MÚSICAS EM NOTÍCIA |
MÚSICAS TRADICIONAIS PORTUGUESAS |
GAITEIROS DE LISBOA REPRESENTAM PORTUGAL NA WOMEX |
Lisboa, 24 Outubro (Lusa)
Os Gaiteiros de Lisboa integram a selecção oficial da WOMEX 2007 (World Music Expo) que abre hoje ao público em Sevilha (Sul de Espanha).
O grupo português foi seleccionado entre milhares de candidaturas apresentadas, disse hoje à Lusa fonte da organização.
José Salgueiro da Adufmusica, empresa que agencia o grupo, disse à Lusa ter esperanças de que "esta participação abra as portas dos mercados internacionais, a exemplo do que aconteceu a outros artistas portugueses seleccionados em edições anteriores, designadamente Mariza".
Além da criadora de "Cavaleiro monge" (Fernando Pessoa/Mário Pacheco), foram escolhidos em edições anteriores a Ana Sofia Varela (2003) e Sara Tavares no ano passado.
José Salgueiro afirmou ainda que "esta é uma oportunidade de mostrar ao mundo a excepcional e original música dos Gaiteiros".
Em síntese, uma apresentação bem sucedida na WOMEX irá trazer mais contactos para espectáculos em todo mundo, "e outras oportunidades".
O grupo português subirá a palco no próximo sábado, no Pavilhão 02 da feira, "apresentando um espectáculo que fará a síntese do que tem sido a sua carreira, já com quatro álbuns editados", disse José Salgueiro.
Os Gaiteiros de Lisboa editaram "Invasões Bárbaras" (1995), "Bocas do Inferno" (1997), "Macaréu" (2002) e "Sátiro" (2006).
A WOMEX é uma feira internacional de música destinada a mostrar, anualmente, a profissionais da indústria, o que de melhor se faz na música de cariz mais tradicional e étnico, habitualmente catalogada nas discotecas como "world music".
NL.
Lusa/Fim
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MÚSICA NA PONTA DO SOL, MADEIRA |
Lúcia Mendonça da Silva
Jornal da Madeira / Cultura 27 Set. 2007
Há nove meses que a Ponta de Sol ostenta o título de Município da Cultura. Um compromisso lançado àquele concelho e que teve como principal objectivo descentralizar a cultura na Região, bem como dinamizar e promover iniciativas de índole cultural junto da população local. O compromisso, de acordo com o vereador da Câmara Municipal da Ponta do Sol, não poderia ter obtido melhores resultados. A três meses do fim, Inácio Silva referiu ontem, na conferência de imprensa que serviu para apresentar a programação do quarto trimestre, que o balanço destes nove meses foi «bastante positivo», sobretudo tendo em conta o grande impacto que as inciativas realizadas neste âmito tiveram junto da população. De acordo com este responsável, a afluência de público, quer nos eventos realizados no centro cultural, quer ao ar livre, tiveram uma procura que veio comprovar que há fiabilidade em continuar com iniciativas do género, para além do facto de ser ou não "município da cultura". Para Inácio Silva resta agora manter junto da população o interesse que foi conquistado logo no início deste ano, de modo a que, até ao final de Dezembro, a afluência se mantenha nos mesmos níveis.
Por esta razão, foi escolhida para os últimos três meses de 2007 uma programação bastante abrangente, que passa por exposições documentais, encontros culturais, espectáculos, conferências e lançamentos de livros.
Entre estes eventos, destaque para a realização do III Encontro Literário e Cultural organizado pela Associação de Escritores da Madeira e o Encontro Regional de Orquestras e Tunas de Bandolins que acontece no último fim-de-semana de Outubro. Para além destes, é de salientar também o espectáculo, em Novembro, com o grupo "Dançando com a Diferença" e ainda o concerto de Natal que será protagonizado em Dezembro com os Xarabanda e Grupo Coral e Instrumental da Casa do Povo da Ponta do Sol.
Para além dos espectáculos, a organização realça ainda o facto de, em Dezembro, o Centro Cultural John dos Passos apresentar uma conferência de imprensa com o músico e compositor Francisco Loreto, subordinada ao tema "Música: compreender com a razão para ouvir a emoção".
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PRÉMIO PARA SONS DA TERRA |
Gaita-de-foles Boletim 147 - 15 de Maio de 2007
O Centro de Música Tradicional Sons da Terra (Miranda do Douro), recebeu o XIII Prémio Europeu de Folclore "Agapito Marazuela", em Espanha. Segundo a agência Lusa, o júri teve em conta, na atribuição deste prémio, o facto de a Sons da Terra, na pessoa de Mário Correia, ter em grande atenção os pontos comuns às culturas de ambos os países peninsulares e de ter uma forte componente de divulgação das expressões musicais espanholas em Portugal e portuguesas em Espanha.
A Sons da Terra é um organismo dedicado ao estudo e à divulgação da música e aos cânticos de tradição oral, com uma incidência particular na área do nordeste transmontano. O prémio foi convocado pela Associação Cultural Ronda Segoviana e teve o patrocínio da Fundação Don Juan de Borbón, tendo como objectivo dar relevo a todos os que trabalham a favor da investigação, da defesa e da divulgação da cultura tradicional e popular espanhola em qualquer das suas manifestações.
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| TOCAR DE OUVIDO 2007 |
28 Abril a 1 de Maio - Espaço CELEIROS, Évora
concertina | flauta de tamborileiro | gaita de foles | viola campaniça | rabeca | flauta travessa
O Projecto Tocar de Ouvido consiste num Encontro de tocadores de instrumentos tradicionais, que junta os tocadores mais velhos com músicos de novas gerações, em oficinas de aprendizagem informal. Oportunidade para aprender músicas tradicionais e técnicas instrumentais contidas nos repertórios dos tocadores mais antigos. Espaço também de reflexão e abordagem de novas perspectivas na música de raiz tradicional. O programa do Tocar de Ouvido divide-se em duas partes: oficinas de músicos (dirigida a músicos, pré-inscrição obrigatória); programa paralelo: conversas temáticas, apresentação dos tocadores e instrumentos, bailes e oficinas para crianças (aberto ao público em geral).
O Evento
De 28 de Abril a 1 de Maio, realiza-se em Évora o "Tocar de Ouvido", o evento que reúne diferentes gerações de músicos para oficinas de aprendizagem, palestras e debates, complementadas com muita música ao vivo.
Como organizadores ou participantes deste evento contam-se alguns nomes bem conhecidos do meio musical português e mesmo do estrangeiro: António Tilly, professor do Instituto de Etnomusicologia (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa), Artur Fernandes (Músico do projecto Danças Ocultas e da associação Dorfeu, de Águeda), Carlos Guerreiro (músico, artesão e professor, conhecido pela sua participação em projectos musicais como o GAC, Gaiteiros de Lisboa, Amélia Muge, etc.), Domingos Morais (professor da Escola Superior de Teatro e Cinema), Fernando Deghi (músico brasileiro, internacionalmente conhecido pelo seu trabalho nos Cordofones do Brasil), Manuel Rocha (Brigada Victor Jara, director do Conservatório de Coimbra), Pablo Carpinteiro (prestigiado investigador e professor de Gaita-de-fole da Galiza, Espanha) e Santiago Bejar (tamborileiro da Extremadura, Espanha).
Portugal e a Música
Portugal é hoje um país muito diferente do que era há 30 anos atrás. Para lá de polémicas reavivadas sobre o passado recente do país, hoje em discussão ruidosa e porventura pouco útil, quase todos sentem que o país mudou profundamente. Depois do 25 de Abril, veio a liberdade, a rápida modernização e alfabetização do país e a União Europeia. Viram-se melhorias palpáveis nas condições de vida de todos, em maior ou menor grau; cresceram ainda mais as cidades, mudaram para sempre os campos. Portugal faz hoje parte da globalização, para o bem e para o mal. Nos tempos que correm, algumas pessoas, oriundas de diversos campos e formações debatem hoje uma questão premente e actual: que identidade tem Portugal hoje, num contexto europeu e globalizado?
E sobretudo: que identidade musical têm hoje os portugueses, os de antes e os de agora? Que instrumentos tocam? Que músicas cantam? E como era a música das aldeias? E onde está essa música, hoje? Quem a toca e quem a quer aprender? Enquanto que muitos outros países europeus incluem a sua música popular no currículo dos conservatórios e das universidades, em Portugal esse ainda é um sinal de progresso que avança devagar e de forma incipiente - um facto paradoxal num país com 900 anos de História, por onde passaram tantos povos e influências, com tantas formas musicais.
Encontro de Tocadores
O projecto Encontro de Tocadores surgiu em 2002, quando várias associações e pessoas que se dedicavam à música e dança "tradicionais" se uniram para realizar um evento onde estes temas estivessem presentes e onde se pudessem problematizar estas questões, de uma forma prática, criativa e com consequências no futuro - sem folclorismos empobrecedores de má memória ou uma visão arcaísta e preconceituosa das práticas musicais rurais.
Mais do que reflectir sobre os processos de mudança que se viveram e vivem hoje, ou cair na ladainha estéril de lamentar a perda das raízes e as inevitáveis mudanças, o objectivo é fazer - fazer acontecer música.
Pôr em contacto dois universos distantes: os Tocadores que ainda hoje fazem música, a música das aldeias, a música dos pais e avós, com os tocadores mais novos; os tocadores das cidades, aqueles que já nasceram perto da Internet, dos telefones móveis, de universos musicais diferentes e que todavia querem saber mais sobre os Tocadores que os precederam, tocar as suas músicas, ouvir as suas histórias e aprender com eles.
Oficinas de Instrumentos
As oficinas desta edição incluem instrumentos já quase perdidos e outros que mantiveram a sua vitalidade ao longo de gerações: Viola Campaniça (Manuel Bento e Pedro Mestre), Concertina (Artur Fernandes e Manuel Gomes Vale), Gaita-de-fole (Joaquim "Carriço" e Pablo Carpinteiro), Flauta Travessa (Joaquim Torres, Gil Nave e Paulo Pereira), Flauta de Tamborileiro (Santiago Bejar) e Rabeca Chuleira (Manuel Rocha).
Em cada oficina, um Tocador transmite os seus conhecimentos mais bem guardados: os truques do ofício, os materiais dos seus instrumentos, aquela moda preciosa cheia de riqueza musical insuspeitada - mas também a sua história de vida, como e quando começou a tocar, quem o ensinou e para quem tocava. Histórias de Tocadores que são muitas vezes o retrato de um país e da sua identidade.
Acompanhando-o em cada oficina estará também um pivot; um músico urbano, bom conhecedor dos cânones de uma educação musical formal, que se encarrega de "traduzir" para os alunos algumas convenções musicais, próprias do universo dos Tocadores, com as quais muitos alunos tomam contacto pela primeira vez. O seu papel é também o de apoiar o trabalho de todos, incentivando-os a descobrir o melhor de cada música, de cada forma de tocar, na subtileza dos gestos, ritmos e sensibilidade, que se percebem "naquele jeito de tocar" que identificamos como único - e que nos traz afinal, tanta riqueza musical.
O Tocar de Ouvido - Encontro de Tocadores é isso mesmo; um espaço onde se (re)descobre um país: o país que já pouco existe, o país que é hoje e sobretudo, o país que será criado amanhã. Sem saudosismos preconceituosos, apenas uma imensa vontade de criar coisas novas, mantendo o cunho identitário que faz da música portuguesa uma música diferente de todas as outras. Uma atitude cosmopolita que valoriza o que há de bom nas nossas músicas e nos nossos tocadores.
Outros valores
Este ano, o Tocar de Ouvido estende essa atitude cosmopolita ao "grande irmão" do outro lado do Atlântico, o Brasil, com a presença do músico Fernando Deghi. Através dele, poder-se-ão ouvir os ecos da cultura portuguesa no Brasil, expressa nos sons familiares dos cordofones que foram para lá levados, combinados com outros sons de tantas culturas e enriquecidos com novas formas de fazer música. Uma iniciativa que se prevê continuar em futuras edições, estendendo-se a outros países lusófonos.
Palestras e Debates
Para além de todas estas oficinas, concertos e apresentações de instrumentos, que constituem o aspecto mais prático do evento, há também espaço para o entrecruzar de experiências e reflexão sobre todo este universo, nas palestras e debates que constam do programa; no Domingo, 29, das 14.30h às 16h: "A toque de Concertina", por Artur Fernandes (Músico do projecto Danças Ocultas e da associação Dorfeu, de Águeda). Na Segunda-feira, dia 30, das 14.30h às 16h: "Estudos académicos sobre a música popular", por António Tilly, professor do Instituto de Etnomusicologia (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa). E na Terça-feira, dia 1 de Maio, das 11.30h às 13h: "Novas abordagens aos instrumentos e música portuguesa", por Carlos Guerreiro (músico, artesão e professor, conhecido pela sua participação em projectos musicais como o GAC, Gaiteiros de Lisboa, Amélia Muge). Crescer musicalmente, dentro e fora das fronteiras de uma identidade que sentimos como nossa, é o objectivo.
Feira de Instrumentos Musicais
Indissociável dos tocadores são os construtores dos instrumentos. Este ano contaremos com alguns dos mais conceituados construtores:
Alfredo Machado (Viola braguesa, Cavaquinho, Bandolim, Guitarra Portuguesa), Ricardo Pedrosa (Sopros e Percussões), Victor Félix & Mário Estanislau (Associação Gaita-de-foles - Gaitas-de-fole, flautas e cordofones), Pedro Garrido Sanchez (Flautas Tamborileiras e Tamboril), Fernando Meireles (Sanfona, violas, cavaquinhos, guitarra portuguesa, restauros)
Organização, Apoios e Financiamentos
O Tocar de Ouvido - Encontro de Tocadores é organizado pelas associações Pé-de-Xumbo (Évora), Associação Gaita-de-foles (Lisboa) e D'Orfeu (Águeda), em parceria com a Asociación Cultural de Tamborileros Norte de Extremadura Santiago Bejar (Espanha).
O evento conta com o financiamento da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, Agrupamento Monte, Câmara Municipal de Évora e do Ministério da Cultura - Instituto das Artes e com o apoio da Universidade de Évora, Hotel Ibis, A Bruxa Teatro, Grupo de Cantares de Évora, Rádio Diana e IELT - Instituto de Estudos de Literatura Tradicional (Universidade Nova de Lisboa).
PROGRAMA
Sábado, 28 Abril:
14.30-16.00h: Boas vindas aos participantes,
Apresentação de tocadores e pivots
16.30 - 18.30h: oficinas de instrumentos
21.30-22.30h: apresentação dos instrumentos: Flauta travessa, flauta tamborileira, gaita de foles
22.30h: noite informal no Espaço Celeiros
Domingo, 29 Abril:
10.30h - 12.30h: oficinas de instrumentos
11.00h: Oficinas para Crianças: "Histórias e Partituras" por Sophie Coquelin e Bruno Cintra
14.30h - 16h: Tertúlia: "A toque da Concertina", por Artur Fernandes »
16.30h - 18.30h: oficinas de instrumentos
21.30-22.30h: apresentação dos instrumentos: concertina e rabeca chuleira
22.30h: noite informal no Espaço Celeiros
Segunda, 30 Abril:
10.30h - 12.30h: oficinas de instrumentos
14.30h - 16h: Tertúlia: "Estudos académicos sobre a música popular", por António Tilly, Instituto de Etnomusicologia (FCSH) »
16.30h - 18.30h: oficinas de instrumentos
21.30-22.30h: apresentação dos instrumentos: Viola campaniça e viola caipira
22.30h: noite informal no Espaço Celeiros
Terça, 01 Maio:
10.30h - 12.30h: oficinas de instrumentos
11.00h: Oficina para Crianças: "Povo Arti" por Bitocas
11.30h - 13h: Tertúlia: "Novas abordagens aos instrumentos
e música portuguesa", por Carlos Guerreiro
Almoço com todos os participantes.
Após almoço: partida dos participantes.
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"AMARTE" NO FESTIVAL OLLIN KAN (MÉXICO) |
A quarta edição do Festival Ollin Kan, que se realiza na cidade do México de 24 de Abril a 20 de Maio, terá este ano uma grande representação portuguesa. O festival multidisciplinar que apresenta "Culturas em resistência" destaca na sua programação uma semana dedicada a Portugal onde receberá grupos de relevo do panorama da música popular portuguesa como MANUEL D'OLIVEIRA, GALANDUM GALUNDAINA, DAZKARIEH, MARENOSTRUM, MUSICALBI, LUMEN e MARGARIDA GUERREIRO.
Este ambicioso festival com representação internacional de 40 países em diversas áreas como cinema, artes plásticas e música, apresenta 72 grupos internacionais e 37 nacionais, abordando diversas áreas musicais desde o rock ao flamenco e fado, ao tango e bolero. Os palcos espalhados um pouco por toda a cidade serão integrados em locais privilegiados como auditórios, museus, bosques, parques ecológicos, entre outros.
Com o apoio do Instituto Camões e da Embaixada Portuguesa no México, Manuel d'Oliveira e Mediterrâneo, terão uma oportunidade única de apresentar "AMARTE" o espectáculo decorrente do seu novo disco com distribuição internacional e que será lançado em Maio no México. A guitarra de Manuel d'Oliveira, acompanhada pela flauta e gaita-de-foles de David Leão, o piano de Paulo Barros, o baixo de José Silva e a bateria de Mário Gonçalves será ouvida nos seguintes locais:
09 Maio, 19h00 - Museu de Historia de Tlalpan, Centro de Tlalpan
10 Maio, 20h00 - Parque Ecológico Loreto y Peña Pobre
13 Maio, 13h00 - Bosque de Tlalpan
www.ollinkan.tlalpan.gob.mx
www.manueldoliveira.com
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CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MÚSICA POPULAR |
COORDENAÇÃO CIENTÍFICA
Prof.a Salwa Castelo-Branco
PRAZO DE CANDIDATURAS:
8 a 31 de JANEIRO de 2007
OBJECTIVOS
Formar especialistas nos diversos domínios da música popular, com enfoque na música em Portugal e nos países lusófonos, segundo as perspectivas actuais da Etnomusicologia e da Antropologia e dos Estudos da Música Popular (Popular Music Studies) sobre a música popular e as tecnologias envolvidas;
Desenvolver competências teórico-práticas indispensáveis ao estudo da música popular e do património musical português e lusófono nos domínios da música tradicional, do folclore, das bandas filarmónicas e militares, do fado, do jazz e do rock, e.o., designadamente no que diz respeito às categorias musicais (géneros e estilos), à acção da indústria discográfica, dos média e das próprias Ciências Sociais;
Formar técnicos nas diversas áreas relacionadas com a música popular, capazes de formular e avaliar projectos de levantamento e de estudo, operar com as tecnologias de som e vídeo digital (hardware e software), constituir bases de dados, efectuar análise e transcrição musical bem como arquivo e edição digital. Os técnicos formados pelo curso serão capazes de operar em instituições públicas e privadas como autarquias, associações culturais, órgãos de comunicação social, agrupamentos musicais, editoras discográficas e de multimédia, bibliotecas e arquivos;
Proporcionar formação de base nas áreas de documentação e arquivística musical vocacionada para materiais musicais como partituras e fonogramas.; Promover a formação ao longo da vida para profissionais, operando no terreno, numa perspectiva multidisciplinar e aplicada.
1º SEMESTRE Teoria e Método da Etnomusicologia O Estudo da Música Popular: abordagens actuais Tecnologias na Produção e Recepção Musical História da Cultura em Portugal no Séc. XX Estudos Arquivísticos
2 º SEMESTRE (Seminários) Música em Contextos Urbanos Práticas Musicais Tradicionais em Portugal Laboratório de Etnomusicologia
CALENDARIZAÇÃO: Início a 8 de Março. Quintas e Sextas, das 18 às 22h; Sábados das 9 às 13h.
CONDIÇÕES DE ACESSO:
1. Podem candidatar-se ao ciclo de estudos de pós-graduação em Música Popular:
a) Titulares do grau de licenciado ou equivalente legal;
b) Titulares de um grau académico superior estrangeiro conferido na sequência de um 1º ciclo de estudos organizado de acordo com os princípios do processo de Bolonha por um Estado aderente a este processo;
c) Titulares de um grau académico superior estrangeiro que seja reconhecido como satisfazendo os objectivos do grau de licenciado pelo Conselho Científico da FCSH.
d) Detentores de um curriculum escolar, científico ou profissional, que seja reconhecido como atestando capacidade para a realização deste ciclo de estudos pelo Conselho Científico da FCSH.
SELECÇÃO DOS CANDIDATOS:
a) Elementos obrigatórios:
- Curriculum académico e científico - Curriculum profissional
b) Elementos facultativos - Entrevista
A parte curricular deste curso será creditada para efeitos de mestrado, uma vez aprovado o respectivo curso pela Direcção Geral do Ensino Superior.
Apoio:
Instituto de Etnomusicologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Instituto de Etnomusicologia
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Universidade Nova de Lisboa
Av. Berna, 26 C
Telf. 351 217933519. Ext. 583
institutoetnomusicologia@gmail.com iem@fcsh.unl.pt
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TOCADORES PORTUGAL - BRASIL |
O projecto Tocadores é uma iniciativa de documentação e divulgação de tradições musicais populares que surgiu em 1998. Desde então, alcançou resultados como a publicação de um livro, a realização de dois documentários e uma exposição de fotos sobre artistas populares do Brasil.
O primeiro resultado desta nova etapa chega ao público com o livro "Tocadores Portugal - Brasil: sons em movimento", de Lia Marchi e Zig Koch. Esta publicação de 128 páginas e 180 imagens apresenta algumas das relações entre a música tradicional dos dois países. A autora convida o leitor a conhecer aspectos da cultura portuguesa que foram trazidos para o Brasil, como instrumentos musicais e festas populares. O lançamento do livro está previsto para o dia 18 de Outubro, no auditório da FCSH - Universidade Nova de Lisboa, a partir das 18:00 horas.
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