MELOTECA SÍTIO DE MÚSICAS E ARTES
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2003-2008
> MÚSICOS
PRINCIPAL ANTÓNIO PINHO VARGAS ARTUR PIZARRO JOANA CARNEIRO ELISABETE MATOS
 
DIRECTORES DE ORQUESTRA
ÁLVARO CASSUTO

Álvaro Cassuto foi director artístico e maestro titular de prestigiosas orquestras estrangeiras: da University of California, Irvine (1974/79), da Rhode Island Philharmonic (1979/85) e da National Orchestra of New York (1981/86). É actualmente Director Artístico e Maestro Titular da "Israel Raanana Symphony Orchestra". Em Portugal, foi maestro director da Orquestra Sinfónica da Radiodifusão Portuguesa (1988/93), e fundador da Nova Filarmónica Portuguesa (1988/93), assim como da Orquestra Sinfónica Portuguesa que dirigiu de 1993 até 1999 e da Orquestra do Algarve.

Nascido no Porto, muito cedo se afirmou como um dos compositores mais válidos da vanguarda portuguesa dos anos 60. Estudou direcção de orquestra com Pedro de Freitas Branco em Lisboa, Herbert von Karajan em Berlim e com Franco Ferrara em Hilversum. Obteve o diploma de Kapellmeister em Viena 1965 um ano depois de se licenciar em Direito pela Universidade de Lisboa. Em 1969, o maestro Erich Leinsdorf, titular da Orquestra Sinfónica de Boston, atribuiu-lhe o Prémio Koussevitzky, o mais importante galardão americano para jovens maestros, o que determinou a sua carreira norte-americana.

Tem sido maestro convidado de muitas dezenas das melhores orquestras europeias e norte-americanas enter as quais se contam a Royal Philharmonic, a London Philharmonic Orchestra e a London Symphony Orchestra (com a qual também gravou vários cds), a Philadelphia Orchestra, as orquestras de Cleveland, Los Angeles, North Carolina, Oklahoma City e San Antonio, a Orchestra de la Suisse Romande, a BBC Philharmonic (que também dirigiu em vários festivais de música), as orquestras filarmónicas de S. Peterburgo e de Moscovo, a Israel Philharmonic, a Philharmonia Hungarica (que inclusivamente dirigiu em várias digressões pela Alemanha), a orquestra da Rádio de Leipzig (que também dirigiu no Festspielhaus em Berlim), a Staatskapelle Weimer, a Orchestra Phillarmonique de la BRT em Bruxelas (que também dirigiu na ópera "Fledermaus" de Johann Strauss no festival de Antuérpia), a Munchner Symphoniker (com a qual também gravou dois cds dedicados a aberturas de Mozart e de Rossini), e a Orquestra Nacional de España, entre muitas outras. Dirigiu as estreias em Portugal, no Teatro Nacional de São Carlos das óperas "Erwartung" de Schoenberg, "II Prigionero" de Dallapiccola, "The Bear" de William Walton e "Em Nome da Paz" da sua própria autoria, tendo também dirigido outras óperas no São Carlos e no Teatro da Trindade em Lisboa (onde lhe foi atribuído o Prémio da Imprensa).

Álvaro Cassuto tem uma discografia variada e extensa. Com a Nova Filarmonia Portuguesa gravou mais de 25 CD para as etiquetas EMI Classics e Movieplay Portuguesa com muitas dezenas de obras do repertório clássico e romântico internacional. Para a etiqueta Marco Polo gravou a integral das sinfonias de Joly Braga Santos com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, London Symphony Orchestra, Bournemouth Symphony Orchestra, Northern Sinfonia e National Orchestra of Ireland. Deu início a um ciclo de gravações de óperas do famoso compositor oitocentista Marcos Portugal para a etiqueta Marco Polo com a City of London Sinfonia e para a Dynamic de Génova com a orquestra Milano Classica. Também gravou CD com a Munchner Symphoniker com aberturas de Mozart e de Rossini.

2004

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ANTÓNIO VASSALO LOURENÇO

Director Artístico do "Coro Regina Coeli" desde 1983 e da Orquestra Filarmonia das Beiras desde 1999, António Vassalo Lourenço é ainda responsável pelas classes de Coro e Direcção da Universidade de Aveiro desde 1997 e Maestro Adjunto da Orquestra Sinfonietta de Lisboa desde 1995. Em 1996 concluiu o mestrado em Direcção de Coro e Orquestra pela Universidade de Cincinnati (EUA), onde também foi Assistente, estando actualmente em fase de conclusão do Doutoramento em Direcção de Orquestra. Nesta universidade estudou orquestração com Samuel Adler, Direcção de Coro com Elmar Thomas, Earl Rivers e John Leman e Direcção de Orquestra com o Maestro e Compositor Gerhard Samuel e ainda com Christopher Zimmerman, de quem foi Assistente de Direcção. A sua formação e actividade musicais iniciaram-se aos 8 anos na Fundação Calouste Gulbenkian onde estudou violino e fez parte do Coro Infantil, tendo em 1990 concluído o Curso Superior de Canto no Conservatório Nacional de Lisboa na classe da professora Filomena Amaro.

Cantou em diversos grupos profissionais entre os quais o Coro Gulbenkian, de 1982 a 1993 e dirigiu diversos coros em Portugal. A sua carreira como Maestro iniciou-se no Coro Regina Coeli tendo com este grupo obtido prémios em concursos internacionais. Frequentou cursos de Direcção Coral em Portugal, Espanha, França e Bélgica, onde trabalhou com Fernando Eldoro (Lisboa), Manuel Cabero, Edgar Saramago e Josep Prats (Barcelona), Erwin List (Strasbourg), Hélène Guy (Lyon), Paul Brandevick (Boston), Johan Duijck (Gent) e Laszlo Héltay (Londres). Realizou também estudos de Direcção de Orquestra, desde 1990, em Portugal, Espanha e França com Octave Calleya (Roménia), Jeno Rehah (Hungria), Ernst Schelle (Alemanha) e Jean-Sébastien Béreau (Paris). Foi aluno da classe de Direcção da Orquestra Metropolitana de Lisboa, sob a orientação de Jean-Marc Buffin.

Foi Maestro Adjunto da Orquestra da Juventude Musical Portuguesa e Assistente de Direcção da Concert Orchestra de Cincinnati, tendo já dirigido, como Maestro convidado, diversas orquestras e coros de Portugal e dos Estados Unidos da América. Desde 1987 tem participado, como monitor, em diversos Cursos de Direcção Coral, tem sido Director Musical de peças teatrais e é actualmente Director Artístico do Festival Internacional de Música de Aveiro.

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CÉSAR VIANA, FLAUTA

César Viana é flautista, compositor, musicólogo e director de orquestra. Gravou para as editoras EMI Classics, RCA, BMG, Philips, Strauss. Composições e orquestrações suas fazem parte do repertório de instituições como Ballet Gulbenkian, Companhia Nacional de Bailado, Teatro da Trindade. Como intérpretes da sua música de câmara têm-se destacado particularmente Luís Cunha, Pavel Gomziakov, Luís Andrade, Daniel Schvetz, Quarteto S. Roque e outros.

Em Portugal, fundou e dirigiu a orquestra Sinfonia B e o grupo de música antiga Birundum. Em Espanha, onde viveu alguns anos, é o director do grupo de música antiga Cobras e Son, com quem tem percorrido palcos de toda a Península Ibérica, em concertos e gravações. Trabalhou como maestro convidado com a Hannover Philarmoniker, RIAS Big Band Berlin, Clássica da Madeira, Filarmonia das Beiras, Metropolitana de Lisboa. Promoveu a divulgação da música dos grandes compositores portugueses do passado, tendo recuperado, editado e gravado obras de Sousa Carvalho, Bomtempo, Santos Pinto e Sá Noronha. Tem colaborado com músicos como Nuno Torka Miranda, Mika Suikhonen, Cristiano Holtz, Maria João Pires, Annemieke Cantor, Hugo Naessens.

De 2002 a 2007 foi o director artístico do Centro para o Estudo das Artes de Belgais, fundado por Maria João Pires. Para a RDP – Antena 2 criou os programas CDs e LPs (em colaboração com João Pedro Delgado) e Música em Mi. Ao longo de muitos anos prosseguiu uma carreira docente em instituições como o Conservatório Nacional e o Instituto Gregoriano de Lisboa. Neste momento é director pedagógico do Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa.

09 Julho 2008

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CESÁRIO COSTA

Cesário Costa (n. 1970) tem vindo a distinguir-se em Portugal como um dos mais activos maestros da sua geração. Realizou os seus estudos musicais em Paris, onde concluiu o Curso Superior de Piano, e na Alemanha, onde completou com a nota máxima a Licenciatura e o Mestrado em Direcção de Orquestra na Escola Superior de Música de Würzburg, na classe de Hans-Rainer Foerster. Em 1997, foi o vencedor do III Concurso Internacional Fundação Oriente para Jovens Chefes de Orquestra. Nesse mesmo ano, foi bolseiro do Festival de Música de Bayreuth. 

Como maestro convidado, dirigiu a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica de Nuremberga, a Orquestra Nacional do Porto, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Remix Orquestra, o Ensemble für Neue Musik (Würzburg), a Arhus Sinfonietta (Dinamarca), a Orquestra Filarmónica da Macedónia, a Filarmonia Sudecka (Polónia), a Orquestra de Extremadura (Espanha), a Orquestra do Algarve, a Orquestra do Norte, a Filarmonia das Beiras, o Grupo de Música Contemporânea da UniRio (Brasil), o ESART Ensemble, entre outras orquestras. Participou em inúmeros Festivais de Música, de que se destacam o Festival de Música Atlantic Waves (Londres), Aberdeen (Escócia), Arhus (Dinamarca), Neerpelt (Bélgica), Dresden (Alemanha), Murcia (Espanha), Estoril, Póvoa do Varzim, Espinho, Mafra, Coimbra.

O seu já vasto repertório estende-se do barroco ao contemporâneo, incluindo mais de quarenta obras em estreia absoluta. Colaborou com a Casa da Música (Porto) nas óperas "Lo Speziale" de Joseph Haydn, "A Raposinha Matreira" de Janacek, "Brundibar" de Hans Krasa e "Der Jasager" de Kurt Weil. Dirigiu, entre outras obras, "Pierrot Lunaire" de Schönberg, a ópera "Il Trionfo d'Amore" de Francisco António de Almeida, a versão portuguesa da ópera "Hänsel und Gretel" de Humperdinck no Teatro da Trindade, a Sinfonia "À Pátria" de Vianna da Mota no Teatro Nacional de S. Carlos e, com a OrchestrUtopica, três óperas em estreia absoluta na Culturgest.

Em 2004, dirigiu a obra "For Samuel Beckett" de Morton Feldman no Teatro Nacional de S. Carlos. Neste momento, prepara um doutoramento na Universidade Nova de Lisboa, sobre o Maestro Pedro de Freitas Branco. Actualmente é Maestro Titular da OrchestrUtopica e da Orquestra Clássica de Espinho. É também director artístico dos Concertos Promenade do Coliseu do Porto e professor na Universidade Católica Portuguesa.

CONTACTOS

Av. Conselho da Europa, 61 - hab 9.2
4250-543 PORTO
Tlm. (+00351) 969 075 248 
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cesariocosta@mail.telepac.pt

31 Janeiro 2006

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CHRISTOPHER BOCHMANN

Christopher Bochmann nasceu a 8 de Novembro de 1950. Cantou no coro de St. George's Chapel, Castelo de Windsor, e depois continuou os estudos em Radley College. Estudou particularmente com Nadia Boulanger em Paris antes de entrar para New College, Universidade de Oxford, onde trabalhou com David Lumsden, Kenneth Leighton e Robert Sherlaw Johnson. Foi também aluno de Richard Rodney Bennett, em Londres. Leccionou na Inglaterra e no Brasil e, desde 1980, vive e trabalha em Lisboa.

Leccionou no Instituto Gregoriano de Lisboa, no Conservatório Nacional e na Universidade Nova. Desde 1984, é professor da Escola Superior de Música de Lisboa onde é coordenador do Curso de Composição; entre 1995 e 2001, foi Director da mesma escola. Desde 1984, é Maestro Titular da Orquestra Sinfónica Juvenil, com a qual já dirigiu mais de 350 concertos, cobrindo a maior parte do reportório clássico para orquestra e muitas obras também do barroco, do romantismo e do século XX. Ao longo dos anos, tem estreado várias obras suas com a orquestra, incluindo a gravação de um CD.

Como compositor, ganhou vários importantes prémios, entre outros o Prémio Lili Boulanger (duas vezes) e o Clements Memorial Prize. Em 1999, foi-lhe atribuído o grau de Doctor of Music, pela Universidade de Oxford. As suas obras incluem música para quase todos os géneros, com uma predilecção especial para a música de câmara. O seu estilo musical tem passado por uma fase de considerável complexidade e tem experimentado muitas técnicas aleatórias. Em anos mais recentes, as suas obras simplificaram-se bastante, assim obedecendo a um aspecto da tendência pós-modernista sem recurso a neo-tonalidades. Na sua música vocal, interessa-se especialmente pela exploração de aspectos tanto fonéticos como semânticos do texto. Toda a sua música demonstra uma preocupação com a relatividade dos critérios com que ouvimos e apreciamos o som. Para além de uma vasta lista de obras originais, tem realizado muitos arranjos e orquestrações.

16 Junho 2004

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JOSÉ ATALAYA

Chefe de orquestra, compositor e musicólogo, José Atalaya frequentou o Instituto Superior Técnico antes de se consagrar à música. Estudou análise, composição e história da Música com Luís de Freitas Branco, tendo vindo a concluir os seus estudos de direcção de orquestra no Conservatório de Florença com o maestro Piero Bellugi, de 1966 a 1968. Estudou também com Igor Markevitch, Hans Munch, Hans Svarovsky, Felix Prohasca.

Tendo ingressado na Emissora Nacional em 1951 veio a fundar para o Ministério da Educação, em 1966 a Orquestra Clássica IMAVE, com a qual iniciou, através da Rádio e da Televisão, um vasto projecto de divulgação do gosto pela música que incluiu concertos com outras orquestras, entre as quais a Philharmonia de Londres (num Festival Beethoven de 1974), a Sinfónica da RDP Porto e a Orquestra do Norte, acção que actualmente se concretiza através de "Música em Diálogo" e da Orquestra Atalaya-Raízes Ibéricas com uma média de cem actuações anuais por todo o país. Entretanto, foi membro fundador e director da Juventude Musical Portuguesa, do Grupo Experimental de Ópera de Câmara (1961). Autor da música para o ciclo de poemas de Eugénio de Andrade "As mãos e os frutos" (1951).

Em 1976 foi nomeado coordenador artístico das orquestras da Radiodifusão Portuguesa, o que lhe permitiu criar em Portugal "As Quinzenas Musicais", as quais consistiram em festivais dedicados sucessivamente à música de países diversos, que posteriormente organizavam festivais idênticos (em público, radio e televisão) destinados à música e aos intérpretes portugueses. Foi também, na RDP, director da Antena 2. Aceita posteriormente o convite para fundar para a SEC a orquestra Clássica do Porto, com base nos instrumentistas da ex-Régie Sinfonia.

Em 1994 regressa a Lisboa, igualmente a convite da SEC, para criar a antologia "Cinco Séculos de Música Portuguesa", em colaboração com editoras nacionais e estrangeiras. Foi o introdutor em Portugal da música electro-acústica com as suas "Variantes Rítmicas sobre Quatro Sons Sinusoidais" (Florença, Maio de 68) - as quais passaram a constituir historicamente a primeira obra de autor português inteiramente elaborada com meios electrónicos.

Em 1998 criou a Academia de Música José Atalaya, em Fafe, com o apoio da Câmara Municipal daquela cidade. Em 2001, duas autarquias - a de Oeiras (patrocinando a edição de parte das cerca de 200 crónicas publicadas nos últimos anos "Labirintos da Música") e a de Fafe promoveram comemorações do 50º aniversário do início da sua actividade artística. É Director Artístico do Festival RAIZES IBÉRICAS, com o qual pretende contribuir para o conhecimento, valorização e divulgação do património musical ibérico - autores e intérpretes - da Idade Média ao séc. XXI.

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atalaya@mail.telepac.pt

04 Fevereiro 2005

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JOSÉ FERREIRA LOBO

José Ferreira Lobo iniciou a sua actividade profissional em 1979 como Maestro Director da Camerata do Porto, orquestra de câmara que fundou com Madalena Sá e Costa.

Com a colaboração de solistas prestigiados internacionalmente, apresentou-se em inúmeros concertos, no país e no estrangeiro.

Em 1992, fundou a Associação Norte Cultural, sendo o seu projecto o vencedor do primeiro Concurso para criação de Orquestras Regionais, instituído pelo estado português. Neste contexto, criou a Orquestra do Norte, de que é o seu Maestro Titular e Director Artístico.

Colaborou com artistas consagrados internacionalmente como Krisztof Penderecki, José Carreras, Júlia Hamari, Regis Pasquier, Katia Ricciarelli, Patrícia Kopatchinskaya, Michel Lethiec, Eteri Lamoris, Dame Moura Linpany, Svetla Vassileva, Vincenso Bello, Fiorenza Cossotto, entre outros.

Da sua carreira internacional destaca-se a direcção de ópera e concerto na África do Sul, no Brasil, na Alemanha, China, no Chipre, em Espanha, nos Estados Unidos da América, no Egipto, em França, na Holanda, Inglaterra, Lituânia, Itália, Letónia, no México, na Polónia, Roménia, Rússia, Suíça, Turquia, Colômbia e na Venezuela, colaborando com orquestras de renome como Manchester Camerata, Orquestra Sinfónica Nacional da Lituânia, Orquestra de Cannes, Orquestra Sinfónica da Galiza, Orquestra Nacional de Izmir, Orquestra Sinfónica de Istambul, Orquestra CRR de Istambul, Orquestra da Rádio Televisão de Pequim, Orquestra Sinfónica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Orquestra da Rádio Nacional de Holanda, Orquestra Sinfónica do Estado do México, Orquestra Sinfónica da Universidade de Nuevo Leon, Filarmónica Artur Rubinstein - Lodz, Orquestra Hermitage de St. Petersburg, Orquestra Sinfónica de Zurique - Tonalle e Sinfonia Varsóvia.

É regularmente convidado a integrar mesas de júri de prestigiados Concursos Internacionais. Dirigiu estreias mundiais de compositores franceses, portugueses, suíços e turcos. Possui um amplo repertório que abrange o clássico e o romântico, passando por trabalhos contemporâneos e trinta títulos de ópera.

Gravou para a Rádio Televisão e Rádio Difusão Portuguesas e Rádio Suisse - Romande. Com a Orquestra do Norte gravou nove CD's.

CONTACTOS

on@orquestradonorte.com

05 Janeiro 2006

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LUÍS CARVALHO

Clarinetista nascido no Porto em 1974, Luís Carvalho tem participado também em diversos cursos na área da direcção, tanto em Portugal como no estrangeiro, sendo de salientar os cursos que frequentou no Porto com o maestro israelita e professor visitante na "Guildhall School of Music" de Londres, Omri Hadari, o curso de Verão da "Canford Summer School of Music" em Inglaterra com o eminente pedagogo inglês George Hurst; o curso em Budapeste (Hungria) com Michael Dittrich da "Orquestra Sinfónica de Viena" (tendo sido solista em violino para o Concerto de Sibelius o prof. Jan Pospichal, concertino da referida orquestra), e ainda o Curso de Introdução à Direcção de Orquestra ministrado por Osvaldo Ferreira na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco (ESART), e os I e II Cursos de Direcção de Orquestra da Universidade de Aveiro em colaboração com a "Filarmonia das Beiras", orientados por Vasco Pearce de Azevedo.

Estreou-se profissionalmente como maestro em 1999 dirigindo um programa exclusivamente para ensemble de sopros (obras de R. Strauss, C. Orff e Dvórak), tendo-se apresentado desde então em diversos outros concertos com música para ensembles do sopro (obras de Jean Français, H. Suttermeister, Max Reger, entre outros) como para ensembles mistos (La Creation du Monde de Milhaud, Pierrot Lunaire de Schoenberg e ainda o ballet-pantomina para marionetas Der Damön da P. Hindemith). Colabora frequentemente com a "Orquestra Clássica da EPME" preparando o naipe de sopros para os estágios escolares, e colaborou nos mesmos moldes também com a "Orquestra de Jovens dos Conservatórios Oficiais de Música"(OJ.COM) no seu estágio de 2004 em Aveiro sob a direcção de Ernest Schelle. Em 2001, serviu de assistente ao maestro Marko Letonja e a Orquestra Sinfónica Portuguesa na execução da 2ª Sinfonia de G. Mahler em Lisboa (em concerto dirigiu a banda off-stage).

Desde a temporada 2002, dirigiu regularmente a orquestra "Filarmonia das Beiras", destacando-se a sua apresentação no concerto dos laureados do "Concurso Internacional de Piano Helena Sá e Costa" organizado pela Universidade de Aveiro (2004). Ainda em 2004 (Julho), dirigiu a estreia absoluta da ópera "Auto da Fundação de Coimbra" (em versão oratória, sem encenação) da autoria do Padre Manuel de Faria, escrita em 1963 e que permanecia inédita há cerca de 40 anos. Contou então com a colaboração de nomes importantes do canto lírico português tais como Elsa Saque, Carlos Guilherme e António Wagner Diniz, bem como de Isabel Alcobia, Pedro Correia, Ciro Telmo e Manuel Soares, para além do "Coral Aeminium" de Coimbra. Desde cedo diversificou a sua formação por outros campos musicais que não somente o clarinete. Estudou composição com o compositor portuense Fernando Lapa, análise musical com Miguel Ribeiro Pereira, e assistiu ainda a palestras pelo compositor finlandês Magnus Lindberg.

Mais tarde, passou a dedicar especial atenção à direcção de orquestra, iniciando estudos nesta área em 1997 com o maestro irlandês Robert Houlihan (ex-maestro principal da "Orquestra Sinfónica da Savaria "/Hungria, e premiado do Concurso Internacional de Besançon /França), com quem estudou regularmente até 1999. Concluiu também, já em 1999/2000, uma pós-graduação em direcção de música contemporânea na "Universidade de Alcalá de Henares" (Madrid/Espanha), frequentando a classe de Arturo Tamayo. Teve então oportunidade de dirigir um ensemble instrumental constituído por conceituados instrumentistas espanhóis, nomeadamente na execução da peça Memoriale (…explosante-fixe…originel) para flauta solo e oito instrumentos, de Pierre Boulez.

20 Novembro 2004

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MANUEL IVO CRUZ

Manuel Ivo Cruz terminou como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, o Curso de Direcção de Orquestra da Academia Mozarteum, da Universidade de Salzburgo, na classe de Gerhard Wimberger, com alta classificação. De regresso a Lisboa, assu-miu o posto de Maestro Director Titular da Orquestra Filarmónica de Lisboa. Colaborou sempre activamente nas temporadas de ópera do Teatro da Trindade e nas de concerto da Orquestra Sinfónica da RDP, da Sinfónica do Porto e da Orquestra Gulbenkian. Com esta última realizou digressões em Portugal, África e Espanha.

Manuel Ivo Cruz tem-se apresentado em concertos e espectáculos de ópera, com muito êxito da crítica e do público, em diversos países, como Espanha, Alemanha, Estados Unidos, Grécia, Brasil, República Popular da China, Itália, Marrocos, Bulgária, Macau, França, Rússia, Polónia, Venezuela e Áustria. Como Maestro de ópera foi Maestro-Director no Teatro Nacional de S. Carlos até à extinção dos quadros artísticos. O seu repertório inclui numerosas óperas da programação tradicional e de compositores contemporâneos, tendo actuado sob a sua direcção alguns dos maiores cantores da actualidade lírica mundial.

Foi o primeiro Maestro Titular da Orquestra Clássica do Porto, hoje Orquestra Nacional do Porto, fundador e director dos Cursos Internacionais de Música da Costa do Estoril, membro do Conselho Científico da Escola Superior de Música do Porto e Presidente do Círculo Portuense de Ópera. Em 1969, o Orpheon Portuense atribuiu-lhe o Prémio Moreira de Sá. É Presidente da Ópera de Câmara do Real Theatro de Queluz. Nos últimos anos tem sido professor de Direcção de Orquestra e Estúdio de Ópera nos Cursos Internacionais de Brasília e no Conservatório Superior de Gaia.

Deu, além disso, cursos na Universidade do Pará e em S. Paulo. Tem trabalhos publicados de musicologia e discos gravados nas marcas Numérica, Tecla, EMI, Jorsom e Solemio. É Sócio Honorário da Sociedade Brasileira de Musicologia, Sócio Correspondente da Academia de Letras e Música do Brasil, Membro Individual do Conselho Português da Música, da Associação Portuguesa de Ciências Musicais, Fundador e Vice-Presidente da Conferénce Européenne de la Musique e do Observatoire Européen des Sciences, des Techniques et de l'Economie de la Musique, organismos comunitários. É Oficial do Mérito Cultural e Artístico (França), da Ordem do Rio Branco (Brasil) e Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e da Ordem de Mérito da Cruz Vermelha Portuguesa. Recebeu a Medalha de Ouro do Orfeão de Leiria e o Galardão Cultural da Câmara Municipal de Leiria.

Manuel Ivo Cruz é Licenciado em História e Filosofia pela Universidade de Lisboa. Actualmente é também Director Pedagógico do Conservatório de Música da Maia e responsável pelo plano editorial da empresa Renascimento Musical Editores, Lda., dedicada essencialmente às obras de compositores portugueses.

30 Junho 2004

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MÁRIO MATEUS

Mário Mateus fez os estudos musicais em Portugal, Espanha, Alemanha e Áustria. As suas actividades têm-se desenvolvido no campo do ensino, da interpretação musical e da colaboração literária em jornais e revistas, tendo colaborado no Jornal de Notícias, no Diário de Lisboa, no Litoral, na RTP, no Público, no Correio Pedagógico e no Professor, com escritos sobre a investigação Pedagógica e de apreciação musical. Participou nos Festivais Gulbenkian, Festival de Berlim, Festival de Bratislava, Festival de Salzburgo, Festivais da Costa do Estoril, Festival de Sevilha, Semana Mozart e Concertos da Páscoa de Salzburgo, Festival de Arezzo.

Deu concertos nas principais cidades portuguesas e ainda em Barcelona, Biarritz, Roma, Milão, Florença, Heidelberg, Manheim, Insbruck, Viena, Varsóvia, São Paulo, Rio de Janeiro, Providence (EUA), Macau. Dirigiu o Coro do CPO, o CELUC, a Orquestra Sinfónica do Porto, a Orquestra de Câmara do Porto, a Orquestra Barroca de Manheim, a Orquestra da Escola Superior de Música de Heidelberg, o Grupo de Música Vocal Contemporânea e o Grupo de Música Reservata. É actualmente director artístico do Orfeão Universitário do Porto e director pedagógico e presidente da Admistração da Fundação Regional de Gaia. Foi agraciado com a Medalha de Mérito (classe de ouro) da Câmara Municipal de Gaia.

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NIKOLAY LALOV

Nikolay Lalov começou a estudar violino aos seis anos. Concluiu o curso da Escola de Música de Sófia, sob a direcção de Stoika Milanova, com medalha de ouro. Prosseguiu os estudos na Academia Superior de Música de Sófia, entre 1981 e 1986. Entre 1982 e 1989, trabalhou como professor de violino na Escola de Música L. Pikov, em Sófia, com alunos dos seis aos 18 anos de idade. Entre 1986 e 1988, foi Primeiro Violino da Orquestra Sinfónica de Sófia. Em 1986, tirou o curso de direcção de orquestra com Lilia Giuleva. Em 1988, trabalhou como Segundo Maestro da Orquestra dos Professores de Sófia. No ano de 1989, instalou-se em Portugal e trabalhou como Maestro Assistente e violinista na Nova Filarmonia Portuguesa. Em 1992, dedicou-se ao ensino e à actividade artística. Começou a leccionar violino na Escola Profissional de Música de Évora e criou a orquestra da Escola.

Criou o "Estoril Ensemble" e foi convidado para o cargo de Director Pedagógico da Academia Internacional de Música do Estoril onde criou, com os seus alunos, o "Ensemble Concertino". Desde 1994, integra o júri do Concurso de Interpretação do Estoril. Por sua iniciativa, foram realizadas em Sófia, em Abril/Maio de 1994, as Jornadas de Cultura Portuguesa com a colaboração do Instituto Camões, da Embaixada de Portugal em Sófia e de diversas entidades búlgaras. Em 1996, foi convidado para Director Artístico da Orquestra de Câmara de Cascais, posteriormente Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras (OCCO). Em 1997, desempenhou as funções de Director Artístico na Escola de Música de Évora. Por sua iniciativa foi criada a Orquestra Juvenil Cidade de Évora. Em 1998, com a Orquestra de Câmara de Cascais representou a música portuguesa num concerto durante a Assembleia Geral dos Festivais Europeus, realizada no Estoril. Em 2000, com a Orquestra Juvenil Cidade de Évora representou Portugal na EXPO de Hanôver.

Em 2003, a Câmara Municipal de Oeiras atribuiu-lhe a Medalha de Mérito Municipal, por serviços prestados no âmbito cultural. Na qualidade de docente formou alunos, laureados em concursos tanto nacionais como estrangeiros. É regularmente convidado para dirigir master-classes de violino e música de câmara. Como violinista, gravou para a Rádio Difusão Búlgara e Portuguesa. Dirigiu concertos com os solistas Lidia Mordkovitch, Alberto Lysy, Paul Badura-Skoda, entre outros. Como violinista e maestro, tem realizado inúmeros concertos em Portugal e no estrangeiro. Actualmente é Director Artístico da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras.

25 Abril 2005

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NUNO DARIO SÁ

Nuno Dario Sá iniciou os estudos vocacionais de música na Academia de Amadores de Música, onde estudou guitarra com Piñeiro Nagy. Posteriormente, estudou Composição com Christopher Bochmann, Piano com Alexei Eremine e Direcção de Orquestra com Roberto Pérez.

De 1999 a 2003 e 2005/06, concluiu o Curso Superior de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou com os compositores Sérgio Azevedo e Christopher Bochmann.

Estudou direcção de orquestra com Ernst Schelle e mais recentemente com Neil Thomson (Royal College of Music) e John Farrer. Frequentou ainda masterclasses de Guitarra/Música Antiga (Nuno Torka Miranda), Composição (C. Bochmann), e de Direcção de Orquestra (Robert Houlihan)

Em 2001/02, teve a seu cargo a direcção musical do Ensemble JER, com o qual desenvolveu uma actividade concertística. Dirigiu a música para o filme/documentário Luz Submersa de F. Matos Silva.

Na qualidade de director de orquestra apresentou-se em concertos em locais como o Jardim de Inverno do Teatro S. Luiz, Aula Magna (Lisboa), Auditório Municipal de Santa Maria da Feira, o Salão Nobre do Teatro S. João (Porto), Pavilhão de Portugal (Coimbra), Fórum Lisboa, entre outros.

Em 2004 dirigiu o 1º Estágio realizado entre as Orquestras Sinfónicas EPABI e ESPROARTE.

Dirigiu a Orquestra Nacional do Tejo no concerto de encerramento do Concurso Internacional Júlio Cardona e várias formações de câmara no âmbito da música contemporânea.

Desde 2001 que lecciona as disciplinas de Análise e Técnicas de Composição, Coro e Orquestra dos cursos complementares de Música. Actualmente é professor na Escola Profissional de Artes da Beira Interior.

É Maestro titular e director artístico da Orquestra Clássica Ginásio Ópera e da Associação Ginásio Ópera.

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12 Junho 2007

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OSVALDO FERREIRA

Osvaldo Ferreira concluiu o Curso Superior de Violino pelo Conservatório de Música do Porto, sendo-lhe atribuído nesse ano, pela Fundação Engenheiro António Almeida, o prémio de melhor aluno. Foi posteriormente bolsista do Ministério da Cultura e da Fundação Calouste Gulbenkian, concluindo o Mestrado em Direcção de Orquestra em Chicago e pós-graduação no Conservatório de São Petersburgo, na classe de Ilya Mussin. Laureado em 1999 no Concurso Sergei Prokofiev, na Rússia, recebeu do maestro David Zinman uma «Fellowship» do Aspen Music Festival, nos Estados Unidos da América, onde frequentou a American Conductors Academy e recebeu o prémio «Academy Conductor» em 2001. Foi assistente de Claudio Abbado em Berlim e Salzburgo.

Osvaldo Ferreira tem sido maestro convidado regular de todas as principais orquestras e festivais de música de Portugal, tendo dirigido importantes orquestras na Rússia, na Europa Comunitária, no Brasil e nos Estados Unidos da América. Gravou para a RTP , a RDP e a Editora Numérica. A lista de músicos com quem colaborou inclui muitos dos mais importantes nomes da música portuguesa e internacional. Nas últimas temporadas, teve um papel activo na apresentação de várias óperas. Destaque para a estreia da versão moderna e revista da ópera La donna de genio volubile de Marcos Portugal, Don Giovanni e Il Impresario de Mozart e Madama Butterfly de Puccini. Com a Camerata de Musica Antiqua de Curitiba, apresentou a obra integral Weinacht Oratorium de J.S. Bach e com a Orquestra do Algarve, apresentou um ciclo de Missas de Mozart que incluiu o Requiem. Desde há cinco anos, dirige o concerto dos laureados do Concurso Jovens Músicos da RDP, com gravação e transmissão pela RTP e Antena 2.

Desde 1997, exerce diversas actividades ligadas a importantes festivais, tais como, fundador e director artístico do Festival de Música de Santa Maria da Feira, director artístico do festival Unicamp, no Brasil, director da Orquestra do Festival Internacional de Música de Viana do Castelo e da Oficina de Música de Curitiba.

Desde 2003, é o Maestro Titular da Orquestra da Póvoa de Varzim, um projecto original e apoiado pelo Instituto das Artes que em breve irá editar o 5.º CD com obras sinfónicas de autores portugueses contemporâneos.

Em Setembro de 2005, foi convidado a assumir o lugar de Maestro Titular da Orquestra do Algarve, cargo que manteve até Dezembro de 2007. O seu trabalho como Maestro Titular da Orquestra do Algarve, valeu-lhe os mais rasgados elogios da crítica e das instituições nacionais. A criatividade da programação e o seu poder de comunicação levaram à criação de novos públicos e de audiências mais entusiastas. Em 2006 celebrou o «Ano Mozart» com a gravação de um CD duplo com obras deste compositor. Os concertos realizados em Bruxelas e Viena, com a Orquestra do Algarve, deixaram igualmente uma marca de sucesso e qualidade no público e na crítica dessas cidades.

Em 2007 foi convidado pela Região de Turismo do Algarve para assumir a direcção artística do Festival Internacional de Música do Algarve.

No ano de 2008 a sua actividade iniciou-se no Brasil com a participação na Oficina de Música de Curitiba, passando também pela Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Gulbenkian, Orquestra de Salvador, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Ensemble Orquestral de Lisboa, Orquestra da Catalunha, Teatro Nacional de S. Carlos e Orquestra de Câmara de Praga, entre outros projectos. Em Abril de 2008, Osvaldo Ferreira assumiu a Direcção Artística da Oficina de Música de Curitiba – a convite da Fundação Cultural da mesma cidade. É desde Julho de 2008 membro do conselho de administração e o programador do Teatro Municipal de Faro.

CONTACTOS

oferreira@teatromunicipaldefaro.pt

09 Novembro 2008

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RUI MASSENA

Rui Massena é Director Artístico e Maestro titular da Orquestra Clássica da Madeira, cargo que ocupa desde 2000. É Director Pedagógico do Conservatório Escola-das-Artes da Madeira e Director Artístico do Concurso Internacional Madeira Music, desde 2005.

Natural no Porto, Rui Massena, obteve a Licenciatura em Direcção de Orquestra na classe do Maestro Jean-Marc Burfin na Academia Nacional Superior de Orquestra, em Lisboa, tendo prosseguido os seus estudos em Itália com Gianluigi Gelmetti, em França com Cristhian Manem. O seu aperfeiçoamento musical teve o acompanhamento de maestros destacados como Robert Delecroix, Pascal Rophé e Jean Sébestian Béreau. Estudou Piano com Hugo Berto Coelho, Teresa Monteiro e Maria José Morais, e Violino com Bogumila Burfin.

Como Maestro Titular da Orquestra Clássica da Madeira e Maestro convidado de diversas orquestras nacionais e estrangeiras, já dirigiu cerca de 300 concertos e participou nos festivais de música mais prestigiados do País. Foi o Maestro convidado em 2003, para a estreia mundial da obra de Marco Bonechi - Wiegenlied, em Florença e em 2005 para a estreia mundial da obra de Corbellair - Point du Jour na conceituada sala de concertos Tonhalle, em Zurique.

Para além da sua actividade principal nutre um interesse pela composição, sendo o autor de várias adaptações de música sinfónica a outros estilos musicais que obtiveram muito sucesso junto do público e da crítica. Compôs para Teatro, Teatro Musical, orquestrou fusões sinfónicas da música de DaWeasel, Rui Veloso, Ala dos Namorados. Como Pianista tocou em centenas de recitais por todo o país em todo o tipo de formações musicais. Fundou o Sexteto Metropolitano de Jazz. Trabalhou com os maiores artistas portugueses da World-Music - Katia Guerreiro, Mariza, Dulce Pontes, Carlos do Carmo, e do Jazz - Mário Laginha, Maria João, Bernardo Sassetti e Jacinta.

Também no aspecto pedagógico fundou a Orquestra Académica do Conservatório da Madeira. É igualmente fundador, tendo dirigido, o 1º Curso de Orquestra dos Conservatórios Portugueses. Trabalhou ainda com as Orquestras do Conservatório de M úsica de Ponta Delgada, nos Açores, Escola profissional de Viana do Castelo, e da Escola Superior de Música de Castelo Branco.

O Maestro Massena dirigiu orquestras em Roma, Florença, Milão, San Remo, Lecce, Trento, Taranto e Nápoles, Bruxelas e Genk, Cidade do México e Monterrey, Valência, Zurique, Joensu, Klagnfurt, Praga e Nova Iorque configurando uma carreira internacional notável para um maestro com apenas 35 anos. Trabalhou, dirigindo alguns dos maiores nomes da música como José Carreras, José Cura, Mark Zeltser, Eva Maria Zuk e Svetla Vassileva.

Atingiu um dos pontos altos da sua vida musical, ao dirigir recentemente no mítico Carnegie Hall em Nova Iorque, o New England Symphonic Ensemble.

Gravou para a RTP, RDP, Austria Rundfunk, RAI 1 e RAI 2, e para a EMI Classics, uma série de 5 CD's incluídos nas celebrações dos 250 anos do Nascimento de Mozart.

Desenvolve presentemente uma intensa actividade nacional e internacional, que o levará nas próximas temporadas a dirigir na Madeira cerca de 20 concertos, e ainda em Lisboa, Porto, Toronto, Palermo, Avignon, Klagenfurt, Trento, Zilina e Barcelona.

Foi o Maestro convidado em 2008 pela Presidência da República, para o concerto comemorativo do Dia de Portugal - 10 de Junho.

Foi recentemente condecorado com Medalha de Mérito pela Cidade de Vila Nova de Gaia.

CONTACTOS

www.ruimassena.com

04 Julho 2008

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SILVA PEREIRA

Nascido em 1912, Silva Pereira iniciou bem cedo os estudos musicais. A sua primeira apresentação pública, como violinista, foi feita quando tinha apenas 11 anos. Diplomado depois pelo Conservatório Nacional, onde obteve as mais altas classificações, seguiu para Paris como bolseiro do Instituto de Alta Cultura, ali estudando largo tempo com o famoso violinista Jacques Thibaud.

Tendo percorrido, a seguir, vários países como concertista, Silva Pereira, que foi, durante muitos anos, um elemento destacado da Orquestra Sinfónica Nacional, resolveu mais tarde dedicar-se à arte de reger, vindo a apresentar-se em público, como maestro, em Lisboa, em 1947. De novo bolseiro do Instituto de Alta Cultura em Viena, onde trabalhou com H. Swarowski, obteve nesta cidade, com a classificação de Excelente, o diploma de director de orquestra. Foi igualmente discípulo de Cario Zecchi em Itália, alcançando a primeira classificação entre cinquenta e quatro alunos, em 1956, na Academia Chigiana de Siena.

A partir de 1958 dirigiu, como maestro titular, a Orquestra Sinfónica do Conservatório de Música do Porto. Foi frequentemente chamado a dirigir alguns dos melhores conjuntos orquestrais europeus, em Viena, Paris, Monte Cario, Bordéus, Munique, Hamburgo, Montreux, Madrid. A partir de 1968, presidiu à Comissão Portuguesa para a Música, da UNESCO.

Adaptado de biografia inserida no XIV Festival Gulbenkian de Música, 1970.

27 Fevereiro 2007

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VASCO AZEVEDO

Vasco Azevedo iniciou os estudos musicais aos 4 anos na Academia dos Amadores de Música. Interessa-se pela direcção desde a sua entrada para o Coro da Universidade de Lisboa, em 1981, onde desempenhou as funções de ensaiador de naipe. Frequentou vários cursos de direcção de orquestra e de direcção coral em Portugal, Espanha, França e Bélgica, tendo trabalhado com Jean-Sébastien Béreau, Ernst Schelle, Jenö Rehak e Octav Calleya (direcção de orquestra ) e ainda com Erwin List, Josep Prats, Edgar Saramago e José Robert (direcção coral).

Estudou no Instituto Gregoriano de Lisboa e na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML) onde obteve em 1989 o Bacharelato em Composição, estudando nomeadamente com Christopher Bochmann e Constança Capdeville. Entre 1990 e 1992 foi Assistente na ESML de várias cadeiras do Curso de Composição, e entre 1995 e 1998, Professor de Análise e Técnicas de Composição no Conservatório Nacional. É desde 1995 Professor de Análise e Orquestração na Academia Superior de Orquestra (Orquestra Metropolitana de Lisboa), e desde 1998 Professor de Direcção Coral, Coro, Técnicas de Composição, Análise Musical e Harmonia na ESML.

Fundou em 1985 o Coro de Câmara Syntagma Musicum, coro com o qual conquistou em 1988 o 1º Prémio no concurso Novos Valores da Cultura na área de Música Coral, o que lhe concedeu o direito à gravação de um CD intitulado "Música Coral do Século XX". Nesse mesmo ano conquistou uma Menção Honrosa no Concurso Novos Valores da Cultura na área de Composição (Música Erudita) com a obra "3 Pantoneças in Memoriam Alban Berg". Em 1992 fundou a Orquestra da Juventude Musical Portuguesa da qual foi Maestro Titular e Director Musical até 1995. É desde 1995 Maestro Titular e Director Musical da Sinfonietta de Lisboa, orquestra com a qual tem realizado estreias absolutas de obras de Eurico Carrapatoso, Sérgio Azevedo, Carlos Fernandes e Ivan Moody entre outros. Tem dirigido, na qualidade de Maestro Convidado, as Orquestras Sinfónica Portuguesa, Metropolitana de Lisboa, Clássica do Porto, Filarmonia das Beiras e Sinfónica Juvenil. Colabora regularmente com a Companhia Nacional de Bailado como Maestro convidado, tendo dirigido nomeadamente a estreia absoluta de "Dançares" de Lopes-Graça e a estreia em Portugal de "Agon" de Stravinsky. Em Fevereiro de 1999, a convite do Teatro Nacional de S. Carlos, dirigiu a Ópera "La Borghesina" do compositor português Augusto Machado, obra que não era apresentada ao público desde a sua estreia em 1909. Foi juri do III Concurso de Interpretação do Estoril (1996).

É licenciado em Engenharia Electrotécnica pelo Instituto Superior Técnico, local onde foi também assistente entre 1985 e 1992, tendo leccionado as disciplinas de Álgebra e Análise Matemática. Foi membro do Coro Gulbenkian.

Terminou em Junho de 1995, na qualidade de bolseiro da Comissão Fulbright e da Fundação Calouste Gulbenkian, o mestrado em direcção de orquestra e coro no College-Conservatory of Music da Universidade de Cincinnati (EUA), estudando com Gerhard Samuel e Christopher Zimmermann (direcção de orquestra) e ainda com Elmer Thomas, John Leman e Earl Rivers (direcção coral). Foi Bolseiro da Universidade de Cincinnati (Graduate Scholarship) entre 1992 e 1995 e Bolseiro da Secretaria de Estado da Cultura (1994-95). Conquistou em 1997 o 3º Prémio no III Concurso Internacional Maestro Pedro de Freitas Branco, e em 1996, uma Menção Honrosa no II Concurso Internacional Fundação Oriente para Jovens Chefes de Orquestra.

18 Janeiro 2008

 
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Criado e desenhado por António José Ferreira