CLÁSSICAS EM NOTÍCIA |
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MORREU STOCKHAUSEN (22 Ag. 1928 - 5 Dez. 2007) |
Público.pt, 07-12-2007
Compôs a obra de teatro musical mais longa da história da música
Morreu o compositor alemão Karlheinz Stockhausen
O compositor alemão Karlheinz Stockhausen morreu aos 79 anos na quarta-feira, em Kürten, Alemanha, anunciou hoje a Fundação Stockhausen, em comunicado.
Pedro Boléo, crítico de música do PÚBLICO, disse que Stockhausen é "sinónimo da música nova do século XX, depois de 1945", e "um dos primeiros compositores a fazer música electrónica de forma artística e a provar que é possível compô-la".
O crítico acrescentou que foi um nome muito importante no campo da electroacústica, "onde transformou, descobriu novos sons e procurou formas muito radicais de composição" que, contudo, lhe valeram bastantes críticas.
Pedro Boléo definiu-o como uma pessoa muito "megalómana que sempre fez o culto da sua personalidade", o que lhe permitiu ser conhecido por quase toda a gente, independentemente das opiniões que tivessem sobre o seu trabalho.
Karlheinz Stockhausen nasceu a 22 de Agosto de 1928 na cidade de Colónia, na Alemanha.
A sua vida foi muito semelhante à dos jovens alemães da sua geração, obrigados a começar tudo do zero depois da Segunda Guerra Mundial. Com a morte dos pais, viu-se obrigado a tocar em bares para estudar Música, Literatura e Filosofia na Universidade de Colónia, pedindo transferência, mais tarde, para a Universidade de Bonn, onde frequentou os cursos de Fonética e Comunicações.
Depois, de 1952 a 1953, estudou em Paris com o compositor Olivier Messiaen, professor de nomes da música nova como Pierre Boulez e Iannis Xenakis.
Nos anos sessenta Stockhausen foi decisivo para o movimento "Fluxus", tendo como principal objectivo abolir os limites tradicionais entre arte e sociedade. O músico trabalhou por isso com outros artistas de vanguarda como Nam June Paik e Allen Ginsberg.
Karlheinz Stockhausen compôs 316 obras e publicou dez volumes dos seus "Texte zur Musik", que reúnem esboços e explicações sobre as suas próprias obras, de acordo com uma biografia elaborada pela Gulbenkian.
As suas primeiras 36 partituras foram publicadas pela Universal Editions, em Viena, mas desde que foi fundada em 1975, a Stockhausen-Verlag tem publicado todo o seu trabalho.
Em 1991, a Stockhausen-Verlag começou também a editar CDs: a colecção Stockhausen Complete Edition, que inclui todas as partituras, livros e CDs que Stockhausen produziu, ainda segundo a Gulbenkian.
Um teatro musical com 29 horas
Em 1977, Stockhausen começou a compor a obra de teatro musical mais longa da história da música: "Licht (Luz) - Os Sete Dias da Semana", que tem 29 horas de duração. "Quinta-Feira" dura 240 minutos, "Sábado" dura 185 minutos, "Segunda-Feira" dura 278 minutos, "Terça-Feira" dura 156 minutos, "Sexta-Feira" dura 290 minutos, "Quarta-Feira" dura 267 minutos e "Domingo" dura 298 minutos.
As composições de "Point Music", como "Kreuzspiel", de 1951, "Spiel" para orquestra, de 1952, e "Kontra-Punkte", de 1952-53, deram a Stockhausen um reconhecimento internacional. Desde então, as suas obras foram consideradas extremistas por uns e admiradas por outros. O músico conseguiu integrar também "objectos musicais instituídos" como hinos nacionais ou folclore de múltiplos países.
A Gulbenkian classifica a sua música como "espiritual" é diz que "é o exemplo perfeito do compositor que participou em quase todas as estreias mundiais das suas obras e em inúmeras interpretações e gravações, enquanto maestro, intérprete, director musical, ou projeccionista de som, um pouco por todo o mundo".
Para além de ter sido várias vezes professor convidado em estabelecimentos de ensino na Suíça, nos Estados Unidos da América, na Finlândia, na Holanda e na Dinamarca, Stockhausen foi nomeado Professor de Composição no Conservatório de Colónia em 1971.
Em 1996 foi homenageado com um doutoramento honorário pela Universidade Livre de Berlim e em 2004 recebeu outro doutoramento honorário da Queen's University de Belfast. É membro de 12 Academias Internacionais para as Artes e Ciências.
Foi nomeado, de acordo com lista elaborada pela Gulbenkian, "Cidadão Honorário de Kürten" em 1988 e agraciado "Commandeur dans l'Ordre des Arts et des Lettres". Eecebeu, ainda, muitos prémios "Gramophone" e, entre outras distinções, a "Medalha de Mérito Alemã de 1ª classe", o "Prémio de Música Siemens", a "Medalha Picasso" da UNESCO, a "Ordem de Mérito da Renânia do Norte Vestefália", oito prémios da Sociedade de Editores de Música Alemã pela publicação das suas partituras, o "Prémio Bach" de Hamburgo, o "Prémio Cultura" de Colónia, e em 2001 o "Polar Music Prize".
ultimahora.publico.clix.pt
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DE BEETHOVEN A DEUS |
Agência Ecclesia on-line, www.agencia.ecclesia.pt, 29 Outubro 2007
Bento XVI confessou este Sábado a sua admiração pela Nona Sinfonia de Beethoven, criada "após anos de auto-isolamento e de vida retirada, com depressão e profunda amargura que ameaçavam sufocar a sua criatividade artística".
"O compositor, já totalmente surdo, surpreende o público com uma composição que rompe a forma tradicional da sinfonia e, na cooperação de orquestra, coro e solistas, se eleva com um extraordinário final de optimismo e de alegria", referiu, no Vaticano, após um concerto oferecido em sua honra pela Orquestra Sinfónica e o Coro da Rádio da Baviera, terra natal do Papa.
A partir desta obra-prima, Bento XVI explicou que "às vezes, precisamente através de períodos de vazio e de isolamento internos, Deus quer tornar-nos atentos e capazes de sentir a sua presença silenciosa não só por cima do firmamento, mas também no intimo da nossa alma".
"A solidão silenciosa tinha ensinado a Beethoven uma maneira nova de escutar que parece uma maneira nova de percepção, um dom a quem obtém de Deus a graça de uma libertação externa e interna", prosseguiu.
Segundo o Papa, para o grande compositor, afectado pelas doenças, "o sentimento irresistível de alegria transformado em música não é algo ligeiro e superficial: é um sentimento conquistado com fadiga, superando o vazio interior de quem fora impelido para o isolamento pela surdez".
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ANTIGOS ORFEONISTAS DE COIMBRA CANTAM EM VIENA |
Coimbra, 25 Outubro (Lusa)
O Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra actua sábado em Viena, no âmbito das comemorações do Dia Nacional da Áustria, após uma digressão de uma semana no Japão.
Na sexta-feira, já em Viena, o grupo desloca-se de autocarro à vizinha Eslováquia, a convite do embaixador de Portugal, para um concerto na Igreja dos Jesuítas de Bratislava, às 18:00 locais.
António Luzio Vaz, presidente do Coro dos Antigos Orfeonistas, disse hoje à agência Lusa que a participação, no sábado, nas comemorações do Dia da Áustria, resulta de um convite da Associação de Amizade Áustria-Portugal, que integra vários cidadãos austríacos refugiados em Portugal durante a II Guerra Mundial.
O concerto realiza-se no Museu de História Natural de Viena, às 17:00, depois de uma recepção na sede do município vienense, em que intervirão o reitor da Universidade de Coimbra, Seabra Santos, o presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, e o próprio Luzio Vaz.
No Japão, entre 17 e 24 de Outubro, os Antigos Orfeonistas realizaram três concertos com uma orquestra sinfónica e dois coros nipónicos, nas cidades de Oita, Tóquio e Sendai, a convite da Associação de Amizade entre os dois países e com o apoio da embaixada de Portugal em Tóquio.
"A nossa digressão no Japão teve um enorme sucesso", declarou o presidente da instituição, indicando que o reportório apresentado incluiu sobretudo música de Coimbra, com destaque para os temas de José Afonso, Luís Góis e Adriano Correia de Oliveira, cujos 25 anos da morte estão a ser assinalados em Portugal.
CSS
Lusa/fim
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PROJECTO XXI VENCEM 1º PRÉMIO EM LLEIDA, ESPANHA |
Porto, António Oliveira, 24 Outubro 2007
O duo de clarinete e piano, formado por António Rosa e António Oliveira, foi convidado a participar com dois recitais no Festival Internacional de Música em Lleida nos dias 6 e 7 de Outubro de 2007.
O resultado foi a atribuição do 1º Prémio como "Melhor Grupo de Música de Câmara" de entre 16 finalistas que se apresentaram no Festival Internacional de Música de Lleida 2007.
Nos recitais, foram interpretadas obras de Pedro Faria Gomes, R. Schumann, J. Brahms e Bela Bartók.
Depois da apresentação do disco Projecto XXI de compositores exclusivamente Portugueses em concertos realizados na Antena 2, na semana Internacional de Orquestra de Leiria, do Festival Cistermúsica (Alcobaça), no Congresso Mundial do Clarinete (Vancouver, Canadá), estão a ser negociadas presenças em breve também em França, Itália e Estados Unidos.
Mais informações: 964 017 167 | 918 229 424
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X JORNADAS INTERNACIONAIS DE MÚSICA DE ÉVORA |
Eborae Mvsica, 08 Outubro 2007
As X Jornadas Internacionais "Escola de Música da Sé de Évora", organizadas pelo Eborae Mvsica, entre 4 e 7 de Outubro, no Convento dos Remédios e na Sé de Évora decorreram com grande sucesso.
Mais de 60 participantes, nacionais e estrangeiros, trabalharam durante quatro dias o "Requiem" de F. M. Cardoso que apresentaram com êxito no Concerto de Encerramento. Os maestros Peter Phillips, Owen Rees, Armando Possante e Pedro Teixeira, especialistas em direcção coral e na polifonia da renascença, contribuíram para o sucesso e consolidação das Jornadas. Quatro concertos, com a participação de alguns dos melhores grupos portugueses e estrangeiros, brindaram os mais de 1.200 espectadores que passaram pela Sé de Évora com interpretações de grande qualidade. Owen Rees voltou a qualificar este evento com a Conferência 'Um peculiar género musical português: Jesu redemptor´.
Por isto, na Comemoração dos dez Anos das Jornadas e dos vinte anos de existência da Associação Musical de Évora - Eborae Mvsica a polifonia da renascença confirmou Évora como uma Cidade Europeia neste domínio. Um vasto programa foi realizado neste dias.
No dia 4 teve lugar a sessão de abertura, a visita ao Arquivo de Música da Sé de Évora e o Concerto pelo Grupo Vocal Introitus na Sé de Évora a que assistiram cerca de 170 pessoas, no dia 5 realizou-se o Concerto pelo Coro de Câmara da Universidade de Lisboa, na Sé de Évora, a que assistiram mais de 250 pessoas, no d ia 6 promoveu-se a Conferência do Doutor Owen Rees, no Convento dos Remédios e o Concerto pelo grupo "The Hilliard Ensemble", na Sé de Évora, a que assistiram cerca de 380 pessoas e no dia 7 teve lugar o Concerto de Encerramento no qual o Coro Polifónico Eborae Mvsica interpretou obras da polifonia eborense dos séculos XVI e XVII e o Coro dos Participantes nas Jornadas interpretou o "Requiem" de Frei Manuel Cardoso, para uma assistência próxima de 400 pessoas.
Um final que perspectiva a continuação em 2008, sempre com o objectivo de valorizar e divulgar a polifonia da Escola de Música da Sé de Évora, dos séculos XVI e XVII, a nível nacional e internacional.
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ÓRGÃO DE MARÉS ANIMARÁ ZONA RIBEIRINHA DO PORTO |
Um inédito órgão de marés vai ser instalado junto ao `Estaleiro do Ouro`, na margem do Douro, no quadro do projecto de requalificação daquela zona ribeirinha da cidade do Porto, perto da zona da foz do rio.
O órgão de marés, cuja maqueta foi hoje apresentada na III Trienal de Arquitectura de Lisboa, consta da proposta que venceu o Concurso de Ideias para a Requalificação do Estaleiro do Ouro, da autoria dos arquitectos Isabel Carvalho e Tiago Vidal e de Paulo Vaz de Carvalho, docente do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.
"A ideia foi dar uma expressão sonora e musical ao local, que é dominado pela força das marés, concebendo um instrumento musical que interprete esse movimento das águas", afirmou Paulo Vaz de Carvalho, em declarações à Lusa.
Nesse sentido, este técnico musical concebeu "uma caixa, com uma janela mergulhada abaixo do ponto inferior da maré baixa e uma saída de ar acima do ponto superior da maré cheia".
"O movimento de admissão e expulsão do ar pode colocar em funcionamento um órgão de tubos", afirmou, acrescentando que este fluxo de ar gerado pelo movimento das marés pode ser aproveitado de forma permanente ou temporizada.
A caixa, que permitirá assegurar um fluxo de ar de cinco litros por segundo, terá 30 metros de cumprimento, 3 metros de altura e 1,5 metros de largura.
"Esta caixa será inserida num molhe, que, em vez de ser maciço, terá um vazio interno, pelo que o investimento não será muito grande", salientou Paulo Vaz de Carvalho.
O molhe é uma das duas plataformas destinadas a uso público previstas no projecto idealizado por Isabel Carvalho e Tiago Vidal para a zona do Estaleiro do Ouro.
"Uma das plataformas, que visa a relação com a água, é o molhe, a outra plataforma, que tem como objectivo a relação com a cidade, será colocada paralelamente ao passeio que existe no local", revelou Isabel Carvalho, em declarações à Lusa.
"O lugar tem uma relação muito forte com a água e com as marés, que ali registam uma variação muito forte", salientou a arquitecta.
A plataforma que entra pela água será utilizada para a criação da caixa que permitirá fazer funcionar o órgão de marés, enquanto a outra plataforma receberá vários equipamentos, entre os quais um anfiteatro e um restaurante/bar, mas também espaços para aluguer de bicicletas e patins.
O antigo Estaleiro do Ouro, que funcionou até 2005, destinava-se à construção e reparação de embarcações em madeira, sendo uma das últimas marcas da actividade portuária na margem do Douro.
Depois do seu encerramento, o local transformou-se rapidamente num espaço degradado, o que levou a Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) a promover um concurso de ideias para a sua reabilitação.
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2007-06-20 16:35:01
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JOSÉ FERREIRA LOBO ABRE FESTIVAL NA CÔTE D'AZÛR |
O maestro português José Ferreira Lobo foi convidado a abrir o Festival Internacional de Música de Antibes, no próximo dia 19 de Junho, na Côte d'Azûr, com a conceituada Orquestra de Cannes.
O programa do concerto de abertura conta com a participação da violoncelista Marie Elisabeth Hecker na interpretação do concerto para violoncelo e orquestra em Si menor, Op.104, de Antonin Dvorák, e do pianista Vadim Kholodenko, que irá interpretar o concerto para piano e orquestra em Sol menor, Op.33 do mesmo compositor.
Esta é a segunda vez que o maestro titular da Orquestra do Norte é convidado a dirigir uma das mais conceituadas orquestras francesas. O músico português, que possui uma carreira internacional de destaque, afirma-se muito satisfeito com o convite da orquestra de Cannes, pelo facto de ser uma orquestra de grande reputação em todo o mundo.
José Ferreira Lobo irá dirigir um segundo concerto no mesmo festival, a 24 de Junho, desta feita com a presença do violinista Frédéricke Saeijs e do pianista Alberto Nose. Será interpretado o concerto para violino e orquestra em Mi menor, Op. 64 de Félix Mendelssohn e o concerto para piano e orquestra em Dó menor, K.491 de Wolfgang A. Mozart. Do programa consta ainda a abertura Il Duca di Foix, do compositor português Marcos Portugal.
Nos muitos concertos que tem dirigido no estrangeiro, Ferreira Lobo tem levado sempre na bagagem peças de compositores portugueses, de forma a divulgar as obras nacionais. Joly Braga Santos ou Luís de Freitas Branco são dois dos nomes que o músico português tem dado a conhecer aos melómanos de outras nacionalidades.
Para este ano, José Ferreira Lobo tem ainda agendados concertos no Uruguai, México, em França e na Rússia.
Mónica Magalhães - 938 453 453
(Assessora de Imprensa)
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PEDRO AMARAL DIRIGE LONDON SINFONIETTA |
Na sequência do enorme sucesso atingido pelo festival Atlantic Waves no decorrer dos últimos 6 anos, a delegação britânica da Fundação Calouste Gulbenkian vai lançar uma série de CD's destinados a promover a música e músicos portugueses a nível internacional. Tal como o festival, a série tem como objectivo divulgar a diversidade, originalidade e qualidade nacional através de colaborações de grande prestígio com músicos de outros países.
O primeiro lançamento, Works For Ensemble, do jovem compositor e maestro português Pedro Amaral (que é também o seu CD de estreia), foi gravado pela London Sinfonietta no Henry Wood Hall, em Londres, em Novembro de 2006. Works For Ensemble consiste em quatro obras inéditas na melhor tradição da música contemporânea (Berio, Boulez, Stockhausen.). Este CD vai ser lançado no mercado em 9 de Julho deste ano, sendo editado pela Fundação Calouste Gulbenkian e distribuido pela Harmonia Mundi.
Nascido em Lisboa em 1972, Pedro Amaral é um dos mais dinâmicos músicos europeus da sua geração. Seja como compositor, maestro ou musicólogo, o seu trabalho é caracterizado por uma profunda coerência. Estudou composição com Fernando Lopes-Graça e Emmanuel Nunes, e direcção com Emilio Pomàrico e Peter Eötvös. É com frequência compositor residente no IRCAM e, desde 2005, assistente pessoal de Karlheinz Stockhausen na revisão de "Momente". "É um excelente trabalho que me ensinou imensas coisas." - afirmou Karlheinz Stockhausen sobre a tese de doutoramento de Pedro Amaral, in Le Monde de la Musique.
A London Sinfonietta é reconhecida como um dos melhores ensembles do mundo. Especializada em música contemporânea, trabalha com uma grande variedade de estilos, frequentemente estreias mundias e inclui no seu repertório obras de artistas de áreas tão diversas como a electrónica, o folk ou o jazz. Desde a sua criação em 1968, a London Sinfonietta tem-se dedicado à encomenda de obras tanto de novos talentos como de compositores consagrados. O seu repertório, com mais de 200 encomendas, vai desde o início da carreira de Birtwistle, Xenakis e Berio a Tansy Davies, Dai Fujikura, Jonny Greenwood (Radiohead) e Mark-Anthony Turnage.
O concerto de lançamento de Works For Ensemble terá lugar na prestigiante LSO St Luke's, em Londres, a 23 de Junho de 2007. Pedro Amaral irá dirigir a London Sinfonietta em dois dos seus carismáticos trabalhos ("Spirales" e "Paraphrase"), assim como a brilhante miniatura para seis instrumentos de Boulez "Derive I" e o raramente tocado "Chemins IV" para onze cordas e oboé de Berio.
www.pedro-amaral.eu
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JOÃO PEDRO OLIVEIRA PREMIADO |
Trio Mediterrain, 06 Junho 2007
O compositor português João Pedro Oliveira acaba de ser laureado com o 1º Prémio no "34e Concours Internationaux de Musique et d'Art Sonore Electroacoustiques de Bourges" na categoria de música instrumental e electrónica. A obra que mereceu esta distinção foi "BEYOND" (Clarinete, Violoncelo, Piano e Electrónica), uma obra encomendada pelo Trio Mediterrain ao compositor em 2006 e que o grupo incluíu no CD "Música Contemporânea Portuguesa", um trabalho publicado igualmente em 2006 pelo selo discográfico austríaco "CCR".
João Pedro Oliveira é um dos compositores portugueses mais prestigiados e reconhecidos no estrangeiro e este prémio confirma mais uma vez a qualidade do trabalho deste jovem compositor, especialmente pelo facto de este ser um dos concursos mais importantes do mundo no que diz respeito à música electrónica erudita.
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PEDRO CARNEIRO EDITADO PELA ETIQUETA SIRR |
Improbable Transgressions é um duplo CD e o álbum de estreia na etiqueta portuguesa Sirr. O disco "solo marimba improvisations" contém 9 solos para marimba gravados ao vivo, sem edição. Cada improvisação é um convite aberto a um artista em particular para explorar e transformar, de acordo com o seu modus operandi, o som da marimba de Pedro Carneiro. A estas improvisações de Carneiro, respondem os 9 "hacks", interpretações, composições, de músicos e artistas sonoros, provenientes de uma diversidade de géneros musicais. São eles: Convolution Brothers, Chris Brown, Ivan Franco, Brandon Labelle, Stephan Mathieu, João Pedro Oliveira, André Sier, Cristian Vogel e Ralf Wehowsky.
Este disco apresenta o resultado final da transformação e reelaboração das suas respectivas improvisações. Todos os sons são única e exclusivamente derivados da Marimba. Sem aditivos, portanto.
O booklet de 8 páginas contém textos de Pedro Carneiro, do artista Leonel Moura e dos próprios artistas sonoros.
Pedro Carneiro é um dos mais destacados músicos portugueses da actualidade, com um repertório extenso que abrange vários séculos de música, de Bach a compositores vivos.
Mais info | mp3: www.sirr-ecords.com
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JORGE VAZ DE CARVALHO DEIXA INSTITUTO DAS ARTES |
Jornal de Notícias, 27 Abril 2007
Jorge Vaz de Carvalho já não é director do Instituto das Artes (IA). "O seu sucessor já foi escolhido, mas ainda não é possível revelá-lo", disse ao JN fonte do Ministério da Cultura. A indicação do nome "está para breve".
Depois de um ano e meio à frente do organismo, e no seguimento da publicação das leis orgânicas dos novos organismos do Ministério da Cultura, Vaz de Carvalho comunicou a sua demissão, fundamentando duas razões essenciais "O IA, sobretudo no que toca às artes performativas, tem um papel demasiado burocrático para o meu gosto. Não estava feliz naquilo que estava a fazer e, por outro lado, tinha grandes saudades de outro tipo de actividades muito mais criativas", disse ao jornal "O Primeiro de Janeiro".
"O trabalho de orquestra [na direcção da Orquestra Nacional do Porto entre 1999 e 2005] foi um trabalho aliciante e, esse sim, criativo".
Ainda assim, o ex-director nega qualquer contacto para dirigir o futuro estúdio de ópera do Teatro São Carlos, em Lisboa. "Não consigo perceber de onde vieram essas ideias. Nunca, em circunstância nenhuma, houve qualquer conversa, ou sequer o aflorar do tema da parte do senhor secretário de Estado da Cultura", revelou.
Na mesma entrevista, Jorge Vaz de Carvalho lembrou que devido a "todos os constrangimentos financeiros e legislativos", o Instituto das Artes acabou por ser uma "instituição ingrata". E explicou porquê "Somos criticados por não dar e, quando damos, é sempre pouco".
Na despedida, o ex-director, que não revelou o seu futuro imediato, lembrou que "a internacionalização" sempre foi uma prioridade sua à frente do organismo, deixando o alerta "Deveria ser, também, uma prioridade do Ministério da Cultura".
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WORKS FOR ENSEMBLE, DE PEDRO AMARAL |
Compositor: Pedro Amaral
Intérprete: London Sinfonietta, dirigida por Pedro Amaral
Título: Works For Ensemble
Editora: Calouste Gulbenkian Foundation
Número de catálogo: CGFCD1001
Data de lançamento: 9 de Julho de 2007
Distribuidora: Harmonia Mundi (UK)
Na sequência do enorme sucesso atingido pelo festival Atlantic Waves no decorrer dos últimos 6 anos, a delegação britânica da Fundação Calouste Gulbenkian vai lançar uma série de CDs destinados a promover a música e músicos portugueses a nível internacional. Tal como o festival, a série tem como objectivo divulgar a diversidade, originalidade e qualidade nacional através de colaborações de grande prestígio com músicos de outros países.
O primeiro lançamento, Works For Ensemble, do jovem compositor português Pedro Amaral (que é também o seu CD de estreia), foi gravado pela London Sinfonietta no Henry Wood Hall, em Londres, em Novembro de 2006. Works For Ensemble consiste em quatro obras inéditas na melhor tradição da música contemporânea (Berio, Boulez, Stockhausen.).
Nascido em Lisboa em 1972, Pedro Amaral é um dos mais dinâmicos músicos europeus da sua geração. Seja como compositor, maestro ou musicólogo, o seu trabalho é caracterizado por uma profunda coerência. Estudou composição com Fernando Lopes-Graça e Emmanuel Nunes, e direcção com Emilio Pomàrico e Peter Eötvös. É com frequência compositor residente no IRCAM e, desde 2005, assistente pessoal de Karlheinz Stockhausen na revisão de "Momente".
"É um excelente trabalho que me ensinou imensas coisas." Karlheinz Stockhausen sobre a tese de doutoramento de Pedro Amaral, in Le Monde de la Musique.
A London Sinfonietta é reconhecida como um dos melhores ensembles do mundo. Especializada em música contemporânea, trabalha com uma grande variedade de estilos, frequentemente estreias mundias e inclui no seu repertório obras de artistas de áreas tão diversas como a electrónica, o folk ou o jazz. Desde a sua criação em 1968, a London Sinfonietta tem-se dedicado à encomenda de obras tanto de novos talentos como de compositores consagrados. O seu repertório, com mais de 200 encomendas, vai desde o início da carreira de Birtwistle, Xenakis e Berio a Tansy Davies, Dai Fujikura, Jonny Greenwood (Radiohead) e Mark-Anthony Turnage.
O concerto de lançamento de Works For Ensemble terá lugar na prestigiante LSO St Luke's, em Londres, a 23 de Junho de 2007. Pedro Amaral irá dirigir a London Sinfonietta em dois dos seus carismáticos trabalhos (Spirales e Paraphrase), assim como a brilhante miniatura para seis instrumentos de Boulez (Derive I) e o raramente tocado Chemins IV para onze cordas e oboé de Berio. (http://lso.co.uk e http://barbican.org.uk)
Para mais informação:
Miguel Santos,
Calouste Gulbenkian Foundation, 98
Portland Place,
London W1B 1ET, UK
T: +44 20 7908 7622
E: miguel.santos@gulbenkian.org.uk
W: www.gulbenkian.org.uk |
O CANTO DA PAIXÃO NOS SÉC. XVI E XVII |
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26 de Fevereiro de 2007
É hoje apresentado na Capela de S. Miguel, na Universidade de Coimbra
Livro revela dimensão desconhecida da cultura portuguesa
Chamando a atenção do mundo para uma dimensão desconhecida da cultura nacional, José Maria Pedrosa Cardoso lança hoje um livro onde dá a conhecer o alto apreço que a Liturgia da Paixão desempenhou na sociedade portuguesa nos séculos XVI e XVII.
«O Canto da Paixão nos séculos XVI e XVII: A singularidade portuguesa» é o título do livro de José Maria Pedrosa Cardoso que será apresentado na Capela de São Miguel, na Universidade de Coimbra, hoje, primeira segunda-feira da Quaresma, pelas 18 horas. Rui Vieira Nery fará a apresentação e a cerimónia será enriquecida com a execução, em estreia absoluta moderna, dos dez Versos Polifónicos da Paixão segundo S. Mateus do MM 56 da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, a cargo dos cantores Sérgio Fontão, João Moreira e Manuel Rebelo.
A obra corresponde, na sua forma original, à tese que valeu ao autor o primeiro doutoramento em Ciências Musicais concedido pela Universidade de Coimbra e um dos primeiros do país, e segundo Rui Vieira Nery "representa, em todos os sentidos, um contributo importante e inovador para os estudos musicológicos portugueses".
Por sua vez o autor refere que, em «O Canto da Paixão nos séculos XVI e XVII: A singularidade portuguesa» apresenta aos leitores "uma espécie de música sacra portuguesa até agora praticamente desconhecida: a música litúrgica da Paixão na sua dimensão mono e polifónica dos séculos XVI e XVII".
Rui Vieira Nery destaca o facto de a obra revelar "a existência de uma variante melódica consistente do canto da Paixão em Portugal, tal como este está documentado de forma sistemática pelo menos desde as primeiras fontes medievais, passando pela documentação alcobacense do século XV e culminando nos passionários impressos dos séculos XVI e XVII, apesar de alguns destes reivindicarem expressamente a adesão integral e rigorosa à tradição romana, numa ficção tolerada pelos poderes então vigentes que não deixa de ser surpreendente no plano histórico-cultural".
O trabalho de José Maria Pedrosa Cardoso faz imergir inequivocamente a "dicotomia entre norma universal e tradição autóctone e a complexidade da sua aplicação à prática músico-litúrgica regular no nosso país até ao período joanino", permitindo, deste modo, "equacionar de uma nova forma toda a problemática da identidade portuguesa no contexto da norma ritual católica à escala europeia".
Singularidade ignorada
Segundo José Maria Pedrosa Cardoso, "sabia-se já da existência de quatro passionários portugueses impressos no período maneirista e barroco, mas ignorava-se por completo a sua singularidade frente a espécies congéneres no resto da Europa cristã, desconhecendo-se de todo a sua relação com as formas polifónicas elaboradas na sua base pelos maiores representantes da polifonia clássica em Portugal".
E, afirma ainda o autor, "quer se trate ou não de uma originalidade inteiramente portuguesa, o certo é que o canto da Paixão na liturgia da Semana Santa foi especialmente enfatizado ao longo dos séculos, a julgar pela abundância e qualidade das sub-espécies que então se cultivaram, tais como o Texto a 4, os Bradados integrais ou simplesmente as Turbas e ainda os Versos a 3 da Paixão, de que sobressaem, pela sua raridade, os Ditos de Cristo".
Os passionários polifónicos de Guimarães e Coimbra, produzidos no Mosteiro de Santa Cruz, são o cerne do trabalho hoje apresentado, facto que, na opinião de José Maria Pedrosa Cardoso, "não diminui, antes sublinha, a importância do seu modelo mono-polifónico no resto das igrejas do país", e mesmo "dos povos evangelizados pelos portugueses". O Mosteiro de Santa Cruz foi o primeiro centro onde se utilizou o estilo polifónico na celebração da Paixão, recorda ainda o autor, mesmo apesar de os compositores que apresentaram polifonia sobre estas formas, o terem feito "sobre um cantus firmus já então consagrado da Capela Real e provavelmente, mercê das edições sucessivas, generalizado nas igrejas de Portugal".
No entanto, fez-se sentir a influência do mosteiro nas restantes instituições religiosas, sendo o símbolo da cruz uma constante ao longo do tempo no panorama histórico-religioso português, o que justifica também "a importância verificada na música da Paixão, não apenas nos mosteiros e na Congregação de Santa Cruz, mas também em todas as instâncias religiosas".
Prática frequente
Segundo revela José Maria Pedrosa Cardoso, o trabalho agora editado "não pretende salientar as originalidades, que existem, mas tão só revelar os dados recolhidos que testemunham uma prática frequente e variada da polifonia ao serviço do canto da Paixão litúrgica em Portugal e ao longo dos séculos XVI e XVII", prática, aliás, continuada nos séculos seguintes e, tudo leva a crer, divulgada além-mar.
Por outro lado, a utilização da polifonia sacra em Portugal alimenta uma relação muito forte com o cantochão tradicional. "O conhecimento deste, e sobretudo o grau de dependência que ele determina na criação da polifonia, é condição indispensável para uma avaliação objectiva do género de música que em Portugal se praticava", admite José Maria Pedrosa Cardoso, justificando assim a "importância prestada ao estudo do modelo do cantochão que sustenta e explica os numerosos espécimes de polifonia sacra dele decorrentes".
E dado que a abordagem da música da Paixão requer a consulta de livros da especialidade, o autor utilizou no seu trabalho vários livros litúrgicos tais como o passionário, evangeliário e cerimonial. "O passionário designava durante toda a Idade Médica o livro que continha o relato da vida e do martírio dos santos", mas a partir do século XVI, o termo passou a utilizar-se para "o livro que continha especificamente a música das perícopas da Paixão de Jesus Cristo segundo os quatro evangelistas a serem cantadas no Domingo de Ramos, na Terça-Feira, na Quarta-Feira e na Sexta-Feira Santas". Livro de altar, o evangeliário é historicamente anterior ao passionário, sendo o "livro que continha as perícopas do canto do Evangelho para todas, ou para parte das celebrações do ano litúrgico. Era por excelência o livro do Diácono, o ministro a quem cabia por ordenação a proclamação do Evangelho". Finalmente, o cerimonial, não sendo propriamente um livro litúrgico, designa "um livro de carácter normativo referente à matéria litúrgica", escrito geralmente por iniciativa de uma Diocese ou Ordem Religiosa.
"O Canto da Paixão nos séculos XVI e XVII: A singularidade portuguesa" é uma edição da Imprensa da Universidade de Coimbra.
O Primeiro de Janeiro
Paula Alexandra Almeida |
ORQUESTRA DO ALGARVE TOCOU NA ÁUSTRIA |
No dia 03 de Março, a Orquestra do Algarve teve a honra de tocar no na Sala "Sendesaal" da RadioKulturhaus, ORF, uma sala cujas excelentes características acústicas se destacaram ao longo do concerto.
A sala, com uma capacidade de aproximadamente 250 lugares, teve uma grande afluência de público. No concerto destacou-se a presença de individualidades como o representante da Embaixada portuguesa em Viena, o Sr. Delegado do ICEP Portugal - Instituto das Empresas para os Mercados Externos -, bem como o Sr. Presidente do Conservatório de Música de Viena (Konservatorium der Statt Wien privat Universität).
Com a direcção do Maestro Osvaldo Ferreira, o concerto foi especialmente dedicado a três compositores contemporâneos portugueses, como Eurico Carrapatoso, Bernardo Sassetti e Joly Braga Santos.
A dupla Mário Laginha e Bernardo Sassetti acompanharam a Orquestra do Algarve num concerto entusiasticamente aplaudido por austríacos e portugueses residentes em Viena de Áustria.
O concerto foi gravado pela Radiotelevisão Austríaca, que por sua vez irá ceder a gravação às rádios europeias especializadas na área da música clássica, a fim de que o mesmo seja difundido no âmbito da EuroRádio.
Filipa Corrêa (Gabinete de Comunicaçã da Orquestra do Algarve)
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PARCERIA DA GULBENKIAN PARA EDITAR OBRAS ESGOTADAS |
Antigas obras da musicologia portuguesa, incluindo manuscritos originais que se encontram esgotados, deverão chegar ao mercado no próximo ano através de uma parceria entre a Gulbenkian, a Biblioteca Nacional e a Imprensa Nacional - Casa da Moeda.
As três entidades assinam hoje protocolos de colaboração para a reedição de obras antigas e investigação no âmbito do estudo, valorização e divulgação do património musical português, anunciou hoje a Fundação Calouste Gulbenkian.
A fundação e a Imprensa Nacional Casa da Moeda vão editar conjuntamente os volumes publicados pelo Serviço de Música da Gulbenkian desde 1959, nomeadamente a colecção de edições críticas de música portuguesa dos séculos XVI a XX intitulada "Portugaliae Música", bem como os "Ensaios Museológicos", uma série de ensaios históricos e analíticos e de catálogos de arquivos e bibliotecas musicais, que terão novos números.
Entre os 51 títulos já editados da colecção "Portugaliae Música" contam-se os cancioneiros profanos quinhentistas de Elvas, de Paris, da Biblioteca Nacional e de Belém.
O acordo com a Biblioteca Nacional (BN) prevê a publicação conjunta de edições facsimiladas de obras de temática musical pertencentes ao acervo da BN, sendo cada obra acompanhada de um estudo museológico e de um ou mais índices.
A iniciativa permite reeditar os Tratados de Teoria Musical impressos entre os séculos XVI e XIX, bem como aprofundar "estudos fundamentais da bibliografia musicológica há muito esgotados no mercado livreiro", segundo a Gulbenkian.
Em declarações à agência Lusa, a administradora da Gulbenkian Teresa Gouveia afirmou que a parceria vai possibilitar a reedição do "Dicionário Biográfico de Músicos Portugueses", de Ernesto Vieira e de "Os Subsídios para a História da Música em Portugal", de Sousa Viterbo, entre muitas outras obras.
Cada ano será elaborada uma lista e encomendado um estudo, acrescentou Teresa Gouveia.
"Queremos editar em facsimile estudos introdutórios que cobrem várias áreas e estudos de referência para a história da musicologia que estejam esgotados", referiu.
O resultado desta parceria vai estar disponível nas livrarias, devendo as primeiras obras começar a sair a público no próximo ano, de acordo com Teresa Gouveia.
A iniciativa vai ajudar as instituições, investigadores e estudantes a ter acesso a um conjunto de obras actualmente inacessível e também potenciar o envolvimento dos especialistas nesta área com o projecto, uma vez que será acompanhado por vários musicólogos.
Conforme consta no protocolo, a co-edição entre a Imprensa Nacional - Casa da Moeda e a Fundação Calouste Gulbenkian destina-se à "edição de obras de relevante interesse cultural".
A Biblioteca Nacional, por seu lado, vai fornecer do seu espólio exemplares impressos de obras de temática teórico-musical e musicologia que estão há muito fora do mercado e cujo acesso é considerado indispensável ao estudo e divulgação da História da Música em Portugal.
Agência Lusa
2005-05-23
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NUMÉRICA VOLTA A EDITAR ETIQUETA PORTUGALSOM |
Portugalsom é uma colecção de discos dedicada à divulgação da música portuguesa. A colecção teve origem em 1978 com a criação da Discoteca Básica Nacional que em 1987 deu origem à etiqueta PortugalSom, uma parceria com a editora Strauss, entretanto desaparecida. Fazem parte desta colecção cerca de uma centena de títulos dedicados a compositores, intérpretes e à música tradicional portuguesa.
Está prevista a continuidade deste projecto, desta vez em parceria com a editora NUMÉRICA, que passa pela reedição de alguns títulos esgotados no mercado bem como pela edição de autores contemporâneos que não fazem parte da colecção.
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K ARTÉS - GUIA NACIONAL DE EVENTOS |
Pela primeira vez em Portugal será editado um guia anual de eventos de arte, cultura e espectáculos: a montra e a memória descritiva dos principais eventos realizados no país, ao longo de 2007. Dirigido a artistas, promotores, agentes culturais, media, empresas e público, o Guia K ARTÉS tem lançamento previsto para Abril 2007 e incluirá mais de 1.000 eventos culturais realizados em todo o país.
Após um ano de preparação, a Plataforma irá lançar, no final do primeiro trimestre de 2007, o Guia K ARTÉS, uma publicação com objectivos e estrutura inovadores - mesmo em termos internacionais - que será um guia fundamental e de referência para as artes de palco e onde se sistematiza informação sobre os mais importantes eventos que se realizam regularmente no país. Uma publicação de carácter profissional que inclui informação essencial e rigorosa sobre o que acontece, quando e onde acontece e quem promove.
Com uma primeira tiragem de 10.000 exemplares (com distribuição gratuita e personalizada de 8.000 exemplares para promotores, teatros e salas de espectáculos, agentes culturais e artistas, maiores empresas do país e órgãos de comunicação social nacionais, regionais e locais), o Guia K ARTÉS pretende afirmar-se pela sua utilidade, inovação, informação rigorosa, distribuição personalizada e projecto gráfico de qualidade. Um novo suporte de comunicação, de grande visibilidade, para promover a vossa organização e a vossa programação cultural regular.
Para ser incluída informação gratuita no Guia, pode-se fazer o registo em www.plataforma.pt, ou enviar as iniciativas previstas por forma que possam integrar o Guia K ARTÉS 2007através de kartes@plataforma.pt.
A Plataforma assegura a publicação da informação básica de cada evento que seja registada até ao dia 16 de Fevereiro.
Para qualquer contacto ou esclarecimento adicional: tel. 249 897 260, ou kartes@plataforma.pt.
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PERFORMA - INVESTIGAÇÃO EM PERFORMANCE |
O Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro realiza, entre 10 e 12 de Maio de 2007, uma conferência internacional sobre temas de investigação em interpretação e artes performativas. Tratando-se de uma área de estudos emergente, com reduzida expressão em Portugal, o PERFORMA tenciona contribuir para a divulgação da investigação efectuada no país e a nível internacional.
Na edição de 2007, o PERFORMA define-se como um espaço multidisciplinar de debate sobre o universo da interpretação musical, acolhendo por isso, propostas com proveniências disciplinares diversas, com alargamento às áreas da psicologia da música, musicologia, etnomusicologia, pedagogia, análise musical e reflexão filosófica sobre interpretação.
O orador principal será o Prof. Doutor Nicholas Cook, da Universidade de Londres - Royal Holloway. A organização do PERFORMA convida à apresentação de comunicações (em português ou inglês) dentro dos seguintes formatos: artigo detalhado (20 minutos), estudo de caso (10 minutos), conferência-recital (45 minutos).
As propostas deverão ser enviadas em forma de resumo de 250 palavras no máximo (as propostas para conferência-recital deverão também incluir um breve currículo artístico). As propostas devem ser enviadas por correio electrónico para performa@ca.ua.pt até 28 de Fevereiro; a aceitação das mesmas será confirmada até 15 de Março. Pedidos de informação poderão também ser dirigidos para o mesmo endereço.
A Comissão Organizadora
(Susana Sardo/Helena Marinho/Jorge Correia)
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TOMAR NA OBRA DE LOPES-GRAÇA |
Lisboa, 12 Dezembro 2006 (Lusa)
O maestro António de Sousa, amigo e conterrâneo de Fernando Lopes Graça, vai lançar domingo um livro onde pretende demonstrar a importância de Tomar, terra natal do compositor, nas opções políticos e estétic as do músico.
O livro, intitulado "A construção de uma identidade - Tomar na obra de Lopes Graça", será apresentado no Cine Paraíso, em Tomar, onde o compositor formou um quinteto para acompanhar a exibição de filmes mudos. À cerimónia, onde será também apresentado a reedição do primeiro volume de "Reflexões sobre a música", de autoria de Lopes Graça, estará presente o secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de carvalho, que assina o prefácio da obra de António de Sousa.
Em declarações à Lusa, António de Sousa afirmou que "o livro surge por incentivos sucessivos de Vieira de Carvalho" que foi seu professor de licenciatura em Ciências Musicais, na Universidade Nova de Lisboa e também no mestrado. "No seminário de licenciatura Vieira de Carvalho propôs-nos entrevistar um compositor e escolhi naturalmente Lopes Graça", explicou o maestro, também nascido em Tomar. Realizou, durante o ano lectivo de 1986/87 várias entrevistas com o compositor, e em 2004, no mestrado, voltou a abordar a obra de Lopes Graça.
"O livro baseado na tese de mestrado, procura demonstrar que Lopes Graça nunca esteve sozinho como se pensa", explicou o autor. Segundo António de Sousa, o livro visa "combater a ideia de que Lopes Graça vivia demasiado só, o que não é verdade, pois Tomar foi sempre uma retaguarda sua e é também a cidade que explica certas opções suas, políticas e até estéticas". "Antes da crise académica de 1931, que muitos apontam como o primeiro sinal do compositor como militante de Esquerda, já em 1926 na sua cidade natal, tinha tomado posições e participado em várias actividades", referiu António de Sousa.
Por outro lado, o autor salientou "o ambiente musical muito especial que existia em Tomar, que influenciou decisivamente a sua formação". "Naquele tempo Tomar era uma cidade sócio-musical muito activa, muitas famílias tinham transmitido de pais para filhos a tradição musical deixada pelos monges da Ordem de Cristo além das duas bandas militares que existiam, autênticos conservatórios", disse.
O menino Fernando teve lições de piano em casa de Dona Rita e frequenta va aos 13 anos os serões de música de câmara da família Mota Lima que habitava a casa que pertencera aos priores daquela ordem religiosa, explicou à Lusa António de Sousa. "É em Tomar que estão as suas ligações afectivas de sempre, mesmo com amigos politicamente adversos. Se com os amigos de Direita, de Lisboa e de mais circunstância ele cortou, com os de Tomar isso nunca aconteceu, porque houve sempre cumplicidades e uma forte solidariedade", afirmou António de Sousa.
Foi a Tomar, segundo António de Sousa, que o compositor "regressou sempre" e "se há a ideia de um certo afastamento isso deveu-se apenas a questões de logísticas". "Depois da morte dos pais na década de 1960, Lopes Graça ficou sem casa onde ficar e os amigos foram envelhecendo, mas com criação da associação Canto Firme veio sempre que desejou a Tomar", disse. Uma das suas últimas obras corais foi dedicada ao Canto Firme e através dele à cidade, intitulando-se precisamente "Tomar", rematou o autor.
NL.
Lusa/Fim.
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PROTECÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL |
Lisboa, 12 Dezembro 2006
A Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa (FCEE-Católica), a INTELI - Inteligência em Inovação e a UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento organizam no próximo dia 15 Dezembro um seminário intitulado Creative Commons na Sociedade do Conhecimento: O Impacto dos Primeiros 4 anos, que tem como objectivo celebrar o 4º aniversário das Creative Commons (CC) e discutir os novos desafios da protecção da propriedade intelectual.
O seminário terá como keynote-speaker o Professor Lawrence Lessig, Prof. Catedrático da Universidade de Stanford, fundador das Creative Commons, autor de diversas obras pioneiras sobre o impacto das tecnologias na sociedade e os novos desafios para o direito, incluindo The Future of Ideas, Code and Other Laws of Cyberspace, Free Culture, entre outras. O Prof. Lessig é considerado um dos mais influentes pensadores sobre os desafios das tecnologias, para além de ser um dos mais prestigiados advogados americanos. As CC foram criadas pelo Professor Lessig para responder aos novos desafios criados pelo advento da internet e permitem a partilha de conhecimento e obras pelos seus autores de uma forma simples, eficaz e muito flexível, garantindo sempre que é dado o devido crédito aos autores das obras. Estima-se que já tenham sido atribuídas mais de 500 milhões de licenças nos 34 países em que já estão disponíveis. Portugal adoptou as licenças no passado dia 13 de Novembro de 2006.
O programa conta ainda com a participação de um leque de prestigiados oradores internacionais como Dra. Catharina Maracke (Coordenadora, Creative Commons International), Dr. John Wilbanks, (Director, ScienceCommons), Prof. Shigeru Miyagawa (Professor do MIT) e nacionais incluindo Dr. José Pacheco Pereira, Prof. Alexandre Dias Pereira, Prof. Dário Moura Vicente, entre outros. O seminário a realiza-se na UCP (Palma de Cima em Lisboa). A participação é aberta a todos e gratuita.
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CAIXA DE CDs COM OBRAS DE LOPES-GRAÇA |
Lisboa, 12 Dezembro 2006 (Lusa)
O director da Antena 2, João Almeida, disse que a caixa de 10 CD com obras de Fernando Lopes Graça lançada hoje surpreenderá algumas pessoas ao revelarem "uma obra radiosa". "Se muitas vezes ligamos a Fernando Lopes Graça a uma música rude, um bocadinho soturna e até obscura, iremos também descobrir uma obra radiosa"", disse João Almeida, citando, como exemplo, a Suite nº 5 para piano" tocada pelo próprio compositor.
Estes 10 CD, que recuperam 41 das mais de mil obras de Lopes Graça exis tentes no arquivo da RTP, reúnem a produção do compositor dos últimos 40 anos, incluindo algumas raridades, obras gravadas tendo em vista esta edição, como as Canções Heróicas pelo Coro Ricercare.
Para o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, que presidiu à cerimónia de apresentação, no auditório da RTP em Lisboa, "esta é a melhor maneira de homenagear os criadores, dando a conhecer a sua obra". O ministro disse que não cabe ao Estado "decidir os gostos" mas antes "proporcionar escolhas".
Das 41 obras agora editadas em formato digital, 14 nunca foram editadas e nove só existiam em vinil. Das mais de 1.000 obras existentes no arquivo da RDP foi feita uma primeira escolha por Reinaldo Francisco de 610 e deste lote, 100. Das 100 finalistas, a RDP pediu ao musicólogo Romeu Pinto da Silva, que conheceu Lopes Graça e é considerado "um especialista" da sua obra, para fazer uma escolha que se pautou pelo que era inédito ou mais raro, explicou João Almeida.
A gravação mais antiga - uma entrevista ao compositor pelo locutor Igrejas Caeiro - data de Novembro de 1957. João Almeida considerou aquela entrevista "um interessante documento jornalístico, onde perante um jornalista cheio de boas intenções o compositor marca tão intransigentemente o seu terreno". O CD com esta entrevista inclui ainda um documentário realizado por António Cartaxo por ocasião do 80º aniversário do compositor.
A gravação mais recente deste conjunto data de Outubro passado: é o "Concerto nº 1 para piano e orquestra", pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, sendo solista Miguel Henriques. A partitura deste concerto foi encontrada no Museu Verdades Faria, em Cascais, que guarda o espólio do compositor, falecido em 1994 na Parede.
O centenário do nascimento do compositor tem sido comemorado por todo o país. A edição discográfica lançada hoje fora já anunciada pelos ministros da Cultura e dos Assuntos Parlamentares, aquando da apresentação do programa comemorativo em Dezembro do ano passado.
Lopes Graça nasceu em Tomar a 17 de Dezembro 1906, sendo um dos mais destacados compositores portugueses do século XX.
NL.
Lusa/Fim
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CENTENÁRIO DE LOPES-GRAÇA EM TOMAR E NA GUARDA |
Santarém, 11 Dezembro 2006 (Lusa)
O pianista Miguel Henriques e a Sinfónica de Espinho interpretarão domingo em Tomar a primeira audição do "Concerto para piano e Orquestra nº2" de Fernando Lopes Graça, assinalando o centenário do nascimento do compositor. O concerto, que deverá contar com a presença do secretário de estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho, encerra um dia dedicado ao compositor pela sua terra natal, com destaque para o lançamento de "A construção de uma identidade - Tomar na vida e obra de Lopes Graça", de António Sousa, e a reedição de "Reflexões sobre a música", de Lopes Graça.
A partitura "Tomar", com poemas de Fernando de Araújo Ferreira e música de Lopes Graça, será lançada pela associação Canto Firme no mesmo dia, a par da apresentação da obra de banda desenhada "Fernando Lopes Graça", de Ricardo Cabrita, que apenas será publicada em 01 de Março do próximo ano. A meio da tarde de domingo, no espaço do antigo Cine-Esplanada, junto ao Estádio Municipal de Tomar, será inaugurado um monumento evocativo das figuras de Lopes Graça e de Fernando de Araújo Ferreira. Até ao final de Janeiro, estará patente no Cine-Teatro Paraíso uma exposição de desenhos sobre o compositor da autoria de escolas do primeiro ciclo do ensino básico do concelho.
A decorrer está, entretanto, o prazo para apresentação de obras ao Prém io Lopes Graça de Composição, promovido pela Câmara Municipal de Tomar e cujo vencedor receberá um cheque de 1.500 euros, a entregar durante um concerto a realizar na Festa dos Tabuleiros, em Julho de 2007. As obras candidatas, a apresentar até 02 de Janeiro, devem ser escritas para quatro vozes mistas (soprano, contralto, tenor e baixo), com música sobre texto português ou harmonização de canção popular portuguesa, com uma duração entre três a cinco minutos.
Em nota hoje divulgada, a Câmara Municipal de Tomar considera "um orgulho" para o concelho "sentir a importância que Portugal inteiro dá a este [Lopes Graça] que foi um dos nomes mais importantes da cultura nacional do século XX".
O centenário de Lopes Graça será também assinalado na Guarda, na próxima terça-feira, com um concerto promovido pela Conservatório de Música de S. José, com os pianistas Domenico Ricci, Teodora Mendes e Teresa Raminhos e Carlos Canhoto (saxofonista), Hugo Simões (guitarrista), Isabel Leal (violinista), Márcia Cunha (flautista) e João Pedro Delgado (violetista).
Fernando Lopes Graça nasceu no dia 17 de Dezembro de 1906, em Tomar, e morreu na Parede, arredores de Lisboa, em Novembro de 1994.
JLG/ASR.
Lusa/Fim
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CENTENÁRIO LOPES-GRAÇA VISTO POR SÉRGIO AZEVEDO |
Lisboa, 09 Dezembro 2006 (Lusa)
O compositor Sérgio Azevedo, o último aluno de Fernando Lopes-Graça, cujo centenário do nascimento se assinala este ano, elogiou as iniciativas da efeméride, mas frisou que o compositor não deve ser recordado "só de 100 em 100 anos". "O que foi feito foi bastante bom, mas o que receio sempre neste tipo de efemérides é que as iniciativas se concentrem todas neste ano e penso que as pessoas não devem ser lembradas só de 100 em 100 anos", declarou à Lusa Sérgio Azevedo. "Foram editados discos do arquivo da RDP e também discos modernos, há vários livros em lançamento, partituras publicadas, uma série de artigos - alguns dos quais escritos por mim - e estudos, houve muitas palestras, conferências e colóquios e concertos", enumerou. "De uma forma geral, acho que se fizeram muitas coisas bastante boas, mas espero que não se esgotem neste ano", rematou Sérgio Azevedo, o último "dos poucos alunos que Lopes-Graça teve nos últimos 20 anos de vida".
Nascido a 17 de Dezembro de 1906, em Tomar, o pianista e compositor Fernando Lopes-Graça foi uma figura emblemática do século XX português, tendo-se destacado pelo desenvolvimento de uma intensa actividade cultural, artística, pedagógica e cívica. Como compositor, criou uma extensa obra que percorre vários géneros musicais e lhe mereceu reconhecimento nacional e internacional ao longo da sua vida. Fundou e dirigiu durante mais de 40 anos o Coro da Academia de Amadores de Música, para o qual escreveu centenas de arranjos de canções tradicionais, grande parte das quais recuperada à tradição oral, em viagens pelo "Portugal profundo", numa colaboração com o etnólogo Michel Giacometti.
ANC.
Lusa/fim
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INTEGRAL DE VIOLONCELO E PIANO DE LOPES-GRAÇA |
Lisboa, 08 Dezembro 2006 (Lusa)
A violoncelista Irene Lima e o pianista João Paulo Santos interpretam quarta-feira no Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, a integral de violoncelo e piano de Fernando Lopes Graça. O concerto, às 21:30, ocorre no dia em que o compositor completaria 100 anos, se fosse vivo. Este concerto culmina uma digressão realizada pelos músicos, que os levou a Sintra, Almada e Sobral de Monte Agraço.
Além da integral de Lopes Graça, a dupla apresenta uma sonata de Luís Freitas Branco e a Sonata opus 40 de Chostakovitch, cujo centenário do nascimento também se completou este ano.
Em declarações à Lusa, a violoncelista Irene Lima afirmou que, durante estas apresentações, "o público, apesar de ser pouco, foi muito receptivo e atento". "As pessoas ouvem com atenção para perceber a obra no seu todo, sem aplaudir entre os andamentos, o que nem sempre acontece nas grandes salas de Lisboa", disse. Irene Lima considera que o facto pode dever-se "a uma brevíssima apresentação de cada uma das peças antes do seu começo" por João Paulo Santos, mas também ao interesse de um público com menos acesso à música erudita. O concerto decorre numa das salas centenárias de Santarém, distrito de onde era natural Fernando Lopes Graça, que nasceu a 17 de Dezembro de 1906 na cidade de Tomar.
A violoncelista iniciou os seus estudos musicais com Adriana de Vecchi e Fernando Costa na Fundação Musical dos Amigos das Crianças, e mais tarde em Paris estudou com André Navarra e Philippe Muller. Apresentou-se a solo com orquestra e em formações de câmara em vários países, com destaque para a sua actuação com a Orquestra Sinfónica da RTL, com a qual executou o "Concerto da Camera con Violoncello obligato" de Fernando Lopes Graça. Com o pianista João Paulo Santos forma um duo que gravou para a EMI-Classics a "Sonata para violoncelo e piano" de Luís de Freitas Branco e, mais recentemente, um CD com obras de Vivaldi, Boccherini e Bréval. Irene Lima é actualmente primeiro violoncelo da Orquestra Sinfónica Portuguesa, lugar que ocupou igualmente na Orquestra do Teatro Real de Liège (Bélgica) e na do Teatro de S. Carlos.
João Paulo Santos é director musical de cena e de estudos musicais do Teatro Nacional de São Carlos, onde já exerceu as funções de maestro assistente e titular do Coro. Nascido em Lisboa, João Paulo Santos concluiu o curso superior de Piano no Conservatório Nacional na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragón e Elizabeth Grümmer. Desde 1990 desenvolve uma intensa actividade como chefe de orquestra, tendo-se estreado com "The Bear", de William Walton, em 1990. No São Carlos dirigiu a estreia em Portugal das obras "Renard" e "Les Noces" de Igor Stravinsky, "The English Cat" de Hans Werner Henze, e "Orphée aux enfers" de Jacques Offenbach. Apresenta-se frequentemente a solo, em grupos de câmara, acompanhando cantores e em duo com a violoncelista Irene Lima desde 1985.
NL.
Lusa/Fim
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OBRAS DE LOPES-GRAÇA LANÇADAS EM CD |
Lisboa, 06 Dezembro 2006 ( Lusa)
Dez CD com 41 das mais de mil obras de Fernando Lopes Graça existentes no arquivo da RDP vão ser apresentados pela emissora terça-feira, disse hoje à Lusa o seu director, João Almeida.
A sessão de lançamento está agendada para as 16:00 no Auditório da RTP, em Lisboa.
"Reunimos nesta edição - precisou João Almeida - a produção de obras de Lopes Graças dos últimos 40 anos, incluindo algumas raridades, como peças tocadas pelo próprio, e obras gravadas tendo em vista esta edição, como as Canções Heróicas pelo Coro Ricercare".
Das 41 obras agora editadas em formato digital, 14 nunca foram editadas e nove só existiam em vinil. A gravação mais antiga - uma entrevista ao compositor pelo locutor Igrejas Caeiro - data de Novembro de 1957.
O CD com esta entrevista inclui ainda um trabalho radiofónico realizado por António Cartaxo por ocasião do 80º aniversário do compositor.
A gravação mais recente deste conjunto data de Outubro passado: é o "Concerto nº 1 para piano e orquestra", pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, sendo solista Miguel Henriques. A partitura deste concerto foi encontrada no Museu Verdades Faria, em Cascais, que guarda o espólio do compositor, falecido em 1994 na Parede.
Na selecção das peças para esta edição discográfica deu-se "preferência à raridade do documento, caso de estreias ou de peças tocadas pelo próprio, e à raridade em disco", assinalou ainda João Almeida. Entre os inéditos que integram esta edição da RDP Antena 2 contam-se "uma peça interpretada pelo Opus Ensemble, peças para cravo nunca antes gravadas e canções regionais portuguesas".
O centenário do nascimento do compositor tem sido comemorado por todo o país. A edição discográfica a lançar quarta-feira fora já anunciada pelos ministros da Cultura e dos Assuntos Parlamentares, aquando da apresentação do programa comemorativo em Dezembro do ano passado.
Lopes Graça nasceu em Tomar a 17 de Dezembro 1906, sendo um dos mais destacados compositores portugueses do século XX.
NL.
Lusa/Fim
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ORQUESTRA BARROCA NORTE DO SUL |
08 Dezembro 2006 (OBNS)
Estreia nos próximos dias 13 em Vigo (Teatro Fraga-Caixa Galicia) e 14 no Porto (Casa da Música) a Orquestra Barroca Norte do Sul. Vem preencher um notório vazio cultural na euro-região de Portugal e Galiza: a ausência de uma formação de projecção internacional dedicada à interpretação do reportório barroco orquestral usando instrumentos e práticas interpretativas históricas.
Fundada por quatro músicos residentes na região e especialistas na interpretação desse reportório - Amandine Beyer, Ana Mafalda Castro, Baldomero Barciela e Pedro Sousa Silva, o projecto Norte de Sul pretende marcar uma diferença através de uma postura claramente identificada com a cultura profissional da região, inspirada no seu dinamismo comercial e industrial. Para os fundadores, a ambição de construir na Galiza e em Portugal uma orquestra barroca ao nível das melhores da Europa não é um delírio mas sim algo possível através de um planeamento adequado, persistência e da constituição de um núcleo artístico fixo e de nível à altura da ambição.
Norte do Sul não pretende ser apenas "outra" orquestra barroca. Pretende também ser um catalizador de recursos da região, um ponto que pode aglutinar e rentabilizar as qualidades de músicos portugueses e galegos que buscaram, buscam e buscarão uma alta formação artística nas melhores escolas do mundo e no âmbito de reportório barroco.
Há um ano atrás, o projecto Norte do Sul começou a ser esboçado em ficheiros processadores de texto e folhas de cálculo trocados por correio electrónico; hoje ganha corpo sobre a forma de sons do passado ressuscitados por uma geração do futuro.
Programa
BARROCOS DO NORTE E DO SUL
G. Ph. Telemann: Concerto duplo para flauta e traverso
G.F. Handel: Concerto op6. nº 11
A. Corelli: Concerto Grosso fatto per Natale
A. Vivaldi: Concerto Grosso
Anónimo: Concerto para Cravo em Re m
G. F. Handel: Concerto op.3 nº 3
Violinos: Amandine Beyer (concertino e direcção), Ricardo Minasi (concertino), Sabela Fonte, Miriam Macaia, Benjamin Chenier, Paola Nervi, María José Pámpano
Violas: Patricia Gagnon, Judit Bank
Violoncelos: Andrea Fossà, Elisa Joglar
Violone: Baldomero Barciela
Cravo: Ana Mafalda Castro
Tiorba: Ronaldo Lopes
Flautas: Pedro Sousa Silva, Pedro Couto Soares.
CONTACTOS
nortedosul@gmail.com
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ANA ELIAS, ENTRE OS MELHORES CARRILHONISTAS MUNDIAIS |
O Mirante, 20 Novembro 2006
Ana Elias sempre foi diferente das outras meninas. Aos seis anos recusava-se a cantar as músicas próprias da idade, como a "Joana come a papa", e adorava ouvir Chopin e Mozart. Hoje é uma das seis carrilhonistas com 'master' na Europa e percorre o mundo a dar concertos de carrilhão. A música começou a fazer parte da vida de Ana Elias a partir do momento em que nasceu. Na casa dos pais, em Alverca do Ribatejo, o rádio estava sempre ligado e os sons da música clássica ecoavam por todo o espaço. Porque não cantava nenhuma canção própria da infância, o médico "receitou-lhe" aulas de música e aos seis anos Ana Elias começou a tocar órgão electrónico. A "obrigação" rapidamente se transformou em fascínio e paixão pela música que a tem levado a voos tão altos que ela própria nunca imaginou.
Aos 30 anos é considerada uma das melhores carrilhonistas do mundo, integrando o grupo restrito dos seis músicos da Europa com 'master' em carrilhão. Este inusitado instrumento surgiu na vida de Ana Elias por acaso e marcou definitivamente o seu percurso. Passou a frequentar aulas de carrilhão, sobretudo porque "sempre gostei do que é diferente e esquisito e decidi ver do que é que se tratava". A certeza de que o seu futuro passava pelo carrilhão surgiu no dia em que, no âmbito das aulas no Instituto Gregoriano de Lisboa, foi a Mafra e ouviu um carrilhão a "sério" pela primeira vez. "Achei lindo o som que saía dos sinos e lembro-me de ter pensado: ora aí está uma coisa que gostaria de fazer para o resto da vida".
Ana Elias candidatou-se depois a uma bolsa para estudar carrilhão no estrangeiro, pela inexistência de oferta em Portugal. Começou assim a sua aventura na Bélgica que durou sete anos onde depois do diploma de carrilhonista, com "Grande Distinção", fez um 'master' e ainda leccionou como professora assistente na Escola Real de Carrilhão "Jef Denyn", em Mechelen.De regresso a Portugal dedicou-se à realização de um outro sonho: ter um carrilhão na sua terra. Sonho que se realizou em 2005 com a inauguração do carrilhão da Igreja dos Pastorinhos em Alverca, o segundo maior da Europa com 72 sinos, do qual se tornou carrilhonista titular. O mesmo sonho que viu desfazer-se já este ano com a proibição pelo padre José Maria Cortes de subir à torre para tocar o carrilhão aos domingos à tarde como fez durante cerca de um ano.A "mágoa" de não poder tocar no carrilhão da sua terra não desmotiva Ana Elias, que se empenha de alma e coração em cada concerto que dá pelo mundo fora. Este ano já foi à Nova Zelândia, Austrália, Polónia, Inglaterra e Holanda, entre outros. No total, desde 1997 já executou mais de 250 concertos, quer a solo, quer integrada no duo LVSITANVS que tem com a irmã, Sara Elias.
Para chegar onde já chegou, Ana Elias sabe que teve que perder muita coisa, desde as brincadeiras da adolescência à vida universitária. No entanto, não se arrepende porque "sempre vivi a música intensamente, para mim era a melhor diversão." Para justificar o seu êxito no mundo da música a jovem carrilhonista sublinha a importância do apoio dos pais, sobretudo "quando ainda não sabemos o que realmente queremos". É esse apoio, essa "orientação" parental que Ana Elias acredita que falta muitas vezes aos jovens que acabam por não concretizar nada. Chegar aos mais jovens é um dos objectivos de Ana Elias que por isso está empenhada no 'tecno-carrilhão', uma experiência musical onde a música tecno se mistura com o som celestial dos sinos do carrilhão.
Actualmente o grande projecto de Ana Elias, em conjunto com a irmã e o pai, é criar uma fundação que visa a divulgação do carrilhão em Portugal. A ideia nasceu em 2004 com a candidatura das duas irmãs carrilhonistas ao Prémio Milénio Sagres-Expresso atribuído a jovens portugueses. Ana e Sara Elias foram as vencedoras do prémio na área da música com o projecto que pretendem agora levar avante. Querem adquirir um carrilhão móvel e levá-lo a percorrer o país para dar a conhecer este instrumento aos portugueses. Apesar do sucesso musical, Ana Elias tem os pés bem assentes na terra. E porque "neste país a música não dá para comer", a jovem está a terminar o curso de engenharia geológica e mineira, no Instituto Superior Técnico.
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MÚSICA SACRA DE NATAL NA BAIXA E CHIADO, LISBOA |
Aos Domingos, sempre às 16h00, com entrada livre
A celebração do nascimento de Cristo serve de mote para a 2ª edição do Ciclo de Concertos de Música Sacra. De Novembro a Janeiro, a iniciativa das paróquias da Baixa e Chiado irá encher as Igrejas do coração da capital com vozes e sinfonias.
Vários coros e orquestras amadoras e profissionais da Grande Lisboa aceitaram o convite das Paróquias da Baixa e Chiado, para interpretar algumas obras dedicadas à música sacra nas Igrejas da Baixa. À comemoração do advento da época natalícia, acresce também o intuito de contribuir para a animação sócio-cultural naquela zona da capital.
Os concertos, que decorrem com o apoio do pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, têm início já a 19 deste mês, realizando-se alternadamente na Igreja de Santa Maria Madalena e na Basílica dos Mártires. Do canto gregoriano à música sacra renascentista, de Mozart e Haydn a Fernando Lopes Graça e Carlos Seixas, entre outros autores, esta iniciativa visa propor uma ampla variedade de sonoridades especialmente dedicadas a esta quadra. |
I ENCONTRO DE COROS IBÉRICOS |
Faro, 02 Novembro 2006 (Lusa)
O grupo coral Ossónoba, de Faro, organiza este fim-de-semana, em três cidades algarvias, o I Encontro de Coros Ibéricos, que doravante deverá passar a realizar-se de dois em dois anos, anunciou hoje a organização. No encontro participam, além dos quatro coros que integram o grupo organizador, o Coral Polifónico do Conservatório de Música de Loja (Granada), o Coral Notas Soltas (Vila Franca de Xira), o Ad Libitium (Coimbra) e o Coral Polifónico Padre José Mirabent (Isla Cristina).
De acordo com o presidente do Ossónoba, António Monteiro, este festival, que passará a realizar-se de dois em dois anos, pretende ocupar o lugar deixado vago pelo Festival Internacional de Coros do Algarve, também de periodicidade bienal. O encontro vai realizar-se nos dias 4 e 5 de Novembro, em S. Brás de Alportel, Tavira e Faro, e este ano pretende homenagear Wolfgang Amadeus Mozart nos 250 anos do seu nascimento e Fernando Lopes Graça, agora que passa o centenário da data em que nasceu, disse o mesmo responsável. Cada um dos corais participantes foi convidado a interpretar uma obra de cada um destes compositores.
O encontro é produzido pelo coral Ossónoba com o apoio da Câmara Municipal de Faro, do Teatro Municipal de Faro, dos Municípios do Algarve, do Inatel e das Juntas de Freguesia da Sé e S. Pedro. O certame inicia-se sábado, às 17:30, no museu do Traje do Algarve, em S. Brás de Alportel, onde actuará o Coro Notas Soltas. No mesmo dia às 21:30, na Igreja da Misericórdia em Tavira, vão estar em palco os coros Ossónoba e o Coral Polifónico do Conservatório de Loja. À mesma hora, actuam em Faro, na Igreja do Carmo, Ad Libitum e o Coral Polifónico Padre José Mirabent. O espectáculo do Teatro das Figuras, em Faro, realiza-se domingo, com a actuação de todos os coros: Pequenos Cantores d'Ossónoba, Coro Juvenil Ossónoba, Coro de Câmara Ossónoba, Coral Ossónoba, Ad Libitum, Coral Poliphónica P. José Mirabent, Coral Poliphonica do Conservatório de Música de Loja e Coro Notas Soltas.
JMP.
Lusa/fim
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O CANTO DA ÓPERA NO MUSEU DA MÚSICA |
As conversas sobre ópera regressam ao Museu da Música já no próximo Sábado. A viagem pelo mundo da ópera continua sob a batuta de Paulo Barros Viana, sendo o protagonista desta sessão Giuseppe Verdi.
Para abrilhantar a ocasião, o Museu acolhe o Grupo Coral dos empregados do Banco BPI, que interpretará excertos das óperas «Nabuco» e «Trovador», o tenor Fernando Rosa, que terá a seu cargo uma ária da ópera «Luisa Miller», e ainda a Meio soprano Mila Ferreira, que cantará uma ária da ópera «Nabuco».
A seguir à conversa haverá uma visita guiada à exposição «Banda da CARRIS - 77 anos ao serviço da música» que está patente no Museu até 3 de Novembro.
«O Canto da Ópera» é um ciclo de conversas dinamizado por Paulo Barros Viana que tem vindo a decorrer no Museu da Música ao longo do ano. De uma forma simples, pretende-se falar sobre os principais elementos constitutivos da ópera, conhecer os principais períodos da sua história bem como os principais compositores, lembrar cantores famosos, ouvir árias emblemáticas e muito mais, inclusive algumas surpresas.
Não deixe de aparecer para o canto da Ópera no Museu da Música. Depois de almoço, venha tomar um café ao Museu da Música, conversar e ouvir ópera. O café está incluído no preço da entrada.
Paulo Barros Viana estudou canto com Cristina de Castro tendo tido algumas participações em diversos coros, na ópera do Teatro da Trindade e no Teatro da Casa da Comédia. De muito cedo assíduo às temporadas de ópera e a todas as realizações que envolvem o canto da ópera, sempre desejou um dia poder falar de uma forma simples e sistematizada sobre a magia da ópera, seus compositores, cantores e encenações. No ano de 2005 surgiu essa oportunidade numa simpática Galeria de Arte no Bairro Alto, «Maria Lucília», onde efectuou várias «Conversas sobre Ópera» que chamaram amigos e desconhecidos. Repete agora a experiência no Museu da Música.
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ANTOLOGIA DA MÚSICA PORTUGUESA, DA NUMÉRICA |
Santa Maria da Feira, 18 Outubro 2006
A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira vai apoiar a edição de uma Antologia da Música Portuguesa, um projecto da Editora Numérica, sediada em Paços de Brandão, Santa Maria da Feira, que mereceu rasgados elogios do Ministério da Cultura. A proposta de apoio financeiro, apresentada pelo vereador do Pelouro da Cultura, Amadeu Albergaria, foi aprovada por unanimidade na última reunião do executivo camarário.
Em 2004, a Editora Numérica apresentou uma candidatura aos apoios do Instituto das Artes/Ministério da Cultura, sob a designação de Antologia da Música Portuguesa, consagrando a edição de onze Cd's.
Na avaliação do projecto, o júri salientou os seguintes aspectos: "excelente iniciativa, da maior relevância e qualidade técnica; visa colmatar uma óbvia lacuna, que dá a conhecer ao país e ao estrangeiro o nosso património musical e enriquece a nossa memória colectiva; óptima qualidade geral dos intérpretes; boa sustentabilidade do projecto de gestão".
O Instituto das Artes (IA) considerou ainda que: "além dos concertos em itinerância, tratando-se de material a gravar, cremos que a sua difusão será generalizada; é de presumir que irá atingir e captar um vasto e variado público, dentro e fora dos país, segundo a capacidade de distribuição". O IA conclui a sua apreciação referindo que "a previsão de venda de Cd's e o apoio de autarquias diversifica parcerias e a angariação de fontes de financiamento".
A Antologia da Música Portuguesa é constituída por onze Cd's: Remix Ensemble - CD Duplo; Orquestra Sinfónica da Póvoa de Varzim; Orquestra do Algarve; Obras Sinfónicas de António Victorino d'Almeida; Nancy Lee Harper; Quinteto Versus; Quarteto de Saxofones Invicta Sax; Quarteto de Cordas S. Roque; Irene Lima e João Paulo Santos; O Porto Romântico - Sofia Lourenço; e Coro de Câmara de Lisboa - Música à Capella - Eurico Carrapatoso.
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MARIA JOÃO PIRES EM MADRID |
Madrid, 04 Outubro 2006 (Lusa)
A pianista portuguesa Maria João Pires regressou terça-feira aos palcos com um concerto muito aplaudido no Teatro Real de Madrid, onde interpretou peças a solo e, a quatro mãos, com o brasileiro Ricardo Castro. O "Concerto de Outono", que marcou o regresso de Maria João Pires depois de um afastamento de vários meses, devido a doença, incluiu peças de Beethoven, Schubert e Schumann.
Maria João Pires abriu o concerto com "Seis impromptus a quatro mãos" de Robert Schumann, interpretando a seguir, a solo, as Sonatas 31 e 32 de Beethoven. O recital terminou a quatro mãos, com Pires e Castro a interpretarem a peça "Fantasia", de Franz Schubert.
Coube à pianista portuguesa interpretar o último concerto de Outono, em 2005, dessa feita com obras de Schubert, Chostakovich y Beethoven. Maria João Pires levará um concerto idêntico, quinta-feira, ao Complexo Cultural de São Francisco em Cáceres. No final de Outubro, e igualmente promovido pela Fundação Caja Duero, Pires deverá conduzir um pequeno curso de interpretação de piano no Conservatório Superior de Música em Salamanca.
ASP.
Lusa/Fim
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PROTOCOLO GARANTE COMPRA DE ESPÓLIO DE DISCOS |
Lisboa, 15 Setembro 2006 (Lusa)
O Ministério da Cultura, a Câmara de Lisboa e a Empresa de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) assinam terça-feira um protocolo para adquirir o espólio de discos portugueses pertencentes a um coleccionador inglês, soube hoje a agência Lusa. O espólio de cerca de 3.000 discos, na sua maioria de fado, inclui algumas das primeiras gravações de artistas nacionais, estando avaliado em cerca de um milhão de euros. Fontes do ministério e da EGEAC disseram à Lusa que o protocolo será assinado terça-feira no Museu do Fado em Lisboa pela ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, o presidente da Câmara, António Carmona Rodrigues, e pelo presidente da EGEAC, José Amaral Lopes, após a apresentação do livro "Para uma história do fado", do musicólogo Rui Vieira Nery.
As fontes precisaram que, nos termos do protocolo, cada uma das entidades contribui com uma verba para a aquisição da colecção, comprometendo-se as três a desenvolver esforços para reunir o montante necessário. Para a aquisição, o Ministério da Cultura disponibiliza 300.000 euros, a Câmara de Lisboa e a EGEAC 150.000 cada. O espólio, na posse de Bruce Bastins, encontra-se em "muito boas condições", afiançou à Lusa José Moças, que o descobriu e propôs a sua aquisição por Portugal. Entre os três milhares de exemplares de discos, num total de oito mil registos fonográficos, gravados entre 1904 e 1945, contam-se as vozes de Reinaldo Varela, José Bastos, Isabel Costa, Almeida Cruz, Eduardo de Souza, Rodrigues Vieira, Delfina Victor e Maria Victoria. "Estas são as primeiras gravações de fado de sempre, que nos irão dar, certamente, uma outra perspectiva da história desta canção popular urbana", sublinhou José Moças.
Além dos fados, são "igualmente importantes do ponto de vista musical e etnográfico registos, mais tardios, de Maria Alice, Manassas de Lacerda, Avelino Baptista, Estêvão Amarante, Madalena de Melo, Maria Emília Ferreira, Júlia Florista e Maria do Carmo Torres, bem como dos mais conhecidos Ercília Costa, Berta Cardoso, António Menano, Edmundo de Bettencourt, Armandinho e o popular Alfredo Marceneiro". "Há gravações incríveis de teatro de revista e duas dramatizações, feitas em 1911, da proclamação da República", referiu o investigador. Muitos destes registos fonográficos, efectuados pela His Master's Voice, Columbia, Homokord, Victor ou Grammophone, estavam, há alguns anos, dados como perdidos.
O protocolo estabelece que o espólio ficará à guarda do Ministério da Cultura e que as três partes deverão proceder à sua digitalização, indicou uma das fontes. O espólio foi descoberto em 1998, tendo a Câmara de Lisboa, desde o início, mostrado disponibilidade e interesse em o comprar. A colecção adquiriu maior interesse com a decisão do então presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, de constituir um grupo de estudo para efectivar a candidatura do fado a Obra-Prima do Património Imaterial da Humanidade.
Rui Vieira Nery considera a aquisição da colecção discográfica "essencial para um melhor conhecimento da história fadista, nomeadamente nos primórdios da gravação fonográfica". Segundo José Moças, além desta colecção poderá haver no futuro "mais surpresas", nomeadamente a da descoberta de outros discos de artistas portugueses no Brasil ou nos Estados Unidos.
NL.
Lusa/Fim
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PÓVOA ABRE-SE A COMPOSITORES LUSÓFONOS |
Porto, 31 Julho 2006 (Lusa)
O próximo Concurso Internacional de Música da Póvoa de Varzim vai alargar-se aos compositores dos países lusófonos a partir de 2007. João Marques, da Escola de Música da Póvoa de Varzim, entidade que organiza o evento, juntamente com a autarquia local, disse hoje à Agencia Lusa que no próximo ano poderão concorrer compositores nascidos nos países lusófonos, ou estrangeiros ali residentes há mais de quatro anos.
O concurso compreende duas modalidades independentes - "Música para Orquestra" e "Música de Câmara" - devendo as obras ter uma duração entre um mínimo de oito minutos e o máximo de 15 minutos. João Marques frisou que a formação da orquestra está limitada a 40 elementos, incluindo, além da secção de cordas, duas flautas, dois oboés, dois executantes de corne inglês, dois clarinetes, dois clarinetes-baixo, dois fagotes, dois contra-fagotes, duas trompas e duas trompetes, assim como tímpanos (um executante) e percussão (um executante), podendo acrescentar-se uma voz solista.
A formação de câmara deverá incluir uma voz, oboé, clarinete, fagote, trompa, violino, violoncelo, contrabaixo e piano, aceitando-se ainda uma voz convidada. O prazo para entrega de obras concorrentes termina no dia 16 de Março de 2007, sendo o tema escolhido para esta edição a obra literária de Eça de Queiroz, escritor natural da Póvoa de Varzim. O júri, que será constituído pelos professores Luís Tinoco (presidente), Fernando Lapa e Carlos Caires e pela compositora e maestrina Odaline de La Martinez, anunciará a 30 de Abril de 2007 uma pré-selecção de quatro obras finalistas em cada categoria. Essas obras serão posteriormente estreadas durante a edição de 2007 do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim (FIMPV).
As obras premiadas serão anunciadas pelo júri no final do concerto com as obras finalistas, contando para o resultado final, além da opinião do júri (quatro votos), um voto da orquestra ou do agrupamento de câmara (conforme a categ oria em questão) e ainda um voto do público. O valor dos prémios é de 4.500 euros (1º prémio), 1.500 euros (2º prémio) para a categoria "Orquestra", e de 2.500 e 1.000 euros, respectivamente para o 1º e 2º prémios da categoria "Câmara", podendo ainda ser atribuídas menções honrosas pelo júri. As obras vencedoras em cada modalidade serão editadas em partitura e posteriormente publicadas em CD.
O regulamento poderá ser obtido no site da Câmara Municipal - www.cm-pv arzim.pt - ou no secretariado do FIMPV da Póvoa de Varzim, nos telefones 252 614 145 e 252 611 955 (prefixo ++351 para chamadas de fora de Portugal).
PF.
Lusa/Fim
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ARMANDO JOSÉ FERNANDES: CENTENÁRIO DO NASCIMENTO |
Lisboa, 29 Julho 2006 (Lusa)
Armando José Fernandes, cujo centenário de nascimento se celebra este mês, foi um compositor talentoso, de grande refinamento e com harmonias requintadíssimas, sendo todavia, injustamente, um desconhecido, afirmou à Lusa o musicólogo Alexandre Delgado. A divulgação da sua obra através da edição das partituras e a gravação de CD devia ser, segundo o musicólogo, uma das apostas destas celebrações.
Armando José Fernandes, falecido em 1983, deixou uma "obra relativamente pouco vasta, mas tudo o que fez vale a pena", salientou Alexandre Delgado, que, como violetista, gravou do compositor a Sonata para viola e piano, em recente edição da etiqueta Coriolan. Para o músico, "é injusto o esquecimento a que foi votada a obra de Armando José Fernandes, o que é um anátema português", mas a tal não será alheio o facto de o compositor ser "de uma timidez excessiva". "Era uma pessoa - descreveu - extremamente tímida e modesta, nunca teve grande afirmação nos meios de comunicação, nomeadamente com artigos de opinião".
Professor de composição no Conservatório de Lisboa, de 1953 a 1976, Fernandes integrou o Gabinete de Estudos Musicais da Emissora Nacional em 1942, "onde foi um dos seus compositores paradigmáticos", sublinhou. Neste gabinete, lembrou Delgado, Fernandes compôs parte substancial da sua produção orquestral e de câmara. Todavia, nunca foi "um compositor de regime", e, se o compararmos a Fernando Lopes Graça, ele está "no outro extremo".
Lopes Graça, de que se assinala também este ano o centenário do nascimento, constituiu com Armando José Fernandes, Pedro do Prado e Jorge Croner de Vasconcelos o "Grupo dos Quatro", que "trouxe um refrescamento de ideias ao meio musical português na década de 1930". "Ao contrário do empenhamento cívico e político de Lopes Graça, Armando José Fernandes está no outro extremo, pois era um músico totalmente apolítico, nunca fez comentários políticos, se era a favor ou contra", explicou Delgado. "Sendo a mais abstracta das artes, a música não tem de estar ligada à política", observou o musicólogo, chamando a atenção para o facto de Armando José Fernandes se ter dedicado em absoluto à composição musical e cultivado "o gosto pelas formas clássicas". "Por natureza - qualificou - é um neo-clássico, criou temas e melodias de contornos límpidos, propícios a estruturas nítidas, especialmente oriundas da forma-sonata".
Delgado precisou, nesta sequencia, que o compositor privilegiou "a forma sonata, concerto e suite, desenvolveu uma música pura, na medida em que é despojada de qualquer inspiração extra- musical" e "interiorizou modelos clássicos que lhe eram caros", transpondo-os para o século XX. O bailado "O homem do cravo na boca" (1941), criado para os Bailados Verde Gaio, é uma das raras melodias com uma inspiração extra-musical, pois se baseia numa lenda popular. O seu gosto "extremamente aristocrático, distinto e refinado" afastou-o de um certo folclorismo cultivado pelo Estado Novo (1933- 1974). Na avaliação de Delgado, "aproveitava os temas de folclore com muito bom gosto e com graça". Ainda a este propósito, o musicólogo recordou "Fantasia sobre temas populares portugueses, para piano e orquestra", escrita quando (José Fernandes) esteve em Paris. "É uma vergonha não estar ainda editada em disco", afirmou.
Armando José Fernandes foi para Paris em 1934 como bolseiro da Junta nacional da Educação, tendo nessa altura estudado "com a nata da nata" e sido o único aluno português de Igor Stravinsky e de Nadia Boulanger. Recebeu ainda lições de Paul Dukas e Roger Ducasse. Na sua música, José Fernandes mostra grande ligação com compositores franceses, nomeadamente Gabriel Fauré, Francis Poulenc e sobretudo Maurice Ravel, "provavelmente o compositor que mais admirava".
Delgado considera ter sido na música de câmara e na música concertante que se concentrou o melhor do talento de Armando José Fernandes. Destacou nesta área, as três sonatas que Armando José Fernandes dedicou entre 1944 e 1946 ao violoncelo, à violeta e ao violino, com acompanhamento de piano, e que "formam um conjunto de surpreendente qualidade, numa época em que raros compositores conseguiam insuflar vida nas velhas formas instrumentais". Concretamente, o "larghetto" da sonata para violino é "uma das inspirações mais pessoais e pungentes do compositor, de uma angústia absoluta e profunda, sem patetismos, um dor entranhada, expressa com uma contenção maravilhosa". Por outro lado, o "Concerto para violino" (1948) é, segundo Delgado, é um dos melhores concertos para violino, escritos por portugueses, ao lado do de Luís Freitas Branco. A sinfonia foi o único género orquestral que Armando José Fernandes não cultivou.
A última obra do compositor data de 1980, uma encomenda da Secretaria de Estado da Cultura, ""Sonata a 3 para violino, violoncelo e piano". Na década de 1970 a produção do compositor foi reduzida, até porque "foi-se cavando o fosso entre a sua estética e aquelas direcções extremamente renovadoras de que o Jorge Peixinho é o nome chave - a música de vanguarda, experimental, a música tonal, concreta". "Armando José Fernandes - assinalou - estava nos antípodas de tudo isto e sentia-se um homem fora do seu tempo".
Para este centenário, Alexandre Delgado aponta como essencial a edição das partituras das suas obras fundamentais. Não há, por exemplo, uma única obra de orquestra editada. O investigador reputa de "fundamental" editar as obras concertantes, o resto da música de câmara e gravar em disco o que ainda não está. "No mínimo - enfatizou - a 'Suite orquestrante para piano e orquestra', a 'Fantasia para piano e orquestra' e o 'Concerto para violiono'". Do ponto de vista conceptual, Armando José Fernandes criou "um universo seu, específico, que corresponde a ele próprio e espelha o seu ser".
Musicalmente, Delgado realça a "importância do refinamento tímbrico na sua obra, além das harmonias que encontrava no piano e que são requintadíssimas, sempre tonal ou tonal/modal".
NL.
Lusa/Fim
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CENTENÁRIO DE ARMANDO JOSÉ FERNANDES COM A OML |
Lisboa, 12 Julho 2006 (Lusa)
O centenário de Armando José Fernandes, um compositor "injustamente esquecido", segundo o musicólogo Alexandre Delgado, será assinalado sexta-feira pela Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) num concerto em Lisboa. "Armando José Fernandes é um injustiçado, vítima sem razão alguma de um esquecimento que a sua música não merece", disse Delgado à Lusa. Sexta-feira à noite na Sociedade de Geografia, às Portas de Santo Ant&at | |