COMPOSITORES CONTEMPORÂNEOS |
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Compositor, chefe de orquestra e crítico musical, Álvaro Salazar nasceu no Porto e estudou no Conservatório Nacional de Lisboa, onde é professor de Composição, funções que também exerce na Escola Superior de Música do Porto. Teve como mestres, no estrangeiro, Gilbert Amy (Análise) e Hans Swarowsky e Pierre Dervaux (Direcção de Orquestra) e, na qualidade de bolseiro da Fundação Gulbenkian, frequentou em Paris o estágio de música electroacústica do GRM. Nas provas finais do curso de Direcção de Orquestra ministrado por Dervaux na École Normale de Paris, foi-lhe concedida, por unanimidade, a mais alta classificação.
Em 1978, fundou a "Oficina Musical", grupo dedicado ao estudo e divulgação da música do séc. XX, do qual é director artístico. Como chefe de orquestra, actuou à frente de todas as orquestra portuguesas e ainda em Espanha, Colômbia, França, Alemanha e Itália. Devem-se-lhe primeiras audições mundiais e portuguesas de autores tão significativos como Janacek, Ives Webern, Villa-Lobos, Varèse, Eisler, Dessau, Kurt Weil, Feldman, Ligeti, Georgescu, Láng, Finissy, Acilú, Barce, Olavide, Marco.
Tem participado como compositor, membro de júris em concursos de composição e conferencista em vários cursos e festivais internacionais (Brasil, Colômbia, Alemanha, Espanha, Itália e Polónia). Esteve também presente, como crítico convidado, nos Festivais de Royan, Berlim Leste e Varsóvia. Colaborador habitual do Encontros Gulbenkian de Música Contemporânea, foi maestro titular do Grupo de Câmara do Festival do Estoril desde 1979 até 1985.
Entre as suas principais obras contam-se as peças de Câmara "Palimpsestos", "Ludi Officinales", "Périplos", "Quadrivium", "Intermezzi" e "Talcac" e as partituras para orquestra "Glosa! Fanfarra sobre uma fantasia de António Carreira" e "Tropos". Pelos serviços prestados à cultura musical, foi agraciado om a Medalha de Mérito (ouro) da Câmara Municipal do Porto. É actualmente Presidente do Conselho Português da Música e Vice-Presidente da Direcção da Sociedade Portuguesa de Autores.
01 Setembro 2000

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Amílcar Vasques Dias nasceu em Badim, Monção, a 7 de Março de 1945. Iniciou a sua formação musical no Seminário Diocesano de Braga, com Manuel Faria Borda e Manuel Faria, tendo efectuado, posteriormente, estudos superiores de Piano (Diploma, 1974) e de Composição, nos Conservatórios de Música do Porto e de Braga, com Maria de Lurdes Ribeiro e Cândido Lima, respectivamente. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (1975-78) e da Secretaria de Estado da Cultura (1978-80), concluiu o Curso Superior de Composição (instrumental e electroacústica) no Conservatório Real de Haia, na Holanda, país onde, durante 14 anos, desenvolveu actividade artística e pedagógica como pianista e como compositor.
Recebeu encomendas do Ministério da Cultura da Holanda, da "Fonds voor de Kunst" (Fundação Para a Arte), da "Fonds voor de Scheppende Toonkunst" (Fundação Para a Criação Musical) e da Fundação "De Volharding", de Amesterdão, da Fundação Calouste Gulbenkian, da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia, da EXPO'98, da Delegação da Cultura do Alentejo, da Orquestra Metropolitana de Lisboa, da Porto 2001, do Instituto Camões e das Câmaras Municipais de Lisboa, Porto, Évora, Matosinhos e Borba.
A sua produção engloba música de câmara instrumental/vocal ou electroacústica, orquestra sinfónica, orquestra de metais, coro a capella e acompanhado, obras multimédia, música para filme e teatro, e arranjos de música tradicional portuguesa e de canções de José Afonso. Como pianista, interpreta a sua música e utiliza a improvisação como meio de expressão.
Parte da sua obra está publicada pela editora Donemus - Amsterdam e pela Musicoteca, de Lisboa, e as orquestras holandesas "De Volharding" e "De Oerkest" gravaram música sua em vários LP's e CD's. Em Portugal, foram gravadas algumas das suas obras de câmara em vários CD's. Recentemente, as suas obras "Doze Nocturnos Em Teu Nome" e "Lume De Chão-Tecido de memórias e afectos", para piano solo, foram gravadas pelo pianista Álvaro Teixeira Lopes e editadas pela Numérica (2005).
A sua música tem sido tocada na Europa e na América, nomeadamente nos Encontros de Música Contemporânea da Fundação Gulbenkian (Lisboa, 1979, 1988, 1989), no Centro Cultural Gulbenkian (Paris, 1984), na Music at Merce Cunningham (Nova Iorque, 1991), em June in Buffalo (EUA, 1992), no Cantigas do Maio (Seixal, 1993), no Festival de Música de S. Paulo (Brasil, 1993), em Lisboa Capital da Cultura '94-Skite (CCB, Lisboa, 1994), em Computed Art Intensive (Vancouver, Canadá, 1994), no Festival de Música de Câmara de Astrakhan (Rússia, 1995), no Festival de Música de Manchester (Reino Unido, 1997), no Festival de Música dos Capuchos '97 (CCB, Lisboa, 1997) e no Encontro do Alentejo de Música do Séc. XX.I (Évora, 1998, 1999, 2001, 2004, 2005).
Foi professor nas Escolas Superiores de Música dos Institutos Politécnicos de Lisboa e do Porto e na Universidade de Aveiro. É Professor Auxiliar Convidado na Universidade de Évora desde Novembro de 1996. É director artístico do Encontro do Alentejo de Música do Séc. XX.I.
Currículo pormenorizado
CONTACTOS
amildias @gmail.com
02 Outubro 2006

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Ângela Lopes é natural do Concelho de Ovar. Em 1995, completou o Curso de Piano na Academia de Música de Santa Maria da Feira. Em 1994, ingressou na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto, onde conclui o Bacharelato (1997) e o Curso de Estudos Superiores Especializados/Licenciatura em Composição (2000) na classe do compositor Cândido Lima. Durante e após o Curso de Estudos Superiores Especializados, colaborou em vários projectos, alguns dos quais direccionados especificamente para a música electroacústica, como a sua participação no Festival Internacional de Electroacústica - ''Música Viva'' 2000 e 2001.
É membro (2000-2001) do grupo MC47 - grupo de música mista, com direcção de Virgílio Melo. Colabora igualmente com o Grupo Música Nova, com direcção de Cândido Lima. Escreve para formações diversas, instrumentais e/ou vocais, e ainda música electroacústica e música para audiovisuais e/ou multimédia. Tem algumas obras apresentadas em público em concertos como ''Jovens Compositores - Novos Músicos - Novos Olhares'' ou ''Recital de Clarinete e Piano - Compositores Portugueses e Franceses do Século XX''. Frequentou vários seminários, cursos de aperfeiçoamento, seminários-conferências e cursos, com Cândido Lima, Ken Valinsky, Virgílio Melo, Paul Mèfano, Filipe Pires e António de Sousa Dias. Colabora com o Teatro Pé de Vento na composição musical da peça "O poço" de Manuel António Pina.

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António de Sousa Dias nasceu em Lisboa em Novembro de 1959. Diplomado com o Curso Superior de Composição (Conservatório Nacional), sob orientação de Constança Capdeville, possui o Mestrado em Ciências Musicais pela Universidade de Paris VIII, sob a orientação de Horacio Vaggione onde prepara o doutoramento como bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia, subordinado ao tema “L'Objet Sonore: Situation, Évaluation et Potentialités: Un essai de généralisation de la notion d'objet sonore à la spectromorphologie et à l'objet sonore numérique”.
Iniciou os estudos musicais com Albertina Saguer. Frequentou o curso de Electrónica e Telecomunicações do Instituto Superior Técnico (1977-1979), a Escola de Jazz do Hot Club de Portugal (1979-1980 e 1983-1984), o Curso de Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa (1984-1985), o curso de Programação de Computadores no Instituto Nacional de Administração (1985-1986). Para além de vários seminários de formação profissional, tem frequentado, também, estágios na área de Composição e Análise, assistidas por computador. Foi professor de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa (desde 1987) tendo, também, exercido funções como subdirector (1995-2001).
Foi professor de Composição na Escola Profissional de Música de Almada (1991-1995) e na Escola de Música de Lisboa (1985-1987). Leccionou também Contraponto no Curso de Ciências Musicais (Universidade Nova de Lisboa), para além da apresentação de comunicações em seminários e congressos (JIM2003, IP-Lisboa, 1997, Cuenca - 1991, Essone - 1992, entre outros). Leccionou em vários cursos subordinados ao tema «Novas Tecnologias e Música» (Sindicato dos Músicos, Projecto Minerva, Diacoma, ESML) desde 1988, tendo colaborado com a Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE – IPP) em 1991, 1997 e em 2002.
Foi membro do grupo ColecViva dirigido por Constança Capdeville, do qual fez parte como assistente de direcção, síntese de som e percussão, desde 1985. Fundou juntamente com Constança Capdeville o grupo OPUS SIC (Obras Produzidas Utilizando Sons: Sintetizados Instrumentais e Computorizados). Desde 1992, colabora com o Grupo Música Nova, dirigido por Cândido Lima.
Na sua produção musical, a composição de música para cinema e televisão possui particular importância. A prática de gravação musical como intérprete, produtor e director musical, a par da prática como assistente de som em cinema, também influiu decisivamente no seu percurso como compositor. O crescente interesse na reflexão sobre o som, seus modos de percepção, produção e problemáticas decorrentes, bem como a reflexão sobre o impacto das novas tecnologias na criação musical, levaram-no à concepção de uma música que se pode, talvez, definir como a obtenção de instantâneos de um “planeta” correspondente à totalidade da obra: assim, existem materiais que se projectam e prolongam de umas obras para outras, outros que apenas fazem sentido num local apenas, numa perspectiva decorrente das abordagens sistémicas. Esta forma de encarar os materiais musicais enquanto instantâneos, filmes, pedaços de situações ou estados onde não tem que existir necessariamente a ideia de linguagem, de narratividade, mas sim de modos de presentificação, de contemplações musicais, permitindo até a coexistência de materiais e situações heterogéneas (e até mesmo heterostáticas) não só deriva da influência do cinema e suas técnicas, como também da música electroacústica. Recentemente, esta metáfora tem-se vindo a formalizar ao recorrer ao conceito de obra como um interface para uma base de dados, donde as suas obras mais recentes representam o estado actual de investigação sobre a formulação e aplicação deste conceito.
Catálogo das obras
CONTACTOS
sousa.dias@wanadoo.fr
3 Fevereiro 2005

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António Pinho Vargas nasceu em Vila Nova de Gaia, em 1951. Licenciou-se em História pela Faculdade de Letras do Porto. Diplomou-se em Composição no Conservatório de Roterdão em 1990, onde estudou 3 anos com o compositor Klaas de Vries, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi condecorado pelo Presidente de República Portuguesa com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 1995. É professor de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa desde 1991. Frequentou cursos e seminários de composição com Emmanuel Nunes em Portugal, John Cage e Louis Andriessen na Holanda, Gyorgy Ligeti na Hungria e Franco Donatoni em Itália.
Desempenhou as funções de assessor na Fundação de Serralves (Porto), entre 1994 e 2000, e no Centro Cultural de Belém, entre 1996 e 1998. Ligado ao jazz vários anos, gravou 7 discos com dezenas de composições originais e tocou em muitos países da Europa e nos EUA, com músicos como Kenny Wheeler, Steve Potts, Paolo Fresu, Arild Andersen, Jon Christensen e Adam Rudolph. Com o seu grupo de jazz apresentou-se em Espanha, França, Itália, Alemanha, Bélgica, Holanda, Reino Unido, ex-Jugoslávia, Estados Unidos, Cabo Verde, África do Sul e Macau.
Gravou "Outros Lugares" (1983), "Cores e Aromas" (1985), "As Folhas Novas Mudam de Cor" (1987), "Os Jogos do Mundo" (1989), "Selos e Borboletas" (1991), "A Luz e a Escuridão" (1996), e a colectânea "As Mãos" (1998). Recebeu por três vezes o Prémio de Imprensa Sete de Ouro para o melhor disco instrumental do ano. Compõe também música para teatro e cinema, nomeadamente para os filmes de João Botelho: "Tempos Difíceis" (1988) - Prémio IPC para a melhor música de Cinema - e "Aqui na Terra" (1993); "Cinco Dias, Cinco Noites" (1996), de José Fonseca e Costa - Prémio da melhor música do Festival de Cinema de Gramado (Brasil) e "Quem és tu?" de João Botelho (2001) e para as peças de William Shakespeare "Hamlet" (1987) e "Ricardo II" (1995), encenadas por Carlos Avilez.
Sobretudo a partir da sua estada na Holanda, António Pinho Vargas tem-se dedicado principalmente à composição erudita contemporânea, ocupando lugar de relevo no actual panorama português. Algumas das suas obras foram executadas em França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Polónia, Hungria, Suécia, Espanha, Brasil, Inglaterra e EUA. As suas obras têm sido encomendadas por instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Culturgest, Lisboa 94, a Expo 98, a Comissão dos Descobrimentos, o Teatro Nacional de São Carlos, a Câmara Municipal do Porto, Porto 2001 e vários Festivais de Música.
Na obra de António Pinho Vargas encontram-se composições para música de câmara e instrumentos solo, como "Mirrors" (para piano, estreada em Amesterdão em 1990, por Paul Prenen e, mais tarde, tocada pelos pianistas Ronald Brautigam, Madalena Soveral, Francisco Monteiro, Tania Achot, Gloria Chen-Chocran, Volker Banfield, Miguel Henriques, entre outros), "Três Versos de Caeiro" (Ensemble Nuova Sincronia, Northern Sinfonia, OrchestrUtopica, Remix Ensemble); composições para orquestra: "Acting Out" (dir. António Saiote, J. R. Encinar e Martin André), "A Impaciência de Mahler" (dir. Michael Zilm e Martin André); para coro e orquestra: "Judas secundum Lucam, Joannem, Matthaeum et Marco" (dir. Fernando Eldoro); e as óperas "Édipo, Tragédia de Saber" e "Os Dias Levantados" (dir. João Paulo Santos). Participou no Festival Other Minds V organizado por Charles AmirKhanian em S. Francisco, EUA, em Março de 1999; no International Music Theatre Workshop de 1999 na Oper-am-Rhein, em Dusseldorf, com a apresentação-video de "Os Dias Levantados" e obteve em 2001 uma Bolsa da Fundação Rockefeller para uma estadia no Bellagio Study and Conference Center, em Itália.
Foi editado em 1995 pela EMI Classics o CD Monodia, com o apoio de Lisboa 94, Capital Europeia da Cultura. O quarteto de cordas "Monodia-quasi un requiem" foi tocado em 1998 pelo Quarteto Artis de Viena, e incluido no CD do Arditti String Quartet Portuguese Chamber Music na Etcetera Records. Em 2001, foi editado pela Strauss, com o apoio do IPAE, o CD "Versos" Tem edição prevista para 2003, o CD com a gravação da ópera "Os Dias Levantados", realizada 6 de Março de 2002 na Culturgest. A Culturgest organizou um Festival António Pinho Vargas em Fevereiro e Março de 2002 com a maior parte da sua obra. Encomedado pela Culturgest, LxFilmes e RTP, foi realizado por Manuel Mozos e Luís Correia o documentário António Pinho Vargas, notas de um compositor. Saiu em 2002, editado pela Afrontamento, o livro "Sobre Música", com sete ensaios e uma recolha de textos e entrevistas. Pinho Vargas é membro fundador da direcção artística da OrchestrUtópica.
Lista de obras
CONTACTOS
www.antoniopinhovargas.com
apinhovargas@sapo.pt
19 Julho 2005

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ANTÓNIO VICTORINO DE ALMEIDA |
Nascido em Lisboa a 21 de Maio de 1940, António Victorino d'Almeida foi profundamente marcado pelas referências culturais que o ambiente familiar lhe proporcionou: o seu avô paterno, Achilles d'Almeida, era músico amador, poeta, autor e encenador de peças de teatro e Maria Amélia Goulart de Medeiros, de origem açoreana, mãe do Maestro, iniciou uma curta carreira de cantora lírica. Seu pai, o advogado Victorino d'Almeida, incentivou António, filho único, a desenvolver o gosto pela música.
Com tantos ascendentes artísticos, o jovem António começou desde muito cedo a aprender música. Aos cinco anos compôs a primeira obra, mas apesar de ter sido considerado menino-prodígio, teve uma infância «normal». Com sete anos deu a primeira audição e interpretou obras de Mozart e Beethoven, para além de duas peças de sua autoria. Uma crítica da época, no Século Ilustrado, baptiza o pequeno prodígio de "Antonito" e considera "maravilhoso o seu poder de interpretação".
Victorino d'Ameida frequentou o liceu em simultaneidade com o Curso Superior de Piano no Conservatónio Nacional de Lisboa.Campos Coelho terá sido o professor de música que mais o influenciou. Concluiu o curso com 19 valores e obteve uma bolsa de estudo do Instituto de Alta Cultura para estudar composição em Viena de Áustria, na Academia de Música. Foi aluno do professor austríaco Karl Schiske, e concluiu esta post-graduação com a mais alta classificação dada por aquela escola: a distinção por unanimidade do júri e consequente prémio especial do Ministério da Cultura da Áustria.
Fixou residência em Viena, onde viveu durante duas décadas, sem contudo deixar de fazer visitas regulares ao seu país. Durante sete anos (1974-1981), foi adido cultural da Embaixada Portuguesa em Viena, cargo que lhe valeu uma condecoração atribuída pelo Presidente da República da Áustria. Em 1989, decide entrar na arena política nacional e apresenta a sua candidatura ao Parlamento Europeu como cabeça de lista pelo MPD/CDE, vaga que não chegou a preencher. Victorino d'Almeida leccionou ainda cursos de musicologia na Universidade do Porto e em Tavira.
A sua carreira como concertista entrou algumas vezes em conflito com a actividade de composição e ambas sofrem da dispersão por áreas aparentemente tão distintas como o cinema, a televisão, a escrita e a rádio. Apesar de ter sempre o tempo muito ocupado, António Victorino d'Almeida privilegia sempre a música, pois considera ser essencialmente um compositor e argumenta que a música é o elo de ligação que dá consistência a tudo o que faz. A sua obra é muito vasta e abrange os mais variados géneros musicais, desde a ópera, à musica sinfónica, de câmara, à música para cinema, teatro e fado.

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Armando Santiago nasceu em Lisboa a 18 de Junho de 1932 e naturalizou-se canadiano em 1972. Em 1954 ganhou o primeiro prémio de história da música e em 1960 o primeiro prémio de composição, ambos no Conservatório de Lisboa. Compositor, maestro, professor e administrador, estudou canto, piano e violoncelo no Conservatório de Lisboa e direcção de orquestra com Hans Münch e Franco Ferrara.
Em 1960 deslocou-se para Paris, onde estudou as técnicas da música concreta com Pierre Shaeffert, no Serviço de Pesquisa da ORTF. Bolseiro dos governos de Portugal e de Itália (1962-64), trabalhou em Roma com Boris Porena e seguiu o curso de Goffredo Petrassi na Academia de Santa Cecília, obtendo o diploma de estudos superiores de composição. Antes de se fixar no Québec, desenvolveu uma intensa actividade musicológica no seio da Fundação Calouste Gulbenkian (1960-68) e foi proposto, pelo governo português, para o estudo e organização do Serviço de Música da Biblioteca Nacional de Lisboa (1965-68).
Na evolução da sua actividade de compositor, armando Santiago exprimiu-se por intermédio de meios técnicos e estéticos diversos. A sua actividade de composição surge como uma forma de responder a uma necessidade pessoal, procurando o cumprimento do detalhe e da justeza de cada atitude. Sem perder de vista o ensino da História, para Armando Santiago, compor não é um acto isolado da problemática geral da criação artística. A partitura musical não é, assim, mais do que um 'ajustamento', por via de códigos específicos, e o compositor um artesão-filtro, sensível e ecléctico. As transformações da linguagem e dos símbolos, apanágio do diálogo, penetrarão então implicitamente, por osmose, na estrutura profunda da obra, e isto, à margem da adopção activa de soluções imediatas de última hora, do refúgio sistemático da trajectória da herança, ou do pudor dos valores do humano. Entre 1982 e 1984, Armando Santiago dirigiu as orquestras Sinfónicas de Lisboa e Porto e na temporada de Verão de 1984 foi maestro convidado da Orquestra Sinfónica do Collegium Musicum Pommersfelden, na República Federal da Alemanha.
Paralelamente à sua carreira de compositor, Armando Santiago manifestou sempre um grande interesse pelo ensino. Depois da sua passagem por Roma, leccionou história da música e música de câmara na Academia de Santa Cecília, em Lisboa. Depois de se instalar no Québec, em 1968, começou a leccionar composição e dirigiu a classe de orquestra do Conservatório de Música de Trois-Rivières, instituição de que foi, mais tarde, director (1974-78). Em 1978, Armando Santiago foi nomeado director do Conservatório de Música do Québec, onde foi chamado, pela Direcção geral dos Conservatórios de Música do Québec, a prosseguir as reformas dos programas de ensino, mandato que manteve até 1985, acumulando com as funções de Director da Orquestra Sinfónica do Conservatório e de titular de uma classe de composição.
Desde 1985 até à data da sua reforma (1997), Armando Santiago manteve as suas actividades pedagógicas no Conservatório de Música do Québec, como titular da classe de composição. Ensinou igualmente harmonia tonal avançada e música de câmara contemporânea. Armando Santiago manteve uma actividade regular no seio da vida musical da cidade de Québec, nomeadamente a partir de 1978.
No decurso da temporada de 1980-81, a Associação para a Música Contemporânea do Québec dedicou um concerto às suas obras, o qual foi transmitido pela Sociedade Radio Canada. De 1973 a 1985 foi maestro convidado da Orquestra de Câmara da Sociedade Radio Canada, no Québec. Em Abril de 1977, o Conservatório de Música de Trois-Rivières quis sublinhar a passagem de Armando Santiago por esta escola. Depois desta data, a sala de concertos desta instituição é designada pelo nome 'Sala Armando Santiago'. Armando Santiago foi membro dos corpos sociais da CAPAC e do Conselho Canadiano da Música; é membro da SOCAN e da Liga Canadiana de Compositores.
01 Setembro 2000

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Cândido Lima frequentou os cursos de Música e de Estudos Clássicos em Portugal e em França. Professor em várias escolas do norte durante anos, colaborou, nos anos oitenta, em várias séries da rádio e da televisão. É autor de textos teóricos e escreveu obras musicais para várias formações. Fundou o Grupo Música Nova no início do anos setenta, com o qual fez primeiras audições em Portugal de compositores como Iannis Xenakis, Pascal Dusapin e Kaija Saariaho, entre outros. Alguma das sua obras dos últimos anos: Aquiris[IRIS-NUBE-INOUTECER] (1983), Momentos-Memórias III (1994), Ncaàãncôa (1995), Vozes à luz (à memória) (1995-96), ChOeuR (1996), A Sétima Voz (1997), Beat-Faul (1997), OI IN LOV (1997), Cantrião (1997), Polifonias de Notre Mer - Minho I (1997), Madrigal Blue - Minho II (1997), Memorabilis (1998), Cartas I (1998), INORIA (1998).
Biografia mais longa e actualizada
CONTACTO
candidolima@netcabo.pt
01 Setembro 2000

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Carlos Azevedo tem tido um desenvolvimento interessante no Jazz e na música erudita. Natural de Vila Real, foi no Porto que iniciou os estudos musicais. Concluiu o Curso Geral de Piano, no Conservatório de Música do Porto em 1982. Frequentou ainda o Curso Geral de Composição da Escola Superior de Música do Porto, que finalizou em 1991. Com António Ferro, fundou o Trio 3 por 4. Para além do Trio, tocou com a orquestra de Laurent Filipe Orquestra do Som do Mundo e com Raul Marquez e os Amigos da Salsa. Actualmente, é professor de piano na Escola de Jazz do Porto e Assistente na Escola Superior de Educação das disciplinas de Análise e Composição.

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Com oito anos, Carlos Barreto iniciou os seus estudos musicais em guitarra e piano, optando mais tarde pelo contrabaixo. Em 1979 concluiu o curso superior do Conservatório Nacional de Lisboa com a classificação máxima nas disciplinas de contrabaixo, solfejo, harmonia. Frequentou os cursos de música da Costa de Estoril, onde estudou com o mestre L. Streischer. A convite deste, Carlos Barretto foi aperfeiçoar a sua técnica para a Academia Superior de Música de Viena de Áustria (de 1980 a 1982). Durante este período, fez algumas incursões no jazz, tendo tido ocasião de tocar com Fritz Pauer (pianista de Art Farmer) e alguns membros da Vienna Art Orchestra. De regresso a Lisboa, ingressou na orquestra Sinfónica da RDP e fez paralelamente parte de formações de jazz nacionais que incluíam o saxofonista Carlos Martins, o pianista Mário Laginha e o baterista Mário Barreiros, entre outros. Durante este período, assinala-se igualmente a sua presença na música portuguesa ao lado de grupos e músicos entre os quais se incluem: Banda do Casaco, Pedro Osório, Luís Cília, J. J. Letria, Sérgio Godinho.
A insatisfação no plano artístico leva Carlos Barretto a estabelecer residência em Paris, em 1984, e a fazer da música improvisada a sua carreira profissional. Naquela cidade encontrou um mercado muito mais vasto no plano jazzístico, tendo actuado nos mais prestigiados clubes de jazz, como o New Morning, o Magnetic Terrasse, Petit Journal Montparnasse, La Villa, Bilboquet, Dunois, onde se apresentou ao lado de músicos de nomeada, tais como Steve Grossman, Steve Potts, Barry Altschul, Aldo Romano, Hal Singer, Alain Jean Marie, George Brown, Michel Graillier, entre muitos outros.
Participou em inúmeros festivais em França, com destaque para os de Coutances (Jazz sous les Pommiers), Jazz à Vienne, Jazz à Marciac, Radio France (Paris, Montpellier), Festival de Calvi (Córsega), Banlieues Bleues (Paris), Nantes, Perpignan, Limoges, ao lado de músicos de renome como Horace Parlan, Tony Scott, Lee Konitz, Glenn Ferris, Siegfried Kessler. Em 1990, gravou um CD com Mal Waldron, ao vivo, na Bélgica, seguindo-se uma série de concertos em Amsterdão, Roterdão, Metz, Le Havre, Nantes e Paris.
Participou igualmente em emissões de rádio e TV com destaque para as da Radio-France (concertos transmitidos em directo ou diferido) com Mal Waldron, Richard Raux, François Chassagnite, Jeff Sicard, France-Inter com Lee Konitz, Carlos Barretto Quartet. Quanto à televisão, assinalou a sua presença na TV-M6 com Horace Parlan, Tony Scott e John Betsch. Ainda durante a sua estadia em França, teve ocasião de tocar em diversas formações noutros países, como Suíça, Holanda, Alemanha, Bélgica, Espanha, Andorra, Itália, Hungria, Áustria.
De regresso a Portugal, em 1993, foi convidado a leccionar na Escola de Jazz do Hot Club de Portugal. Integrou formações nacionais actuando em concertos e festivais em todo o país, com destaque para o Festival Europeu do Porto, Fundação de Serralves, Centro Cultural de Belém, Encontros de Jazz em Évora, Jazz em Lisboa, Festival de Jazz de Guimarães, inúmeros concertos no Hot Club de Portugal, onde se destacam as prestações com Lee Konitz, John Stubblefield, George Cables, Lynne Arriale, Cindy Blackmam e com a sua própria formação (Carlos Barretto Quintet), que inclui Perico Sambeat, François Théberge, Bernardo Sassetti e Mário Barreiros. Com esta formação acaba de editar o seu primeiro CD como líder (para a editora Movieplay), tendo já efectuado concertos em Lisboa, Porto, Madrid, Terrassa, Barcelona, Paris, Clermont-Ferrand e Genebra.
Foi convidado para emissões da RTP: "Outras Músicas" de José Duarte e "Forum Musical" de Paula Aresta. Esteve igualmente presente na rádio - Antena 1 - no programa de Paulo Gil (com Laurent Filipe, Carlos Martins, Bernardo Sassetti e Mário Barreiros). Dedica-se agora a um novo projecto de música improvisada portuguesa de inspiração étnica, em que é o director musical, compositor e contrabaixista, tendo a gravação de um CD em preparação, assim como composições para dança, filmes e teatro.

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Carlos Marecos iniciou os estudos musicais na Academia de Amadores de Música. Licenciou-se em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, onde estudou, entre outros, com Eurico Carrapatoso, António Pinho Vargas e Christopher Bochmann. Frequentou seminários dirigidos por Emanuel Nunes, Gilbert Amy e Louis Andriessen, entre outros. É director musical do septeto "Jardins Suspensos" e do "Quarteto Portátil" com o qual tem desenvolvido um trabalho na área da música contemporânea e na harmonização de música tradicional portuguesa.
Tem recebido encomendas de diversas entidades como a Culturgest, o Serviço Acarte da Fundação Calouste Gulbenkian, a Expo 98 de Lisboa, Orquestra de Clarinetes de Almada, Orquestra Utópica, entre outras. Tem colaborado regularmente com o teatro e a dança contemporânea, com os encenadores João Brites, Raul Atalaia, Luís Miguel Cintra e Paulo Lages e as coreógrafas Madalena Victorino e Vera Mantero.
Foi-lhe atribuído o Prémio Lopes Graça de Composição de 1999 com a obra "Canções Populares Portuguesas" para soprano e piano, e, pelo segundo ano consecutivo, ganhou o mesmo prémio na edição de 2000 com a obra "5 miniaturas para violoncelo solo". Desde 2002 Marecos tem desenvolvido um trabalho regular com peças encenadas com uma equipa de artistas como a soprano Margarida Marecos e o actor e encenador Paulo Lages; desde então já apresentaram os seguintes trabalhos:
# "La Serva Padrona" / A Criada Patroa (2002), uma versão moderna com sua orquestração e encenação de Paulo Lages do intermezzo musicalle de Giovanni Battista Pergolesi, espectáculo subsidiado pelo Ministério da Cultura / IPAE, sob a direcção de Humberto Castanheira.
# "Caminho ao Céu" (2003), peça musical destinada a ser encenada por Paulo Lages e encomendada pela Culturgest no seu décimo aniversário, sob a direcção de Cesário Costa.
# "O FIM - Ópera Íntima" (2004), ópera de câmara com música sua e libreto de Paulo Lages, com base numa peça de António Patrício, espectáculo estreado no Centro Cultural de Cascais, subsidiado pelo Ministério da Cultura / IA, sob a direcção de Humberto Castanheira.
Estreou em Agosto de 2003 a obra "Ligamos os motores damos aos remos", encomenda conjunta da Orquestra Utópica e do Festival Internacional de Música do Estoril - Mare Nostrum, sob a direcção de David Alan Miller estreada em 2003 Cascais e apresentada também em Nova Iorque em Junho de 2005 no Festival New Paths in Music em Manhattan. Lecciona actualmente Análise e Técnicas de Composição no Conservatório de Música D. Dinis em Odivelas e na Escola Técnica de Imagem e Comunicação em Lisboa.
Lista de obras
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18 Julho 2005

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Christopher Bochmann nasceu a 8 de Novembro de 1950. Cantou no coro de St. George's Chapel, Castelo de Windsor, e depois continuou os estudos a Radley College. Estudou particularmente com Nadia Boulanger a Paris antes de entrar para New College, Universidade de Oxford, onde trabalhou com David Lumsden, Kenneth Leighton e Robert Sherlaw Johnson. Foi também aluno de Richard Rodney Bennett em Londres.
Leccionou na Inglaterra e no Brasil, e desde 1980 vive e trabalha em Lisboa, Portugal. Leccionou no Instituto Gregoriano de Lisboa, no Conservatório Nacional e na Universidade Nova.
Foi professor da Escola Superior de Música de Lisboa de 1984 a 2006, tendo coordenado o curso de composição durante quase 20 anos e da qual foi Director de 1995 a 2001. Actualmente, é Professor Catedrático Convidado da Universidade de Évora.
Desde 1984, é Maestro Titular da Orquestra Sinfónica Juvenil com quem já dirigiu mais de 350 concertos, cobrindo a maior parte do reportório clássico para orquestra e muitas obras também do barroco, do romantismo e do século XX. Ao longo dos anos, tem estreado várias obras suas com a orquestra, incluindo a gravação de um CD.
Como compositor, ganhou vários importantes prémios, entre outros o Prémio Lili Boulanger (duas vezes) e o Clements Memorial Prize. Em 1999, foi-lhe atribuído o grau de Doctor of Music, pela Universidade de Oxford.
As suas obras incluem música para quase todos os géneros, com uma predilecção especial para a música de câmara. O seu estilo musical tem passado por uma fase de considerável complexidade e tem experimentado muitas técnicas aleatórias. Em anos mais recentes, as suas obras simplificaram-se bastante, assim obedecendo a um aspecto da tendência pós-modernista sem recurso a neo-tonalidades. Na sua música vocal, interessa-se especialmente pela exploração de aspectos tanto fonéticos como semânticos do texto. Toda a sua música demonstra uma preocupação com a relatividade dos critérios com que ouvimos e apreciamos o som. Para além de uma vasta lista de obras originais, tem realizado muitos arranjos e orquestrações.
Em 2004, foi condecorado com a Madalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura e em 2005 foi condecorado pela Rainha da Inglaterra com a distinção O. B. E. (Officer of the Order of the British Empire).
Lista de Obras
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21 Agosto 2007

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Clotilde Rosa nasceu em Queluz, a 11 de Maio de 1930. Compositora, harpista, professora. Individualidade importante na divulgação da música contemporânea em Portugal. Cresceu no seio de uma família de forte tradição musical, sendo o seu pai o violinista e tenor José Rosa (19 Dez. 1895 - 12 Mar. 1939) e a sua mãe a pianista e harpista Branca Belo de Carvalho Rosa (11 Jan. 1906 - 28 Out. 1940). Obteve as primeiras aulas particulares de piano aos dez anos, tendo terminado em 1949 o Curso Superior no Conservatório Nacional de Lisboa com a professora Ivone Santos. Começou a estudar harpa na mesma instituição aos 12 anos com Cecília Borba, finalizando o Curso Completo de Harpa em 1948, sendo este o instrumento a que se dedicou profissionalmente. Recomeçou os seus estudos em 1958, fazendo parte dos Menestréis de Lisboa dirigidos por Santiago Kastner, com quem estudou baixo cifrado aplicado à harpa e interpretação de música antiga.
De 1960 a 1963 recebeu bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian e do governo holandês para estudar harpa particularmente com Phia Berghout em Amesterdão. Em 1964, estudou harpa com Jacqueline Borot em Paris, e realização de baixo cifrado em 1967 com Hans Zingel na Colónia, Alemanha, com subvenções da Fundação Calouste Gulbenkian.
Foi no verão de 1962 que Mário Falcão lhe propôs tocarem Imagens sonoras, uma peça para duas harpas composta por Jorge Peixinho, o que ocasionou a aproximação de Clotilde Rosa a este compositor e ao meio musical português de vanguarda, um contacto fundamental para a sua vida. No seu desenvolvimento musical foram também importantes os cursos a que assistiu em Darmstadt a partir de 1963.
Durante os anos sessenta pertenceu a um grupo de músicos reunido por Jorge Peixinho, que deu origem em 1970 ao Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. Na continuação do seu interesse pela música antiga, formou, nos fins dos anos setenta, com Carlos Franco e Luísa de Vasconcelos, o Trio Antiqua. A nível orquestral, fez parte da Orquestra Sinfónica do Porto e da Orquestra Sinfónica Nacional, ambas da Emissora Nacional, tendo colaborado com as orquestras do Teatro Nacional de São Carlos e da Fundação Calouste Gulbenkian.
De 1987 a 1989 deu aulas de Análise e Técnicas de Composição na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, transitando para a classe de Harpa de 1989 a 2000. Foi nesta época que foi introduzida, por Clotilde Rosa e pela primeira vez em Portugal, a música contemporânea no programa curricular de harpa. Entre as suas actividades, tem também integrado a Comissão Sectorial da Música Erudita da Sociedade Portuguesa de Autores.
É em 1974, a convite de Jorge Peixinho, que esboça o seu primeiro trecho musical, na obra colectiva In-con-sub-sequência. Assume-se como compositora em 1976 com a obra Encontro. Levada à Tribuna Internacional de Compositores de Paris por Joly Braga Santos e Nuno Barreiros, por proposta de Jorge Peixinho, a peça foi gravada na RDP e atingiu o 10º lugar ex-aequo, entre 60 obras de 30 países. Obteve também o 1º Prémio no Concurso Nacional de Composição da Oficina Musical do Porto com Variantes I, para flautista solo.
Numa era de grande intercomunicabilidade a nível mundial, em que as linguagens se misturam e globalizam, Clotilde Rosa acredita na ligação e influência do meio em que vive um compositor e na importância das suas raízes. Tendo originalmente uma formação musical tradicional, considera-se essencialmente autodidacta, valendo-se da sua vivência musical e sobretudo da sua experiência como intérprete. No domínio da composição, frequentou apenas algumas aulas de Contraponto com Jorge Croner de Vasconcelos, de Composição com Jorge Peixinho, assistiu a aulas de Análise de Álvaro Salazar e trabalhou Instrumentação com Carlos Franco.
Apesar da sua apetência para o experimentalismo sonoro, de que são exemplos As quatro estações do ano e Projecto-collage, nunca se proporcionou trabalhar num estúdio de música electroacústica, sendo a sua obra maioritariamente para voz ou instrumentos acústicos. A sua música, ricamente colorida, possui um forte conteúdo dramático e emocional. Clotilde Rosa descreve o material utilizado na construção da sua linguagem como: vasto, com uma herança de raiz serial muito livre, no emprego de 3 acordes de 4 sons quase como um fio condutor que habita frequentemente as minhas obras, organizando-me paralelamente, criando pequenas células que fazem aparecer fragmentos temáticos, módulos rítmico. Considera-se actualmente, e numa perspectiva alargada, como pós-serialista.
20 Junho 2004

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Eugénio Amorim nasceu em 1963 em São João da Madeira, onde iniciou os estudos musicais, prosseguindo-os na Academia de Música de Santa Maria da Feira. No Conservatório de Música do Porto veio a concluir os Cursos Superiores de Piano e Composição nas classes de, respectivamente, Fernanda Wandschneider e Cândido Lima. De 1988 a 1993, frequentou a Escola Superior de Música de Würzburg, tendo aí obtido o Bacharelato em Direcção de Orquestra e a Licenciatura em Música Sacra (Órgão com Gerhard Weinberger, Direcção de Coro com Jörg Straube e Técnicas de Composição com Zsolt Gárdonyi). Frequentou diversos cursos nas áreas da Composição Musical e Análise, da Harmonia de Jazz, da Pedagogia Musical, do Piano, do Canto e da Direcção de Coro. Actuou em concerto como organista, cantor e maestro, tanto em Portugal como no estrangeiro (Alemanha, Inglaterra, Áustria, França).
Desde 1994, é maestro do Coro da Sé Catedral do Porto. Nesse contexto, salienta-se o empenhamento na divulgação de obras de compositores portugueses, inserindo-se neste propósito as duas digressões realizadas pelo Coro na Inglaterra e na Alemanha, assim como a gravação de um CD com música vocal portuguesa da Renascença e um outro com trabalhos de composição sobre melodias populares de Natal cantadas em Portugal, num projecto conjunto de 4 compositores em que o próprio tomou parte. Dirigiu em concerto a Orquestra Clássica do Porto, a Orquestra do Norte, a Orquestra "Brandon Hill" de Bristol, a Orquestra Sine Nomine, a Orquestra Sinfónica de Zlin e o Ensemble de Música Antiga Musica Florea de Praga.
Orientou cursos de Análise, de Direcção Coral e de Órgão, tendo sido ainda assistente de Franz Stoiber nas disciplinas de Harmonia e Órgão nos cursos nacionais de Música Sacra. Fez parte ainda de Júris de diversos concursos nacionais de música. É actualmente professor no curso de Composição da Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, leccionando ainda no Curso de Música da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa. A sua actividade estende-se a outros campos, de que ressaltaria a participação nas comissões técnicas que levaram à aquisição dos Órgãos de Tubos da Igreja de Nossa Senhora da Conceição no Porto e da Igreja de Santa Rita, em Ermezinde. Faz parte nesta data de diversas outras comissões semelhantes.
A sua actividade musical compreende ainda a composição musical, sendo autor de obras como "Te Deum", para Tenor solo, Coro misto, Coro de crianças e Órgão (1998), "Joie" para Órgão solo (2000), "Nós vos louvamos (Te Deum em português)" para Soprano e Tenor solos, Metais e Coro (2001).
Tem gravadas duas obras suas sobre melodias natalícias portuguesas. Em Julho de 2001, foi executada "Stabat Mater" para Coro, Percussão e Órgão pelo Norddeutscher Figuralchor, em concerto integrado na programação do Porto 2001 Capital Europeia da Cultura. Em Dezembro do mesmo ano, foi apresentado "Um Natal Português", um composição colectiva, composta em conjunto com Carlos Azevedo, Fernando Lapa e Fernando Valente, para Soprano solo, Coro e Orquestra, sobre melodias populares de Natal portuguesas. Em Julho de 2002, foi estreada no âmbito do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim uma obra sua para Orquestra, "Danças com Mar", entretanto já editada em CD. Em 2003, foi estreada no Festival de Órgão de Mafra "E-motion" para dois Órgãos históricos e de 2004 ressaltaria a obra "4:3 - Dopo un film di" para 2 Pianos a 4 mãos e 3 solistas para o Festival Black & White.
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Eurico Carrapatoso nasceu em 1962 e é natural do distrito de Bragança.
É licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Iniciou os estudos musicais em 1985, tendo sido sucessivamente aluno de composição de José Luís Borges Coelho, Fernando Lapa, Cândido Lima e Constança Capdeville. Concluiu em 1993 o Curso Superior de Composição no Conservatório Nacional de Lisboa com Jorge Peixinho.
Foi assistente de História Económica e Social na Universidade Portucalense.
Leccionou na área da composição em várias instituições, nomeadamente na Escola Superior de Música de Lisboa e na Academia Nacional Superior de Orquestra. É desde 1989 professor de Composição na Academia de Amadores de Música e no Conservatório Nacional, sendo professor do quadro desta última instituição. Recebe regularmente encomendas das principais instituições culturais portuguesas e a sua música tem vindo a ser executada, editada e difundida desde 1987 não apenas na Europa bem como nos restantes continentes.
Ganhou as primeiras edições do Prémio de Composição Lopes Graça da Cidade de Tomar e do Prémio Francisco de Lacerda.
A sua música representou três vezes Portugal na Tribuna Internacional de Compositores da UNESCO, realizadas em Paris em 1998, 1999 e 2006, com "Cinco melodias em forma de Montemel" (para soprano, trompa e piano), "Deploração sobre a morte de Jorge Peixinho" (para grande orquestra) e "O meu poemário infantil" (para tenor e orquestra)
Em Maio de 2001 foi distinguido pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal com o Prémio da Identidade Nacional.
Foi condecorado pelo Presidente da República com a Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique em 10 de Junho de 2004.
Biografia completa
Lista de Obras
Discografia
Crítica e opinião
Eurico Carrapatoso em "The Living Composers Project"
CONTACTOS
Eurico Carrapatoso
Rua Cidade de Bissau, lote 19, 13º dtº
1800-075 LISBOA
PORTUGAL
Tel. (+00 351) 218 535 624
Tlm. (+00 351) 938 713 614
ecce@clix.pt,
carrapatoso.eurico@gmail.com
08 Fevereiro 2007
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Nascido em Vila Real, em 1950, Fernando Lapa é diplomado com o Curso Superior de Composição do Conservatório de Música do Porto, na classe de Cândido Lima, tendo ainda frequentado diversos cursos nas áreas da Pedagogia Musical, Música Antiga, Direcção Coral, Análise e Composição.
Premiado em concursos de composição, tem mantido uma intensa actividade nesta área, expressa em mais de uma centena de obras, abrangendo praticamente todos os géneros: para formações de câmara ou instrumento solo, corais, sinfónicas, electroacústicas e outras. Compôs diversas bandas sonoras para o cinema e o teatro, nomeadamente para a longa metragem "Ma'sin", de Saguenail (filme vencedor do Festival Internacional de Cinema da Figueira da Foz); ou para as peças de teatro "Partir a meio-dia", de Paul Claudel, "Tartufo", de Molière e "O arquitecto e o imperador da Assíria", de Arrabal (para a Companhia de Teatro de Braga); "Alice", de Lewis Carrol (para o Teatro de Marionetas do Porto); "Antígona", de Sófocles e "Paixões", de António Lobo Antunes (para o Seiva Trupe do Porto); ou "Poker na Jamaica", de Evelyn Pieller (estreada no CCB em Lisboa).
De entre as obras estreadas desde 2001, destacam-se: "Tenebrae" para octeto vocal e órgão; "Imagens a preto e branco", pela Orquestra Nacional do Porto, num concerto dedicado a compositores portuenses; "Canções de negro e de sal" para barítono e orquestra (encomenda do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim); "Magnificat", para coro e órgão, pelo Tallis Chamber Choir, num concerto integrado na programação do Porto 2001 Capital Europeia da Cultura. É o principal autor da ópera "A demolição - a história que ides ver", encomendada pelo Serviço Educativo da Casa da Música e apresentada em Fevereiro de 2002, tendo estreado em Katowice (Polónia) o Concerto para flauta, piano e orquestra de cordas. Mais recentemente foram estreadas: "Say beautiful", para sexteto de percussão, pelo "Drumming", no Teatro Viriato, em Viseu; oito poemas breves de valter hugo mãe, pelo Grupo de Música Contemporânea de Lisboa, no Auditório de Serralves, no Porto; ou ainda "Seis bagatelas sobre poemas de Alexandre O'Neill", para coro e piano, no Museu D. Diogo de Sousa, em Braga; "Três cantos para uma memória", para piano solo, no Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim; "Storyboard" para piano a 4 mãos, no Forte de S. Francisco, em Chaves; o "Concerto para Guitarra Portuguesa e Orquestra", encomenda de Coimbra 2003 Capital Nacional da Cultura, no Teatro Académico Gil Vicente; "Enfim, só!!!", para saxofone e quinteto de cordas, encomenda do Festival de Música de Caldas da Rainha, 2004; "Nem tudo ou nada", para clarinete e piano, no Festival Península de Músicas, no Auditório Eunice Muñoz, em Oeiras, 2004, entre outras.
Algumas das suas obras têm sido repetidamente interpretadas, tanto em Portugal como no estrangeiro (Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Polónia, Hungria, Finlândia, Egipto, México e EUA), nomeadamente Ostinato, muitas vezes apresentada por várias orquestras portuguesas. Diversas obras se encontram com regularidade no repertório dos mais variados intérpretes e formações, nomeadamente: "Variações sobre o Coro da Primavera", para piano; Itinerários para duas guitarras; "Plural II" para flauta e piano; o "Quinteto de sopro Cinco esboços em azul ultramar"; "As cinco portas do labirinto", para contrabaixo e piano; o quinteto "In nomine"; a canção "O céu, a terra, o vento sossegado", para canto e piano; "Angelus", para flauta solo; "Plural III", para clarinete e piano; "Quasi ostinato", para coro e piano; diversas obras corais "a capella" ou com acompanhamento instrumental; para além de inúmeras harmonizações de canções populares e dos mais diversos arranjos para coro ou formações instrumentais.
A RDP e a RTP gravaram e transmitiram diversos concertos em que figuravam obras suas, sendo de destacar a transmissão para muitos países europeus, via UER., de Cantares de Natal, em Dezembro de 1997.Está também representado em várias gravações em CD, tendo gravado em 2003 "Canções de negro e de sal", para barítono e orquestra; "Variações sobre o Coro da Primavera" para piano solo; e "Um Natal Português" para coro e orquestra (grande obra coral sinfónica escrita em parceria com os compositores portuenses Carlos Azevedo, Fernando Valente e Eugénio Amorim). Tem partituras editadas em Portugal e na Alemanha. Leccionou em várias escolas, sendo professor de Análise e Técnicas de Composição no Conservatório de Música do Porto, desde 1984, e de Composição na ESMAE.
Membro do júri de prémios e concursos (Concurso de Órgão do Porto, Prémio de Composição "Claudio Carneyro", Concurso Internacional de Piano "Vianna da Motta", entre muitos outros), foi também director artístico em diversas gravações, fez diversas palestras e conferências, orientou colóquios e seminários e é o autor dos programas de Composição para as escolas profissionais de música. Tem colaborações dispersas por diversas revistas, jornais e rádios, para além de inúmeras notas a programas de concerto ou CD, tendo sido o editor da secção de Música da revista de artes "Ideias Fixas". É colaborador permanente do jornal diário "Público", desde 1994, aí tendo assinado cerca de três centenas de textos de crítica musical. Na qualidade de compositor, foi o convidado de um dos programas da série "Panorama de um século", assinado por Luís Tinoco, na Antena 2.
Figura no "Dicionário de personalidades portuenses do século XX" editado aquando do Porto 2001 Capital Europeia da Cultura, sendo também um dos compositores "retratados" na coluna "Dicionário A a Z - Compositores portugueses ", do suplemento semanal "Mil folhas" do jornal "Público". Dirigiu diversos coros e formações instrumentais em inúmeros concertos, nomeadamente o Coro da Sé Catedral do Porto e a Orquestra Artave. Dirigiu ainda, desde a sua fundação em 1989, o Coro Académico da Universidade do Minho. Com esta formação realizou mais de três centenas de actuações e concertos, tanto "a capella" como com acompanhamento de piano ou órgão, com quinteto de metais ou com orquestra.
Catálogo de obras
28 Dezembro 2004

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Nascido em Lisboa em 1979, Gonçalo Lourenço é licenciado em Psicologia, vertente educacional, pela Universidade Lusófona de Lisboa. Concluiu o curso do Conservatório Regional de Setúbal em 2001 e é bacharel em Composição na Escola Superior de Música de Lisboa, onde trabalhou com os professores Christopher Bochmann e Sérgio Azevedo. Frequenta actualmente o 4º ano de Direcção Coral, da Escola Superior de Música de Lisboa, onde trabalha com Vasco Azevedo.
Participou em cursos de direcção coral, nomeadamente no I Curso Internacional de Música Vocal Luísa Todi 1998 e nos Cursos Internacionais de Música Vocal de Aveiro nos anos de 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004 onde trabalhou com a cantora Claire Vangelisti, com o cantor João Lourenço e com os maestros António Vassalo Lourenço e Paulo Lourenço. De Junho de 1999 a Junho de 2000, dirigiu o Grupo Coral de Lagos. Dirige e criou, em 2004, o Coro Odyssea. Também dirige o Coro da Universidade Lusófona, que criou em 2004 e é Maestro Assistente do coro Vox Laci.
Como compositor, participou nas ''Tardes Musicais do Conservatório Regional de Setúbal 2001'', onde apresentou, em estreia absoluta, obras de sua autoria. Também estreou obras suas no Conservatório de Lisboa, no evento ''Peças Frescas'' e no Centro Cultural de Belém, no espaço Bar Terraço, a convite de vários músicos. Também participou nos eventos "Workshop da Orquestra Gulbenkian para Jovens Compositores, 2003" e "2º Workshop da Orquestra Gulbenkian para Jovens Compositores", onde teve oportunidade de trabalhar com o compositor Emmanuel Nunes e com o maestro Guillaume Bourgnone e de ter estreado a obra "Tentativas" tocada pela Orquestra Gulbenkian e a peça "Néctar", para 14 instrumentos, interpretada por solistas da Orquestra Gulbenkian.
Tem trabalhado em música para cinema, onde já realizou 3 bandas sonoras, dos filmes "Pestes ao Ataque", "Círculo Mágico" e "Com Tradição". Tem tido a oportunidade de ter estreado peças no estrangeiro, mais especificamente na Islândia, com a peça "Ça Va", tocada pela Orquestra dos Jovens Músicos da Islândia, dirigida pelo maestro Gunnsteinn Olafsson, encomendada pelo próprio. No Brasil, pelo guitarrista Rodrigo Rios, com a peça "Dunego", dedicada ao próprio, para quarteto de cordas e guitarra e nos EUA, pelo maestro J. D. Goddard e o Mastersinger Choir of Ohio, pelos 4 Motetos de Natal. Foi representante europeu no evento "I'm Pulse", nas Filipinas, onde a sua peça Ícore foi tocada em Manilla.
CONTACTOS
gl1830@yahoo.com
19 Janeiro 2005

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Nascidono Porto, em 21 de Maio de 1956, João-Heitor Rigaud é filho de José João Rigaud de Sousa, arqueólogo formado pela Universidade do Porto e especializado pela Universidade de Poitiers, e de Maria Adelina Caravana, pianista com obra poética publicada, formada pelo Conservatório de Música do Porto e fundadora do Conservatório de Braga. Começou a estudar música extremamente cedo e foi o primeiro aluno matriculado no Conservatório de Braga, que frequentou até 1973. Estudou piano, até 1967, com sua mãe, violino, de 1967 a 1978, com A. Gaio Lima, flauta, de 1970 a 1977, com Maurício Noites, e escrita musical e composição, de 1973 a 1980, com Fernando Corrêa de Oliveira.
Em 1980 licenciou-se em História, na Universidade do Porto, e, três anos depois, orientado por Pierre Wissmer, Claude Viala, Michel Corboz, Charles Held e outros, formou-se no Conservatório de Música de Genebra, onde obteve vários diplomas de estudos superiores, entre os quais se destaca o de Virtuosidade em Composição Musical laureado com 1º Prémio por Unanimidade, e a 1ª Medalha de Mérito para o conjunto da obra orquestral. Em 2003 deu início ao trabalho de pesquisa com vista à elaboração de uma tese de Doutoramento a apresentar à Universidade do Porto, e foi posteriormente reconhecido Mestre em música, pelas Instituições de Ensino Superior Portuguesas, para fins docentes e profissionais. Professor de Análise e Técnicas de Composição no Conservatório de Música do Porto e colaborador científico da Universidade do Minho onde orienta regularmente seminários no âmbito dos cursos de Mestrado, é sócio efectivo da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, do Centro de Estudos Humanísticos e do Centro de Estudos de Ciências Humanas, de que é co-fundador.
Em consequência da riqueza da sua formação, tem exercido actividade profissional variada, tanto no campo da composição e da investigação científica, como no da administração e direcção artística e musical de concertos e no ensino, o que o levou a ser, durante dez anos, Consultor do Secretário-Geral da Associação Europeia de Conservatórios, Academias de Música e Musikhochschulen. É autor de um trio para violino, violoncelo e piano, de sonatas para guitarra, violino, flauta, duas flautas e flauta e piano, de peças diversas para piano, dois pianos, órgão, clarinete, de três ciclos de canções (António Nobre, para tenor e piano; António Ferreira, para soprano e piano ou septeto instrumental; Molière, para soprano e orquestra), de três cantatas (Pedro António Correia Garção, para coro misto a cappella; António Nobre, para coro infantil e piano; António Nobre, para tenor e orquestra), de um oratório bíblico (estreado no encerramento das comemorações dos 900 anos da fundação da Ordem de Cister) e de duas sinfonias.
Muitos têm sido os intérpretes das suas obras mas, pelo interesse demonstrado e qualidade alcançada em concerto, há que destacar o Dr. Manuel Ivo Cruz, presença constante ao longo de mais de vinte e cinco anos e dedicatário da Sinfonia nº 2, Fernando Eldoro e Elsa Saque, que estrearam o ciclo "O Eterno-Feminino" com a Orquestra Clássica do Porto. Várias têm sido as obras gravadas em disco e por estações de radiodifusão, estando a ser preparadas novas gravações.
Catálogo de obras
CONTACTO
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02 Outubro 2004

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João Madureira nasceu em Lisboa em 1971. Iniciou os seus estudos musicais na Academia dos Amadores de Música, tendo posteriormente estudado com Nuno Vieira de Almeida e Christopher Bochmann. Em 1990, ingressou no Curso Superior de Composição da Escola Superior de Música de Lisboa, onde foi aluno, entre outros, de António Pinho Vargas e Christopher Bochmann. Frequentou a Faculteit Kunst, Media & Technologie da Hogeschool voor de Kunsten Utrecht (Holanda), como bolseiro do Programa Erasmus. Em 1995, estudou com Franco Donatoni na Accademia Musicale Chigiana de Siena (Itália). Em 1997, ingressou no Curso Superior de Composição da Escola Superior de Música de Colónia, onde foi aluno de York Höller, concluindo-o em Fevereiro de 2000. Durante este período, foi bolseiro do Centro Nacional de Cultura.
Participou no "atelier" de composição em Villeneuve-lez Avignon, organizado pelo Centre Acanthes 2000/Ircam e integrado nas iniciativas do Festival de Avignon, onde teve a oportunidade de trabalhar com Jonathan Harvey, Michael Jarrell, Ivan Fedele e Magnus Lindberg. Actualmente trabalha sob orientação do compositor Ivan Fedele.
Em Outubro de 1998, recebeu o Prémio ACARTE / Maria Madalena Azeredo Perdigão (Fundação Gulbenkian) ex aequo com o compositor Carlos Caires, pelo concerto Melodrama, estreado em Março no Centro Cultural de Belém. Em Novembro de 2002, foi convidado a participar, como compositor, no Simpósio de Música Contemporânea, realizado em Castelo-Branco. Em Janeiro de 2003, foi convidado para o cargo de compositor residente da OrchestrUtopica. É professor na Escola Superior de Música de Lisboa, no Curso de Composição.
Catálogo de obras
19 Março 2003

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João Pedro Oliveira iniciou os seus estudos de música como aluno do Centro de Estudos Gregorianos, tendo continuado o seu trabalho no Instituto Gregoriano de Lisboa, onde concluiu o curso superior de Órgão com o professor Sibertin-Blanc. Depois de iniciar sua carreira como organista a partir de 1978, dedicou-se igualmente à composição e, de 1985 a 1990, esteve nos Estados Unidos com uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian e da Comissão Cultural Luso-Americana. Aí frequentou o Brooklyn College e a Universidade de Nova Iorque, em Stony Brook, tendo concluído dois mestrados e um doutoramento em música.
Várias das suas obras têm recebido prémios nacionais e internacionais. Entre estes, salienta-se o primeiro prémio do Concurso Joly Braga Santos (1992, 1994 e 1995), o primeiro prémio do Concurso Internacional de Composição das Segundas Jornadas de Arte Contemporânea, o primeiro prémio no IV Concurso de Composição da Oficina Musical, o primeiro prémio do Concurso Nacional de Compositores de Música de Órgão e, mais recentemente, o primeiro prémio do Concurso Internacional Alea III e o primeiro prémio do Concurso Lopes-Graça. A maioria das suas obras foram encomendadas por instituições nacionais e estrangeiras. Em 1993, as suas principais composições de música electrónica foram gravadas em CD, tendo-se assistido, a partir de então, à gravação e edição de várias das suas restantes obras.
Para além da sua actividade como compositor, João Pedro Oliveira prossegue igualmente a sua carreira como organista, tendo já dado concertos na Europa, nos Estados Unidos da América, na China e no Japão. Já efectuou duas gravações discográficas com obras para trompete e órgão. João Pedro Oliveira é Professor Associado na Universidade de Aveiro, onde lecciona as disciplinas de Composição e Música Electrónica.
Obras (lista selectiva): Sete Visões do Apocalipse, para órgão (1982); Estudos para 5 instrumentos, para flauta, clarinete, piano, violoncelo e percussão (1984); Integrais I, para violino solo (1986); Integrais II, para clarinete solo (1986); Integrais III, para trompa solo (1986); Integrais IV, para saxofone solo (1986); Canticum, música electrónica (1987); Tessares, para oboé, corne inglês, viola, piano, celesta e contrabaixo (1987); Threads II, para 13 instrumentos (1987); A Cidade eterna, música electrónica (1988); Patmos, ópera em 1 acto (1990); Tríptico, música electrónica (1991); Images de la mémoire, para soprano e sexteto de cordas (1992); Silence to Light, música electrónica (1992); Visão, para soprano, orquestra, fita magnética e transformações electrónicas ao vivo (1992); Pirâmides de cristal (1993); Requiem pelo Planeta Terra, para orquestra, coro, solistas e electrónica (1994); Peregrinação, para quarteto de cordas (1995); Harmonias e Ressonâncias, para órgão (1996); Livro do Órgão Ibérico (1996); A Cidade Eterna, para orquestra e fita magnética (1997); Atlas, música electrónica (1998); Rumo ao Futuro, música electrónica (1998); Azul Profundo, música electrónica (1998); O túnel do Som, música electrónica (1998).

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Nascido em 1960, João Rafael concluiu em 1985 o Curso Superior de Composição no Conservatório Nacional de Lisboa, na classe de Christopher Bochmann e frequentou o Curso Superior de Piano, até ao 8.º ano, na classe de Gilberta Paiva. Frequentou ainda as aulas de técnicas de composição do século XX, análise, orquestração, composição estilística e composição livre, do Instituto Gregoriano de Lisboa, sob a orientação de Christopher Bochmann. Frequentou diversos cursos e seminários de composição, exercendo simultaneamente actividade musical e pedagógica, nomeadamente ensinando solfejo, harmonia, contraponto e acústica.
De 1985 a 1988, beneficiou de uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian para continuar os seus estudos de composição com Emmanuel Nunes em Paris. Durante esse período teve também a possibilidade de assistir e participar na concepção e realização das seguintes obras do mesmo compositor: Tif'ereth, Vislumbre, Wandlungen, Duktus e Clivages. De 1988 a 1992, estudou no Instituto da Nova Música em Friburgo, na Alemanha, composição com Emmanuel Nunes e música electrónica com Mesias Maiguashca. Até 1990 beneficiou de uma bolsa de estudo do governo alemão (D.A.A.D.). Em 1991 foi-lhe atribuída a bolsa da Fundação Heirich-Strobel da Rádio do Sudoeste da Alemanha de Baden-Baden (S.W.F.) para continuar a sua actividade artística.
Em 1991 e 1992 desempenhou o cargo de tutor pedagógico e técnico (assistente para o ensino) no Estúdio de Música Electrónica da Escola Superior de Música de Friburgo. Em Outubro de 1990 obteve o primeiro prémio no Concurso Internacional de Composição Camillo Togni, em Brescia, na Itália, com a peça Transition, para clarinete solo. Esta peça foi ainda seleccionada para um disco compacto que integra algumas das peças executadas no Festival Internacional de Música Contemporânea da Radio France Présences 92. Outras peças receberam igualmente prémios em concursos internacionais de composição, e foram seleccionadas para importantes festivais na Europa. Em Junho de 1995 a Radio France dedicou-lhe um dos programas "Auto-Portrait". Outros "Portraits" radiofónicos tiveram lugar na RDP em 1991, 1996, 1998 e 2002.
João Rafael tem mantido uma actividade constante no domínio da música electrónica e electroacústica, quer seja como compositor ou como "intérprete". Tem dado regularmente Seminários de Análise, Cursos de Composição e "Workshops", assim como têm sido publicados textos e análises suas em Portugal, Itália, França, Alemanha, Suécia, Rússia e EUA. Peças suas têm sido tocadas por solistas, "ensembles" e orquestras de renome internacional em importantes Festivais em Portugal, Espanha, França, Holanda, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Rússia, Hungria, Áustria, Itália, Suíça e Alemanha, e têm sido difundidas por quase todas as rádios europeias.
CONTACTOS
joao.rafael@web.de
02 Junho 2006

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João Victor Costa nasceu a 24 de Abril de 1939, na freguesia do Estreito de Câmara de Lobos, Madeira.
Frequentou durante nove anos o Seminário Diocesano do Funchal, onde desenvolveu o gosto pela música, dedicando-se desde muito jovem à composição e estudo de instrumentos. Estudou canto, piano e composição na Academia de Musica e Belas Artes da Madeira.
Concluídos esses estudos musicais, foi-lhe concedida uma bolsa de estudos pela Fundação Calouste Gulbenkian para cursos de aperfeiçoamento na Escola Superior de Música de Munique onde se especializou na interpretação de Lied, Oratória, Ópera e Composição.
Nos Festivais de Verão dessa mesma cidade, estreou-se como cantor na ópera Zaida de Mozart. Seguidamente integrou um quarteto vocal, contratado para uma digressão de concertos em Israel. Na ópera estadual de Augsburgo esteve contratado diversos anos consecutivos desempenhando papéis principais em óperas como A força do Destino, Il Trovatore de G. Verdi, La Bohéme e Tosca de Puccini.
Actuou como tenor convidado em Portugal, Áustria, Checoslováquia, Itália, entre outros países.
Nunca deixou de compor desenvolvendo um estilo muito próprio, sem sujeitar-se nunca aos ditames da moda. É o autor do Hino da Madeira, bem como de 2 oratórias em português, de mais de 100 canções eruditas para canto e piano, das quais se destacam 13 sonetos de Luís de Camões, já por ele mesmo gravados e editados em CD.
Obras suas foram executadas em Viena, em primeira audição. Tem diversas obras para trios, quartetos e outros conjuntos de câmara. Algumas obras suas foram apresentadas pela Orquestra Clássica da Madeira.
Uma das principais características da obra de J. Victor Costa é a de continuar utilizando temas de raízes populares, não só para os coros como para todos os tipos de instrumentos imprimindo-lhes um cunho erudito, actual e pessoal, representando uma simbiose do maior interesse para a cultura actual e futura.
04 Julho 2008

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Jorge Salgueiro nasceu em Palmela em 1969. Escreve desde os 14 anos, sendo autor de cerca de 130 obras e aproximadamente 270 arranjos de obras de outros autores. Da sua obra, destaca-se a sinfonia nº 1 "A Voz dos Deuses" e a nº 2 "Mare Nostrum", as óperas "O Achamento do Brasil" e "Pino do Verão", a cantata "O Conquistador", a "Abertura para Gil", a fábula sinfónica "A Quinta da Amizade" e o "Requiem pela Humanidade". Para além de outras obras sinfónicas para orquestra e para banda, é ainda autor de música de câmara, quer vocal quer instrumental e de música para crianças.
É actualmente compositor residente da Banda da Armada Portuguesa e do grupo de teatro "O Bando". Dirigiu entre 1987 e 1993 a Orquestra Juvenil dos Loureiros, em 1993 a Café Orquestra, entre 1992 e 1998, o Coral Infantil de Setúbal, entre 1998 e 2000 a Orquestra Didáctica e em 2004 a Orquestra Nacional do Porto. Dirige o grupo "Negros de luz" desde 1995. A sua obra é regularmente tocada em Portugal, tendo já tido algumas apresentações em diversos países europeus (Espanha, Suécia, Bélgica, Holanda e Letónia) e americanos (México e Estados Unidos). Obteve distinções de Juventude Musical Portuguesa 1988, Academia Luísa Todi 1989, Marinha 1996, Costa Azul 2002, Rotary Club 2004. Jorge Salgueiro preocupa-se com questões da cultura portuguesa, nomeadamente a língua e a preservação da memória e identidade musical portuguesa.
Lista de obras
CONTACTOS
salgueiro@netvisao.pt
www.jorgesalgueiro.com
19 Julho 2005

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Nascido em Lisboa, em 1957, José Júlio Lopes iniciou a sua actividade como compositor em 1977. Desde aí tem repartido a sua actividade entre a criação musical e o espectáculo, desenvolvendo ao mesmo tempo um projecto de investigação sobre a relação entre música e drama. Fez estudos musicais na Academia de Amadores de Música: Piano com Maria Teresa Menéres, Composição com Lopes Graça e fez o Curso de Formação Musical. Posteriormente estudou com Elisa Lamas (Harmonia), Christopher Bochmann e Carlos Caires (Composição) e Nuno Vieira de Almeida (Piano). Participou nos Seminários de composição de Emanuel Nunes, na FCG, e fez as Composition Masterclass com o compositor italiano Franco Donatoni na Royal Academy of Music (Londres, 1998).
Compôs música de cena para (entre outros) Artaud-Estúdio (de Paulo Filipe) ACARTE/FCG; Cenas de Uma Execução (enc. Alberto Lopes/São José Lapa), TNDMII; Inverno de 45 (enc. Jorge Castro Guedes), Teatro da Trindade; Prometeu (enc. Carlos Fogaça), Teatro da Nova; Averroes (de José Júlio Lopes); Hop Frog e O Horácio (enc. Carlos Fogaça), TN; A Marquesa de Sade, Casa da Comédia (enc. Filipe La Féria); Rei Ramiro (enc. Alberto Lopes); Guerras do Alecrim e Manjerona (enc. Norberto Barroca). Fez o mestrado em Ciências da Comunicação (Universidade Nova de Lisboa) e prepara o doutoramento na mesma área. É professor no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Autónoma de Lisboa.
CONTACTOS
jjlobo@sapo.pt

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Guitarrista, professor e compositor, José Mesquita Lopes nasceu a 25 de Dezembro de 1960. Depois de ter frequentado o Curso de Arquitectura no início dos anos oitenta, optou por seguir uma carreira musical. Estudou guitarra na Academia de Amadores de Música de Lisboa, onde concluiu o Curso Superior (10º grau), em 1987 com alta classificação, na classe de Paulo Valente Pereira.
Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian entre 1984 e 1986
Frequentou vários cursos internacionais, entre eles o da Costa do Estoril com Alberto Ponce (1980 a 90) e Hopkinson Smith, o de Alcoy (Espanha) com José Luís Gonzalez (1986) e o de Santo Tirso com Leo Brouwer, Abel Carlevaro e Roland Dyens. Estudou ainda com Alírio Diaz, Piñero Nagy, Dirk de Hertogh e particularmente com Christopher Lyall (1991). Em 2000 concluiu a Profissionalização em Guitarra na Escola Superior de Música de Lisboa, tendo neste mesmo ano começado a colaborar como professor cooperante de alunos estagiários - futuros professores deste instrumento.
Estudou Composição com Christopher Bochmann, Constança Capdeville, Emanuel Nunes, Cândido Lima e Leo Brouwer, entre outros, concluindo o Bacharelato do Curso Superior de Composição da Escola Superior de Música de Lisboa em 1994. Em 2003 concluiu a Licenciatura em Composição nesta mesma escola, onde obteve a classificação de 20 valores no Projecto Final do Curso ("Reflexões Sobre a Importância da Análise na Interpretação Musical"). Assistiu e participou em cursos/conferências de Leo Brouwer (94, 98 e 2001), Karlheinz Stockhausen, Elliot Carter e Reginald Smith-Brindle.
Foi premiado em vários concursos de composição: JMP (Luso/Espanhol/1986), ACAV - Aveiro(1987), Luís de Freitas Branco - Conselho Português da Música(1991), Joly Braga Santos - Câmara Municipal de Lisboa (1995) e 1º prémio no I Concurso de Composição Hispano Luso para guitarra "Cidade de Badajoz"(2006). Tem obras para instrumentos solistas, música de câmara vocal e instrumental, orquestral, concertante (Concerto para guitarra e orquestra) e electroacústica, tendo várias | |