APRRESENTAÇÃO
O jogo é importante nos âmbitos da Formação Musical especializada e nas Actividades de Enriquecimento Curricular, como na vida de crianças e adultos em geral.
Segundo Johan Huizinga (1938), “Jogo é uma actividade voluntária exercida dentro de determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria, e de uma consciência de ser diferente da vida quotidiana”.
Esta definição é interessante no contexto das AEC, pelo destaque da participação ativa, o carácter voluntário do jogo, a existência de objetivos e regras conhecidos de todos, a tensão/atenção e a alegria de atingir algo. A noção de tempo é fundamental na concepção e realização dos jogos pedagógicos musicais: o professor deve cuidar que o jogo dure o necessário e não mais do que isso, e que haja sempre uma preocupação de incluir todos, o que acabará por suceder com naturalidade se os jogos forem bem geridos.
O professor de Música nas AEC deve ter em conta que um jogo, para atingir os seus objetivos, não deve ser feito apenas uma vez. Por outro lado, as crianças têm níveis de competências diversos, valorizando sem sobrevalorizar a competitividade. Embora valorize a a boa execução e participação no jogo, deve contribuir para que as crianças joguem sem medo de errar: a experimentação tem um papel fundamental na Música.
As canções, acompanhamentos, lengalengas e obras devem ser de qualidade e ter a complexidade que estimule a descoberta da Música, sem ser tão difícil que as crianças a não entendam ou desistam.
Os jogos aqui apresentados podem ser utilizados para o professor conhecer musicalmente o grupo, para estimular a atenção e concentração, para levar à interpretação de ritmo e melodia, para desenvolver a capacidade auditiva e a criatividade.
António José Ferreira
17 Setembro 2010