ANDAKIBEBÉ
Andakibebé começou por ser um CD/Livro editado pela Editora Campo das Letras e a Companhia de Música Teatral, e tornou-se um espectáculo. Para ouvir e ver, com os pais, avós, irmãos e o bebé.
Apresentando situações cénicas de grande colorido animadas por imagens video, seis músicos interpretam ao vivo canções especialmente concebidas para o público infantil (Andakibebé é especialmente recomendado a famílias/educadores com bebés e crianças até aos 9 anos de idade) e arranjos sobre rimas e canções da cultura tradicional portuguesa.
O espectáculo incentiva a participação do público e a interacção entre intérpretes, pais e bebés. Enquanto a Sandra, a Salamandra, essa malandra, manda na banda, por dentro da Música, fazendo "cu-cu", surgem canções de embalar e outros mimos: viaja-se no Comboio Tu-Tú, dança-se o tango Orango Tango, o Girassol põe as folhas ao Sol... E assim, aos pouquinhos, o bichinho começa a soltar-se.
O espectáculo pode depois continuar em casa, com o CD/livro com o mesmo nome. Todos os dias a fazer festinhas e a fazer a festa: num bocadinho de colo, um bocadinho de Pai, um bocadinho de Mãe, um bocadinho de Amigo. Andakibebé é "brincar à Música" com a Companhia de Música Teatral.
BEBÉBABÁ
Bebébabá é um projecto que engloba um conjunto de workshops para bebés com idade igual ou inferior a 24 meses acompanhados pelos seus pais (ou avôs, irmãos ou outros educadores), e um espectáculo final, dedicado a estes bebés, e em cuja criação e interpretação os adultos acompanhantes do bebé participam também.
Bebébabá configura simultaneamente um percurso de exploração criativa e um produto final a que o público pode assistir: é simultaneamente um espectáculo realizado pelos pais para os seus bebés e um espectáculo que resulta dessa mesma interacção em conjugação com o desempenho dos intérpretes da Companhia de Música Teatral.
Bebébabá é, em várias dimensões, um híbrido. Por um lado, é o híbrido de um percurso formativo e uma performance de carácter lúdico. É o resultado de um conjunto de workshops sobre orientações musicais para a primeira infância em que os pais/educadores participam com os seus bebés e ao longo dos quais se vão ensaiando formas de interacção musical, estimulação plástica e táctil, ao mesmo tempo que se desenvolve a concepção de um espectáculo final para esta faixa etária. Cada um destes workshops é um espaço aberto à pesquisa e à imaginação, neles se experimentando formas diversas de actuação. Mas, de algum modo, cada um dos workshops para bebés acompanhados pode, ele próprio, ser visto também como um pequeno espectáculo para bebés. Pode, pois, dizer-se que Bebébabá é uma sequência de pequenos espectáculos que culminam num espectáculo final mais elaborado. Por outro lado, em Bebébabá os pais/educadores são simultaneamente criadores e intérpretes mas também espectadores das reacções que a sua performance proporciona aos seus bebés - espectadores do seu próprio espectáculo.
E Bebébabá dirige-se também ao público em geral, interessado em assistir a um espectáculo para bebés. Em suma, um espectáculo para espectadores de espectadores e assim sucessivamente.
Os workshops realizados com os bebés e seus acompanhantes são o ponto de partida para a criação do espectáculo final. A Companhia de Música Teatral disponibiliza um conjunto de meios materiais e um conjunto de canções originais de Paulo Maria Rodrigues. A partir destes meios processa-se todo um trabalho musical que, incentivando a interacção entre os bebés e seus educadores, inclui também a pesquisa de sons, da expressividade da linguagem e seu conteúdo emocional, jogos de interacção familiar, canções de embalar e lengalengas tradicionais e a exploração diversificada de situações visuais, plásticas, tácteis e de movimento.
A voz humana é o meio musical privilegiado, quer a solo, quer acompanhada ao piano. Mas está igualmente disponível um conjunto de outras sonoridades, manipuladas através dos sensores de um tapete interactivo. No espectáculo final, enquanto os bebés brincam neste tapete activando assim uma banda sonora sempre inédita, o público é brindado com imagens vídeo de Pedro Sena Nunes contextualizando o percurso que antecedeu a apresentação final.
Os workshops realizados com os adultos procuram sensibilizar os educadores para este tipo de vivências, explorar as suas capacidades expressivas ao nível da voz e do corpo e enriquecer as suas formas de comunicação com o bebé.
Explorando técnicas sonoras e visuais capazes de suscitar o interesse e atenção do bebé, pretende-se igualmente que os adultos participem na concepção do espectáculo para o seu bebé e conheçam os seus bastidores. A função dos formadores é, sobretudo, fornecer as ferramentas capazes de conduzir ao processo de descoberta e ajudar a fazer a síntese em termos do produto final.
Procurando ilustrar este percurso, ao longo dos workshops vão sendo colhidas as imagens vídeo que são integradas na apresentação final aberta ao público ao mesmo tempo que os bebés brincam no tapete interactivo.
Quer a composição musical quer a movimentação cénica em interacção com os objectos cenográficos - caracterizados por grande colorido e plasticidade - podem, pois, ser encarados como elementos de um puzzle maleável que se vai moldando ao longo dos diversos workshops. Bebébabá inspira-se num carrossel que facilmente sugere outras imagens e cujas partes são desmontáveis. Aliás, uma das citações literárias incluídas no vídeo dirigido ao público dá o mote a toda esta experiência: O filho é o carrossel à volta da mãe / O carrossel no coração da mãe / A luz dos carrosséis é a música. (Daniel Faria)
A primeira apresentação de Bebébabá ocorreu no Teatro Viriato, em Viseu, tendo sido uma co-produção da Companhia de Música Teatral com o Teatro Viriato levada a cabo em Setembro de 2001. Colheu uma enorme receptividade por parte dos pais e bebés participantes, bem como por parte do público e da crítica. Esta experiência encontra-se documentada num vídeo e livro publicados pela Editora Campo das Letras e publicado também nos Estados Unidos pela GIA.
Trata-se de um projecto em working progress que tem permitido à CMT cruzar vertentes de trabalho de âmbito artístico, tecnológico, científico, comunitário e educativo e reflectir sobre possíveis intervenções sociais da Arte.
Depois da sua estreia, o projecto tem sido reconstruído com outros Pais e bebés participantes. Nomeadamente:
- Outubro de 2003, Coimbra, Teatro Gil Vicente, iniciativa da Fundação Bissaya Barreto, Coimbra, Capital da Cultura, com a colaboração da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra.
- Março de 2004, Aveiro, Festival Internacional de Música de Aveiro
- Julho de 2004, Porto, Teatro do Campo Alegre
BEBÉ.CUCU
Que percepção do mundo tem um bébé? A escala é diferente, os hábitos, os movimentos, os gostos, as brincadeiras são diferentes. Para este projecto, a CMT colocou mini-câmaras de vídeo em vários bébés e recolheu as imagens que correspondem às que eles vêm em várias situações quotidianas; ir ao parque, à creche, em casa, a brincar com os pais, com outros bébés. A partir desse material criou uma instalação interactiva, um espaço de som e imagem, cujo comportamento depende da presença dos visitantes.
Não se trata portanto de um documentário, não existe uma narrativa, nem se pretende um estudo científico daquilo que é a percepção que uma criança tem do mundo. Pretende-se, sim, explorar artisticamente a ideia de que o mundo são mundos, proporcionar uma experiência emocional que talvez apele aos nossos sentimentos mais primordiais. Uma colaboração DeCA/CMT/Artshare.
O GATO DAS NOTAS
O Gato das Notas é uma transfiguração musical muito bem amanhada da fábula "O Gato das Botas". Emendou-se o destino dos personagens, deu-se-lhes vida musical e criou-se uma nova história com vestes teatrais. A obra foi concebida a pensar nas crianças, que são maiores e vacinadas quando são tratadas como tal. Portanto, o seu possível valor pedagógico é especialmente dedicado aos adultos que conservam a criança.
Aqui há Gato, ou este não fosse um soprano-fanhoso, espécie declaradamente em vias de extinção, para o que muito contribuem os vocalizos ao domicílio da Professora Cotovia, devidamente acolitada por um Galo. Mas, atenção, antes da pele deste Gato estar a salvo, o Marquês de Malabares há-de desafiá-lo para um duelo e para um dueto, há-de persegui-lo e cantar-lhe árias.
Em momentos de suspense e aventura, este Gato em apuros parodia aulas de canto lírico e pede ajuda aos Senhores da Flauta e do Contrabaixo usando artimanhas de swing e ragtime.
Não faltam também momentos de magia: a princesa Tafú desperta da sua letargia profunda, entoando, baralhada, excertos de poemas que foram usados por Mahler, Strauss e Schubert. Pelo meio vão ficando citações musicais da "Marcha Turca" de Mozart, do "Atirei o pau ao gato", música de cabaret, rap, algum absurdo-musical e outras incursões étnicas...
No final, Gato, Marquês, Princesa e Rei fundem as suas vozes e miam para sempre. Enfim, todos se salvam e dançam ao ritmo do Samba Gático. "Sinta na pele o apelo" e dance connosco nesta festa para bichos e animais até aos 100 anos de idade! Lelélé ismadaré!
PRIMEIRA BICHOFONIA
A Primeira Bichofonia é um pequeno espectáculo para Pais com bebés criado a partir da Enciclopédia da Música com Bicho da Companhia de Música Teatral. As histórias com música dessa publicação da (CMT) são pretexto para uma série de jogos de interacção musical dirigidos a bebés acompanhados pelos seus pais e/ou educadores.
Através de canções, sons, cores e movimento oferece-se aos mais pequeninos o colo de toda uma aldeia empenhada em fazer crescer crianças saudáveis e felizes. Um pequeno espectáculo em que a ternura das primeiras comunicações são motivo de festa e orgulho para Pais e Mães embevecidos e do qual se sai com o bichinho da Música e dos livros a rabiar... Têm a duração de, aproximadamente, 40 minutos