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MARQUESA DE CADAVAL

UMA VIDA DE CULTURA

Documentário Marquesa de Cadaval - Uma Vida de Cultura, realização de João Santa Clara, produção de Vitor Beja e Maria João Machado.

Um eco do futuro com ingredientes do passado. De um passado com mais de um século?

Olga Nicolis di Robilant nasceu em Turim, no dia 17 de Janeiro de 1900. Florença e Veneza foram cidades onde colheu ensinamento e esmeradíssima educação durante a infância e juventude, tendo revelado, desde muito cedo, um particular interesse e afeto pelo piano. Neste documentário estão testemunhos de tantos que a conheceram e com ela conviveram: Maria Germana Tânger, Nella Maissa, Daniel Barenboim, Stephen Bishop-Kovacevich, Nelson Freire, Fernando Seara, Edite Estrela, João Paes, Luís Santos Ferro, Luís Pereira Leal, Maria Barroso, Jorge Sampaio, Tania Achot e Olga Prats bem como os familiares mais chegados. Juntam as suas vozes à da própria Marquesa de Cadaval num projeto multidisciplinar, que procura encontrar as linhas de sustentabilidade de ação da grande senhora que se tornou notada desde os tempos da Primeira Guerra Mundial, enquanto voluntária da Cruz Vermelha. Serviu como enfermeira radiologista. Foi nessa altura que conheceu uma amiga portuguesa que lhe apresentou Don António Caetano Álvares Pereira de Melo, Marquês de Cadaval, com quem veio a casar em Julho de 1926.

Dona Olga, mãe de duas filhas e ainda uma jovem viúva, dedicou-se a atividades musicais. Tornou-se Presidente da Sociedade de Concertos que tinha sido fundada por José Vianna da Motta, em 1917 tendo introduzido mudanças particularmente profundas, cuja principal consequência foi a presença regular em Lisboa dos mais extraordinários artistas, da maior fama mundial, em concertos inesquecíveis. No entanto, o seu nome também tem de ser obrigatoriamente referido quanto ao mecenato que exerceu em relação a jovens e talentosos artistas que, mais tarde, se tornaram tão conhecidos e famosos como Nelson Freire, Roberto Szidon, Martha Argerich, Jacqueline Dupré, Daniel Barenboim e muitos outros. Benjamin Britten o grande compositor britânico que tantas vezes convidou para o seu palácio de Veneza foi também um dos seus protégés, que em sua honra compôs, em 1964, a parábola religiosa Curlew River.

Um documentário, centrado exclusivamente na Senhora Marquesa de Cadaval, para além de testemunho para os vindouros, representa a possibilidade de se fixarem no tempo os passos mais significativos da notabilíssima mecenas da música, da grande figura de recorte humanístico que Sintra, Portugal, Veneza e o Mundo conheceram. E não nos referimos apenas à pessoa que Portugal acolheu, mas na personalidade de abrangência mundial da descendente de uma antiga família da mais alta aristocracia europeia. Entre os seus mais ilustres antepassados figuram, não só Catarina da Rússia mas também Frederico II da Prússia, o magnífico rei alemão, ele mesmo um bom músico, amigo de Johann Sebastian Bach e patrocinador de Carl Philip Emmanuel Bach que para ele trabalhou em Sans-Souci.

Marquesa de Cadaval

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