
meu Algarve, minha luz.

Refrão

És o sol que me ilumina,
minha flor, meu girassol,
a semente que germina,
meu Algarve, cheio de sol.

Refrão

És uma estrela a brilhar
a minha constelação,
um jardim à beira-mar,
a minha flor em botão.

Refrão

Letra: Maria José Fraqueza
Música: António Vinagre
Intérprete: Grupo Coral de Portimão
(in CD "Algarve", Tradisom, 200?)


O MEU ALGARVE

Ó Sol, vibrante sol, do meu Algarve de oiro,
que fazes palpitar os peitos e os jardins
no mesmo grande amor, fecundo, imorredoiro,
que rebenta, na Vida, em olhos e jasmins:
ó Sol que pões no Céu um brilho violento
e fazes chamejar, ao longe, os horizontes,
que pões fogo no ar e pões brasas no vento
e que vais calcinar a epiderme aos montes,
adoro a tua luz vigorosa e sadia,
que modula no campo a música das cores,
que rega, em nossa alma, os cactos da Alegria
e esculpe nas sementes os bustos das flores.
Cai-me sobre o olhar: banha-me em teu fulgor,
ó Sol que pões no Céu um latejante azul:
Dá-me a tua alegria e dá-me o teu vigor,
ó Sol, imortal sol, do meu país do Sul...

Refrão

Poema (excerto): João Lúcio (in "O Meu Algarve", 1905)
Música: Pedro Guerreiro
Intérprete: Carla Moreira / Trupe Barlaventina
(in CD " Lendas do País do Sul ", Concertante, 1999)


TIA ANICA, TIA ANICA

Tia Anica está dormindo
à sombra de uma figueira.
Está sonhando com o figo
que comeu por brincadeira.

Vejam lá a Tia Anica
cada vez está mais gorda
por comer figo torrado
com miolo de alfarroba.

Refrão:
Tia Anica, mana Anica,
tia Anica de Loulé,
comeu o figo maduro
para mim deixou o pé.

De onde a Tia Anica é
ninguém sabe com certeza.
É de Faro, é de Loulé,
algarvia e portuguesa.

Eu perguntei em Loulé
a uma moça bonita
pela caixa de rapé
que era da Tia Anica.

Refrão

Tia Anica de Loulé
foi criada por artistas.
Fuma à mesa do café
e canta para os turistas.

Pois agora a Tia Anica,
muito senhora de si,
tem vivenda, anda de carro,
vai à praia em biquini.

Refrão

Letra: Fábio Gomes
Música: António Vinagre
Intérprete: Grupo Coral de Portimão
(in CD "Algarve", Tradisom, 200?)

 
   
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