ARQUIVO DE NOTÍCIAS SOBRE ORGANÍSTICA |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
CONCERTO INAUGURAL DO ÓRGÃO DA IGREJA DO COLÉGIO |
O concerto inaugural do novo órgão grande da Igreja do Colégio, no Funchal, realiza-se hoje à noite, às 21h00, pelo organista Ton Koopman, após a bênção do instrumento pelo bispo do Funchal António Carrilho.
O concerto de Koopman será composto essencialmente por peças dos séculos XVII e XVIII, procurando conciliar a tradição organística ibérica com a da Europa Central.
O concerto abre com "Battalia famosa", em Dó Maior de um autor anónimo, seguindo-se de Pablo Bruna, "Tiento sobra la laetania delle Virgen", em Sol Menor e ainda o espanhol Juan Cabanilles, "Tiento" em Sol Menor. Sem intervalo, o recital inclui dois dos mais importantes compositores de música para órgão: Dieterich Buxtehude e Johann Sebastian Bach.
Nos primeiros anos da sua carreira, Ton Koopman recebeu, por diversas vezes, o prémio "d'Excellence" como reconhecimento pelo seu êxito como organista e cravista.Um dos prémio de mais prestígio que recebeu, foi o "3-M" em 1989, pela sua contribuição pro música antiga.
Em 1992 recebeu o prémio "Crystal" da Symphony Hall de Osaka, Japão, e em 1993 o prémio Edison, pela gravação das "Sinfonias de Paris" de Haydn, com a "Amsterdam Baroque Orchestra". Dois anos mais tarde viu reconhecido com um disco um disco de ouro o seu disco "Paixão de S. Mateus" com a "Amsterdam Baroque Orchestra" e o Coro da "Netherlands Bach Society" , cuja gravação vendeu 15.000 cópias. pela mesma gravação recebeu em França o prémio da "Academie du Disque Lyrique". Nesse mesmo ano foi nomeado primeiro director da "Radio Chamber Orchestra" da Holanda depois de ter trabalhado frequentemente com a mesma como director convidado.
Ao longo de 44 anos de carreira, Koopman tem-se apresentado nas mais importantes salas de espectáculo, designadamente o Concertgebouw, Teatro dos Campos Elíseos, na Filarmonia de Munique, na Alter Opera de Frankfurt, no Lincoln Center e no Carnegie Hall, bem como em diversos festivais. Koopman, um dos maiores especialistas da música do barroco, quer como intérprete quer como investigador, diplomou-se em Órgão, Cravo e Musicologia no Conservatório de Amesterdão tendo alcançado o Prémio Excelência nos dois instrumento, e dirige actualmente a Orquestra Barroca de Amesterdão.
Entre 1994 e 2004, o músico holandês dirigiu e gravou todas as cantatas de Johann Sebastian Bach, trabalho que lhe valeu vários prémios e um grau honorífico, em 2002, pela Universidade de Utreque. Actualmente está envolvido na gravação da integral de Dieterich Buxtehude, um projecto que conta concluir em 2010, englobando um total de 30 CD.
De salientar que este grande órgão começou a ser executado em 2005 e foi concluído em 2007, pelas mãos do organeiro português Dinarte Machado. Devido às obras de reforço do coro, a sua montagem só foi feita em Outubro passado. O custo total deste instrumento foi de 226.512 euros, tendo sido comparticipado pelo POPRAM 3 - Programa Operacional Plurifundos para a Região Autónoma da Madeira em 70 por cento.
Lúcia Mendonça da Silva
Jornal da Madeira, 23 Novembro 2008
|
RUI PAIVA APRESENTA CD EM CONCERTO NA SÉ DE FARO |
O concerto de lançamento do CD "Dieterich Buxtehude (1637-1707): Órgão da Sé Caredral de Faro", pelo organista Rui Paiva, decorre já no dia 17 de Novembro, na Sé Catedral de Faro, e assinala a passagem do tricentenário do compositor, figura maior do Barroco norte-alemão.
Trata-se de uma edição da Academia de Música de Santa Cecília de Lisboa que conta com o apoio da Direcção Regional de Cultura do Algarve, da Caixa de Crédito Agrícola do Algarve e do Cabido da Sé Catedral.
Rui Paiva, organista e cravista, é professor de Órgão na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa e director da Academia de Música de Santa Cecília. Como intérprete, tem abordado sobretudo o repertório dos séculos XVI a XVIII, em concertos e recitais a solo, integrado em diversos grupos, e em numerosas edições discográficas.
Refira-se, o Órgão da Sé Catedral de Faro foi construído entre os finais de 1715 e 1716, sob encomenda do Cabido da Catedral, por Johann Heinrich Hulenkampf, organeiro ao tempo residente em Lisboa, discípulo do construtor Arp Schnitger. A concepção original do instrumento é tipicamente norte-alemã. Em 1767, porém, o órgão foi profundamente remodelado e ampliado pelo organeiro italiano Pasquale Gaetano Oldovini, que tinha oficina em Évora.
Tendo sofrido depois outros restauros que o descaracterizaram, o Órgão da Sé Catedral de Faro foi em 2006 totalmente revisto pelo mestre organeiro Dinarte Machado. Esta intervenção foi apoiada pelo Ministério da Cultura, através do IGESPAR IP - Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, I. P.
O CD é acompanhado por um livro ilustrado, numa edição especial, com textos de João Pedro d'Alvarenga (Universidade de Évora) e fotografias de Telma Veríssimo. A par do concerto de lançamento do CD, pelas 21:30 horas, no dia 17 de Novembro vai estar também patente uma exposição fotográfica que vai permitir apreciar pormenores do Órgão.
CE/RS
Região Sul, 07 Novembro 2007
|
SÉ VELHA RECLAMA DIGNIDADE |
O projecto para "restituir a dignidade à Sé Velha de Coimbra" começa com a aquisição de um órgão de tubos, cujo concurso internacional deverá ser lançado ainda este ano, mas não se fica por aí. João Evangelista, pároco da Sé Velha, admite criar ali uma escola de música e quer ver o templo reconhecido como "santuário de excepção", no contexto regional e nacional, nomeadamente com a dotação de um guia turístico devidamente credenciado para prestar informações, que vão muito para além das serenatas dos postais, aos 70 mil turistas que anualmente a visitam.
"Somos pressionados por 70 mil turistas e o que damos é muito pouco.É uma vergonha não podermos dar aos turistas um roteiro digno desta casa", afirmou, à medida que, a par da arquitectura, ia explicando a simbologia, do retábulo, do século XV, aos túmulos de 19 bispos, bem como o do pecador arrependido que quis ficar sepultado à entrada da Sé, redimindo-se ao permitir que o pisem por vários séculos.
João Evangelista quer dar a conhecer os 850 anos de história da Sé Velha a turistas, mas, com a aquisição do órgão de tubos e a elaboração de um projecto dinamizador, pretende também atrair os conimbricenses, que, depois da retirada do estatuto de catedral da cidade, em 1772, se afastaram daquele santuário.
"O problema é haver gente que não sabe que existe uma Sé Velha. Por isso queremos abri-la nos vários domínios. Ela merece ser conhecida, ser integrada na cultura da cidade", afirmou, pedindo, para isso, apoio de várias entidades.
"A dignificação da catedral de Coimbra é, pois, um serviço à cultura, como a urbanização, os acessos, as placas indicativas, a reparação do claustro, o guarda-vento, o tratamento da pedra e outras pertinentes melhorias que escapam à nossa capacidade de execução, mas exigem a nossa melhor cooperação com as entidades culturais, com os serviços do Estado e camarários", referiu, sublinhando esperar que, em um ano, o projecto esteja, pelo menos, "totalmente definido".
Ligação à Universidade
A Sé Velha de Coimbra é, desde 2002, classificada, pela Igreja, como catedral histórica, mas este é um título que, para João Evangelista, não tem sido reconhecido pela cidade e, em particular, pela Universidade de Coimbra (UC). O pároco, que sublinha o acolhimento da "incipiente UC" pela Sé em 1308, lamenta que a própria universidade não estude e divulgue mais "aquela pré- -história em que se desenvolveu na base desta casa". E, no seu entender, esta ligação da UC à Sé Velha seria uma mais-valia no dossiê de candidatura da UC a Património Mundial, que deverá ser apresentado à UNESCO em 2012.
Tânia Moita
Jornal de Notícias, 31 Março 2007
|
NOVO ÓRGÃO PARA A IGREJA DA PÓVOA DE S. ADRIÃO |
A aquisição de um órgão de tubos para a igreja da Póvoa de Santo Adrião, é o culminar de um percurso que se iniciou com o uso do harmónio e, posteriormente, com os órgãos electrónicos, na liturgia.
Com problemas relacionados com o seu sistema eléctrico, o órgão existente tornou-se cobsoleto e sujeito a falhas de impossível reparação. A solução foi mandar construir um órgão de tubos com capacidade e qualidades de sonorização capazes de servir para a nova igreja, tendo em conta espaços com acústicas diferentes. (...)
É de salientar que os documentos conciliares orientam e afirmam que "os objectos destinados ao culto divino devem ser dignos e belos como sinais e símbolos das realidades celestes".
O órgão mandado construir está concebido para a Liturgia, podendo ter também uma dimensão cultural, desde que promova e dê a conhecer o riquíssimo património musical da igreja, através da realização de concertos (que normalmente acontecem na nossa paróquia, no Natal ou na Páscoa).
Os documentos da Igreja testemunham a aproximação do órgão de tubos à liturgia, afirmando: "O órgão é o instrumento, por excelência da liturgia". E consideram-no como instrumento modelar. "Traz esplendor e magnificência aos ritos, toca o coração dos fiéis pela gravidade e doçura do som, enche o espírito de uma alegria quase celeste, eleva poderosamente para Deus e para as coisas do alto."
É um instrumento não muito grande, de seis registos, que em termos técnicos se designa por "positivo" Dada a sua complexidade, estes instrumentos podem demorar dois, três ou mais anos a construir. Todo ele é manufacturado, tornando-o num instrumento único e dotado de uma sonoridade e personalidade próprias. O seu construtor é húngaro, é um mestre organeiro de prestígio, com trabalhos de restauro e de construção de novos órgãos em países como a França, Alemanha e Holanda. Sendo construído na Hungria, foram introduzidos alguns elementos que o tornarão num instrumento de características ibéricas, como a divisão do teclado. Uma outra particularidade encontra-se nos puxadores com os nomes dos registos em português gravados na porcelana. (...)
João Galvão
psaob.no.sapo.pt
Notícia recolhida e inserida na Meloteca a 27 de Julho de 2007
|
ÓRGÃO DA IGREJA DO MOSTEIRO DE SEMIDE |
O órgão de tubos da igreja do Mosteiro de Semide, Miranda do Corvo, datado do século XVIII, vai voltar a ouvir-se em Agosto, depois de quase um século de inactividade.
O pároco local, Pedro dos Santos, disse à Agência Lusa, tratar-se "de um instrumento valiosíssimo para as cerimónias religiosas e para a valorização da igreja e da cultura".
"Depois da morte da última monja, no final do século XIX, assistiu-se à deterioração do órgão, que durante o século XX praticamente não tocou", explicou o padre Pedro dos Santos, que há vários anos "lutava" pelo seu restauro.
O órgão de tubos vai voltar a ouvir-se no dia 15 de Agosto, às 10:00, numa eucaristia presidida pelo pró-vigário-geral da diocese de Coimbra, João Lavrador, com a actuação do organista e professor de música Paulo Bernardino, da Sé Nova de Coimbra.
É acompanhado pelos coros da Sé Nova e da paróquia de Semide, que serão orientados pelo padre Manuel Frade.
Desde Julho de 2002, que o órgão se encontrava a restaurar, nos Açores, no âmbito de um protocolo celebrado entre o Instituto Português do Património Arqueológico, Fábrica da Igreja de Semide e Câmara Municipal de Miranda do Corvo, que garantiram o financiamento da intervenção, no montante de 128.000 euros.
Fundado no século XII, antes do ano 1154, o Mosteiro de Semide é o único monumento do concelho de Miranda do Corvo classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo Decreto n.º 45/93 de 30 de Novembro, sendo constituído pela parte conventual, propriedade do Estado, e pela igreja, pertencente à paróquia.
A parte mais antiga que resta do mosteiro primitivo é o claustro do século XVI, que se encontra parcialmente destruído.
Um grande incêndio, em 1664, destruiu grande parte do edifício, que foi reconstruído já com a actual igreja, sendo inaugurado em 1697.
Na segunda metade do século XVIII foi instalado um órgão de tubos, que se presume (não existindo confirmação) ter sido construído por Machado de Cerveira, considerado um dos melhores organeiros portugueses da época.
A recuperação integral do mosteiro foi alvo de um protocolo em 1999, entre o Instituto do Emprego de Formação Profissional e a Direcção-Geral dos Monumentos Nacionais, numa cerimónia que juntou dois secretários de Estados do Governo de António Guterres, Paulo Pedroso e Maranha das Neves.
Oito anos depois, ainda só foi concluída a primeira de três fases da obra, que arrancou em 2003, com a consolidação e cobertura dos edifícios ardidos, finalizada no primeiro trimestre de 2004.
O projecto engloba a recuperação total dos imóveis, onde se inclui o degradado claustro quinhentista, que ruiu parcialmente a 25 de Novembro de 2006, na sequência de uma noite de temporal.
Além do pólo de formação do Cearte - Centro de Formação Profissional de Artesanato, o imóvel é também ocupado pela Caritas Diocesana de Coimbra, que ali mantém um centro de acolhimento e apoio para crianças desfavorecidas.
No âmbito das intervenções futuras, serão criados novos espaços de utilização para o Cearte e para a população da freguesia de Semide.
RR e Lusa
|
ÓRGÃO DO MOSTEIRO DE LORVÃO |
O Mosteiro do Lorvão, em Penacova, foi ontem palco de uma mesa-redonda e um concerto aberto ao público, pela Orquestra Clássica do Centro e o tenor Carlos Guilherme, iniciativas que contaram com a presença de muito público. Contribuir para divulgar e preservar o mosteiro, monumento cuja construção se estima remonta ao século VI, era o objectivo da iniciativa "Encontro com o Património", que foi promovida pelo Governo Civil de Coimbra e incluiu, além do concerto dirigido pelo maestro Virgílio Caseiro e da mesa-redonda, uma prova de doces conventuais.
E os objectivos "foram cumpridos", afirmou ontem Maurício Marques, presidente da Câmara Municipal de Penacova, ao DIÁRIO AS BEIRAS, ao salientar a possibilidade de o restauro do órgão de tubos do Mosteiro do Lorvão, suspenso há vários anos devido a um litígio entre o organeiro e o Estado, avançar no próximo ano e ficar concluído em 2009. A "promessa" foi feita por António Pedro Pita, delegado regional da Cultura, durante a mesa-redonda, em que participaram também Henrique Fernandes, governador civil de Coimbra, o autarca Maurício Marques, o maestro Virgílio Caseiro, e o presidente da Junta de Lorvão, Mauro Carpinteiro. Uma possibilidade que "nos enche de esperança de voltar a ouvir os magníficos sons do secular órgão", afirmou o autarca.
"Foi um debate riquíssimo e muito participado", sublinhou Maurício Marques, ao realçar a presença de um número significativo de pessoas e de historiadores como Nelson Correia Borges e Reis Torgal, entre outras personalidades. Uma adesão que levou Maurício Marques a considerar que o desígnio de dar a conhecer o monumento foi cumprido, salientando que entre o público estavam pessoas de concelhos limítrofes, como Coimbra, que nunca tinham visitado o mosteiro, que o autarca considerou a "jóia da coroa", frisando a sua importância "a nível nacional e internacional".
Dora Loureiro, Diário das Beiras, 02 Julho 2007

|
ÓRGÃOS DE REFOJOS E AMARANTE |
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, anunciou hoje, em Cabeceiras de Basto, o financiamento da recuperação dos órgãos antigos de tubos das Igrejas dos Mosteiros de S. Miguel de Refojos, e do de Amarante.
A governante adiantou que a recuperação dos órgãos se integra numa candidatura do chamado Pacto do Baixo Tâmega, que envolve acções materiais e imateriais, estas com a realização, de 2007 a 2009, de um Festival de Música Antiga na região.
Isabel Pires de Lima foi recebida no Salão Nobre da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto numa cerimónia informal que contou com a presença dos presidentes da Câmara, Joaquim Barreto, da Assembleia Municipal, Serafim China Pereira e do governador civil, Fernando Moniz.
Na ocasião, salientou que a candidatura, envolvendo os Municípios de Cabeceiras, Celorico e Mondim de Basto, de Amarante, Baião e do Marco de Canavezes, totaliza 922 mil euros, com uma comparticipação de 307 mil de fundos comunitários.
O presidente do Município, Joaquim Barreto, lembrou que a candidatura, comum aos municípios que integram o Paço de Desenvolvimento Territorial do Baixo Tâmega, tem em vista o desenvolvimento cultural da região e o restauro de alguns dos seus tesouros musicais, no caso dois órgãos raros e muito antigos.
Pediu à governante a aprovação de uma outra candidatura, neste caso do Município, pendente no Ministério e que visa a recuperação de várias peças de arte sacra da Igreja do Mosteiro de São Miguel de Refojos, com vista à criação de um Museu de Arte Sacra, anexo á capela.
O autarca socialista passou, ainda, em revista os vários investimentos já feitos pelo Município na recuperação do Mosteiro.
No final da sessão, e depois de mostrar disponibilidade para avaliar a candidatura de Cabeceiras, a ministra visitou o Mosteiro - que acolhe os Paços do Concelho - a Igreja do Mosteiro Beneditino e seus anexos, a Praça e Jardim da Praça da República, a Casa Municipal da Cultura, a Biblioteca Municipal e o Museu das Terras de Basto, estas duas últimas infra-estruturas localizadas em Arco de Baúlhe.
Agência LUSA, 15 Fevereiro 2007

|
INAUGURAÇÃO DO ÓRGÃO DE SENDIM |
A Paróquia de Sendim (concelho de Felgueiras) comemorou em Maio de 2007 o primeiro aniversário do restauro da sua igreja que teve como ponto alto a bênção e inauguração do órgão de tubos (II-10-P).
No decorrer das obras de restauro surgiu a possibilidade da implementação de um órgão de tubos no renovado espaço, para o qual se assinou contrato de construção em 13 de Maio de 2006, dia da inauguração do restauro da igreja, com a conceituada firma de organaria alemã Karl Göckel Orgelbau.
A inauguração ocorreu no dia 12 de Maio, pelas 15 horas, numa celebração solene presidida pelo Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, que fez a bênção do novo instrumento, tendo sido executado o Te Deum Op.57 para vozes e órgão de Flor Peeters.
No dia 13 de Maio, pelas 16 horas, houve o concerto inaugural, inserido no Ciclo de Órgão e Música Sacra do Porto - Vox et Organum, onde foram interpretadas obras para órgão e coro, orgão e solistas e órgão solo pelo Coro de Câmara de Sendim, o tenor Adriano Brito e o mezzo soprano Diana Terra, com Paulo Alvim no órgão.
Para além da elevação que trará às celebrações da comunidade e do enriquecimento cultural para esta região, o instrumento, devido às suas características únicas na vigararia, permitirá que se avance com iniciativas de formação na área da música litúrgica, nomeadamente com a criação de uma escola vicarial para a formação de organistas.
14 Maio 2007

|
RESTAURO DO ÓRGÃO DO MOSTEIRO DE AROUCA |
Depois da intervenção na talha dourada que o envolve, a máquina do Órgão de Tubos do Mosteiro de Arouca, um dos mais importantes da primeira metade do século XVIII em todo o mundo, vai ser alvo de um restauro. O investimento ronda os 380 mil euros, contando com 75% de comparticipação por parte do FEDER e 25% por parte da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda e do IPPAR. De salientar também o envolvimento da Câmara Municipal neste processo. A autarquia fez todos os esforços para que a comparticipação europeia fosse efectivamente investida nesta intervenção Este restauro dará ao Órgão as suas características originais, contando para isso com uma intervenção minuciosa, sobretudo no que diz respeito aos tubos, que serão restaurados individualmente e com recurso ao material original.
O Órgão de Tubos do Mosteiro de Arouca data de 1743, construído pelo organeiro Manuel Bento Gomes. Tem 1352 vozes, alimentadas por 24 registos. Trata-se de um órgão ibérico, um instrumento muito apreciado pelos especialistas, que o consideram um dos mais importantes exemplares da organaria deste tipo no mundo.
Concluído o restauro, a Real Irmandade planeia a organização de eventos musicais e publicações, que dêem a conhecer mais aprofundadamente o Órgão e a sua história.
Câmara Municipal de Arouca, 30 Dezembro 2006

|
ÓRGAOS DE TUBOS DOS AÇORES |
Os Açores, que dispõem de 54 órgãos de tubos históricos em oito das nove ilhas, constituem um "oásis mundial" na conservação dos instrumentos musicais no seu estado original, defendeu o único organeiro do arquipélago. Dinarte Machado, um dos três fabricantes de órgãos no activo existentes em Portugal, adiantou que, além dos Açores, que conservam instrumentos da escola da organaria portuguesa, só a América do Sul e o sul de Itália têm órgãos de tubos num estado original em todo o mundo.
Apesar desta riqueza cultural, o organeiro, de 47 anos, que já restaurou 30 dos 54 órgãos açorianos durante as décadas de 80 e 90, lamentou que as autoridades regionais não promovam uma verdadeira política de conservação e divulgação de um instrumento musical "muito sensível".
"Não creio que seja o custo um impedimento para o restauro dos órgãos", afirmou Dinarte Machado, ao lembrar que um piano de cauda, que custa à volta de 50 mil euros, tem um período de vida de 30 a 40 anos, e um órgão, apesar de mais caro, dura entre um a dois séculos.
Instalados em igrejas, os órgãos de tubos existentes no arquipélago datam, na sua maioria, do século XVIII, são feitos de madeira de carvalho inexistente no país e compostos apenas por um teclado manual dividido a meio a nível das sonoridades/timbre.
Segundo disse, são cada vez mais os turistas que visitam os Açores para "ver e ouvir os órgãos históricos", mas, "infelizmente, a grande maioria deles continuam mudos, mesmo depois de terem sido restaurados".
Se o órgão de tubos mais antigo dos Açores, de origem italiana, está instalado na igreja de Santo António, na ilha do Pico, o maior instrumento de todos encontra-se na igreja de São José, ilha de São Miguel, tendo sido restaurado em 1992.
Dinarte Machado, consciente de que não se pode esperar muito mais para explorar esta vertente turística, considerou que os Açores estão a viver "uma espécie de castração cultural", o que impede uma utilização eficaz de todo o património cultural existente nas ilhas.
No país estima-se que existam cerca de um milhar de órgãos de tubo, adiantou Dinarte Machado, que coordena, há vários anos, uma equipa encarregue de restaurar os instrumentos existentes no Convento de Mafra.
Para o mestre organeiro, que conta com uma carreira de mais de vinte anos, apesar de votados a um "estado de abandono", ainda é possível recuperar os 30 instrumentos que faltam nas ilhas e preservar "uma mais valia" para o plano turístico-cultural açoriano.
Num atelier com cerca de 200 metros quadrados, em Ponta Delgada, e outro de 400 metros quadrados, em Mafra, Dinarte Machado tem realizado, com ajuda de uma equipa de onze elementos, vários restauros de órgãos de todo o país e até do estrangeiro.
"Vou começar, dentro de poucos meses, um trabalho muito importante num órgão em Espanha", revelou o organeiro, que reconheceu que tem muita dificuldade em atrair jovens para este ofício, por ser uma actividade que exige dedicação e um estudo permanente fora de horas.
Dinarte Machado, que começou na profissão como autodidacta, realizou várias especializações fora do país, tendo mesmo trabalhado no restauro do órgão de tubos do Palácio Real de Madrid, em Espanha.
Assegurando ser o único organeiro activo no país que constrói instrumentos de raiz, Dinarte Machado referiu que o seu atelier está a preparar a construção do grande órgão de tubos para a Igreja do Colégio, no Funchal, e outro para a Igreja de São Francisco de Assis, em Lisboa.
"Dos 32 órgãos de tubos existentes na Madeira, restaurei cinco", afirmou o organeiro, que construiu nove instrumentos distribuídos pelo país.
À ESPERA DE MELHORES DIAS
Foi reprovado o projecto de Dinarte Machado, apresentado ao Governo Regional, para construir um grande órgão de tubos para a Igreja do Colégio, o templo que acolhe, em Ponta Delgada, o núcleo de arte sacra do Museu Carlos Machado.
"A existência de um instrumento no mínimo com dois teclados manuais e uma pedaleira permitiria outras possibilidades de execução musical e seria um complemento ao actual conjunto de órgãos históricos existentes no arquipélago", referiu.
O director regional da Cultura disse, porém, ao DI que a prioridade da Região não vai para a construção de órgãos novos enquanto não ficar concluído o restauro dos instrumentos antigos que estão registados nas ilhas.
A Juventude Musical Portuguesa e Dinarte Machado promovem sábado um recital, em Ponta Delgada, de homenagem ao decano dos organeiros nos Açores, Joaquim Serrão.
Diário Insular Online, Açores, 30 Dezembro 2006

|
RESTAURO DO ÓRGÃO DE SÃO TIAGO, TAVIRA |
No próximo 1 de Outubro, Domingo, Dia Mundial da Música, pelas 21h30 A Igreja de São Tiago, em Tavira, inaugura no próximo dia 1 de Outubro o novo órgão com um concerto pelo organista Gyula Szilágyi, acompanhado por Teresa Matias em flauta e tambor renascentista.
O órgão, recuperado pelo mestre-organeiro Dinarte Machado, é de armário e construído por Joaquim Peres Fontanes, em Lisboa, na segunda metade do século XVIII. Este é o segundo órgão restaurado, recentemente, na cidade de Tavira, após a concretização da intervenção no órgão da Igreja da Misericórdia.
Foi feito um investimento de €61.451,90, o qual foi suportado pela Câmara Municipal de Tavira e pelo IPPAR, em partes iguais (€30.725,96). A par disso, foram, ainda, gastos com a firma K4-Conservação e Restauro (para restauro da caixa do órgão) €7.425,60.
Algarve Digita, 28 Setembro 2006 |
|
O GRANDE TUBO DA CHAROLA, TOMAR |
Algumas pessoas que visitam o Convento de Cristo ficam curiosas ao verem o grande tubo que se encontra dentro da Charola. Tem o formato de um tubo metálico de órgão mas a sua construção é de madeira. Tem uma altura total de 11,42 m e um diâmetro exterior de 75 cm. O tubo difere dos tubos convencionais de madeira que têm a secção quadrangular que normalmente não se vêem. Estaria anexo a um órgão do sec. XVI que se encontrava na parede em frente da entrada da Igreja. Esse órgão foi tocado por António Rombo nos anos de 1534 a 1536 As invasões francesas vandalizaram o instrumento retirando-lhe os tubos metálicos e o órgão foi mais tarde desmantelado tendo o vão da parede onde se encontrava sido fechado a alvenaria já no sec. XX. O grande tubo cujo construtor se desconhece ao certo, nunca foi mexido. É que sendo de madeira e de grande porte certamente que não interessou à soldadesca dos invasores. Ficou assim no local onde hoje se encontra.
O formato em secção circular semelhante à dos tubos metálicos dos órgãos dever-se-ia talvez a uma questão de estética uma vez que está bem à vista encostado a uma coluna lateral semicircular.
O tubo teria sido alimentado por um fole e um reservatório de ar próprios que deviam situar-se numa dependência contígua à Charola que se chamava a "casa dos órgãos" que foi demolida por volta de 1940.
Produzia um som único a uma frequência muito baixa que servia de fundo à música do órgão e ao cantochão. O seu funcionamento seria accionado pelo organista através de um manúbrio ou pisante na consola do instrumento.
Pouco mais se sabe em pormenor acerca do tubo e do órgão a que estava anexo, pois tiveram lugar os vandalismos causados pelos franceses e houve depois sucessivas obras e alterações ao edifício do Convento em diversas épocas, perdendo-se ao longo do tempo muita informação que hoje se desconhece.
Sabe-se porém que não existe em Portugal nenhum tubo semelhante. Possivelmente até nem existirá em qualquer outra parte do mundo. Se realmente for assim, está-se neste país perante mais um caso único, em termos de organaria ao âmbito mundial comparável aos dos seis órgãos na Basílica de Mafra.
O Templário, Edição nº 885, 07 Dezembro 2005

|
RESTAURO DO ÓRGÃO DO MOSTEIRO DE LANDIM |
A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai suportar parte dos custos da intervenção do restauro do órgão da igreja do Mosteiro de Landim. A garantia foi deixada pelo presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa, durante uma visita de trabalho à igreja do Mosteiro de Landim, realizada na última quinta-feira, onde o autarca se inteirou do andamento das obras de conservação e valorização que estão a decorrer neste importante monumento histórico.
O órgão de tubos, datado do início do séc. XVIII, é de grande valor histórico e patrimonial, sendo que é também muito raro (só existe mais um na Península Ibérica). O seu estado de degradação tinha já motivado a decisão do Conselho Económico e Pastoral de Landim avançar com a realização de um referendo para avaliar a disponibilidade dos paroquianos em suportar as despesas inerentes à recuperação do órgão. No entanto, face ao anúncio do presidente da Câmara, deixa de ser necessário recorrer ao referendo, o que agradou bastante ao pároco de Landim, padre Armindo Freitas. "Depois das garantias dadas pela Câmara Municipal não faz mais sentido realizar o referendo, o que é muito bom", assinalou.
A intervenção que deverá custar cerca de 225 mil euros, será alvo de uma candidatura a fundos do Estado, como aconselhou Armindo Costa.
De acordo com o autarca, "a Câmara não podia ficar indiferente à necessidade de restaurar e conservar um instrumento tão importante para a valorização do património histórico famalicense".
No que respeita às obras de conservação e valorização do Mosteiro, Armindo Costa realçou "o bom andamento da empreitada", salientando que, "das cinco fases encetadas, falta apenas concluir a que se refere ao restauro da talha, dos altares e imagens e a relacionada com os arranjos na envolvente à igreja do mosteiro".
Acompanhado pelo pároco da freguesia, o autarca destacou "a importância da cooperação entre o Ministério da Cultura, a Câmara Municipal e a paróquia de Landim, na conclusão da empreitada".
Enaltecendo a importância da recuperação da igreja para a valorização da freguesia de Landim, Armindo Costa não escondeu o interesse do município em ver revalorizado aquele monumento.
As obras de valorização do Mosteiro, que implicam um investimento global de 500 mil euros, deverão estar concluídas no final do ano, permitindo a salvaguarda de um dos exemplares mais ricos e emblemáticos do estilo românico de Entre-Douro e Minho, classificado como imóvel de interesse público desde 1996.
Portal do Cidadão, Sítio Oficial do Município de Vila Nova de Famalicão, 22 de Março de 2005

|
RESTAURO DO ÓRGÃO DE SANTA CRUZ, BRAGA |
O velho órgão de tubos da Igreja de Santa Cruz, em Braga, voltou, ontem, a ouvir-se, após 100 anos de silêncio. Foi durante a missa solene que assinalou a inauguração do seu restauro. O organista Isolino Dias até improvisou, depois de ter presenteado os irmãos de Santa Cruz com peças de Bach.
«Continuemos a restaurar estes órgãos», desejou o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, ao mostrar-se surpreendido com a pujança melodiosa do «novo» órgão, que, ontem, acompanhou o Grupo Coral de Santa Cruz.
Na homilia, D. Jorge considerou o restauro uma interpelação do mundo à «construção de uma vida diferente. Assim como a música, com os seus sons diferentes, nos conduz à harmonia, também a humanidade deve seguir os caminhos da paz», disse, aludindo ao atentado terrorista ocorrido em Nova Iorque.
Concertos agendados
Um ano foi o tempo que demorou a trazer à vida o órgão setecentista de Santa Cruz. Os trabalhos custaram cerca de 12 mil contos, pagos pela Irmandade. A responsabilidade do restauro coube ao organeiro António Simões.
O provedor da Irmandade de Santa Cruz, Alberto Quintas, promete, agora, proporcionar «grandes concertos» à cidade. O próximo está já marcado para 27 de Outubro, às 21.15 horas, com o organista Rui Paiva. Segue-se outro, agendado para 22 de Novembro.
Com o instrumento recuperado, as missas dominicais em Santa Cruz passam a contar com os sons do velho órgão de tubos para acompanhar o seu Grupo Coral, dirigido por Maria Teresa Couto.
Alberto Martins confessa não saber a razão pela qual o órgão esteve parado tanto tempo. «Foi coisa que a Irmandade deixou escapar», disse.
Fala-se em 100 anos de silêncio, mas o provedor de Santa Cruz admite que tenha sido mais de um século, já que o órgão terá deixado de tocar já em finais do século XIX: «Em todo o caso, posso garantir que nunca funcionou durante o século XX, nem podia funcionar, porque tinha já os seus tubos em completa ruína», acrescentou.
O restauro permitiu colocá-lo, pela primeira vez, na parte central do coro alto da igreja, em vez de encostado à parede lateral daquele espaço do templo, posição que lhe foi atribuída aquando da sua construção, no idos do século XVIII.
Tal facto obrigou a trabalhos de talha suplementares para tapar a parte do móvel que esteve até agora descoberta, o que fez onerar o orçamento da obra, inicialmente prevista para custar dez mil contos.
Considerado um dos mais importantes de Braga, o certo é que a sua história ainda não está, de todo, esclarecida. Não há, por exemplo, certezas sobre o seu construtor.
O investigador australiano W. Jordan atribui a autoria da sua construção a D. Francisco António Solha, um galego que veio para Braga na década de 30 do século XVIII, a convite de Frei Simão Fontanes, organeiro famoso na época, e autor do Órgão da Sé de Ourense.
Autorias incógnitas
Outros investigadores atribuem a construção do órgão de Santa Cruz a Miguel Mosquera, com base num contrato que este organeiro, também galego, terá feito com a Irmandade. Indicam, ainda, o instrumento de tubos foi alterado, em 1760, por Simão Fernandes Coutinho.
Sabe-se que D. Francisco António Solha acabou por se radicar em Braga, onde ter-se-á dedicado a outros trabalhos em igrejas da região. De Miguel Mosquera pode dizer-se que também foi construtor de outros órgãos na diocese de Braga. É-lhe atribuída a autoria do do Santuário de Nossa Senhora de Porto de Ave, Póvoa de Lanhoso.
Fonte JN, 2001-09-15

|
LEVANTAMENTO DOS ÓRGÃOS HISTÓRICOS |
Em 2001 foi aprovado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) o projecto Levantamento dos órgãos de tubos históricos portugueses, da responsabilidade do Centro de Estudos da Música Portuguesa (Universidade Nova de Lisboa - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas). Este projecto de investigação, contemplado com 71 575 €, é orientado pelo musicólogo Gerhard Doderer.
Existem c. de 600 órgãos de tubos históricos construídos em Portugal durante os séculos XVI a XX. Embora objectos de estudos e monografias individuais por parte de estudiosos nacionais e estrangeiros, nunca se procedeu a um levantamento sistemático destes instrumentos. Assim, nem as entidades oficiais como p. e. o Instituto Português do Património Arqueológico e Arquitectónico dispõem de uma ideia clara relativamente ao universo dos instrumentos históricos existentes e das suas características técnicas.
O presente projecto tem como objectivo principal a elaboração de um levantamento completo dos órgãos de tubos históricos existentes em Portugal (continente e ilhas dos Açores e Madeira). O levantamento será fixado em suporte informático através de uma base de dados activa (Filemaker) que contem elementos descritivos, técnicos e pictóricos, bem como indicações biográficos relacionados com os construtores ou os organeiros que tiveram intervenções significativas no instrumento em causa.
Fundação para a Ciência, Tecnologia. Projectos de Investigação Científica e de Desenvolvimento Tecnológico em Todos os Domínios Científicos. Concurso de 2001
|
|
|