FADOS EM NOTÍCIA |
A MÚSICA PORTUGUESA NO MUNDO |
MESTRES DA GUITARRA PORTUGUESA EM LONDRES |
Lisboa, 27 Outubro 2007 (Lusa)
António Chaínho, Custódio Castelo e Ricardo Parreira são os três "mestres da guitarra portuguesa" que actuam pela primeira vez a solo em Londres, a 02 de Novembro, no Barbican Centre.
O espectáculo intitulado "Portuguese Guitar Masters" integra o cartaz do Festival Atlantic Waves, organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian na capital britânica.
António Chaínho já gravou com a Filarmónica de Londres e já actuou na capital britânica, sendo todavia a primeira vez que se apresenta a solo.
O músico irá interpretar melodias de sua autoria e "se conseguir ensaiar, um novo tema que será inserido no disco" que começará a gravar em Janeiro, declarou à Lusa.
Chaínho qualificou de "interessante e instrutivo" o espectáculo no Barbican, "na medida em que junta três formas totalmente diferentes de tocar guitarra".
"Cada um de nós tem o seu estilo próprio, quer a tocar quer a compor, no quem se refere ao Custódio, pois o jovem Parreira ainda não compõe", prosseguiu.
"Eu tenho uma escola que se liga mais aos antigos guitarristas, o Ricardo é o mais novo e o Custódio está no meio, cada um de nós apreendendo a música à sua maneira", disse.
António Chaínho será acompanhado pela viola de Fernando Alvim que também acompanhará Ricardo Parreira com quem gravou o seu primeiro álbum, editado este ano pela HM Música.
Ricardo Parreira, 21 anos, irá tocar temas de Carlos Paredes que constituem o seu CD.
A confiança do jovem é grande na medida em que será acompanhado por Alvim, que durante décadas foi viola de Carlos Paredes.
"Se ele diz que posso tocar é porque posso", sublinhou.
Filho do guitarrista António Parreira, distinguido este ano com o Prémio Carreira da Casa da Imprensa, o jovem músico considera "inadequado" o qualificativo de "mestres da guitarra portuguesa".
"Aplica-se e muito bem aos outros dois com quem vou ter o privilégio de partilhar o palco, mas não a mim que tenho ainda muito para aprender", disse à Lusa.
Relativamente ao espectáculo de dia 02 de Novembro, afirmou-se "curioso e expectante".
Para Ricardo é uma estreia absoluta em terras inglesas.
Custódio Castelo já tinha tocado em Londres, designadamente como acompanhante de Cristina Branco, e de Mafalda Arnauth, no Royal Albert Hall.
Esta actuação insere-se no que gosta "particularmente" de fazer: apresentar a guitarra portuguesa em concerto.
O músico irá tocar apenas temas de sua autoria, alguns gravados no seu álbum "Tempus" editado este ano, "assim como outros de modo a dar uma perspectiva da carreira", afirmou à Lusa.
Castelo considera que "tem havido uma melhoria na apresentação da guitarra portuguesa em concerto", um conceito que difere das tradicionais guitarradas.
Custódio Castelo será acompanhado pela viola de Carlos Garcia e o contrabaixo de Carlos Menezes.
Para o músico "é interessante colocar em saudável confronto diferentes gerações de guitarristas, mostrando com amplitude as capacidades da guitarra portuguesa que tem uma sonoridade encantadora".
NL.
Lusa/Fim
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DIVAS DO FADO EM LONDRES |
Lisboa, 26 Outubro 2007 (Lusa)
Maria da Fé, Beatriz da Conceição e Raquel Tavares são algumas das "divas do fado" que dia 01 de Novembro sobem ao palco do Queen Elizabeth Hall, em Londres, no âmbito do Festival Atlantic Waves, organizado pela Fundação Gulbenkian.
O espectáculo, que procura mostrar outras vozes do fado além de Mariza - que tem actuado com regularidade nos palcos ingleses - conta no total com a participação de seis fadistas, quatro delas em estreia em terras britânicas:Maria da Fé, Beatriz da Conceição, Aldina Duarte e Raquel Tavares.
Joana Amendoeira recebeu recentemente, aquando da sua actuação no Linbury Studio Theatre, elogiosas críticas da imprensa londrina e Mafalda Arnauth já se apresentou no Royal Albert Hall.
As seis fadistas serão acompanhadas por Paulo Parreira (guitarra portuguesa), Luís Pontes (viola) e Ricardo Cruz (viola-baixo).
Maria da Fé, Prémio Amália Rodrigues para a Melhor Fadista o ano passado, e com mais de 40 anos de carreira, disse à Lusa "ser interessante coincidirem no mesmo palco várias formas de estar no fado".
"Dá ao espectador um leque mais variado do que é fado e como é sentido de diferentes maneiras", afirmou a criadora de "Cantarei até que a voz me doa" (José Luís Gordo/José Fontes Rocha).
Com uma carreira de que se orgulha, a fadista declarou-se "avessa" ao qualificativo "diva".
"Fiz tudo o que podia e com plena entrega, cantei os poetas, compuseram para mim, fiz experiências musicais, e procurei dar o meu contributo", disse.
Raquel Tavares admitiu estar "curiosa" e qualificou a ideia de "muito positiva" pois "não dá apenas uma visão ou uma forma de estar no fado, mas a de diferentes mulheres, com carreiras distintas".
Detentora dos Prémios Revelação Casa da Imprensa este ano e Amália Rodrigues, o ano passado, Raquel Tavares é a mais nova do grupo.
No palco do Queen Elizabeth, irá interpretar alguns temas do seu disco de estreia, editado pela Movieplay Portuguesa o ano passado.
Beatriz da Conceição é apontada pela crítica portuguesa como "uma das fadistas mais características", com uma carreira de cerca de 40 anos.
Natural do Porto, tal como Maria da Fé, actuou em várias casas de fado, sendo esta sua primeira presença em Londres.
A fadista já se apresentou noutras capitais europeias, nomeadamente sob a direcção do maestro Paul van Nevel.
"Meu corpo" (José Carlos Ary dos Santos/Fernando Tordo) ou "Ovelha negra" (João Dias) são alguns dos seus êxitos, ao lado de outros do teatro de revista como "Lisboa da cor da ponte" (Rogério Bracinha/César Oliveira/Ferrer Trindade) ou "Mini fado" (César Oliveira/Ferrer Trindade).
Aldina Duarte tem já editados dois álbuns, "Crua" e "Apenas o amor".
NL.
Lusa/Fim.
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ANTÓNIO ZAMBUJO CANTA A SOLO EM LONDRES |
Londres, 14 Outubro (Lusa)
O fadista António Zambujo canta a solo pela primeira vez em Londres, terça-feira, no restaurante-bar Momo, onde apresentará o seu terceiro álbum, "Outro Sentido", editado há duas semanas.
Zambujo, que em 2006 venceu o Prémio Amália Rodrigues para o Melhor fadista, já se apresentou há quatro anos na capital inglesa, num concerto com Katia Guerreiro na Purcell Room.
Em declarações à Lusa, o fadista afirmou que as audiências internacionais não lhe são estranhas.
"Já estou habituado a actuar para estrangeiros, porque as noites do fado em Lisboa são frequentadas essencialmente por turistas de todas as partes do mundo", observou.
O resultado é que "as pessoas dizem que não percebem o que digo, mas compreendem a linguagem da música", afirmou Zambujo, que faz parte do elenco habitual no restaurante "Senhor Vinho", na capital portuguesa.
No álbum mais recente, "Outro Sentido", onde mistura fados clássicos com interpretações de temas de João Gilberto, Caetano Veloso ou Chet Baker, as letras estão traduzidas em inglês, um reflexo do desejo de chegar a novos públicos.
Zambujo justifica esta opção por este disco ser "o que está a ser mais promovido a nível internacional" com o objectivo de "alargar o mercado e obter uma maior opção de salas".
Em Portugal "a recepção foi um pouco diferente [da registada no passado], este disco está a chegar mais ao público e com resultados mais favoráveis, principalmente junto da imprensa".
"Tem influências que vão além do fado, como a música brasileira e o jazz", assinalou, reconhecendo que isso tem levantado algumas reservas dos "puristas" apreciadores do fado.
Este registo eclético levou a que fosse convidado para se apresentar no bar Momo, um reputado restaurante norte-africano situado no centro de Londres e animado regularmente por com um cartaz de artistas de todo o mundo.
"Outro Sentido" é o terceiro álbum de António Zambujo, depois de "O mesmo Fado" (2002) e "Por Meu Cante" (2004).
Nascido em 1975 em Beja, ganhou um concurso de Fado aos 16 anos, mas foi com a participação no musical de Filipe La Féria "Amália" - onde interpretava o papel do primeiro marido da fadista - que cimentou a reputação.
Em 2006 foi considerado pela Fundação Amália Rodrigues a "Melhor Voz Masculina de Fado".
Antes de Londres, António Zambujo já se apresentou este ano no Canadá e deverá voltar a sair do país antes do Natal, para Espanha, tendo previsto para o próximo ano mais concertos em Paris.
Apesar de estar conotado com a música mais emblemática de Portugal, António Zambujo não pretende "aproveitar a onda" de interesse que o sucesso de Mariza despertou pelo fado no estrangeiro, em particular no Reino Unido.
"O que me importa é continuar a tocar e que as pessoas saiam satisfeitas", concluiu.
BM
Lusa/fim
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NOSSOS FADOS |
Lisboa, 15 Dezembro 2006 (Lusa
A jornalista Alexandra Carita e o fotógrafo Jorge Simão dedicaram um ano a descobrir o mundo fadista e o resultado dessa pesquisa está contido no livro "Nossos fados", no qual fazem uma abordagem da canção de Lisboa como "a expressão artística do século XXI". "Há uma cidade viva em pleno século XXI, em torno do fado, muito mais do aquilo que se julga. Os bairros históricos como Alfama, Madragoa ou Bairro Alto são frequentados até madrugada por jovens e menos jovens, o que torna o fado a expressão artística do século XXI", disse à Lusa Alexandra Carita.
Alexandra Carita e Jorge Simão são, nas palavras da jornalista, "amantes do fado" e ambos procuraram neste livro mostrar "um fado de afectos" sem a pretensão de conceptualizar ou a preocupação de "definir origens". "Aceitámos o fado, e no meio aceitaram-nos como amigos, fizemos um retrato que é o nosso", sublinhou.
Editado pela Alêtheia, "Nossos fados" traça o perfil de vários fadistas da denominada "nova geração", entre eles Camané, Mariza, Pedro Moutinho, Aldina Duarte, Ricardo Ribeiro, Kátia Guerreiro ou Hélder Moutinho, que os autores definem como "o homem do fado de hoje". "O Hélder Moutinho é intérprete, poeta e o homem que hoje faz o fado girar, quer como produtor quer como agente. Está dos dois lados da barricada fadista", explicou a jornalista.
Num outro capítulo, dedicado aos músicos, são citados nomes "mais antigos", como Fernando Alvim e os "mais novos no meio", como Ricardo Parreira ou Ricardo Rocha, neto de Fontes Rocha e laureado este ano com o Prémio Amália Rodrigues para o melhor guitarrista.
Num capítulo intitulado "O gueto", os autores defendem que os locais de fado não são "espaços de exclusão, mas espaços onde alguns são os eleitos". "Nesses espaços, o fado acontece para aqueles que se vão cativando por ele", disse Carita.
Desta experiência de "um ano onde todas as noites se foi ao fado", a jornalista guarda como "melhores memórias, as noites de tertúlia entre fadistas, poetas e músicos, as noites em que os fadistas se reuniam em espaços como o restaurante Mesa de Frades para experimentar tons ou escrevinhar versos numa toalha de mesa".
Há ainda espaço no livro para "senhoras e senhores do fado" - Argentina Santos e Carlos do Carmo são dois dos citados - e para os poetas.
Acerca de Carlos do Carmo, criador de fados como "Canoas do Tejo", "Por morrer uma andorinha" ou "Os putos", Alexandra Carita realçou à Lusa "a motivação e o empenho" do cantor "na concretização" deste trabalho.
No capítulo dedicado aos poetas, intitulado "A Palavra", figuram nomes como o de José Luís Gordo, autor de, entre outros fados, "Cantarei até que a voz me doa", e Júlio de Sousa, autor de "Loucura".
A fechar o álbum, há uma lista de discos escolhidos pelos autores da qual, "propositadamente, se exclui Amália Rodrigues, pois muito se tem falado dela".
O álbum, com o selo da Alêtheia, tem cerca de 120 páginas, intercalando texto e fotografia.
NL.
Lusa/Fim
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JOANA AMENDOEIRA NO THEATRO CIRCO, BRAGA |
Lisboa, 15 Dezembro 2006 (Lusa)
A fadista Joana Amendoeira apresenta-se hoje pela primeira vez no Theatro Circo em Braga, onde interpretará temas do seu mais recente trabalho discográfico, "à flor da pele". Acompanhada por Pedro Amendoeira à guitarra portuguesa, Pedro Pinhal à viola e Paulo Paz no contrabaixo, Joana Amendoeira cantará fados com poemas de José Luís Peixoto, Pedro Homem de Mello, José Luís Gordo e Hélder Moutinho, entre outros. Os músicos acompanharam já a fadista o ano passado no Club Gesu, em Montreal, na sua apresentação no Festival Strickly Mundial.
Na opinião do musicólogo Rui Vieira Nery, a fadista tem "uma voz belíssima de timbre quente, uma expressividade discreta mas requintada, uma recusa de qualquer registo artificial de auto-promoção que não seja o da conjunção simples entre palavras e música, voz e instrumentos". A fadista, sublinha Nery, "surge com uma linguagem pessoal bem distinta".
Natural de Santarém, Joana Amendoeira participou na Grande Noite do Fado de Lisboa pela primeira vez em 1994, e no ano seguinte na Grande Noite do Fado do Porto. Em 1998 deslocou-se pela primeira vez ao estrangeiro, actuando no âmbito do evento "Dias de Portugal", organizado pelo ICEP em Budapeste.
Data de 1998 o seu primeiro CD, "Olhos Garotos". Em 2000, esteve em São Paulo (Brasil), no âmbito das comemorações dos 500 anos da descoberta do Brasil, e editou o seu segundo álbum, "Aquela Rua".
Em 2001, actuou na Holanda, Itália, Alemanha, Hungria, Brasil, Estados Unidos e França, onde já estivera em 1999 com Carlos do Carmo. Há dois anos, a fadista voltou a acompanhar Carlos do Carmo, em dois espectáculos, um em Viena e outro na sala principal do Concertgebouw, em Amesterdão.
NL.
Lusa/Fim
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MALDITO FADO DE HÉLDER MOUTINHO NO THEATRO CIRCO |
Lisboa, 11 Dezembro 2006 (Lusa)
Hélder Moutinho apresenta no próximo sábado, no Theatro Circo em Braga, "Maldito fado", um espectáculo de que é criador e protagonista e no qual procura fazer o encontro da canção de Lisboa com outras sonori dades. O espectáculo estreou-se em Alcobaça, passou já pelo palco portuense da Casa da Música e pelo Teatro da Trindade em Lisboa, integrando agora a segunda "Noite de fados" do recém renovado Theatro Circo.
"O que vou fazer faz-se há 80 anos, que é o encontro do fado com outras sonoridades. À guitarra portuguesa e à viola juntam-se o acordeão ou a percussão", disse à Lusa o fadista. "Neste espectáculo - acrescentou - percorro os diferentes locais do fado: a cidade, o amor, a saudade e até a condição do próprio fadista". O título do espectáculo pode ser interpretado de três formas, explicou o fadista. É "maldito fado, ironicamente, por tanto gostarmos dele, maldito, atendendo às suas origens de faca e alguidar e à sua complexidade e, por último, pelo que o público e a crítica acham que estamos a fazer, ou seja, mantendo a raiz, juntarmos outras sonoridades".
Também poeta, Hélder Moutinho canta, neste espectáculo, alguns inéditos de sua autoria, nomeadamente "Rua do Meio à Madragoa", uma homenagem a uma das primeiras ruas onde viveu, e "As quadras do maldito", com que encerra. "Fecho com um fado menor, em quadras, onde, de certa forma, explico este espectáculo, e daí o qualificá-lo de puro e duro, pois, apesar de todas as influências que o rodeiam, o fado mantém a sua raiz", disse. "Proponho - esclareceu - uma viagem sonora, tomando o fado como base musical, mas envolvendo-o noutras estéticas, com o atrevimento de trazer novos sons ao seu som e ao seu ser".
Ao recriar alguns fados clássicos como "Fadista louco", o fadista assinalou à Lusa que procura demonstrar "como o mesmo fado pode ser reinterpretado, de acordo com os tempos que mudam e aos quais mesmo a emoção do fado não pode ficar alheia".
O espectáculo criado e protagonizado por Hélder Moutinho, com direcção musical de Manuel de Oliveira e desenho de luz de José Carlos Coelho, estará em cena em finais de Novembro, no Teatro da Trindade em Lisboa. A acompanhar Hélder Moutinho estarão Manuel de Oliveira (guitarra clássica e viola braguesa), Ricardo Parreira (guitarra portuguesa), Diogo Clemente (viola), José Penedo (contrabaixo), Pedro Santos (acordeão) e Quine (percussão).
Hélder Moutinho, com 15 anos de carreira, foi distinguido no ano passado com o Prémio Amália Rodrigues para o Melhor Álbum, é irmão de dois outros nomes de referência do Fado, Camané (Prémio Blitz) e Pedro Moutinho (Prémio Revelação 2003 da Casa da Imprensa).
Em 1994, integrou o elenco da casa de fados Nonó, no Bairro Alto, em Lisboa. Nesse mesmo ano, no âmbito de Lisboa - Capital Europeia da Cultura, participou no projecto "Fados da Mãe-d'Água". Tem actuado com regularidade noutras casas de fado lisboetas, designadam ente a Taverna do Embuçado e Mesa de Frades, em Alfama (Lisboa), e participou em vários espectáculos, tanto em Portugal, como no estrangeiro.
Integrou o cartaz do Festival de Rudolstadt (Alemanha), do FESTIMA (Portugal), Músicas de Cidades com Portos (Lisboa), de Nova Jérsia (EUA) e "Um Porto de Fado" (Porto), entre outros. No ano passado editou o seu segundo álbum, intitulado "Sete fados e alguns cantos".
NL.
Lusa/Fim
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CAMANÉ NO EL PAÍS |
Lisboa, 02 Novembro 2006 (Lusa)
O renascimento do fado em Portugal tem sido protagonizado por "mulheres jovens", poucos sendo os homens que neste género conseguiram "fazer nome" e, entre eles, o caso "mais impressionante" é o de Camané, escreve hoje o El Pais na sua edição on-line. Num texto intitulado "Camané faz sua a sensibilidade do fado tradicional", Carlos Galilea escreve que "hoje se ouve no mundo o fado mais do que nunca" e assinala, a propósito, que o cineasta Carlos Saura está a preparar um filme em que dará a conhecer a sua "visão" do fenómeno.
Camané, na avaliação do articulista, "tem tudo: técnica, dicção e voz". "Em Portugal - refere a dado passo - enche todos os recintos: no princípio o público era de certa idade, mas logo começaram a acorrer os jovens". "(Camané) - escreve ainda - não se fecha a outras músicas: há três anos participou num disco do grupo de rock Xutos & Pontapés, há dois mostrou nos concertos de 'Outras Canções' as suas afinidades com Chico Buarque, Fausto ou Sérgio Godinho. E no ano passado publicou 'Humanos' com os cantores Manuela Azevedo e David Fonseca e músicos como Nuno Rafael, João Cardoso e Hélder Gonçalves". O fadista português, distinguido o ano passado com o Prémio Amália Rodrigues para o Melhor Intérprete, actua hoje em Saragoça, na Igreja de Santa Isabel de Portugal, e na sexta-feira, no quadro da IV Mostra Portuguesa, em Madrid, no Círculo de Belas Artes.
RMM.
Lusa/Fim
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CAMANÉ ACTUA EM ESPANHA |
Lisboa, 01 Novembro 2006 (Lusa)
O fadista Camané, que o ano passado foi distinguido com o Prémio Amália Rodrigues para o Melhor Intérprete, actua quinta e sexta-feira em Espanha. O criador de "Fado Sagitário" apresentar-se-á quinta-feira na Igreja de Santa Isabel de Portugal, em Saragoça, e no dia seguinte no Círculo de Bellas Artes, em Madrid.
Em declarações à Lusa, o fadista afirmou que "há agora uma atitude totalmente diferente em relação ao fado". Para Camané, o fado "vive muito da comunicação, da palavra e de uma empatia entre a pessoa que ouve e quem canta". Camané será acompanhado por José Manuel Neto (guitarra portuguesa), Carlos Manuel Proença (viola) e Paulo Paz (contrabaixo).
Como disse o fadista à Lusa "são amigos de há muito tempo e entendemo-nos muito bem em palco surgindo tudo de forma muito espontânea". Em terras espanholas Camané irá apresentar vários temas do seu repertório, ainda antes de entrar em estúdio, que deverá acontecer no princípio do próximo ano, segundo adiantou à Lusa. O fadista editou em Abril último o seu primeiro DVD, que regista a sua actuação o ano passado no Teatro Municipal de São Luiz, em Lisboa, além de faixas extras que incluem um documentário.
Camané começou a cantar fado aos 11 anos, em 1979 venceu a Grande Noite do Fado. A sua carreira tem procurado conjugar o tradicional com o moderno, apoiando-se numa instrumentação claramente fadista onde o contrabaixo, "se a princípio se estranhava, tornou-se natural", explicou à Lusa. Relativamente à sua postura em palco afirmou: "Esqueço tudo o resto, só assim posso ser honesto comigo próprio, procuro não ser importante para poder o ferecer totalmente o que sou".
NL.
Lusa/Fim
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ANA MOURA E O CICLO "VOZES DO FADO" |
Lisboa, 20 Outubro 2006 (Lusa)
A fadista Ana Moura inicia hoje, no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, Carnaxide, o ciclo de espectáculos "Vozes do Fado", um a iniciativa da Câmara de Oeiras a realizar todas as sextas-feiras até 24 de Novembro.
A fadista, que tem discos editados em 20 países, já actuou em vários palcos internacionais e este mês actuou em Pequim, Xangai e Macau, onde abriu os I Jogos da Lusofonia, é acompanhada por José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, José Elmiro Nunes, viola de fado, e Daniel Pinto, viola baixo. Dia 27, é a vez do fadista Nuno da Câmara Pereira e, dia 03 de Novembro, da fadista Raquel Tavares, que actuarão, igualmente, no auditório Ruy de Carvalho, refere uma nota da autarquia. Dia 10 de Novembro, o ciclo "Vozes do Fado" transfere-se para o Auditório Municipal Eunice Muñoz, Oeiras, onde actuará o fadista Ricardo Ribeiro. Dia 17, será a vez de Maria Ana Bobone e dia 27 o fadista Rodrigo encerra o ciclo. Apresentar o fado "no masculino e feminino" pela voz de artistas já consagrados e outros mais recentes é, segundo a nota da autarquia, o objectivo da iniciativa.
CP.
Lusa/Fim
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| NOVO DISCO DE JOANA AMENDOEIRA A 30 DE NOVEMBRO |
No dia 30 de Novembro, às 18h30, será feita a apresentação do quinto trabalho de Joana Amendoeira, Joana Amendoeira "À Flor da Pele", na Fnac do Chiado, Lisboa. Dirigido musicalmente por Custódio Castelo e gravado nos estúdios "Pé-de-vento" por Fernando Nunes, este é um disco que retrata um envolvimento intenso e cheio de verdade. A ideia foi criar um grupo de fados e não apenas uma Fadista que tinha os seus músicos acompanhantes. Pedro Amendoeira na Guitarra Portuguesa, Pedro Pinhal na Viola de Fado e Paulo Paz no Contrabaixo e Baixo Acústico, instrumentistas e compositores de alguns dos temas do disco, revelam aqui que para se poder criar um projecto forte e característico é preciso viver cada momento como se fosse o último. |
JOANA AMENDOEIRA NO CANADÁ |
Vancouver, Canadá, 30 Setembro 2006 (Lusa)
A fadista portuguesa Joana Amendoeira assinará nos próximos dias um contrato de representação com uma empresa canadiana, que prevê o seu lançamento discográfico no Canadá no início de 2007, foi hoje anunciou. O contrato dá a representação exclusiva da artista no mercado canadiano à empresa Mirateca Arts Management, sedeada em Vancouver, que iniciará em Outubro uma campanha de promoção da fadista na rádio, TV e jornais.
Em declarações à Lusa, Terry Costa, gerente da empresa canadiana, sublinhou que "esta campanha, no valor de 200 mil dólares, divulgará a artista de costa a costa do Canadá", estando também já "assegurado com uma editora canadiana o seu lançamento discográfico neste mercado no início de 2007".
A estreia discográfica de Joana Amendoeira no Canadá será através da edição e comercialização do quarto disco da fadista, cujo lançamento está previsto para breve em Portugal. Segundo o empresário, a vantagem da edição de CD e distribuição canadiana é garantir a venda em todo o mercado e preços mais acessíveis. É que, conforme explicou, além de a discografia de músicos e artistas portugueses no Canadá ser ainda inexpressiva, a maior parte é disponibilizada a título de "importação", com um custo que às vezes chega a ser o dobro dos CD editados no país. "A campanha promocional de Joana será uma das maiores já realizadas para artistas portugueses aqui no Canadá, porque será em todo o território" e tem, simultaneamente, a ambição de a tornar conhecida não apenas junto da comunidade portuguesa radicada no país como do público canadiano em geral, salientou.
Também para 2007, está já a ser planeada uma digressão da fadista com espectáculos em várias cidades no Canadá. Joana Amendoeira é a primeira artista de Portugal a integrar o elenco de representações da Mirateca Arts Management, do qual fazem já parte as cantoras luso- canadianas Suzana da Câmara (jazz) e Salomé (fado). O contrato para o Canadá surgiu na sequência de contactos efectuados no Verão passado entre o gerente da empresa canadiana e a empresa HM em Portugal. Joana Amendoeira esteve pela primeira vez no Canadá em Fevereiro de 2005, a representar Portugal e o fado na edição do Festival Stricly Mundial em Montreal (uma iniciativa de renome internacional no campo da música), tendo realizado alguns concertos.
EF.
Lusa/Fim
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FADISTA ANTÓNIO ZAMBUJO NA CROÁCIA E BÓSNIA |
Lisboa, 23 Setembro 2006 (Lusa)
O fadista António Zambujo apresenta-se no próximo fim-de-semana em dois Festivais de Músicas do Mundo em Zagreb (Croácia) e em Sarajevo (Bósnia- Herzegovina), anunciou hoje a sua produtora. O criador de "Jogos de sedução" (Mário Raínho/Armando Machado) será acompanhado por Paulo Parreira (guitarra portuguesa), Luís Pontes (viola), Ricardo Cruz (contrabaixo) e Susana Santos (violoncelo).
Em declarações à Lusa, António Zambujo assinalou que, nas duas actuações, irá interpretar temas dos seus dois álbuns, "O mesmo fado" e "Por meu cante", bem como composições do Cancioneiro Alentejano. "Nestes espectáculos procurarei traçar uma ponte uma ponte entre o fado e o cante alentejano", afirmou. "O meu Alentejo", "Que inveja tenho das rosas", "Pelo toque da viola" e "Fui colher uma romã", são alguns dos temas escolhidos do cancioneiro que irá interpretar.
O fadista, natural de Beja, disse ter sido o cante alentejano que o aproximou do fado, géneros entre os quais considera poderem "encontrar-se pontos de contacto (Ó), não só do ponto de vista musical mas também das temáticas abordadas". Sábado, Zambujo actua na capital croata no âmbito do Festival de Músicas do Mundo e no dia seguinte no Teatro do Casino Saravejo.
Entre os temas que integrará no seu alinhamento contam-se "Terra da minha gente" com letra da parceria Mário Raínho/José Luís Gordo, e "Fado alcantarado", com letra de José Luís Gordo. Este fado traz um neologismo à língua portuguesa. "O termo correcto - disse - é mesmo alcandorado, mas não nos pareceu tão bonito e optámos por alcantarado, com o mesmo sentido, revelando ainda uma estética mais intimista".
O fadista foi considerado a melhor voz do fado pela Rádio Central FM, que anteriormente atribuíra este mesmo galardão a Camané, Mafalda Arnault e Mariza. António Zambujo venceu aos 16 anos um concurso de fado, tendo aprendido a tocar viola na Academia de Música de Beja. Já em Lisboa, integrou o elenco do musical "Amália", de Filipe La Feria, e actualmente canta na casa de fados Senhor Vinho. Em 2003, representou Portugal, a convite da Fundação Calouste Gulbenkian, no Festival Atlantic Waves, em Londres. Entre 2003 e o ano passado, a par das actuações no musical "Amália", realizou digressões por França, Bósnia- Herzegovina, Canadá e Cabo Verde.
NL.
Lusa/Fim |
MARIZA NOMEADA PARA OS HELPMANN AWARDS |
Lisboa, 27 Julho (Lusa)
A fadista Mariza é uma das artistas nomeadas para os Helpmann Awards australianos na categoria de Melhor concerto contemporâneo internacional, foi hoje anunciado. Os prémios serão entregues segunda-feira, em Sydney, no Lyric Theatre Star City. Com Mariza, concorrem na mesma categoria o quarteto Il Divo, Orion e o Trio de Pat Metheny. Os prémios australianos foram criados em 2001 com o intuito de distinguir personalidades na área das artes performativas, como a música contemporânea, música clássica, ópera, ballet, dança ou teatro.
A fadista portuguesa foi escolhida pelas suas actuações nos dias 20 e 21 de Janeiro do ano passado na Ópera de Sydney que lhe valeram rasgados elogios da crítica. Referindo-se à actuação da criadora de "Toada do desengano", o jornal The Australian escreveu :"Ocasionalmente, somos abençoados e temos o privilégio de uma experiência única, tão magnífica que ultrapassa tudo". "Uma mágica actuação, um trabalho de arte vindo do coração, ou talvez um vislumbre do céu", qualificou. Por seu lado, o Sydney Morning Herald descreveu Mariza como "uma das brilhantes estrelas do Festival de Sydney, mas longe do comportamento típico de uma estrela".
Mariza apresentou-se na Ópera de Sydney acompanhada por Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), António Neto (guitarra clássica), Vasco de Sousa (baixo), João Pedro Ruela (percussão), Paulo Moreira (violoncelo), António Barbosa (violino) e Ricardo Mateus (viola de arco). A equipa técnica foi constituída por João Cebolas (som de frente), Eugénio Nicolau (som de palco) e Nuno Marques (iluminação). Actualmente em digressão por Portugal, a fadista foi convidada para actuar dia 02 de Agosto em Chicago (Illinois), no Pavilhão Jay Pritzker do Millenium Park. A intérprete será acompanhada pela Grank Park Orchestra, dirigida pelo maestro Carlos Kalmar. Mariza recebeu já diversos prémios internacionais, nomeadamente, em 2002, o First Award - Most Outstanding Performance, no Festival de Verão do Quebeque, em 2003 o BBC Radio 3 World Music Award para a Melhor Artista Europeia, e em 2004, no MIDEM, em Cannes, o European Border Breakers Award. No ano passado foi distinguida com o Prémio Amália Rodrigues.
NL.
Lusa/Fim
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RAQUEL TAVARES NO FESTIVAL KLINKERS, BÉLGICA |
Lisboa, 25 Julho 2006 (Lusa)
A fadista Raquel Tavares actua a 09 de Agosto em Brugges no âmbito do Festival Klinkers, que começa sexta-feira e pretende, segundo a organização, trazer à cidade belga da Flandres as músicas do mundo. Raquel Tavares editou este ano o seu primeiro álbum, depois de há dois anos ter sido "atracção nacional" da revista "Arre Potter que é demais", no Teatro Maria Vitória, em Lisboa.
A fadista é acompanhada por Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Diogo Clemente (viola) e Nando Araújo (viola-baixo). Entre os artistas de língua portuguesa que, anteriormente, actuaram neste festival, contam-se Mísia e Cesária Évora. Este ano, do cartaz do Festival fazem partem, entre outros, as sul-americanas Susana Baca e Lila Downs, Boban Markovutch Orkestar Feat e o grupo flamenco de Rafael Campo. Segundo a organização, o Festival, na sua 12ª edição, visa trazer ao centro da cidade, na região da Flandres, "revelações da cena musical mundial que nunca tenham actuado em Klinkers, mas que tenham qualidade necessária para o grande público".
Musicalmente, o leque de sonoridades de Klinkers vai desde o "ska" jamaicano ao "soul" dos Estados Unidos, passando pelo fado português, os boleros e rancheras mexicanos, as canções afro-sul- americanas, o "streetfunk jazzy" do Canadá e a "tarantella" napolitana. "Um dos desafios do festival é trazer a céu aberto artistas que actuam habitualmente em reputadas salas de espectáculo", assinala a organização. Os palcos estão montados na Praça du Burg, no Parque Astrid, e este ano no interior do Grande Seminário. Brugges tem um população de cerca de 120.000 pessoas.
Vencedora da Grande Noite do Fado em 1997, Raquel Tavares, 21 anos, apresentará temas tradicionais e fados inéditos, nomeadamente de autoria de Diogo Clemente, que a acompanha à viola.
NL.
Lusa/Fim |
GONÇALO SALGUEIRO ABRE IV FESTIVAL DE CASTELA E LEÃO |
Lisboa, 25 Jullho (Lusa)
O fadista Gonçalo Salgueiro abre hoje o IV Festival de Fados de Castela e Leão, que decorre até sexta-feira no Convento de S. Francisco em Zamora (Noroeste de Espanha) organizado pela Fundação Rei Afonso Henriques. O fadista, que este ano editou o seu segundo álbum, "Segue a minha voz", será acompanhado por Eurico Machado (guitarra portuguesa), Pedro Pinhal (viola) e Paulo Paz (baixo acústico).
No espectáculo em Zamora, Salgueiro irá interpretar, entre outros, um poema de Pedro Sena-Lino e um inédito de Amália Rodrigues, ambos gravados no seu recente álbum. "Canta coração" é o poema inédito de Amália que Carlos Gonçalves musicou, enquanto Pedro Sena-Lino assina "Fado mentido", também musicado por Carlos Gonçalves. Salgueiro interpretará também, do poeta chileno Pablo Neruda, "No te quiero", com música tradicional (fado Alberto) da autoria de Miguel Ramos. Quinta-feira, é apresentado o espectáculo "novas vozes do fado antigo" com Tânia Oleiro, Marco André e Mafalda Taborda, acompanhados por Ricardo Parreira (guitarra portuguesa) e João Penedo (viola). "Este é um projecto que demonstra a vitalidade do fado e o dinamismo de antigos êxitos", explicou à Lusa fonte da produção do espectáculo. Este ciclo, que já levou à capital leonesa nomes como Camané, Hélder Moutinho e Mafalda Arnauth, encerra este ano com um recital de guitarra por António Chaínho.
O mestre da guitarra portuguesa é acompanhado à viola por Pedro Nóbrega, sendo sua convidada a fadista Isabel Noronha. António Chaínho, que aprendeu autodidacticamente a tocar guitarra portuguesa nas casas de fado de Lisboa, acompanhou quase todos os nomes de referência do fado, nomeadamente Carlos do Carmo, com quem realizou digressões internacionais. Desde há cerca de uma década que se tem dedicado a uma carreira a solo, com convites esporádicos a várias vozes femininas. Editou o disco "A guitarra e outras mulheres", para o qual convidou, entre outras, Teresa Salgueiro e Elba Ramalho. Nos anos seguintes realizou vários concertos e editou um CD e um DVD, tendo como convidada Marta Dias, que já integrara o lote de vozes de "A guitarra e outras mulheres". Hoje, já com cerca de 40 anos de carreira, afirmou à Lusa: "A guitarra é a minha outra mulher, com quem falo mais e desabafo, com quem crio ideias".
NL.
Lusa/Fim
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INTERNACIONALIZAÇÃO DA MÚSICA PORTUGUESA |
Lisboa, 16 Julho 2006 (Lusa)
Madredeus e Mariza lideram o cartaz da música portuguesa no estrangeiro, que é escutada hoje desde a Islândia à Nova Caledónia e longe da hegemonia amaliana de outras eras. A lista de nomes portugueses que actuam para plateias estrangeiras é cada vez mais extensa e até Carla Pires, uma fadista praticamente desconhecida em Portugal, este ano actuou já em dois festivais internacionais em Itália. Segundo números fornecidos pelas respectivas promotoras e editoras, contabilizando discos vendidos, concertos realizados e agendados para este ano no estrangeiro, a criadora de "Cavaleiro monge" e os Madredeus lideram a presença musical portuguesa no mundo. O grupo de Pedro Ayres Magalhães e Teresa Salgueiro começou a internacionalizar-se na década de 1990, depois da sua actuação em Bruxelas em 1991, no âmbito da Europália. Na mesma década surgiram também para os palcos internacionais Mísia e Dulce Pontes, outros dois nomes da linha da frente. Hoje os Madredeus somam centenas de actuações em locais tão distintos como Paris ou Luanda, e este ano o seu som far-se-á ouvir em Udine (Itália), Madrid, Caracas, Budapeste, Londres e Tóquio, entre outras cidades. Segundo Pedro Ayres Magalhães, os Madredeus prosseguem a senda de cantar em português procurando "identificar o canto da saudade com o canto optimista do coração de toda humanidade".
Mariza impôs-se rapidamente no mercado internacional e até nacional, para o que terão contribuído os vários prémios internacionais que recebeu, nomeada mente o da BBC Rádio 4 que, em 2002, a considerou Melhor Artista da Europa na área de World Music. A fadista tem actuado nos mais distintos palcos, desde o Cairo ao Le Carré de Amesterdão, passando pelo Hollywood Bowl (Los Angeles) e Lincoln Center ( Nova Iorque), estes três últimos já pisados por Amália. Este ano actuará no Royal Albert Hall, em Londres, e fará uma digressão que a levará à China, Malásia, Coreia do Sul e Tailândia. Mariza, Prémio Amália Internacional o ano passado, afirmou à agência Lusa que o fado "continua a ser a grande referência musical de Portugal no estrangeiro". Segundo a artista, que em cinco anos de carreira vendeu já um milhão de discos, "há um acentuado interesse pela música que se faz em português". David Ferreira, presidente da EMI Music Portugal, aposta "no universo da lusofonia" como um porta de saída não só da música nacional como de um todo que se imponha face à globalização. Para o editor, Portugal pode jogar "uma cartada forte neste sentido" através da Plataforma pela Música, um organismo que congrega editores, promotoras, produtores, etc. Nomes de artistas portugueses surgem com crescente assiduidade nos palcos internacionais e nas listas de vendas, o que não acontecia há 30 anos. O álbum "Transparente", de Mariza, atingiu os tops da Holanda, Finlândia e o Billboard de World Music na Europa e Estados Unidos, e Cristina Branco recebeu vários discos de ouro pelas vendas alcançadas na Holanda. Segundo David Ferreira, este é "um mercado que tem obrigação de crescer " e, nesse sentido, as suas expectativas são positivas.
O género fado é ainda o preponderante, de Mariza a Cristina Branco, passando por Camané, Kátia Guerreiro, Ana Moura, Mafalda Armauth, ou nomes que timidamente procuram entrar no mercado, casos de Joana Amendoeira ou outros que, trilhando antigos percursos da emigração, espreitam o "mainstream". "Hoje em dia, além dos muitos espectáculos, a saída de novos álbuns, tanto da Mariza como dos Madredeus, acontecem de imediato em 30 ou mais países, e isto passa-se com outros artistas", disse à Lusa David Ferreira. "Os Madredeus, por exemplo, já venderam mais de três milhões de discos em todo mundo", disse.
Mísia, actualmente a residir em Paris, saltou para a ribalta internacional logo com o seu primeiro disco, em 1991. "Fiz uma digressão por Espanha e no ano seguinte actuei no Japão, onde já fui 14 vezes", disse a artista à Lusa. Mísia estima que em todo o mundo já vendeu mais de um milhão de discos. "Levei o fado a palcos onde ele nunca tinha estado, nem com a Amália, como a Austrália, Turquia ou a Nova Zelândia, além de palcos exclusivos do canto lírico como o Teatro Chatelet, em Paris, ou o Festival de Teatro de Avignon", disse.
Fora do fado, e além dos Madredeus, outros nomes têm já um público segu ro além fronteiras, nomeadamente Rodrigo Leão, que está em digressão por palcos italianos, o contrabaixista Carlos Bica, os Moonspeel, Dazkarieh ou Dulce Pontes, cuja carreira internacional começou em 1993 com a edição do álbum "Lágrimas", onde recriava temas de Amália e Zeca Afonso. A cantora tinha já conquistado um 8º lugar no festival da Eurovisão, em 1991, mas é com "Lágrimas" que o seu nome percorre os palcos internacionais, actuando desde a Europa ao Brasil, Japão e Estados Unidos.
Em 1997, Dulce Pontes entra em digressão quase permanente, actuando, en tre outros espectáculos, no concerto comemorativo do 52º aniversário das Nações Unidas, em Nova Iorque. Em 1999 editou "O primeiro canto" (Prémio José Afonso 2000), resultado de mais uma procura de sonoridades, e em 2003 "Focus" com o compositor italiano Ennio Morricone, com quem já trabalhara em 1995. Em 2004 recebeu o Prémio Amigo para a Melhor Intérprete Latina da Associação Fonográfica e Videográfica Espanhola e o Prémio internacional Tenco 2004, pelo Club Luigi Tenco de Sanremo (Itália). Actualmente, a cantora está em digressão por Espanha e planeia editar um disco de fado, intitulado "Por dentro do fado".
Luís Represas, a celebrar 30 anos de carreira, tem actuado algumas veze s fora do país, nomeadamente em Cuba. Este ano já se apresentou em Barcelona e Buenos Aires, e ainda este mês actuará em São Paulo, no Brasil e em Novembro em L uanda. Na rampa de lançamento de uma carreira internacional estão os Da Weasel (Prémio MTV Portugal), que já actuaram em Macau e Madrid e em Novembro passado com grande sucesso no Olympia de Paris. Este ano contam voltar a Paris, para actuar no Zenith, e segundo fonte da sua editora, "há planos para mais actuações no estrangeiro".
O cartaz da música portuguesa além fronteiras é cada vez mais vasto em termos de nomes e géneros, desde o fado à área electrónica, com o recente sucess o dos Mesa, que em 2005 receberam o Dance Club Award na categoria de melhor disco do ano. Artistas com décadas de carreira também conhecem agora os aplausos inte rnacionais, casos de Argentina Santos ou Maria Amélia Proença, que prevê cantar no Outono na Áustria e foi já aplaudida no Le Carré de Amesterdão.
NL.
Lusa/Fim
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ANTÓNIO CHAINHO ENCERRA FESTIVAL EM ZAMORA |
O IV Festival de Fados de Castela e Leão que se realiza no Convento de S. Francisco, em Zamora, Espanha conta como habitualmente com um programa de luxo. O encerramento deste evento de prestígio, da responsabilidade da Fundación Rei Afonso Henriques, fica a cargo de Mestre António Chainho que apresenta o seu espectáculo onde a sonoridade única da Guitarra Portuguesa se junta à viola de Pedro Nóbrega e à voz sublime de Isabel Noronha, revelando ao público presente a verdadeira essência do fado. |
MARIZA NO HOLLYWOOD BOWL, LOS ANGELES |
Lisboa, 24 Junho (Lusa)
A fadista Mariza sobe ao palco do Hollywood Bowl, em Los Angeles (Califórnia), dias 14 e 15 de Julho, onde cantará acompanhada pela orquestra residente sob a direcção de John Maureci. Antes de partir para os Estados Unidos, a fadista apresentar-se-á sábado, dia 01 de Julho, no Pavilhão Municipal de Vila Nova de Famalicão, no dia seguinte no Casino Lisboa, e no dia 07 no adro da Sé de Viseu. "Procurarei que estes espectáculos, com o meu grupo de cordas e percussão, sejam uma festa", prometeu em declarações à Lusa.
Relativamente ao espectáculo em Los Angeles, a fadista indicou que ele surge na sequência de um convite formulado quando actuou naquela sala em 2002. A criadora de "Toada do desengano" (Vasco Graça Moura/Franklin Godinho) será acompanhada pela sua formação habitual, constituída pelos músicos Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), António Neto (guitarra acústica) Vasco de Sousa (baixo), António Barbosa (violino), Paulo Moreira (violoncelo), Ricardo Mateus (viola de arco) e João Pedro Ruela (percussão).
No regresso dos Estados Unidos, a fadista actuará no Blue Note Festival em Gent (Noroeste da Bélgica) e no Festival Voix de la Méditerranéen, em Lodève (Sul da França), com passagem por Valladolid e Nerja, em Espanha. A 27 de Julho, inicia, com um espectáculo no castelo de Monsaraz (Alto Alentejo), uma "mini-digressão" que a levará ainda a sete palcos nacionais. Dia 05 de Agosto, a intérprete de "Primavera" (David Mourão-Ferreira/Pedro Rodrigues) actua no Castelo Santiago da Barra, em Viana do Castelo, e no dia seguinte no Castelo de Bragança. Volta ao Sul para cantar em Lagos, quarta-feira, 09 de Agosto, no Auditório Municipal, e sexta-feira nos claustros do Mosteiro de Alcobaça. Segunda-feira, 14 de Agosto, véspera de feriado nacional, a criadora de "Montras" (Pedro Campos) canta no recinto de feiras e exposições de Trancoso (Guarda). Dia 18, estará no largo da Sé de Faro, terminando esta mini- digressão no Parque de Feiras, em Estremoz, dia 19.
Entretanto, fonte da editora disse à Lusa que em Novembro deverá ser editado o segundo DVD da fadista, com o registo do espectáculo realizado, o ano passado, frente à Torre de Belém, em Lisboa, a que assistiram 25.000 pessoas. O primeiro DVD da fadista, editado em 2004, regista o espectáculo realizado na Union Chapel, em Londres, em Março de 2003, quando foi distinguida pela BBC Rádio 3 como a Melhor Artista Europeia na área de World Music.
NL.
Lusa/Fim
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CRISTINA BRANCO ACTUA EM NOVA IORQUE |
Nova Iorque, 10 Março 2006 (Lusa)
A fadista portuguesa Cristina Branco actua sábado em Nova Iorque no Skirball Center, sala localizada na zona do Washington Square, no Sul de Manhattan. O espectáculo de Nova Iorque é organizado pelo World Music Institute, instituição privada que leva a Nova Iorque grandes nomes da chamada "world music", nomeadamente Cesária Évora, Mariza e outros cantores lusófonos. O concerto de Cristina Branco insere-se na digressão que a fadista portuguesa está a efectuar pelos Estados Unidos desde o dia 03, onde canta músicas do seu mais recente trabalho, "Ulisses", lançado no passado dia 14 de Fevereiro. Cristina Branco actuou já na Virginia, Chicago (Ilinóis) e Boston (Massachussets), acompanhada à viola por Custódio Castelo, à guitarra por Alexandre Silva, no baixo por Fernando Maia e na viola clássica por Miguel Carvalhinho. A revista nova-iorquina The New Yorker escreveu que os seus concertos são "apaixonantes" e "bons para a alma".
AOL.
Lusa/Fim
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DIGRESSÃO DE MARIZA POR ESPANHA |
Lisboa, 02 Março 2006 (Lusa)
A fadista Mariza inicia sábado à noite, em Ourense, uma digressão por Espanha que obrigou já a alteração de locais, nomeadament e em Salamanca, devido à elevada procura de bilhetes, revelou hoje a sua produtora. "O interesse do público espanhol pela cantora portuguesa está em crescendo o que levou já à mudança do palco agendado em Salamanca, para o Centro de Artes Escénicas y de la Música, que tem capacidade para cerca de 1.100 lugares", disse à agência Lusa fonte da produtora.
O espectáculo estava inicialmente previsto para o Teatro Caja Duero. O "crescente interesse espanhol" por Mariza não surpreende os responsáv eis do site de fãs da fadista, segundo os quais "há uma grande curiosidade sobre a artista e a partir dela sobre a música portuguesa e até Portugal, apesar de estarmos aqui ao lado". Segundo dados da empresa Site Meter que quantifica o número de utilizadores, 16,3 por cento das visitas ao www.mariza.org tem origem em Espanha, o segundo país logo a seguir de Portugal (27,3 por cento) e longe dos Estados Unidos, em terceiro (7,6 por cento).
Mariza editou o ano passado em Espanha uma edição especial do seu álbum "Transparente" onde interpreta dois dos temas em espanhol com o cantor de flame nco José Mercé. O jornalista Carlos Galilea traduziu para espanhol os temas "Há uma música do povo", de Fernando Pessoa, com música de Mário Pacheco, e "Meu fado meu", de Paulo Carvalho. Recentemente os dois cantores foram os principais convidados do program a "El loco de la colina", de Jesus Quintera, no Canal 1 da Televisão Espanhola (TVE). Sábado, acompanhada pelo seu "combi" habitual, constituído por Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), António Neto (guitarra clássica) Vasco de Sousa (b aixo), António Barbosa (violino), Ricardo Mateus (viola de arco), Paulo Moreira (violoncelo) e João Pedro Ruela (percussão), Mariza sobe ao palco do Auditório Municipal de Ourense.
Ainda na Galiza, domingo, actuará no Palácio de Congressos da Corunha e terça-feira sobe ao palco salamantino para actuar para mais de mil espectadores. No dia 11 de março, Mariza actua em Castellón, no Auditório Municipal, no dia seguinte estará no País Basco, em San Sebastian, no Auditório Kursaal, e dia 14 no Teatro Principal de Saragoça (Aragão). A digressão espanhola termina em Las Palmas, na ilha Grã Canária, onde a criadora de "Toada do desengano" (Vasco de Graça Moura/Franklin Godinho) actua dias 16 e 17 no Auditório CICA.
Um tema cantado por Mariza, "Ó gente da minha terra" (Amália Rodrigues/ Tiago Machado), faz parte da banda sonora do filme "Isabelle", do realizador Paun Ho-Cheung, que obteve o Leão de Prata no Festival de Cinema de Berlim deste an o.
NL.
Lusa/Fim
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"OBRIGADO" DE TERESA SALGUEIRO É 13º NA ESLOVÉNIA |
Lisboa, 03 Fevereiro 2006 (Lusa)
O primeiro álbum em nome próprio de Teresa Salgueiro, a voz dos Madredeus, "Obrigado", atingiu esta semana o 13º lugar na tabela de vendas da Eslovénia. O álbum, editado em Novembro último, reúne canções gravadas desde 1990 com nomes como José Carreras, Caetano Veloso e António Chaínho. "Este disco constitui para mim uma grande viagem, através do espaço e do tempo, proporcionada por uma outra, extraordinária: aquela em que tenho tido a alegria e o privilégio de participar, ao longo de tantos anos, com o grupo Madredeus", afirmou na ocasião à agência Lusa a cantora. "Obrigado" reúne 14 temas, três inéditos, onde a artista se assume como "elo de ligação entre todas eles".
Para Teresa Salgueiro, o que este álbum de colaborações díspares salienta é que "os artistas estão sempre a construir em comum uma mesma coisa, a defender uma ideia que é a música". Entre os inéditos de "Obrigado" estão duas gravações ao vivo, nunca editadas em disco, em dueto com Maria João, captadas em concertos de 1991 no Teatro São Luiz, em Lisboa. Trata-se de "Vozes", um original do Mário Laginha, e o clássico "My One and Only Love". Teresa Salgueiro define estas duas canções como uma vontade sua de "ir ao encontro do Jazz". Outro inédito é "Vivo deste quase nada", que é apresentado pela editora discográfica como "uma amostra do próximo álbum a solo do teclista dos Madredeus Carlos Maria Trindade".
O álbum inclui ainda a participação do gaiteiro galego Carlos Nuñez, com quem Teresa Salgueiro gravou "Maria Soliña", que conta a história de uma galega que a Inquisição condenou como bruxa.
NL.
Lusa/Fim
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CHAÍNHO NO VII GUITAR ART FESTIVAL DE BELGRADO |
Lisboa, 02 Fevereiro 2006 (Lusa)
O guitarrista António Chaínho participa na próxima semana no VII International Guitar Art Festival, em Belgrado, onde dará também uma aula sobre a guitarra portuguesa na Universidade local. O guitarrista, que tem dado recitais em diferentes zonas do mundo, antes de subir ao palco do Colarak Hall, dará uma aula sobre guitarra portuguesa para alunos da Universidade de Belgrado, no dia 11 de Fevereiro. No dia seguinte, o músico, natural de Santiago do Cacém, autor de várias composições para guitarra portuguesa e fado, apresentar-se-á no Midnight Guitar Art Cafe Club. Dia 13, à noite, Chaínho dará um concerto Colarak Hall, no âmbito do Festival Internacional de Guitarra de Belgrado. António Chaínho será acompanhado à viola por Carlos Silva e a fadista Isabel Noronha, que encarnou o papel de Amália no musical de Filipe La Feria, interpretará alguns temas.
Depois de 26 anos acompanhando Carlos do Carmo e outros grandes nomes do fado, o instrumentista optou por uma carreira a solo. "A guitarra portuguesa é única e um instrumento de uma sonoridade lindíssima que apaixona todos os que o ouvem", disse à Agência Lusa. A sua afinação para fado - "Si, Lá, Ré, Si, Lá, Ré" - só surgiu em 1920, afirmou o músico. "Até lá, cada concertista afinava à sua maneira. Só a partir desta data a guitarra portuguesa alcançou a sua identidade e ganhou uma sonoridade como instrumento português", explicou. Muitas vezes, disse, acaba por encontrar no estrangeiro "sonoridades idênticas às portuguesas ou por cruzamentos dos viajantes portugueses". Nestas viagens, Chaínho também "absorve" outras sonoridades que acabam por se reflectir no que compõe.
Chaínho trabalha diariamente com a guitarra, desde "o fazer dedos" (apenas a técnica de dedilhar) até à composição de temas. António Chaínho aprendeu, por si mesmo, a tocar guitarra portuguesa nas casas de fado de Lisboa. Hoje, já com 40 anos de carreira, afirma sem dúvidas: "a guitarra é a minha outra mulher, com quem falo mais e desabafo, com quem crio ideias".
NL.
Lusa/Fim
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"TRANSPARENTE" DISCO DE OURO NA HOLANDA |
Lisboa, 02 Fevereiro 2006 (Lusa)
A fadista Mariza recebeu um disco de ouro na Holanda, onde se encontra em digressão, pelas vendas do seu mais recente álbum, "Transparente", produzido por Jaques Moremlembau, anunciou hoje a editora EMI Music. "Transparente", onde Mariza presta homenagem a Amália Rodrigues, Fernando Maurício e Carlos do Carmo, interpretando um fado criado por cada um destes fadistas, registou um volume de vendas superior a 15.000 cópias na Holanda. A criadora de "Há uma música do povo" (Fernando Pessoa/Mário Pacheco) esgotou hoje o Teatro De Doelen, em Roterdão. Mariza é acompanhada pelo seu combi habitual, constituído por Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), António Neto (guitarra clássica) Vasco de Sousa (baixo), António Barbosa (violino), Ricardo Mateus (viola de arco), Paulo Moreira (violoncelo) e João Pedro Ruela (percussão).
A digressão neerlandesa inclui 10 cidades, tendo Mariza já actuado em Nijnegen, Maastricht, Alkmaar e hoje em Roterdão. Sábado Mariza sobe ao palco do Centro Musical de Enschede, seguindo-se Tilburgo, Groningen, Utreque, Leiden e Delf. Em Março a intérprete, que este ano volta a ser nomeada para o Prémio Melhor Artista Europeia em World Music pela BBC Radio 3 - já em 2003 a artista tinha conquistado este galardão - actuará em Espanha, no Auditório de Ourense (Galiza). A 24 de Março inicia uma digressão por cinco cidades francesas (Suresnes, Roubaix, Vanves, Toulouse e Tarbes). Em Abril a intérprete de "Recusa" (Mário Raínho/Fado Magala) actuará no Teatro da Filarmónica de Berlim (dia 18), no Burghof, em Lorrach (dia 25), e na Volkshaus, em Zurique, na Suíça, (dia 27). Este ano a criadora de "Ó gente da minha terra" (Amália Rodrigues/Tiago Machado) tem ainda previstas digressões à Ásia e Brasil, além de "um Verão muito preenchido em Portugal", como adiantou a fadista à Lusa.
"Transparente", onde interpreta poemas de Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Alexandre O'Neil e Vasco Graça Moura, foi editado em Abril do ano passado, e é já duplo platina em Portugal. "Transparente" alcançou a melhor posição de um disco nacional no top europeu de World Music, um sexto lugar, três meses após a sua edição. O álbum, gravado no início do ano passado no Rio de Janeiro foi produzido por Jaques Morenlembau.
NL.
Lusa/Fim
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MAFALDA ARNAUTH PELA HOLANDA E BÉLGICA |
Lisboa, 12 Janeiro 2006 (Lusa)
A fadista Mafalda Arnauth, que no final do ano passado lançou o álbum "Diário", inicia na próxima terça- feira uma digressão que a levará a 16 palcos da Holanda e Bélgica até 12 de Fevereiro. A criadora de "Bendito fado, bendita gente" apresenta-se terça-feira no Stadstheater, em Zoetermeer, e quinta-feira no De Massport em Venio, seguindo-se Uden, Gronmingen, Leiden, Purmerend, Breda e Den Helden. Dia 02 de Fevereiro sobe ao palco do Stadsschouwburg Stadstheater em Middelburgo, passando a fronteira para actua no dia 04 na Bélgica, em Mol, no Centro Cultural de Getyouw. Dia 06, de novo em terras neerlandesas, a intérprete de "Esta voz que me atravessa", canta no De Kleine Komedie, em Amesterdão, seguindo-se dia 08, o Teatro Speelhuis, em Helmond, e no dia seguinte o Schouwburg Orpheus, em Apeldoorn. Dia 11 à noite Mafalda Arnauth - que na digressão será acompanhada por Paulo Parreira (guitarra portuguesa), Diogo Clemente e Ramon Maschio (guitarras clássicas), Marino de Freitas (baixo acústico), Miguel Gonçalves (flügel) e Ricardo Dias (acordeão) - sobe ao palco do Schowburg de Meerse, em Hoofddorp, e no dia seguinte ao do Teatro Reehorst, em Ede.
Em Março, a fadista apresenta-se nos palcos nacionais: dia 04 actua na Casa das Artes, em Arcos de Valdevez, e dia 06 na Casa da Música, no Porto. Mafalda Arnauth editou em Outubro o seu terceiro álbum de originais, "Diário", onde canta em espanhol "Milonga do Chiado", ao lado de temas dos repertórios de Amália, Tom Jobim e Charles Aznavour.
Em declarações à Agência Lusa, a artista considerou que este álbum, o seu terceiro de inéditos, "quebra fronteiras" e "confirma a originalidade de um percurso fadista". "Diário" é assumido pela artista como "mais intimista e revelador" da sua personalidade, partilhando "cumplicidades com o público". Além de temas de sua autoria, onde afirma sentir-se "mais madura", Mafalda Arnauth canta inéditos de Tiago Torres da Silva ("Por dentro de mim") e numa versão de Sara Simões "Rasgo de luz", de Fran Lausen. Do repertório de Amália Rodrigues recria os temas "Foi Deus" (Alberto Janes) e "Fado dos fados" (Leonel Neves/António Mestre).
Do compositor brasileiro Tom Jobim canta "O que tinha de serÓ" (Jobim/Vinicius de Moraes) e de Charles Aznavour "La Bohème" (Jacques Plante/C. Aznavour), um tema que traz da sua adolescência. "Há coisas que são muito fortes e que senti ser o momento de as cantar", afirmou à Lusa, qualificando de "afadistada" a sua interpretação da canção francesa de Aznavour.
NL.
Lusa/Fim
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MARIZA NA ÓPERA DE SIDNEY |
Lisboa, 04 Janeiro 2006 (Lusa)
A fadista Mariza vai actuar nos próximos dias 20 e 21 na Ópera de Sidney, no início de uma digressão internacional que a levará ainda à Escócia, Holanda, Espanha, França, Alemanha e Suíça, informou hoje a su a produtora. Mariza inicia as suas actuações na Austrália, segunda-feira, dia 16, no palco do Riverside Theatre no âmbito do Festival de Sidney.
A criadora de "Há uma música do povo" (Fernando Pessoa/Mário Pacheco) s erá acompanhada pelo seu combi habitual constituído por Luís Guerreiro (guitarra portuguesa), António Neto (guitarra clássica) Vasco de Sousa (baixo), António B arbosa (violino), Ricardo Mateus (viola de arco), Paulo Moreira (violoncelo) e João Pedro Ruela (percussão). Além da Austrália, a fadista tem actuações já confirmadas na Escócia on de volta a marcar presença no prestigiado festival Celtic Connections, em Glasgow, cantando dia 27 de Janeiro no Glasgow Royal Concert Hall. Terça-feira, dia 31, inicia em Nijnegen, uma digressão pela Holanda que a levará a 10 cidades, actuando entre outros nos teatros Vrijthof, em Maastricht, Vredenburg, em Utreque e De Veste, em Delf. A digressão holandesa passa ainda por Alkmaar, Roterdão, Enschede, Tilb urgo, Groningen e Leiden.
Em Março a intérprete, nomeada novamente este ano para o Prémio Melhor Artista Europeia em World Music pela BBC Rádio 3, actuará em Espanha, no Auditório de Ourense (Galiza). Dia 24 Março inicia uma digressão por cinco cidades francesas (Suresnes, Roubaix, Vanves, Toulouse e Tarbes). Em Abril, a intérprete de "Recusa" (Mário Raínho/Fado Magala) actuará no Teatro da Filarmónica de Berlim (dia 18), no Burghof, em Lorrach (dia 25), e na Volkshaus, em Zurique, na Suíça, (dia 27).
Mariza foi nomeada o ano passado embaixadora de Boa Vontade da UNICEF, uma missão que pretende seja "efectiva". Em declarações à agência Lusa, a fadista afirmou "pretender informar e realizar algo em prol dos mais jovens, nomeadamente alertando a comunidade para as dificuldades que milhões de crianças passam e o que todos podemos fazer para as ajudar a ultrapassar tais carências".
Em Abril passado, Mariza editou o seu terceiro álbum de inéditos, "Transparente", já duplo platina em Portugal, onde canta temas de Alexandre O'Neil, Fernando Pessoa, Florbela Espanca e Vasco Graça Moura. Este álbum teve uma edição especial em Espanha, em Outubro, onde interpreta com José Mercé um tema de Fernando Pessoa ("Há uma música do povo") e um de Paulo Carvalho ("Meu fado, meu fado"). O álbum gravado no início do ano passado no Rio de Janeiro foi produzido por Jaques Morenlembau. As duas canções que canta em espanhol com Mercê foram produzidas por Paco Ortega.
NL.
Lusa/Fim
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