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MÚSICAS EM NOTÍCIA
A MÚSICA PORTUGUESA NO MUNDO
MÚSICA LIGEIRA ATRAIU 3 MILHÕES EM 2005

Lisboa, 05 Dezembro 2006 (Lusa)

Os concertos de música ligeira em Portugal atraíram três milhões de espectadores em 2005, proporcionando uma receita de bilheteira de 22,1 milhões de euros, indicam os "dados da cultura 2005", divulgados hoj e pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Aqueles números representam um terço da assistência a todos os espectáculos realizados o ano passado em Portugal, incluindo ópera, teatro e tauromaquia, e cerca de 42 por cento das receitas globais do sector.

No conjunto, "em 2005, realizaram-se 24.471 sessões de espectáculos ao vivo, registando um total de cerca de 9 milhões de espectadores" e "o total de bilhetes vendidos foi de 4 milhões, gerando receitas no valor de 52,4 milhões de euros", diz o relatório do INE. Mais de dois terços dos espectáculos (67 por cento) decorreram nas regiões de Lisboa e do Norte, que concentraram também 70 e 18 por cento das receitas de bilheteira, respectivamente.

Segundo a mesma fonte, o teatro foi a área com maior número de sessões (48 por cento do total), mas em termos de espectadores e de receitas de bilheteira "foram os concertos de música ligeira que passaram a ter mais expressão". Os concertos de música clássica atraíram apenas 6,2 por cento dos espectadores e a ópera continuou a registar o mais elevado preço médio por bilhete (25 Euros), à frente da tauromaquia (19 euros) e das variedades (16 euros).

AC.
Lusa/Fim

MADREDEUS DESPEDEM-SE DOS PALCOS EM TÓQUIO

Lisboa, 02 Dezembro 2006 (Lusa)

Os Madredeus encerram quinta-feira em Tóquio a digressão "Um Amor Infinito", entrando depois num ano sabático, que será marcado por uma redução do número de espectáculos, para evitarem problemas financeiros.

"O grupo que Portugal conhecia, que tocava oitenta vezes em sessenta cidades do mundo, acabou. Isso não vamos fazer no próximo ano", afirmou Pedro Ayre s Magalhães, mentor dos Madredeus, em entrevista à agência Lusa. Pedro Ayres Magalhães admitiu que uma das causas para esta nova interru pção se prende com questões financeiras. "Não é possível financeiramente manter uma iniciativa independente e fazer tantos concertos. Achámos melhor não nos metermos no mesmo programa porque correríamos o risco de recorrer ao crédito", admitiu.

Depois do concerto no Bumkamura Orchard Hall, em Tóquio, já esgotado, Pedro Ayres Magalhães dá por terminada a quinta digressão da história do grupo, e legendo-a como "o melhor concerto dos Madredeus de sempre". É o fechar de um ciclo que contou com centenas de concertos nos mais distantes pontos do planeta e que, segundo Pedro Ayres, permitirá ao grupo reorganizar-se internamente.

"Como autor posso encontrar outras saídas para divulgar o repertório passado. O meu trabalho foi fazer um repertório português e pô-lo no mapa, criar e spectáculos dignos e divulgá-los em várias nações", afirmou o autor da maioria d as composição dos Madredeus.

Os Madredeus, que venderam três milhões de discos em todo o mundo, são um dos raros casos na música portuguesa em que uma banda tem sucesso internacional constante ao longo de vários anos. No entanto, o músico reconheceu que em Portugal foi muito difícil divulgar a música dos Madredeus. "Ficámos marcados pelo sucesso do 'Existir' e d`Os dias da Madredeus' e em Portugal o grupo parece já muito antigo quando passam os dez anos", criticou Pedro Ayres Magalhães.

Com duas décadas de existência - o álbum de estreia, "Os dias da Madredeus", faz vinte anos em 2007 - os Madredeus já tiveram várias vidas, com a saída de Rodrigo Leão, Gabriel Gomes e Francisco Ribeiro e a entrada de Carlos Maria Trindade, José Peixoto e Fernando Júdice. Da formação inicial prevalecem Pedro Ayres Magalhães, o fundador do projecto, e Teresa Salgueiro, a musa e intérprete das canções.

Surgidos nos anos 80, onde fervilhavam as novidades pop rock, os Madredeus centraram-se na criação de um repertório que recuperasse alguma tradição popular portuguesa, assente numa voz peculiar e de características invulgares como a da Teresa Salgueiro. "A nossa música é um desafio. Especializámo-nos em fazer música desconhecida", descreveu Pedro Ayres Magalhães.

SS.
Lusa/Fim

INVESTIGADOR VENEZUELANO ELOGIA MÚSICA PORTUGUESA

Caracas, 26 Novembro 2006 (Lusa)

O professor e investigador musical venezuelano Jesús Ignácio Pérez Perazzo destacou hoje o "tradicionalismo e inovação" da música portuguesa e instou Portugal e os portugueses a divulgar os seus valores musicais.

Pérez Perazzo falava à agência Lusa à margem da tertúlia de celebração do XXI aniversário do Instituto Português de Cultura, durante a qual foi agraciado, por aquele organismo, em "reconhecimento pela sua excepcional dedicação à cultura musical portuguesa". "A música portuguesa actual está enquadrada dentro dos mais modernos parâmetros universais. Conseguiu conservar um tradicionalismo muito renovado, mant er o tradicional, inovando, e por isso é muito especial", disse.

Da sua "peculiaridade", o investigador destaca a música portuguesa "mantém o tradicionalismo do fado projectado com versões modernas de grupos como o Madredeus" e "juntou-se às mais modernas tendências e correntes de Europa".

Segundo Pérez Perazzo, "faz falta um pouco mais de difusão, sobretudo da música sinfónica portuguesa, para a qual são muito importantes as edições musicais (impressas) e que sejam enviadas às orquestras do mundo para que incorporem esse repertório". "Os portugueses têm a característica de ser pessoas de baixo perfil, têm muito para mostrar e ensinar mas não gostam de dizer o que querem exibir", considerou.

"Valia a pena fazer um grande esforço para difundir um pouco mais as obras dos compositores portugueses", acrescentou.

Jesús Ignácio Pérez Perazzo é director de bandas e orquestras venezuelanas, docente e investigador. Dá aulas de Música na Universidade Monteávila, em Caracas, e de História da Música no Conservatório Simón Bolívar. É membro da World Association for Symphonic Bands and Ensembles (wasbe), promotor e fundador da Associação Latino-americana e das Caraíbas de Bandas e Ensambles (Alacbe).

Pérez Perazzo publicou diversas obras sobre a musicalidade portuguesa, entre elas "Aproximação à História da Música Portuguesa", onde descreve por ordem cronológica a música e os músicos de Portugal, durante vários séculos.

FPG
Lusa/Fim

CD COM TEMAS DE CARLOS PAIÃO

Lisboa, 20 Novembro 2006 (Lusa)

Amália, Herman José e Mísia são alguns dos intérpretes de temas de Carlos Paião reunidos no disco que vai ser lançado esta sema na para assinalar o 25º aniversário do seu triunfo no Festival RTP da Canção.

Carlos Paião, falecido em 1987, num acidente de viação, tinha "um talento subtil, mas sempre incisivo" e as letras e as músicas das suas canções constituem "um casamento perfeito", disse à Agencia Lusa o editor discográfico David Ferreira. "Apesar de não saber escrever música, o Paião foi um génio para inventar", disse Mário Martins, que produziu a maioria dos seus discos. "Ele tinha um talento único, de uma imaginação sem limites, capaz de escrever tanto canções mais sérias como bem-humoradas. O seu senso de humor era em tudo idêntico ao de Alberto Janes", acrescentou, referindo-se ao autor de "Oiça lá ó senhor Vinho" e "A casa da Mariquinhas".

O CD reúne temas cantados por Amália, "O senhor extraterrestre" (1981), Herman José, "A canção do beijinho" (1980), Ana, "Quanto mais te bato" (1982), Lenita Gentil, "Eles foram tão longe" (1982) ou Mísia, "Ai que pena" (1981).

Joel Branco, Alexandra, Vasco Rafael, António Mourão ou Carlos Quintas, são outros dos nomes que participam no álbum.

Carlos Paião nasceu em Coimbra em Novembro de 1957. Licenciou-se em Medicina, mas nunca exerceu a profissão, enveredando antes pelas cantigas. Em 1981, ganhou o Festival RTP da Canção com "Play-Back", que vendeu em Portugal 80.000 cópias, e em 1983, com Cândida Branca Flôr, também incluída neste CD com a canção "Trocas e baldrocas", alcançou o 2º lugar. Na televisão, colaborou com Herman José no programa "Hermanias" (1984) e anteriormente, tinha feito equipa com António Sala e Luís Arriaga em "O Foguete".

Voltaria a colaborar com Herman em "Humor de Perdição", para o qual com pôs "Bamos lá Cambada", e escreveu os textos da personagem "Estebes". "Bamos lá cambada" é interpretada por um coro constituído pelo próprio, Herman José, Alexandra, Luís Represas, Dany Silva, Diana, Vitorino, Marco Paulo, Peter Peterson e Jorge Fernando.

NL.
Lusa/Fim

FARO E ALBUFEIRA CAPITAIS DO ACORDEÃO

Lisboa, 11 Julho 2006 (Lusa)

Albufeira e Faro serão a partir de sexta-feira e até Outubro "capitais do acordeão", uma iniciativa da Associação Música XXI, com a colaboração da Orquestra do Algarve. Sexta-feira, na Igreja Matriz de Albufeira, o acordeonista Gonçalo Pescada abre a iniciativa acompanhado pela Orquestra do Algarve, regida por João Tiago Santos. Gonçalo Pescada venceu o Concurso Nacional de Acordeão em 1995 e o Prémio Internacional Citá di Montese, em 2004. Em declarações à Lusa, o acordeonista assinalou "um crescente interesse, nomeadamente entre os jovens, pelo acordeão, não só na sua vertente mais popular, como na vertente erudita". "No Algarve - disse -, o acordeão nunca esteve esquecido e, a par de outros espectáculos nas feiras de Verão, marcou sempre presença.

Acontece que, actualmente, há interesse em explorar outras sonoridades". O projecto "capitais nacionais do acordeão" tem como objectivo "a valorização e divulgação" deste instrumento musical e, nesse sentido, a programação "é abrangente, indo do jazz à música sinfónica, passando pelo fado". Em Setembro, o acordeonista Paulo Jorge Ferreira dá no Teatro Lethes, em Faro, um concerto comentado pelo maestro António Vitorino de Almeida. O espectáculo, denominado "O sopro dos botões", tem a participação especial do clarinetista Carlos Alves e apresentará um programa onde "se cruzam a sonoridade do acordeão com o clarinete numa música de fusão especialmente escrita para este concerto".

Em Setembro, no Auditório Municipal de Albufeira, João Pedro Cunha (violino) e Gonçalo Pescada apresentarão "um concerto onde, mantendo a formalidade dos espectáculos de música erudita, se procura criar um maior proximidade com o público, apresentando um repertório eclético". Foi o Auditório o espaço escolhido para o encerramento desta iniciativa musical com a actuação do acordeonista ucraniano Vladimir Zubitsky, dia 28 de Outubro. Zubitsky foi distinguido em 1985 pela UNESCO pelo seu trabalho de composição.

Antes, a 14 de Outubro, sobe ao palco do Lethes o Quarteto Almalusa composto por José Alegre, Igor Martins, Jorge Semião e Gonçalo Pescada. Este quarteto, como explicou à Lusa Gonçalo Pescada, procura "reinventar o fado e outras canções, propondo arranjos musicais próprios, juntando o acordeão à guitarra portuguesa e aos habituais instrumentos do fado, a viola e a viola-baixo".

NL.
Lusa/Fim

JOÃO FRADE, CAMPEÃO DO MUNDO DE ACORDEÃO

Faro, 19 Maio 2006 (Lusa)

Nem mesmo para João Frade, duas vezes campeão do Mundo, é fácil ser jovem e tocar acordeão. Apesar dos progressos recentes, subsiste ainda a ideia de que a juventude não "vai à bola" com aquele instrumento aerofónico. Mas Portugal vai. A julgar pelo currículo nacional, o acordeão está para a música instrumental como o hóquei em patins está para o desporto: não é o mais amado dos instrumentos, mas será aquele em que somos mais visíveis lá fora em matéria de troféus conquistados.

O jovem algarvio de 23 anos, que sábado é cabeça-de-cartaz na I Gala Nacional de São Brás de Alportel, é o último de uma série de quatro campeões do Mundo, que começou em 1974 com Aníbal Freire e continuou com José António (1976), António Rosado (1977) e Arlindo Morais (1982). Vencedor dos dois troféus mundiais disputados em 2002, o campeonato do Mundo disputado em Copenhaga e o Troféu Mundial de Belluno (Itália), João Frade invoca os casos dos Madredeus, Sitiados e Sétima Legião para evocar um novo fôlego do instrumento, Mas adivinha que sábado, na I Gala de São Brás de Alportel em que é cabeça-de-cartaz, a plateia do cine-teatro local estará dominada por cabelos brancos.

Não que o repertório a apresentar - que preencherá toda a segunda parte da gala - seja dominado por música "pimba" ou sequer tradicional portuguesa, mas a verdade é que, muito por culpa da música electrónica, os jovens costumam preferir outro tipo de cartazes. Ainda assim, o jovem acordeonista de Albufeira, que pratica desde os oito anos, não desiste de cativar os da sua faixa etária, com algum sucesso: "Num bar que frequento, com malta nova, quando levo o acordeão é uma festa", jura. De resto, João Frade garante que, entre as suas experiências musicais mais loucas esteve precisamente a fusão entre o acordeão e a "House Music", que praticava numa discoteca da sua cidade. "Normalmente, tudo começa na música portuguesa, mas depois vai-se por aí, há grandes peças de compositores estrangeiros para acordeão, e regressa-se de novo à música portuguesa, já com outros argumentos", sintetiza João Frade, que sem falsas modéstias garante fazer hoje corridinhos que são "autênticas obras de arte".

Não foi o caso do jovem campeão do Mundo, mas normalmente é nos ranchos folclóricos que tudo começa. A fase dos solos e do refinamento qualitativo vem mais tarde e só alguns dos muitos milhares de praticantes portugueses - ninguém sabe ao certo quantos - lá chegam, aos professores particulares e aos conservatórios. Como sustenta o professor que ensinou João Frade a dedilhar as teclas ainda com sete anos de idade, Hermenegildo Guerreiro, "o rancho folclórico não faz sentido sem acordeão, mas o acordeão vive bem sem o rancho". Ele próprio, Hermenegildo, 48 anos, é um exemplo vivo disso mesmo. Depois do circuito dos ranchos folclóricos (da Bordeira e de Faro), onde ingressou a os 18 anos, concluiu um curso de cinco anos no Conservatório Regional do Algarve. Hoje, 22 anos depois das primeiras aulas, tem cerca de 30 alunos distribuídos pelas vilas algarvias de São Brás de Alportel e São Bartolomeu de Messines e a alentejana de Almodôvar. Quando há quase duas décadas o pai de João Frade, seu amigo, lhe pediu que ensinasse o filho, o professor estava longe de imaginar quão longe ele chega ria, mas a verdade é que, à custa das aulas e de muito trabalho, o aluno fez-se campeão. Não é para todos, garante: "O João é um caso raro de talento, ainda nem tinha aulas e já gostava do acordeão, punha-se a dedilhar nas almofadas lá de casa. Mas, para estes casos aparecerem, é necessária uma grande disponibilidade dos pais, esse empurrão é fundamental", confirma. "Uma disponibilidade sobretudo cultural", sintetiza o experiente professor, muitas vezes a braços com pais cujas perspectivas para o repertório dos filhos são... a música "pimba" e se opõem a áreas mais ousadas. Mas a disponibilidade requerida estende-se à área financeira: um bom instrumento, como o de João Frade, pode custar entre 10 e 20 mil euros, embora já se possa comprar um razoável por 2.000 euros.

Ainda assim, o País está polvilhado de acordeonistas, alguns deles talentosos, e as galas sucedem-se de Norte a Sul. Foi quando, em Portugal, João Frade - como diz o seu professor de sempre - "já tinha ganho tudo o que havia para ganhar", isto é, 15 a 20 dezenas de primeiros prémios e alguns campeonatos nacionais, que veio a internacionalização. Uma fase internacional que, numa primeira fase, saiu cara, porque, afiança Hermenegildo Guerreiro, as viagens a Copenhaga e a Belluno foram pagas pelo acordeonista. Só agora, uns anos depois daqueles dois êxitos inéditos - foi a primeira vez que alguém arrebatou os dois prémios no mesmo ano -, o acordeonista de Albufeira está a ser ressarcido do tremendo investimento feito na sua formação e aperfeiçoamento. "Não há mês nenhum em que não saia do País duas ou três vezes, a convite de organizações de festivais", explica o jovem que, no final de Junho, estará na Finlândia a tocar para uma plateia de 30 mil pessoas, num festival dedicado a o acordeão que durará cinco dias. Muito antes, este sábado, a vila algarvia de São Brás de Alportel poderá ouvi-lo tocar durante 45 minutos, durante toda a segunda parte de uma gala que contará, na primeira parte, com os também consagrados João Filipe Guerreiro, Fábio Guerreiro e Lígia Cipriano.

Lusa/fim

"SEGUE-ME CAPELA" ACTUOU EM ARGEL

Argel, 19 Maio 2006 (Lusa)

O grupo de música tradicional portuguesa "Segue-me Capela", do Porto, actuou quinta-feira em Argel no âmbito do Festival Cultural E uropeu, que se realiza todos os anos em Maio, e conquistou o público argelino. A sala Iben Zeydoun, na capital argelina, foi pequena para acolher os cerca de 500 espectadores e muitas pessoas assistiram à actuação do grupo português em pé. O grupo é composto por sete elementos, seis mulheres e um homem, que se de dicam à música nos tempos livres porque todos eles têm outras profissões, como médico, magistrado, farmacêutico, professor de biologia ou assistente social.

O "Segue-me Capela" foi criado em 1999 entre colegas da Universidade de Coimbra. Em declarações à Agência Lusa, Cristina Rosa, que integra o grupo afirmou que "o público argelino é maravilhoso". Alguns espectadores argelinos disseram à Lusa que gostaram muito da música tradicional portuguesa e que encontram algumas semelhanças com a música argelina, nomeadamente a berbere. Entre os convidados para este espectáculo estava o embaixador de Portugal em Argel, Luís Almeida Sampaio, além de outros representantes diplomáticos na ca pital argelina.

HAK/VM.
Lusa/Fim

MICRO AUDIO WAVES VENCEU PRÉMIOS EM PARIS

Porto, 27 Março 2006 (Lusa)

O projecto português de música electrónica Micro Audio Waves venceu em Paris dois Prémios Qwartz Electronic Music, para Melhor Álbum, com "No Waves", e Melhor Videoclip, com "Fully Connected", anunciou hoje a representante do grupo. Os Micro Audio Waves lideravam a lista de nomeações (três) dos prémios franceses de música electrónica, patrocinados pelo jornal Le Monde, tendo falhado apenas o prémio para Melhor Tema, com "Serge ao Sushi". Os Qwartz Music Electronic Awards, que distinguem os melhores trabalhos da música electrónica independente a nível mundial, foram atribuídos por um júri e por votação on-line, tendo sido recebidos mais de um milhão de votos até 31 de Dezembro, no endereço www.qwartz.org. No total, este ano foram propostos a concurso 3.000 trabalhos. Vitalic (França), Murcof (México), The Books (Estados Unidos), High Tone (França) e Modeselektor (Alemanha) eram os restantes candidatos ao principal prémio, para Melhor Álbum. Os Micro Audio Waves foram criados em 2000 por Flak (dos Rádio Macau) e Carlos Morgado, a quem se juntou um ano mais tarde a vocalista Cláudia Ribeiro.

FZ/NL.
Lusa/Fim

 
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