ESTÓRIAS DE MÚSICA |
4 €. Encomenda por email, pagamento por transferência bancária para o NIB 0035 0309 0004 4173 5007 7 - CGD, em nome de António José Leite Ferreira, acompanhado de talão comprovativo. Os preços já incluem IVA e despesas de correio. A partir de seis, os materiais podem ser enviados à cobrança. |
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ABC dos animais / Na cidade dos automóveis / Os vizinhos da Casa Azul / O ritmo das quatro estações / Concerto no coreto / Pedro e o lobo / Breve história de pequenos músicos / O Natal do Ruben / O macaco e o violino / Lenda do Galo de Barcelos / Humor em torno de um piano / O rouxinol / Uma vez uma pastora / O grilo cantor / O cão D. Pantaleão / Os três porquinhos. |
LIVROS DE ESTÓRIAS |
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No Reino D'El-Rei Medricas |
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Três histórias pintadas com música |
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Jardim do arco-íris |
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Viver em Paris ao som de um Pífaro
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Cantar juntos 1 |
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Sebastião e os músicos do castelo |
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O Flautista de Hamelin |
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O Flautista de Hamelin |
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O Flautista de Hamelin |
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Gira Gira aprende música |
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Um Concerto no Coreto |
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A Gaita Maravilhosa |
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O Piano de Cauda |
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O Sam e o som |
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Pedro e o lobo (Verbo) |
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Pedro e o lobo (Disney) |
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Pedro e o lobo (Prokofiev) |
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Zeca Afonso, o andarilho da voz de ouro |
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O menino que se apaixonou por uma guitarra - Carlos Paredes |
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Este rapaz vai longe - Fernando Lopes-Graça quando jovem |
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Beethoven. Crianças famosas |
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História da Cantarina Cantora |
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Os Músicos de Bremen |
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A ponte da harmonia |
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Histórias e Canções | Primavera |
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Histórias e Canções | Verão |
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Histórias e Canções | Outono |
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Histórias e Canções | Inverno |
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A menina que tinha medo do escuro |
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Cantigas de encantar |
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A raposa e a cegonha |
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A pomba e a formiga |
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O pescador e o peixinho |
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Noddy. A Gaita-de-foles mágica |
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Bemol Saltitante |
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A CRIANÇA E OS SORTILÉGIOS |
Numa casa da Normandia, há uma lareira acesa, um gato sobre o tapete, um relógio de parede e um esquilo numa gaiola. O menino devia fazer os trabalhos escolares, mas só lhe apetece comer guloseimas e aborrecer os animais. A mãe repreende-o, e ele deita-lhe a língua de fora. Considera-se mau e odeia toda a gente.
Num acesso de mau génio, parte a xícara, rasga o livro, fere o esquilo, puxa o rabo do gato, rasga a cortina e arranca o pêndulo ao relógio. Avança para uma cadeira, mas ela escapa-lhe para junto de uma poltrona. Também o relógio protesta contra o miúdo: sai da parede e toca sempre, sem saber as horas. A xícara e o bule começam a dançar e ameaçam o miúdo rebelde que, aterrorizado, corre em direcção à lareira. Mas o fogo recrimina-o: "- Para trás! Eu aqueço os bons mas queimo os maus!"
Os pastores em miniatura descem das cortinas e executam danças antigas. Uma princesa sai do livro rasgado, dizendo-lhe que foi o primeiro seu amor, mas não se conhecerá o fim da história, porque o livro foi rasgado. Um gato preto salta pela janela e declara a sua paixão a uma gata. Cada animal que fugiu do jardim protesta pelos maus tratos recebidos. As próprias árvores perseguem o garoto, que grita pela mãe.
Ao ver o mal que fizera, começa a tratar os ferimentos dos animais, para espanto de todos. Ao verem que também o menino está ferido, ajudam o miúdo a procurar a mãe. Quando ela chega, encontro-o transformado num menino bom.
Ópera de Maurice Ravel, libreto de Colette

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ORFEU E EURÍDICE |
Orfeu, filho de Apolo e de Calíope, tinha o extraordinário dom da poesia e da música. Com as palavras do seu canto e os sons da sua lira, domesticava os animais selvagens, dava ordens aos rios e ventos, seduzia até as plantas e as pedras. Eurídice, sua mulher, foi, entretanto, mordida por uma serpente escondida entre as ervas, junto ao rio Hebro, quando era perseguida pelo pastor Aristeu, que a queria.
Eurídice morreu, mas não o amor de Orfeu. Tendo como única arma a sua lira, ousou descer aos infernos, espantando as trevas com a sua música. Suplicou a Plutão e Perséfone que devolvessem a vida à sua mulher. Comovidos pelo amor, os deuses concederam-lhe o desejo, na condição de Orfeu não olhar para trás, vendo apenas Eurídice quando chegassem à luz do sol. Mas Orfeu não se conteve: olhou para ver se, efectivamente, Eurídice o seguia, precipitando para sempre na morte a sua amada.
Gluck e outros

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PEDRO E INÊS |
D. Pedro I, gago e homem de temperamento nervoso, casou com Dona Branca, mas o matrimónio foi declarado nulo por incapacidade mental e física da infanta de Castela. Voltou a casar em 1336 com Dona Constança (de Aragão). Como rei de Portugal, procurou exercer a justiça no reino, que fez com decisões, por vezes, implacáveis.
Apaixonou-se cegamente por Inês de Castro, dama de corte da sua mulher. Seduzido pela sua estranha beleza, com ela desfrutou um amor ilícito e politicamente perigoso, visto que um descendente poderia entregar Portugal à coroa de Aragão. Dom Afonso IV, rei de Portugal, consentiu que executassem Inês. A Castro foi decapitada. Dom Pedro levantou armas contra o seu pai, contenda que não se prolongou muito.
Quando chegou ao trono, por morte do pai, pediu a extradição dos homicidas de Inês, dois dos quais foram executados de forma brutal. Apesar de morta, ordenou que Inês fosse reconhecida como sua verdadeira esposa e rainha de Portugal. A trágica história de amor tornou-se uma lenda em diversos países e formas de arte.
Zingarelli, Weber, Persiani, Giordani, Farinelli, Bocherini, Rui Coelho, Rigaud

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GUILHERME TELL |
Guilherme Tell era um homem pacífico e justo. Amava a sua pátria, a sua família e o seu arco. Embora a sua terra estivesse oprimida, ele tinha uma visão optimista da vida, por estar bem com a sua consciência e não saber até que ponto os tiranos se podem tornar cruéis e arbitrários. Tell acreditava que o bem triunfa sempre sobre o mal. Confiava mais na resistência passiva do que na prática da violência. Ingenuamente pensava que os tiranos acabarão por se cansar das suas atitudes se virem que reina a tranquilidade e a paz. E contudo, não temia tiranos.
Quando a mulher dizia que eles detestam os que praticam a justiça e ama a rectidão, Tell respondia que é por não poderem alcançá-los. Guilherme Tell era um homem solidário e extraordinariamente corajoso quando inocentes eram ameaçados. A opressão que atingia o seu povo, atingiu-o e à sua família. Gessler perseguiu-o diversas vezes, apesar de Tell o ter salvo numa ocasião em que uma tempestade no lago os iria perder, a caminho de uma prisão que seria terrível para Tell. Esperando que seja o próprio Deus a fazer justiça a Gessler, Tell fugiu para as montanhas. Todavia, diante dos ataques a pessoas indefesas, Tell não viu outra solução senão atacar e matar em legítima defesa das crianças, mulheres e velhinhos da sua aldeia. Ao libertar a pátria do seu tirano, Tell colaborou na realização da justiça humana e divina, restabelecendo a ordem moral e a paz que Gessler destruíra.
Gioacchino Rossini

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ROMEU E JULIETA |
Os Montecchi e os Cappelletti, duas famílias ilustres de Verona, eram inimigos figadais. Romeu, filho de Montecchi, namorava Rosalina. Mas, ao assistir disfarsado a uma festa em casa dos Cappelletti, apaixonou-se por Julieta. Depois da festa viram como o amor era mútuo e combinaram casar em segredo, o que viria a acontecer com a ajuda de Frei Lourenço.
Mercutio, amigo de Romeu, encontrou Tebaldo da família Cappelletti, furioso e agressivo por ter visto Romeu na festa em sua casa. Romeu responde amistosamente com palavras que deixam subentender o parentesco que já existe entre eles. O seu amigo Mercutio não aceita a submissão de Romeu e desembainha a espada. É morto por Tebaldo, e Romeu acaba por entrar também na contenda, matando, por sua vez, Tebaldo e sendo posteriormente condenado ao desterro.
Depois de passar a noite com Julieta, Romeu deixa Verona e vai para Mântua. Frei Lourenço julga ser a hora de tornar público o matrimónio, pois o pai de Julieta queria obrigá-la a casar com o Conde Paris. O frade aconselha-a a tomar um narcótico que a deixará como morta durante 48 horas. Avisará Romeu, que irá buscá-la ao sepulcro e a levará para Mântua, onde serão felizes para sempre. Todavia, a mensagem nunca chega a Romeu, pois Frei Lourenço é detido no caminho.
Romeu, que toma conhecimento da morte de Julieta, compra um veneno forte e dirige-se ao sepulcro para ver a sua amada, o que consegue depois de matar em duelo o Conde Paris. Romeu beija Julieta e bebe a taça com o veneno. Quando a sua amada acorda e vê Romeu envenenado, percebe que os planos falharam e, não encontrando sentido para a vida, apunhala-se a si mesma. Quando Frei Lourenço chega, a tragédia já está consumada. Tomando conhecimento do ocorrido, as famílias, comovidas com tão grande amor, reconciliam-se finalmente.
Charles Gounod e outros
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