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AÇORES

Açores, montanha do Pico

Montanha do Pico

ESTA NOITE NINGUÉM DANÇA

[ Manda Voltar (Chamarrita) ]

[ Instrumental ]

Esta noite ninguém dança,
Cantador não quer cantar;
Esta noite ninguém dança,
Pôs-se o homem a cismar:

«Já não cabe tanta ausência
Nesta terra frente ao mar;
Já não cabe tanta ausência,
Dura a vida, manda voltar!»

A filha do cantador
Foi p'ra longe trabalhar;
Não sei que vida deixou,
Que vida há-de ganhar.

«Deu-me um beijo, foi-se embora,
Era hora de ficar...
Deu-me um beijo, foi-se embora,
(Era hora) manda voltar!»

Foram novos, foram tantos,
Que viola há-de tocar?
Esta noite ninguém dança,
A Rita não quer chamar.

Vai-te embora, mandador!
Chama Rita ao seu lugar!
Água fora, vai-te embora!
Chama, chama, manda voltar!

[ Instrumental ]

P'ra que serve um mandador
Que não tem em quem mandar?
Esta noite ninguém dança, 
Cantador não quer cantar.

Vai-te embora, ó mandador!
Muda a sorte, manda virar! 
Água fora, vai-te embora!
Vira a vida, manda voltar!

Água fora, vai-te embora!
Chama, chama, manda voltar!
Água fora, pede, chora! 
Puxa, implora, manda voltar! 

[ Instrumental ]

Letra: Catarina Gouveia
Música: Tradicional (Açores)
Recolha: Artur Santos
Intérprete: Macadame* (ao vivo no Teatro da Luz, Lisboa)
Versão original: Macadame (in Livro/CD "Firmamento", Macadame, 2016)

TOPO

Ó ÁGUA DO MAR, SALGADA

[ Mar Salgado ]

[ Instrumental ]

Oh água do mar, salgada,
Porque não adocicais?
Correm fontes e ribeiras...
Salgada cada vez mais.

Não há vida mais tirana
Do que a do homem do mar:
Nas ondas a morte à vista,
Em casa a fome a matar.

O mar tem ondas medonhas
Que levantam o furacão;
Eu tenho medo sem fim 
Do mar do meu coração.

[ Instrumental ]

Oh água do mar, salgada,
Porque não adocicais?
Correm fontes e ribeiras...
Salgada cada vez mais. 

Não há vida mais tirana
Do que a do homem do mar:
Nas ondas a morte à vista, 
Em casa a fome a matar. 

O mar tem ondas medonhas
Que levantam o furacão;
Eu tenho medo sem fim
Do mar do meu coração. 

[ Instrumental ]

Letra: Tradicional (Açores)
Música: Macadame
Intérprete: Macadame* (ao vivo no Teatro da Luz, Lisboa)
Versão original: Macadame (in Livro/CD "Firmamento", Macadame, 2016)

TOPO

QUERO-TE BEM

[ Instrumental ]

Quero-te bem, quero-te bem porque quero,
Quero-te bem porque és o meu amor;
Quero-te bem, quero-te bem porque quero,
Queira ou não queira a razão.

Quero-te bem sobre o bem
Com todo o meu bem-querer;
Quero-te bem dentro da alma
Sem te dar a entender.

Quero-te bem, quero-te bem sobre o bem,
Sobre o bem, sobre o bem a bem-querer;
Quero-te bem, quero-te bem, já te disse,
Hei-de amar-te até morrer!

Quero-te bem sobre o bem
Com todo o meu bem-querer;
Quero-te bem dentro da alma
Sem te dar a entender.

Quero-te bem sobre o bem
Com todo o meu bem-querer;
Quero-te bem dentro da alma
Sem te dar a entender.

[ Instrumental ]

Quero-te bem, quero-te bem porque quero,
Quero-te bem porque és o meu amor;
Quero-te bem, quero-te bem porque quero,
Queira ou não queira a razão.

Quero-te bem sobre o bem
Com todo o meu bem-querer;
Quero-te bem dentro da alma
Sem te dar a entender.

Quero-te tanto, quero-te tanto, meu bem!
Dizer-te o quanto, dizer-te o quanto eu não sei;
Quero-te ter, quero-te ter sobre o peito
Onde bate o coração!

Quero-te bem sobre o bem,
Sobre bem a bem-querer;
Quero-te bem, já te disse,
Hei-de amar-te até morrer!

Quero-te bem sobre o bem,
Sobre bem a bem-querer;
Quero-te bem, já te disse,
Hei-de amar-te até morrer! 

[ Instrumental ]

Letra: Tradicional (Açores)
Música: Macadame
Intérprete: Macadame* (ao vivo no Teatro da Luz, Lisboa)
Versão original: Macadame (in Livro/CD "Firmamento", Macadame, 2016)

* Macadame:
Vânia Couto – voz
Alexandre Barros – viola braguesa
Paulo Yoshida – baixo
Rui Macedo – guitarra eléctrica
João Fong – programação e teclados

TOPO

VAI DE RODA

[ Canção dançada ou 'moda' de baile ]

Vai de roda, vai de roda!
Vai de roda com primori!
Daqui desta região,
De quem há-de ser meu amori.

Hei-de cantar e bailar
Enquanto vida tiveri;
E depois, quando eu morrer,
Que cante e baile quem quiseri.

Os olhos do meu amor
São grãos de trigo na eira,
Semeados ao domingo
E nados à segunda-feira.

[ Instrumental ]

Vai de roda, vai de roda!
Vai de roda com primori!
Daqui desta região,
De quem há-de ser meu amori.

Hei-de cantar e bailar
Enquanto vida tiveri; 
E depois, quando eu morrer,
Que cante e baile quem quiseri.

Os olhos do meu amor
São grãos de trigo na eira,
Semeados ao domingo 
E nados à segunda-feira.

[ Instrumental ]

Letra e música: Tradicional (ilha de S. Miguel, Açores)
Recolha: Artur Santos (campanha de 1960) (in 4CD "O Folclore Musical nas ilhas dos Açores: Antologia Sonora da Ilha de S. Miguel": CD 2, Açor/Emiliano Toste, 2001)
Intérprete: Macadame* (ao vivo no Teatro da Luz, Lisboa)
Primeira versão de Macadame (in Livro/CD "Firmamento", Macadame, 2016)

VIVA O VINHO RESCENDENTE

[ Ai Vinho do Pico ]

[ Instrumental ]

Viva o vinho rescendente     | bis
Que cresceu ao pé do mar   |
E se esvai tão de repente  | bis
Porque tem bom paladar!  |

[ Instrumental ]

Atlantis à flor da água      | bis
Tem Arinto lá no monte;   |
Vou beber a minha mágoa   | bis
No Czar da tua fonte.          |

[ Instrumental ]

O vinho acende o desejo,   | bis
Basalto, aquela emoção...   |
O Merlot sabe ao beijo     | bis
Deste amor, pura afeição. |

[ Instrumental ]

Dono da casa, amiguinho,   | bis
Tu não me dês uma nega:  |
Vamos lá provar o vinho      | bis
Que há na tua linda adega!  |

[ Instrumental ]

Letra: Victor Rui Dores
Música: Popular (Chamarrita do Pico, Açores)
Arranjo: Luís Bettencourt
Intérprete: Carlos Alberto Moniz* (ao vivo no Teatro da Luz, Lisboa)
Versão original: Carlos Alberto Moniz (in Livro/2CD "O Vinho dos Poetas": CD 2, Carlos Alberto Moniz/Ovação, 2014)

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